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MATERIAL TEÓRICO – 30 AULAS 
MORFOLOGIA 
É o estudo da estrutura e formação das palavras, suas flexões e sua classificação. Existem 10 
classes de palavras que são divididas em variáveis e invariáveis. 
 
➢ Variáveis 
As classes variáveis podem ser flexionadas. 
- gênero 
- número 
- grau 
- modo 
- tempo 
- pessoa 
- voz 
 
Substantivo 
Artigo 
Adjetivo 
Numeral 
Pronome 
Verbo 
 
➢ Invariáveis 
As classes invariáveis não aceitam nenhuma alteração. 
Advérbio 
Conjunção 
Interjeição 
Preposição 
 
10 CLASSES DE PALAVRAS 
 
As classes gramaticais variáveis são: 
Substantivos: nomeiam seres, coisas e ideias. 
Artigo: precede o substantivo, ao mesmo tempo determina-o ou generaliza-o. 
Adjetivo: modifica o substantivo, atribuindo-lhe um estado ou qualidade. 
Numeral: indica a quantidade de seres, coisas, ideias. 
Pronome: substitui ou acompanha o substantivo, limitando sua significação. 
Verbo: indica ação, estado ou fenômeno da natureza. 
 
As classes gramaticais invariáveis são: 
Advérbio: modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, exprimindo uma circunstância. 
Preposição: liga termos de uma oração, estabelecendo variadas relações entre eles. 
Conjunção: liga termos de mesma função ou orações. 
Interjeição: exprime emoções ou sentimentos. 
 
OBSERVAÇÕES 
1) Classes nominais 
Em um grupo nominal, o núcleo/determinado é o nome (entende-se por nome: substantivo, 
pronome, numeral substantivo ou palavra substantivada). 
 
https://centraldefavoritos.com.br/2016/10/25/classe-de-palavras-artigo/
https://centraldefavoritos.com.br/2016/10/27/classe-de-palavras-adjetivos/
https://centraldefavoritos.com.br/2016/11/01/classe-de-palavras-adverbio/
 
 
 
Os determinantes do substantivo ou equivalente (artigo, adjetivo, locução adjetiva, pronomes 
adjetivos e numerais adjetivos) têm natureza adjetiva, pois agregam características e concordam 
com o substantivo a que se referem, impreterivelmente. 
 
2) Classes verbais 
No grupo verbal, o núcleo ou determinado é um verbo ou uma locução verbal. 
 
3) Classes relacionais 
O grupo relacional é composto por preposições e conjunções, cujas funções são conectar 
palavras e orações, respectivamente. 
 
4) Classe modificadora 
 
O advérbio determina ou modifica o verbo, o adjetivo e o advérbio, acrescentando-lhe uma 
circunstância ou intensificando-o. 
 
DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA 
O não deve fazer parte do vocabulário dos pequenos para que não cresçam sem limites. 
(substantivo) 
O jantar foi perfeito. (substantivo) 
Como eu queria um sim como resposta. (substantivo) 
O olhar arrebatador foi irresistível. (substantivo) 
Ao olhar os preços das camisas, resolvemos ir à feira. (verbo) 
O conceito de belo nas artes é encontrado na Grécia Antiga. (substantivo) 
O Coliseu de Roma é muito belo. (adjetivo) 
Pedro é a mais alto da turma. (adjetivo) 
A professora falava muito alto. (advérbio) 
 
PRONOMES 
Pronome é uma palavra que substitui, retoma um substantivo ou uma expressão; e também pode 
acompanhar um substantivo. Faz parte das classes variáveis (possui flexão) e favorece a coesão 
textual, pois evita a repetição de termos/palavras. 
 
Posição na frase 
Quanto à posição numa frase, os pronomes podem aparecer sozinhos ou podem acompanhar um 
substantivo. Para cada uma dessas situações, há uma classificação: 
 
a) pronome substantivo: quando não acompanha um substantivo, ou seja, aparece sozinho, e 
cumpre a função de um substantivo. 
Ex.: Todos saíram cedo. 
 
b) pronome adjetivo: quando acompanha um substantivo, está ao lado de um substantivo, e cumpre 
a função de um adjetivo. 
Ex.: Aquela criança brincou o dia todo. 
 
Portanto, de acordo com os exemplos descritos, os pronomes servem para: 
a) Representar um substantivo: 
As plantas que resistiram ao tempo instável da última estação, atingindo-as diretamente, frutificam 
neste novo período do ano. 
b) Acompanhar um substantivo determinando a extensão de seu significado: 
 
 
 
Aquele texto histórico constitui uma teia de palavras, formando o que eu poderia chamar de 
arabescos. Esta imagem se caracteriza por um entrecruzamento de significados, no caso dos 
arabescos se entrecruzam linhas. 
Neste exemplo os pronomes acompanham os elementos nominais modificando os seus sentidos, 
ou proporcionando ao leitor compreender a extensão de seus significados. Por esta razão, são 
pronomes adjetivos. 
Faz-se uma distinção prática entre os pronomes substantivos e os pronomes adjetivos: os 
substantivos estão isolados na estrutura frasal, enquanto os pronomes adjetivos aparecem sempre 
acompanhando os substantivos com os quais estabelecem concordância nominal de gênero e 
número. 
 
Classificação dos pronomes 
 
Nesta aula, vamos falar de alguns pronomes: possessivo, indefinido, interrogativo, demonstrativo, 
de tratamento. 
Os pronomes pessoais e os relativos serão vistos em aulas separadas. 
 
1) Pronomes de Tratamento 
São empregados nas relações sociais, de acordo com as circunstâncias. Vejamos alguns exemplos: 
 
Você - em situações em que não se exige formalidade 
Vossa Alteza - príncipes, duques, arquiduques 
Vossa Eminência - cardeais 
Vossa Excelência - altas patentes militares e autoridades do governo; 
 - bispos e arcebispos 
Vossa Majestade - reis 
Vossa Santidade - papa 
Vossa Senhoria - oficiais até coronel, e na linguagem comercial 
Vossa Magnificência - reitores de universidades 
 
DICA: Pode trocar o VOSSA por SUA. Neste caso, o pronome se refere à pessoa de quem falamos. 
Ex.: Artur, Sua Majestade te aguarda. 
 
Os pronomes de tratamento são termos respeitosos empregados normalmente em situações 
formais. Mas, como toda regra tem exceção, “você” é o único pronome de tratamento utilizado 
em situações informais. 
Exemplos: 
Você deve seguir as regras impostas pelo governo. 
A senhora deixou o casaco cair na rua. 
Vossa Magnificência irá assinar os diplomas dos formandos. 
Vossa Santidade é muito querido, disse o sacerdote ao Papa. 
 
2) Possessivos 
 
Sempre indicam posse e concordam com o que é possuído. 
São eles: 
meu, meus, minha, minhas 
teu, teus, tua, tuas 
seu, seus, sua, suas 
nosso, nossos, nossa, nossas 
vosso, vossos, vossa, vossas 
 
 
 
 
 
Exemplos: 
Essa caneta é minha? (o objeto possuído é a caneta, que pertence à 1ª pessoa do singular) 
O computador que está em cima da mesa é meu. (o objeto possuído é o computador, que 
pertence à 1ª pessoa do singular) 
 
A sua bolsa ficou na escola. (o objeto possuído é a bolsa, que pertence à 3ª pessoa do singular) 
 
Nosso trabalho ficou muito bom. (o objeto possuído é o trabalho, que pertence à 1ª pessoa do 
plural) 
 
Ambiguidades com pronomes possessivos 
Algumas formas flexionadas de pronomes possessivos podem deixar o leitor confuso. Veja os 
exemplos: 
Encontrei minha irmã perto da sua casa ontem ( a casa do interlocutor ou da irmã?) 
Falei com a mãe da noiva que se acidentou (quem se acidentou? A noiva ou a mãe dela?) 
Lá vem o moço do carro vermelho que precisa de água (quem precisa de água? O moço ou o 
carro?) 
Para evitar estas ambiguidades, é possível usar outras variações do mesmo tipo de pronome. 
Exemplo: encontrei minha irmã perto da casa dela ontem. 
 
3) Demonstrativos 
 
Sempre fazem referência a algo. Os pronomes demonstrativos são utilizados para indicar a 
posição de algum elemento em relação à pessoa seja no discurso, no tempo ou no espaço. 
Eles reúnem algumas palavras variáveis - em gênero (masculino e feminino) e número (singular e 
plural) - e as invariáveis. 
São eles: 
este, estes, esta, estas, isto 
esse, esses, essa, essas, isso 
aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo 
 
Exemplos: 
Essa camisa é muito linda. 
Aquelas bicicletas são boas. 
Este casaco é muito caro. 
Eu perdi aqueles bilhetes de cinema. 
 
Atenção! 
 
Seguem algumas dicas de uso dos pronomes demonstrativos: 
1. Quando o elemento está com a pessoa que se fala ou próximo dela utilizamos: este, esta, estes, 
estas e isto. 
Exemplos: 
Este computador é meu. 
Estas anotações foram feitas pela Carolina.Cunha – 1ª edição. 
 
Objeto Direto Preposicionado 
Aprendemos que o objeto direto não vem acompanhado de preposição, entretanto, em alguns 
casos ele pode vir precedido de preposição. E isso acontece por diversas razões. 
 
Amar a Deus sobre todas as coisas. 
Comi da gelatina. 
Elas tomaram das bebidas. 
 
Casos de OD preposicionado 
1. O objeto direto preposicionado também serve para evitar ambiguidade. 
Ao ladrão a polícia apanhou. 
Na Copa do Mundo, dominaram aos argentinos os brasileiros. 
Venceram aos brancos os exércitos vermelhos. 
 
2. Há uma situação em que, obrigatoriamente, o objeto direto é preposicionado: quando se 
expressa através de pronome oblíquo tônico. 
O garoto havia esquecido a carteira, a alegria e a si. 
Se deres ouvido a ele, ofenderás a mim. 
Quero sentir a ti. 
Marina ama a ela. 
 
3. O Objeto Direto deve ser preposicionado quando representar o nome de Deus. 
É bom que todos amem a Deus. 
Adorar a Deus fortalece. 
Ana ama a Deus. 
 
4. Em casos de pronome indefinido. 
O barulho atrapalhou a todos ali presentes. 
Saúdo a todos. 
Não quero magoar a ninguém. 
A todos, sempre amarei. 
 
 
 
 
5. Fazendo menção à ideia de parte, porção. 
Tomamos de sua bebida enquanto conversávamos. 
 
Objeto Direto Pleonástico 
O pleonasmo é uma figura de linguagem que consiste na repetição com a finalidade de enfatizar o 
discurso. Assim, quando o objeto direto é repetido a fim de reforçar a mensagem, é chamado de 
objeto direto pleonástico. 
 
As cartas, li-as todas. 
Os convidados, cumprimentei-os um a um. 
 
Complemento verbal – Objeto Indireto 
O Objeto Indireto é um complemento verbal obrigatoriamente acompanhado por preposição. Ele 
tem como função completar o sentido dos verbos transitivos que por eles só não fornecem 
informação completa. 
 
Exemplos: 
Meu pai gosta de música clássica. 
O povo confiou no seu candidato. 
 
Como o objeto indireto é representado 
a) substantivo ou palavra substantivada: 
Davi gosta de música. 
O diretor confia em seus funcionários. 
Desconfiavam do proceder do funcionário. 
 
b) pronome (substantivo): 
Os pais dialogavam com elas. 
 
c) numeral: 
O brinquedo pertencia aos três. 
 
d) oração: 
Você duvida de que serei aprovada? 
 
Objeto Direto e Indireto 
Há verbos que exigem dois complementos - um objeto direto e um objeto indireto - de modo que 
são assim chamados de verbos transitivos diretos e indiretos. 
 
Dei livros a todos. 
Ofereci uma viagem aos meus pais. 
 
Objeto Indireto Pleonástico 
O pleonasmo é uma figura de linguagem que consiste na repetição com a finalidade de enfatizar o 
discurso. Assim, quando o objeto indireto é repetido a fim de reforçar a mensagem, é chamado de 
objeto indireto pleonástico. 
 
Aos meus pais, dedico-lhes este livro. 
Para os meus amigos, comprei-lhes estes presentes. 
 
Objeto Indireto Formado por Pronome Oblíquo 
 
 
 
Algumas vezes, o objeto indireto não vem precedido de preposição. Isso ocorre quando ele é 
representado pelos pronomes pessoais oblíquos me, te, lhe, nos, vos, lhes e pelo reflexivo se. 
 
A vida naquela casa agradava-me muito. 
Pediram-me que organizasse a confraternização. 
 
DICA: Os pronomes lhe e lhes funcionam como objeto indireto. 
Quanto mais esperavam-lhe, mais preocupados ficavam com o avô. 
Oferecemos-lhe uma viagem. 
 
Objeto Indireto x Complemento Nominal 
Tenho receio de errar. (de errar = complemento nominal) 
Ele não acredita na sua competência. (na sua competência = objeto indireto) 
Seja obediente às regras. (às regras = complemento nominal) 
Eu confio em você. (em você = objeto indireto) 
 
 
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO – COMPLEMENTO NOMINAL E AGENTE DA PASSIVA 
 
Complemento nominal 
O Complemento Nominal é o termo integrante da oração utilizado para completar o sentido de 
um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio). Ele é seguido sempre de preposição. 
 
Exemplos: 
Os funcionários manifestaram interesse em discutir com o proprietário da fábrica sobre o aumento 
salarial, já que o diretor financeiro se mostrou insensível à situação. 
O Papa Francisco demonstra a todo tempo seu amor aos mais pobres. 
Nos dias atuais os cristãos estão perto da verdade. 
A lembrança da mãe fê-lo sofrer. 
Frituras fazem mal ao fígado. 
Estamos ansiosos com a sua chegada. 
Alguém tem notícias dela? 
Faça uma rápida leitura do texto. 
Ele mora perto de um grande hotel. 
Mariana tem ciúmes de Tatiana. 
Deve haver respeito por todos. 
Ainda não estou consciente das mudanças. 
Esta formação é essencial para meu desenvolvimento profissional. 
Pedro nada sabe relativamente a essa notícia. 
Mantenha-se longe de mim! 
 
ATENÇÃO: O complemento nominal pode ser representado por uma oração subordinada 
substantiva completiva nominal. 
 
Tenho esperança de que eles compareçam. 
Receio que ele chegue à conclusão de que eu já sabia. 
 
ATENÇÃO: Pronome oblíquo como complemento nominal. 
 
Tenho-lhe uma justificada admiração. 
 
 
 
Este livro foi-me muito útil. 
 
Complemento Nominal x Adjunto Adnominal 
Complemento nominal tem a função de completar um nome. 
Adjunto adnominal caracteriza um substantivo. 
 
A crítica do autor foi cruel. (sentido ativo, logo adjunto adnominal) 
A crítica ao autor foi cruel. (sentido passivo, logo complemento nominal) 
 
Não entendi a explicação da matéria. (complemento nominal) 
Não entendi a explicação do professor. (adjunto adnominal) 
 
Agente da Passiva 
Agente da Passiva é o termo que indica quem ou o que executa a ação de um verbo na voz 
passiva. Esse termo vem sempre depois de preposição. 
 
A vitamina foi comprada por João. 
Este bolo foi feito pela minha mãe. 
Os erros foram corrigidos pelo revisor. 
As provas foram estruturadas por mim. 
A documentação foi enviada pela diretora. 
A documentação foi enviada por mim. 
 
Obs.: O prédio foi vandalizado. (omissão do agente da passiva) 
 
Como pode ser representado o agente da passiva 
a) substantivo ou palavra substantivada: 
A filha é educada pela mãe. 
 
b) pronome: 
Nada seria ignorado por ele. 
Diversos livros foram comprados por mim. 
 
c) numeral: 
O filho era amado dos dois. 
 
d) oração substantiva: 
O presente será dado por quem o comprou. 
“Poucas linhas, corteses, símplices, naturais, feitas por quem parecia senhor da situação.” 
(Machado de Assis) 
 
Transposição de voz 
- Voz ativa 
Os ex-alunos homenagearam os professores aposentados. 
 
- Voz passiva 
Os professores aposentados foram homenageados pelos ex-alunos. 
 
- Voz ativa 
O arquiteto desenhou o esboço do edifício. 
 
- Voz passiva 
 
 
 
O esboço do edifício foi desenhado pelo arquiteto. 
 
 
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO – ADJUNTO ADNOMINAL E ADJUNTO ADVERBIAL 
 
ADJUNTO ADNOMINAL 
 
Adjunto adnominal é o termo acessório da oração que tem a função de caracterizar ou determinar 
um substantivo. Isso pode ser feito por meio de artigos, adjetivos, pronomes, numerais e outros 
elementos que desempenhem a função adjetiva. 
 
Exemplo 
Os melhores atletas do torneio receberão uma bonificação. 
Uma dor intensa atingiu o paciente moribundo. 
 
Como é representado o adjunto adnominal 
 
1) Adjetivo 
Prefiro música agitada. 
Aquela bolsa branca foi vendida. 
Surpreendentemente, foi dada uma resposta inteligente. 
 
2) Pronome adjetivo 
Meu carro está muito longe. 
Minhas amigas prepararam tudo para a festa. 
Aquele professor reprovou o aluno de propósito. 
 
3) Numeral adjetivo 
Vinte candidatos foram selecionados. 
O primeiro atleta foi o vencedor. 
O departamento recebeu mais de mil candidaturas à vaga de estagiário. 
 
4) Locução adjetiva 
As tardes de verão são incríveis. 
Picadas de abelha doem muito. 
A água do rio está poluída. 
 
5) Artigo 
O aluno passou no teste. 
A menina era extremamente simpática. 
Você aceita uma fatia de bolo? 
 
DICA: 
Quando o substantivo é substituído por um pronome, todos os adjuntos adnominais são 
igualmente substituídos pelo pronome, deixando de aparecer na frase. 
 
Aquela saia rosa foi vendida = Ela foi vendida. 
Uma bola rápida atingiu o famoso jogador. = Ela atingiu-o. 
Minhasqueridas amigas esperaram por mim. = Elas esperaram por mim. 
 
 
 
 
 
ADJUNTO ADVERBIAL 
 
O adjunto adverbial é o termo que se refere ao verbo, ao adjetivo e ao advérbio. Pode ser 
representado por: 
 
1) Advérbio 
Ele faz aniversário amanhã. 
 
2) Locução adverbial 
Estou trabalhando de noite. 
 
3) Oração subordinada adverbial 
Quando vi minha casa nova, fiquei muito feliz. 
 
Posição do adjunto adverbial na oração 
 
No início da oração: 
Rapidamente, o aluno saiu da sala. 
 
No meio da oração: 
O aluno, rapidamente, saiu da sala. 
 
No fim da oração: 
O aluno saiu da sala rapidamente. 
 
DICA: Por ser um termo acessório, o adjunto adverbial pode ser retirado da frase sem alterar sua 
estrutura sintática. Entretanto, é importante e essencial para a compreensão da mensagem 
transmitida. 
 
Classificação 
Dependendo do uso, eles são classificados em diversos tipos: 
 
- Modo 
➢ Bem, mal, melhor, pior, assim, diferente, igual, felizmente e quase todos terminados em 
"mente" 
Felizmente, a criança chegou. 
 
- Tempo 
➢ Hoje, amanhã, ontem, cedo, tarde, ainda, agora 
Ontem jantamos juntos. 
Aquele jovem trabalhou na oficina durante três anos. 
Às dezenove horas, haverá a festa junina na quadra da escola. 
 
- Intensidade 
➢ Muito, pouco, mais, menos, bastante, extremamente, intensamente 
Gostamos muito da apresentação. 
Ela está bastante ansiosa para o seu casamento. 
Os arquivos foram muito bem organizados. 
 
- Negação 
➢ Não, nunca, jamais 
Não estamos na mesma classe. 
 
 
 
 
Afirmação 
➢ Sim, certamente, realmente 
Certamente faremos o curso. 
De modo algum, ele será demitido do escritório de Contabilidade. 
Realmente, os documentos não se encontram aqui. 
 
Dúvida 
➢ Talvez, acaso, provavelmente 
Provavelmente chegarei atrasada. 
Talvez o nosso filho chegue hoje de viagem. 
Provavelmente, os problemas serão solucionados este ano. 
 
Finalidade 
➢ A fim de, para 
Eu me esforcei para a prova. 
No fim de semana, ele foi à cidade de Congonhas para rever os amigos de infância. 
Matheus foi à casa de Luís para contar-lhe o que aconteceu. 
 
Matéria 
➢ De, a partir de 
O caderno é feito de papel reciclado. 
 
Lugar 
➢ Aqui, ali, lá, acolá, acima, abaixo, embaixo, dentro, fora, longe, perto, em cima, em casa 
Ficamos em casa. 
 
Meio 
➢ Por, a, de, entre 
Viajamos de carro. 
Fomos de ônibus para acompanharmos o “Fórum das Letras”, em Ouro Preto. 
Aos domingos, ele sempre percorre a estrada de bicicleta. 
 
Concessão 
➢ Todavia, contudo, se bem que, apesar disso 
Saímos, apesar da neve 
 
Argumento 
➢ Chega de, basta de 
Chega de brigas. 
 
Companhia 
Jantamos com a família. 
Fui ao supermercado com os meus pais. 
Eu frequentarei a academia com o meu amigo. 
 
Causa 
O pássaro morreu de fome. 
Não irei à faculdade hoje porque estou com forte dor na cabeça. 
Eu me atrasei para o trabalho por causa do acidente que interditou a rodovia. 
 
Assunto 
 
 
 
Eles falavam sobre você. 
 
Instrumento 
Ela se feriu com o garfo. 
Aquela professora prefere corrigir as provas com caneta de tinta preta. 
Ele construiu a tenda com bambus. 
 
Fenômeno da Natureza 
O Japão foi atingido por um terremoto. 
 
Preço 
Compramos a boneca por 50 reais. 
 
Oposição 
O flamengo jogará com o fluminense. 
 
Acréscimo 
Além da tristeza, sentia muita dor. 
 
Condição 
Sem aulas, não haverá prova. 
 
 
APOSTO 
 
O aposto é o nome que se dá ao termo que exemplifica ou especifica outro termo de valor 
substantivo ou pronominal, já mencionado anteriormente na oração. 
 
Tipos de aposto 
Explicativo 
Oferece uma explicação sobre o termo anterior: 
 
A geografia, estudo da terra, é uma disciplina fundamental do currículo escolar. 
Júlia, dos Recursos Humanos, pediu para você preencher essas fichas. 
Monalisa, obra de Leonardo da Vinci, está exposta no Museu do Louvre em Paris. 
Priscila, estudante muito dedicada, conseguiu notas altas nas provas. 
João, meu amigo de infância, ganhou uma viagem da tia. 
Rafaela, a vizinha do terceiro andar, começou a vender lindos artesanatos. 
 
Distributivo 
Retoma as explicações sobre os termos, contudo, de maneira separada na oração. 
 
Vitória e Luís foram os vencedores, aquela na corrida e este no atletismo. 
Adoro João e Maria, um exemplo de calma e a outra, de agitação. 
Ambas são excelentes alunas, uma na Química e a outra na Literatura. 
Bruna e Daniel vivem no mesmo estado; este na cidade de Uberlândia, aquela, na cidade de 
Poços de Caldas. 
 
Enumerativo 
Enumera as explicações sobre o termo, sendo separado por vírgulas. 
 
 
 
 
Na bolsa levava o que precisava: roupas, biquínis e toalhas. 
O programa de hoje é: praia, pizza e cinema. 
A Revolução Francesa defendia três ideais: liberdade, igualdade e fraternidade. 
Carla já viajou por vários países: Argentina, Brasil, Chile, Espanha, México e Peru. 
Comprei tudo que estava na lista de compras: arroz, tomate, abobrinha e requeijão. 
 
Comparativo 
Compara o termo da oração. 
 
Do doce, manjar dos deuses, não tinha sobrado nada. 
Viajarei para Cancún, paraíso dos céus. 
Seus olhos, jabuticabas brilhantes, fitavam a janela. 
 
Resumidor ou recapitulativo 
Resume os termos anteriores do enunciado. 
 
