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1 SABATINA – DIREITO ADMINISTRATIVO PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS (apenas AJAJ/OJAF/AJAA) 1) Diferencie concessão patrocinada X concessão administrativa. Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens. 2) Cite três hipóteses em que são vedadas a celebração de PPP. I – cujo valor do contrato seja inferior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais); II – cujo período de prestação do serviço seja inferior a 5 (cinco) anos; ou III – que tenha como objeto único o fornecimento de mão-de-obra, o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública. 3) Qual é o prazo de vigência da PPP? 5 a 35 anos. 4) Como ficam os riscos num contrato de PPP? Repartição de riscos entre as partes, inclusive os referentes a caso fortuito, força maior, fato do príncipe e álea econômica extraordinária. 5) Quais são as espécies de contraprestação pela Administração Pública? I – ordem bancária; II – cessão de créditos não tributários; III – outorga de direitos em face da Administração Pública; IV – outorga de direitos sobre bens públicos dominicais; V – outros meios admitidos em lei. 6) É possível o pagamento de remuneração variável ao parceiro privado? O contrato poderá prever o pagamento ao parceiro privado de remuneração variável vinculada ao seu desempenho, conforme metas e padrões de qualidade e disponibilidade definidos no contrato. 7) Qual é o requisito específico para a contraprestação pela Administração Pública? A contraprestação da Administração Pública será obrigatoriamente precedida da disponibilização do serviço objeto do contrato de parceria público-privada. 8) O que é a sociedade de propósito específico? Quem possui a maioria do capital? Antes da celebração do contrato, deverá ser constituída sociedade de propósito específico, incumbida de implantar e gerir o objeto da parceria. Fica vedado à Administração Pública ser titular da maioria do capital votante das sociedades de propósito específico. 9) Qual modalidade de licitação deve ser utilizada para a celebração de PPP? Concorrência. 10) É necessária autorização legislativa para celebração de PPP? As concessões patrocinadas em que mais de 70% (setenta por cento) da remuneração do parceiro privado for paga pela Administração Pública dependerão de autorização legislativa específica. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA (apenas AJAJ/OJAF/AJAA) 1) Quem são os sujeitos passivos de improbidade administrativa? Administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para 2 cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual. Entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. 2) Quem pode ser sujeito ativo de improbidade administrativa? Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior. As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. 3) Quem pode pedir a indisponibilidade dos bens do indiciado? Ministério Público. 4) O sucessor de quem cometeu improbidade possui algum tipo de responsabilidade? O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança. 5) Quais são as três espécies de improbidade administrativa? Enriquecimento ilítico, prejuízo ao erário, lesão aos princípios. 6) Analise as próximas asssertivas e diga qual é a hipótese de improbidade: a. aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade. EI b. adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público. EI c. frustrar a licitude de concurso público. LP d. frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente. PE e. conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie . PE f. deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo. PE g. usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei. EI h. celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos por meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei. PE 7) O princípio da insignificância aplica-se às hipóteses de improbidade administrativa? Não – informativo 523 STJ. 8) É possível o ajuizamento da ação de IA apenas em face do particular? Não – particular + agente público. 9) Sobre qual valor deve recair eventual indisponibilidade de bens? “Esta Corte Superior tem entendimento pacífico no sentido de que a indisponibilidade de bens deve recair sobre o patrimônio dos réus em ação de improbidade administrativa, de modo suficiente a garantir o integral ressarcimento de eventual prejuízo ao erário, levando-se em consideração, ainda, o valor de possível multa civil como sanção autônoma”. – STJ. 10) Quais são as penalidades previstas na Lei 8.429/92? Art. 12. 11) Cabe acordo em ação judicial de IA? 3 Não – art. 17, §1º. 12) Na ação judicial de IA, recebida a manifestação do requerido e considerando que o Juiz esteja na dúvida – ele recebe ou rejeita a petição inicial? Recebe a PI – informativo 547 STJ. 13) Quais penalidades só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória? Perda da função pública e suspensão dos direitos políticos. 14) Qual é o prazo de prescrição para aplicar sanções com fundamento na Lei 8.429/92? Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança; II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. BENS PÚBLICOS (apenas AJAJ/OJAF/AJAA) 1) Conceitue: a. Bens de uso comum. Os usuários são indeterminados e os bens são utilizados por todos os membros da sociedade, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; b. Bens de uso especial. A Administração atribui a determinada pessoa para fruir de um bem público com exclusividade, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive osde suas autarquias; c. Bens dominicais. Bens não destinados ao povo em geral, nem empregados no serviço público, mas sim, permanecem à disposição da administração para qualquer uso ou alienação na forma que a lei autorizar. Constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. 2) Cabe usucapião de bem público? Não. 3) Cabe alienação de bem público? Sim, desde que desafetados. Logo, bens dominicais. 4) O uso comum de bem público pode ser oneroso? Sim – art. 103, CC/2002. 5) Diferencie autorização de uso de bem público X permissão de uso de bem público X concessão de uso de bem público. Autorização de uso é o ato administrativo unilateral e discricionário, pelo qual a Administração consente, a título precário, que o particular se utilize de bem público com exclusividade. Permissão de uso é o ato administrativo unilateral, discricionário e precário, gratuito ou oneroso, pelo qual a Administração Pública faculta a utilização privativa de bem público, para fins de interesse público. Concessão de uso é o contrato administrativo pelo qual a Administração Pública faculta ao particular a utilização privativa de bem público, para que a exerça conforme a sua destinação. Sua natureza é a de contrato de direito público, sinalagmático, oneroso ou gratuito, comutativo e realizado intuitu personae. INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE (apenas AJAJ/OJAF/AJAA) 1) Qual é o fundamento da limitação administrativa? R: Poder de Polícia. 2) Diferencie limitação administrativa X servidão administrativa. 4 R: LA – caráter genérico e abstrato/instituída por lei/em regra, não cabe indenização. SA: caráter específico e concreto/instituída por le_ato adm_decisão judicial/em regra, cabe indenização, se causar dano. 3) Fale sobre a extinção da servidão. Extinção: são perpétuas – subsistem enquanto existir a necessidade do Poder Público e a utilidade do prédio serviente. Podem ser extintas se a coisa dominante for desafetada, se o bem desaparecer ou for incorporado ao domínio público. Ainda: a servidão administrativa não se extingue pelo não-uso – logo, imprescritíveis. 4) Diferencie requisição administrativa X ocupação temporária. RA: pressuposto – iminente perigo público/incide sobre bens móveis_imóveis_serviços/só indeniza posteriormente se houver dano. OT: viabilizar a execução de obras públicas/incide sobre bens imóveis (terrenos não edificados)/onerosa. 5) Quanto ao tombamento: a. Objetivo? Proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural. b. Cabe indenização? Não. c. Incidência? Bens móveis e imóveis, materiais e imateriais. d. Classificação? Quanto à constituição: de ofício, voluntário e compulsório. Quanto à eficácia: provisório e definitivo. e. Bem tombado pode ser alienado? Sim, desde que observado o direito de preferência (preempção) do Poder Público na aquisição. f. Qual obrigação nasce para os proprietários de imóveis vizinhos? Não podem fazer construção que impeça ou reduza a visibilidade do bem. 6) Quanto à desapropriação: a. Sujeito ativo? Poder Público ou seus delegados. b. Pressupostos? Necessidade pública, utilidade pública ou interesse social (art. 5º, XXIV, CF/88). c. Hipóteses sancionatórias? Art. 182, §4º, III, CF/88 (descumprimento da função social da propriedade urbana) – Art. 184, CF/88 (descumprimento da função social da propriedade rural) – Art. 243, CF/88 (cultivo ilegal plantas psicotrópicas – manutenção de trabalhadores em condições análogas à escravidão). d. Declaração de utilidade pública X promoção da desapropriação. No primeiro caso, só as entidades políticas. No segundo caso, as entidades políticas, as entidades administrativas ou delegatários de serviços públicos. Para os dois últimos, autorização em lei ou em contrato. e. Quatro efeitos da declaração de utilidade pública. 1. submete o bem à força expropriatória do Estado; 2. fixa o estado do bem, isto é, suas condições, melhoramentos, benfeitorias existentes; 3. confere ao Poder Público o direito de penetrar no bem a fim de fazer verificações e medições, desde que as autoridades administrativas atuem com moderação e sem excesso de poder; 4. dá início ao prazo de caducidade da declaração. OBS: cuidado com a diferença entre os prazos de caducidade na declaração por utilidade pública (Art. 10 DL 3.365/41) e por interesse social (art. 3º Lei 4.132/62). PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA (apenas AJAJ/OJAF/AJAA) 1) Diferencie prescrição X decadência X preclusão. Prescrição: perda da exigibilidade do direito (pretensão). Decadência: perda do próprio direito. Preclusão: perda de uma faculdade processual.