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A Gestão Financeira
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A Gestão Financeira • 2/13
Objetivos de Aprendizagem
• Apresentar a importância da gestão financeira para as organizações.
A Gestão Financeira
Conteúdo organizado por Daniela Doms em 2018 do livro Handbook of Key 
Global Financial Markets, Institutions and Infrastructure, publicado em 2013 
por Gerard Caprio Jr. Revisão 2021
https://player.vimeo.com/video/490026951
https://player.vimeo.com/video/261483961
https://player.vimeo.com/video/283691936
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Introdução
Nos últimos anos a gestão financeira passou por grandes mudanças, especialmente 
ao se desvincular da contabilidade, ampliando sua área de atuação, contribuindo 
assim para que dados financeiros se tornassem instrumentos importantes para a 
tomada de decisão e para a alavancagem dos lucros organizacionais. Neste contexto, 
o administrador financeiro dá lugar à figura do CFO, Chief Financial Officer.
Gestão Financeira
Os recursos financeiros são de importância fundamental para qualquer tipo de 
organização, sendo estes indispensáveis para que as empresas iniciem suas atividades 
no mercado e possam dar continuidade a elas, garantindo a competitividade. Tais 
recursos são escassos e difíceis de obter, por isso a importância da gestão financeira, 
capaz de fazer com que estes recursos se multipliquem. Gitman (2002, p. 02) alerta 
que:
Sem capital que atenda às necessidades da empresa, seja para financiar 
seu crescimento ou para atender às operações do dia a dia, não podemos 
desenvolver e testar novos produtos, criar campanhas de marketing, 
comprar alimentos, manter ou construir novas empresas. O papel do 
administrador financeiro é assegurar que este capital esteja disponível 
nos momentos adequados, no momento certo e ao menor custo, se isso 
não ocorrer a empresa não sobreviverá.
Instabilidade é uma palavra que define muito bem a nossa atualidade, e isso em termos 
econômicos é algo de extrema relevância para as empresas, o que torna a gestão 
financeira ainda mais desafiante e complexa, exigindo constante atualização. Gitman 
(2002) ainda complementa explicando que atualmente a área de finanças depende 
de mercados cada vez mais voláteis, nos quais as taxas de juros oscilam em intervalos 
de tempos cada vez mais curtos, afetando sobremaneira as decisões financeiras.
Desse modo, é preciso estar constantemente atualizado em relação ao mercado, 
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pois as mudanças no cenário econômico são rápidas e podem impactar de maneira 
definitiva as organizações. Assim, cabe ao administrador financeiro a responsabilidade 
de maximizar o retorno dos investimentos realizados pela empresa sob o menor risco 
possível. Para tanto, é preciso investigar e determinar quais serão os investimentos 
que vão possibilitar os maiores lucros.
Assim, o administrador financeiro deverá realizar a análise do cenário no qual a empresa 
está inserida e o planejamento financeiro que possibilite a tomada de decisões mais 
acertadas acerca dos investimentos a partir da transformação dos dados financeiros 
em ferramentas de tomada de decisão e do monitoramento da situação financeira 
da empresa, dessa forma, é possível avaliar o fluxo de caixa e assegurar os recursos 
necessários para que a organização possa alcançar os seus objetivos.
O planejamento financeiro deve ser realizado considerando certa flexibilidade 
que permita estratégias alternativas, para os casos em que as mudanças no cenário 
econômico acabem divergindo daquilo que foi esperado, envolvendo prazos 
adequados de investimentos e o uso eficiente dos recursos.
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A tomada de decisão é uma função pulverizada e complexa que envolve 
diferentes pessoas ao longo da hierarquia organizacional. Porém, dois 
indivíduos, em particular, têm responsabilidades específicas para ajudar 
as suas organizações a melhorar a sua tomada de decisões: os Chief 
Financial Officers (CFOs) e os Chief Information Officers (CIOs). Ao 
longo das últimas décadas, a economia comportamental baseou-se em 
visões de áreas como neurologia, psicologia e economia para apresentar 
um quadro que preconiza a humildade: somos todos apenas pessoas, e 
as pessoas nem sempre agem racionalmente. 
Deloitte (2013, p. 12)
Saiba Mais
https://player.vimeo.com/video/490027836
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As estratégias competitivas são sustentadas pelos investimentos, que são a grande 
força que movimenta as atividades organizacionais. Os investimentos estão baseados 
em orçamentos de capital e são destinados para três principais áreas, de acordo com 
Helfert (2000):
• Capital de giro (saldos de caixa, de duplicatas a receber e de estoques, menos 
duplicatas a pagar e outras obrigações circulantes).
