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III - prestação de serviços à comunidade;
        IV - liberdade assistida;
        V - inserção em regime de semi-liberdade;
        VI - internação em estabelecimento educacional;
        VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI.
 
QUESTÃO 8:
O art. 121 diz respeito a internação, uma medida privativa de liberdade. Mais especificamente, os parágrafos deste artigo tratam, em sua maioria, do tempo em que um menor deve permanecer recebendo tal medida de internação. Respeitando o princípio de brevidade, o adolescente deverá permanecer por no máximo três anos na internação, devendo sua manutenção ser reavaliada, mediante decisão fundamentada, no máximo a cada seis meses.
 
QUESTÃO 9
O art.122 trata das possibilidades da aplicação da internação. Devendo a internação ser somente aplicada quando não houverem outras medidas mais adequadas. Além disso, sua aplicação deve se dar quando tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou por reiteração no cometimento de outras infrações graves ou por descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta.
 
QUESTÃO  10 
Conselho Tutelar é um órgão municipal destinado a zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, conforme determinado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Conselho Tutelar é autônomo em suas decisões – o que decide não recebe interferência de fora. É também não juridiscional – não julga, não faz parte do judiciário, não aplica medidas judiciais.
11º) Quais as duas posturas adotadas pelos professores frente aos conselhos tutelares?
Em relação ao combate da violência doméstica, os professores não oficializam a denúncia ao Conselho Tutelar, tentando solucionar o litígio no ambiente escolar. Isso porque temem que as crianças sofram retaliações do agressor, haja vista que não atribuem credibilidade à capacidade resolutiva da escola e, além disso, temem que os pais ou parentes de alunos desafronte-os. Ademais, em pesquisa realizada por Silva (2008), citado por Gabriela Pinho e Helen Ribeiro, professores relataram conviver com sentimentos de frustração e impotência, uma vez que, apesar de denunciarem a violência doméstica nos órgãos de proteção, a situação da criança pouco se altera e, por conseguinte, evitam de lavrar a denúncia ao Conselho Tutelar.
Paralelamente, os professores recorrem ao Conselho Tutelar para resolver problemas escolares, deixando de assumir o compromisso da educação em esgotar os recursos internos pautados no diálogo. Nesse contexto, há o uso equivocado da instituição por meio de discursos moralizadores, que deturpam o objetivo do órgão – proteger e garantir os direitos das crianças e adolescentes – e amedrontam as crianças e adolescentes para servir de mediador de relações entre a escola, a família e o aluno. Dessa maneira, a autoridade institucional escolar fragiliza-se, já que a resolução de impasses, que poderiam e deveriam ser resolvidos no ambiente escolar, precisam ser orientados por um órgão externo.
12º) Os Conselhos Tutelares são órgãos criados com o objetivo de proteger e garantir os direitos das crianças e dos adolescentes, suas atribuições estão elencadas no artigo 136 do Estatuto da Criança e Adolescente, a saber:
“Art. 136. São atribuições do Conselho Tutelar:
I - atender as crianças e adolescentes nas hipóteses previstas nos arts. 98 e 105, aplicando as medidas previstas no art. 101, I a VII;
II - atender e aconselhar os pais ou responsável, aplicando as medidas previstas no art. 129, I a VII;
III - promover a execução de suas decisões, podendo para tanto:
a) requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança;
b) representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações.
IV - encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente;
V - encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência;
VI - providenciar a medida estabelecida pela autoridade judiciária, dentre as previstas no art. 101, de I a VI, para o adolescente autor de ato infracional;
VII - expedir notificações;
VIII - requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou adolescente quando necessário;

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