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-PARQUE URBANO- J D . C O N Q U I S TA NATHALIA MARVILA LOPES ALVES PARQUE URBANO PARQUE URBANO Trabalho Final de Graduação apresentado à banca examinadora da FIAM-FAAM Centro Universitário, como exigência parcial para a obtenção de título de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo, sob a orientação do Professor Marcos Virgílio da Silva. FIAM-FAAM CENTRO UNIVERSITÁRIO NATHALIA MARVILA LOPES ALVES SÃO PAULO 2020 SÃO PAULO 2020 AUTORIZO A REPRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE TRABALHO, POR QUALQUER MEIO CONVENCIONAL OU ELETRÔNICO, PARA FINS DE PESQUISA, DESDE QUE CITADA A FONTE. Trabalho Final de Graduação ao curso de Arquitetura e Urbanismo sob orientação do Professor Marcos Virgílio da Silva. Definido e aprovado em ____ de _________ de 2020, pela banca examinadora constituída pelos professores: Alves, Nathalia Marvila Lopes– Parque Urbano, SP. Nathalia Marvila Lopes Alves – São Paulo, 2020, 50 páginas. Notas: - Parque Urbano - Mata Atlântica - Meio ambiente NATHALIA MARVILA LOPES ALVES PARQUE URBANO SÃO PAULO Marcos Virgilio da Silva FIAM-FAAM – Orientador Professor 01 FIAM-FAAM – Professor Professor 02 FIAM-FAAM – Professor SÃO PAULO 2020 Agradeço a Aquele, que me permitiu tudo isso, ao longo de toda minha vida, e não somente nesses anos como universitária, é a Ele que dirijo minha maior gratidão. Deus, mais do que me criar, deu propósito a minha vida. Vem Dele tudo o que sou o que tenho e espero. Tu és o maior mestre da minha caminhada. “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” Romanos 11:36. Aos meus pais, vocês um dia sonharam comigo, e me amaram antes mesmo que eu existisse. Vocês se alegraram com a minha chegada ao mundo, acompanharam meu crescimento e trabalharam muito, sacrificando seus sonhos em favor dos meus. Não foram apenas pais, mas amigos e companheiros, mesmo nas horas em que meus ideais pareciam distantes e inatingíveis. Incontáveis foram às vezes que meu cansaço e preocupação foram compartilhados por vocês, procurando amenizar minha ansiedade, mantendo-me firme diante dos obstáculos, numa união que sempre me incentivou a prosseguir. Agradeço aos meus avôs, Marly Marvila, Célia Maria (in memoriam), José Alves e José Geraldo, por todo apoio, carinho e incentivo! Como a neta mais velha, me sinto honrada em compartilhar essa conquista. Em especial meu avô José Geraldo, presenteando-me com a riqueza do estudo. A vocês, me mostraram a vida e me ensinaram a vivê-la com dignidade e fizeram de mim não apenas um profissional, mas sobretudo, ser humano. A toda minha família oferece-lhes essa vitória, amo vocês! Ao meu orientador, Marcos Virgilio, por se tornar referência para mim e por ter aceitado fazer parte deste projeto, agregando todo seu conhecimento da melhor maneira. Obrigada por todos os ensinamentos, paciência e conversas valiosas. Aos meus amigos, companheiros desde o início desta jornada, trazendo alegria e leveza aos meus dias. Em especial, minha amiga Mayara Pinheiro, que me ajudou muito neste processo de trabalho. A empresa Construnivel Construções e Comércio, pela oportunidade única que me fez crescer muito, trabalhando com projetos de infraestrutura urbana, como as obras prestadas para a Companhia de Saneamento Básico- Sabesp, tenho tido amplo conhecimento em relação ao planejamento urbano das cidades, e visto que arquitetura vai muito além de uma edificação ou projeto de interiores, a arquitetura está em todos os lugares, desde o projeto de um reservatório de água como a urbanização da área que o mesmo se encontra. Ampliando a forma de ser, pensar e fazer arquitetura. Por tudo o que vivi e aprendi nesses 5 anos. Gratidão! Agradecimentos “Toda grande arquitetura é o projeto do espaço que contém, exalta, abraça ou estimula as pessoas naquele espaço” PHILIP JOHNSON SUMÁRIO NTRODUÇÃO 1.1-BREVE CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA 1.2-ANÁLISE URBANA 1.3-REGIÃO 1.4-BAIRRO 1.5-ANÁLISE DO TERRENO 2.1-PARTIDO ARQUITETÔNICO 2.1.1-IMPLANTAÇÃO 2.2-PROGRAMA ARQUITETÔNICO 2.3-CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS 2.4-PRANCHAS GRÁFICAS BIBLIOGRAFIA PÁG.11 PÁG.13 PÁG.16 PÁG.22 PÁG.26 PÁG.32 PÁG.35 PÁG.42 PÁG.47 PÁG.49 PÁG.50 PÁG.10 Introdução 1.1 Breve contextualização do tema O Projeto do Parque Urbano Jardim Conquista, é um espaço destinado as necessidades da comunidade, referente a lazer, esporte, cultura, educação ambiental e espaço de convivência. Esses espaços apresentam-se descuidados em nossa cidade, com falta de manutenção, de uso e aproveitamento do espaço público urbano, os parque tem uma função importante na identidade da cidade, além de atrair benefícios econômicos devido à variedade de atividades que ali podem ser desenvolvidas. A Monografia está estruturada em dois capítulos. O Capítulo 01 trata da contextualização do tema mediante a sua importância no contexto do lugar onde está inserido, abordando a análise urbana e do