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Roteiro 1 – TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO 
 
1. O que é crédito? 
Crédito é um ato de fé, ato de confiança que o credor deposita no devedor e tem fundamento na 
confiança e no prazo. O credor confia e dá prazo para o devedor satisfazer a dívida. 
 
2. Com base nos conceitos apresentados, apresente uma definição sua para Título de Crédito. 
Documentos (materialização) através dos quais se podem provar o compromisso que alguém 
assumiu de lhe fazer o pagamento. Documento que tem presunção de liquidez e certeza e que pode 
ser usado, no tempo hábil, para uma cobrança judicial, aonde não vai se discutir a origem da divida, 
mas a satisfação dela. Materialização da obrigação, que diferente do contrato, é reduzido ao mínimo 
necessário do que deve se tornar conhecido (Quem deve pagar? Quando? A quem? e Onde?). 
 
3. Com que propósito foram inicialmente criados os títulos de crédito? 
Os titulos de crédito foram inicialmente criados com a finalidade de evitar o transporte e a 
circulação de grandes somas de dinheiro ou bens, substituindo pelas cártulas (papel). Evoluiu, 
passado a ser negociado com data de entrega futura e, posteriormente, mercadores passaram a 
negociar entre si, muitas vezes de terceiros que nem conheciam. E, assim, foram aperfeiçoando e 
surgiu a letra de câmbio. 
 
4. Que características dos títulos de crédito estão presentes no conceito de Vivante? O que 
representam? 
No conceito do italiano Vivante, é até hoje considerado o mais completo sendo adotado pelo código 
civil no Art. 887, CC Neste conceito, ele apresenta as características da literalidade, da autonomia e 
da cartularidade. 
Literal: a letra exprime fielmente o direito representado pelo titulo. não podendo alegar 
circunstâncias que não estejam no titulo. 
Autônomo: se reflete em diversos aspectos do título de crédito: a desvinculação da causa do título; 
cada obrigação derivada do titulo não guarda relação com os demais que venham a existir. Cartular: 
que é a materialização do direito no título em um documento. 
 
5. O que se entende por Inoponibilidade das Exceções Pessoais? Dê um exemplo 
concreto. 
Não pode ser usado como oposição às exceções pessoais que cabe entre um e outro coobrigado, 
protegendo o terceiro que adquiriu de boa fé. Ela deriva do princípio da autonomia, dando garantia 
à circulação do titulo, conforme Art. 17 da Lei Uniforme. 
Exemplo: Carlo vende uma geladeira a José, sabendo que estava prestes a dar problema, José 
comprou e deu uma promissória de 30 dias; Carlos repassa a nota em outro negócio para Bento. 
Mesmo sem a nota promissória, Carlos não pode se opor a pagar a Bento, porque o negócio dele 
com José se desfez. Nessa relação, o que se presume é a boa-fé de Bento. 
 
6. João deve a Pedro uma determinada quantia e, por esta obrigação emite uma 
Nota Promissória em favor de Pedro a ser paga no dia 30 de agosto. Pedro dá essa Nota 
Promissória em pagamento de uma compra feita na padaria do seu bairro, endossando-a. Na 
véspera do seu vencimento, no dia 29 de agosto, João procura Pedro para resgatar a dívida, 
que afirma ter extraviado a NP, emitindo um recibo referente ao pagamento da dívida. No 
dia seguinte, um cobrador da padaria, de posse da NP, procura João para recebê-la. Pelo que 
estudamos, João tem obrigação de pagá-la novamente? Por quê? 
Dado que o cobrador da padaria, detém a cártula e o título é autônomo. A circulação confere ao 
portador o direito de crédito, João deve pagar o título novamente sem se opor. 
 
7. O que representa o atributo do formalismo com referência aos títulos de crédito? 
Explique. 
O titulo de crédito deve preencher todos os requisitos legais no momento de sua elaboração, ou 
seja, na hora da constituição e preenchimento, deve obedecer aos requisitos exigidos na Lei, sob 
pena de não valer como título de crédito. 
 
8. O que vem a ser executividade de um título de crédito? 
Os títulos de crédito têm força executiva e uma vez preenchidos os requisitos legais, gozam de 
liquidez e certeza, podendo ser cobrado diretamente através de processo executivo, ganhando 
tempo para cobrar a divida. 
 
