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© Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 
19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, 
sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. 
Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional 
Versão 1.1 
 
Dosagens de vitaminas e minerais: quais e precisão? 
Isis Tande da Silva 
 
Determinados dados bioquímicos representam ferramenta importante para o 
diagnóstico nutricional dos indivíduos. Esses dados podem ser chamados 
biomarcadores nutricionais, que se caracterizam como qualquer amostra biológica 
indicando o estado nutricional do indivíduo particularmente em relação à sua ingestão 
alimentar ou ao metabolismo dos componentes dietéticos. Nutrientes e componentes 
da dieta variam consideravelmente nos alimentos de acordo com o local de plantio ou 
processamento. Nesse sentido, os biomarcadores representam um indicador do 
consumo dietético de um indivíduo e do local onde esteja inserido. 
Para utilização de um biomarcador é importante ter uma visão bem clara de 
que este biomarcador não é reflexo direto da ingestão alimentar já que seus níveis 
plasmáticos podem sofrer influência de vários fatores como de fatores genéticos, 
efeito de fármacos e efeitos de determinadas doenças. 
A análise laboratorial constitui um importante item para a confiabilidade da 
dosagem de um biomarcador. Rigoroso protocolo deve ser utilizado para a coleta das 
amostras, para o transporte e preservação destas e para a sua análise. A análise 
laboratorial variará de acordo com sua precisão, acurácia, sensibilidade, 
especificidade, valor preditivo e validade. 
Precisão: grau de dispersão de um conjunto de observações em torno de um 
valor médio, que pode ser medida pelo desvio padrão ou pela variância indicando o 
grau de aderência dos valores entre si. 
Acurácia: grau de aderência das observações ao valor verdadeiro que, muitas 
vezes é desconhecido; seu valor mais provável é considerado como a média aritmética 
das observações. 
Sensibilidade e especificidade: são duas medidas que mostram quão preciso é 
um teste. A sensibilidade mede a capacidade do teste de identificar corretamente a 
 
 
 
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Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional 
Versão 1.1 
 
presença de um fator quando ele realmente existe. Por exemplo, detectar a presença 
de desnutrição naqueles que realmente tem desnutrição. 
A especificidade mede a capacidade do teste de excluir corretamente aqueles 
que não possuem um fator. Por exemplo, excluir os eutróficos daqueles que são 
desnutridos. 
Um bom teste possui uma alta sensibilidade e alta especificidade. Assim ele 
detectará no nosso exemplo corretamente aqueles que têm desnutrição daqueles que 
não a tem. 
Valor preditivo: probabilidade de um índice predizer corretamente a presença 
ou ausência de doença. 
Validade: adequação com que qualquer medida ou índice reflete o parâmetro 
de interesse. 
Outra questão importante são os pontos de corte adotados. Esses valores são 
normalmente definidos com base na análise de uma população de pacientes com 
manifestações clínicas e/ou funcionais das deficiências. Assim, tais pontos de corte, 
dependendo do tipo de análise laboratorial realizada, irão variar em função da idade, 
raça, e/ou especificidade. O material biológico mais utilizado nas análises bioquímicas 
é o sangue total ou alguma de suas frações. Alguns materiais menos utilizados são 
urina, cabelo, saliva, sêmen, líquido amniótico, unhas, pele e mucosa bucal. 
Nesse contexto, a dosagem de vitaminas e minerais sinaliza o consumo 
alimentar e as possíveis deficiências, além de relacionar-se com estado nutricional 
geral do indivíduo. Serão descritas abaixo, as principais vitaminas e minerais cuja 
análise laboratorial podem auxiliar na avaliação do estado nutricional dos indivíduos. 
Da mesma forma que o inquérito alimentar, os dados bioquímicos constituem 
uma ferramenta que deve ser associada a outros parâmetros para que se conclua ao 
final o estado nutricional do indivíduo. 
 
