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Aula 5 Processo Judiciário do Trabalho Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judiciário - Área Administrat... Prof. Guilherme Biazotto Sumário ....................................................................................................................................................................................... PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO......................................................................................................... PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO......................................................................................................... LISTA DE QUESTÕES..................................................................................................................................... PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO......................................................................................................... RESUMO DIRECIONADO................................................................................................................................ 3 9 9 13 13 2 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO 1. DISPOSIÇÕES GERAIS O Processo Judiciário do Trabalho traz pontos basilares e primordiais para a compreensão e a correta interpretação e integração do Processo do Trabalho. O Processo Judiciário do Trabalho traz o princípio da conciliação, o princípio dos amplos poderes do juiz do trabalho e o princípio da subsidiariedade. Segue abaixo o capítulo sobre o Processo Judiciário do Trabalho. TÍTULO X DO PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 763 - O processo da Justiça do Trabalho, no que concerne aos dissídios individuais e coletivos e à aplicação de penalidades, reger-se-á, em todo o território nacional, pelas normas estabelecidas neste Título. Art. 764 - Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação. § 1º - Para os efeitos deste artigo, os juízes e Tribunais do Trabalho empregarão sempre os seus bons ofícios e persuasão no sentido de uma solução conciliatória dos conflitos. § 2º - Não havendo acordo, o juízo conciliatório converter-se-á obrigatoriamente em arbitral, proferindo decisão na forma prescrita neste Título. § 3º - É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório. 3 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho Art. 765 - Os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento rápido das causas, podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas. Art. 766 - Nos dissídios sobre estipulação de salários, serão estabelecidas condições que, assegurando justos salários aos trabalhadores, permitam também justa retribuição às empresas interessadas. Art. 767 - A compensação, ou retenção, só poderá ser argüida como matéria de defesa Art. 768 - Terá preferência em todas as fases processuais o dissídio cuja decisão tiver de ser executada perante o Juízo da falência. Art. 769 - Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste Título. A partir de agora precisaremos analisar detalhadamente esses pontos basilares e primordiais. 2. PRINCÍPIO DA CONCILIAÇÃO Um dos princípios mais importantes do Direito Processual do Trabalho. Definitivamente todas as ações ajuizadas perante a Justiça do Trabalho necessariamente serão submetidas à conciliação, independentemente se a ação trabalhista é individual ou coletiva, se a ação está tramitando no rito ordinário ou sumaríssimo. Este princípio é tão importante que ele tem 2 parâmetros: 1º) juiz; 2º) partes. 1º Parâmetro: o juiz do trabalho é obrigado a tentar a conciliação entre as partes, sendo que em ação trabalhista perante o rito ordinário são obrigatórias 2 tentativas, e, sendo que em ação trabalhista perante o rito sumaríssimo é obrigatória 1 tentativa. Este princípio é tão importante que, caso o juiz esqueça de tentar a conciliação entre as partes, sua sentença é nula, ou seja, a tentativa conciliatória é requisito de validade da sentença trabalhista. 