entrono imediato, análise do terreno e justificando a escolha do tema e do local do projeto. No capítulo 02 é mostrada o partido arquitetônico e o conceito do projeto, as diretrizes para o programa de necessidades e as características construtivas. Ao final são anexadas as pranchas gráficas que representam o resultado final do trabalho. A cidade é mais do que um conjunto de edificações, a cidade é um conjunto de cheios e vazios, onde os espaços livres de construções possuem um grande papel na vida cotidiana. Segundo Rosa Kliass e Miranda Magnoli (1969, p. 247), o espaço livre urbano “está intimamente ligado à vida das cidades; estas são sentidas por suas ruas, praças e parques, que caracterizam a paisagem urbana”. Contudo, além de presentes em nosso cotidiano, os espaços públicos estão diretamente ligados ao reconhecimento e apropriação do lugar por parte das pessoas. O parque urbano é um produto da cidade industrial do século XIX que surgiu através de demandas sociais voltadas para “o lazer, o tempo do ócio e para contrapor-se ao ambiente urbano” MACEDO E SAKATA, (2010, p.7) De fato, a origem dos parques urbanos está ligada à abertura dos jardins privados dos palácios como forma de oferecer uma opção de lazer à classe trabalhadora. É importante entender as definições: • Ministério do Meio Ambiente (2016): “área verde com função ecológica, estética e de lazer, no entanto, com uma extensão maior que as praças e jardins públicos”. • CONAMA Nº 369/2006, Art. 8º, § 1º, onde as áreas verdes públicas são caracterizadas como “espaço de domínio público que desempenhe função ecológica, paisagística e recreativa, propiciando a melhoria da qualidade estética, funcional e ambiental da cidade, sendo dotado de vegetação e espaços livres de impermeabilização”. Mas, de forma geral, pode-se dizer que os parques urbanos são espaços públicos que visam fornecer um lugar de socialização, recreação, lazer e turismo, além de proteger áreas de interesse paisagístico e ambiental de uma determinada área. No qual trazem inúmeros benefícios no meio urbano, sendo eles: redução da poluição, purificação do ar, a vegetação filtra a radiação solar suavizando a temperatura, contribuiu para conservar a umidade dos solos, mantem a permeabilidade e fertilidade do solo, abrigo a fauna existente influencia no balanço hídrico, amortecimento dos ruídos sonoros, bem estar, quebra de monotonia da paisagem, valoriza o espaço urbano, integração entre atividades urbanas e meio ambiente. A valorização de um parque urbano está vinculada ao seu uso e ocupação, intensidade e frequência do espaço, no qual traz vida a paisagem, saúde e bem-estar para dentro das cidades. De acordo com Jacobs (1961), não é possível obter valorização de um lugar simplesmente criando áreas verdes sem nenhum critério. Segundo a autora, para que um parque funcione e tenha vitalidade, ele precisa possuir quatro elementos essenciais: (figura 01). 10 11 COMPLEXIDADE: Diversidadede usos, complexidade espacial criada por elementos tais como: diferenças de nível, visuais interessantes, perspectivas variadas, agrupamentos de elementos vegetais, etc. CENTRALIDADE: Hierarquia de espaços visando uma melhor legibilidade do lugar. Uso de elementos como referência no espaço. INSOLAÇÃO: Áreas expostas ao sol. DELIMITAÇÃO ESPACIAL: Definição do espaço através das fachadas das edificações do entorno ou por elementos naturais. É preciso que o planejamento das cidades utilize tais espaços em prol de questões socioambientais, levando em conta tanto a qualidade de vida das pessoas quanto a preservação do meio ambiente. Neste cenário, os parques urbanos se mostram como um equipamento ideal, uma vez que estes possuem características de espaço livre, público e área verde. Seus benefícios, abrangem tanto aspectos socioambientais, quanto estéticos, culturais e econômicos das cidades, fazendo destes, uma ferramenta ideal de conservação, socialização e valorização do meio urbano. “A variedade de usos dos edifícios propicia ao parque uma variedade de usuários que nele entram e dele saem em horários diferentes. Eles utilizam o parque em horários diferentes porque seus compromissos diários são diferentes. Portanto, o parque tem uma sucessão complexa de usos e usuários.” (JACOBS, 1961, p.105) “Os parques pequenos e bons geralmente têm um lugar reconhecido por todos como sendo o centro - no mínimo, um cruzamento principal e ponto de parada, num local de destaque.” (JACOBS, 1961, p.114) “O sol faz parte do cenário para as pessoas, claro que sob uma sombra no verão. Um edifício alto que corte a passagem da luz do sol no lado sul de um parque pode comprometê-lo seriamente.”(JACOBS, 1961, p.115) Rosa Grena Kliass; Miranda Martinelli Magnoli (1969, p. 247), “Os espaços livres têm significado muito maior: é um bem público onde, além de promover-se o reencontro do homem com a natureza, desenvolvem-se as atividades urbanas, com seus ritmos, em todas as escalas, desde a ida diária ao trabalho, à escola, às compras, o passeio domingueiro até a percepção da mudança das estações do ano.” Figura 01: Diagrama. Fonte: Autora. 