 
 
 
 
 
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Ácido Fólico 
 
O termo genérico folato descreve o ácido fólico e componentes relacionados 
com a mesma atividade biológica. Entre estes encontramos os folatos 
monoglutamatos e os folatos poliglutamatos, cuja absorção intestinal é de 
aproximadamente 70% e 50%, respectivamente. Após a absorção, os poliglutamatos 
são transformados em monoglutamatos no lúmen intestinal, e posteriormente são 
transportados para o fígado, onde encontramos cerca da metade dos estoques 
corporais (5-10mg, e para os tecidos periféricos. 
O ácido fólico é essencial e muito importante durante os primeiros 28 dias de 
gestação, e continua essencial durante todo o ciclo de vida. O ácido fólico está 
envolvido na prevenção de defeitos do tubo neural e também na prevenção da 
deterioração da função cognitiva nos estágios mais avançados da vida. O folato, 
quando está em sua forma ativa, age como coenzima nas reações do metabolismo de 
aminoácidos, na síntese de purina e pirimidina e na formação de ácidos nucléicos. 
Dessa forma, as células de rápida proliferação que são as mais sensíveis às 
anormalidades no metabolismo de DNA são as que primeiro demonstram a deficiência 
desse nutriente. Entre elas, em primeiro lugar temos as células hematopoiéticas, na 
sequência, as epiteliais e as células das gônadas. Assim, os primeiros sinais de 
deficiência serão a hiper-segmentação de neutrófilos, em primeiro lugar na medula 
óssea e, em seguida, no sangue periférico. Eventualmente seguidos por fadiga, 
anorexia, insônia, glossite, queilose angular, aftas recorrentes e palidez. 
Para o diagnóstico da deficiência de folato um dos principais parâmetros 
utilizados são as alterações morfológicas do sangue periférico que são similares ao 
observado na deficiência de vitamina B12. Essas modificações ocorrem quando a 
anemia já está instalada e representa o estágio final da deficiência de folato ou da 
vitamina B12. A anemia nesse caso é chamada megaloblástica e será identificada por 
elevados valores de volume corpuscular médio (VCM) e da concentração de 
 
 
 
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hemoglobina corpuscular média (VHCM). No entanto, esses dados isolados não podem 
ser utilizados para diferenciar a deficiência dessas duas vitaminas. 
A dosagem da concentração plasmática de folato é o primeiro indicador de 
balanço negativo de folato. No entanto, é muito sensível à ingestão recente e não 
permite identificar o estado corporal dos estoques de folato. 
Um dos principais testes alternativos é a dosagem da concentração de folato 
noseritrócitos, pois, nestes, as flutuações de folato em curto prazo são menos 
sensíveis e estarão reduzidas apenas após alguns meses de privação de folato. Nesse 
estágio muitas vezes as evidências clínicas e bioquímicas dessa deficiência ainda não 
serão evidentes. As concentrações baixas de folato nos eritrócitos também ocorrerão 
durante a deficiência de B12. Assim, para um adequado diagnóstico essa avaliação 
deverá ser associada à concentração plasmática dessas vitaminas. 
 
 
Vitamina B12 
O termo B12 é utilizado para descrever todos os compostos com atividade 
biológica de cianocobalamina. Após absorção da vitamina B12 esta é armazenada 
principalmente no fígado sendo que o estoque total de B12 gira em torno de 2 a 4 mg. 
A principal fonte da vitamina na alimentação humana provém de alimentos de origem 
animal. No organismo humano a vitamina B12 atua como co-fator para duas enzimas: 
a metionina sintase e L-metilmalonil-coA mutase, envolvidas direta ou indiretamente 
no metabolismo da homocisteína. A vitamina B12 está envolvida no metabolismo do 
ácido nucléico. Nesse contexto, a vitamina B12 age diretamente no metabolismo da 
homocisteína. Com a deficiência desse nutriente temos a redução da formação de 
homocisteína e a reação é desviada para a geração de ácido metilmalônico. Como na 
deficiência de folato temos um comprometimento da síntese de DNA. 
As manifestações clínicas da deficiência de B12 ocorrem no sistema 
hematopoiético, gastrointestinal e neurológico. Verifica-se a presença de anemia 
megaloblástica, glossite atrófica, atrofia das papilas da língua e em alguns casos 
 
 
 
