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arto. Estudo
clínico e assistência
A.A dilatação e a expulsäo
Estudo clinico
Assistência ao parto
B.0 secundamento
Fisiologia
Clínica
Assisténcia
C. Assistencia ao recém-nascido na sala de parto
201
A. A DILATAÇÃO E A EXPULSAO
deflagraçäo
do parto (dolores praepara
atividade
uterina,
encetada
desde o início da Å
nhez, se
mantém
reduzida até 30 semanas, f Pre.
sobretudo,
limitada a pequenas áreas da
Ultrapassada
essa epoca, var crescendo paulat.
ESTUDO CLÍNICO
Clinicamente, o estudo do parto analisa tres la-
Ses principais (dilatação, expulsio,
secundanmento),
precedidas de estádio preliminar, o periodo premu
nitorio (pré-parto). Há tendência a considerar um
drtperiodo, que compreenderia a hora imediata 36 semanas,
resultante do
ncremento, na intenc:
a sanda da placenta, pelo ser fase de riscos imanen-
tes geralmente ignorada pelo obstetra. O conjunto
desses episódios constitui os fenômenos passivos do
parto, que se completam com a análise dos movi
chtos
executados pelo feto, na sua penetração
combinado ao apagamento, que auncla a incorpo.
mente e é o aumento gradual,
especialmente
si-
te após
dade e na frequencia,
das contrações de Bra
areas
Braxton-
Hicks, melhor
coordenadase envolvendo ira
cada vez maiores.
No pré-parto
acentua-se o amOlecimento do colo
dvaatraves do canal parturitivo, impulsionado za-se ração a da madurez, cérvice a ao ser segmentO apreciada, nerior, clinicamente, e caracterj. om
l Candade, fenómenos clinicos e mecânicos o
amiudamento dos exames vaginais. No amadu
do parto mantem unidade, completando-se ou se recimento da cervice tem runçao relevante a rela-
sucedendo em ritmo que a contratilidade uterina, e
SO ela, comanda. Resumem-se na abertura de dois lúteo, pela decidua epelo cori0. Em todo o decurso
diatragmas, o cervicossegmentário (colo do útero) da gravidez, atua ainda a relaxina, auxiliando as
eo vulvofperineal, através dos quais há-de passar o transtormações do tecido de conexao, peculiares ao
eto. sod o ponto-de-vista clinico, a ampliação do ciclo gestativo, consignadas em muitos sitios anató-
dialragma cervicossegmentário corresponde ao micos, servindo também de mediador da dilatação
primeiro periodo do parto (fase de dilatação), e a cervical e das alteraçoes histologicas coincidentes
passagem do feto pelo diafragnma vulvoperineal ao com o amadurecimento progressivo do colo, e que
Segurndo periodo jase de expulsao).
Os autores latinos não englobam, de ordinário, las prostaglandinas.
sob a epigrate de parto, a expulsão dos anexos fetais
(placenta e páreas), que constitui o secundamento abaixamento do colo, posto que o parto só princi-
(dequitadura, delivramento, ou dequitação); noS pia com essa porção da matriz locada no centro do
livros de lingua inglesa, porem, as tases clinicas do
parto, divididas em 1., 2.°e 3.° periodo, abrangem-
no. Apos o secundamento (ou 3.°periodo), costuma-
se nomear 4.° periodo a primeira hora do pós-parto,
assim individualizada, como anteriormente reterido, a basto, no final da prenhez. Em comum possuem
pelo estar carregada de riscos para a paciente.
pelas contrações uterinas (mecanisnio do parto).
xina, polipeptidio hormonal produzido pelo corpo
se não distinguem das induzidas artificialmente pe-
Dá-se importância também à orientação e ao
eixo vaginal, depois ou contemporaneamente a sua
descida em relação à fenda vulvar.
O falso trabalho de parto e as contraçõesdoloro
sas do pré-parto são quadros clínicos encontrados
as metrossistoles, de ritmo irregular e sem coorde
nação, que pelo não produzirem modifica_ðes do
colo, servem ao diagnóstico diferencial do verda
deiro trabalho. E assim difícil, e mesmo impossivel.
Período premunitório (pré-parto)
Eoperíodo premunitório caracterizado, precipu- muitas vezes, surpreender o exato momento do n
amente, pela descida do fundo uterino. Situada nas cio do parto, que poderá começar de forma grauu vizinhanças do apéndice xifoide, a cúpula do útero
gravidado baixa de 2 a4 cm, condicionando maior
amplitude à ventilaço pulmonar, dilicultada, ate t0 ou ao início do trabalho, quando as contraçoes esse momento, pela compressão diafragmåtica.
A adaptação do polo proximal do leto ao estrel dilatação progressiva do colo. to superior traz consigo, no entanto, a incidéncia
de dores lombares, 0 estiramento das articulações
da cintura pelvina, e transtornos circulatórios de-
correntes dos novos contatos, Fxageram-se as se
crecões das glândulas cervicaiS, COm e galo ueC co do inicio real do parto nem sempre sera est muco, por vezes mesclado de sangue; cneurd-se a ecido tacilmente. Há-de se considerar o traba norcão vaginal do colo; inicia-se a percCpgao, po parturiente como sindrome: os elementos vezes dolorosa, das metrossistoles intermentes lo compõem não têm, isoladamente, valor absolut útero, com espaços que se vao amuan , somente o conjunto deles, fiador da precisao.
al, quase insensivel.