• Ativos físicos (terrenos, edifícios, maquinaria e equipamentos, móveis de 
escritório, equipamentos de laboratório).
• Programas de gastos principais (pesquisa e desenvolvimento, desenvolvimento 
de produto ou serviços, programas de promoção, aquisições, etc).
Dessa maneira, ao realizar as opções corretas de investimento, a administração 
financeira contribui para a geração de riquezas, levando a empresa ao crescimento. 
Assim, conforme Gitman (2002, p. 14):
As decisões de investimento do administrador financeiro determinam 
a combinação e o tipo de ativos constantes do balanço patrimonial 
da empresa. Deve também decidir quais são os melhores ativos 
permanentes a adquirir, e saber quando os ativos existentes precisam ser 
modificados, substituídos ou liquidados.
A grande mudança que ocorreu nos últimos anos na área de gestão financeira foi que 
esta se desvinculou da área de contabilidade, como algo exclusivo, para se tornar 
uma área que promove informações estratégicas para as empresas, tais informações 
se configuram como instrumentos de alavancagem capazes de apoiar as decisões de 
negócio.
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Figura 1.1 – Visão geral para a avaliação dos recursos da área financeira
Fonte: Delloite (2013, p. 11.)
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Nesse contexto emerge a figura do CFO (Chief Financial Officer), que é capaz de 
promover e sustentar tanto as questões estratégicas como operacionais da empresa, 
promovendo uma transformação do negócio baseado nas informações que vão dar 
suporte para diversas áreas da organização. Assim, a empresa tende a obter uma 
lucratividade maior, gerando valor aos seus stakeholders. O Chief Financial Officer vai 
representar então um líder estratégico para o negócio.
Há, no entanto, alguns desafios com os quais este profissional irá se deparar, como 
priorizar os investimentos de capital, estabelecer um modelo de operacional de 
finanças que esteja alinhado a estratégia do negócio, melhorar o fluxo de caixa, realizar 
a gestão de riscos financeiros, realizar um planejamento tributário eficiente, entre 
outros.
Em Resumo
Nos últimos anos a área de gestão financeira tem ganhado imensa relevância para 
as organizações, especialmente por conta das rápidas mudanças no mercado e na 
economia como um todo, assim esta área desvincula-se da contabilidade para tornar-
se mais ampla, oferecendo informações importantes para que a empresa possa tomar 
as melhores decisões e maximizar seus lucros. Dessa mudança surge a figura do CFO, 
profissional responsável por orientar a liderança estratégica do negócio.
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Na ponta da língua
Referências Bibliográficas
Deloitte (2013). A nova função financeira. A redescoberta dos papéis do CFO em 
um mundo em transformação. Brasil.
Gitman, L. J (2002). Princípios de Administração Financeira. 7ª edição. São Paulo: 
Harbra.
Helfert, E. A (2000). Técnicas de Análise Financeira: Um guia prático para medir o 
desempenho dos negócios. 9ª edição. Porto Alegre: Bookman.
https://player.vimeo.com/video/490030516
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ATIVIDADES DE AUTOESTUDO
1. O planejamento financeiro, parte crucial da 
administração financeira,inclui a tomada diária de 
decisões para auxiliar a empresa nas suas necessidades 
de caixa. Planejamentos a longo prazo devem ser 
elaborados a fim de fornecerem orientação adequada à 
área de pesquisa e desenvolvimento e para propiciarem 
fundamentadas decisões de gastos de capital. Se
isso for por bem administrado, será percebido pelos 
investidores como fator de:
a) Redução de risco e de aumento nos retornos esperados;
b) Redução de risco e de aumento da produtividade;
c) Redução de perdas e de aumento da produtividade;
d) Redução de perdas e aumento nos retornos esperados.
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a) Capital de giro, ativos físicos e programa de gastos.
b) Fluxo de caixa, ativos financeiros e pagamentos de fornecedores.
c) Capital de giro, ativos físicos e pagamento de fornecedores.
d) Fluxo de caixa, ativos financeiros e giro de capital.
2. O investimento é a força motriz básica da ativi-
dade empresarial. É a fonte de crescimento que
sustenta as estratégias competitivas explícitas da
administração e, normalmente, está baseado em
planos (orçamentos de capital) comprometidos
com fundos novos ou já existente, destinados a
três áreas principais:
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a) Quais são os melhores ativos permanentes a adquirir.
b) O melhor momento de pagar os fornecedores.
c) A situação ideal de investimento.
d) As melhores soluções para os problemas da empresa.
3. As decisões de investimento do administrador 
financeiro devem também decidir:
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Livro de referência:
Handbook of Key Global Financial Markets, 
Institutions and Infrastructure
by Gerard Caprio Jr. (ed)
Academic Press © 2013

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