Saúde, educação e acesso à cultura, tudo isso são prioridades para a melhoria de um país. 
Paz e sossego, esses são os meus desejos para as férias. 
Reeducação alimentar, exercícios físicos e determinação, todos esses fatores são essenciais para a 
perda de peso. 
Nem distância, nem tempo, nem discussões, nada separa aquela dupla de amigos. 
Comprei cadernos, lápis, agenda e canetas, tudo em promoção. 
 
Especificativo 
Especifica um termo da oração. 
 
A aluna Joana continua se nos surpreender. 
A avenida Paulista é lindíssima. 
Visitei a cidade de São Paulo. 
A rua Joaquim Silva é a próxima à direita. 
Gosto da escritora Virginia Woolf. 
 
Aposto de oração 
Consiste numa oração que depende da outra em termos sintáticos. 
 
Os bolos ficaram lindos e saborosos, fruto da sua técnica e dedicação. 
As coisas correram mal, desfecho inevitável. 
Pietro pulou muito, sinal de alegria. 
Lívia disse que não quer mais estudar, fato que me deixou preocupada. 
 
Aposto oracional 
Depressa, tomou uma decisão: conseguir um novo emprego. 
 
VOCATIVO 
 
Vocativo é um termo isolado dentro da oração, ou seja, não faz parte nem do sujeito nem do 
predicado. É usado para chamar pelo nome, apelido ou característica, o ser com quem se fala. 
O vocativo não mantém nenhuma relação sintática com os outros termos da oração. 
 
O vocativo pode estar no começo, no meio ou no fim da frase. 
 
Exemplos: 
 
 
 
Ó Maria, por que não limpa esta casa direito? 
Pedro, venha aqui! 
Amor, estou aqui. 
Meus amigos, meus inimigos, salvem o País. 
Professora, queremos saber as notas. 
Não diga isso dentro de uma igreja, Amanda! 
A vida, meus filhos, deve ser vivida intensamente. 
Se oriente, rapaz, pela constelação do Cruzeiro do Sul. 
E aí, xará, tudo bem? 
Na vida, meu querido, não se pode ter tudo. 
Quando você me deixou, meu bem, me disse para ser feliz e passar bem. 
Essa juventude é teimosa, seu doutor! 
Não diga dessa forma, Manuela! 
 
 
ORAÇÕES COORDENADAS 
 
Orações assindéticas 
 
As orações coordenadas assindéticas não apresentam conjunção, ou seja, uma aparece justaposta 
à outra. 
 
Tudo muda, tudo passa, o mundo permanece. 
Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. 
Aproximou-se, observou tudo ao redor, nada disse. 
 
Orações assindéticas e pontuação 
 
As orações coordenadas assindéticas são separadas entre si por meio da vírgula ou ponto e 
vírgula. 
 
O garoto chegou, guardou seus objetos, debruçou sobre a mesa sem nada dizer. 
Ontem Mário cantou, dançou, festejou. 
Entrei; ninguém me viu. 
Todos estavam com fome; não comiam há horas. 
 
Obs.: Todos estavam com fome. Não comiam há horas. (não há período composto) 
 
Orações coordenadas sindéticas 
 
1. Aditivas 
Exprimem ideia de soma, adição 
 
Margarida cozinha e faz artesanato 
O trabalho é cansativo,mas também é reconfortante. 
 
Principais conjunções aditivas: e, nem, mas também, mas ainda. 
 
2. Adversativas 
Exprimem ideia de adversidade, contraste, oposição 
Carolina correu muito, mas não conseguiu. 
 
 
 
É difícil, porém necessário. 
 
Principais conjunções adversativas: mas, porém, entretanto, no entanto, todavia. 
 
3. Alternativas 
Exprimem ideia de alternância, escolha 
Ocorre alternância quando um fato implicar a não existência de outro. 
 
Sente aqui ou ficará de pé ao longo da fila. 
Ele é bom cantor, seja no Brasil, seja em Londres. 
 
Principais conjunções alternativas: ou, ou...ou,ora...ora, quer...quer, seja....seja, já...já. 
 
4. Conclusivas 
Exprimem ideia de conclusão 
Tudo está florido, logo é primavera. 
Choveu, portanto ela não virá. 
 
Principais conjunções conclusivas: logo, portanto, pois (posposto ao verbo), então. 
 
5. Explicativas 
Exprimem ideia de explicação, justificativa, confirmação 
A comida estava ótima porque a cozinheira era talentosa. 
Venha imediatamente, pois sua presença é fundamental. 
 
Principais conjunções conclusivas são: pois (anteposto ao verbo), porque, que. 
 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS 
 
Oração subordinada substantiva: 
- Subjetiva 
- Predicativa 
- Objetiva direta 
- Objetiva indireta 
- Completiva nominal 
- Apositiva 
 
Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
Exerce a função de sujeito da oração de que depende ou em que se insere. 
 
Ex.: Consta que as contas de água e luz já foram pagas. (or. subord. substantiva subjetiva) 
 
Estrutura básica da oração subjetiva 
 
1- Verbos de ligação + predicativo 
 
É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo - É claro - Está evidente - Está comprovado 
 
É bom que você compareça à minha festa. 
 
 
 
 
2- Expressões na voz passiva 
 
Sabe-se - Soube-se - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anunciado - Ficou provado 
 
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro. 
 
3- Verbos 
 
convir - cumprir - constar - admirar - importar - ocorrer – acontecer 
 
Convém que não se atrase na entrevista. 
 
Obs.: quando a oração subordinada substantiva é subjetiva, o verbo da oração principal está 
sempre na 3ª. pessoa do singular. 
 
Exemplos 
Convém estudar mais para a prova. 
É necessário que faças a cirurgia urgentemente. 
Consta que você foi aprovada. 
trabalho. 
É certo que você virá à reunião? 
Sabe-se que João não ama Maria. 
Espera-se que você compareça à reunião. 
Foi provado que ele era inocente. 
Foi previsto que o preço da gasolina aumentaria. 
 
Oração Subordinada Substantiva Predicativa 
 
Exerce a função de predicativo do sujeito da oração de que depende ou em que se insere. 
 
A oração subordinada substantiva predicativa é aquela que funciona como predicativo do sujeito, 
portanto há sujeito na oração principal. O verbo da oração principal será sempre de ligação. 
 
Veja os exemplos: 
O ideal é que nos tornemos amigos. 
O fato é que ando decepcionada com suas atitudes. 
O certo seria que não nos ativéssemos a bens materiais. 
Minha vontade é que você ache fáceis os exemplos. 
O lógico será que ele procure os canais competentes para a reivindicação. 
 
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta 
A oração subordinada substantiva objetiva direta exerce função de objeto direto do verbo da 
oração principal. 
 
Muitos desejam sua aprovação. 
Muitos desejam que você seja aprovado. 
 
1) Conectivos 
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas desenvolvidas são iniciadas por: 
 
a) Conjunções integrantes "que" e "se". 
 
 
 
A professora verificou se todos alunos estavam presentes. 
 
b) Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às vezes regidos de preposição), nas 
interrogações indiretas. 
O pessoal queria saber quem era o dono do carro importado. 
 
c) Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às vezes regidos de preposição), nas 
interrogações indiretas. 
Eu não sei por que ela fez isso. 
 
Exemplos 
Não sabemos ainda se o projeto será aprovado. 
Desejaríamos que todos entendessem a verdadeira causa da catástrofe. 
Todos devem lembrar que amanhã será outro dia. 
Naquele momento, os jovens sentiram que outros eram os valores. 
Esqueci que hoje é feriado. 
Diga-me quando você pretende viajar. 
Não sei por que você se abespinhou com tão pouco. 
Não achei que estivessem interessados na compra da casa. 
Gostaria de saber como vocês entraram aqui. 
 
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta 
A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua como objeto indireto do verbo da oração 
principal. Vem precedida de preposição. 
 
Meu pai insiste em meu estudo. 
Meu pai insiste em que eu estude. 
 
Ele se convenceu da resposta. 
Ele se convenceu de que tudo foi em vão. 
 
Exemplos 
Nada obsta a que tenhamos acesso ao processo. 
Desconfio de que vocês estão tramando alguma coisa. 
Não se esqueça de que a vida são opções. 
*Não esqueça que a vida são opções. (objetiva direta) 
Aconselho-o a que seja mais cauteloso. 
O gerente avisou-o de que estamos prontos para o debate sobre assunto tão importante. 
Convencemos o presidente de que o jogador não poderia ser suspenso. 
 
Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal 
Antes de estudarmos as orações subordinadas substantivas completivas nominais, vamos recordar 
o que é complemento nominal. 
 
O complemento nominal parece objeto indireto. A diferença é que o objeto indireto completa 
verbo, e o complemento nominal nunca completa verbo; ele completa um substantivo ou um 
adjetivo ou um advérbio. 
 
Oração Subordinada Substantiva Apositiva 
A oração subordinada substantiva apositiva exerce a função de aposto, isto é, explica, esclarece 
um termo anterior (da oração principal). 
 
 
 
 
Nesse caso, a oração subordinada vem, geralmente, separada por dois-pontos ou travessão. Vem 
introduzida conjunção subordinativa integrante que ou se, podendo vir expressa ou não. 
 
André tinha um grande sonho: a chegada do dia de seu casamento. 
André tinha um grande sonho: que o dia do seu casamento chegasse. 
 
Exemplos 
Pediram aos alunos uma coisa: que eles comparecessem ao desfile. 
Peço-lhe encarecidamente um favor: não perturbe meu sossego. 
Contei-lhe a verdade: não estava disposta a ficar ali. 
Todos queriam a mesma coisa: que ninguém atrapalhasse a busca. 
Pedi um favor a meus amigos: que esperassem por mim. 
 
Oração subordinada adjetiva 
 
- Restritiva 
- Explicativa 
Função morfológica: adjetivo 
Função sintática: adjunto adnominal 
 
Conectivos: são introduzidas por pronomes relativos (que, quem, qual, quanto, onde, cujo, etc.) 
Exemplo: 
 
Alunos estudiosos alcançam bons resultados. (adjetivo) 
Alunos que estudam alcançam bons resultados. (oração subordinada adjetiva) 
 
As gavetas onde estão os documentos são as primeiras. 
O professor a quem conheço mora perto daqui. 
 
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva 
As orações restritivas restringem ou delimitam o significado de seu antecedente, e não são 
separadas por pontuação, como vírgulas, travessões ou parênteses. 
 
O ser humano o qual não pratica atividade física vive menos. 
As pessoas que são racistas merecem ser punidas. 
As pessoas que não praticam esporte costumam ser mais doentes. 
Os homens que têm seu preço são fáceis de corromper. 
Os meninos que estavam no pátio jogaram pedras na vidraça da escola. 
Estas são as armas de fogo que foram registradas em nome de empresas de segurança. 
As empresas que atuam com segurança externa costumam ser as mais visadas. 
Existem problemas no setor que devem ser investigados pela PF. 
Os vigilantes acompanhavam um caminhão que transportava um insumo industrial. 
Ele é sempre o primeiro a encantar a plateia. 
Assisti às atuações dos velhinhos cantando. 
Arrumou o quarto bagunçado pela criança. 
 
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa 
Todo o roteiro de viagem, que foi organizado pela minha equipe, está aprovado. 
Nelson Mandela, a quem admiro muito, lutou pelo seu povo. 
As canções de ninar, cujas letras são para crianças,contribuem para o bem-estar dos pequenos. 
O ser humano, que se diz racional, é capaz de cometer atrocidades. 
 
 
 
O exame final, que estava muito difícil, deixou todos apreensivos. 
João, que é o mais calmo da turma, surpreendeu a todos. 
Os homens, que têm seu preço, são fáceis de corromper. 
Os meninos, os quais estavam no pátio, jogaram pedras na vidraça da escola. 
A prova, que era restrita aos paulistas nos primeiros 16 anos, teve o mineiro José Tibúrcio dos 
Santos como vencedor em 1941. 
Os relatórios de despesas, encomendados pela diretoria, estão finalizados. 
O Brasil, considerado por muitos como o país do carnaval, vive momentos difíceis. 
Eu conheço os livros de Machado de Assis, visto como um gênio por alguns críticos literários. 
 
 
Oração subordinada adverbial 
 
- causal 
- consecutiva 
- concessiva 
- condicional 
- conformativa 
- comparativa 
- final 
- temporal 
- proporcional 
 
Orações subordinadas adverbiais causais 
São iniciadas por porque, como, pois, porquanto, visto que, uma vez que, já que. 
Não fomos à festa, pois estava chovendo muito. 
Ele não foi à escola hoje, porque estava doente. 
Como não consegui falar por telefone, eu compareci ao local. 
Reconhecem os meus feitos porque eu sou muito talentoso. 
A cidade ficou alagada porque as chuvas estão mais intensas. 
Já que a cidade está alagada, não haverá aula hoje. 
 
Orações subordinadas adverbiais consecutivas 
São iniciadas por de modo que, de sorte que, sem que, de forma que, de jeito que. 
O palestrante falou tão baixo, de forma que não conseguimos ouvir a apresentação. 
Nunca abandonou seus sonhos, de sorte que acabou concretizando-os. 
Dançava tanto que se tornou um dos melhores da sala. 
Eu trabalhei muito no final de semana de modo que fiquei com tempo livre durante a semana. 
Ela dormiu bastante, tanto que acordou na hora do almoço. 
A cidade ficou muito alagada, de forma que é impossível ir à escola hoje. 
 
Orações subordinadas adverbiais concessivas 
São iniciadas por embora, conquanto, por mais que, posto que, ainda que, apesar de que, se bem 
que, mesmo que, em que pese. 
Luciana gosta muito de dançar, embora esteja com o pé quebrado. 
Por mais que Rosana não queira, ela vai à apresentação. 
Embora tenhamos crescido juntas, não podemos ficar próximas depois de adultas. 
Vou com você, apesar de eu não querer ir à festa. 
Tínhamos de beber sempre um pouco de tudo, conquanto isso fosse uma tarefa difícil. 
Embora estivesse atrasado, não se apressou para chegar no horário combinado. 
 
 
 
 
Orações subordinadas adverbiais condicionais 
São iniciadas por se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem 
que. 
Iremos à festa, desde que não chova. 
Caso José apareça, falaremos sobre a reunião. 
Não repasso a mensagem a não ser que eu saiba que a fonte é confiável. 
Contanto que você não brigue mais comigo, podemos esquecer isso. 
Se o aquecimento global não for amenizado, a vida humana estará ameaçada. 
Contanto que estude muito, ele conseguirá passar no vestibular. 
 
Orações subordinadas adverbiais conformativas 
São iniciadas por conforme, segundo, como, consoante, de acordo com. 
Consoante as regras de conduta criadas, Antenor preferiu alertar seus colegas de trabalho. 
Faremos o bolo conforme as dicas dadas pela Maria Elisa. 
Tomei o remédio conforme estava indicado na bula. 
Segundo consta no manual, não é possível fazer isso. 
Conforme Paulo Freire, a educação deve ser libertadora. 
As competições esportivas ocorrerão segundo as regras apresentadas pelo comitê olímpico. 
 
Orações subordinadas adverbiais comparativas 
São iniciadas por como, assim como, tal como, tanto como, tanto quanto, como se, do que, 
quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos ou mais). 
Paula é estudiosa tanto quanto seu irmão (é). 
Luísa estava nervosa na reunião tal como eu (estava). 
Ela é astuta tal qual o pai é. 
Estive tão assustado como se fosse a primeira vez fazendo aquilo. 
Menos do que ontem, ele se atrasou para o jantar. 
Durante o jantar, eles falavam mais do que papagaios. 
 
 
Orações subordinadas adverbiais finais 
São iniciadas por a fim de que, para que, com o objetivo de que. 
Estamos aqui para trabalhar. 
Escolhemos fazer o curso para que possamos trabalhar na área desejada. 
Ouço música para relaxar. 
Eu me dedico muito agora a fim de precisar me dedicar menos no futuro. 
A fim de estudar mais, Mário deixou de usar exageradamente algumas redes sociais. 
O governo deve combater as desigualdades sociais para que a fome e a miséria deixem de ser 
uma realidade em nosso país. 
 
Orações subordinadas adverbiais temporais 
São iniciadas por enquanto, quando, desde que, sempre que, assim que, agora que, antes que, 
depois que, logo que. 
Enquanto eles se divertem, nós trabalhamos. 
Assim que passar no exame final, irei de férias. 
Quando a noite cai, eu costumo andar na praia. 
Corremos pelo estacionamento assim que chegamos ao local! 
As flores desabrocharão quando chegar a primavera. 
Desde que ele foi embora, os dias são cheios de saudade. 
 
Orações subordinadas adverbiais proporcionais 
 
 
 
São iniciadas por à proporção que, à medida que, ao passo que, tanto mais, tanto menos, quanto 
mais, quanto menos. 
À medida que o tempo passa, estamos mais distantes. 
Quanto mais estudava para a prova, mais confiante ficava. 
À medida que o tempo passava, eu me calava mais e mais. 
Quanto maior for a altura, maior será a queda. 
À medida que ganhava mais dinheiro, ele comprava mais e mais roupas e acessórios caros. 
As chuvas diminuem, à proporção que o desmatamento aumenta. 
 
 
FUNÇÃO SINTÁTICA DOS PRONOMES RELATIVOS 
 
Os pronomes relativos podem exercer as funções sintáticas previstas quando se estudam os 
termos da oração (essenciais, integrantes e acessórios). 
DICA: sempre considere que o pronome relativo inicia uma oração, portanto a análise é feita a 
partir do trecho iniciado pelo pronome relativo. 
 
Eu adquiri alguns livros de filosofia. Alguns livros de filosofia estavam em promoção. 
Eu adquiri alguns livros de filosofia que estavam em promoção. 
Eu adquiri alguns livros de filosofia os quais estavam em promoção. 
 
Eu adquiri alguns livros de filosofia. Meu professor me indicou alguns livros de filosofia. 
Eu adquiri alguns livros de filosofia que meu professor me indicou. 
Eu adquiri alguns livros de filosofia os quais meu professor me indicou. 
 
Eu adquiri alguns livros de filosofia. Eu tenho interesse por alguns livros de filosofia. 
Eu adquiri alguns livros de filosofia por que tenho interesse. 
Eu adquiri alguns livros de filosofia pelos quais tenho interesse. 
 
QUE 
a) Sujeito: Estes são os alunos que representarão o nosso país. 
b) Objeto Direto: Trouxemos o relatório que você pediu. 
c) Objeto Indireto: Aquele é o livro de que preciso. 
d) Complemento Nominal: Estas são as informações de que ele tem necessidade. 
e) Predicativo do Sujeito: Você é o professor que muitos querem ser. 
f) Agente da Passiva: Este é o animal por que fui atacado. 
g) Adjunto Adverbial: O acidente ocorreu no dia em que eles chegaram. 
 
QUEM 
É sempre precedido de preposição. 
a) Objeto Direto Preposicionado: Minha mãe, a quem admiro muito, influenciou-me 
profundamente. 
b) Objeto Indireto: Este é o jogador a quem me refiro sempre. 
c) Complemento Nominal: Este é o jogador a quem sempre faço referência. 
d) Agente da Passiva: O médico por quem fomos assistidos é um dos mais renomados 
especialistas. 
e) Adjunto Adverbial: A mulher com quem ele mora é brasileira. 
 
CUJO (s), CUJA (s) 
a) Adjunto Adnominal: 
Não consigo conviver com pessoas cujas aspirações sejam materiais. 
 
 
 
b) Complemento Nominal: 
O livro, cuja leitura agradou muito aos alunos, trata dos tristes anos da ditadura. 
 
O QUAL, OS QUAIS, A QUAL, AS QUAIS 
a) Sujeito: 
Conhecemos uma das irmãs de Pedro, a qual trabalha na Alemanha. 
b) Adjunto Adverbial: 
Não deixo de cuidar da grama, sobre a qual às vezes gosto de um bom cochilo. 
 
ONDE 
Quero uma cidadetranquila, onde possa passar alguns dias em paz. 
Vivemos uma época muito difícil, em que (na qual) a violência gratuita impera. 
 
QUANTO, COMO, QUANDO 
a) Quanto, quantos e quantas: seguem os pronomes indefinidos "tudo", "todos" ou "todas". 
Tente examinar todos quantos comparecerem ao consultório. (Sujeito) 
Comeu tudo quanto queria. (Objeto Direto) 
b) Como e quando: exprimem noções de modo e tempo, respectivamente. 
É estranho o modo como ele me trata. 
É a hora quando o sol começa a deitar-se. 
 
 
ORAÇÕES REDUZIDAS 
 
Oração Reduzida de Infinitivo – verbo no infinitivo 
Oração Reduzida de Gerúndio – verbo no gerúndio 
Oração Reduzida de Particípio – verbo no particípio 
 
Orações Reduzidas de Infinitivo 
Subordinadas Substantivas 
Subordinadas Adjetivas 
Subordinadas Adverbiais 
Orações Reduzidas de Gerúndio 
Subordinadas Adjetivas 
Subordinadas Adverbiais 
Orações Reduzidas de Particípio 
Subordinadas Adjetivas 
Subordinadas Adverbiais 
 
Oração Subordinada Substantiva Reduzida de Infinitivo 
Subjetivas: 
Não é conveniente comprar todos estes materiais. 
Não é conveniente que se comprem todos estes materiais. 
 
Objetivas Diretas: 
Os alunos não sabiam ser dia de prova. 
Os alunos não sabiam que era dia de prova. 
 
Objetivas Indiretas: 
O sucesso da tua carreira depende de teres dedicação. 
O sucesso da tua carreira depende de que tenhas dedicação. 
 
 
 
 
Predicativas: 
A única alternativa é estudarmos no exterior. 
A única alternativa é que estudemos no exterior. 
 
Completivas Nominais: 
Eu tenho esperança de conseguirem o emprego. 
Eu tenho esperança de que consigam o emprego. 
 
Apositivas: 
Diante deste vexame, só nos resta uma saída: ficarmos calados. 
Diante deste vexame, só nos resta uma saída: que fiquemos calados. 
 
Oração Subordinada Adjetiva Reduzida de Infinitivo 
Ele foi o único a entregar a lição de casa. 
Ele foi o único que entregou a lição de casa. 
 
Aquela, a dançar no salão, é minha irmã. 
Aquela, que dança no salão, é minha irmã. 
 
Oração Subordinada Adverbial Reduzida de Infinitivo 
Causais: 
Não te procurei novamente por estar doente. 
Não te procurei novamente porque estava doente. 
 
 
 
Concessivas: 
Sem saber nada sobre você, eu acredito na sua honestidade. 
Embora eu não saiba nada sobre você, eu acredito na sua honestidade. 
 
Consecutivas: 
O professor se atrasou tanto a ponto de não termos aula naquele período. 
O professor se atrasou tanto a ponto de que não tivemos aula naquele período. 
 
Condicionais: 
Sem arrumarem o quarto, não iremos ao cinema. 
Caso não arrumem o quarto, não iremos ao cinema. 
 
Finais: 
Para poder descansar, decidi ceder e esquecer o assunto. 
Para que eu pudesse descansar, decidi ceder e esquecer o assunto. 
 
Temporais: 
Ao rever o amigo, deu-lhe um longo abraço. 
Quando reviu o amigo, deu-lhe um longo abraço. 
 
Oração Subordinada Adjetiva Reduzida de Gerúndio 
Gosto de cachorros brincando pelo quintal. 
Gosto de cachorros que brinquem pelo quintal. 
 
Encontrei João, vendo a promoção no outdoor. 
 
 
 
Encontrei João, que via a promoção no outdoor. 
 
Oração Subordinada Adverbial Reduzida de Gerúndio 
Causal 
Notando seu desânimo, pensei em outra hipótese. 
Porque notei seu desânimo, pensei em outra hipótese. 
 
Concessiva 
Mesmo cozinhando diariamente, o almoço não ficou bom. 
Mesmo que cozinhe diariamente, o almoço não ficou bom. 
 
Oração Subordinada Adjetiva Reduzida de Particípio 
Já foi usado o material comprado por mim. 
Já foi usado o material que eu comprei. 
 
Temos apenas uma casa comprada com muito trabalho. 
Temos apenas uma casa que compramos com muito trabalho. 
 
Oração Subordinada Adverbial Reduzida de Particípio 
Ferido na perna, ele não pode mais jogar futebol. 
Como estava ferido na perna, ele não pode mais jogar futebol. 
 