Ha quem chame fase latente ao final do pre- par
uterias, embora ritmicas, não determinam aina"
Diagnóstico do trabalho de parto
E fato comprovado pela clinica que o diagnos
ão intensificando, a prenunciarem torma esquemática podem ser considerados:
202
1. Contraçöes dolorosas, ríticas (no minimo
duas em 10 minutos)% que se estendem a todo o ute
roe tém duraçào de 50 a 60 segundos. Doze con
As dolores praeparantes do periodo premuni-
tório sucedem-se as dolores presagiantes da lase de
dilatação, quando o trabalho de parto desencade
troes por hora (2/10 minutos) é sinal valioso de ado se exibe at� aos profanos. Durante o primeiro
periodo abre-se o diafragma cervicossegmentário
olo apagado, nas primiparas, e dilatado para e se forma o canal do parto, isto é, a continuida-
: nas multiparas semiapagadoe com 3 cm de de do trajeto uterovaginal, com dois fenómenos a
predominar: o apagamento do colo, ou desapare-
Cimento do espaço cervical, incorporação dele à
cavidade uterina, e a dilatação da cérvice, ao fim
da qual as suas bordas limitantes ficam reduzidas
a simples relevos, aplicados às paredes vaginais.
São, pois, fenômenos distintos o apagamento e a
dilatação, que, nas primiparas, se processam nessa
ordem sucessiva (Figura 2). Nas multiparas, Ocorre
a simultaneidade dos dois: o colo se desmancha em
trabalho de parto verdadeiro ou iminente.
dilataçào.
3. Formação da bolsa-das-águas
4. Perda do tampäo mucoso, denunciando o apa-
gamento do colo. S�o subsidios diagnósticos a se-
rem discutidos adiante.
- Fase de dilatação
(ou primeiro período)
sincronismo com a dilatação. O orificio externo do
Inicia-se a fase de dilatação com as contraçoes colo vai se ampliando, a pouco e pouco, de mod0 uterinas dolorosas, que começam de modificar ati- a criar espaço onde irá se coletar o liquido amnio- vamente a cervice, e termina quando a sua amplia- tico, tumefazendo as membranas ovulares (amnio ão esta completa (10 cm).
Cerca de 70% das parturientes reterem a dor da o polo inferior do ovo. Insinua-se ela, a principi0, contraçao uterina no hipogástrio, 20% na região sa-
crae 10% em ambos os lugares. Durante o primeiro te a onda contratural, mantém-se tensa no momen periodo abre-se o diatragma cervicossegmentário e to da contração, relaxando-se nos intervalos. Ao se tormao canal do parto, isto e, a continuidade do iniciar-se o primeiro periodo, toma cotato cada
trajeto uterovaginal.
Dilata-se o colo graças ao efeito de tração dasfi
bras longitudinais do corpo, que se encurta durante
e cório), descoladas do istmo. E a bolsa-das-águas,
pelo oriticio interno do colo, a cujos lábios transmi-
Vez mais direto com a cérvice, e, à semelhança de
cone, interpõe-se-lhe entre as bordas.
A rotura (amniotomia), com evasão parcial do
as contracóes uterinas e de outros fatores conver conteúdo liquido do ovo, dá-se, s0% dos casos ne
gentes (bolsa-das-águase apresentação) (Figura 1). final da dilatação ou no inícioda expulsao.
Figura 1 A dilatação do colo. Representou-se, esque
maticamente, a Convergenclà dos atores que a con-
(ICIonam: tracionamento do segmento interior e do
rolo pela contração do corpo do útero, açao direta da Figura 2 Oapagamento e a dilatação do colo. A, B, C
7entação, recoberta ou nao pela bolsa-das-aguas. &D, na primipara. E, k,G&H, na multipara.
No tocante à cronologia, sao as roturas amneas
consideradas prematuras quando ausente o traba
no de parto; precoces em se dando no inicto do
parto; oportunas quando ocorrem ao final da dila-
tação e tardias quando sobrevem concomitantes a
expulsão do feto, que, em nascendo envolto pelas
membranas, recebe o epiteto concepto empellcacdo
Podem ainda, consoante à rotura, receber a classi-
caçao de espontàneas, quando se dão sem envo
Vimento médico; provocadas ou artificiais, quando
decorrem da ação direta do parteiro (através do
dedo ou instrumentos), e intempestivas, quando
acarreta prolapsos, procidências ou escape quase
total do liquido amniótico.
A rotura das membranas que ocorre no parto
pode ser atribuida ao enfraquecimento generali-
Zado, atuando as contrações uterinas e o repetido
estiramento.
Figura 3A expulsão.
Fase de expulsão
(ou segundo periodo)
Len eçoquandea dilatação está completa nal do parto, Cumprindo os tempos preliminares do
ese encerra com a saida do feto. Caracteriza-se.
mecanismo de expulsao; passa a pressionar o peri
fundamentalmente, pela assoCiaçao sincronica, as do reto, elimina-lhe o conteúdo Ocasional e turges-
undamentalmente, pela associação sincrônica, às neo, que se aeixa distender, encosta-se às paredes
metrossistoles, da força contrátil do diafragma e da
parede abdominal, cujas formaçöes musculoapo
neuroticas, ao se retesarem, formam cinta muscular er Jaeces et urtnas nascimur (o nascimento se dá
poderosa a comprimir o útero de cima para baixo e
de diante para trás.
Sinala-se, no curso do segundo período, a suces
são das contrações uterinas, cada vez mais inten-
sas e frequentes, com intervalos progressivamente
menores, até adquirirem o aspeto subintrante de caente pelo cordão umbilical. Dá-se a elimi
5contrações em cada 10 minutos. Por efeito das do do iquido amnico remanescente na cavidade
metrossistoles, é o feto propelido através do canal , mesclado a quantidade pequena de sangue.
do parto, franqueia o colo dilatado, e passa a dis-Onda das soluções de continuidade havidas.
tender lenta e progressivamente a parede inferior do diafragma vulvoperineal, depois de palmilhar tis na CIcatriz umbilical. A parturiente, exaus
a vagina (Figura 3). São movimentos de reptação, de vaivém, que a apresentaçao descreve ao impulso compensadora de ter-se tanto aforçurade
assim das metrossistoles como da musculatura do
abdome. Ao omprimir as paredes vaginais, o reto cico, a despeito da coexistència de contra
ea bexiga, o polo inferior do leto provoca, por via
reflexa, o aparecimento das contraçoes voluntárias equencia apesar de indolores.
da prensa abdominal. Origina-se então a "vontade
de espremer, os puxos, movimentos enérgicos da Duração normal do parede do ventre, semelhanles aos suscitados pela
evacuação ou micção penosas.