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diarreia. Neuropatia e disfunção da medula espinhal podem ocorrer, no entanto, são 
raramente observados, visto que a deficiência de B12 é normalmente diagnosticada 
precocemente. 
A vitamina B12 circula no plasma ligada a proteínas denominadas 
transcobalaminas, que se subdividem em transcobalamina I, II e III. No início da 
deficiência de B12, diante de um balanço negativo, o conteúdo de B12 ligada à 
transcobalamina II se reduz no plasma. Dessa forma, o percentual de saturação de 
transcobalamina II sérica reduzido é um dos primeiros índices alterados na deficiência. 
Como um marcador precoce parece uma análise bastante promissora, no entanto, 
encontrar o método adequado para essa dosagem é uma das maiores dificuldades. 
Embora imunonsaios modernos tenham sido desenvolvidos, seu uso comercial ainda 
não está aprovado. 
Na sequência, caso o balanço negativo persista ocorre a redução das 
concentrações séricas de B12. Essa dosagem é uma das principais medidas utilizadas 
para se definir o status corporal dessa vitamina. No entanto, a redução de B12 sérica 
ocorre também na deficiência de ferro, na deficiência de folato, em pacientes com 
miloma múltiplo e até mesmo e durante a gestação. Dessa forma sua especificidade é 
controversa. Além disso, os métodos de análise como ensaios microbiológicos, 
cinéticos, imunoensaios por quimioluminescência entre outros, apresentam grandes 
variações entre si. Apesar dessas limitações, nenhum substituto para essa dosagem é 
ainda totalmente aceito. A dosagem de homocisteína e do ácido metilmalônico são 
duas propostas atuais. 
A avaliação de ácido metilmalônico é bastante específica, visto que não se 
modifica na deficiência de folato. Além disso, mostra-se mais sensível que a dosagem 
de B12 sérica, tendo sido considerado superior a dosagem de homocisteína. No 
entanto, não é completamente sensível, visto que pode se elevar em outras situações 
clínicas tais como: na insuficiência renal, gravidez, doenças da tireóide, em condições 
de hemoconcentração e no aumento de bactérias intestinais produtoras de seu 
precursor ácido propriônico. Além desse fato, sua análise laboratorial depende de 
 
 
 
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técnicas mais caras como espectrometria de massa e cromatografia gasosa, o que 
limita sua dosagem rotineira. A dosagem do ácido metilmalônico é mais simples, no 
entanto, sua concentração urinária aumenta drasticamente no período pós-prandial, 
fato que ocasiona resultados falso-positivos inviabilizando a utilização dessa análise. 
Assim como o ácido metilmalônico a dosagem de homocisteína é bastante 
específica e aparece precocemente, precede os sintomas clínicos. A associação das 
duas medidas seria bastante relevante, visto que a homocisteína também se eleva na 
deficiência de folato. Fato que não ocorre para o ácido metilmalônico. A homocisteína 
é ainda influenciada pela deficiência de vitamina B6, insuficiência renal, deficiência de 
cistationina sintase e nos erros inatos do metabolismo. Desse modo, vários fatores 
contribuem para baixa especificidade do teste. Além disso, da mesma forma que o 
ácido metilmalônico os métodos utilizados para sua análise são caros e de difícil 
padronização (cromatografia gasosa com espectrometria de massa, cromatografia de 
troca iônica, líquida de alta eficiência, imunoensaios). 
Para a deficiência de B12 um dos principais parâmetros utilizados são as 
alterações morfológicas do sangue periférico. Essas modificações representam a 
anemia instalada e o estágio final da deficiência de folato ou B12. Temos, do mesmo 
modo, a anemia megaloblástica, identificada por elevados valores de volume 
corpuscular médio (VCM) e da concentração de hemoglobina corpuscular média 
(VHCM). Dados esses que não definem se a deficiência existente é de B12 ou folato, 
assim a análise da concentração plasmática desses nutrientes favorece o diagnóstico. 
Desse modo, o diagnóstico laboratorial precoce da deficiência de vitamina B12 
ainda não é muito simples. O ácido metilmalônico, a homocisteína e a transcobalamina 
II representam possíveis alternativas, mas para isso novas pesquisas quanto a 
metodologia de análise precisam ser desenvolvidas para melhor especificidade e 
sensibilidade. 
 