9. O que são títulos de crédito virtuais? Como fica a circularidade desses títulos? 
Títulos de crédito virtuais são títulos sem a necessidade de emissão de um documento físico, ainda 
não existe, O mais próximo seria a duplicata, que ainda não é totalmente virtual pois, a lei da 
duplicata prevê a emissão, circulação e protesto por meio magnético, no entanto para executar deve 
ser impressa, assinada e obedecido os requisitos legais. 
 A cartularidade não deixaria de ser aplicada, apenas teria uma adequação do que seria 
cartularidade. Da mesma forma que se tem um documento em papel, pode ter em um documento 
eletrônico. Dessa forma, passaria a ter uma cartularidade eletrônica, embora isso não seja uma 
realidade hoje. 
 
Roteiro 2 – TÍTULOS DE CRÉDITOS 
 
1. O que defende a teoria da criação e em que artigo do CC2002 está prevista? Dê um 
exemplo prático de sua aplicação. 
A teoria da criação defende que o direito materializado no título deriva de sua assinatura. Essa 
obrigação se completa com a assinatura e deve cumprir independentemente de vontade do 
emitente de querer fazer circular. Está presente no artigo 905º C.C. Exemplo, Ricardo não pode se 
opor a pagar o título mesmo que este tenha sido assinado sobre ameaça e contra sua vontade. 
 
2. O que defende a teoria da emissão e em que artigo do CC2002 está prevista? Dê um 
exemplo prático de sua aplicação. 
Para a teoria da emissão a assinatura e a escrita não pode estar eivada de vício e tem que ser a 
vontade livre do emitente se se obrigar, sendo fruto de ação voluntária. Está presente no artigo 
909º CC. Exemplo: se você for obrigado a se responsabilizar ou a circular contra a sua vontade um 
cheque, poderá então se opor, dirigindo ao banco e dando contraordem. 
 
3. Como se classificam os títulos de crédito quanto à circulação? 
Quanto à circulação o título de crédito pode ser: 
a. Títulos ao portador: não traz o nome da pessoa beneficiada, circula pela tradição sem dizer a 
pessoa beneficiada. Judicialmente não é permitido no Brasil. 
b. Títulos nominativos a ordem: encontra explicito o beneficiário. Circula pelo endosso, de forma 
fácil e segura. 
c. Títulos nominativos não a ordem: impede a circulação mediante endosso, através da cláusula 
“não a ordem” explicita. Sua circulação é mediante cessão civil de crédito. Circulação segura, mas 
não é fácil. 
 
4. Como se opera a circulação de um cheque nominativo não à ordem? 
A circulação do cheque nominativo não a ordem será feita através de cessão civil de crédito. Para 
resgatar o cheque deve levar os dois documentos para provar que é cessionário, novo dono do 
título. A cessão não surte efeito cambial, só civil. (artigo 11, lei uniforme). 
 
5. Que situações jurídicas são identificadas em um título de crédito classificado como ordem 
de pagamento? 
No título classificado como ordem de pagamento são identificadas três situações distintas: 
1. Sacador: quem ordenou a realização do pagamento 
2. Sacado: a quem se dirige a ordem 
3. Tomador: beneficiário da ordem 
 
6. Diferencie um título classificado como causal de um classificado como vinculado. Dê 
exemplo. 
Quanto a natureza jurídica Requinhão define que os títulos causais são os vinculados a sua origem 
ou ao negócio que lhe deu origem, exemplo as duplicatas. Quanto ao modelo, Fabio Ulhôa classifica 
titulos em vinculados aqueles que só produzem efeitos se atenderem ao padrão. Não há liberdade 
de disposição formal dos seus elementos, exemplo, cheque e duplicata. 
 
Roteiro 3 – ESPÉCIES DE TÍTULOS DE CRÉDITOS 
 
1. Historicamente, quais títulos de crédito são considerados mais relevantes? 
Historicamente, os títulos de crédito mais relevantes dividem-se em dois grupos: 
-Titulos de crédito próprios, típicos ou nominados: cheque, letra de cambio, nota promissória e 
duplicata. 
 
2. Quanto à finalidade, o que distingue o conhecimento de depósito do warrant? 
Conhecimento de deposito é a provaque o contrato de deposito foi celebrado. Se quiser fazer a 
venda da mercadoria que está guardada pode transferir a ordem, endossa para outra pessoa 
transferindo a propriedade, Warrant é uma cópia do conhecimento de depósito, retirado quando se 
quer dar essa mercadoria em garantia pignoratícia. O endosso do warrant constitui um penhor 
sobre a mercadoria, não da o direito de propriedade. Quando tem os dois juntos tem o direito de 
propriedade de forma plena. 
 
3. Qual a principal diferença entre as cédulas de crédito e as notas de crédito? 
A diferença consiste na razão de que as cédulas de crédito são providas de garantia real, 
incorporada às próprias cártulas, enquanto as notas de crédito são desprovidas de garantia, 
gozando apenas de privilégio sobre bens livres do devedor, em caso de sua insolvência ou falência. 
 
4. Qual a condição do portador de debêntures em relação à empresa que os emitiu? 
E o portador de ações? 
O portador debentures assume a Identidade de credor ou detentor do direito de crédito em relação 
à companhia emissora, O portador de ações ocupa uma posição assemelhada ao sócio, em que o 
capital investido passa a fazer parte do capital da empresa. 
 
5. O que são títulos derivados? 
Titulos derivados são titulos que representam obrigações derivadas de outros títulos, a exemplo 
das cédulas de crédito. 
 
Roteiro 4 – LETRAS DE CÃMBIO 
 
1. O que é letra de câmbio? 
É um título de crédito, pelo qual o sacador dá ao sacado (aceitante), ordem de pagar ao tomador 
(beneficiário), determinada quantia em dinheiro, no tempo e no lugar nela fixados. 
 
2. Quem são as figuras intervenientes essenciais da letra de câmbio? 
- Sacador ou emissor 
- Sacado ou aceitante 
- Tomador ou beneficiários 
 
3. Qual a implicação de não haver data de vencimento explícita na letra de câmbio? 
Fundamente. 
Conforme o Art. 2º, da Lei Uniforme, será pagável à vista a letra que não indicar a época do 
vencimento. 
 
5. Quais as hipóteses de vencimento de uma letra de câmbio por antecipação? 
Art. 43 da Lei uniforme prevê hipóteses de vencimento de uma c por antecipação: 
- No caso de falta ou recusa do aceite pelo sacado; 
- No caso de falência do sacado (aceitante), de modo que há o vencimento antecipado de todas as 
obrigações do falido (Lei de Falências, Artigo 77). 
- No caso de falência do sacador, de uma letra não aceitável (emitente veda o aceite). 
 
6. O que é aceite? Em que hipótese é imprescindível? 
Aceite é o ato formal pelo qual o sacado se obriga a pagar O valor constante na letra, dentro do 
prazo especificado. O aceite é imprescindível uma letra de câmbio com vencimento a tempo certo 
de vista, uma vez que necessita do aceite para constar o prazo. 
 
7. O que distingue o endosso em preto do endosso em branco? 
O endosso em preto é quando o endossatário é identificado no momento da transmissão do título 
de crédito. Já no endosso em branco o titulo é transmitido, mas, sem a identificação do beneficiário. 
 
8. O que é o endosso póstumo? 
Endosso Póstumo, também conhecido como endosso tardio ou posterior, está disciplinado no Art. 
20 da Lei Uniforme. Assim, é o endosso realizado no titulo de crédito, após o prazo para realizar o 
protesto por falta de pagamento ou feito depois de expirado o prazo fixado para se fazer o protesto. 
Transfere a propriedade do titulo de crédito, produzindo efeitos de uma cessão civil de créditos. 
 
9. O que difere o aval sucessivo do aval simultâneo? 
Simultâneo quer dizer “ao mesmo tempo”. Sucessivo é “sequencial”. Nos avais simultâneos, dois ou 
mais avalistas estão garantindo uma mesma obrigação, ou seja, é o avalista do avalista. O avalista 
que pagar a obrigação só pode cobrar dos demais avalistas as respectivas quotas-partes e, 
integralmente, do devedor principal. Por outro lado, nos avais sucessivos, um avalista está 
garantindo outro avalista de uma obrigação cambiária. O avalista que pagar a obrigação pode 
cobrar do seu avalizado integralmente. 
 
10.Qual a finalidade do ressaque? 
Fazer com que o portador da letra de câmbio que não tenha recebido seu credito, por qual motivo, 
possa ressacar nova câmbio, com vencimento a vista contra qualquer dos coobrigados, em 
substituição a ação regressiva (Art.52, LU). 
 
11.De acordo com a Lei Uniforme, em quanto tempo ocorre a prescrição da ação executiva 
contra o aceitante e seu avalista? 
Conforme Art. 70 da Lei Uniforme, a prescrição da ação executiva contra o aceitante e seu avalista 
ocorre em 3 anos, a contar do seu vencimento. 
 