Devem estar presentes, e somados, Os dois fae
tores: sístole involuntária do útero e contração vo
luntária da prensa abdominal, para maior eficien
cia do período expulsivo. A parturiente imobiliza
o tórax, firmando os braços em pontos de apoio no
to: susta a respiração, abaixa o uallg respectivamente, 50 e 20 minutos.
ce o ano. Flui também urina, aos jatos, pelo meato.
entre fezes e urina).
Em pouco, a vulva se entreabre, dilata-se lenta-
mente, e se deixa penetrar pela apresentação, co-
fada ou não; ao cabo de penoso at� desprende-se
o feto do claustro materno, ao qual ticar� liga�o
O ütero se retrai, logo a seguir, ficando o seu
ta pelos estorços despendidos, passa por lapso
relaxamento geral sobrevém, é a fase de repou
terias, que persistem com a mesma intensidade
trabalho de parto
A lase latente dura em média 20 horas nas hiparas e 14 horas nas multiparas. O parto mente dito (fase ativa) tem o periodo de
se completando enm cerca de 12 horas, T primi-
dilataçlu
paras, e de 7 horas nas multíparas; a expulsa
nos movimentos expiratorios Violentos, executan-
do forte contração da musculatura abdominal. Por
efeito de tal estorç0, desce a apresentação pelo ca-
Vla, empregando assistència ativa a arturt
Sao, descrita a seguir, a maioria dos partos nor
To
Via
Ocorre dentro de seis horas.
ASSISTENCIAAO PARTO TOQUE VAGINAL. F o toque vaginal uni ou
bidigital. Para cfetuá-lo c jamais dispensando
Os cuidados prévios de antissepsia e de assepsia, da
desaconselhavel a assistència ao parto em do
micilio. pelo ser aleatoria. cheia de riscos imanentes região vulvoperineal e das maos do partc incapaz de preencher. por talta de recursos ime
diatos, os ODevos dAsicos da Obstetrícia: amparar, introduzem-se na vagina os dedos indicador e
com razoavel segurança, o binómio materno-fetal.
A CSpera resignadk e fatalista do parto vaginal esterilizada ou sabão líquido. O exame procurara pöde ser derrogada com o desenvolvimento da explorar sucessivamente: o colo (apaganiento, ua tisiopatologa da contraçao uterina que permitiu tação, orientação e consist�ncia), a bolsa-aas-aguas governa-lo, encurtar-ihe as tases, monitorá-lo, in- e a apresentação (posição, variedade, altura e Pro- duzi-lo: medante aperteiçoamento da anestesiolo- porcionalidade à bacia, demais de outras minuen gia. tornando-o indolor e, por meio dos préstimos cias como a flexão e o assinclitismo). da operaçao cesarana, cristalizada em técnica de
simplicidade extrema e resultados insuperáveis.
A velha arte dos partos transfigurou-se, e tendo-
se despojado da operatoria de arrancamento, seu arredondado e liso, onde se percebem as suturas e
outrora campo unico, limitou os atos extrativos, tontanelas.
disciplinou-os e deu-Ihes suavidade. Non vis sed
arte (a arte em detrimento da força).
Mais de cinco milenios decorrem até que a outros, as suturas não são percebidas como espago
Obstetricia moderna pudesse sublimar-se no que membranoso mas se exibem como cristas OSseas, e,
hoje e na mulher civilizada: a proteç�o integral à das fontanelas, apenas a bregmatica tem essas ca-
grávida e a seu concepto, em todo o ciclo gestatório racteristicas de espaço membranoso, sentindo-se na assist�ncia ao parto.
corretamente enluvadas afastam-se as nintas e
dio, ou apenas o primeiro, untados em vaselina
Ao toque, as diversas partes fetais tém caracte
res especificos que lhes permitem a identificação. A
apresentação cefalica mostra-se como corpo duro,
No decurso do trabalho parturiente, os ossos da
abóbada craniana se sobrepõem, uns acavalando os
o làmbda como superficie angular. São fenómenos
plásticos, fisiológicos, de redução de diámetros,
favorecendo a acomodação e a migração do polo
cefálico.
Assistência à dilatação
CUIDADOs INICIAIS. Serão dispensados à
parturiente cuidados imediatos, higiene corporal e padapela região fetal que se apresenta, até encontrar
será fornecido vestuário apropriado.
Nopassado, recomendava-se tricoxisma do mon-
te de Vénos e da genitália externa, bem como enema guida, procura reconhecer o ponto de referência fe-
intestinal. A tricotomia era ultimada a fim de redu-
O dedo explorador há-de percorrer a area ocu
linha de orientação, que varia com o caso: sutura
Sagital, nas apresentaçÕes de cabeça tletida. Em se-
tal que nas cefälicas fletidas é o lámbda ou pequena
ir-se a incidencia de infecções na episiotomia, bem jontanela. Aos mais jovens que iniciam o noviciado
como para facilitar a episiorrafia e propiciar melhor
higiene no pós-parto. Pelo näo haver aumento da
morbidade nas pacientes não submetidas a este pro
cedimento, recomendamos que ele apenas seja reali-
Zado consoante solicitação da parturiente.