1.2 Análise urbana Existe uma grande porção de área verde na cidade de São Paulo, é importante analisarmos como essas áreas se relacionam com o seu entorno e como elas se configuram na cidade, seja como praças, parques ou jardins. Porém a impressão que temos é que a cidade está rodeada apenas de concreto impossibilitando o contato com a natureza e o verde, esta sensação ocorre devido as áreas verdes não estarem homogêneas, concentrados em alguns bairros e zonas da Cidade, sobretudo em zonas de matas remanescentes sob a área de preservação. Outro fato é que grande parte das áreas vedes não são projetados para receberem atividades ou para ser um espaço de contemplação, alguns desses espaços são apenas áreas residuais resultantes de um traçado da malha urbana que gera canteiros, rotatórias, ou áreas tomadas por matagais que os tornam inacessíveis e redutos de entulho e lixo. Esse cenário da cidade onde o concreto se impõe de forma agressiva em relação à vegetação, pode ser transformado pela exploração das áreas verdes que estão abandonadas ou subtilizadas tornando-as espaços de uso público e também visando qualificar as áreas já existentes conectando o verde com a cidade. Levantamento feito pela Secretaria do Verde, remanescentes da Mata Atlântica cobrem 30% da área da cidade de São Paulo, o mapa foi publicado no Diário Oficial da cidade,(figura 02) e o levantamento irá guiar o Plano Municipal da Mata Atlântica e vai ajudar na definição de áreas prioritárias e estratégicas para conservação e recuperação ambiental, contudo o plano pode levar à definição de novas unidades de conservação, criação de parques e projetos para criar conectividade entre as áreas, visto que os trechos urbanos estão, em geral, isolados. 12 13 Figura 02: Remanescentes da Mata Atlântica. Fonte: Secretaria do verde e Meio Ambiente – Infografico Estadão As áreas pequenas como algumas das contabilizadas no mapa são importantes para a conservação e para o bem-estar da região, pois uma área com árvores, verde e paisagem natural é muito mais agradável, confortável, que uma área seca, sem verde. O mapa abaixo apresenta os parques públicos existentes e as áreas de proteção localizados na cidade de São Paulo, (figura 03) confrontando ele com o mapeamento da mata atlântica de São Paulo podemos ver que ainda existem muitas áreas verdes para explorarmos com a criação de novos parques lineares, parques urbanos e reservas ecológicas. Figura 03: Mapeamento dos parques urbanos na cidade de São Paulo Fonte: http://biodiversidade.prefeitura.sp.gov.br/Image/mapaParques.gif 14 15 1.3 Região A área escolhida para a implantação do projeto não foi escolhida por acaso e sim resultado do desenvolvimento urbano e evolução da cidade, que resultam na morfologia atual. A Zona Leste de São Paulo era uma grande floresta habitada por índios, depois uma fazenda da zona leste da capital, a Rio das Pedras. Logo em seguida um grande loteamento e assim foi transformando a sua paisagem e tornou-se a região mais populosa da Cidade de São Paulo. Nota-se o alto índice de crescimento da Zona Leste entre os anos 50 e 2000. O rápido desenvolvimento da região foi se expandindo através de projetos viários que conectarão a região e outras áreas da cidade, principalmente com o grande desenvolvimento do ABC Paulista. A Zona Leste é dividida em 12 distritos (figura 05 e 06), de acordo com o senso de 2020 tem uma população de aproximadamente 1.552.070 habitantes. Figura 04: Mapeamento da população de São Paulo. Fonte: IBGE. Censos Demográficos, 1950, 1960, 1970, 1980, 19911 e 2000; Sempla/Dipro - Retroprojeção para distritos municipais. Figura 05: Mapa da cidade de São Paulo e Zona Leste. Fonte: Edição Autora. - Mooca - Penha - Aricanduva - Vila Prudente - Sapopemba - Ermelino Matarazzo - Itaquera - Sâo Mateus - São Miguel - Guaianases - Cidade Tiradentes - Itaim Paulista Figura 06: População Sub. SM Fonte: Material de apoio para Revisão Participativa dos Planos Regionais das Subprefeituras – Cadernos das Sub prefeituras16 17 Figura 07: Área verde por habitante Fonte: https://www.redesocialdecidades.org.br/br/SP/sao-paulo/regiao/sao-mateus/area- verde-por-habitante Figura 08: Cobertura Vegetal. Fonte: https://www.redesocialdecidades.org.br/br/SP/sao-paulo/regiao/sao-mateus/ cobertura-vegetal O mapa ao lado (figura 07) representa a porcentagem da área verde em relação a área da região, nota-se que grande parte dos distritos da região leste está abaixo da média para baixa pior. O distrito de São Mateus representa 3,01%. Em relação a cobertura vegetal os dados já são outros, pois a Zona Leste apresenta uma grande massa vegetal, (figura 08) grande parte sem uso, mas com grandes potencialidades para parques lineares, parques urbanos e reservas ecológicas. Tratando de meio ambiente, o distrito de São Mateus conta com a alta precariedade urbana, é uma região com remanescentes de vegetação e sob pressão de ocupação urbana desordenada, conforme o mapa abaixo.