Roteiro 5 – NOTA PROMISSÓRIA 
 
1. O que é nota promissória? 
Nota promissória é uma promessa de pagamento feita pelo devedor em favor do credor, como tal, 
representa uma divida liquida e certa, cuja origem não se discute, sendo, portanto, um título de 
crédito autônomo e abstrato que vale por si só independente de sua origem. 
A sua emissão dá origem a duas situações jurídicas distintas: a do sacador ou promitente (chamado 
na Lei Uniforme de subscritor), que emite a nota e promete pagar determinada quantia a alguém; e 
a do tomador, em favor de quem a nota é emitida e que receberá a importância prometida. 
 
2. Qual a principal diferença entre a letra de câmbio e a nota promissória? 
A letra de câmbio é uma ordem de pagamento, enquanto a nota promissória é uma promessa de 
pagamento. Registra-se ainda que na letra de câmbio o devedor principal é o sacado, enquanto na 
nota promissória O devedor principal é o próprio sacador (ou subscritor). 
 
4. Em que difere o aval dado na letra de câmbio do aval da nota promissória? 
Nas letras de câmbio o aval embranco presume-se a favor do sacador, conforme Art. 31 do Dec. 
57663/66 (lei uniforme). Na nota promissória, a favor do promitente. 
 
5. É válida uma nota promissória emitida por um analfabeto com a aposição do polegar? 
Fundamente. 
Não é válida, pois conforme previsão expressa nos Arts.75, 7 e 76 da LU., a nota promissória deve 
atender a requisitos essenciais de validade como título de crédito e dentre estes requisitos está a 
assinatura de próprio punho do emitente ou subscritor. Ainda conforme o entendimento dos 
tribunais, é vedado ao analfabeto obrigar-se por nota promissória, devendo para este fim constituir 
mandatário com poderes especiais. 
 
Roteiro 6 – CHEQUE 
 
1. Como foi reconhecido o cheque pelo direito francês, em 1865? E nos Estados Unidos e 
Inglaterra (direito anglo-saxão)? 
França quem promulgou a primeira lei especial regulamentando a sua utilização, em 14 de junho de 
1865. O sistema francês estabelece o cheque como uma forma de mandado de pagamento a fim de 
que o sacador retire fundos de sua conta bancária. Tal sistema generalizou-se entre os demais 
países. Apenas a Inglaterra e os Estados Unidos adotaram sistema diferente, que considera o 
cheque como uma letra de câmbio a vista, sacada contra um banco. 
 
2. O que diferencia basicamente o cheque da letra de câmbio? 
Enquanto a letra de câmbio pode ser sacada contra qualquer pessoa, o cheque só pode ser sacado 
contra instituições financeiras. A letra de câmbio independe da existência de fundos por parte do 
emitente, o cheque pressupõe a sua existência. 
 
3. Qual o diploma legal brasileiro que regulamenta o uso do cheque? 
Atualmente, está em vigor a Lei nº 7357, de 2 de setembro de 1985, que não revoga a Convenção de 
Genebra, apenas a atualiza. 
 
4. Defina Cheque. 
Cheque é uma ordem escrita de pagamento à vista, de uma quantia nele determinada, sacada contra 
uma instituição financeira, lastreado em suficiente provisão de fundos depositados pelo sacador em 
mãos do sacado, em favor próprio ou de terceiro beneficiário. 
 
5. Por que alguns doutrinadores se recusam a ver no cheque um título de crédito? 
A teoria contratualista defende que o cheque é um contrato sui generis, semelhante a um contrato 
de compra e venda de moedas. A teoria da cessão entende que haveria, na emissão do cheque, um 
ato de cessão sobre o depósito bancário. Já a teoria do mandato põe em evidência o fato de o 
emitente dar uma ordem ao sacado de pagarao beneficiário. A discordância que persiste entre os 
diversos doutrinadores em considerar o cheque como um título de crédito fundamenta-se 
principalmente em que, sendo uma ordem de pagamento a vista, a aceitação de um cheque não 
implica em concessão de crédito ao emitente, até mesmo porque 3 sua emissão pressupõe a 
existência de fundos em poder do sacado. 
 