2º Parâmetro: independentemente da tentativa conciliatória pelo juiz, as partes podem chegar a um acordo em qualquer fase ou momento do processo. As partes podem conciliar antes ou depois da sentença, podem conciliar durante o julgamento de algum recurso, podem conciliar inclusive durante a execução. Art. 764 - Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação. § 1º - Para os efeitos deste artigo, os juízes e Tribunais do Trabalho empregarão sempre os seus bons ofícios e persuasão no sentido de uma solução conciliatória dos conflitos. § 2º - Não havendo acordo, o juízo conciliatório converter-se-á obrigatoriamente em arbitral, proferindo decisão na forma prescrita neste Título. § 3º - É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório. 3. PRINCÍPIO DA CELERIDADE Este princípio encontra-se previsto no art. 765 da CLT, e tem por objetivo fazer com que o processo do trabalho seja mais rápido possível. Se o juiz possuir alternativas para a condução do processo ele é obrigado a adotar a alternativa mais célere. 4 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho Art. 765 - Os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento rápido das causas, podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas. 4. PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE Tal princípio encontra-se previsto no art. 769 da CLT: Art. 769. Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste Título. Caso não haja previsão na CLT para a prática de algum ato processual, o direito processo comum (CPC) será a fonte subsidiária do Direito Processual do Trabalho. 5. MAJORAÇÃO DOS PODERES DO JUIZ DO TRABALHO No Direito Processual do Trabalho o juiz do trabalho é o super homem ou mulher maravilha, porque pode conduzir o processo da forma que achar melhor. Art. 765 - Os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento rápido das causas, podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas. 6. COMPENSAÇÃO E RETENÇÃO Qualquer pedido de compensação ou retenção de valores, deverão, necessariamente, constar expressamente SOMENTE na defesa/ contestação. Assim, caso o Reclamado tenha algum valor para compensar, ou algum valor do Reclamante para reter, necessariamente deverá informar e alegar isso em um ponto da defesa/ contestação. Apenas a título de curiosidade, o Reclamado pleiteará a compensação/ retenção dentro do mérito, não é matéria a ser alegada em sede preliminar, como ilegitimidade passiva, gratuidade de justiça, grupo econômico, responsabilidade solidária, responsabilidade subsidiária, entre outras. O mais importante deste tópico é você entender a diferença entre compensação e retenção. A compensação é um instituto do Direito Civil, previsto no art. 368, e somente ocorrerá quando o credor e o devedor possuem créditos e débitos recíprocos, como por exemplo adiantamento salarial por parte da empresa ao trabalhador, e danos materiais causadospelo trabalhador e suportados pela empresa. A Súmula 18 – TST determina que a compensação somente pode ser processada nos autos, desde que tanto o crédito quanto o débito sejam, AMBOS, de natureza trabalhista: SUM-18COMPENSAÇÃO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 A compensação, na Justiça do Trabalho, está restrita a dívidas de natureza trabalhista. Assim, caso o trabalhador tenha um empréstimo com a empresa, este valor não poderá ser objeto de compensação em matéria de defesa, porque trata-se de débito de natureza civil. Tanto o art. 767 da CLT quanto a Súmula 48 – TST determina que o pedido de compensação de algum crédito e débito recíprocos, somente pode ser pleiteada em matéria de defesa. 5 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho Art. 767 - A compensação, ou retenção, só poderá ser argüida como matéria de defesa. SUM-48COMPENSAÇÃO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 A compensação só poderá ser argüida com a contestação. Já a retenção ocorre quando há algum direito do empregador reter algo do trabalhador até que seja realizada a quitação de determinada dívida, como por exemplo a retenção do Imposto de Renda que o empregador efetua antes de efetuar o pagamento salarial ao trabalhador, nos termos da Súmula 368 – TST: SUM-368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. IMPOSTO DE RENDA. COMPETÊNCIA. RESPONSABILIDADE PELO RECOLHIMENTO. FORMA DE CÁLCULO. FATO GERADOR (aglutinada a parte final da Orientação Jurisprudencial nº 363 da SBDI-I à redação do item II e incluídos os itens IV, V e VI em sessão do Tribunal Pleno realizada em 26.06.2017) - Res. 219/2017, republicada em razão de erro material – DEJT divulgado em 12, 13 e 14.07.2017 I - A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. (ex-OJ nº 141 da SBDI-1 - inserida em 27.11.1998). II - É do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições previdenciárias e fiscais, resultantes de crédito do empregado oriundo de condenação judicial. A culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias, contudo, não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte. (ex-OJ nº 363 da SBDI-1, parte final) III – Os descontos previdenciários relativos à contribuição do empregado, no caso de ações trabalhistas, devem ser calculados mês a mês, de conformidade com o art. 276, § 4º, do Decreto n º 3.048/1999 que regulamentou a Lei nº 8.212/1991, aplicando-se as alíquotas previstas no art. 198, observado o limite máximo do salário de contribuição (ex-OJs nºs 32 e 228 da SBDI-1 – inseridas, respectivamente, em 14.03.1994 e 20.06.2001). IV - Considera-se fato gerador das contribuições previdenciárias decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou homologados em juízo, para os serviços prestados até 4.3.2009, inclusive, o efetivo pagamento das verbas, configurando-se a mora a partir do dia dois do mês seguinte ao da liquidação (art. 276, “caput”, do Decreto nº 3.048/1999). Eficácia não retroativa da alteração legislativa promovida pela Medida Provisória nº 449/2008, posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009, que deu nova redação ao art. 43 da Lei nº 8.212/91. V - Para o labor realizado a partir de 5.3.2009, considera-se fato gerador das contribuições previdenciárias decorrentes de créditos trabalhistas reconhecidos ou homologados em juízo a data da efetiva prestação dos serviços. Sobre as contribuições previdenciárias não recolhidas a partir da prestação dos serviços incidem juros de mora e, uma vez apurados os créditos previdenciários, aplica-se multa a partir do exaurimento do prazo de citação para pagamento, se descumprida a obrigação, observado o limite legal de 20% (art. 61, § 2º, da Lei nº 9.430/96). 6 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho Ibest - Adv (CRF SC)/CRF SC/2023 1) O artigo 114 da Constituição Federal define competências para a Justiça do Trabalho. Entre elas estão as ações oriundas da relação de trabalho e as ações que envolvam exercício do direito de greve. No que tange às normas processuais do direito do trabalho, assinale a alternativa correta. a) O dissídio individual submetido à apreciação da Justiça do Trabalho está sempre sujeito à conciliação, podendo o juízo empregar esforços no sentido da celebração de acordo. b) Os empregados podem reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho, mas os empregadores estão obrigados a se fazerem representados por advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. c) É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, até que se encerre o juízo conciliatório no curso da ação trabalhista. d) As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho são sigilosas, a fim de resguardar a imagem do empregado e do empregador. e) É vedada a concessão de isenção do pagamento de custas às autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica. Com. Exam. (MPT) - Proc (MPT)/MPT/2020 2) Assinale a alternativa INCORRETA: a) A compensação, ou retenção, poderá ser arguida em qualquer manifestação processual. b) Os dissídios individuais e coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação. c) Nos dissídios sobre estipulação de salários, serão estabelecidas condições que, assegurando justos salários aos trabalhadores, permitam também justa retribuição às empresas interessadas. d) O dissídio individual cuja decisão tiver de ser executada perante o Juízo da falência terá preferência em todas as fases processuais. e) Não respondida. CEBRASPE (CESPE) - Proc (PGM Manaus)/Pref Manaus/2018 3) Julgue o próximo item à luz da jurisprudência do TST acerca dos recursos na justiça do trabalho, da liquidação e da execução no processo do trabalho. Nos casos de decisões desfavoráveis aos entes públicos proferidas em precatório não caberá remessa necessária. 7 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho CEBRASPE (CESPE) - AJ TRT1/TRT 1/Judiciária/"Sem Especialidade"/2008 4) Assinale a opção correta acerca do dissídio individual trabalhista. a) A alegação de prescrição pelo reclamado é considerada defesa direta de mérito. b) A alegação de fato impeditivo pelo reclamado constitui defesa direta de mérito. c) A compensação somente pode ser alegada como matéria de defesa. d) No procedimento comum, só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente convidada, deixar de comparecer. Não comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá determinar sua imediata condução coercitiva. e) A exceção de incompetência relativa é oferecida em separado e autuada e fica em apenso aos autos principais. CEBRASPE (CESPE) - TJ TRT1/TRT 1/Administrativa/"Sem