Da mesma forma, enteroclisma que era reali-
Zado paradiminuir o risco de intecção perineale tes e sem apuro tecnico são traumatizantes para os
neonatal, demais de exercer efeito benéfico junto tecidos maternos, provocam edema da cérvice e
as contrações uterinas e à descida do feto pelo des-
ladeiro pelvino, mostrou ser incapaz de diminuir
a incidéncia de infecções maternas ou fetais, alem mentos, Juntamente com a dilatação cervical, que
de propiciar desconforto às pacientes e onerar a as importa acompanhar na evolução do parto, é a
SIstencia médica prestada, só devendo ser realizada altura da apresentaçao. Nas primiparas, ao inicio
yudndo acertada previamente com a paciente.
econhecemos que a preseça de um acompa:
nnante a escolha da parturiente, a segui-la durante Nas multiparas, a insinuação só se fará no fim da di-
o trabalho de parto, o parto e o puerpério, durante lataçao Ou no começo da expulsão, permanecendo
da sua estada na Maternidade, oferece, demais de a apresentaçao, durante a maior parte do trabalho,
CIemento alentador, conforto psíquico, segurança ald. A apresentaçao esta baixa, quando, após ter so-
D lo para contribuir na assistencia ao parto,
evem as Maternidades se adequar fisica e logistl- roposterior da bacia), toma contato conmo perineo,
ente para a recepção deste acompannante, com 0 que ocorrera no periodo de expulsão (Figura 4).
raç�o de protocolos que
discriminem a atua-
desta novel figura na assistencia ao parto.
obstetrico, serve de alento a sentença: os dedos, com
o hábito, se alongam. Outrossim, o nunmero de to
ques deve ser reduzido ao minimo necessário, di-
ficil estatuir regras para todos os casos. A evolução
clínica da parturição ditará a conduta dos exames
vaginais e os intervalos entre eles. Toques frequen-
propiciam a infecção ovular e da genitália.
ALTURA DA APRESENTAÇÃO. Um dos ele-
do trabalho, está a apresentação ao nivel das espi-
nhas ciáticas (nivel "0") e diz-se que está insinuada.
frido a rotação interna (sutura sagital no eixo ante-
Após o toque, retirados os dedos, é sempre de
bom alvitre verificar as secreções que tingem a luva
INS
BAIXA
Figura 4 A altura da apresentação. A primeira cabeça não está insinuada (alta), a segunda esta insinuada e a
terceira é considerada baixa (Redesenhado de Greentill, . R Obstetrics, 13. ed, Philadelphia, Saurders, Igeo.
nas extremidades digitais, porquanto aí poderemos á ocorrer nas cardiopatas, por exemplo). A luz da
surpreender liquido meconial ou sangue com odor evid�ncia atual, a rotura artificial n�o deve ser rea
diverso, que permitirá o diagnóstico do sofrimento lizada de rotina, vez que a amniotomia isolada nao
tetal, de sindromes hemorrágicas, ou de infecção.
BOLSA-DAS-AGUAS. Pelo geral é fácil diag: de lentamente, bem como aumentou a incidéncia
nosticar a rotura das membranas. A gestante, nesse de cesariana e de cardiotocografia anormal.
caso, apercebe-se da perda líquida pela vagina, e a
acusa, incisiva, quando surgente antes do inicio do contração uterina, quando a bolsa-das-aguas rete
trabalho de parto. Empurrando-se a apresentagao, sar-se. Na falta do instrumento próprio (amnioto levemente, para cima, durante o toque Jorra o mo), serve um dos ramos da pinça de Pozzi, que quor amni nas amniorrexes consumadas, Se estive se introduz cuidadosamente protegido pelo dedo e
rem intactas as membranas, ele se acunuta cit deve romper o saco âmnico o mais altamente pOss essas e o polo fetal, mais tensas durante as contra-
çoes uterinas. Pelo tato é possivel distinguir a su-
perficie do couro cabeludo ou as pregas genitais (na
apresentação pélvica), da superticie lisa das mem-
branas. As dificuldades despontam se é ela chata,pressionando o fundo do útero ou imobilizande
diretamente aplicada contra a apresentação ou pre- polo apresentado, enquanto o dedo permanee
sente a bossa serossanguinea. Há-de certilicar-se o u o orilicio da rotura, para impedir o detu
obstetra da integridade das páreas, examinando-as precipitado do líquido àmnico, a carrear, em alude:
durante as metrossistoles, antes de praticar a am- Cordio ou membros do feto.
niotomia, sobretudo a instrumental, causadora de
se mostrou etetiva para acelerar o parto que progri
Indicada a amniotomia, far-se-á ela durante a
vel sobretudo quando houver bolsa volumosa, muir
to tensa, ou estiver a apresentação móvel. acima du
estreito superior. Nessa oportunidade é útil tixá-la.
O liquido åmnico que escoa deve ser conven
lemente examinado. Tinto de mecônio, esverdea
ien
incidentais tocotraumatismos do concepto.
E nossa opinião contraria a generalizaçao da ndica solrimento do feto, presente ou já havido.
amniotomia. A rotura das membranas deve ser
realizada apenas quando houver alguma ndica- agao dos batimentos cardíacos do feto (bct) P
ção formal: necessidade de ultimar-se o parto, nas Cedimento indispensável para apreciar-Ihe a vitu distocias funcionais, em se querendo avaliar o lí-
quido amniótico e a variedade de posiçao (quando coração constituem a única manifestação Ca não se consegue laze-lo estando a bolsa íntegra)
ou programando-se parto operatôrio (como deve-
VITABILIDADE DO cONCEPTO. E a aus
lidade durante o trabalho de parto. Os ruidos
objetiva de funcionamento do aparelho cir
ório
ti do concepto; vigiando-os, será possível diag
06
Smento, e instituir as medidas pertinentes 1.000 ml (ou I U em 500 ml) e da soluça0 adminis
(Capitulo 43).
trarmos 10 gotas (1/2 ml) por minuto, estaremos
ente, para a percepção e a contagem dando I mU/min, i.é, I U de pertusão.