Mesmo cansado, tentou cumprir os compromissos. 
Mesmo que estivesse cansado, tentou cumprir os compromissos. 
 
 
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
O artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome adjetivo concordam com o substantivo a que se 
referem em gênero e número. 
 
Exemplos: 
Dois pequenos goles de vinho e um calçado certo deixam qualquer pessoa irresistivelmente alta. 
 
A menina estudiosa passou no processo seletivo. 
O menino estudioso passou no processo seletivo. 
As meninas estudiosas passaram no processo seletivo. 
Os meninos estudiosos passaram no processo seletivo. 
 
Concordância em gênero e número 
Masculino e plural: 
Seus olhos castanhos olhavam-me silenciosamente! 
 
Feminino e singular: 
A blusa amarela é minha. 
 
Adjetivo com mais de um substantivo 
Há duas formas de fazer a concordância nominal, com o adjetivo anteposto e posposto. 
 
a) Anteposto 
 
 
 
Se o adjetivo vier antes do substantivo, ele irá concordar em gênero e número com o substantivo 
mais próximo. 
Exemplo: Velhas pastas e livros estavam na mesa. 
 
Mas se ocorrer de os substantivos serem nomes próprios ou de parentescos, a concordância 
nominal será no plural. 
Exemplos: 
• As adoráveis Ana e Paula virão almoçar. 
• Encontraram os divertidos primas e primos na festa. 
 
b) Posposto 
Se o adjetivo estiver após o substantivo, ele irá concordar com mais o próximo. Também pode 
concordar com todos, mas irá prevalecer o plural masculino, independentemente de ter feminino 
na oração. 
Exemplo: O computador estava com a imagem e o som desfocados. 
 
E se ocorrer do substantivo ser do mesmo gênero, o adjetivo pode permanecer tanto no singular 
quanto no plural. 
Exemplos: 
A beleza e a inteligência feminina / A beleza e a inteligência femininas; 
O carro e o celular seminovo / O carro e o celular seminovos. 
 
Adjetivo caracterizando vários substantivos 
O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo que está mais próximo. 
A faca e o garfo dourado estão na gaveta. 
O garfo e a faca dourada estão na gaveta. 
As facas e os garfos dourados estão na gaveta. 
Os garfos e as facas douradas estão na gaveta. 
 
Pode também assumir a forma no masculino plural, na existência de um substantivo masculino e um 
feminino. 
A faca e o garfo dourados estão na gaveta. 
O garfo e a faca dourados estão na gaveta. 
 
Com substantivos do mesmo gênero no singular, o adjetivo pode ficar no singular ou no plural. 
Viram a rua e a casa deserta. 
Viram a rua e a casa desertas. 
 
Se forem substantivos próprios ou substantivos que exprimam graus de parentesco, o adjetivo deve 
ficar no plural. 
Meus simpáticos tios e tias me fizeram uma surpresa. 
Os contentes Pedro e Álvaro foram os campeões do torneio. 
 
Adjetivo caracterizando pronomes pessoais 
O adjetivo concorda em gênero e número com o pronome a que se refere. 
Ela ficou animada com a notícia. 
Ele ficou animado com a notícia. 
Elas ficaram animadas com a notícia. 
Eles ficaram animados com a notícia. 
 
Vários adjetivos no singular caracterizando um único substantivo 
 
 
 
O substantivo permanece no singular quando há presença de um artigo entre os adjetivos, mas fica 
no plural quando os adjetivos se apresentam sem artigos ou outros determinantes. 
 
Fiquei aprendendo coisas novas com a professora americana e a francesa. 
Fiquei aprendendo coisas novas com as professoras americana e francesa. 
 
Verbo ser + adjetivo 
O adjetivo faz concordância com o substantivo quando há presença de artigos ou outros 
determinantes, mas permanece no masculino e no singular quando o substantivo se apresenta 
isolado. 
A alegria é benéfica para todos! 
Alegria é benéfico para todos! 
 
Pronome indefinido neutro + de + adjetivo 
Com os pronomes indefinidos neutros nada, algo, muito, tanto,… mais a preposição de, o adjetivo 
deve ficar no masculino e no singular. 
Ela não tem nada de encantador. 
Ele não tem nada de encantador. 
Elas não têm nada de encantador. 
Eles não têm nada de encantador. 
 
Palavra só como adjetivo 
Tendo o significado de sozinho, a palavra só atua como adjetivo, devendo concordar em número 
com o substantivo que caracteriza. 
Meu avô está só. 
Meus avós estão sós. 
 
É necessário / É preciso / É proibido / É bom / É permitidoPara locuções do tipo é necessário, é preciso, é proibido, é bom, é permitido, há duas construções 
possíveis: 
 
➢ A expressão se mantém invariável se o sujeito não estiver precedido de artigo ou qualquer 
outro modificador. 
Exemplos: 
É necessário organização. 
É preciso cautela. 
É proibido entrada de estranhos ao serviço. 
É bom comida caseira. 
É permitido proteína no café da manhã. 
 
➢ A expressão varia, concordando com o artigo ou com qualquer outro modificador a que se 
refira. 
Exemplos: 
É necessária muita água para regar aquelas plantas. 
Eram precisos cinco homens para erguer a escada. 
É proibida a entrada de cães. 
Eram boas aquelas cervejas vendidas no bar da esquina. 
Não são permitidas várias conexões a um servidor. 
 
Com as palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso e quite 
As palavras anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso e quite devem concordar em gênero e 
número com o substantivo que caracterizam. 
 
 
 
Por favor, leia as informações anexas. 
As próprias professoras resolveram a falta de condições das salas de aula. 
Eu e você estamos quites. 
 
Com as palavras bastante, caro, barato, muito, pouco, longe e meio 
As palavras bastante, caro, barato, muito, pouco, longe e meio, embora invariáveis enquanto 
advérbios, devem concordar em gênero e número com o substantivo que caracterizam enquanto 
adjetivos. 
Há bastantes alunos interessados na palestra. 
Essas compras ficaram muito caras! 
Vou comprar aqueles chinelos baratos. 
Apenas preenchi meia folha de papel com as informações necessárias. 
 
Com as palavras alerta e menos 
As palavras alerta e menos, embora atuem como adjetivos, são advérbios, permanecendo sempre 
invariáveis. 
Os cachorros ouviram barulho e ficaram alerta. 
Assim, há menos confusão! 
 
Com as expressões um e outro, uma e outra, num e noutro, numa e noutra 
Com as expressões um e outro, uma e outra, num e noutro, numa e noutra, o adjetivo deve ser 
escrito no plural, embora ao substantivo permaneça no singular. 
A diretora achou um e outro funcionário cumpridores. 
Você pôs isso numa e noutra gaveta arrumadas? 
 
Milhar, milhão, bilhão, etc. 
➢ Milhar e milhão, assim como bilhão, trilhão e assim por diante, são substantivos masculinos. 
Portanto, seus modificadores (artigos, pronomes, adjetivos e numerais) devem concordar, 
em gênero e número, com os substantivos milhão, bilhão, etc. 
Exemplos: 
Uns 3 milhões de produtores esperam as novas medidas do governo. 
Os milhares de brasileiras torcem pelos atletas nas competições mundiais. 
O país, cujos milhões de pessoas desabrigadas esperam por ajuda, está em crise. 
Entre os 15 milhões de crianças brasileiras, apenas 2 milhões receberam educação adequada. 
 
Observação: Números menores do que dois exigem as palavras milhão, bilhão, trilhão no singular. 
Exemplos: 
A presença de 1,1 milhão de pessoas animou os organizadores do evento. 
A dívida chegou a de 1,4 bilhão de dólares. 
O PIB semestral de 1,9 trilhão de reais revelou o crescimento econômico do país. 
 
Mil 
Mil é numeral. Pode, portanto, funcionar como um modificador de um substantivo. Nesse caso, o 
numeral mil pode ser acompanhado de outros modificadores (por exemplo, outros numerais, 
artigos e pronomes), que devem concordar em gênero e número com o substantivo que está sendo 
modificado. 
 
Exemplos: 
Dois mil candidatos compareceram às urnas. 
Duas mil pessoas estavam no local do acidente. 
As mil e uma noites vividas no castelo foram inesquecíveis. 
Os mil e cinco dias vividos na prisão foram terríveis. 
 
 
 
 
Possível 
A palavra possível, nas expressões o mais possível, o menos possível, o melhor possível, o pior 
possível, tanto no singular quanto no plural, concorda com o artigo. 
Exemplos: 
Olhos o mais belos possível. 
Olhos os mais belos possíveis. 
 
Quanto possível 
A expressão quanto possível é invariável. 
Exemplo: 
Reunirei tantos alunos quanto possível. 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
Concordância verbal é a relação estabelecida de forma harmônica entre sujeito e verbo. Isso quer 
dizer que quando o sujeito está no singular, o verbo também deve estar; quando o sujeito estiver 
no plural, o verbo também estará. 
 
Exemplos: 
Eu adoro quando as flores desabrocham na Primavera. 
Elas adoram quando as flores desabrocham na Primavera. 
Cristina e Eva entraram no hospital. 
 
Regras de concordância verbal 
1) Concordância com sujeito coletivo 
Quando o sujeito é coletivo, o verbo fica sempre no singular. Exemplos: 
A multidão ultrapassou o limite. 
O elenco era muito competente. 
 
Por outro lado, se o coletivo estiver especificado, o verbo pode ser conjugado no singular ou no 
plural. Exemplos: 
A multidão de fãs ultrapassou o limite. 
A multidão de fãs ultrapassaram o limite. 
 
2) Concordância com coletivos partitivos 
O verbo pode ser usado no singular ou no plural em coletivos partitivos, tais como "a maioria de", 
"a maior parte de", "grande número de". Exemplos: 
Grande número dos presentes se retirou. 
Grande número dos presentes se retiraram. 
 
3) Concordância com as expressões "mais de", "menos de", "cerca de" 
Nas expressões "mais de", "menos de", "cerca de", o verbo concorda com o numeral. Exemplos: 
Mais de uma mulher quis trocar as mercadorias. 
Mais de duas pessoas chegaram antes do horário. 
 
Nos casos em que “mais de” é repetido, indicando reciprocidade, o verbo vai para o plural. 
Exemplos: 
Mais de uma professora se abraçaram. 
Mais de um funcionário se ajudaram. 
 
 
 
 
4) Concordância com nomes próprios 
Com nomes próprios, a concordância deve ser feita considerando a presença ou não de artigos. 
Exemplos: 
Os Estados Unidos influenciam o mundo. 
Estados Unidos influencia o mundo. 
 
5) Concordância com pronome relativo "que" 
O verbo deve concordar com o antecedente do pronome “que”. Exemplos: 
Fui eu que levei. 
Foste tu que levaste. 
Foi ele que levou. 
 
6) Concordância com pronome relativo "quem" 
O verbo pode ser conjugado na terceira pessoa do singular ou pode concordar com o 
antecedente do pronome "quem". Exemplos: 
Fui eu quem afirmou. 
Fui eu quem afirmei. 
 
7) Concordância com expressão "um dos que" 
Com a expressão "um dos que", o verbo pode ser conjugado no singular ou no plural. Exemplos: 
Ele foi um dos que mais contribuiu. 
Ele foi um dos que mais contribuíram. 
 
8) Concordância com sujeitos formados por sinônimos 
Na concordância com sujeitos formados por sinônimos, o verbo pode: ir para o plural, ficar no 
singular ou concordar com o núcleo mais próximo. Exemplos: 
Preguiça e lentidão destacaram aquela gerência. 
Preguiça e lentidão destacou aquela gerência. 
 
9) Concordância com sujeito formado por palavras em graduação e enumeração 
Na concordância com sujeito formado por palavras em graduação e enumeração, o verbo pode 
flexionar para o plural ou pode concordar com o núcleo mais próximo. Exemplos: 
Um mês, um ano, uma década de poder não supriu a saúde. 
Um mês, um ano, uma década de poder não supriram a saúde. 
 
10) Concordância com sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes 
Na concordância com sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes, o verbo vai para o 
plural e concorda com a pessoa, por ordem de prioridade. Exemplos: 
 
Eu, tu e Cássio só chegaremos ao fim da noite. 
Jair e eu conseguimos comprar um apartamento. 
 
11) Concordância com sujeitos ligados por "ou" 
Os verbos ligados pela partícula "ou" vão para o plural quando a ação verbal estiver se referindo a 
todos os elementos do sujeito. Exemplos: 
Doces ou chocolate desagradam ao menino. 
Água ou suco refrescam neste calor. 
 
Quando a partícula “ou” é utilizada como retificação, o verbo concorda com o último elemento. 
Exemplos: 
A menina ou as meninas esqueceram muitos acessórios. 
A mãe ou o pai não lhe deu educação. 
 
 
 
 
Mas, quando a ação verbal é aplicada a apenas um dos elementos, o verbo permanece no 
singular. Exemplos: 
Laís ou Elisa ganhará mais tempo. 
O marido ou a mulher vai ao supermercado hoje. 
 
12) Concordância com sujeitos ligados por "nem" 
Quandoos sujeitos são ligados por "nem", o verbo vai para o plural. Exemplos: 
Nem chuva nem frio são bem recebidos. 
Nem futebol nem natação são os seus esportes preferidos. 
 
13) Concordância com sujeitos ligados por "com" 
Quando os sujeitos são ligados pela palavra "com" com sentido de "e", o verbo vai para o plural. 
Exemplos: 
O ator com seus convidados chegaram às 6 horas. 
O patrão com o funcionário saíram para almoçar. 
 
Mas, quando "com" representar “em companhia de”, o verbo concorda com o antecedente e o 
segmento "com" é grafado entre vírgulas. Exemplos: 
O patrão, com o funcionário, saiu para almoçar. 
O pintor, com todos os auxiliares, resolveu mudar a data da exposição. 
 
14) Concordância com sujeitos ligados por "não só, mas também", "tanto, quanto", "não só, como" 
Quando os sujeitos são ligados por "não só, mas também", "tanto, quanto", "não só, como", o 
verbo vai para o plural. Exemplos: 
Não só o jornal mas também a televisão devem educar o povo. 
Tanto Rafael como Marina participaram da mostra. 
 
Se o sujeito vier depois do verbo, este concordará, de preferência no singular: 
Deve usufruir dos lucros não só o patrão mas também o trabalhador. 
A esse cargo aspirava não só o marido mas também a esposa. 
 
15) Concordância com a partícula "se" 
No caso em que a palavra "se" é índice de indeterminação do sujeito, o verbo deve ser conjugado 
na 3.ª pessoa do singular. Exemplos: 
Confia-se em todos. 
Alegra-se com tudo. 
 
No caso em que a palavra "se" é partícula apassivadora, o verbo deve ser conjugado concordando 
com o sujeito da oração. Exemplos: 
Construiu-se uma igreja. 
Construíram-se novas igrejas. 
 
16) Concordância com verbos impessoais 
Os verbos impessoais - haver, com sentido de existir, fazer, com sentido de tempo decorrido, e 
verbos que manifestam fenômenos naturais - sempre são conjugados na 3.ª pessoa do singular. 
Exemplos: 
Havia muitos copos naquela mesa. 
Houve dois meses sem mudanças. 
Havia sérios problemas na cidade. 
Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar. 
Deve haver sérios problemas na cidade. 
 
 
 
Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar. 
 
Obs.: o verbo existir não é impessoal. Veja: 
Existem sérios problemas na cidade. 
Devem existir sérios problemas na cidade. 
 
17) Concordância com sujeito seguido por "tudo", "nada", "ninguém", "nenhum", "cada um" 
Na concordância com sujeito seguido por "tudo", "nada", "ninguém", "nenhum", "cada um", o 
verbo fica no singular. Exemplos: 
Amélia, Camila, Pedro, ninguém o convenceu de mudar a opinião. 
Diretor, professores e funcionários, cada um pensa de um jeito. 
 
18) Concordância com locuções "é muito", "é pouco", "é mais de", "é menos de" 
Na concordância com locuções "é muito", "é pouco", "é mais de", "é menos de", que indicam 
preço, peso e quantidade, o verbo fica sempre no singular. Exemplos: 
Três vezes é muito. 
Dois quilos de laranja é pouco para fazer o suco. 
 
19) Concordância com verbos "dar", "soar" e "bater" + hora(s) 
Com horas, os verbos "dar", "soar" e "bater" sempre concordam com o sujeito. Exemplos: 
Deu uma hora que espero. 
Soaram duas horas. 
 
20) Concordância nas indicações de datas 
O verbo deve concordar com a indicação numérica da data. Exemplos: 
Hoje são 2 de maio. 
Amanhã é 1 de dezembro. 
 
Mas o verbo também pode concordar com a palavra dia. Exemplos: 
Hoje é dia 2 de maio. 
Anteontem foi dia 20 de agosto. 
 
21) Concordância com verbos no infinitivo 
Verbos no infinitivo IMPESSOAL não devem ser flexionados nas seguintes situações: 
 
a) Quando têm valor de substantivo. Exemplo: Comer é o melhor que há. 
b) Quando têm valor imperativo. Exemplo: Vá dormir! 
c) Quando são os verbos principais de uma locução verbal. Exemplo: Íamos sair quando você 
chegou. 
d) Quando são regidos por preposição. Exemplo: Começamos a cantar. 
Verbos no infinitivo PESSOAL devem ser flexionados quando os sujeitos são diferentes e 
queremos defini-los. Exemplos: 
Comprei a pizza para eles comerem. 
Ouvi os vizinhos chamarem. 
 
22) O sujeito é um pronome de tratamento - o verbo fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou 
do plural). 
Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Altezas pediram silêncio. 
 
23) O sujeito é formado pelas expressões: alguns de nós, poucos de vós, quais de..., 
quantos de..., etc. - o verbo poderá concordar com o pronome interrogativo ou indefinido ou 
com o pronome pessoal (nós ou vós). 
 
 
 
Ex.: Quais de vós me punirão?/ Quais de vós me punireis? 
 
Dicas: 
Com os pronomes interrogativos ou indefinidos no singular, o verbo concorda com eles 
em pessoa e número. 
Ex.: Qual de vós me punirá. 
 
24) Os núcleos do sujeito estão coordenados assindeticamente ou ligados por “e” - o 
verbo concordará com os dois núcleos. 
Ex.: A jovem e a sua amiga seguiram a pé. 
 
Atenção: 
Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por atração com o núcleo mais 
próximo do verbo. 
Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga. 
 
25) Sujeito oracional 
Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo da oração principal fica na 3ª pessoa do 
singular. 
Ex.: Ainda falta dar os últimos retoques na pintura. 
 
26) Concordância com o verbo ser: 
 
a) Quando, em predicados nominais, o sujeito for representado por um dos pronomes: 
tudo, nada, isto, isso, aquilo - o verbo “ser” ou “parecer” concordarão com o predicativo. 
Exemplos: 
Tudo são flores. 
Aquilo parecem ilusões. 
 
Dicas: 
Poderá ser feita a concordância com o sujeito quando se quer enfatizá-lo. 
Ex.: Aquilo é sonhos vãos. 
 
b) O verbo ser concordará com o predicativo quando o sujeito for os pronomes 
interrogativos: que ou quem. 
Exemplos: 
Que são gametas? 
Quem foram os escolhidos? 
 
c) Em indicações de horas, datas, tempo, distância - a concordância será feita com a 
expressão numérica 
Exemplos: 
São nove horas. 
É uma hora. 
 
Dicas: 
Em indicações de datas, são aceitas as duas concordâncias, pois subentende-se a palavra 
dia. 
Exemplos: 
Hoje são 24 de outubro. 
Hoje é (dia) 24 de outubro. 
 
 
 
 
d) Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome pessoal, a concordância se dará 
com o pronome. 
Ex.: Aqui o presidente sou eu. 
 
Dicas: 
Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a concordância será com o que 
aparece primeiro, considerando o sujeito da oração. 
Ex.: Eu não sou tu. 
 
e) Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará com o predicativo. 
Ex.: O menino era as esperanças da família. 
 
f) Nas locuções: é pouco, é muito, é mais de, é menos de, junto a especificações de preço, 
peso, quantidade, distância e etc., o verbo fica sempre no singular. 
Exemplos: 
Cento e cinquenta é pouco. 
Cem metros é muito. 
 
g) Nas expressões do tipo: ser preciso, ser necessário, ser bom, o verbo e o adjetivo pode 
ficar invariável (verbo na 3ª pessoa do singular e adjetivo no masculino singular) ou 
concordar com o sujeito posposto. 
Exemplos: 
É necessário aqueles materiais. 
São necessários aqueles materiais. 
 
h) Na expressão: é que, usada como expletivo, se o sujeito da oração não aparecer entre o 
verbo “ser” e o “que”, ficará invariável. Se aparecer, o verbo concordará com o sujeito. 
Exemplos: 
Eles é que sempre chegam atrasados. 
São eles que sempre chegam atrasados. 
 
 
TRANSITIVIDADE VERBAL 
 
1) Verbos Intransitivos 
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É importante, no entanto, destacar alguns 
detalhes relativos aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. 
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais de lugar. Na língua culta, as preposições 
usadas para indicar destino ou direção são: a, para. 
 
Fui ao teatro. 
Ricardo foi para a Espanha. 
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último jogo. 
 
2) Verbos Transitivos Diretos 
Os verbos transitivos diretos são complementados por objetos diretos. Isso significa que não 
exigem preposição para o estabelecimento da relação de regência. 
 
Ao empregar esses verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os, as atuam como 
objetos diretos.Esses pronomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais 
 
 
 
terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em sons nasais), 
enquanto lhe e lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos. 
 
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, abençoar, aborrecer, abraçar, 
acompanhar, acusar, admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, 
condenar, conhecer, conservar, convidar, defender, eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, 
prejudicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar. 
 
Amo aquele rapaz. / Amo-o. 
Amo aquela moça. / Amo-a. 
Amam aquele rapaz. / Amam-no. 
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. 
 
3) Verbos Transitivos Indiretos 
Os verbos transitivos indiretos são complementados por objetos indiretos. Isso significa que esses 
verbos exigem uma preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os pronomes 
pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, 
o “lhes”, para substituir pessoas. 
 
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para todos. 
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. 
Eles desobedeceram às leis do trânsito. 
Respondi ao meu patrão. 
Respondemos às perguntas. 
Respondeu-lhe à altura. 
Antipatizo com aquela apresentadora. 
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam para uma minoria privilegiada. 
 
4) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos 
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de um objeto direto e um indireto. 
Agradeço aos ouvintes a audiência. 
Paguei o débito ao cobrador. 
Informe os novos preços aos clientes. 
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos preços) 
Pedi-lhe favores. 
Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio. 
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. 
Prefiro trem a ônibus. 
 
5) Verbos de ligação 
É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo entre eles (sujeito 
e características) certos tipos de relações. 
 
a) estado permanente: ser, viver. 
Carla é alegre. 
Carla vive alegre. 
 
b) estado transitório: estar, andar, achar-se, encontrar-se 
Joaquim está bem. 
Joaquim encontra-se bem. 
 
c) estado mutatório: ficar, virar, tornar-se, fazer-se 
 
 
 
Paula ficou brava. 
Paula fez-se brava. 
 
d) continuidade de estado: continuar, permanecer 
Miguel continua mal. 
Miguel permanece mal. 
 
e) estado aparente: parecer 
Henrique parece melhor. 
 
FIQUE ATENTO: Um mesmo verbo pode aparecer ora como intransitivo, ora como de ligação. 
O jovem anda devagar. 
anda = verbo intransitivo, expressa uma ação. 
 
O jovem anda preocupado. 
anda= verbo de ligação, expressa um estado. 
 
