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O QUE DIZ O CTN: O Código Tributário Nacional, no art. 78, traz o conceito legal do poder de polícia: “Considera-se poder de polícia atividade administrativa pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos”. JUSTIFICATIVA: O poder de polícia consiste numa forma restritiva em que os direitos do cidadão e os direitos e interesses da coletividade estão claramente divididos, e são impostas sanções a quem ultrapassa esses limites. A base do poder de polícia é a supremacia dos interesses comuns sobre os interesses privados. Com isso, os direitos individuais das pessoas são limitados de acordo com o interesse comum. Os direitos individuais são limitados e não há conflito entre os direitos individuais e as limitações que lhes são impostas pelo poder de polícia do Estado. Guido Zanobini afirma que “a ideia de limite vem do conceito de direito subjetivo; tudo o que é legalmente garantido também é legalmente limitado”. Para Maria Silvia Zanella Di Pietreo, o poder de polícia é “uma atividade do Estado, que consiste em limitar o exercício dos direitos individuais no interesse público”. O poder de polícia é essencialmente uma atividade da administração pública, que impõe restrições ao exercício de direitos e liberdades de acordo com o interesse comum. É um mecanismo freio à disposição da administração pública, que impede o abuso dos direitos individuais. Permite ao Estado interromper as atividades de indivíduos considerados contrários ao bem-estar social, prejudiciais ou prejudiciais. Esse poder é compartilhado entre todos os poderes administrativos da União, estados e municípios.