(figura 09 e 10) 18 19 Figura 09: Tipos socioambientais e parques. Fonte: Material de apoio para Revisão Participativa dos Planos Regionais das Subprefeituras-Cadernos das Sub prefeituras. Figura 10: Acesso a parques, equipamentos de esportes e culturas. Fonte: Material de apoio para Revisão Participativa dos Planos Regionais das Subprefeituras - Cadernos das Sub prefeituras. Figura 11: Cobertura Vegetal. Fonte: Material de apoio para Revisão Participativa dos Planos Regionais das Subprefeituras - Cadernos das Sub prefeituras. Figura 13: Distancia a mais de 1km de parques. Fonte: Material de apoio para Revisão Participativa dos Planos Regionais das Subprefeituras - Cadernos das Sub prefeituras. Figura 12: Árvores por Km. Fonte: Material de apoio para Revisão Participativa dos Planos Regionaisdas Subprefeituras - Cadernos das Sub prefeituras. Figura 14: Coleta Seletiva. Fonte: Material de apoio para Revisão Participativa dos Planos Regionais das Subprefeituras - Cadernos das Sub prefeituras. Com poucas áreas verdes qualificadas e parques urbanos com uso inadequado para a população, a maioria encontra-se em estado de degradação e abandono, sem infraestrutura para a prática de esportes, lazer, educação e cultura. A cobertura vegetal total considera a área total de vegetação arbórea e rasteira por habitante, totalizando 43,60m² no distrito de São Matheus. E as áreas verdes públicas por habitantes é o indice de parques, praças e areas ajardinadas da região totalizando 3,2m³ da região de São Mateus. (2014) O percentual da população distante a mais de 1km de parques representam 35,1% da Subprefeitura de São Mateus (2010) É importante observar o número de árvores por de km de vias, São Mateus apresenta o menor índice em relação aos outros bairros do distrito. (2013) O índice de coleta seletiva representa a proporção dos resíduos coletados nos domicílios para reciclagem, o que gera um impacto ambiental muito grande, pois muitos resíduos são descartados de forma inadequada em áreas verdes subtilizadas. (2012) 20 21 1.4 BAIRRO São Mateus, que está subdividido em três áreas, São Mateus, São Rafael e Iguatemi, com aproximadamente 20 km da região central do município, nasceu através das lutas populares onde a população sempre reivindicou saúde, educação e infraestrutura para a região, que até então cresce desordenadamente. O terreno está localizado na Av. Nova Conquista, no bairro Jardim Conquista, no distrito de São Matheus, Zona Leste de São Paulo. Um dos pontos de partida pra decisão e escolha do tema e terreno foi a falta de equipamento público na região, equipamentos de esporte, lazer e cultura. Os moradores do Jardim Conquista enfrentam grandes problemas de bairro periférico, como a violência e o crime e está área não possui atrativos de lazer, educação e cultura, ficando segregada da cidade, como tantos bairros periféricos da cidade de São Paulo. O local está em estado de descaso total, onde a comunidade e a prefeitura não fazem nada para melhoria. Mas por outro lado, tem muito potencial para que possa transforma-lo em algo que traga vitalidade para a população e o meio ambiente. As alturas das edificações, ou seja, os gabaritos, são importantes para a compreensão da morfologia urbana, o bairro com população de baixa renda, predominantemente residencial, mas também conta com pequenos comércios no seu entorno imediato, classificando-o como uso misto, não apresenta edifícios residenciais com mais de 3 pavimentos, o gabarito é baixo, próximo ao terreno tem um conjunto habitacional CDHU com total de 7 pavimentos. O terreno fica entre duas avenidas de grande fluxo, como a Av. Sapopemba e Av. José de Alencar Gomes da Silva que liga ao complexo viário Jacu Pêssego no sentido norte e ao Rodoanel Mario Covas no sentido Sul. A avenida Jacu-Pêssego possuiu um caráter estrutural macrometropolitano, conectando o ABC a Guarulhos, sendo uma das poucas vias contínuas norte-sul da zona leste. O Parque Jardim da Conquista foi cortado pela avenida, tanto automóveis quanto pedestres encontram dificuldades para transpor esta barreira, e como não há uma pista marginal em toda a extensão até mesmo os ônibus encontram dificuldades para a operação do transporte público na região. As demais vias são locais, mas não apresentam bom estado, algumas sem pavimentação adequada e sem calçamento, a Rua Nova Conquista é a única que dá acesso ao Parque. Figura 15: Mapa uso do solo. Fonte: Autora. Figura 16: Mapa gabarito de altura. Fonte: Autora. 