6) Predicação oscilante 
a) Assistir pode ser VTD ou VTI. 
Assistir (ver) – Regência: Assistir a algo. 
Exemplos: Ela assistiu a uma entrevista intrigante. Ele assiste ao telejornal diariamente. 
Assistir (ajudar) – Regência: Assistir alguém. 
Exemplos: Ele assistiu seu pai durante a doença. Ela assiste o médico nas cirurgias. 
 
b) Chamar pode ser VTD ou VTI. 
Chamaram-no irresponsável. 
Chamaram-no de irresponsável. 
Chamaram-lhe irresponsável. 
Chamaram-lhe de irresponsável. 
 
c) Atender pode ser VTD ou VTI. 
Atenderam o meu pedido prontamente. 
Atenderam ao meu pedido prontamente. 
 
d) Anteceder pode ser VTD ou VTI. 
A velhice antecede a morte. 
A velhice antecede à morte. 
 
e) Renunciar pode ser VTD ou VTI 
Nunca renuncie seus sonhos. 
Nunca renuncie a seus sonhos. 
 
f) Aspirar 
Aspirar (almejar) – Regência: Aspirar a algo. 
Exemplos: Ele sempre aspirou ao sucesso. Ela aspira a ser médica. 
Aspirar (cheirar) – Regência: Aspirar algo. 
Exemplos: Ele aspirou o perfume. Ela aspirou o aroma delicioso vindo da cozinha. 
 
g) Esquecer 
Esquecer – Regência: Esquecer algo. 
Exemplos: Ela esqueceu o passado infeliz. Ele esquece as promessas. 
Esquecer-se – Regência: Esquecer-se de algo. 
 
 
 
Exemplos: Ele esqueceu-se de suas vitórias. Eu esqueci-me do nome dela. 
Observação – Não se usa a expressão ‘ esqueci do pagamento’; o correto é ‘esqueci o pagamento’ 
ou ‘esqueci-me do pagamento’. 
 
h) Lembrar 
Lembrar – Regência: Lembrar algo. 
Exemplos: Ela lembrou o teste. Ele lembrava tudo. 
Lembrar – Regência: Lembrar-se de algo. 
Exemplos: Eu me lembro da minha infância. Eles se lembram da viagem. 
 
i) Implicar 
Implicar (envolver-se) – Regência: Implicar-se em algo. 
Exemplos: Ele implicou-se em assaltos. Ela implicou-se em fraudes. 
Implicar (aborrecer) – Regência: Implicar com algo. 
Exemplos: Ela implicava com a nora. Ele implica com o cachorro. 
Implicar (acarretar) – Regência: Implicar algo. 
Exemplos: Esse comportamento implica punição. Tal atitude implica castigo. 
 
j) Proceder 
Proceder (realizar) – Regência: Proceder a algo. 
Exemplos: Ele procedeu à cirurgia. Eles procederam aos pagamentos. 
Proceder (vir) – Regência: Proceder de algo. 
Exemplos: Ela procede da Europa. Ele procede do interior. 
Proceder (ter cabimento) – Regência: Proceder. 
Exemplos: O recurso procede. A explicação não procede. 
 
k) Verbo SER 
A aula é divertida 
A aula é hoje. 
A aula será gravada. 
 
l) Verbo ESTAR 
O aluno está feliz. 
O aluno está em casa. 
O aluno está estudando. 
 
m) Verbo FALAR 
Os pais falam a verdade. 
Os pais falam muito. 
 
 
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL 
 
Preposições 
A, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, perante, per, para, por, sem, sob, sobre, trás. 
 
REGÊNCIA NOMINAL 
É a relação que se estabelece entre um nome (termo regente) e o termo que lhe serve de 
complemento (termo regido). 
A regência nominal estuda os casos em que "nomes" (substantivos, adjetivos e advérbios) exigem 
uma outra palavra para que o sentido fique completo. 
 
 
 
 
Exemplos 
É bacharel em física. (quem é bacharel, é bacharel em algo) 
É importante ter amor ao próximo. (quem tem amor, tem amor a algo) 
Fico feliz por você. (quem fica feliz, fica feliz por alguém) 
Novas tecnologias alimentam confiança em um futuro melhor. 
Os novos funcionários ainda não estão aptos para o cargo. 
Carlos está alheio a tudo. 
Calar é preferível a falar sem pensar. 
 
Alienado (de, a, para) 
Estão todos alienados das últimas decisões. 
O veículo está alienado a um banco. 
O veículo está alienado para um banco. 
 
Recurso (de, contra) 
Não cabe recurso contra a decisão. 
Não cabe recurso da decisão. 
 
Ansioso (por, para, de) 
Estava ansioso de saber a resposta. 
Está ansioso por uma nova resposta. 
Estava ansioso para saber a resposta. 
 
Compatível (com, entre) 
O resultado foi compatível com o esforço. 
 
Morador / Residente / Situado/ Estabelecido (em, de) 
Residente à rua Mato Grosso. 
Era morador na Rua São Paulo. 
Foi morador da Rua Manaus. 
 
Junto (de, a) 
A mãe se encontrava junto ao filho. (correto) 
 
Próximo (a, de) 
Fiquei próximo ao carro. 
Deixamos o carro próximo de casa. 
 
Apaixonado (por, de) 
É um apaixonado dos animais. 
Está apaixonada pela matéria. 
 
Apto/Aptidão (a, para) 
Sempre teve aptidão para a música. 
Sentia-se apto ao trabalho em grupo. 
 
Grato (a, para, por) 
Sou grato a minha família. 
Mostrou-se grato pelas informações. 
 
Medo (de, a) 
 
 
 
Há crianças que têm medo do escuro. 
 
Os pronomes relativos e a regência nominal 
Os pronomes relativos ( que ,o/a qual, quem, cujo etc.) podem exercer, em determinadas 
construções sintáticas, o papel de termo regido por um nome. Nesses casos, é necessário 
introduzir, antes do relativo, a preposição exigida pelo nome. Veja estes exemplos: 
 
Entre as poucas pessoas em quem tenho plena confiança está você. 
Os livros aos quais o professor fez referência não estão na biblioteca. 
As riquezas a que faz alusão o autor do texto dizem respeito aos últimos 500 anos. 
O barco a cujos tripulantes fiz referência pode voltar a navegar. 
O infortúnio a que está sujeito o empreendedor motiva-o. 
A propagação de preconceitos, fenômeno pelo qual todos podemos ser responsáveis, deveser 
abrandada por penalizações rigorosas, às quais os infratores estejam sujeitos. 
A árvore é símbolo recorrente de que fazemos uso para falar de meio ambiente. 
Cada vez mais o mundo tecnológico nos afasta da natureza de que fazemos parte. 
 
 
REGÊNCIA VERBAL 
 
Regência verbal 
 
É a relação que se estabelece entre um verbo (termo regente) e o termo que lhe serve de 
complemento (termo regido). 
A regência verbal estuda os casos em que verbos exigem outra palavra para que o sentido fique 
completo. 
 
Predicação Verbal 
Quanto à predicação verbal, os verbos podem ser: 
- Intransitivos 
- Transitivos 
- De Ligação 
 
Aspirar 
É bom aspirar a brisa da manhã. 
Gosto de aspirar o perfume das rosas. 
Aspiramos à vaga. 
 
Visar 
O policial visou o alvo. 
O gerente do banco visou o cheque. 
 Visamos àquela vaga. 
 
Querer 
Nós queremos o seu bem. 
Quero que duram mais cedo. 
Quero-lhes bem. 
 
Namorar 
Patrícia namorava um dentista. 
O menino namorava o bolo de chocolate. 
 
 
 
Julia só poderia namorar com o irmãozinho. (A preposição com inicia adjunto adverbial de 
companhia. A frase tem o sentido, portanto, de o irmãozinho a acompanhar enquanto ela namora 
alguém). 
 
Esquecer e lembrar 
Esqueci que havíamos comprado o material. 
Esqueci-me de que havíamos comprado o material. 
Ana não lembrou o meu nome. 
Ana não se lembrou do meu nome. 
 
Agradecer, Pagar e Perdoar 
Agradeci à aluna o convite. 
Paguei a conta ao Banco. 
Perdoo os erros ao amigo. 
 
Atender 
Atenderam o meu pedido. 
Atenderam ao meu pedido. 
 
Precisar e Necessitar 
Necessitamos pessoas honestas. 
Precisamos de pessoas honestas. 
Precisamos que encontrem pessoas honestas. 
 
Implicar 
Será VTDI, com a prep. em, quando significar envolver alguém em algo. 
Implicaram o advogado em negócios ilícitos. 
Implicaram-no em negócios ilícitos. 
 
 
Custar 
Será VTDI, com a prep. a, quando significar causar trabalho, transtorno. 
Sua atitude custou sofrimento a todos. 
 
Pedir 
Pedimos a todos que trouxessem o material. 
Pedimos que todos trouxessem o material. 
 
Preferir 
Prefiro estar só a ficar mal acompanhado. 
Prefiro vôlei a natação. 
Prefiro a caminhada à natação. 
 
Avisar, advertir, certificar, cientificar, comunicar, informar, lembrar, noticiar, notificar, 
prevenir 
São VTDI, admitindo duas construções: Quem informa, informa algo a alguém / Quem informa, 
informa alguém de algo. 
 
Advertimos aos clientes que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos. 
Advertimos-lhes que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos. 
 
Advertimos os clientes de que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos. 
 
 
 
Advertimo-los de que não nos responsabilizamos por furtos ou roubos. 
 
Observe que, quando se usar a expressão "informar algo a alguém" a pessoa deverá ser substituída 
por lhe, e quando se usar a expressão "informar alguém de algo" a pessoa deverá ser substituída 
por o, a, os, as. 
 
 
 
Chamar 
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a, quando significar dar qualidade. A qualidade pode vir 
precedida da prep. de, ou não. 
 
Chamaram o rapaz irresponsável. 
Chamaram o rapaz de irresponsável. 
Chamaram ao rapaz irresponsável. 
Chamaram ao rapaz de irresponsável. 
 
Anteceder 
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a. 
A velhice antecede a morte. 
A velhice antecede à morte. 
 
Renunciar 
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a. 
Nunca renuncie seus projetos. 
Nunca renuncie a seus projetos. 
 
Satisfazer 
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. a. 
Não satisfaça todas as suas vontades. 
Não satisfaça a todas as suas vontades. 
 
Gozar 
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. de. 
Ele não goza sua melhor forma física. 
Ele não goza de sua melhor forma física. 
 
Atentar 
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. em, para ou por. 
Em suas redações atente a letra. 
Deram-se bem os que atentaram nisso. 
Não atente para as ideias óbvias. 
Atente por si, enquanto é tempo. 
 
Cogitar 
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. em ou de. 
Cogitou uma mudança no edital. 
O diretor cogitou de demitir-se. 
 
Consentir 
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. em. 
O chefe não consente falhas. 
 
 
 
Consentimos em que chegassem atrasados. 
 
Ansiar 
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. por. 
Ansiamos dias melhores. 
Ansiamos por dias melhores. 
 
 
Almejar 
Pode ser VTD ou VTI, com a prep. por, ou VTDI, com a prep. a. 
Almejamos dias melhores. 
Almejamos por dias melhores. 
Almejamos dias melhores ao nosso país. 
 
Pisar 
Pode ser VI ou VTD. Quando for VI, admitirá a prep. em, iniciando adjunto adverbial de lugar. 
Pisei a grama para poder entrar em casa. 
Pisei no tapete. 
 
Os pronomes relativos e a regência verbal 
Os pronomes relativos ( que ,o/a qual, quem, cujo etc.) podem exercer, em determinadas 
construções sintáticas, o papel de termo regido por um verbo. Nesses casos, é necessário 
introduzir, antes do relativo, a preposição exigida pelo nome. 
 
Na internet, os dados pessoais tornaram-se informações valiosas às quais empresas de marketing 
recorrem. 
 
Os chamados vícios de linguagem, aos quais recai a condenação dos gramáticos, são por vezes 
expressões às quais não falta alguma virtude. 
 
As linguagens de que se servem os usuários de uma língua encerram valores de uso dos 
quais ninguém pode se furtar. 
 
Está na remota Revolução Cognitiva a origem de uma escalada progressista de que os nossos 
ancestrais não podiam se dar conta. 
 
O progresso da civilização, ao qual a humanidade tanto aspira, é questionado pelo autor ao final 
do texto. 
 
A falta de perguntas sobre a nossa felicidade, de cuja importância sequer suspeitamos, é uma 
falha dos nossos projetos. 
 
Muitas obras, de que se regozijam os leitores mais exigentes, nem sempre se transformam em 
sucesso de vendas. 
 
Alguns temas aos quais os leitores se reportam são encontrados frequentemente em obras 
direcionadas para uma leitura rápida e superficial. 
 
O gosto da leitura é completo quando os leitores se identificam com as ideias do autor em boa 
parte daquilo em que eles também creem. 
 
 
 
 
Os autores de que estamos falando são aqueles que se preocupam em estabelecer uma real 
comunicação com seu leitor. 
 
Colocação pronominal – conceitos básicos 
 
A colocação dos pronomes pessoais oblíquos átonos na oração pode ser feita de três formas 
distintas, existindo regras definidas para cada uma dessas formas. 
 
Em próclise: pronome colocado antes do verbo; 
Em ênclise: pronome colocado depois do verbo; 
Em mesóclise: pronome colocado no meio do verbo. 
 
Exemplos de colocação pronominal 
Não me deram uma caixa de bombons ontem. (próclise) 
Deram-me uma caixa de bombons ontem. (ênclise) 
Dar-me-ão uma caixa de bombons amanhã. (mesóclise) 
 
Os pronomes pessoais oblíquos átonos são: 
1.ª pessoa do singular - me 
2.ª pessoa do singular - te 
3.ª pessoa do singular – se, o, a, lhe 
1.ª pessoa do plural - nos 
2.ª pessoa do plural - vos 
3.ª pessoa do plural – se, os, as, lhes 
 
Exemplo de uso facultativo 
Minha mãe ajudou-me nos trabalhos. 
Minha mãe me ajudou nos trabalhos. 
Minha mãe ajudar-me-á nos trabalhos. 
Minha mãe me ajudará nos trabalhos. 
 
Próclise 
A colocação pronominal deverá ser feita antes do verbo apenas quando houver palavras atrativas 
que justifiquem o adiantamento do pronome, como: 
 
Palavras negativas (não, nunca, ninguém, jamais,…). 
Não te quero ver nunca mais! 
Nunca a esquecerei. 
 
Conjunções subordinativas (embora, se, conforme, logo,...). 
Embora o faça, sei que é errado. 
Cumpriremos o acordo se nos agradar. 
 
Pronomes relativos (que, qual, onde,…). 
Há professores que nos marcam para sempre. 
Esta é a faculdade onde me formei. 
 
Pronomes indefinidos (alguém, todos, poucos,…). 
Alguém me fará mudar de opinião? 
Poucos nos emocionaram com seus relatos. 
 
 
 
 
Pronomes demonstrativos (isto, isso, aquilo,…). 
Isso me deixou muito abalada. 
Aquilo nos mostrou a verdade. 
 
Frases interrogativas (quem, qual, que, quando,…). 
Quem me chamou? 
Quando nos perguntaram isso? 
 
Frases exclamativas ou optativas. 
Como nosenganaram! 
Deus te guarde! 
 
Preposição em mais verbo no gerúndio. 
Em se tratando de uma novidade, este produto é o indicado. 
Em se falando sobre o assunto, darei minha opinião. 
 
Advérbios, sem que haja uma pausa marcada. Havendo uma pausa marcada por uma vírgula, 
deverá ser usada a ênclise. 
Aqui se come muito bem! 
Talvez te espere no fim das aulas. 
 
Mesóclise 
A colocação pronominal deverá ser feita no meio do verbo quando o verbo estiver conjugado no 
futuro do presente do indicativo ou no futuro do pretérito do indicativo. 
 
Ajudar-te-ei no que for preciso. 
Comprometer-se-iam mais facilmente se confiassem mais em você. 
Orgulhar-me-ei dos meus alunos. 
Orgulhar-me-ia dos meus alunos. 
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. 
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. 
Assim que oportuno, contar-lhe-ei detalhes da cerimônia. 
A inovação do setor ajudar-nos-ia significativamente. 
Convidar-me-ão para a festividade de estreia da nova série televisiva. 
Convidar-te-ia para viajar comigo, caso fosse possível. 
 
Caso o verbo no futuro do presente ou no futuro do preterido do indicativo venha precedido por 
pronome pessoal reto, ou de alguma palavra que exija a próclise, está será de rigor. 
 
Eles me convidarão para a festividade de estreia da nova série televisiva. 
Não me convidarão para a festividade de estreia da nova série televisiva. 
Sempre te convidaria para viajar comigo, caso fosse possível. 
Eu te convidaria para viajar comigo, caso fosse possível. 
 
Ênclise 
A colocação pronominal depois do verbo deverá ser usada: 
 
Em orações iniciadas com verbos (com exceção do futuro do presente do indicativo e do futuro do 
pretérito do indicativo), uma vez que não se iniciam frases com pronomes oblíquos. 
Refere-se a um tipo de árvore. 
Viram-me na rua e não disseram nada. 
 
 
 
 
 
Em orações imperativas afirmativas. 
Sente-se imediatamente! 
Lembre-me para fazer isso no fim do expediente. 
 
Em orações reduzidas do gerúndio (sem a preposição em). 
O jovem reclamou muito, comportando-se como uma criança. 
Fiquei sem reação, lembrando-me de acontecimentos passados. 
 
Em orações reduzidas do infinitivo. 
Espero dizer-te a verdade rapidamente. 
Convém dar-lhe autorização ainda hoje. 
 
Colocação pronominal nas locuções verbais 
A colocação pronominal nas locuções verbais difere caso o verbo principal esteja no particípio ou 
no gerúndio e infinitivo. 
 
a) Verbo principal no gerúndio ou no infinitivo 
Caso não haja palavra atrativa que exija a próclise, o pronome oblíquo poderá ficar após o verbo 
principal ou após o verbo auxiliar. 
Quero ver-te hoje. 
Quero-te ver hoje. 
 
Caso haja alguma palavra atrativa que exija a próclise, o pronome oblíquo poderá ficar antes da 
locução verbal ou depois da locução verbal. 
Não te quero ver hoje. 
Não quero ver-te hoje. 
 
b) Verbo principal no particípio 
Caso não haja palavra atrativa que exija a próclise, o pronome oblíquo deverá ficar depois do 
verbo auxiliar, nunca depois do verbo principal no particípio. 
Tinham-me dito que você não era de confiança. 
Eu tinha-lhe falado sobre esse assunto. 
 
Caso haja alguma palavra atrativa que exija a próclise, o pronome oblíquo deverá ficar antes da 
locução verbal. 
Já me tinham dito que você não era de confiança. 
Eu não lhe tinha falado sobre esse assunto. 
 
Casos em que ocorre crase 
 
A crase é a contração de duas vogais iguais, sendo a contração mais comum a da preposição a 
com o artigo definido feminino a (a + a = à). 
 
Dei a indicação à senhora, mas ela não a entendeu. (a + a = à) 
Os alunos pediram um favor à professora. (a + a = à) 
 
Existem outras contrações, embora menos utilizadas, como a contração da preposição a com os 
pronomes demonstrativos a, aquele, aquela e aquilo: 
a + aquele = àquele; 
 
 
 
a + aquela = àquela; 
a + aquilo = àquilo. 
Fui àquele serviço para resolver esse problema. (a + aquele = àquele) 
Apenas dou a encomenda àquela funcionária. (a + aquela = àquela) 
Refiro-me àquilo que aconteceu semana passada. (a + aquilo = àquilo) 
 
“Vou à praia” ou “Vou a praia”? 
Substituição por um substantivo no masculino: Substituição de praia por parque. 
A forma correta é “Vou ao parque”, com a contração ao. Assim, a forma correta também será “Vou 
à praia”, com a contração à. 
 
“Vale à pena” ou “Vale a pena”? 
Substituição por um substantivo no masculino: Substituição de pena por sacrifício. 
A forma correta é “Vale o sacrifício”, sem a contração ao. Assim, a forma correta também será “Vale 
a pena”, sem a contração à. 
 
Ocorre crase: 
a) Antes de palavras femininas 
Aquele aluno nunca está atento à aula. 
Suas atitudes são idênticas às de sua irmã. 
Não consigo ser indiferente à falta de respeito dessa menina! 
É importante obedecer às regras de funcionamento da escola. 
As testemunhas assistiram à cena impávidas e serenas. 
 
b) Em diversas expressões adverbiais, locuções prepositivas e locuções conjuntivas 
 
Ligo-te hoje à noite. 
Ele está completamente à parte do grupo. 
A funcionária apenas conseguiu a promoção à custa de muito esforço. 
Meu filho mais velho está completamente à deriva: não estuda, não trabalha, não faz nada. 
 
Nota: Pode ocorrer crase antes de um substantivo masculino desde que haja uma palavra feminina 
que se encontre subentendida, como no caso das locuções à moda de e à maneira de. 
Decisões à Pedro Neves. (à maneira de Pedro Neves) 
Estilo à Paulo Sousa. (à moda de Paulo Sousa) 
 
c) Antes da indicação exata e determinada de horas: 
Meu filho acorda todos os dias às seis da manhã. 
Chegaremos a Brasília às 22h. 
A missa começará à meia-noite. 
 
Nota: Com as preposições para, desde, após e entre, não ocorre crase. 
Estou esperando você desde as seis horas. 
Marcaram o almoço para as duas horas da tarde. 
 
d) Em diversas expressões de modo ou circunstância, atuando como fator de transmissão de 
clareza na leitura: 
Vou lavar a mão na pia. 
Vou lavar à mão a roupa delicada. 
Ele pôs a venda nos olhos. 
Ele pôs à venda o carro. 
Ela trancou a chave na gaveta. 
 
 
 
Ela trancou à chave a porta. 
 
 
 
Casos em que não ocorre crase 
 
a) Antes de substantivos masculinos: 
Gosto de andar a pé. 
Este passeio será feito a cavalo. 
Será estipulado um tipo de pagamento a prazo. 
Escreve a lápis, assim podemos apagar o que for preciso. 
 
b) Antes de verbos: 
Não sei se ela chegou a falar sobre esse assunto. 
Meu filho está aprendendo a cantar essa música na escola. 
O arquiteto está começando a renovar essa casa. 
Meu irmão se dispôs a ajudar no que fosse necessário. 
 
c) Antes da maior parte dos pronomes: 
Desejamos a todos um bom fim de semana. 
Você já pediu ajuda a alguém? 
Dei todos os meus carrinhos a ele. 
Refiro-me a quem nunca esteve presente nas reuniões. 
 
Nota: Antes de alguns pronomes pode ocorrer crase. 
Não entregamos o trabalho à mesma professora. 
Eu pedi a fatura à própria gerente do estabelecimento. 
Solicitei à senhora que não fizesse mais reclamações. 
Esta é a reportagem à qual me referi. 
 
d) Em expressões com palavras repetidas, mesmo que essas palavras sejam femininas: 
Estamos estudando as expressões mais usadas pelos falantes no dia a dia. 
Gota a gota, minha paciência foi enchendo! 
Preciso conversar com você face a face. 
Por favor, permaneçam lado a lado. 
 
e) Antes de palavras femininas no plural antecedidas pela preposição a: 
Este artigo se refere a pessoas que estão desempregadas. 
A polêmica foi relativa a mulheres defensoras da emancipação feminina. 
As bolsas de estudo foram concedidas a alunas estrangeiras. 
 
Nota: Caso se especifique os substantivos femininos através da utilização do artigo definido as, 
ocorre crase, dada a contração desse artigo com a preposição a: a + as = às. 
Este artigo se refere às pessoas que estão desempregadas. 
A polêmica foi relativa às mulheres defensoras da emancipação feminina. 
As bolsas de estudo foram concedidas às alunas estrangeiras. 
 
f) Antes de um numeral (exceto horas, conforme acima mencionado): 
O número de concorrentes chegou a quinhentos2. Quando o elemento está com quem se fala ou próximo desta pessoa utilizamos: esse, essa, 
esses, essas e isso. 
Exemplos: 
Esses lugares estão reservados. 
De quem é essa bolsa que você está segurando? 
 
 
 
 
3. Quando o elemento não está com a pessoa que fala e nem com a pessoa com quem se fala 
utilizamos: aquele, aquela, aqueles, aquelas e aquilo. 
Exemplos: 
De quem são aquelas coisas ali jogadas? 
Aquele prédio é o mais alto da cidade. 
 