das revoluçòes cardiacas do concepto, empregava Se o estetoscopio de Pinard, atualmente em desuso, com I mU/min, passando-se, decorrido agu c substituido pelo sonar-doppler, e a ausculta será fei-
ta. na tase de dilatação, 30 segundos após o término gotas) e até 8 mU/min (80 gotas), não se justiican- da contração, a cada 30 minutos. Na pausa inter contratil, o numero de ruídos mantém-se, as mais vezes, entre 110 a 160 bpm, em média 140 bpm ALIMENTAÇAO. Deve a paciente durante Pre-natal ser orientada a perceber a sintomatologia servação atenta da perfusão, repetindo-se perio clinica da chegada do trabalho de parto. Pelo geral, as dolores praeparantes deveriam sinalar a proxi- midade do parto e a necessidade de ingerir apenas frequência das contrações e sua duração, bem como alimentos leves, devendo-se abster de grandes re- auscultar, cuidadosamente, os bct. A sensibilidade teiçoes. Alcançado o trabalho de parto, os alimen-
tos sólidos ficam proscritos, pelos riscos inerentes as anestesias em tais condições. Nas gestantes de
baixo-risco poderá ser permitida a ingestão de pe-
quenas quantidades de liquidos claros (água, sucos delas permite ajuizar da eficácia da perfusão veno-
de truta sem polpa e chás), em comum acordo entre sa de ocitocina; impedindo-se elevação superior a o tocologo e o anestesista. Entretanto, àquelas com 4/10 min faz-se, contemporaneamente, a profilaxia maior risco para cesariana (obesas, diabéticas, com do sofrimento do concepto. Pela duraç�o da me- V1a aerea dificil) parece ser o jejum a melhor opção. trossístole avalia-se, indiretamente, a intensidade Havendo necessidade de hidratação (dias quentes, contratural (normal: 50 a 60 segundos). muitas horas de trabalho de parto), usamos solu-
çoes glicosadas a 5 ou 10%, por via venosa. Não há, duzir pela observação clinica, sem o auxilio do re- todavia, evidéncia que suporte o jejum universal gisto gráfico da pressão amniótica. Será rastreada, nas parturientes.
DEAMBULAÇAO. A parturiente poderá lo- e de frequência irregular. Nunca será demasia lem-
comover-se durante o periodo de dilatação, até a brar o preceito de Greenhill em se tratando de oci- rotura das membranas, e desde que não esteja sob tócico: "é substância mais perigosa que a dinamite. analgotocia. Depois, será mais prudente permane
cer no leito, em decubito lateral, para melhoria das utilizada preferentemente pela via intramuscular, contrações uterinas e da oxigenação fetal.
CATETERISMOVESICAL. Impossível a mic- horas. Ao revés do que se pensava, torna-se maior a
ção espontânea e se houver presunçao de bexiga depressa0 do recém-nascido quando o medicamen-
repleta. Naão esquecer os rigores da assepsia e da an- to é empregado distante do nascimento. Vale dizer tissepsia (perigo de infecção ascendente). A bexiga sao menores as repercussões ominosas n0 neonato, cheia, sobre ser a causa de dor aumentada duran- se a administração da meperidina for efetuada nas te as contrações, ocasiona distocias e dificuldades duas ültimas horas que antecedem o final do parto. várias durante os atos operatórios e no decurso do De um ou de outro modo, não perturbam metabo- parto espontáneo.
FAIXAS ABDOMINAIS. São benfazejas quan- foi grande a dose do fármaco utilizado, possa haver do é necessário corrigir posiçoes uterinas anoma- comprometimento na tunção respiratória. las; nas multiparas, em maior numero, fica a matriz,
frequentemente desviada para Os lados, a provocar dora na contratilidade uterina, pode, ao contrário, a lalta de convergéncia entre o seu eixo longitudinal coordena-la, pela sedação que determina.
co canal da parturiçao.
OCITOCINA. Conquanto acelere o trabalho de PERIDURAL (BCRP). Consiste na injeção de opioi- parto, aumentando a intensidade e a lrequenca das de subaracnöideo e a passagem de cateter peridural contrações uterinas, seu uso deve ser limitado aos no mesmo procedimento e de preferência através
casos em que está hipoativa a dinamica da matriz. de uma única punção (técnica conhecida como São recomendações do Centro Latino-Americano de agulha através de agulha ou coaxial) (Figura 5). Pelo
Perinatologia e Desenvolvimento Humano que visam geral inicia-se com 4-5 cm de dilatação. O BCRP
a preservara vitabilidade fetal durante o parto.
A perfusão venosa é a única de ser utilizada. se ea duração do bloqueio por intermédio do cateter diluirmos 2 U de ocitocina, ou seja, 2.000 mu em peridural. A adição de pequeno volume de bupiva-
Qualquer perfusão venosa há-de ser iniciada
po, e se necessário, para 2 mU/min (20 gotas), 4 (40
do, por imprudentes, doses maiores.
A resposta do útero å ocitocina, no periodo de
dilatação, é quase imediata. Nunca será supérfluo
insistir sobre a necessidade imprescindivel de ob-
dicamente a contagem do gotejo, a variar constan-
temente; é imperioso averiguar, repetidamente, a
da matriz varia muito, individualmente.