 
 
 
 
 
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Vitamina A 
O termo vitamina A inclui todos os compostos com atividade biológica de 
retinol. Retinal (um aldeído), retinol (um álcool) e ácido retinóico compõem as 
principais formas encontradas. Dentre os carotenóides com atividade pró-vitamina A, 
o β-caroteno é o composto mais ativo e mais encontrado nos vegetais; α-caroteno e γ-
caroteno possuem metade da atividade biológica do β-caroteno. A vitamina A pré-
formada poder ser encontrada apenas em alimentos de origem animal. 
A vitamina A atua de forma bastante clara na visão, uma das principais 
consequências de sua deficiência é o prejuízo das funções tanto das células bastonetes 
quanto das células cone. 
Estudos populacionais brasileiros consideram a deficiência de vitamina A um 
problema de saúde pública nas regiões Nortee Nordeste e algumas áreas do Sudeste. 
As principais causas da deficiência de vitamina A podem ser resumidas em duas 
categorias de amplo espectro: a alimentação inadequada e a presença de processos 
infecciosos. Na deficiência inicialmente observa-se distúrbio de crescimento, perda de 
apetite e reduzida resposta imunológica com baixa resistência às infecções. A cegueira 
noturna, seguida por lesões oculares, se desenvolvem quando não existe mais reserva 
hepática de vitamina A. 
O indicador mais utilizado para o diagnóstico de deficiência de vitamina A é a 
concentração sérica de retinol. No entanto, essa medida apenas representará a 
condição de vitamina A quando os estoques estiverem depletados ou excessivamente 
altos. Além disso, uma variedade de fatores exógenos afeta o conteúdo total de 
vitamina A e retinol sérico, desde doença hepática, até estresse, desnutrição proteica, 
deficiência de zinco, doença renal crônica, infecção, fibrose cística, dieta hipolipídica, 
estrógenos, idade, sexo e raça. Dessa forma essa não é uma dosagem totalmente 
sensível e específica para diagnóstico de deficiência de vitamina A. Apesar disso, a 
OMS recomenda sua utilização especialmente para a detecção de risco populacional. 
Outra alternativa existente é a citologia de impressão conjuntival que detecta 
mudanças fisiológicas precoces que ocorrem na deficiência de vitamina A. Essas 
 
 
 
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mudanças incluem a perda progressiva de células caliciformes na conjuntiva e em 
outras regiões, e o aparecimento de células epiteliais alargadas e parcialmente 
queratinizadas. A citologia de impressão consiste em um método não invasivo e 
indolor para avaliação da superfície ocular. Um papel filtro é aplicado sobre a 
superfície córneo-conjuntival e remove amostras que contém de uma a três camadas 
de células epiteliais. A técnica preserva as características morfológicas e anatômicas 
das células obtidas, assim, as amostras são fixadas, coradas e examinadas em 
laboratório, usando-se um método modificado para a citologia da superfície ocular. 
Esse método tem demonstrado grande validade para distinguir indivíduos com 
deficiência pré-clínica de vitamina A de indivíduos normais. Estudos têm demonstrado 
boa especificidade e sensibilidade para detecção de deficiência de vitamina A. 
Mais biomarcadores específicos e que detectem o risco precoce para 
deficiência de vitamina A são necessários. Até o momento o mais acessível na prática 
clínica é mesmo a dosagem de retinol, associada às variáveis clínicas. 
 
 Vitamina D 
A vitamina D é um nutriente extremamente importante para o metabolismo 
ósseo. Inicialmente ela garante a adequada absorção intestinal de cálcio e fósforo, 
posteriormente regula a mineralização óssea. Essa definição inclui um grupo de 
esteróides com atividade biológica de vitamina D3 (colecalciferol). A vitamina D é 
absorvida no intestino ou produzida pela pele circulando no organismo associada às 
proteínas. A vitamina D3 biologicamente inativa, quando exposta à ação da 25-
hidroxilase, presente no fígado, é convertida à 25-hidroxicolecalciferol, depois ao 
metabólito ativo 1,25-diidroxicolecalciferol no rim pela enzima conversora 1 α-
hidroxilase. Essa enzima é produzida por estímulo do paratormônio. Além de auxiliar 
em sua conversão o paratormônio atua em conjunto com a forma ativa da vitamina D 
para aumentar as concentrações de cálcio no sangue, e atua diretamente sobre o trato 
gastrintestinal, rim e ossos. 
 