DICA: podem ser demonstrativos > o, a, os, as, tal, semelhante, mesmo, próprio 
 
Exemplos: 
Tal atitude me espanta. (Essa atitude) 
Acredito que a que comprei é inferior. (aquela que comprei) 
Quero o de cima. (aquele de cima) 
Pediu que voltasse, mas não o farei. (não farei isso) 
 
4) Indefinidos 
 
Deixam uma ideia imprecisa em relação a algo ou a alguém. Empregados na 3ª pessoa do 
discurso, o próprio nome já indica que os pronomes indefinidos substituem ou acompanham o 
substantivo de maneira vaga ou imprecisa. 
 
a) variáveis: algum, nenhum, muito, pouco, bastante, todo, certo etc. 
b) invariáveis: tudo, nada, alguém, ninguém, outrem, cada etc. 
 
DICA: os pronomes indefinidos podem ser confundidos com adjetivos ou advérbios. 
Encontrei certas pessoas. (pronome indefinido – ideia genérica) 
Encontrei pessoas certas. (adjetivo – caracterização) 
 
Recebemos muito incentivo. (pronome indefinido – ideia genérica) 
Chorei muito. (advérbio de intensidade) 
 
Exemplos: 
Nenhum vestido serviu na Antônia. (o termo “nenhum” acompanha o substantivo “vestido” de 
maneira vaga, pois não sabemos de que vestido se fala) 
Outras viagens virão. (o termo “outras” acompanha o substantivo “viagens” sem especificar quais 
viagens serão) 
Alguém deve me explicar a matéria. (o termo “alguém” significa “uma pessoa cuja identidade não 
é especificada ou definida” e, portanto, substitui o substantivo da frase) 
Cada pessoa deve escolher seu caminho. (o termo “cada” acompanha o substantivo da frase 
“pessoa” sem especificá-lo) 
 
5) Interrogativos 
Os pronomes interrogativos são palavras variáveis e invariáveis empregadas para formular 
perguntas diretas e indiretas. 
São eles: 
que, quem, qual, quanto 
 
DICA: pode haver perguntas diretas ou indiretas. 
➢ pergunta direta: Quem fez isso? (há ponto de interrogação) 
➢ pergunta indireta: Não me informaram quem fez isso. (não há ponto de interrogação) 
 
Exemplos: 
 
 
 
Quanto custa a entrada para o cinema? (oração interrogativa direta) 
Informe quanto custa a entrada para o cinema. (oração interrogativa indireta) 
Quem estava com Maria na festa? (oração interrogativa direta) 
Ela queria saber o que teria acontecido com Lavínia. (oração interrogativa indireta) 
 
PRONOMES PESSOAIS 
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. 
 
Pessoas do discurso 
Os pronomes pessoais e os possessivos estão organizados conforme as pessoas do discurso. 
 
1ª pessoa do singular: eu, me, mim, comigo 
2ª pessoa do singular: te, ti, contigo 
3ª pessoa do singular: se, si, consigo 
 
1ª pessoa do plural: nós, nos conosco 
2ª pessoa do plural: vós, vos, convosco 
3ª pessoa do plural: se, si, consigo 
 
Classificação 
a) retos: funcionam como sujeito ou predicativo. 
eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas 
 
b) oblíquos: funcionam como objetos ou adjuntos. Podem ser: 
- átonos: não são precedidos por preposição. 
me, te, o, a, lhe, nos, vos 
 
Basta-me a tua palavra. 
Não me arrependo disso. 
Mando-lhe lembranças. 
Quero-o aqui no jantar. 
 
- tônicos: precedidos de preposição 
mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, nós, conosco, vós, convosco 
Basta a mim sua palavra. 
Reze por ela. 
Tenho dó de ti. 
Confio em vós. 
 
- reflexivos: quando indicam que o sujeito pratica e sofre a ação verbal 
me, te, se, si, consigo, nos, vos 
DICA: se, si, consigo são sempre reflexivos. 
 
Exemplos: 
Ela fez o relatório. (pronome pessoal reto) 
Entregou-me o livro. (pronome pessoal oblíquo átono) 
Referiu-se a ele. (pronome pessoal tônico) 
Eu me feri no acidente. (pronome pessoal oblíquo reflexivo) 
 
DICA: às vezes, o pronome reflexivo indica que a ação verbal é recíproca. Por isso, recebe o nome 
de pronome recíproco. 
 
 
 
Ex.: Eles se cumprimentaram. 
 
Observação importantes: 
a) Todos os pronomes pessoais são empregados como pronomes substantivos, ou seja, 
substituem o nome a que fazem referência. 
b) EU e TU: são considerados exclusivamente do caso reto, visto que não podem ser precedidos 
por preposição. 
c) Ele(s), ela(s), nós e vós: podem ser classificados como pronomes retos ou oblíquos, conforme a 
função que exerçam na frase. 
 
Pronomes O, A, OS, AS e suas variações 
 
 Os pronomes oblíquos “o”, “a”, “os” e “as” podem assumir as formas lo, los, la, las, no, nos, na, nas. 
As formas “lo(s)” e “la(s)” ocorrerão sempre depois das formas verbais terminadas em -r, -s, -
z, sendo essas consoantes suprimidas no processo. 
 
As formas “no(s)” e “na(s)” ocorrerão depois de verbos terminados em ditongo nasal. 
• verbos terminados em -r, -s ou -z = -lo, -los, -la, -las 
• verbos terminados em ditongo nasal = no(s), na(s) 
 
 
PRONOMES RELATIVOS 
 
O pronome relativo é uma das 10 (dez) classes de palavras e faz parte das classes variáveis, ou seja, 
classes que possuem flexão. 
 
Tem como função substituir um substantivo ou pronome colocado antes dele. 
 
a) são sempre relativos: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja, cujas. 
b) podem ou não ser relativos: que, quem, onde, como, quanto e quando. 
 
Exemplos: 
As pessoas que conheci ontem são de São Paulo. 
O apartamento onde moro fica no centro da cidade. 
O eletricista de quem lhe falei é este. 
O município cujo prefeito é honesto se desenvolve rapidamente. 
 
Substituição de pronomes relativos 
A palavra QUE, quando exerce a função pronome relativo, pode ser substituída por o qual, os quais, 
a qual, as quais. 
 
Exemplos: 
O livro que li é excelente. ___________ 
A roupa que comprei estava muito barata. ____________ 
Os relatórios que revisei estão sobre a mesa. ____________ 
As músicas que ouvi são dos anos 80. ___________ 
 
DICA: se a palavra que vier precedida de preposição, teremos as seguintes substituições. 
 
- de que: do qual (s), da qual (s) 
- em que: no qual (s), na qual (s) 
 
 
 
- por que: pelo qual (s), pela qual (s) 
- a que: ao qual (s), à qual (s) 
 
Emprego dos pronomes relativos 
1. O pronome relativo que pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas, no singular ou 
no plural. 
Conheço bem a enfermeira que saiu. 
Não gostei do sapato que comprei. 
Estes são os instrumentos de que necessitamos. 
 
Obs.: QUE pode ter por antecedente o demonstrativo o, a, os, as. 
Entendi o que você disse. ____________ 
Esta questão é a que eu resolvi ontem. _____________ 
 
2. Os pronomes relativos podem vir precedidos de preposição. 
PREPOSIÇÃO + PRONOME RELATIVO + TERMO REGENTE 
 
Existem situações a que nos opomos. (opor-se a) 
Existem situações com que não concordamos. (concordar com) 
Existem situações de que desconfiamos. (desconfiar de) 
Existem situações que nos prejudicam. (que = sujeito, não há preposição) 
Existem situações em que insistimos. (insistir em) 
Existem situações que nós apreciamos. (que = objeto direto, não há preposição) 
 
3. O pronome relativo QUEM se refere a uma pessoa ou a uma coisa personificada. 
Não encontrei o dentista de quem você falou. 
Esse é o livro a quem prezo como companheiro. 
 
Obs.: QUEM também pode ser pronome indefinido. 
Quem chegar atrasado não entrará na sala. 
 
Obs.: O pronome relativo quem deve vir precedido de preposição. 
João era o filho a quem ele amava. 
 
4. O pronome relativo cujo (e flexões) indica, geralmente, sentido de posse, por isso equivale a do 
qual, de que, de quem. Deve concordar com a coisa possuída. 
 
Cortaram as árvores cujos troncos estavam podres. (os troncos das árvores) 
O professor cuja tese de doutorado foi publicada é aquele parado na porta. (tese do professor) 
 
O festival de cinema, cujo tema era o meio ambiente, foie vinte e sete. 
O hotel fica a dois quilômetros daqui. 
O motorista conduzia a 180 km/h. 
 
 
 
 
g) Antes de artigo indefinido (um, uma) 
Chegamos a uma cidade muito pequena. 
Vou a um museu que fica no centro. 
 
Casos em que a crase é facultativa 
a) Antes de pronomes possessivos: 
Na festa de Natal, fizeram referência a minha falecida mãe. 
Na festa de Natal, fizeram referência à minha falecida mãe. 
 
b) Antes de nomes próprios femininos: 
Enviei cartas a Heloísa. 
Enviei cartas à Heloísa. 
 
Nota: Não ocorre crase em contexto formal e na nomeação de personalidades ilustres porque 
nestes casos, segundo a norma culta, não se usa artigo definido. 
Em seu discurso sobre poesia, fez referência a Cecília Meireles. 
A cerimônia foi em homenagem a Clarice Lispector. 
 
c) Depois da preposição até antecedendo substantivos femininos: 
Não desistiremos, iremos até as últimas consequências. 
Não desistiremos, iremos até às últimas consequências. 
 
Casos especiais de crase 
a) Antes de nomes de localidades 
Apenas ocorre crase antes de nomes de localidades que admitam a anteposição do artigo a 
quando regidos pela preposição a. 
 
Dica: 
Quem vai a ______ e volta da ________. Crase há. 
Quem vai a _______ e volta de _______. Crase para quê? 
Vim da Bahia. 
Estou na Bahia. 
Vou à Bahia no próximo mês. 
 
Não havendo contração com as preposições de e em, permanecendo de e em, também não 
haverá contração com a preposição a, permanecendo a: 
Vim de Brasília. 
Estou em Brasília. 
Vou a Brasília no próximo mês. 
 
Nota: Se houver adjunto adnominal que determine a cidade, ocorre crase. 
Cheguei à Brasília dos políticos corruptos. 
Regressei à Curitiba de minha infância. 
 
b) Antes da palavra terra 
Ocorre crase apenas com o sentido de Planeta Terra e de localidade, se esta estiver determinada. 
Com o sentido de chão, estando indeterminado, não ocorre crase. 
Fui à terra onde meu pai nasceu. (localidade identificada) 
O astronauta regressou à Terra trinta dias após sua partida. (Planeta Terra) 
Os marinheiros chegaram a terra de madrugada. (chão indeterminado) 
 
 
 
 
c) Antes da palavra distância 
Em geral, se nos referimos a uma distância específica e determinada, temos um caso de crase: 
O guarda estava à distância de cem metros da cena do crime. 
A moça estava à distância de um quilômetro da casa. 
 
Obs.: A moça estava a distância. 
 
Nessa situação, temos o encontro entre a preposição “a” com o artigo definido feminino “a”, que 
especifica a palavra distância. 
 
A distância da minha casa até a sua é de dois quilômetros. 
Eu me preocupo com a distância que você vai ter que percorrer até chegar em São Paulo. 
 
d) Antes da palavra casa 
Ocorre crase apenas quando a palavra casa está determinada com um adjunto adnominal. Sem a 
determinação de um adjunto adnominal não há crase. 
Regresso a casa sempre que posso. (Sem adjunto adnominal) 
Regresso à casa de meus pais sempre que posso. (Com adjunto adnominal) 
 
Crase Diante de Pronomes Relativos 
A crase ocorrerá apenas quando for utilizado o pronome "a qual"/ "as quais" e o verbo exigir a 
preposição "a" em sua regência, vejamos: 
 
As roupas às quais me refiro estão na varanda. 
Esta é a lei à qual todos devem obedecer. 
 
 
Sinais de pontuação 
 
Ponto (.): pausa de longa duração que indica o final do período e é usado em abreviações. 
Ponto de exclamação (!): indica espanto, admiração, surpresa. 
Ponto de interrogação (?): indica dúvida, pergunta. 
Ponto e vírgula (;): pausa maior na leitura. 
Dois pontos (:): introduzem diálogo, exemplificação, explicação. 
Reticências (...): promovem uma interrupção na frase e indicam hesitação, dúvida. 
Travessão (–): indica diálogo ou dá destaque a algum elemento da frase. 
Parênteses ( ): isolam frases, palavras, datas e informações acessórias. 
Aspas (“ ”): indicam fala, citação e isolam certas palavras e expressões. 
Vírgula (,): pausa na leitura, a vírgula separa termos dentro do mesmo período. 
 
Ponto (.) 
a) Indica o fim de um período simples, de uma frase com sentido completo. 
Completamos a primeira etapa da prova. 
 
b) Para abreviar: 
Sr. (Senhor) 
a.C. (antes de Cristo) 
num. (numeral) 
ex. (exemplo) 
etc. (et cetera) 
 
 
 
 
 
Ponto de Interrogação (?) 
a) Fazer perguntas. 
Vocês precisam de algo? 
 
b) Indicar diversos sentimentos (surpresa, indignação, expectativa): 
Os acusados não foram presos? (indignação) 
Você foi aprovado? (surpresa) 
Saiu o resultado? (expectativa) 
 
Ponto de Exclamação (!) 
a) Expressar sentimentos: empolgação, súplica, reclamação, surpresa: 
Vamos para a praia! (empolgação) 
Por favor, façam silêncio! (súplica) 
Que susto! (surpresa) 
 
b) Para interjeições e locuções interjetivas: 
"Oh! Meu Deus!” 
"Eu te amo!" 
 
c) Depois de vocativos: 
Você pode, garoto! 
 
Reticências (…) 
a) Suprimir trechos: 
Era uma vez (...) 
 
b) Continuidade de pensamento ou de enumerações: 
Eu gostei dos atores, mas da história... 
 
Parênteses ( ) 
a) Indicar uma explicação. 
 A ONU (Organização das Nações Unidas) atua em vários países. 
 
b) Fontes bibliográficas. 
(SILVA, 2015) 
 
c) Informações acessórias. 
O Censo 2010 foi feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
Fernando Pessoa (1888 – 1935) foi o maior escritor do modernismo português. 
Há pessoas (e este é o meu caso) que adoram ir ao cinema. 
Grandes escritores (como Machado de Assis e Guimarães Rosa) devem ser lidos em todas as escolas 
do Brasil. 
 
Aspas (“ ”) 
a) Destacar transcrições, citações: 
“Todos são iguais perante a lei.” 
 
b) Expressões estrangeiras, neologismos, arcaísmos, gírias, apelidos ou para dar ênfase a qualquer 
expressão: 
“Let’s go”! 
 
 
 
 
c) Indicar ironia. 
“Que anjinho”. Não para quieto. 
 
d) Relativizar o sentido de uma expressão. 
Os homens, que são “racionais”, acabam com o meio em que vivem. 
 
Travessão (-) 
a) Mudança de interlocutor em um diálogo: 
- Oh, Zé! Você trouxe minha encomenda? 
- Não, esqueci. 
 
b) Separar orações intercaladas, como se fossem vírgulas: 
Os animais – disse o biólogo – precisam de um ambiente adequado para viver. 
 
c) Expressar comentário ou opinião do autor do texto: 
Os que já tiveram chance – e o privilégio – de serem aprovados podem contar como se prepararam. 
 
Ponto e Vírgula (;) 
Separa termos coordenados entre si. 
Tentei chegar cedo, porém não consegui. 
Tentei chegar cedo; porém não consegui. 
 
Quando utilizar o ponto e vírgula: 
a) Para separar itens: 
Em Português, deve-se estudar: morfologia; sintaxe; semântica. 
 
b) Pode ser usado para evitar o excesso de vírgulas: 
Foram à feira de negócios. José comprou um carro; Paulo, uma moto; João, um barco. 
Na linguagem escrita é o leitor; na fala, o ouvinte. 
 
c) Para separar antítese. 
Uns mandam; outros obedecem. 
 
d) Para dar maior pausa a conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, etc.) 
A equipe jogou certo; porém, perdeu o jogo. 
 
e) Para separar orações assindéticas. 
Ele chegou adiantado, como de costume; como de costume, foi o último a sair. 
Uns trabalham; outros descansam. 
 
Dois pontos (:) 
a) Para fazer uma citação ou introduzir uma fala: 
O policial disse: 
- Mãos para cima! 
 
b) Indicar explicação, esclarecimento ou resumo do que foi dito: 
Os materiais são estes: caderno, lápis e borracha. 
 
c) Antes de orações apositivas: 
 A ordem é esta: que todos estudem. 
 
 
 
 
d) Quando se quer indicar uma enumeração: 
O Brasil é um país conhecido por: carnaval, futebol e corrupção. 
 
e) Na introdução de exemplos, notas e observações: 
Obs.: A norma padrão deve ser seguida. 
 
f) Em invocações de correspondências: 
Prezados Senhores: 
 
g) Em citações e referências: 
Como diz um ditado popular: “Cego é aquele que não quer ver.” 
 
Exemplos: 
A avaliação das operadoras de planos de saúde em relação às garantias de atendimento, previstas 
na RN 259, é realizada de acordo com dois critérios: comparativo, cotejando-as entre si, dentro do 
mesmo segmento e porte; e avaliatório, considerando evolutivamente seus própriosresultados. 
 
O que tanta gente foi fazer do lado de fora do tribunal onde foi julgado um dos mais famosos casais 
acusados de assassinato no país? Torcer pela justiça, sim: as evidências permitiam uma forte 
convicção sobre os culpados, muito antes do encerramento das investigações. 
 
Vírgula (,) 
 
A vírgula é um dos sinais de pontuação com mais funções, por isso há muitas regras quanto ao seu 
emprego. 
 
A seguir, serão apresentadas as situações em que a vírgula é utilizada. 
 
Dica: VÍRGULA É “DEEEIS” 
Desloca; Enumera; Enfatiza; Explica; Isola (Intercala, Inverte) e Separa. 
 
Separa vocativo 
Maria, traga-me uma xícara de café. 
A educação, meus amigos, é fundamental para o progresso do país. 
 
Separa aposto 
O Monumento às Bandeiras, obra de Victor Brecheret, fica em frente ao Parque do Ibirapuera. 
Visitei o Corcovado, cartão-postal do Rio de Janeiro. 
A sociologia, ciência que estuda os fatos sociais, surgiu no século XIX. 
Nós, brasileiros, precisamos lutar por justiça. 
 
Separa palavras ou expressões explicativas, conclusivas, retificativas, repetidas 
Foram ao teatro, isto é, divertiram-se bastante. 
As suas dicas, aliás, são perfeitas. 
Corri na maratona de domingo, ou melhor, tentei correr. 
 
Separa termos assindéticos coordenados 
Era uma mulher bonita, inteligente, decidida. 
 
Separa termos antepostos desde que pleonásticos 
Aos amigos, entreguei-lhes o convite. 
 
 
 
As flores, eu as comprei. 
 
Separa conjunções deslocadas 
Ele é o diretor; obedeça, pois, suas determinações. 
 
Separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado. 
Chegando de viagem, procurarei por você. 
As pessoas, muitas vezes, são falsas. 
Apesar da chuva, aproveitamos muito a viagem. 
Sem dúvida, algo deve ser feito. 
Meus amigos, na maior parte das vezes, não me decepcionam. 
 
Separa predicativo do sujeito 
Vitor, entusiasmado, gritava muito. 
 
Separa datas 
Campo Grande, 01 de fevereiro de 2023. 
 
Indica zeugma do verbo 
A primeira aula é sobre verbos; a segunda, sobre pronomes. 
Ela prefere ler jornais e eu, revistas. (omissão do verbo preferir) 
 
Separa orações coordenadas assindéticas e sindéticas 
(exceto as aditivas ligadas pela conjunção e, nem; e as ligadas pela conjunção ou) 
 
Estude muito, logo sua aprovação virá. 
Estava ansioso, ora andava, ora ficava quieto. 
 
Usa-se com a conjunção e – nos seguintes casos: 
- Em orações com sujeitos diferentes. 
Os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres. 
O homem vendeu o carro, e a mulher não gostou. 
 
- Com conjunção adversativa (e=mas). 
Chegou a casa, e desistiu de entrar. 
Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada. 
 
- No polissíndeto. 
E chora, e ri, e grita, e pula de alegria. 
Faltaram-lhe os amores, e a vida, e a felicidade. 
 
Dicas: 
Termos coordenados ligados pelas conjunções: e, ou, nem dispensam o uso da vírgula. 
 
Conversaram sobre futebol, religião e política. 
Não se falavam nem se olhavam. 
 
Entretanto, se essas conjunções aparecerem repetidas, com a finalidade de dar ênfase, o uso da 
vírgula passa a ser obrigatório. 
 
Não fui nem ao velório, nem ao enterro, nem à missa de sétimo dia. 
 
 
 
 
Separa elementos de uma enumeração 
Dentro do meu estojo, tenho lápis de várias cores: azul, vermelho, preto, verde e amarelo. 
Preciso comprar pão, manteiga, frutas, legumes e verduras. 
Uma série de escritores me inspiram, dentre os quais Machado, Guimarães, Clarice, Drummond... 
 
Separa o predicativo do sujeito em ordem inversa 
Patrícia, ansiosa, esperava pela chegada da encomenda. 
 
Separa orações adverbiais 
- Obrigatoriamente, quando deslocadas. 
Quando sair o resultado, temos dois dias para os recursos. 
 
Quando cheguei à escola, a aula já tinha começado. 
Se tivesse feito com calma, o problema teria sido evitado. 
Embora tenhamos agido corretamente, o resultado não foi o esperado. 
 
- Facultativamente, quando pospostas (para dar ênfase) 
Entreguei o relatório, conforme havia prometido. 
 
Separa orações adjetivas explicativas 
Os políticos, que são eleitos por meio do voto, devem representar a população. 
 
Separa orações interferentes 
Nenhuma pesquisa, que tenhamos percebido, abordou tal assunto. 
 
Separa orações adverbiais reduzidas antepostas 
Ao terminar a prova, todos podem levar os gabaritos. 
Considerando o resultado, precisamos estudar mais. 
 
Quanto ao emprego da vírgula, além de se saber quando ela é utilizada, é importante conhecer os 
contextos em que esse sinal de pontuação não pode ser usado. 
 
Não se separam por vírgula: 
a) predicado de sujeito; 
b) objeto de verbo; 
c) adjunto adnominal de nome; 
d) complemento nominal de nome; 
e) predicativo do objeto do objeto; 
f) oração principal da subordinada substantiva (desde que esta não seja apositiva nem apareça na 
ordem inversa) 
 
A seguir, seguem os casos em que a vírgula é proibida para separar termos. 
 
Sujeito e verbo 
Maria tem o hábito de correr no parque. 
Os senadores amanhã votarão o projeto. 
 
Observação: 
Uma vírgula separa; duas vírgulas intercalam. 
Os senadores, amanhã, votarão o projeto. 
 
Verbo transitivo e complemento obrigatório (OD ou OI) 
 
 
 
Alguns manifestantes não mostraram a cara. 
Muitas pessoas já não confiam em políticos. 
Ele falou que gosta de escrever. 
 
OD e OI 
A banca divulgou o resultado aos inscritos. 
 
Nome e adjunto adnominal 
A economia brasileira é muito vulnerável. 
O carro de polícia está em frente à farmácia. 
 
Nome e complemento nominal 
Tenho esperança de que o edital seja publicado hoje. 
 
Verbo de ligação e predicativo do sujeito 
Os alunos parecem animados. 
 
Nome e aposto nominativo, especificativo 
O Rio Amazonas é um dos maiores do mundo. 
 
 
ACENTUAÇÃO 
 
Acentos gráficos 
Acento Agudo (´) 
O acento agudo é empregado nas vogais tônicas i e u, e também nas vogais tônicas abertas e 
semiabertas a, e, o. 
Exemplos: dúvida, único, ímpar, caráter, médico, ótimo. 
 
Acento Circunflexo (^) 
O acento circunflexo é empregado nas vogais tônicas semifechadas a, e, o. 
Exemplos: câmara, êxito, fenômeno. 
 
Acento Grave (`) 
O acento grave é empregado nos casos em que ocorre a crase, para indicar que há duas palavras 
aglutinadas (unidas numa só). 
 