Na impossibilidade de registar a pressão amni
ótica pode-se interir da contratilidade, anotando o
numero e a duração das contrações. A frequência
A coordenação é o elemento mais dificil de de-
contudo, a incoordenação, pelas contrações curtas
MEPERIDINA. A meperidina ou petidina é
na dose de 50 mg, espaçada de, no minimo, duas
licamente o nascituro, conquanto, nos casos em que
A meperidina, que nåo tem qualquer ação inibr
BLOQUEIO COMBINADO RAQUIDIANO-
reúne o início rápido da raquidiana com a extensão
T8
9
Difusao ascendente
(paclente deltada)
10 (Possivel vin aferente
companhando os vasos ovarlanos
2
Anestesla Anestes
raqulane perldural
ombar
$1
Mùsculo
elevador
do Nervos
splancnico-pélvicos
ano
Difusao descendente
gina (paciente sentada)
Nervo pudendo
Anestesia raqulana
Pele
Anestesia
local
perineal
Anestesla
Bloquelo
Paracervical
Bloquelo
pudendo epidural sacr
(ou caudal)
Figura 5 As vias nervosas da dor, nO parto, e as anestesias de condução.
caína melhora a qualidade do bloqueio e permite a
redução do opioide da mistura analgésica raquidia-
na, mas pode impedir a deambulação.
Arrolam-se como complicações do BCRP os
vómitos, prurido, hipotensão, retenção urinaria e o ventar anacronismo, usando, por ocasião da ex periodo expulsivo prolongado, exigindo maior em-
prego do fórcipe.
Se no primeiro período a paciente pode assu mir a posição que melhor lhe convier, deambular sentar-se ou recostar-se, o mesmo não parece er
verdade no segundo período. Tem-se tentado rein
pulsão, posição sentada, em cadeira obstétrica, ou ate colocando a paciente de cócoras. Nada justiln 0 modismo, que embarga a assistência correta u expulsão, dificultando, ao extremo, o emprego monitorização e da episiotomia. E, de resto, pro rar imitar a assistència ao parto nas sociedades p riente, pelo geral, agitada, experimentando, a maio- m que a mulher paria em posição verticak
mais tarde nas cadeiras obstétricas o que tanto co denou Mauriceau, o maior parteiro de seu tenp
Assistência à expulsão
Ao se iniciar o segundo período, fica a partu-
ria delas, o desejo de defecar; modifica-se o caráter
das metrossístoles, que aumentam de frequência
de intensidade, somando-se-lhes a contração Embora evidências mostrem que os parde cocoras e na água não cursem com maior in
ce d
Aria da prensa abdominal. Quando a
ulacerações perineais, não os recomendamoiente
Iher se estorça espontaneamente, está a dilatação a
completar-se e a apresentaçao Se encontra bem pe-
netrada na escavaçao. Como se originam de mús
culos estriados da parede do abdome, as contrações d a das cOxas sobre o abdome e abu expulsivas estão, em parte, submetidas a vontade, Dunca
o que faculta à parturiente, no começo do segundo escancar O0euva ampliar o estreito interio período, poder comanda-las, intensificando-as ou libertaes Operineo e a vulva, vai favorece
Por ocasião da expulsão deverá ser a p colocada na posição de parir; decübito aohdu dome, as contraçoes ção dos joelhos (Figura 6). E a postura ura de Labori
comandá-las, intensitiCando-As ou
libertação do concepto e as intervenções o
abrandando-as.
cas vaginais. bstétr
ouody od
Figura 6 Posições que modificam a amplitude da bacia. I. Flexão moderada da perna sobre a coxa, e dessa
SODre o tronco (posiçao de Bonnaire-Bué). Ii. Exagero da flexão que aumenta o diametro anteroposterior do
estreito interior (posição de Laborie-Duncan). I. Posição de Crouzat-Walcher, que amplia o estreito superior
sp rado em Lorca, . ratado practico de operaciones obstétricas, Madrid, Cientifico-Médica, 1948)
AS mesas de parto possuem braçadeiras, nas botão intradérmico na rate mediana, equidistante
bordas laterais. para apoio das mãos e perneiras da fürcula e do ano, e por ele introduz-se a agulha,
metalicas, providas de estribos, destinadas à sus- protegida por dois dedos vaginais, no espaço reto-
tentação dos membros inferiores. vaginal. A zona de incisão da episiotomia deve ser
A vitabilidade do concepto será acompanhada especificamente anestesiada.
auscultando-lhe os batimentos cardíacos cada 10 Pelo geralo emprego de 40 a 50 ml de solução
de lidocaína (xilocaina) a 1% ou de cloridrato de minutos.
Parturiente em posição, procede-se-lhe a antis procaina (novocaina) tambem a 19%, em cada lado
sepsia da região perineal (polivinil ou similar); a do perine0, proporciona bloqueio anestésico satis-
seguir, colocam-se os campos esterilizados de for- fatório com relaxamento do assoalho pélvico.
ma a isolar, cobrindo-as, todas as partes maternas,
exceto a vulva. O parteiro preparar-se-å com gorro, se a infiltração anest�sica, proceder-se à aspiração
máscara (cerrando nariz e boca), avental e luvas es previa a fim de despistar punção acidental de vaso.
terilizadas.
A ANESTESIA LOCORREGIONAL. Quando se riodo de dilatação, serve para a anestesia do perio-
intenciona terminar o parto com bloqueio anestési-
co locorregional é conveniente empregar analgesia A EPISIOTOMIA. A PROTEÇÃO AO PERi
durante o primeiro período, para fazer elevar oli- NEO. A passagem do feto pelo anel vuvoperineal
miar da dor (meperidina).
Inicialmente, procede-se ao bloqueio troncu-
lar do nervo pudendo interno, na extremidade da mais variadas, a condicionarem frouxidäão do asso-
espinha ciática; antes da introdução da agulha, é alho pélvico.
local meticulosamente reparado pelo indicador
colocado na vagina; só então faz-se a deposiçáo de nao se deve prolongar por tempo excessivo a con-
10 ml do anestésico. Procede-se identicamente no rapressãosobre o polo apresentado do feto; em
lado oposto.