 
 
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A dosagem do 25-hidroxicolecalciferol é a principal metodologia utilizada para 
detectar os níveis de vitamina D, pois em geral ela reflete os estoques hepáticos desse 
nutriente. O que é extremamente importante, visto que o fígado é seu principal local 
de reserva corporal. Além disso, essa é a forma mais abundante de vitamina D 
circulante e a que possui maior meia-vida. No entanto, alguns fatores influenciam sua 
concentração tais como: sazonalidade, uso de suplementos, latitude, idade e sexo. 
Apesar dessas variações sua dosagem é considerada uma medida precisa e integrativa, 
visto que reflete ingestão e produção cutânea. Seu nível ideal ainda é discutido. A 
dosagem associada do paratormônio fornece informações adicionais ao diagnóstico, 
visto que na deficiência de vitamina D teremos redução de cálcio sérico e elevação 
desse hormônio. 
A metodologia mais indicada para dosagem de 25-hidroxicolecalciferol é o 
ensaio de ligação competitiva, após sua separação por HPLC (Cromatografia Líquida de 
Alta Eficiência, em inglês: High Performance/Pressure Liquide Chromatography) 
Outros marcadores de vitamina D têm sido usados entre eles: excreção urinária 
de cálcio (diminui na deficiência de vitamina D), alterações nas biópsias ósseas e 
atividade da fosfatase alcalina (aumenta com a deficiência da vitamina D). No entanto, 
em geral esses métodos são complexos e onerosos, possuem baixa especificidade e 
sensibilidade ou indicam somente a deficiência grave de vitamina D. 
 
 
Ferro 
O ferro exerce importantes funções no metabolismo. Atua no transporte e 
armazenamento de oxigênio, nas reações de liberação de energia na cadeia de 
transporte de elétrons, na conversão de ribose e desoxiribose, como cofator de 
reações enzimáticas e reações metabólicas essenciais. Dessa forma é um nutriente 
extremamente importante para o nosso organismo. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa
 
 
 
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A deficiência de ferro é a carência nutricional mais prevalente no mundo, 
observada em lactentes, pré-escolares, adolescentes e gestantes. Ela resulta do 
consumo inadequado de ferro, da absorção reduzida, da perda elevada ou de uma 
combinação desses fatores. 
As manifestações clínicas da deficiência são anemia, estomatite angular, 
glossite, disfagia, coliníquia (unhas em forma de colher) e pagofagia (comer gelo). 
Sintoma menos específicos incluem perda de energia, cansaço, anorexia, maior 
susceptibilidade à infecção e redução de performance intelectual. 
O ferro é distribuído no adulto normal em três compartimentos: ferro essencial, 
ferro transportado e ferro estocado. O ferro essencial é encontrado na hemoglobina 
(70%), na mioglobina (4%) e junto às enzimas catalases, peroxidases (menos de 1%). O 
ferro transportado corresponde aquele associado à proteína transferrina. E o ferro 
estocado se encontra predominantemente no fígado (25%), dos quais cerca de 2/3 
estão ligados à ferritina. Certa quantidade de ferritina pode ser encontrada em 
pequenas concentrações no plasma. 
O primeiro estágio da deficiência afeta os estoques de ferro, nesse momento os 
níveis de ferro transportado e hemoglobina encontram-se normais,mas a depleção 
dos estoques se reflete na queda das concentrações de ferritina sérica. Com a redução 
dos estoques de ferro, o suprimento desse nutriente para a formação de células 
eritropoiéticas é progressivamente reduzido e ocorre redução da saturação de 
transferrina. Em contraste, a protoporfirina eritrocitária, que é um precursor do heme, 
se eleva, pois sem o ferro não é possível a formação do heme. Os níveis de 
hemoglobina caem drasticamente, mas podem ainda se manter dentro da 
normalidade. Por fim, ocorre a exaustão dos estoques e declínio do ferro circulante, 
que se caracteriza por anemia microcítica hipocrômica. Observa-se claramente 
redução dos valores de hemoglobina, ocorre redução do hematócrito, além de 
redução do volume corpuscular médio (VCM) e da concentração de hemoglobina 
corpuscular média (VHCM). 
 