O acento grave usa-se exclusivamente para indicar a crase da preposição "a" com os artigos a, as e 
com os demonstrativos a, as, aquele(s), aquela(s), aquilo: à, às, àquele(s), àquela(s), àquilo. 
 
Sinais Gráficos 
Apóstrofo (‘) 
O apóstrofo é usado quando há a omissão de um fonema. 
Exemplos: gota d’água (gota de água), cabeça d’água (cabeça de água). 
 
Cedilha (¸) 
A cedilha é utilizada quando a letra C (antes das vogais a, e, u) tem o som de [s]. Vale destacar que 
isso nunca ocorre no início de uma palavra. 
Exemplos: poça, cresço, açúcar, caça. 
 
Hífen (-) 
 
 
 
O hífen é empregado em palavras compostas, com pronomes pessoais oblíquos e também para 
separar sílabas. É importante ressaltar que o emprego de hífen sofreu algumas alterações com o 
Novo Acordo Ortográfico (que passou a vigorar em 2016). 
Exemplos: guarda-roupa, encontrá-lo, e-go-ís-mo. 
 
Til (~) 
O til tem a função de indicar a nasalização das vogais a e o, e não é classificado como acento 
gráfico. 
Exemplos: nação, cidadãos, escrivães, sã, emoções. 
 
Trema (¨) 
O trema tem a função de indicar que a vogais U tem pronúncia quando há os encontros QU e GU. 
Porém, com o Novo Acordo Ortográfico, esse sinal foi abolido, e apenas é empregado em 
palavras de origem estrangeira, como Müller. 
 
Acento tônico (prosódico) x Acento gráfico 
Acento tônico (prosódico) marca a tonicidade, ou seja, a sílaba tônica de uma palavra, por isso 
está ligado à pronúncia. 
 
O acento gráfico ocorre em decorrência de regras gramaticais, e está ligado à grafia das palavras. 
Isso significa que algumas palavras possuem apenas acento tônico (exemplos: caderno, papel) e 
outras possuem ambos os acentos (exemplos: revólver, café). 
 
Vale destacar também que as palavras recebem apenas um acentográfico, e que o “til” não é 
acento gráfico, apenas sinal de nasalização. 
 
Regras de Acentuação Gráfica 
 
Proparoxítonas 
Sílaba tônica: antepenúltima 
As proparoxítonas são todas acentuadas graficamente. 
Exemplos: trágico, patético, árvore. 
 
Paroxítonas 
Sílaba tônica: penúltima 
A maioria das paroxítonas termina em -a, -e, -o, -em, podendo ou não ser seguidas de "s". Essas 
paroxítonas, por serem maioria, não são acentuadas graficamente. 
 
Para saber se uma paroxítona recebe acento, é preciso ver a terminação de uma palavra. A seguir, 
estão os casos em que o acento gráfico é necessário, conforme a última letra de um vocábulo: 
 
L fácil 
N Pólen 
R Cadáver 
Os Bíceps 
X Tórax 
Us Vírus 
i, is júri, lápis 
om, nos iândom, íons 
um, uns álbum, álbuns 
ã(s), ão(s) órfã, órfãs, órfão, órfãos 
 
 
 
ditongo oral (seguido ou 
não de s) 
 
jóquei, túneis 
 
Com base nesses casos, conclui-se que as paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), 
mas as que terminam em "ens", não (hifens, jovens). 
 
É importante destacar que não são acentuados os prefixos terminados em "i "e "r" (semi, super). 
 
Vale ressaltar também que se acentuam as paroxítonas terminadas em ditongos crescentes: ea(s), 
oa(s), eo(s), ua(s), ia(s), ue(s), ie(s), uo(s), io(s). 
Exemplos: várzea, mágoa, óleo, régua, férias, tênue, cárie, ingênuo, início 
 
Oxítonas 
Sílaba tônica: última 
Para saber se uma oxítona recebe acento, é preciso ver a terminação de uma palavra. A seguir, estão 
os casos em que o acento gráfico é necessário, conforme a última letra de um vocábulo: 
 
a(s): sofá, sofás 
e(s): jacaré, vocês 
o(s): paletó, avós 
em, ens: ninguém, armazéns 
 
Oxítonas x Colocação de pronomes 
Existem algumas regras específicas quando um pronome átono se liga a um verbo. Isso interfere na 
acentuação gráfica, porque há a presença de uma oxítona. Por isso, as mesmas regras são aplicadas: 
 
Exemplos: 
Jogar + o: jogá-lo 
Jogá = oxítona terminada em a (portanto, com acento) 
lo = monossílabo átono (portanto, sem acento) 
 
Beijar + a: beijá-la 
Beijá = oxítona terminada em a (portanto, com acento) 
la = monossílabo átono (portanto, sem acento) 
 
Dar + as: dá-las 
Dá = oxítona terminada em a (portanto, com acento) 
las = monossílabo átono (portanto, sem acento) 
 
Fez + o: fê-lo 
Fê = oxítona terminada em a (portanto, com acento) 
lo = monossílabo átono (portanto, sem acento) 
 
Fazer + o: fazê-lo 
Fazê = oxítona terminada em a (portanto, com acento) 
lo = monossílabo átono (portanto, sem acento) 
 
Monossílabos 
Os monossílabos, conforme a intensidade com que se proferem, podem ser tônicos ou átonos. 
 
É importante mencionar que há monossílabos que são tônicos numa frase e átonos em outras. 
 
 
 
Exemplos: Você trouxe sua mochila para quê? (tônico) / Que tem dentro da sua mochila? (átono) 
 
Monossílabos Tônicos 
Os monossílabos tônicos possuem autonomia fonética, sendo proferidos fortemente na frase onde 
aparecem. 
Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em: 
a(s): lá, cá 
e(s): pé, mês 
o(s): só, pó, nós, pôs 
 
Monossílabos Átonos 
Os monossílabos não possuem autonomia fonética, sendo proferidos de maneira fraca, como se 
fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam. 
Exemplos: 
o(s), a(s), um, uns, me, te, se, lhe nos, de, em, e, que, etc. 
 
Regras Especiais 
Ditongos Abertos 
Os ditongos éi, éu e ói, sempre que tiverem pronúncia aberta em palavras oxítonas (éi e não êi), são 
acentuados. 
Exemplos: 
éi (s): anéis, fiéis, papéis 
éu (s): troféu, céus 
ói (s): herói, constrói, caubóis 
 
Vale destacar que os ditongos abertos ocorridos em palavras paroxítonas NÃO são acentuados, 
conforme o Novo Acordo Ortográfico. 
 
Exemplos: assembleia, boia, colmeia, Coreia, estreia, heroico, ideia, jiboia, joia, paranoia, plateia, 
etc. 
 
Hiatos 
Acentuam-se o "i" e "u" tônicos quando formam hiato com a vogal anterior, estando eles sozinhos 
na sílaba ou acompanhados apenas de "s", desde que não sejam seguidos por "-nh". 
 
Exemplos: 
sa-í-da 
e-go-ís-mo 
sa-ú-de 
 
Não se acentuam, portanto, hiatos quando -i ou -u não estão sozinhos nem acompanhados de -s na 
sílaba. 
 
Exemplos: 
ju-iz 
ra-iz 
ru-im 
ca-ir 
 
Existem hiatos acentuados não por serem hiatos, mas por outras razões. 
Exemplos: 
 
 
 
po-é-ti-co: proparoxítona 
bo-ê-mio: paroxítona terminada em ditongo crescente. 
 
Novo Acordo 
 
A Língua Portuguesa era composta por 23 letras antes do novo acordo. Após as mudanças, o 
alfabeto passou a ter 26 letras. 
 
Antes: A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z 
Depois: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z 
 
Uso do trema 
No novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, o uso do trema não é mais empregado: nem em 
palavras portuguesas nem em palavras aportuguesadas. 
Pinguim 
Linguiça 
Consequência 
Cinquenta 
 
Atenção: em palavras como mülleriano (de Müller) e hübneriano (de Hübner) o uso do trema ainda 
deve ser feito, pois se trata de nomes próprios estrangeiros. 
 
Acento diferencial 
O acento diferencial em palavras homógrafas não é mais empregado. Exceto das 
palavras pôr e por, pôde e pode. 
 
Palavras homógrafas são aquelas que possuem a mesma grafia e pronúncia semelhantes, mas com 
significados diferentes. Exemplo: "para: verbo" e "para: preposição". 
 
O acento diferencial é empregado em situações em que há a distinção de tempo verbal e singular 
e plural de verbos. 
 
a) pôde / pode 
Pôde é a forma do pretérito perfeito do indicativo do verbo poder. Pode é a forma do presente do 
indicativo. 
Exemplos: 
O ladrão pôde fugir. 
O ladrão pode fugir. 
 
b) pôr / por 
Pôr é verbo e por é preposição. 
Exemplos: 
Você deve pôr o livro aqui. 
Não vá por aí! 
 
c) Verbos Ter e Vir 
Acentua-se com circunflexo a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter e vir, 
bem como nos seus compostos (deter, conter, reter, advir, convir, intervir, etc.). 
 
Exemplos: 
Ele tem/Eles têm 
 
 
 
Ele retém/Eles retêm 
 
Ele vem/Eles vêm 
Ele intervém/Eles intervêm 
 
Note que, nos verbos compostos de ter e vir, o acento ocorre obrigatoriamente, mesmo no singular. 
Distingue-se o plural do singular mudando o acento de agudo para circunflexo. 
Exemplo: 
ele detém - eles detêm 
ele advém - eles advêm. 
 
Acento circunflexo 
No novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, o acento circunflexo não é mais empregado 
em palavra paroxítonas que terminam em eem e palavras com o hiato oo. 
Voo 
Povoo 
Leem 
Enjoo 
Abençoo 
 
Ditongos 
No novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, o acento não é mais empregado em palavra 
paroxítonas com i e u depois de ditongo. 
 
Assembleia 
Ideia 
Feiura 
Bocaiuva 
 
Já palavras paroxítonas com ditongo aberto ei e oi, o acento passa a ser empregado. 
Androide 
Alcateia 
 
Continuam com acentos as palavras oxítonas com ditongo aberto eu, ei e ou. 
Exemplo: chapéu, papéis e heróis. 
 
Chapéu 
Papéis 
Heróis 
 
Consoantes mudas 
Palavras que possuem os encontros consonantais do tipo cc, cç, pc, pç e pt foram abolidas as 
letras c e p se forem mudas. Atenção: são mantidas na pronúncia. 
 
Palavras com consoantes pronunciadas 
Aptidão 
Compacto 
Ficção 
Adepto 
Pacto 
Núpcias 
 
 
 
 
Palavras com consoantes não pronunciadas 
Afectivo: afetivo 
Adopção: adoção 
Actividade: atividade 
Direcção: direção 
Exacto: exato 
Acção: ação 
 
Palavras com consoantes com dupla grafia 
Amígdala e amídala 
Súbdito e súdito 
Concepção e conceção 
Recepção e receção 
Fato e facto 
Subtil e sutil 
Suntuoso e sumptuoso 
Amnistia e anistia 
 
Letras maiúsculas e minúsculas 
De acordo com o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, as letras maiúsculas são usadas 
em nomes próprios de pessoas, animais, lugares (cidades, países, continentes...), acidentes 
geográficos, rios, instituições e entidades. 
 
Além de em nomes de festas e festividades, em nomes astronômicos, em títulos de periódicos e em 
siglas, símbolos ou abreviaturas. 
Exemplos: 
Marta 
FIFA 
França 
Marte 
Amazonas 
Cruz VermelhaCopa do Mundo 
O Estado do São Paulo 
 
As letras minúsculas podem ser usadas nos dias da semana, meses e estações do ano. Exemplo: 
terça-feira, novembro, outono. E nos pontos cardeais, caso sejam usados para indicar direção. 
 
O uso da letra maiúscula ou minúscula é facultativo em títulos de livros (totalmente em maiúsculas 
ou apenas com maiúscula inicial), palavras de categorizações (rio, rua, igreja…), nomes de áreas do 
saber, matérias e disciplinas, versos que não iniciam o período e palavras ligadas a uma religião. 
 
Emprego de hífen 
 
 Regras mais importantes 
Letras diferentes Não se usa hífen Infraestrutura, extraoficial 
 
Letras iguais Usa-se hífen Anti-inflamatório, contra-
argumento, Inter-racial, 
hiper-realista 
 
 
 
Vogal + r ou s Não se usa hífen (duplica-
se r ou s) 
Autorretrato, corréu, 
minissaia, cosseno 
Antes de H Usa-se hífen Super-homem, bem-
humorado 
 
Letras diferentes 
Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia a outra 
palavra. 
Exemplos: 
autoescola 
antiaéreo 
intermunicipal 
supersônico 
superinteressante 
agroindustrial 
aeroespacial 
semicírculo 
 
Letras iguais 
Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a outra palavra. Exemplos: 
micro-ondas 
anti-inflacionário 
sub-bibliotecário 
inter-regional 
 
Vogal + R ou S 
Usa-se o hífen e duplica-se a letra R ou S. 
Exemplos: 
contrarregra 
corréu 
minissaia 
antirracismo 
ultrassom 
semirreta 
 
Antes de H 
Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. 
Exemplos: 
anti-higiênico 
anti-histórico 
macro-história 
mini-hotel 
proto-história 
sobre-humano 
super-homem 
ultra-humano 
 
Palavras compostas sem elementos de ligação 
Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos de ligação. 
Exemplos: guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém, 
porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca. 
 
 
 
 
Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, 
como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, paraquedismo. 
 
Compostos com palavras iguais 
Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase iguais, sem elementos de ligação. 
Exemplos: reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom, pingue-
pongue, zigue-zague, esconde-esconde, pega-pega, corre-corre. 
 
Compostos com elementos de ligação 
Não se usa o hífen em compostos que apresentam elementos de ligação. 
Exemplos: pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, ponto 
e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra. 
 
Observação: Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional. 
Exemplos: maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, deus me livre, deus nos acuda, cor 
de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta. 
 
Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-
dará, à queima-roupa. 
 
Topônimos 
Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com 
ou sem elementos de ligação. 
Exemplos: 
Belo Horizonte - belo-horizontino 
Porto Alegre - porto-alegrense 
Mato Grosso do Sul - mato-grossense-do-sul 
Rio Grande do Norte - rio-grandense-do-norte 
África do Sul - sul-africano 
 
Prefixos SUB e SOB 
Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r. 
Exemplos: 
sub-região 
sub-reitor 
sub-regional 
sob-roda 
 
Prefixos CIRCUM e PAN 
Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal. 
Exemplos: 
circum-murado 
circum-navegação 
pan-americano 
 
Prefixo CO 
O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste 
último caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar com rou s, dobram-se essas letras. 
Exemplos: 
coobrigação 
coedição 
 
 
 
coeducar 
cofundador 
coabitação 
coerdeiro 
corréu 
corresponsável 
cosseno 
 
Prefixos PRE e RE 
Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo diante de palavras começadas por e. 
Exemplos: 
preexistente 
preelaborar 
reescrever 
reedição 
 
Prefixos AB, OB e AD 
Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen diante de palavra começada por b, d ou r. 
Exemplos: 
ad-digital 
ad-renal 
ob-rogar 
ab-rogar 
 
Outros prefixos 
Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice. 
Exemplos: 
além-mar 
além-túmulo 
aquém-mar 
ex-aluno 
ex-diretor 
ex-hospedeiro 
ex-prefeito 
ex-presidente 
pós-graduação 
pré-história 
pré-vestibular 
pró-europeu 
recém-casado 
recém-nascido 
sem-terra 
vice-rei 
 
NÃO e QUASE 
Não se usa o hífen na formação de palavras com não e quase. 
Exemplos: 
(acordo de) não agressão 
(isto é um) quase delito 
 
 
 
 
 
 
MAL 
Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra seguinte começar por vogal, h ou l. Exemplos: 
mal-entendido 
mal-estar 
mal-humorado 
mal-limpo 
 
Observação: Quando mal significa doença, usa-se o hífen se não houver elemento de ligação. 
Exemplo: mal-francês. 
 
Se houver elemento de ligação, escreve-se sem o hífen. 
Exemplos: mal de lázaro, mal de sete dias. 
 
Tupi-guarani 
Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, 
guaçu, mirim. 
Exemplos: 
capim-açu 
amoré-guaçu 
anajá-mirim 
 
Combinação ocasional 
Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não 
propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. 
Exemplos: 
ponte Rio-Niterói 
eixo Rio-São Paulomuito aplaudido pela crítica 
cinematográfico. (tema do festival de cinema) 
 
5. O pronome relativo quanto, quantos e quantas são pronomes relativos quando seguem os 
pronomes indefinidos tudo, todos ou todas. 
Recolheu tudo quanto viu. 
 
6. As palavras quando e como também podem exercer função de pronome relativo e, neste caso, 
expressarão tempo e modo, respectivamente. 
Preciso descansar no momento quando almoço. 
É muito ruim a maneira como ele lida com responsabilidades. 
 
 
 
 
7. O relativo onde deve ser usado para indicar lugar e pode ser trocado por em que, no qual (s), na 
qual (s). 
 
Esta é a terra onde habito. (em que habito, na qual habito) 
O local onde trabalho fica depois da esquina. 
A loja onde comprei essa blusa é perto daqui. 
 
Obs.: onde é empregado com verbos que não dão ideia de movimento. 
Nunca mais morei na cidade onde nasci. 
 
Obs.: aonde é empregado com verbos que dão ideia de movimento e equivale a para onde, sendo 
resultado da combinação da preposição a + onde. 
As crianças estavam perdidas, sem saber aonde ir. (sem saber para onde ir) 
 
VERBO (CLASSIFICAÇÃO, FORMAS NOMINAIS, LOCUÇÃO VERBAL) 
 
Conceito de Verbo 
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, número, tempo, modo e voz. 
 
Pode indicar, entre outros processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover); ocorrência 
(nascer); desejo (querer). 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS 
Regulares 
São aqueles que possuem as desinências normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca 
alterações no radical. 
canto cantei cantarei cantava cantasse 
 
Irregulares 
São aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências. 
faço fiz farei fizesse 
 
Defectivos 
São aqueles que não apresentam conjugação completa. Classificam-se em impessoais, 
unipessoais e pessoais. 
 
I) Impessoais 
São os verbos que não têm sujeito. Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os 
principais verbos impessoais são: 
 
a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais). 
 
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) 
 
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) 
Faz muito frio. 
 
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, 
trovejar, amanhecer, escurecer, etc. 
 
Choveu bastante hoje. 
 
 
 
 
II) Unipessoais 
São aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se apenas nas terceiras pessoas do singular e do plural. 
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de animais, como: 
 
cacarejar (galinha) 
coaxar (sapo) 
cricrilar (grilo) 
 
Os principais verbos unipessoais são: 
1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário, etc.). 
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover) 
 
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que. 
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de fumar) 
 
III) Pessoais 
Não apresentam algumas flexões por motivos morfológicos ou eufônicos. 
Ex.: verbo falir 
Este verbo teria como formas do presente do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - 
o que provavelmente causaria problemas de interpretação em certos contextos. 
 
Ex.: verbo computar 
Este verbo teria como formas do presente do indicativo computo, computas, computa - formas de 
sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. 
 
Abundantes 
São aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno 
costuma ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, 
surgem as chamadas formas curtas (particípio irregular). 
 
Anexar: anexo, anexado 
Imprimir: impresso, imprimido 
Soltar: solto, soltado 
 
Anômalos 
São aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. 
 
Ex.: Ser> sou, era, fui, serei. 
 
Auxiliares 
São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo 
principal, quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, 
gerúndio ou particípio. 
 
João tem estudado muito. 
João está estudando muito. 
 
Pronominais 
 
1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, 
se. São poucos: abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. 
 
 
 
 
2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai 
sobre o objeto representado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito 
faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos 
diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se 
chama voz reflexiva. 
Levantar-se 
Sentir-se 
 
Formas Nominais 
Infinitivo Impessoal 
Exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido. 
É preciso combater a corrupção. 
Era necessário ter lido este livro. 
 
Infinitivo Pessoal 
É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. 
ter (eu) 
teres (tu) 
ter (ele) 
termos (nós) 
terdes (vós) 
terem (eles) 
 
Gerúndio 
saindo partindo vendendo 
 
Saindo de casa, percebi a confusão. 
No semáforo, havia crianças vendendo doces. 
Está estudando verbos. 
 
Particípio 
Regular 
São os verbos terminados em ado ou ido. 
Ex.: estudar > estudado; entender > entendido. 
Irregular 
Não há uma terminação padrão; isso vai depender de cada verbo. 
Ex.: fazer > feito; dizer > dito; entregar > entregue. 
 
LOCUÇÃO VERBAL 
A locução verbal é constituída de dois os mais verbos. Nessa construção, o último verbo sempre é 
o principal, e o outro (ou outros) é o auxiliar. 
 
Conjuga-se apenas o verbo auxiliar, pois o verbo principal vem sempre em uma das formas 
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. 
 
Exemplos: 
Estou lendo o jornal. 
Rita veio correndo: o noivo acabara de chegar. 
Ninguém poderá sair antes do término da sessão. 
Pode ocorrer algo surpreendente. 
Pode ter ocorrido algo surpreendente. 
 
 
 
Deve ocorrer algo surpreendente. 
Deve ter sido feito o que foi solicitado. 
Quero ver você hoje. 
Estamos fazendo o possível. 
Vou vender todas as mercadorias. 
Não me importa como iremos estudar. 
Não se sabe quando vamos estudar. 
Tendo de ausentar-se, declarou vacante seu cargo. 
Os jurados têm de tomar uma decisão. 
Não posso viver sem você. 
Cassilda pôs-se a chorar. 
O importante é não se deixar corromper pela desonestidade. 
 
Também são usados como auxiliares: começar a, deixar de, voltar a, continuar a, pôr-se 
a, ir, vir, estar, haver, ter, ser, etc. 
 
VERBO (EMPREGO DE TEMPOS E MODOS) 
 
Modos Verbais 
Os modos verbais têm a função de determinar o sentido que uma forma verbal expressa. 
 
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. 
Eu sempre estudo. 
 
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. 
Talvez eu estude amanhã. 
 
Imperativo - indica uma ordem, um pedido. 
Estuda agora, José. 
 
Vale destacar que os modos indicativo e subjuntivo possuem verbos nos tempos presente, pretérito 
e futuro (e suas variações). 
 
Já o modo imperativo não indica um tempo verbal, e aparece ou na forma afirmativa, ou na forma 
negativa. 
 
Tempos Verbais 
O estudo dos tempos verbais é importante por dois motivos: para identificar a desinência 
modo/temporal e para saber o aspecto verbal (sentido que o tempo verbal expressa). Vejamos as 
duas situações. 
 
Tempos do Indicativo 
Presente 
Aspecto verbal: Expressa um fato atual. 
Eu estudo. 
Tu estudas. 
Ele estuda. 
Nós estudamos. 
Vós estudais. 
Eles estudam. 
 
 
 
 
Pretérito Imperfeito 
Aspecto verbal: Expressa um fato repetitivo, ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não 
foi completamente terminado. 
Eu estudava. 
Tu estudavas. 
Ele estudava. 
Nós estudávamos. 
Vós estudáveis. 
Eles estudavam. 
 
Pretérito Perfeito (simples) 
Aspecto verbal: Expressa um fato terminado. 
Eu estudei. 
Tu estudaste. 
Ele estudou. 
Nós estudamos. 
Vós estudastes. 
Eles estudaram. 
 
PretéritoPerfeito (composto) 
Aspecto verbal: Expressa um fato que teve início no passado e que pode se prolongar até o 
momento atual. 
Eu tenho estudado. 
Tu tens estudado. 
Ele tem estudado. 
Nós temos estudado. 
Vós tendes estudado. 
Eles têm estudado. 
 
Pretérito-Mais-Que-Perfeito (simples e composto) 
Aspecto verbal: Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado. 
Eu tinha estudado/estudara. 
Tu tinhas estudado/estudaras. 
Ele tinha estudado/estudara. 
Nós tínhamos estudado/estudáramos. 
Vós tínheis estudado/estudáreis. 
Eles tinham estudado/estudaram 
 
Futuro do Presente (simples) 
Aspecto verbal: Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento 
atual. 
Eu estudarei. 
Tu estudarás. 
Ele estudará. 
Nós estudaremos. 
Vós estudareis. 
Eles estudarão. 
 