Especialidade"/2008 5) Sempre que uma ação for proposta na justiça do trabalho, a) ela só será admitida se firmada por advogado. b) os serventuários que, injustificadamente, não realizarem os atos nos prazos fixados serão descontados em seus vencimentos. c) competirá aos chefes de secretaria tomar por termo as reclamações verbais, nos casos de dissídios coletivos. d) fugirá à competência da secretaria das varas do trabalho a contagem das custas devidas pelas partes, nos respectivos processos. e) ao oficial de justiça e oficiais avaliadores competirá o fornecimento de informações sobre os feitos individuais. GABARITO 1)A 2) A 3) Certo 4) C 5) B 8 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO LISTA DE QUESTÕES Ibest - Adv (CRF SC)/CRF SC/2023 1) O artigo 114 da Constituição Federal define competências para a Justiça do Trabalho. Entre elas estão as ações oriundas da relação de trabalho e as ações que envolvam exercício do direito de greve. No que tange às normas processuais do direito do trabalho, assinale a alternativa correta. a) O dissídio individual submetido à apreciação da Justiça do Trabalho está sempre sujeito à conciliação, podendo o juízo empregar esforços no sentido da celebração de acordo. b) Os empregados podem reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho, mas os empregadores estão obrigados a se fazerem representados por advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. c) É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, até que se encerre o juízo conciliatório no curso da ação trabalhista. d) As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho são sigilosas, a fim de resguardar a imagem do empregado e do empregador. e) É vedada a concessão de isenção do pagamento de custas às autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica. Com. Exam. (MPT) - Proc (MPT)/MPT/2020 2) Assinale a alternativa INCORRETA: a) A compensação, ou retenção, poderá ser arguida em qualquer manifestação processual. b) Os dissídios individuais e coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação. c) Nos dissídios sobre estipulação de salários, serão estabelecidas condições que, assegurando justos salários aos trabalhadores, permitam também justa retribuição às empresas interessadas. d) O dissídio individual cuja decisão tiver de ser executada perante o Juízo da falência terá preferência em todas as fases processuais. e) Não respondida. CEBRASPE (CESPE) - Proc (PGM Manaus)/Pref Manaus/2018 3) Julgue o próximo item à luz da jurisprudência do TST acerca dos recursos na justiça do trabalho, da liquidação e da execução no processo do trabalho. 9 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho Nos casos de decisões desfavoráveis aos entes públicos proferidas em precatório não caberá remessa necessária. CEBRASPE (CESPE) - AJ TRT1/TRT 1/Judiciária/"Sem Especialidade"/2008 4) Assinale a opção correta acerca do dissídio individual trabalhista. a) A alegação de prescrição pelo reclamado é considerada defesa direta de mérito. b) A alegação de fato impeditivo pelo reclamado constitui defesa direta de mérito. c) A compensação somente pode ser alegada como matéria de defesa. d) No procedimento comum, só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente convidada, deixar de comparecer. Não comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá determinar sua imediata condução coercitiva. e) A exceção de incompetência relativa é oferecida em separado e autuada e fica em apenso aos autos principais. CEBRASPE (CESPE) - TJ TRT1/TRT 1/Administrativa/"Sem Especialidade"/2008 5) Sempre que uma ação for proposta na justiça do trabalho, a) ela só será admitida se firmada por advogado. b) os serventuários que, injustificadamente, não realizarem os atos nos prazos fixados serão descontados em seus vencimentos. c) competirá aos chefes de secretaria tomar por termo as reclamações verbais, nos casos de dissídios coletivos. d) fugirá à competência da secretaria das varas do trabalho a contagem das custas devidas pelas partes, nos respectivos processos. e) ao oficial de justiça e oficiais avaliadores competirá o fornecimento de informações sobre os feitos individuais. CEBRASPE (CESPE) - AJ TRT5/TRT 5/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2008 6) Acerca dos princípios gerais do processo trabalhista, bem como dos prazos da execução, dos recursos e da decadência nesse âmbito, julgue o item que se segue. A posição majoritária da doutrina é de que, por ser aplicável subsidiariamente o