 
 
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Dessa forma, vários componentes podem ser analisados para verificação da 
deficiência de ferro. No entanto, apenas a união das várias medidas tornará a 
avaliação da deficiência mais segura e específica. 
Os melhores métodos para dosagem de reserva de ferro e estado de ferro são a 
flebotomia (após indução de deficiência do mineral na hemoglobina, calcula-se as 
reservas de ferro) e a dosagem da homossiderina na medula óssea. No entanto, estes 
são dois métodos muito invasivos, o que é inviável na prática clínica mesmo em 
estudos populacionais. 
Como vimos, a ferritina sérica faz parte das reservas corporais de ferro e pode 
ser dosada através do sangue periférico, através de radioimunoensaio, 
enzimaimunoensaio ou quimioluminescência, cada um com valores de referência 
específicos. Na deficiência de ferro os valores estarão reduzidos. Valores elevados são 
observados na presença de infecção, neoplasia, leucemia, hepatopatia, alcoolismo e 
hipertiroidismo. Essa medida representa um importante parâmetro para diagnóstico 
da deficiência de ferro, apesar de apresentar limitações na infância e gestação, quando 
seus valores estão naturalmente reduzidos. Outra limitação existente é o fato dos 
pontos de corte não estarem claramente definidos. 
Outro parâmetro importante é o ferro sérico que estará reduzido na 
deficiência, no entanto seus valores são fortemente influenciados pela presença de 
infecção que também reduz sua concentração. A capacidade total de ligação do ferro 
ou transferrina estaria elevada na deficiência de ferro. No entanto, essa medida é 
influenciada pela presença de inflamação, que leva a redução de sua capacidade de 
ligação. A associação de inflamação e deficiência de ferro pode levar a valores normais 
de capacidade total de ligação do ferro. Associando essas duas medidas podemos 
avaliar a saturação da transferrina (ferro sérico/ capacidade total de ligação do ferro), 
essa medida é mais específica e sensível. No entanto, ainda é influenciada pela 
presença de inflamação e principalmente de infecção, pois seu cálculo provém das 
medidas citadas. Esse é um importante parâmetro na diferenciação da anemia 
 
 
 
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ferropriva para talassemia, pois as duas são microcíticas e hipocrômicas, no entanto, 
na talassemia a saturação de transferrina será sempre elevada. 
Talassemia: doença hereditária autossômica recessiva cujo defeito genético resulta na redução da taxa 
de síntese de uma das cadeias de globina que formam a hemoglobina. A redução da síntese de uma das 
cadeias de globina pode causar a formação de moléculas de hemoglobina anormal, causando anemia. 
 
Na mesma direção temos a dosagem dos receptores de transferrina que 
apresentam maiores valores na presença de deficiência de ferro, na anemia 
hemolítica, autoimune e na talassemia. Sua análise tanto por radioimunoensaio 
quanto por enzimaimunoensaio mostra boa sensibilidade. Estudos têm demonstrado 
bons resultados com essa dosagem visto que parece não ser influenciada pela 
gestação, infecção ou inflamação. 
Como principais parâmetros temos a dosagem de hemoglobina. No entanto 
esse não é um método específico e sensível, pois pode ser influenciado por diversas 
patologias como desnutrição, infecção, inflamação, hemorragia, deficiência de folato, 
deficiência de B12, entre outras. Além de variar com o sexo, faixa etária e raça. Nesse 
estágio, em que a hemoglobina já está reduzida os dados de tamanho e cor das células 
vermelhas (VCM e VHCM) são muito úteis para o diagnóstico da deficiência de ferro, 
pois teremos células hipocrômicas e microcíticas. No entanto, só poderão ser 
utilizados após a instalação da anemia. 
Dessa forma, observamos que nenhum dos parâmetros poderá ser utilizado 
isoladamente por apresentarem influência de outros fatores. De acordo com o 
NHANES o ideal é a utilização de ao menos dois parâmetros. Outra questão importante 
são os pontos de corte adotados que variarão de metodologia para metodologia e de 
população para população. 
 