22 23 O perímetro do estudo está classificado pelo zoneamento como sendo ZEPAM – Zona Especial de Proteção Ambiental. No qual são porções do território destinadas à preservação e proteção do patrimônio ambiental, que têm como principais atributos remanescentes da Mata Atlântica e outras formações de vegetação nativa, arborização de relevância ambiental, vegetação significativa, alto índice de permeabilidade e existência de nascentes, incluindo os parques urbanos existentes e planejados e os parques naturais planejados, que prestam relevantes serviços ambientais, entre os quais a conservação da biodiversidade, controle de processos erosivos e de inundação, produção de água e regulação microclimática de acordo com a Prefeitura de São Paulo. Figura 17: Foto aérea com classificação das vias. Fonte: Editado pela Autora. Figura 18: Foto das ruas e avenidas do entorno imediato. Fonte: Autora. Figura 19: Zoneamento Plano Diretor Estratégico. Fonte: Geosampa + edição Autora. 24 25 1.5 análise do terreno WATANABE (1991 apud WATANABE, 1995) Afirma que os equipamentos sociais e urbanos ocupam significativamente o espaço urbano e interferem diretamente nas condições de vida da população, sendo em muitos casos, os únicos espaços onde se desenvolvem atividades coletivas, representando de forma prática o resultado das inúmeras lutas populares contra a distribuição desigual de benefícios de renda. Levantando imagens aéreas da área, nota-se uma grande transformação na paisagem do Jardim Conquista, pois em 2004 não existia a Av. José de Alencar Gomes da Silva que faz a ligação com a Jacu-Pêssego e Rodoanel, no momento em que a Avenida foi criada, houve um corte no bairro separando a comunidade, no qual acabou delimitando até mesmo a área do parque escolhido. O terreno do parque apresentado está ao lado de uma área da Sabesp, que até então é ocupada por dois reservatórios de água, esse terreno ocupado pela Sabesp era o campo de futebol da comunidade, com a construção do novo reservatório metálico não foi possível manter o campo de futebol, então a comunidade acabou “perdendo” a sua única área de lazer. Figura 20: Foto aérea do entrono imediato 2004. Fonte: Google Earth + edição Autora. Figura 21: Foto aérea do entrono imediato 2010 . Fonte: Google Earth + edição Autora. Figura 22: Foto aérea do entrono imediato 2011. Fonte: Google Earth + edição Autora. Figura 23: Foto aérea do entrono imediato 2019. Fonte: Google Earth + edição Autora.26 27 O terreno apresenta uma área de aproximadamente 598.000 m² contando com a sua área de preservação, a área passível para projeto totaliza aproximadamente 200.000m². Do nível da Av. Sapopenba a cota da Av. Nova Conquista existe um desnível de 50m, o terreno apresenta uma leve declividade no seu centro, formando um grade platô, e nas extremidade a declividade aumenta. No terreno existe duas nascentes, córrego Caguaçu, afluente do Rio Aricanduva e remanescente das matas com espécie nativas. O fato de não ter um gabarito alto no seu entorno, é possível observar que a incidência solar é de grande intensidade. O quadro físico-ambiental (tabela 01) identifica as problemáticas do terreno em contrapartida as ações e possíveis soluções para o mesmo. Figura 24: Topografia. Fonte: Geosampa. Tabela 01: Indices Urbanisticos. Fonte: Quadro de Zonas de São Paulo + Edição Autora Tabela 02: Inventario físico-ambiental. Fonte: Quadro de Zonas de São Paulo + Edição Autora 28 29 30 31 Figura 25: Entrada parque existente e Sabesp. Fonte: Autora. Figura 26: Área interna do Parque. Fonte: Autora. Figura 27: Área interna do Parque. Fonte: Autora. Figura 29: Área interna da Sabesp. Fonte: Autora. Figura 30: Área interna da Sabesp. Fonte: Autora. Figura 28: Área interna do Parque. Fonte: Autora. 2.1 Partido Arquitetonico As praças e parques desempenham papeis importantes na cidade pois eles promovem a qualidade de vida e ambiental. A escolha do eixo a ser requalificado deu-se a partir dos levantamentos feitos no local, o parque existente no Jd. Conquista está totalmente abandonado e sem infraestrutura, não suprindo a necessidade e o anseio da comunidade que é ter uma área que traga lazer, esporte, cultura e vitalidade ao local. O projetotem como pilar fundamental a valorização dos espaços verdes, do espaço livre, o desemprenho ambiental, o desenvolvimento da infraestrutura local e o desenvolvimento social do bairro que consequentemente se estende ao desenvolvimento do Distrito de São Mateus. Diretrizes projetuais: 1- Valorização e potencialização dos espaços verdes: Recuperação da vegetação e incorporar tratamento paisagístico agregando valores estéticos e funcionais, proporcionar barreiras acústicas através do uso da vegetação para amenizar os ruídos pelo tráfego viário. 2- Valorização da qualidade de vida e saúde pública: Propor áreas para instalação de equipamentos esportivos, estimular o senso de comunidade, acessível para todas as pessoas, inclusive deficientes físicos, espaços de descanso e contemplação. 