E necessårio infiltrar a melade inlerior da vul
va, a fascia, por cima dos levantadores do ano, Os cam comprometidos não só os müsculos da região
proprios levantadores e a cunha perineal. A subs-
tancia anestésica será distribuída nesa zona, com lare intramuscular. parte fundamental da sustenta
movimentos de avanço e recuo, rigorOsamente em
leque, sempre a injetar a soluçao, conforme mos-
tram as linhas pontilhadas da Figura 7. Pratica-se que tenciona impedir ou minorar o trauma dos
Salientamos a importància de, antes de iniciar
BLOQUEIO COMBINADO. Utilizado jä no pe-
do expulsivo.
será raramente possivel sem lesar a integridade
dos tecidos maternos, com lacerações e roturas das
Na proteçao do perineo, e preceito doninante,
assim procedendo, evita-se les�o aparente, mas se
vai delerminar outra, oculta, igualmente grave; fi-
como o tecido conjuntivo do aparelho intrafascicu-
ção do aparelho genital feminino.
Eepisiotomia incisão cirurgica vulvoperineal
209
Figura 8 A episiotomia em suas principais modalida
des: mediana (perineotomia)
e mediolateral.
Figura 7 A anestesia locorregional do perineo.
tecidos do canal do parto, favorecendo a descida e neonato. A episiotomia
mediana eleva o risco de
liberação do teto.
extensão para o reto eo comprometimento do es.
momento adequado para executar a episioto fincter externo do ano (laceraçao do 3." e do 4
mia depende de prever-se, com segurança, o fim da grau), e, portanto, de incontinencia fecal tardia.
expulsao; à sua execução se dará início antes que a
apresentação esteja a distender acentuadamente o teral aumentam a dispareunia quando comparadas
perineo, evitando n�o apenas a lesão da pele mas a lacerações espont�neas. A episiotomia mediola-
dos planos musculoaponeuróticos comprometidos teral pode diminuiro risco de lacerações perineais
Tanto a episiotomia mediana quanto a mediola-
pelas soluções de continuidade efetuadas de dentro graves. N�o há nada conclusivo a respeito da epi-
fora. para
siotomia mediolateral em relaç�o à distunção do
Eaepisiotomia, quase sempre, indispensável nas assoalho pélvico ou ao prolapso.
primiparturientes, e nas multiparas em as quais te
nha sido anteriormente praticada. Feita com tesou evidente, nada é conclusivo em relação aà medioi
Enquantoo declinio da episiotomia mediana e
ra ou bisturi, podera ser mediana (perineotomia) e teral.
mediolateral, que tem nossa preferência (Figura 8);
a ferida incisa, de mais fácil e segura recomposição,
substitui-se à lesão contusa da rotura.
Sendo a previsao correta, o parto se deve dar
logo após a episiotomia. Durante a espera, com-
primir as bordas da ferida para evitar perdas san-
guineas; OS vasos calibrosos seccionados sofrerão
laqueadura imediata.
Evita-se o prolongamento da episiotomia e sua
extensão a órgåos vizinhos, impondo a lenta e pro-
gressiva saida da apresentação (Figura 9).
E procedimento alcunhado por manobra de
Ritgen, que consiste na aplicação de pressão mo-
derada ao queixo letal (nas apresentações em OP)
pela mão esquerda do parteiro, coberta com uma
compressa estéril enquanto a regi�o suboccipital
da cabeça tetal e segurada contra a sinfise pela mão
direita, a fim de evitar movimento abrupto de des-
prendimento cefalico e lesão nos órgãos maternos.
Estudos norte-americanos recentes mostraram
que a episiotomia não diminui o risco de incon-
tinència urinaria nem assegura eleito protetor ao
Figura 9 A proteção ao perint 210
A episiotomia está indicada por razðes ma-
ternas ou fetais para evilar laceraçðes do trajeto e
para facilitar ou agilizar o parto dificil; é, por certo,
obrigatória no parto operatório. Estatística recen
te mostra que nos Estados Unidos a cpisiotomia
mediana è utilizada em apenas 30-35% dos partos
vaginais.
MANOBRA DE KRISTELLER. Vezes outras, a
expressão do fundo do útero poderá ser efetuada
por ajudante qualiticado, manobra de Kristeller.
Ndo é o procedimento inofensivo. Desarranja a con-
tratilidade uterina. produz hipertonia, repercutindo
ominosamente na vitabilidade fetal. Pode culminar
inclusive com descolamento prematuro de placenta
e embolia amniótica.
FORCIPE DE ALIvio. Havendo o menor im-
pedimento à progressão da cabeça, é aconselhável
terminar o parto a förcipe, intervenção profilática
cujos beneticios serão apontados no Capitulo 52,
dedicado à tocurgia, fórcipe de alívio, complementar
ou de desprendimento. Ao final da expulsão, pelo
estar extremamente difundida a administração de
analgotocia que afasta ou estorva a possibilidade de
estorços expulsivos maternos, tornou-se também
mui frequente o emprego do fórcipe baixo.
ASSISTENCIA AO DESPRENDIMENTO DOS
OMBROS. Após o nascimento do polo cetälico,
explora-se a região cervical do concepto em busca
de circulares do cordão que, presentes, ser�o des- Figura 10 A assistência ao desprendimento dos
feitas ou seccionadas. Ultimada a rotação externa
da cabeça, o parteiro apreende com ambas as mãos ombro posterior. Desnecessario acentuar que as
a apresentação, traciona para baixo com objetivo
de liberar o ombro anterior (Figura 10-A), depois nasCIturo (Redesenhado de Greenhill, J. P-op. cit).
para cima, auxiliando a saída do posterior (Figura
10-B).
Durante a expulsão do ombro anterior, ou logo categute n.° 2-0, cromada, na mucosa vaginal. no
que for possivel, eis o momento adequado para a plano muscular, e no tecido conjuntivo difuso. Ea
injeção IM de 10 UI de ocitocina, com o que se
consegue reduzir as perdas sanguíneas no secunda do mesmo fio, que se soltam espontaneamente ao
mento, apressando a dequitação.