Cálcio 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Autoss%C3%B4mica_recessiva
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gen%C3%A9tico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Globina
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemoglobina
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADntese
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mol%C3%A9cula
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemoglobina
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anemia
 
 
 
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© Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 
19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, 
sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. 
Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional 
Versão 1.1 
 
O cálcio é o mineral mais abundante no organismo humano, e encontra-se 
principalmente estocado nos ossos. Na circulação suas várias formas se encontram em 
equilíbrio dinâmico, das quais 45% a 50% estão na forma iônica, 40% ligados a 
proteínas, especialmente à albumina, e 10% a 15% como cálcio complexado, ou seja, 
ligado a ânions de baixo peso molecular, como bicarbonato, citrato, fosfato e lactato. 
O cálcio está envolvido em vários processos metabólicos, desde ativação 
enzimática, até coagulação, contratilidade muscular, transmissão nervosa, funções 
hormonais e transporte através de membrana celular. A deficiência de cálcio 
caracteriza-se pela desmineralização óssea (osteopenia), que pode ocorrer de forma 
lenta e insidiosa como resultado de uma combinação de fatores coexistentes como 
dieta, situação endócrina, genética e idade. 
Para avaliação da disponibilidade corporal de cálcio, a dosagem do cálcio sérico 
total não é uma medida útil, pelo fato de não ser uma medida constante. Um exemplo 
é a ocorrência de qualquer alteração das proteínas séricas, especialmente a albumina, 
quando ela reduz temos uma redução do cálcio sérico total, sem que isso represente 
uma alteração em sua fração ionizada. 
Com o desenvolvimento tecnológico a dosagem do cálcio iônico tornou-se uma 
ferramenta de melhor poder diagnóstico por sua maior especificidade. Apesar de toda 
a evolução a dosagem exige maior cuidado na coleta, vistoque o contato com o ar 
pode inviabilizar os resultados. 
Outra dosagem possível é a excreção urinária de cálcio. O cálcio urinário de 24h 
refletirá o equilíbrio entre absorção do cálcio dietético e a perda/ganho ósseo. 
Enquanto a calciúria isolada pode ser medida pela coleta da manhã, após jejum de 12 
horas, desprezando-se a primeira micção. Nas duas análises o devido cuidado com o 
horário será essencial, e essa representa uma das maiores dificuldades da análise. 
Além disso, o valor de referência ainda é bastante discutido. 
Para avaliarmos de forma indireta o estado corporal de cálcio, podem, ainda, 
ser utilizadas medidas de densidade mineral óssea. A densitometria óssea de única ou 
dupla emissão de raios X e a tomografia computadorizada refletirão também o estado 
 
 
 
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mineral ósseo. No entanto, teremos a detecção da deficiência já estabelecida. Para 
uma detecção precoce a dosagem do cálcio ionizado será de maior valia. 
 
Zinco 
Um elemento traço é aquele que é necessário em pequenas quantidades pelo 
organismo humano, isto é em microgramas ou miligramas por quilograma de peso 
corporal. O zinco é um desses elementos e apesar de serem necessárias pequenas 
quantidades é um elemento extremamente importante. O zinco é um constituinte de 
mais de 200 metaloenzimas que participam do metabolismo protéico, lipídico e de 
carboidratos, assim como da síntese e degradação dos ácidos nucléicos. Dessa forma, 
ele é essencial para o crescimento, desenvolvimento, reprodução, imunidade, função 
sensorial, proteção antioxidante e estabilização de membranas. 
Sua deficiência acarreta atraso de crescimento, atraso de maturação sexual, 
redução do apetite, letargia mental e alterações na pele. A identificação precoce da 
deficiência deste elemento-traço é alvo importante na prática clínica. Não existe até o 
momento um indicador altamente específico e sensível para definição de deficiência 
de zinco. Recomenda-se a associação de mais de um indicador como a dosagem do 
zinco plasmático; da concentração de zinco presente no cabelo; da concentração de 
metalotioneína presente nos eritrócitos; da atividade de enzimas dependentes de 
zinco e de provas funcionais (percepção do paladar, resposta atrasada de 
hipersensibilidade etc). 
A concentração plasmática de zinco normalmente reduz em sua deficiência, no 
entanto, na deficiência marginal esses valores aparecem dentro da normalidade. É um 
marcador sensível apenas em situações de deficiência grave. Além disso, fatores como 
estresse, infecção, ingestão alimentar e estado hormonal irão influenciar essa 
dosagem. 
A dosagem de zinco presente no cabelo em crianças reflete o estado de zinco, 
porém é influenciada por fatores como idade, sazonalidade e desnutrição. Além disso, 
em adultos sua dosagem parece não refletir o estado corporal de zinco. 
 