Código de Processo Civil, nos casos em que a CLT nada dispuser, nem houver incompatibilidade, os entes públicos devam ser notificados pessoalmente da ação por meio de oficial de justiça, e não por correio. CEBRASPE (CESPE) - AJ TRT9/TRT 9/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2007 10 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho 7) Com relação aos princípios inerentes ao processo do trabalho, julgue o item subseqüente. O processo civil é fonte subsidiária do processo do trabalho, sendo que, nas execuções trabalhistas, havendo omissão na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), deve o intérprete, preferencialmente, buscar a regra de regência aplicável às execuções fiscais. CEBRASPE (CESPE) - Adv (AGU)/AGU/2006 8) Com relação ao direito processual do trabalho, no próximo item apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a ser julgada. Nesse sentido, considere, para o que for necessário, o valor de R$ 4.678,13 como limite máximo do depósito recursal para a interposição de recurso ordinário. Humberto ajuizou reclamação trabalhista contra seu antigo empregador. Devidamente citado, o reclamado apresentou sua contestação, alegando apenas a existência de justa causa, para a rescisão do contrato de trabalho, e inaplicabilidade da multa prevista no art. 477, § 8.º, da CLT. A sentença julgou absolutamente procedente o pedido formulado por Humberto. Em sede de recurso ordinário, o antigo empregador de Humberto requereu a compensação de valores que haviam sido pagos ainda na vigência do contrato de trabalho. Nessa situação, se for demonstrado o efetivo pagamento dos referidos valores, a compensação é devida. Com. Exam. (TRT 2) - JT TRT2/TRT 2/2005 9) Diante do princípio da aplicação subsidiária do direito processual comum ao processo trabalhista, é correto afirmar que: a) todas as normas do Direito Processual Civil são aplicáveis ao processo trabalhista, desde que sua aplicação não seja expressamente proibida pela CLT; b) aplicam-se ao processo trabalhista todas as normas do CPC sobre matéria que não esteja regulada de outra forma na legislação trabalhista ou especial e se adaptem aos mesmos princípios e peculiaridades do processo do trabalho; c) não se aplicam ao processo do trabalho os dispositivos do Código de Processo Civil relativos à remição, diante da prevalência do direito de adjudicação do hipossuficiente; d) da decisão de liquidação cabem embargos do executado no prazo de 5 dias a contar da intimação dos cálculos; e) nenhuma das assertivas anteriores está correta. FCC - AJ TRT11/TRT 11/Judiciária/"Sem Especialidade"/2005 10) É prevista a aplicação do direito processual comum ao processo do trabalho, a) nos casos omissos, como fonte preferencial, desde que respeitado o princípio in dubio pro misero. b) a critério do magistrado, como decorrência do princípio do livre convencimento do juiz. c) nos casos omissos, como fonte subsidiária e desde que não haja incompatibilidade com as normas processuais trabalhistas. 11 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho d) a critério do magistrado, que deverá observar somente os princípios in dubio pro misero e da primazia da realidade. e) em todas e quaisquer hipóteses, como fonte preferencial e desde que sejam observados os princípios do direito processual do trabalho. GABARITO 1) A 2) A 3) Certo 4) C 5) B 6) Errado 7) Certo 8) Errado 9) B 10) C 12 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: ProcessoJudiciário do Trabalho PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO RESUMO DIRECIONADO 1. DISPOSIÇÕES GERAIS O Processo Judiciário do Trabalho traz pontos basilares e primordiais para a compreensão e a correta interpretação e integração do Processo do Trabalho. O Processo Judiciário do Trabalho traz o princípio da conciliação, o princípio dos amplos poderes do juiz do trabalho e o princípio da subsidiariedade. Segue abaixo o capítulo sobre o Processo Judiciário do Trabalho. TÍTULO X DO PROCESSO JUDICIÁRIO DO TRABALHO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 763 - O processo da Justiça do Trabalho, no que concerne aos dissídios individuais e coletivos e à aplicação de penalidades, reger-se-á, em todo o território nacional, pelas normas estabelecidas neste Título. Art. 764 - Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação. § 1º - Para os efeitos deste artigo, os juízes e Tribunais do Trabalho empregarão sempre os seus bons ofícios e persuasão no sentido de uma solução conciliatória dos conflitos. § 2º - Não havendo acordo, o juízo conciliatório converter-se-á obrigatoriamente em arbitral, proferindo decisão na forma prescrita neste Título. 