3- Conscientização ambiental Conscientizar a população da importância da preservação da mata nativa, córregos, consumo consciente da água e a importância da coleta de lixo. Como conceito norteador deste projeto, se estabelece o encontro, pois o projeto reflete o modo de vida da população, praças e parques tem uma função importante na identidade da comunidade, e também atraem benefícios econômicos devido à variedade de atividades. Assim como as cidades podem convidar as pessoas para uma vida na cidade, há muitos exemplos de como a renovação de um único espaço, ou mesmo a mudança do mobiliário urbano e outros detalhes podem convidar as pessoas a desenvolver um padrão de uso totalmente novo (GEHL, 2014). O movimento das pessoas em suas atividades urbanas é convidativo a mais pessoas, assim os espaços se transformam, tornam-se habitáveis, pois o sucesso de um espaço público está na interação que possui com as pessoas de diversas idades, diversidade cultural e a abundância de atividades ocorrendo simultaneamente. en·con·tro (derivação regressiva de encontrar) substantivo masculino 1.Ato de chegar até à pessoa ou coisa que se encontra 2. Choque, colisão. 3. Recontro. 4. Conjunção. 5. .Objeção, contradição, impugnação. en·con·trar verbo transitivo 1. Ir de encontro a. 2. Fazer encontro de. 3. Dar casualmente com; deparar. 4. Achar. 5. Atinar, descobrir. 6. Liquidar, saldar. 7. Compensar. 8. Ser contrário a. 9. Ofender. 10. Contrariar. 11. Ver na rua; passar por. “encontro”, in Dicionário Priberam daLíngua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/ encontro [consultado em 15-03-2020] Busca-se tratar o espaço livre como o guia da intervenção urbanística, dentro de territórios altamente urbanizados eles sãos os espaços que restam, é preciso enxerga-lo não como uma área não urbanizada, mas sim como um agente ativo da construção do território. (TARDIM, 2008) 32 33 Figura 31: 1º Croqui de estudo do terreno e entorno. Fonte: Autora. Portanto pode-se entender que o partido arquitetônico, relaciona as diretrizes de projeto com o conceito de estabelecer encontros, vida em comunidade e olhar o espaço público como o coração da vida moderna, como defendia a Jane Jacobs. “Recuperar a vitalidade da rua é a chave de seus ensinamentos por isso devemos voltar a olhar o espaço público como o coração da vida moderna; seu projeto, seu uso, sua gestão e novas funções. Repensar a rua, a praça, o parque, a arborização e a paisagem urbana, aquela que nos permita humanizar o espaço público e experimentar o encontro, o intercâmbio e a diferença.” 2.1 .1 IMPLANTAÇÃO A partir das diretrizes projetuais, foram realizados croquis para o entendimento da área, englobando o viário, a comunidade, a área de preservação, para então traçarmos eixos de conexão para o projeto. As ideias partiram de estruturar a área com equipamentos públicos de lazer, criando um centro de convívio para a comunidade local, onde os mesmos terão acesso à educação ambiental, cultura e esportes, lazer e infraestrutura urbana. Para uma praça você vai; num parque você se perde. Uma praça, às vezes, é para você ver o que está em volta; um parque é para você ver o que está dentro dele.” (Lerner,2003) 34 35 Figura 32: Croquis de desenvolvimento - Implantação. Fonte: Autora. No desenvolvimento do projeto, o parque foi separado por setores, sendo eles: educacional, lazer e ambiental. Essas áreas serão exploradas com equipamentos e mobiliários específicos que serão abordados no programa arquitetônico. O parque foi estruturado inicialmente como um eixo único, e do grande platô caminhos serão explorados. Para auxiliar no entendimento do terreno e sua topografia, foi feita uma maquete de estudo. O projeto do parque procura preservar as nascentes do Córrego Caguaçu, afluente do Rio Aricanduva, e também os remanescentes da Mata Atlântica com espécies nativas. O parque tem uma área de 598.000m² e a massa arbórea preenche quase toda a totalidade da área. O parque localiza-se no ponto mais alto do terreno, ele se estrutura como uma grande clareira em meio à floresta densa e como um refúgio do tecido urbano. O paisagismo implantado ressalta os caminhos do parque e as vistas para a própria mata nativa. 36 37 Figura 33: Diagrama de Setorização. Fonte: Autora. Figura 34: Maquete terreno e entorno. Fonte: Autora. A vegetação predominante é remanescente de Mata Atlântica em estágios inicial a médio de sucessão, remanescente de pomar, áreas ajardinadas, arborização recente, campo antrópico e brejo. Os Destaques da FLORA são: Aleluia (Senna multijuga), aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), embaúba-vermelha (Cecropia glaziovii), jatobá (Hymenaea courbaril), jequitibá- rosa (Cariniana legalis), jerivá (Syagrus romanzoffiana), leucena (Leucaena leucocephala), pau- ferro (Libidibia ferrea var. leiostachya), quaresmeira (Pleroma granulosum) (figura 36). Já foram registradas 105 espécies vasculares, das quais estão ameaçadas de extinção: jequitibá- rosa (Cariniana legalis) e pau-brasil (Paubrasilia echinata) de acordo com o inventário de flora de 2018 realizado pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo comumente encontradas nos parques urbanos, aves de rapina e outras aves que se adaptam bem às áreas de influência humana, mas que nem sempre são vistas em parques urbanos. A