 
 
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A dosagem de zinco nos eritrócitos e linfócitos apresenta diversos problemas 
metodológicos e pode não refletir o estado atual de zinco. A determinação de enzimas 
dependentes de zinco parece ser uma boa alternativa embora mais estudos sejam 
necessários para determinar sua especificidade e sensibilidade em humanos. 
As provas funcionais podem ser utilizadas como medida adicional para 
avaliação da funcionalidade fisiológica. 
 
 
Iodo 
O iodo, assim como o zinco, é um elemento-traço essencial ao organismo 
humano. Sua função exclusiva no corpo humano é ser um componente dos hormônios 
tireoidianos tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). Esses hormônios são necessárioa para 
o crescimento, desenvolvimento e manutenção do estado metabólico normal. Dessa 
forma, o bócio (aumento da tireóide) representa a principal consequência da 
deficiência desse nutriente. Em áreas onde há deficiência severa de iodo o cretinismo 
endêmico pode ocorrer. Outras manifestações de sua deficiência são o retardo mental, 
cansaço físico, retardo do crescimento, amenorreia com prejuízo da função 
reprodutiva, e comprometimento cerebral. 
Uma das principais formas de avaliação da deficiência de iodo é sua excreção 
urinária em jejum. A dificuldade encontrada nessa análise é que a ingestão alimentar 
anterior pode afetar os dados coletados. Além disso, a função renal precisa estar 
normal já que um clearance renal alterado afetará o liberação renal de iodo. A 
avaliação da excreção de iodo urinário é um instrumento capaz de avaliar o estado 
nutricional atual de iodo e refletir alterações recentes nos níveis de ingestão, 
constituindo, sobretudo, um indicador de impacto da iodação do sal na saúde da 
população, ideal para detecção precoce e intervenção preventiva da deficiência. 
A pesquisa mais recente sobre a prevalência da deficiência de iodo em nível 
nacional registrou prevalência de bócio de 1,4%, bem abaixo do limite máximo de 5% 
indicado pela OMS como problema de saúde pública. 
 
 
 
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Outra alternativa são as dosagens da concentração plasmática de T3 e T4, assim 
como do hormônio estimulante da tireóide (TSH). Essa é uma medida muito 
importante especialmente em neonatos para detecção do hipotiroidismo congênito. 
Os hormônios representam uma medida bastante sensível e específica para a 
deficiência de iodo. Serão observados valores reduzidos de T3 e T4 e nas condições 
mais severas e TSH estará notavelmente elevado. Além do mais é um teste que pode 
ser realizado por kits comerciais amplamente distribuídos utilizando-se o método 
radioimunoensaio. No entanto, teremos nessa avaliação a detecção da deficiência 
cronicamente instalada. 
 
Além dos nutrientes citados vários outros são extremamente importantes para 
o organismo humano. 
Os nutrientes aqui apresentados foram selecionados porque se destacam como 
os mais importantes na avaliação do estado nutricional dos indivíduos sendo suas 
deficiências as mais comumente encontradas na população em geral. 
Alguns deles são mais prevalentes de acordo com a faixa etária: 
Recém-nascidos: vitamina A e ferro. 
Crianças em geral: ferro, vitamina A, vitamina D e zinco. 
Mulheres em idade reprodutiva: ácido fólico, ferro e vitamina A. 
Gestantes: cálcio, ferro, iodo, vitamina A, ácido fólico, vitamina D 
Mulheres no período pós-parto: vitamina A. 
Idosos: cálcio e vitamina D. 
 
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