13 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho § 3º - É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório. Art. 765 - Os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento rápido das causas, podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas. Art. 766 - Nos dissídios sobre estipulação de salários, serão estabelecidas condições que, assegurando justos salários aos trabalhadores, permitam também justa retribuição às empresas interessadas. Art. 767 - A compensação, ou retenção, só poderá ser argüida como matéria de defesa Art. 768 - Terá preferência em todas as fases processuais o dissídio cuja decisão tiver de ser executada perante o Juízo da falência. Art. 769 - Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste Título. A partir de agora precisaremos analisar detalhadamente esses pontos basilares e primordiais. 2. PRINCÍPIO DA CONCILIAÇÃO Um dos princípios mais importantes do Direito Processual do Trabalho. Definitivamente todas as ações ajuizadas perante a Justiça do Trabalho necessariamente serão submetidas à conciliação, independentemente se a ação trabalhista é individual ou coletiva, se a ação está tramitando no rito ordinário ou sumaríssimo. Este princípio é tão importante que ele tem 2 parâmetros: 1º) juiz; 2º) partes. 1º Parâmetro: o juiz do trabalho é obrigado a tentar a conciliação entre as partes, sendo que em ação trabalhista perante o rito ordinário são obrigatórias 2 tentativas, e, sendo que em ação trabalhista perante o rito sumaríssimo é obrigatória 1 tentativa. Este princípio é tão importante que, caso o juiz esqueça de tentar a conciliação entre as partes, sua sentença é nula, ou seja, a tentativa conciliatória é requisito de validade da sentença trabalhista. 2º Parâmetro: independentemente da tentativa conciliatória pelo juiz, as partes podem chegar a um acordo em qualquer fase ou momento do processo. As partes podem conciliar antes ou depois da sentença, podem conciliar durante o julgamento de algum recurso, podem conciliar inclusive durante a execução. 3. PRINCÍPIO DA CELERIDADE 14 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho Este princípio encontra-se previsto no art. 765 da CLT, e tem por objetivo fazer com que o processo do trabalho seja mais rápido possível. Se o juiz possuir alternativas para a condução do processo ele é obrigado a adotar a alternativa mais célere. 4. PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE Tal princípio encontra-se previsto no art. 769 da CLT: Caso não haja previsão na CLT para a prática de algum ato processual, o direito processo comum (CPC) será a fonte subsidiária do Direito Processual do Trabalho. 5. MAJORAÇÃO DOS PODERES DO JUIZ DO TRABALHO No Direito Processual do Trabalho o juiz do trabalho é o super homem ou mulher maravilha, porque pode conduzir o processo da forma que achar melhor. 6. COMPENSAÇÃO E RETENÇÃO Qualquer pedido de compensação ou retenção de valores, deverão, necessariamente, constar expressamente SOMENTE na defesa/ contestação. O mais importante deste tópico é você entender a diferença entre compensação e retenção. A compensação é um instituto do Direito Civil, previsto no art. 368, e somente ocorrerá quando o credor e o devedor possuem créditos e débitos recíprocos, como por exemplo adiantamento salarial por parte da empresa ao trabalhador, e danos materiais causados pelo trabalhador e suportados pela empresa. A Súmula 18 – TST determina que a compensação somente pode ser processada nos autos, desde que tanto o crédito quanto o débito sejam, AMBOS, de natureza trabalhista. Assim, caso o trabalhador tenha um empréstimo com a empresa, este valor não poderá ser objeto de compensação em matéria de defesa, porque trata-se de débito de natureza civil. Tanto o art. 767 da CLT quanto a Súmula 48 – TST determina que o pedido de compensação de algum crédito e débito recíprocos, somente pode ser pleiteada em matéria de defesa. Já a retenção ocorre quando há algum direito do empregador reter algo do trabalhador até que seja realizada a quitação de determinada dívida, como por exemplo a retenção do Imposto de Renda que o empregador efetua antes de efetuar o pagamento salarial ao trabalhador, nos termos da Súmula 368 – TST. 15 de 15 | www.direcaoconcursos.com.br Noções de Direito Processual do Trabalho para Técnico Judici... Prof. Guilherme Biazotto Aula 5: Processo Judiciário do Trabalho