manutenção dos ecossistemas terrestres é de extrema importância para a conservação da vida na Terra e a preservação e continuidade das espécies em seus habitats naturais. Porém, diversos ecossistemas em nosso planeta têm se visto ameaçados através da exploração dos recursos naturais e a degradação deles. A recuperação da mata nativa vem ao encontro dessa problemática para promover a restauração da paisagem natural, tanto da flora quanto da fauna, e reestabelecer a continuidade das espécies em seus respectivos ecossistemas. A importância da recuperação da vegetação nativa atinge os âmbitos social e econômico além daqueles pertencentes à esfera ambiental. De acordo com o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa - PLANAVEG (2017), promovido pelo MMA, os principais benefícios ambientais, sociais e econômicos proporcionados pela recuperação da vegetação nativa estão transcritos na Tabela 03. 38 39 Figura 35: Diagrama áreas verdes. Fonte: Autora. Figura 36: Espécies Inventário de flora 2018. Fonte: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ ambiente/parques/regiao_leste/index.php?p=142906 Os caminhos foram projetados de forma sinuosa e orgânica, acompanhando a topografia e também valorizando o projeto paisagístico e cada equipamento instalado, estimulando o passeio pelo parque, o lazer e as atividades de contemplação. Os diferentes materiais no piso delimitam os usos através de cores. O circuito em asfalto é contrastado pelo intertravado o que ajuda a marcar os caminhos e direcionar os usuários. Os acessos são as portas de entradas do projeto e fazem a transição entre o tecido urbano e o Parque. No projeto existem 2 acessos que, apesar de possuírem suas peculiaridades relacionadas ao entorno e a topografia, ambas são atrativas para o pedestre. O acesso principalpela Av. Nova Conquista está diretamente ligado a comunidade local, no ponto alto do parque, convidando o usurário a descobrir os caminhos e equipamentos do parque. O segundo acesso foi criado pela Avenida Sapopemba, vencendo o grande desnível, o acesso é feito pela passarela suspensa. A passarela suspensa permite o passeio pela copa das árvores, garantindo uma trilha de 1,5km valorizando a paisagem e a preservação da mata remanescente, com uma estrutura sinuosa e leve, o objetivo é habitar de maneira suave as copas e explorar a mata sem trazer danos físicos ao local. 40 41 Tabela 03: Benefícios potenciais da recuperação da vegetação nativa no Brasil. Fonte: MMA - PLANAVEG, p. 28 e 29 Figura 37: Diagrama caminhos. Fonte: Autora. 2.2 PROGRAMA ARQUITETONICO As diretrizes do programa de necessidades foram baseadas na análise do bairro, do terreno e do entorno imediato, após análise da problemática local, a intenção da criação do parque urbano é proporcionar qualidade de vida para a comunidade, atividades culturais, esportivas, recreativas, alimentícias, integração e convivência entre pessoas e também trazer educação ambiental para a população, conscientizando sobre a mata nativa, a importância do consumo consciente da água e da preservação dos córregos, também será explorada a horta urbana, onde a comunidade poderá plantar e colher as suas próprias hortaliças. Diretrizes do programa de necessidades: • Criar equipamento de apoio esportivo; • Criar equipamentos de lazer e recreação; • Criar equipamento para eventos culturais, como cinema ao ar livre, peças e apresentações de teatros; • Criar um equipamento para educação e associação de moradores • Criar área para plantio, horta comunitária para a comunidade • Proporcionar área para descanso, contemplação e meditação • Proporcionar integração entre todos os públicos no parque • Proporcionar experiências sensoriais • Qualificar a iluminação e acessos ao parque • Criar um novo acesso ao Parque pela Av. Sapopemba Com base nas diretrizes apresentadas, o programa foi dividido em três núcleos, sendo eles: Esporte e Lazer, Ambiental e Educacional. Nucleo esporte e lazer: Este núcleo visa criar equipamentos para o incentivo da prática de esportes e recreação infantil. Uma grande arena será instalada no centro do parque com quadras poliesportivas, apoio de vestiários e arquibancadas. Pista de caminhada e corrida percorre o parque, de forma sinuosa, acompanhando a topografia e interligando os equipamentos. Pista de skate e playground para as crianças com brinquedos educativos e lúdicos Uma passarela suspensa percorre toda a extensão do parque sobre a copa das árvores. Área de yoga e pratica de meditação para incentivar o contato com a natureza. 