Futuro do Presente (composto) 
Aspecto verbal: Enuncia um fato que deve ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já 
terminado antes de outro fato futuro. 
Eu terei estudado. 
 
 
 
Tu terás estudado. 
Ele terá estudado. 
Nós teremos estudado. 
Vós tereis estudado. 
Eles terão estudado. 
 
Futuro do Pretérito (simples) 
Aspecto verbal: Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. 
Eu estudaria. 
Tu estudarias. 
Ele estudaria. 
Nós estudaríamos. 
Vós estudaríeis. 
Eles estudariam. 
 
Futuro do Pretérito (composto) 
Aspecto verbal: Enuncia um fato que poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato 
passado. 
Eu teria estudado. 
Tu terias estudado. 
Ele teria estudado. 
Nós teríamos estudado. 
Vós teríeis estudado. 
Eles teriam estudado. 
 
Tempos do Subjuntivo 
Presente 
Aspecto verbal: Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual. 
Que eu estude. 
Que tu estudes. 
Que ele estude. 
Que nós estudemos. 
Que vós estudeis. 
Que eles estudem. 
 
Pretérito Imperfeito 
Aspecto verbal: Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido. 
Que/Se ele estudasse. 
Que/Se tu estudasses. 
Que/Se ele estudasse. 
Que/Se nós estudássemos. 
Que/Se vós estudásseis. 
Que/Se eles estudassem. 
 
Pretérito Perfeito (composto) 
Aspecto verbal: Expressa um fato totalmente terminado num momento passado. 
Embora eu tenha estudado. 
Embora tu tenhas estudado. 
Embora ele tenha estudado. 
Embora nós tenhamos estudado. 
Embora vós tenhais estudado. 
Embora eles tenham estudado. 
 
 
 
 
Pretérito Mais-Que-Perfeito (composto) 
Aspecto verbal: Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado. 
Embora eu tivesse estudado. 
Embora tu tivesses estudado. 
Embora ele tivesse estudado. 
Embora nós tivéssemos estudado. 
Embora vós tivésseis estudado. 
Embora eles tivessem estudado. 
 
Futuro do Presente (simples) 
Aspecto verbal: Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual. 
Quando eu estudar. 
Quando tu estudares. 
Quando ele estudar. 
Quando nós estudarmos. 
Quando vós estudareis. 
Quando eles estudarem. 
 
Vale destacar que, no futuro do subjuntivo, os verbos regulares não sofrem alteração e os verbos 
irregulares possuem alterações no radical. 
Quando eu fizer. 
Quando tu fizeres. 
Quando ele fizer. 
Quando nós fizermos. 
Quando vós fizerdes. 
Quando eles fizerem. 
 
Futuro do Presente (composto) 
Aspecto verbal: Enuncia um fato posterior ao momento atual mas já terminado antes de outro fato 
futuro. 
Quando eu tiver estudado. 
Quando tu tiveres estudado. 
Quando ele tiver estudado. 
Quando nós tivermos estudado. 
Quando vós tiverdes estudado. 
Quando eles tiverem estudado. 
 
Imperativo 
Imperativo Afirmativo 
Canta tu 
Cante você 
Cantemos nós 
Cantai vós 
Cantem vocês 
 
Imperativo Negativo 
Não cantes tu 
Não cante você 
Não cantemos nós 
Não canteis vós 
Não cantem vocês 
 
 
 
 
Correlação verbal 
A correlação verbal diz respeito à coerência que, em uma frase ou sequência de frases, deve haver 
entre as formas verbais utilizadas. Isso significa que é preciso que haja articulação temporal entre os 
verbos, que eles se correspondam de maneira a expressar as ideias com lógica. Tempos e modos 
verbais devem, portanto, combinar entre si. 
Vejamos alguns casos de correlação verbal. 
 
Presente do indicativo + presente do subjuntivo: 
Espero que você resolva o exercício. 
 
Pretérito imperfeito do indicativo + pretérito imperfeito do subjuntivo: 
Esperava que você resolvesse o exercício. 
 
Presente do indicativo + pretérito perfeito composto do subjuntivo: 
Espero que você tenha resolvido o exercício. 
 
Pretérito imperfeito do indicativo + mais-que-perfeito composto do subjuntivo: 
Esperava que você tivesse resolvido o exercício. 
 
Futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicativo: 
Quando você resolver o exercício, poderá sair. 
Se ele resolver o exercício, poderá sair. 
 
Pretérito imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito do indicativo: 
Se você resolvesse o exercício, poderia sair. 
 
Pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo + pretérito perfeito do indicativo: 
Embora tivessem resolvido o exercício, não puderam sair da sala. 
 
Pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo + futuro do pretérito composto do indicativo: 
Se ele tivesse resolvido o exercício, poderia ter saído da sala. 
 
VERBO (VOZES VERBAIS) 
Vozes do Verbo 
Ativa 
Quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo. 
Ele realizou o trabalho. 
sujeito: Ele 
quem faz a ação: Ele 
 
Passiva 
Quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo. 
O trabalho foi realizado por ele. 
sujeito: O trabalho 
quem faz a ação: ele 
 
Reflexiva 
Quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. 
Josefina feriu-se com a faca. 
sujeito: Josefina 
quem faz a ação: Josefina 
 
 
 
quem recebe ação: Josefina 
 
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade. 
Os noivos beijaram-se. 
 
Formação da Voz Passiva 
A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético. 
 
Voz Passiva Analítica 
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo auxiliar + particípio do verbo principal. 
 
A casa será pintada. 
 
O relatório é feito por ele. 
A ponte foi desenvolvida pelos engenheiros. 
 
Voz Passiva Sintética 
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome 
apassivador SE. 
Abriram-se as inscrições para o concurso. 
Destruiu-se a prova contra o bandido. 
 
Observações 
- o agente não costuma vir expresso na voz passiva sintética. 
- quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não haverá agente na passiva. 
Prejudicaram-me. > Fui prejudicado. 
 
Transposição da voz ativa para a passiva e vice-versa 
Para fazer a transposição da voz ativa para a passiva e vice-versa, procede-se da seguinte maneira: 
 
I - O sujeito da voz ativa passará a ser o agente da passiva. 
II - O objeto direto da voz ativa passará a ser o sujeito da voz passiva. 
III - Na passiva, o verbo auxiliar estará no mesmo tempo e modo do verbo transitivo direto da ativa. 
IV - Na voz passiva, o verbo transitivo direto ficará no particípio. 
 
Voz ativa: 
A turma aplaudiu os professores. 
Sujeito = A turma. 
Verbo transitivo direto = aplaudiu. 
Objeto direto = os professores. 
 
Voz passiva: 
Os professores foram aplaudidos pela turma. 
Sujeito = Os professores. 
Locução verbal passiva = foram aplaudidos. 
Agente da passiva = pela turma. 
 
 
PREPOSIÇÃO 
 
Conceito 
 
 
 
Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. E 
o sentido da expressão depende da união de todos os elementos que a preposição vincula. 
As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou 
variação em grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz como os 
verbos. 
No entanto, em diversas situações, as preposições se combinam a outras palavras da língua 
(fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma relação de concordância em gênero e número 
com essas palavras às quais se ligam. 
Mesmo assim, não se trata de uma variação própria da preposição,mas sim da palavra com 
a qual ela se funde. 
 
Classificação das Preposições 
 
Essenciais 
As palavras da Língua Portuguesa que atuam exclusivamente como preposição são 
chamadas preposições essenciais. 
 
São elas: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, 
sobre, trás. 
 
Acidentais 
Há palavras de outras classes gramaticais que, em determinadas situações, podem atuar como 
preposições. São, por isso, chamadas preposições acidentais: 
como (= na qualidade de) 
conforme (= de acordo com) 
segundo (= conforme) 
consoante (= conforme) 
durante 
salvo 
ora 
mediante 
tirante 
exceto 
senão] 
visto (=por) 
 
Combinação e contração da preposição 
Combinação 
Algumas preposições podem aparecer combinadas com outras palavras. Ocorre quando a 
preposição, ao unir-se a outra palavra, mantém todos os seus fonemas. 
- ao (a + o) 
- aos (a + os) 
 
Contração 
Ocorre quando a preposição sofre modificações na sua estrutura fonológica ao unir-se a outra 
palavra. 
na (em + a) 
do (de + o) 
da (de + a) 
nos (em + os) 
do (de + os) 
dum (de + um) 
 
 
 
desta (de + esta) 
no (em + o) 
neste (em + este) 
nisso (em + isso) 
 
Encontros Especiais 
A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as ou com o “a” inicial 
dos pronomes aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo resulta numa fusão de vogais a que se 
chama de crase – que deve ser assinalada na escrita pelo uso do acento grave. 
A + a = à 
às – àquela – àquelas – àquele – àqueles – àquilo 
 
ADVÉRBIOS 
Conceito 
Advérbio faz parte das classes invariáveis e tem a função principal de indicar uma 
circunstância. 
 
Vejamos estes exemplos: 
 
Eu estudei verbos. 
Eu estudei verbos ontem. 
Estudei bastante ontem. 
 
O atleta se desempenhou bem. 
O atleta se desempenhou muito bem. 
 
A música é linda. 
A música é bem linda. 
 
Pelos exemplos acima, percebe-se que uma das funções exercidas pelo advérbio é modificar 
o sentido de um verbo, de um adjetivo ou de um próprio advérbio. 
 
Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; nessa situação, normalmente 
transmitem a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração. 
 
Por exemplo: 
O recurso da questão foi indeferido, lamentavelmente. 
 
Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias ideias, tais como: 
Tempo: Ela chegou tarde. 
Lugar: Ele mora aqui. 
Modo: Eles agiram mal. 
Negação: Ela não saiu de casa. 
Dúvida: Talvez ele volte. 
 
Locução Adverbial 
Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio, temos a locução 
adverbial, que pode expressar as mesmas noções dos advérbios. 
Iniciam ordinariamente por uma preposição. Vejamos: 
 
lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, por aqui, etc. 
afirmação: por certo, sem dúvida, etc. 
 
 
 
modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, frente a frente, etc. 
tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em dia, nunca mais, etc. 
 
Relação de Algumas Locuções Adverbiais 
às vezes às claras às cegas 
à esquerda à direita à distância 
ao lado ao fundo ao longo 
a cavalo a pé às pressas 
ao vivo a esmo à toa 
de repente de súbito de vez em quando 
por fora por dentro por perto 
por trás por ali por ora 
com certeza sem dúvida de propósito 
lado a lado passo a passo o mais das vezes 
 
DICA 
Não confunda locução adverbial com a locução prepositiva. Nesta última, a preposição vem sempre 
depois do advérbio ou da locução adverbial. 
Por exemplo: perto de, antes de, dentro de, etc. 
 
Classificação dos Advérbios 
Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente, só, unicamente. 
Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, 
antigamente, antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde, 
breve, constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, provisoriamente, 
sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de quando em 
quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia. 
Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente, deveras, 
indubitavelmente. 
Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às 
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa 
maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que terminam 
em “-mente”: calmamente, tristemente, propositadamente, pacientemente, amorosamente, 
docemente, escandalosamente, bondosamente, generosamente. 
Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso, bastante, mais, menos, demasiado, quanto, 
quão, tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por 
completo, extremamente, intensamente, grandemente, bem (quando aplicado a propriedades 
graduáveis). 
Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, 
onde, perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, alhures, 
nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, 
à direita, à esquerda, ao lado, em volta. 
Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também. 
Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito 
nenhum. 
Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, 
quem sabe. 
Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. 
 
DICA 
- Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se ao advérbio o mais ou o menos. 
 
 
 
Por exemplo: Ficarei o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos tarde possível. 
- Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente, em geral sufixamos apenas o último. 
Por exemplo: O aluno respondeu calma e respeitosamente. 
 
Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido 
Há palavras como muito, bastante, etc. que podem aparecer como advérbio e como pronome 
indefinido. 
 
Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro advérbio e não sofre flexões. 
Por exemplo: Eu corri muito. 
 
Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo e sofre flexões. 
Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros. 
 
Advérbios Interrogativos 
São as palavras “onde? aonde? donde? quando? como? por quê?” nas interrogações diretas ou 
indiretas, referentes às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa. 
 
Interrogação direta 
Como aprendeu? 
Onde mora? 
Por que choras? 
Aonde vai? 
Quando voltas? 
 
Interrogação indireta 
Perguntei como aprendeu. 
Indaguei onde morava. 
Não sei por que choras. 
Perguntei aonde ia. 
Pergunto quando voltas. 
 
Obs.: na interrogação indireta, não há a presença de sinal de interrogação, mas é possível 
compreender/subentender uma pergunta. 
 
Flexão do Advérbio 
Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não apresentam variação em gênero e número. 
Alguns advérbios, porém, admitem a variação em grau. 
Grau Comparativo 
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo modo que o comparativo do adjetivo: 
 
- de igualdade: tão + advérbio + quanto (como) 
Por exemplo: 
Renato fala tão alto quanto João. 
Renato fala tão alto como João. 
 
- de inferioridade: menos + advérbio + que (do que) 
Por exemplo: 
Renato fala menos alto que João. 
Renato fala menos alto do que João. 
 
 
 
 
- de superioridade: 
 
Analítico: mais + advérbio + que (do que) 
Por exemplo: 
Renato fala mais alto que João. 
Renato fala mais alto do que João. 
 
Sintético: melhor ou pior que (do que) 
Por exemplo: 
Renato fala melhor que João. 
Renato fala melhor do que João. 
 
Grau Superlativo 
O superlativo pode ser analítico ou sintético: 
 
Analítico: acompanhado de outro advérbio. 
Por exemplo: Renato fala muito alto. 
muito = advérbio de intensidade 
alto = advérbio de modo 
 
Sintético: formado com sufixos. 
Por exemplo: Renato fala altíssimo. 
 
 
CONJUNÇÃOConjunção é uma palavra invariável que liga duas orações ou dois termos de uma oração. 
 
Conjunções Coordenativas 
 
Ex.: Tem carteira de motorista, entretanto não dirige. 
 
Nesse exemplo, há duas informações: “tem carteira de motorista” e “não dirige”. 
 
A conjunção “entretanto” liga essas duas orações e estabelece uma ideia de contraste entre elas, já 
que esse conectivo tem valor adversativo. 
 
É importante destacar que as conjunções coordenativas não estabelecem relação sintática, somente 
relação semântica. 
 
Vejamos quais são os valores semânticos das conjunções coordenativas: 
 
1) Aditivas: ideia adição. 
São elas: e, nem (= e não), não só... mas também, não só... como também, bem como, não só... mas 
ainda. 
 
Eu fui ao mercado e encontrei um grande amigo. 
Eu não consegui terminar o texto nem a atividade. 
Eu não só fui ao mercado, como também à farmácia. 
 
2) Adversativas: ideia de contraste. 
 
 
 
São elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante. 
 
Eu queria ter ido, mas não tive tempo. 
Eu me programei para viajar, porém cancelaram o voo. 
Eu faço esse favor, contudo você deve manter meu segredo. 
Ele errou, todavia quer ser respeitado. 
Eu vou com você, entretanto você terá que ir comigo também. 
 
3) Alternativas: ideia de alternância ou escolha. 
São elas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez. 
 
Ou você vai comigo, ou fica em casa. 
Ora quer isso, ora quer aquilo; 
Seja branco, seja preto, eu não gostei do modelo do vestido. 
Quer amarelo, quer azul, ambos os sapatos estão caros. 
 
4) Conclusivas: ideia de conclusão ou consequência. 
São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim. 
 
Penso, logo existo. 
Choveu, pois o céu estava fechado antes. (*explicativa) 
Choveu, portanto a colheita será boa. 
Ele encheu a piscina, por conseguinte teve que a esvaziar. 
 
5) Explicativas: explica, justifica a ideia de uma oração. 
São elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. 
 
Não choveu, porque nada está molhado. 
Não solte balões, que podem causar incêndios. 
Não conte comigo, já que estou envolvida em muitos projetos. 
 
Observações 
a) As conjunções "e"," antes" são adversativas quando equivalem a "mas". 
Por exemplo: 
Lucrécia fala, e não cumpre. 
Um bom pai não grita, antes dialoga. 
 
b) Das conjunções adversativas, "mas" deve ser empregada sempre no início da oração: as outras 
(porém, todavia, contudo, etc.) podem vir no início ou no meio. 
Por exemplo: 
Alguns protestaram, mas a maioria estava a favor da lei. 
Alguns protestaram; a maioria, porém, estava a favor da lei. 
 
c) A palavra "pois", quando é conjunção conclusiva, vem geralmente após um ou mais termos da 
oração a que pertence. 
Por exemplo: 
Houve uma boa preparação; atingiu-se, pois, o resultado esperado. 
 
Quando é conjunção explicativa," pois" vem, geralmente, após um verbo no imperativo e sempre 
no início da oração a que pertence. 
Por exemplo: 
Fique tranquilo, pois eu não vou me atrasar. 
 
 
 
 
Conjunções Subordinativas 
 
Ex.: Espero que vocês sejam felizes. 
 
Neste exemplo, a conjunção subordinativa integrante inicia a oração “que vocês sejam felizes”. Esta 
oração exerce função sintática de complemento verbal da oração “Espero”. 
 
Ex.: Muitos convidados não foram à festa visto que estava chovendo muito. 
 
Nesse exemplo, a oração iniciada pela locução conjuntiva subordinativa adverbial “visto que” exerce 
função adverbial de causa em relação à oração que a antecede. 
 
Ex.: A prova final, que estava muito difícil, deixou todos apreensivos. 
 
Nesse exemplo, a oração iniciada pelo pronome relativo “que” exerce função adjetiva em relação 
ao substantivo “prova”, que faz parte da oração “A prova final deixou todos apreensivos. 
 
É essencial ressaltar que as conjunções subordinativas estabelecem relação sintática e semântica. 
 
Vejamos quais são conjunções subordinativas: 
 
1) Integrantes 
Indicam que a oração subordinada por elas introduzida completa ou integra o sentido da principal. 
Introduzem orações que equivalem a substantivos. São elas: que, se. 
 
Não sei se quero fazer isso. 
Quero que você venha aqui. 
 
2) Adverbiais 
 
a) Causais: indicam a causa da ocorrência da oração principal. 
São elas: porque, que, como (= porque, no início do período), pois que, visto que, uma vez que, 
porquanto, já que, desde que, etc. 
 
Não fui à aula porque não quis. 
Como cheguei atrasado, levei falta. 
Faltei à aula, pois estava chovendo muito; 
Visto que o professor dispensou toda a turma, poderei faltar à aula. 
Uma vez que será feita a apresentação do conteúdo, é importante a presença de todos. 
 
b) Concessivas: expressam ideia contrária à da oração principal. 
São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, 
conquanto, etc. 
 
Embora fique sem dinheiro, viajarei no final do ano. 
Ainda que a greve continue, tenho gasolina no carro. 
Mesmo que não esteja muito animado, terei que ir ao aniversário. 
Apesar de que tenha valido a pena, fiquei sem dinheiro depois do investimento. 
Por mais que eu queira ir, não tenho tempo. 
Por melhor que seja viajar, não é possível ir sempre. 
 
 
 
 
c) Condicionais: indicam a hipótese ou a condição para ocorrência da oração principal. 
São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem que, etc. 
 
Eu vou à festa, a não ser que tenha que trabalhar. 
Eu vou faltar à aula, salvo se o professor passar trabalho. 
Contanto que se organize, você pode ir com a gente. 
Caso chova, eu ficarei em casa. 
 
d) Conformativas: exprimem a conformidade de um fato com outro. 
São elas: conforme, como (= conforme), segundo, consoante, etc. 
 
Você deve respeitar os trajes segundo dizia o convite. 
Conforme dizia no convite, temos que usar roupas sociais. 
 
e) Finais: expressam a finalidade ou o objetivo com que se realiza a principal. 
São elas: para que, a fim de que, que. 
 
Para que ele fique tranquilo, todos nós iremos fazer uma visita. 
A fim de que normalize a situação, ele irá protestar. 
 
f) Proporcionais: expressam um fato relacionado proporcionalmente à ocorrência da oração 
principal. 
São elas: à medida que, à proporção que, ao passo que e as combinações quanto mais... (mais), 
quanto menos... (menos), quanto menos... (mais), quanto menos... (menos), etc. 
 
À medida que você cresce, você compreende as coisas. 
Você ganha seu salário, à proporção que trabalha. 
Ao passo que avança nas pesquisas, os resultados também progridem. 
Quanto mais saúde, melhor será a qualidade de vida. 
Quanto menos dinheiro eu gastar, mais terei para viajar. 
Quanto melhor for o vinho, mais caro ele custará. 
 
g) Temporais: acrescentam uma circunstância de tempo ao fato expresso na oração principal. 
São elas: quando, enquanto, antes que, depois que, logo que, todas as vezes que, desde que, 
sempre que, assim que, agora que, mal (= assim que), etc. 
 
Logo que meu marido chegar, tomarei banho. 
Quando minha amiga sair do banho, será minha vez de entrar. 
Assim que acabar esse episódio, vou escovar os dentes. 
Júlio falta à aula sempre que sente dores de cabeça. 
 
h) Comparativas: expressam ideia de comparação com referência à oração principal. 
São elas: como, assim como, tal como, como se, (tão)... como, tanto como, tanto quanto, do que, 
quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos ou mais), etc. 
 
Eu brilho como o sol. 
Ele é mais forte do que eu. 
Ele é maior que uma girafa. 
 
i) Consecutivas: expressam a consequência da oração principal. 
São elas: de sorte que, de modo que, sem que (= que não), de forma que, de jeito que, que (tendo 
como antecedente na oração principal uma palavra como tal, tão, cada, tanto, tamanho), etc. 
 
 
 
Ela estava com tanta febre que teve que ser atendida urgentemente. 
O acidente foi grave, de forma que ninguém quis ver. 
Ela pediu educadamente, de modo que ninguém conseguiu dizer não. 
Ele foitão rápido que foi o primeiro a chegar. 
 
 
PALAVRA QUE 
 
A palavra QUE pode ter várias classificações. E isso pode ser percebido no contexto. Por isso, 
para saber qual a função deste vocábulo, é necessário entender o período de que ele faz parte. 
 
1. Substantivo 
A palavra que será substantivo quando tiver o sentido de qualquer coisa ou alguma coisa, é sempre 
antecedida por artigo, pronome adjetivo ou numeral e é sempre acentuada (quê). 
 
Acho que a investigação tem um quê de corrupção. 
João tem um quê de inteligência. 
 
2. Advérbio 
A palavra que será advérbio quando intensificar adjetivos e advérbios. Nesse caso, pode 
ser substituída por quão ou muito; em geral, é usada em frases exclamativas. 
Que engraçada essa história! 
Que louvável essa decisão! 
Que delicada sua atitude! 
 
3. Pronome Indefinido 
A palavra que será pronome indefinido quando aparecer antes de substantivos em 
frases geralmente exclamativas. Pode ser substituída por quanto(s), quanta(s). 
Que bagunça! 
Que mentira! 
Que palhaçada sem fim! 
 
4. Pronome Adjetivo 
A palavra que será pronome adjetivo, quando aparecer antes de substantivos, apenas modificando-
o: 
Que redação perfeita! 
Que criança bonita, esse meu neto! 
 
5. Preposição 
A palavra que será preposição, quando equivaler à preposição de em locuções verbais 
que tenham, como auxiliares, ter ou haver. 
Para serem aprovados, todos têm que estudar bastante. 
Teremos que levar tudo. 
A polícia tem que resolver a situação. 
João há, em algum momento, que falar a verdade. 
 
6. Interjeição 
A palavra que será interjeição quando exprimir uma emoção, um estado de espírito; é sempre 
exclamativa e acentuada (quê). 
Quê! Você não comprou o presente? 
Quê?! Está maluco?!!! 
 
 
 
 
7. Partícula Expletiva ou de Realce 
A palavra que será partícula expletiva ou de realce quando for empregada para realce ou ênfase; 
sua retirada não altera a sintaxe. Pode também ser usada com o verbo ser, nas locuções é que, foi 
que, era que... 
Nós é que ligamos para a polícia. 
Eles que fizeram a pintura. 
Foi com as aulas de Língua Portuguesa que aprendi o que precisava. 
As pessoas é que cuidarão do planeta. 
Foi em junho que ela faleceu. 
Nós que ganhamos o prêmio. 
 