6. O que o caracteriza como título de crédito? 
A sua semelhança com a letra de câmbio e, em especial a possibilidade de ser a titularidade dos seus 
direitos transferida mediante endosso, o aproximam dos titulos de crédito. Doutrinadores O 
consideram como titulo de crédito impróprio, atípico ou específico. A sua condição de ser 
transmissível por endosso, aliado a sua forma bem como à sua disseminada utilização como 
instrumento de crédito, através do cheque pós-datado, o colocam como sujeito às normas cambiais 
desde que não conflitem com as suas características próprias. 
 
7. Na ausência do lugar do pagamento e lugar da emissão qual será considerado? 
Fundamente 
Na sua falta do lugar de pagamento e da emissão é considerado o indicado junto ao nome do banco. 
(artigo 2, I. Lei 7357/85 - cheques). 
 
8. Quais são as figuras intervenientes essenciais no cheque? 
A. Sacado: é a Instituição financeira a quem se dirige a ordem de pagar a quantia escrita no cheque. 
Pode ser um banco, cooperativa de crédito ou Instituição assemelhada. Não tem qualquer obrigação 
cambial, 
B. Sacador: é quem emite ou saca o cheque. É o devedor da importância escrita no cheque. 
Havendo insuficiência ou inexistência de fundos para o seu pagamento é ele quem responderá civil 
e penalmente. 
C. Beneficiário: é aquele em favor de quem é dada a ordem de pagamento. Pode ser o próprio 
emitente ou terceiro, inclusive o sacado. 
 
9. Das figuras intervenientes essenciais, quais podem figurar como devedoras? 
O sacador é a figura interveniente devedor da importância escrita no cheque. 
 
10.Em que hipóteses o sacado responde pelo pagamento do cheque? 
(artigo 39, paragrafo unico) O sacado sendo a instituição financeira, só responde — por 
descumprimento de dever legal (pagamento indevido, falta de reserva de numerário para 
liquidação no prazo de apresentação de cheque visado, pagamento de cheque cruzado diretamente 
ao portador não-chente, pagimenta em dinheiro de cheque para ser creditado em conta etc). 
11.Qual é o prazo para apresentação de um cheque da praça de 
Campina Grande, emitido em Recife, no dia 20/09? 
(artigo 33) O Cheque quando emitido em outro lugar tem prazo de 60 dias, sendo assim, O prazo 
para um cheque da praça de campina grande emitido em 20/09 em Recife é 20/11. 
(O cheque é uma ordem de pagamento a vista, e o mesmo deve ser apresentado a pagamento no 
prazo de 30 dias, a contar do dia da emissão quando emitido no lugar onde houver de ser pago.) 
 
12.Qual a diferença entre um cheque para creditar em conta e um cheque cruzado nominal? 
Cheque para creditar em conta é aquele que não pode ser pago em dinheiro, mas somente mediante 
crédito em conta do beneficiário (art . 46 da Lei 
N° 7357/1985), Cheque cruzado nominal é aquele que ostenta entre as linhas paralelas o nome de 
um estabelecimento bancário, só a este podendo ser pago. (cruzamento especial artigo 44). 
 
13.Qual a diferença entre um cheque visado e um cheque administrativo? 
Cheque visado é aquele que o banco, visa ou põe um visto no cheque, debitando da conta do 
emitente o valor correspondente ao cheque, reservado a quantia á disposição do portador 
legitimado durante o tempo da apresentação, passando o qual retornará á conta do emitente se o 
cheque não for apresentado (art. 7° da Lei 7357/1985). 
Cheque administrativo é aquele emitido pelo próprio banco, contra si mesmo. Também chamado de 
cheque passado sobre o próprio sacador ou á ordem de pagamento contra o ordenador. A Lei 
7357/1985 em seu art. 9°, III, prevê a sua emissão. 
 
14.Um cheque visado pode ser devolvido por falta de fundos? Por que? 
Sim, pois tal operação não garante o pagamento, apenas atesta a existência de fundos, uma vez que, 
apesar de visado, é possível de contraordem. 
 
15.Com que fundamento é proposta uma ação de indenização pelo saque antecipado de um 
cheque pós-datado, se o cheque é uma ordem de pagamento a vista? 
Fundamentados na súmula 370 – STJ que “CARACTERIZA DANO MORAL A APRESENTAÇÃO 
ANTECIPADA DE CHEQUE PRÉ-DATADO”., entende-se que tal procedimento configura, da parte do 
apresentante, quebra de um ajuste contratado entre as partes. Seja por culpa ou por dolo, tal 
procedimento enseja a propositura de uma ação de indenização os prejuízos ocasionados ao 
emitente.

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