42 43 Figura 38: Arena esportiva e Pista de Skate . Fonte: Autora. Figura 39: Espaço yoga. Fonte: Autora. Figura 40: Playground . Fonte: Autora. Nucleo Educacional O núcleo educacional configura-se em um prédio em que vai dividir a sua área administrativa do parque com salas de multiuso, salas de tecnologia, biblioteca, áreas de estudo, salas para ministrar cursos e palestras, e uma área exclusiva para a associação de moradores que tem grande influência na comunidade. É inserido na implantação uma anfiteatro, onde apresentações, teatros, cinema ao ar livre e muitas outras atividades poderão ser desenvolvidas com o público em geral. Nucleo Ambiental Um parque urbano deste porte, precisa estabelecer educação ambiental para a comunidade, pois eles é que irão manter a vitalidade desse espaço. Espaço destinado a horta urbana para proporcionar a comunidade o plantio, a colheita e o consumo no próprio parque e tornar essa simples colheita um evento social entre os moradores da comunidade. Incentivar a preservação, o consumo consciente da água, visto os dois equipamentos de abastecimento instalados no próprio parque, criar um eco ponto e incentivar a coleta seletiva de lixo na região. 44 45 Figura 41: Predio Administrativo e educacional. Fonte: Autora. Figura 43: Anfiteatro. Fonte: Autora. Figura 44: Referências de Horta-urbana . Fonte: Autora. Figura 42: Reservatório Sabesp . Fonte: Autora. O Parque Urbano Jardim Conquista suprirá a ausência de equipamentos de lazer, esporte e cultura, criando dinamismo e diversidade na região. Os núcleos são espaços que se configuram como pequenas praças ao longo do circuito do parque e englobam uma diversidade de atividades em um único espaço, promovendo o encontro de todos os tipos de usuários 2.3 Características Construtivas O projeto tem como material principal a madeira e o concreto, por estar inserido em um parque de vegetação densa, a ideia é que o projeto se relacione harmonicamente com a natureza existente no local, além disso, a madeira é um material renovável, sustentável com baixo impacto ambiental. A Passarela suspensa foi adotado uma estrutura sinuosa, leve como um esqueleto estrutural, com nervuras e colunas em aço galvanizado, suportando um deck de madeira feito de ripas, formando o seu caminho através e sobre as grandes copas. A passarela é fina e comprida e alarga-se apenas nos pontos de observação. No anfiteatro, aproveitou-se a topografia para vencer o desnível em relação ao passeio. O anfiteatro fica orientado para o sul, dando conforto visual aos usuários, desta maneira o anfiteatro pode ser usado como arquibancada tanto para pequenas apresentações, como para grandes shows. Na implantação do anfiteatro, a abertura do espaço conformou uma grande praça onde se percebeu o potencial para a instalação de um espaço voltado para eventos urbanos. O mesmo foi projetado para que sua casca de concreto (material reverberante) fosse exatamente do ângulo perfeito para que toda a plateia pudesse ouvir os sons de dentro. 46 47 Figura 45: Implantação . Fonte: Autora. Figura 46: Planta Anfiteatro . Fonte: Autora. Figura 47: Corte Anfiteatro . Fonte: Autora. 2.4 pranchas gráficasO pavilhão, nada mais é que uma laje cogumelo que imita uma árvore. Se divide em três tamanhos, 4m, 6m, 8m gerando sombras em área do parque e dando identidade e forma a natureza e a área construída. Os banheiros com formatos curvos e ventilação zenital, dão a impressão de naturalidade a sua forma. Localizado de maneira estratégica, próximo as edificações e locais de maior uso da população. Os quiosques possuem um conceito aberto e mais alto, e se assemelham ao pavilhão, dando a impressão de serem árvores que estão no parque. 48 49 Figura 48: Planta e corte do Pavilhão. Fonte: Autora. Figura 48: Detalhamento pavilhão. Fonte: Autora. bibliografia KLIASS, Rosa Grena; MAGNOLI, Miranda Martinelli. Áreas verdes de recreação (Green spaces and recreation). Paisagem Ambiente: Ensaios - n. 21 - São Paulo - p. 245 - 256 – 2006. KLIAS, Rosa Grena; MAGNOLI, Miranda Martinelli. Espaço Livres de São Paulo. PMSP. 1967. MACEDO, Silvio. SAKATA, Francine. Parques Urbanos no Brasil. São Paulo: EDUSP,2010 JACOBS, Jane. Morte e Vida de Grandes Cidades. São Paulo, 1961, p.105, p114, p115. WATANABE, Mayumi. Arquitetura e Educação. São Paulo: Studio Nobel:1995 TADIN, Raquel. Espaços livres: sistema e projeto territorial. 7Letras, 2008. GEHL, Jan. Cidade para pessoas. São Paulo, Perspectiva, 2013. LERNER, Jaime. Acupuntura Urbana. 5. Ed. Rio de Janeiro: Rcord,2003.p119 Sites referências de conteúdos Gestão Urbana “Novo Zoneamento”; Perfeitura de São Paulo, disponível em: https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/marco-regulatorio/planos-regionais/arquivos/ Acessado em 03 de Novembro de 2019. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE https://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/areas-verdes-urbanas/item/8051.html Acessado em 03 de Novembro de 2019 Jan Gehl e o desenho urbano das cidades contemporâneas https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/19.217/7020 https://dicionario.priberam.org/encontro Acessado em 15-03-2020 http://biodiversidade.prefeitura.sp.gov.br/Image/mapaParques.gif Acessado em 15-03-2020 Martín Marcos.“Jane Jacobs e a humanização da cidade” 04 Mai 2016. ArchDaily Brasil. Acessado 13 Março de 2020. 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