8. Pronome interrogativo 
A palavra que será pronome interrogativo, quando for empregada em frases 
interrogativas. Quando estiver em final de frase, será acentuada e acompanhada de "o" se não for 
antecedida de preposição. 
 
Que acontecerá amanhã? 
Eles dirão o quê? 
Por que vocês faltaram ao evento? 
Vocês faltaram ao evento por quê? 
Que aconteceu com você? 
O que aconteceu com você? 
 
9. Pronome em final de frase 
A palavra que, quando aparecer em final de frase, será pronome e deverá receber acento. 
Você estudou tudo isso para quê? 
 
10. Pronome Relativo 
A palavra que será pronome relativo, quando aparecer após substantivo, podendo ser substituída 
por o qual, a qual, os quais, as quais. Sempre haverá relação entre o verbo posterior a ele e o 
substantivo anterior a ele. 
 
Julguei interessante o texto que você fez. (o qual) 
Os problemas por que passamos foram superados. (pelos quais) 
As matérias de que gosto serão estudadas hoje. (das quais) 
Ele encontrou gente que o ajudou na vida. 
 
11. Conjunção Coordenativa Aditiva 
A palavra que será conjunção coordenativa aditiva quando iniciar oração coordenada sindética 
aditiva; aparece sempre entre duas formas verbais iguais; tem valor bastante próximo da 
conjunção e. 
 
Estudei que estudei, porém ainda fiquei com dúvidas. 
Os políticos prometem que prometem e não cumprem. 
 
12. Conjunção Coordenativa Explicativa 
A palavra que será conjunção coordenativa explicativa quando iniciar oração coordenada sindética 
explicativa. Pode ser substituída por pois ou porque. 
 
Venha rápido, que a aula vai começar. 
Estudem, que a prova não será fácil. 
 
 
 
 
13. Conjunção Coordenativa Adversativa 
A palavra que será conjunção coordenativa adversativa, quando iniciar oração 
coordenada sindética adversativa. Indica oposição, ressalva, apresentando valor equivalente a mas. 
 
Outra pessoa, que não José, poderia nos ajudar. 
Outra viagem, que não para a praia, é o meu objetivo. 
 
14. Conjunção Subordinativa Integrante 
A palavra que será conjunção subordinativa integrante quando iniciar oração subordinada 
substantiva, ou seja, quando iniciar oração que exerça a função sintática de sujeito, objeto direto, 
objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito e aposto. 
 
Acredito que sua aprovação virá com o tempo. 
É fato que a sociedade é injusta. 
Ele disse que a vida mudaria. 
 
15. Conjunção Subordinativa Consecutiva 
A palavra que será conjunção subordinativa consecutiva quando iniciar oração subordinada 
adverbial consecutiva; aparece, em geral, nas expressões tão... que, tanto... que, tamanho... que e 
tal... que. 
 
Ele se dedicou tanto aos estudos que chorou ao ser aprovado. 
O aluno estudou tanto que entendeu o conteúdo. 
 
16. Conjunção subordinativa Comparativa 
A palavra que será conjunção subordinativa comparativa quando iniciar oração subordinada 
adverbial comparativa; aparece, em geral, nas expressões mais... que, menos... que. 
 
Priscila é mais dedicada que Luiza. 
João é mais empolgado (do) que o irmão. 
 
 
PALAVRA SE 
 
A palavra SE pode ter várias classificações. E isso pode ser percebido no contexto. Por isso, para 
saber qual a função deste vocábulo, é necessário entender o período de que ele faz parte. 
 
1. Pronome Reflexivo 
A palavra se será pronome reflexivo quando indicar que o sujeito pratica a ação sobre si mesmo. 
Além do pronome se, serão pronomes reflexivos os pronomes me, te, nos, vos. 
 
O piloto machucou-se com o acidente. 
Os pilotos machucaram-se com o acidente. 
Nós nos machucamos com a faca. 
Eu me machuquei com a porta. 
Ele considerava-se uma pessoa de bem. 
 
 
 
 
2. Pronome Recíproco 
A palavra se será pronome recíproco quando indicar ação trocada entre os elementos que 
compõem o sujeito. Além do pronome se, serão pronomes recíprocos os pronomes me, te, nos, 
vos. 
 
Mãe e filha se abraçaram em comemoração. 
Os noivos beijaram-se. 
 
3. Pronome Integrante do Verbo 
A palavra se será pronome integrante do verbo quando aparecer junto de verbos pronominais, que 
são os que não se conjugam sem pronome. Por exemplo: suicidar-se, arrepender-se, queixar-se, 
zangar-se, ater-se, abster-se, etc. Além do pronome se, serão pronomes integrantes do verbo os 
pronomes me, te, nos, vos. 
 
Não se sabe por que o rapaz suicidou-se. 
Muitos não se arrependem dos erros cometidos. 
Após a prova, o candidato se queixou muito. 
Eu não me arrependi do que fiz. 
Queixava-se da tempestade. 
 
4. Pronome Expletivo ou Pronome de Realce 
A palavra se será pronome expletivo quando for usada apenas para reforçar a ideia contida no 
verbo, sendo, por isso, dispensável na frase. Ocorrerá o pronome expletivo com verbo 
intransitivo que tenha sujeito claro. Aparece, em geral, junto aos verbos ir, partir, chegar, passar, rir, 
sorrir, morrer. Além do pronome se, serão pronomes expletivos os pronomes me, te, nos, vos. 
 
Os amigos foram-se, pois estavam cansados. 
Ele morreu-se de rir das piadas. 
Vou-me embora. 
Foi-se a época em que os homens eram bons. 
 
5. Pronome Apassivador 
 A palavra se será pronome apassivador quando formar, junto de um verbo transitivo direto, a voz 
passiva sintética, que pode ser transformada em passiva analítica; indica que o sujeito é paciente e 
com ele concorda. 
O pronome se será chamado de partícula apassivadora quando estiver junto de verbo transitivo 
direto acompanhado de objeto direto, que se tornará o sujeito paciente. 
 
Compram-se imóveis seminovos. = Imóveis seminovos são comprados. 
Esperou-se a divulgação do gabarito. A divulgação do gabarito foi esperada. 
Alugam-se cadeiras de praia. = Cadeiras de praia são alugadas. 
Negociou-se o tamanho do empréstimo. = O tamanho do empréstimo foi negociado. 
Venderam-se os lotes na praia. = Os lotesna praia foram vendidos. 
 
Nas frases apresentadas, todos os verbos são transitivos diretos acompanhados de objetos diretos 
que se tornaram sujeitos pacientes. 
 
6. Pronome de Indeterminação do Sujeito 
A palavra se será pronome de indeterminação do sujeito quando surgir junto a verbo transitivo 
indireto acompanhado de objeto indireto, a verbo transitivo direto acompanhado de objeto direto 
 
 
 
preposicionado, a verbo de ligação acompanhado de predicativo do sujeito e a verbo 
intransitivo sem sujeito claro. 
 
Necessita-se de profissionais de segurança. (VTI com OI) 
Estima-se a Jorge Amado. (VTD com OD Prep.) 
Aqui se está indignado com a corrupção. (VL com PS) 
Ainda se morre de febre amarela no Brasil. (VI sem sujeito claro) 
Trata-se de uma circunstância perigosa. (VTI com OI) 
Mora-se bem em Londres. (VI sem sujeito claro) 
 
7. Conjunção Subordinativa Integrante 
A palavra se será conjunção subordinativa integrante quando iniciar oração subordinada 
substantiva, ou seja, oração que funcione como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo 
do sujeito, complemento nominal ou aposto. 
 
Não sabe se todos poderão comparecer à festa. (Oração que funciona como OD) 
Não se sabe se todos poderão comparecer à solenidade. (Oração que funciona como sujeito) 
João não comentou se chegaria cedo. (Oração que funciona como OD) 
Não é certo se ele chegará cedo. (Oração que funciona como sujeito) 
 
8. Conjunção Subordinativa Condicional 
 A palavra se será conjunção subordinativa condicional quando iniciar oração subordinada 
adverbial condicional, ou seja, quando iniciar oração que funcione como adjunto adverbial de 
condição. 
Para comprovar isso, basta substituir a conjunção se por caso. 
 
Tudo estaria organizado se tivesse sido entregue no prazo. 
Se descobrir o mistério, conte-o a nós. 
 
9. Conjunção Subordinativa Causal 
A palavra se será conjunção subordinativa causal quando iniciar oração subordinada adverbial 
causal, ou seja, quando iniciar oração que funcione como adjunto adverbial de causa. 
 
Para comprovar isso, basta substituir a conjunção se por já que, visto que. 
 
Se você sabia que a resposta estava errada, por que não me disse? (Já que você sabia que a resposta 
estava errada...) 
Se João pode estudar, Maria também pode. 
 
FRASE 
 
Enunciado com sentido completo, sem, necessariamente, a presença de um verbo. 
Exemplos! 
Atenção! 
Que filme incrível! 
Bom dia! 
Espero sua resposta. 
 
A frase exprime, através da fala ou da escrita: ideias; emoções; ordens; apelos. 
 
 
 
 
A frase se define pelo seu propósito comunicativo, ou seja, pela sua capacidade de, num 
intercâmbio linguístico, transmitir um conteúdo satisfatório para a situação em que é utilizada. 
 
Exemplos: 
O Brasil possui muitas belezas naturais. 
Não vá embora. 
Espantoso! 
Silêncio! 
 
Obs.: a frase que não possui verbo denomina-se Frase Nominal. 
 
Tipos de Frases 
a) Frases Interrogativas: ocorrem quando uma pergunta é feita pelo emissor da mensagem. São 
empregadas quando se deseja obter alguma informação. A interrogação pode ser direta ou 
indireta. 
 
Você aceita um pedaço de bolo? 
Desejo saber se você aceita um pedaço de bolo. 
 
Por que você não foi ao aniversário? 
Preciso entender por que você não foi ao aniversário. 
 
Que horas são? 
Eu não sei que horas são. 
 
b) Frases Imperativas: ocorrem quando o emissor da mensagem dá uma ordem, um conselho 
ou faz um pedido, utilizando o verbo no modo imperativo. Podem ser afirmativas ou negativas. 
 
Faça-o entrar! 
Não faça isso. 
 
c) Frases Exclamativas: nesse tipo de frase o emissor exterioriza um estado afetivo. 
 
Que prova difícil! 
Quanta bagunça nesta casa! 
 
d) Frases Declarativas: ocorrem quando o emissor constata um fato, informa ou declara alguma 
coisa. Podem ser afirmativas ou negativas. 
 
Ela não está em casa. 
Os relatórios foram impressos. 
 
e) Frases Optativas: são usadas para exprimir um desejo. 
 
Deus te acompanhe! 
Feliz aniversário! 
Estrutura da Frase 
As frases que possuem verbo são geralmente estruturadas a partir de dois elementos 
essenciais: sujeito e predicado. 
 
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. 
O predicado é a parte da frase que contém a declaração do que se atribui ao sujeito. 
 
 
 
 
Ex.: Chegamos. 
Ex.: Os alunos continuam silenciosos. 
Ex.: Muitas pessoas gostam de natação. 
 
Inversão sintática 
A ordem direta ocorre quando a frase está na ordem sujeito e predicado. E a ordem indireta é 
quando há inversão destes termos. 
 
A educação básica cabe ao governo. 
Cabe ao governo a educação básica. 
Ao governo cabe a educação básica. 
Muitos problemas sociais existem no mundo. 
Existem no mundo muitos problemas sociais. 
A segurança pública é uma necessidade urgente. 
É uma necessidade urgente a segurança pública. 
 
ORAÇÃO 
 
Enunciado que se constrói em torno de um verbo. 
 
João voltou cedo da pescaria. 
O homem foi levado ao hospital. 
O barulho ensurdecia o público. 
 
Como um verbo pode aparecer numa oração 
1) Verbo conjugado 
Os cidadãos exigem a reforma tributária. 
A esperança é necessária. 
Os alunos precisam de ajuda, porém não a pedem. 
 
2) Locução verbal com verbo conjugado 
Estamos esperando o resultado. 
Vou viajar no final de ano. 
Os candidatos querem receber os resultados, portanto temos que terminar os relatórios. 
Muitos livros foram vendidos durante o evento e alguns já estão entregues. 
Deve ter sido entregue ontem mesmo. 
 
3) Verbo na forma nominal: infinitivo, gerúndio e particípio. 
Terminado o evento, todos podem sair. 
Chegando ao local de prova, os alunos receberão as orientações. 
Para responder às questões, o aluno precisa dominar alguns conteúdos. 
 
4) Locução verbal sem verbo conjugado 
Alguns desistiram do projeto por ter ocorrido uma falha de comunicação. 
Para haver sido dito tudo isso, alguém deve ter reclamado. 
 
5) Infinitivo pessoal 
O cliente ficou indignado por ter recebido uma cobrança indevida. 
Os clientes ficaram indignados por terem recebido uma cobrança indevida. 
É muito importante estudar todos os dias. 
 
 
 
É muito importante estudarem todos os dias. 
É muito importante estudarmos todos os dias. 
 
PERÍODO 
 
Período Simples: Formado por apenas uma oração 
Ex.: O dia foi incrível! 
 
Período composto: Formado por duas ou mais orações. 
Ex.: Os fãs não gostaram do show e saíram enfurecidos. 
 
O período composto pode ser por coordenação e subordinação: 
 
Período composto por coordenação: Quando as orações são independentes e tem sentido 
completo, porém sem relação sintática entre si. 
Ex.: Os alunos discutiram o tema, escolheram o melhor e terminaram o trabalho. 
Preciso sair antes do horário, porém tenho muito trabalho ainda. 
 
Período composto por subordinação: Quando uma das orações(subordinada) depende 
sintaticamente da outra (principal) para fazer sentido. 
Ex.: A violência doméstica ainda persiste, embora haja leis que punam os culpados. 
 
 
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO - SUJEITO 
 
Sujeito é um dos termos essenciais da oração do qual se afirma ou se nega algo. 
Exemplos: 
Todos os candidatos devem acessar o site. 
Eles não chegaram a tempo. 
Alguns cidadãos estão insatisfeitos com a política. 
Pensamos que haveria um concurso este ano. 
 
Núcleo do sujeito 
O núcleo do sujeito é a palavra principal do sujeito (termo sintático). Quando há uma palavra no 
sujeito, esta é o núcleo; quando há mais de uma, o substantivo (sem preposição) é o núcleo; na 
falta de um substantivo, o núcleo é um termo substantivado ou um pronome substantivo. 
 
Elas vieram de Salvador. 
O pagamento do boleto do aluguel já foi feito. 
O andar das crianças é sempre mais tranquilo. 
 
Tipos de sujeito 
1) Sujeito Simples é aquele com só um núcleo. 
 
As crianças sofrem com a mudança de clima. 
A criança sofre com a mudança de clima 
 
Os primeiros alunos inscritos receberão desconto. 
O primeiro aluno inscrito receberá desconto. 
 
2) Sujeito Composto é aquele quetem mais de um núcleo. 
 
 
 
 
O pai foi ao mercado bem cedo. 
O pai e o filho foram ao mercado bem cedo. 
Tanto o pai quanto o filho foram ao mercado bem cedo. 
Não só o pai como o filho foram ao mercado bem cedo. 
O pai, a mãe e o filho foram ao mercado bem cedo. 
 
3) Sujeito Elíptico (ou oculto) é aquele não expresso e que pode ser determinado pela desinência 
verbal ou pelo contexto. 
 
Viajarei muito cedo. (sujeito oculto: eu) 
Entrou na loja e foi embora sem comprar. (sujeito oculto: ele) 
O fisioterapeuta chegou ao hospital às 05h00. Realizou vários atendimentos e voltou para casa. 
(sujeito elíptico: o fisioterapeuta) 
 
4) Sujeito Indeterminado é aquele que existe, mas não podemos ou não queremos identificá-lo 
com precisão. 
 
- quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, sem referência a nenhum substantivo anteriormente 
expresso. 
Anunciaram o aumento dos impostos. 
Batem à porta. 
Não exigiram comprovante de vacina no aeroporto. 
 
- com verbo: intransitivo (VI), transitivo indireto (VTI) ou de ligação (VL) + partícula SE (chamada de 
índice de indeterminação do sujeito). 
Vai-se ao sítio por este caminho. (VI) 
Precisa-se de ideias para a reforma. (VTI) 
Vive-se muito bem nesta cidade. (VI) 
Falava-se bastante baixo durante a palestra. (VI) 
Era-se feliz naquele tempo. (VL) 
 
- com verbo no infinito impessoal. 
Estudar português é necessário. 
 
Obs.: Estudarmos português é necessário. (sujeito desinencial: nós) 
 
5) Orações sem sujeito são orações cujos verbos são impessoais, com sujeito inexistente. 
 
- com verbos que se referem a fenômenos meteorológicos. 
Ventou bastante na noite passada. 
Anoitece mais cedo no inverno. 
 
- com o verbo HAVER no sentido de existir ou tempo decorrido. 
Havia pessoas muito felizes naquele parque. 
Há três dias não como doce. 
 
- com o verbo HAVER no sentido de ocorrer ou acontecer. 
Houve vários acidentes. (Ocorreram vários acidentes) 
Haverá duas provas no mês seguinte. (Acontecerão duas provas) 
 
- com o verbo FAZER referindo-se a fenômeno meteorológico ou a tempo decorrido. 
 
 
 
Fazia 28° à noite. (FAZER referindo-se a fenômenos meteorológicos) 
Não o vejo faz 8 anos. (FAZER referindo-se a tempo decorrido) 
 
- com o verbo SER referindo-se a datas, horas e distância. 
Hoje é dia 25. (Referindo-se à data) 
É uma hora. (Referindo-se à hora) 
São seis horas. (Referindo-se à hora) 
Daqui ao meu colégio são dois quarteirões. (Referindo-se à distância) 
 
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO - PREDICADO 
 
O predicado é um dos termos essenciais da oração, o qual contém o verbo e traz informações sobre 
o sujeito. Pode ser classificado como: verbal, nominal ou verbo-nominal. Portanto, não existe 
predicado que não possua verbo ou locução verbal. 
 
A vida é bela 
O documento está rasgado. 
O carro estragou na estrada. 
Os torcedores organizaram a entrada no estádio. 
A mãe e a avó passeavam no parque com as crianças. 
O céu era azul. 
 
Classificação 
Predicado verbal: possui como núcleo um verbo nocional. 
Predicado nominal: possui como núcleo o predicativo do sujeito. 
Predicado verbo-nominal: apresenta dois núcleos, um nominal (predicativo do sujeito ou do objeto) 
e um verbal (verbo transitivo ou intransitivo). 
 
Predicado verbal 
Sujeito + verbo significativo + (complemento verbal) 
 
a) Núcleo do predicado - verbo intransitivo: 
Depois de duas semanas, chegou de viagem. 
 
b) Núcleo do predicado - verbo transitivo direto: 
Nós esperamos o resultado da redação. 
 
c) Núcleo do predicado - verbo transitivo indireto: 
Muitas pessoas acreditam em milagres. 
 
d) Núcleo do predicado: verbo transitivo direto e indireto 
O professor entregou as provas aos alunos. 
 
Predicado Nominal 
Sujeito + verbo de ligação + característica/estado 
 
A população permanece apreensiva diante da possibilidade de novos tornados. 
 
VL (Verbo de ligação) x VS (Verbo significativo) 
Meu pai ficou me esperando na saída da escola. (VS) 
Ele ficou angustiado após ser demitido. (VL) 
https://www.infoescola.com/portugues/verbo-intransitivo/
https://www.infoescola.com/portugues/verbo-transitivo-direto/
https://www.infoescola.com/portugues/verbo-transitivo-indireto/
 
 
 
 
Andei três quilômetros para chegar a sua casa. (VS) 
Ando muito preocupado com as notas de meu filho. (VL) 
 
Estava muito feliz com a proximidade de seu casamento. (VL) 
Meu marido ainda estava no trabalho, quando eu cheguei em casa. (VS) 
 
Apesar do cansaço físico, continuaram a caminhar. (VS) 
Embora tenham sido questionados, continuaram em silêncio. (VL) 
 
Atenção: Verbos IR e SER 
Ele foi ao mercado sozinho. (VS - IR) 
Ele foi um ótimo aluno. (VL - SER) 
 
Predicado Verbo-nominal 
Sujeito + verbo significativo + predicativo 
 
Os ministros do Supremo Tribunal declararam o réu inocente. 
João voltou satisfeito. 
O menino quebrou a cadeira amarela. 
 
Predicativo 
Predicativo é o termo que confere ao sujeito ou ao objeto uma qualidade, uma característica. 
Existem dois tipos de predicativo: o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto. 
 
- Predicativo do sujeito: termo que caracteriza o sujeito da oração. 
Ela entrou em casa apressada. 
 
- Predicativo do objeto: termo que caracteriza o objeto direto da oração. 
Ela viu um homem apressado. 
 
Predicativo do Sujeito 
O predicativo do sujeito pode ser representado por: 
 
a) Adjetivos ou Locuções Adjetivas: 
O dia está chuvoso. 
A panela é de barro. 
 
b) Substantivos: 
Isso tudo é verdade. 
 
c) Pronomes Substantivos: 
Para Estela, a beleza era tudo. 
 
d) Numerais Substantivos: 
Os acusados eram três. 
 
e) Palavra ou Expressão Substantivada: 
A vida é um querer sem fim. 
 
f) Oração Subordinada Substantiva: 
O mais importante é recuperar os arquivos perdidos. 
 
 
 
 
Predicativo do Objeto 
É o termo do predicado que se relaciona ao objeto, atribuindo-lhe uma característica. 
 
O juiz julgou o réu culpado. 
O menino largou o caderno rasgado. 
Chamei-o desatento. 
Chamei-lhe de covarde. 
Gosto dela alegre. 
 
O Predicativo do Objeto pode ser representado por: 
a) Adjetivo 
Mantenha a cidade limpa. 
 
b) Substantivo 
Os moradores do prédio elegeram Valmir síndico. 
 
Exemplos 
Fumar é um vício. (Predicativo do Sujeito) 
O professor sou eu. (Predicativo do Sujeito) 
Meus melhores amigos são apenas dois. (Predicativo do Sujeito) 
Marina continua alegre. (Predicativo do Sujeito) 
Camila chegou feliz. (Predicativo do Sujeito) 
Ele foi considerado inocente. (Predicativo do sujeito) 
Radiante, a balconista empunhava-a como um troféu. (Predicativo do sujeito) 
O vilarejo finalmente elegeu Otaviano prefeito. (Predicativo do Objeto) 
Todos julgavam-no culpado. (Predicativo do Objeto) 
Chamavam-lhe falsário, sem notar suas verdades. (Predicativo do Objeto) 
Encontraram intacta a caixa-preta do avião. (Predicativo do Objeto) 
 
 
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO – COMPLEMENTO VERBAL 
 
Complemento verbal – Objeto Direto 
O Objeto Direto é um complemento verbal que, geralmente, não é acompanhado por preposição. 
Assim como o objeto indireto, tem a função de completar o verbo transitivo, o qual sozinho não 
consegue fornecer informação com sentido completo. 
 
Patrícia escreve poemas. 
O pai abraçou o filho. 
Você conhece o José? 
Convidei meus amigos para a festa. 
Será um grande prazer recebê-los aqui em casa. 
Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar. 
 
De acordo com Celso Cunha, o objeto direto pode ser representado por: 
 
a) Substantivo: 
“Amava a vida, a esposa, e tinha muitos filhos.” 
(Augusto Frederico Schmidt) 
 
 
 
 
b) Pronome (substantivo): 
“Não direi nada; essa palavra explica tudo.” 
(Machado de Assis) 
 
c) Numeral: 
“Nessa noite deixou cinco ou seis estirados.” 
(G. Amado) 
 
d) Palavra ou expressão substantivada: 
“Com que ânsia tão raiva 
Quero aquele outrora.” 
(Fernando Pessoa) 
 
e) Oração substantiva (objetiva direta): 
“Não sei se viu alguma coisa.” 
(C. Neto) 
 
*Nota: os exemplos aqui citados foram retirados da Gramática da Língua Portuguesa do professor 
Celso

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