REVISAo DA VAGINA E DO COLO. Deve ser
sistemática e não apenas quando o parto for cirúr-
8ico ou presente sangramento anormal. Por vija-
de-regra a revisão é realizada ultimado o secunda-
mento. Ausente hemorragia ou rotura de extensão lho de parto que permite acompanhar a sua evolu-
considerável, rasgaduras pequenas nao requerem çao, documentar, diagnosticar alteraçöes e indicar
maiores cuidados porque, pelo geral, superados o tomada de condutas apropriadas para a correção
edema e a congestáo das primeiras 24 horas, licam
mui reduzidas. E aconselhável, porém, nas de maior
importância, que mesmo exangues se lhes laça a ma ascendente, de inicio com menor velocidade de
Sintese, ao momento da revisão do colo, na boa pra-
tica procedida imediatamente depois de completa-
ao o parto, como profilaxia de futuras lesões.
EPISIORRAFIA. O usual é o reparo da episio-
tomia após o secundamento, evitando que os pon
tos sejam rompidos durante o parto da placenta,
especialmente se utilizando a extraçao manual. A Superior a 20 horas e os ocitócicos devem ser evita-
sutura principia pelo ângulo superior da terida, na dos pelo risco aumentado de cesárea, decorrente do
vagina (Figura 11); usamos pontos separados de colo desfavorável.
ombros. A. Libertação do ombro anterior e B. do
traçoes devem ser delicadas para nao traumatizar o
pele aproximada por pontos simples ou de Donati,
cabo de alguns dias.
- Partograma
Partograma é a representação grática do traba-
dos desvios, evitando intervençes desnecessárias.
A curva de dilatação cervical se processa de tor
dilatação. No final, após 4 cm de dilatação, a velo-
cidade aumenta espontaneamente. Essa diterencia-
ção na velociclade da cervicodilatação caracteriza a
fase latente (inicial) e a fase ativa (final) (Figuras 12
13). Na fase latente do trabalho de parto, a con-
duta é expectante. Em muitas mulheres a duração é
Figura 11 A episiorrafia. A. A incisão, entreaberta, mostrando os diversos planos a suturar. B. Sutura da mucosa3 vaginal, em pontos separados, principiando pelo àngulo superior. C. E o tempo seguinte a sintese muscular, naO representada, e o techamento do tecido subcutaneo, tambem em pontos separados. D. Sutura da pele con pontos simples ou de Donati.
Na forma mais comumde montagem do parto-
grama utiliza-se papel quadriculado, colocando nas nhas paralelas denominadas linhas de alerta e de abscissas (eixo X) o tempo em horas e, nas ordena-
das (eixo Y), em centímetros, a dilatação cervical
à esquerda e a descida da apresentação à direita.
Para a descida da apresentação, considera-se o pla-
no zero de DeLee ouo correspondente plano ll de medica torna-se necessária, o que näo signitica Hodge-espinhas ciáticas do estreito médio da ba-
cia; acima desse ponto estão os valores negativos e
abaixo positivos (Figura 14).
Na construção do partograma existem duas
ação. Quando a dilatação atinge ou cruza a linha de
alerta isso significa a necessidade de melhor obser vação clinica; somente quando a curva de dilataçao cervical atinge a linha de aç�o é que a intervençau
conduta cirúrgica.
Para a construçao do partograma algumas o
servaçoes sao necessarias:
****
FASE LATENTE iFFASE AT*VA
TEMPO EM HORAS
gura 14urva de riedman de evolução do parto: dilatação/tempo. Valores médios normais em primiparas
edman, EA In Red DE & Rarton, TC Controversy in Obsterics and Gynecology Pmiadeipha, Saunders, 1969!
1. No partograma cada divisória corresponde a
uma hora na abscissa (eixo X) e l cm de dilatação cervical minima de 3-4 cm).
cervical e de descida da apresentação na ordenada
(eixo Y.
2. Inicia-se o registo gráfico quando a parturien- cal, a altura da apresentação, a variedade de posição
te estiver na fase ativa do trabalho de parto (2 a3 e as condições da bolsa-das-águas e do liquido am-
contrações generalizadas em 10 minutos, dilatação
3. Os toques vaginais são realizados a cada 2 ho
ras. Em cada toque deve-se anotar a dilatação cervi
Ate 4-6 am-2/3 do tempo
At diiataçao
aompleta- 1/3
do temppo
Moras
Figura 13 *Curva Ge evolusdo da cerVIC Odlalaçao (Ministeio da Saude, 2001).
213
Partograma RG DeLee Hodge
Nome
-AM
AZ
4
Vulva
Dia de iniclo
Hora real19 20 21 22 23 24 01 02
Hora de
registo
80
60
FCF 140
(bat/min)
00
30
1-19
20-39
+40 8
Bolsa
LA
oCITOCINA
EXAMINADOR
Figura 14 Modelo da ticha do partograma, respectivas linhas de alerta e de ação e outros regist no acompanhamento do trabalho de parto (Ministèrio da Saúde, 2001).
e intere
niótico; quando a bolsa estiver rota, por convenção, regista-sea dilataçao cervical com um triångulop e apresentag lo e a respectiva variedade de posição nicio cspontaneo, são representadas por uma circunferência. 4. 0 padrao das contrações uterinas e dos bef,
As principais caracteristicas do parto normal são:
apresentação cefálica de vértice, única;
gravidez de termo (37-42 semanas);
quidoS, drogas eo uso de analgesia nenhuma intervençãoartificial;devem ser devidamente registados. 5. A dilatação cervical inicial é marcada no pon- to correspondente do gräfico, traçand0-se na hora imediatamente seguinte a linha de alertae em pa- ralelo, 4 horas após, sinala-se a linha de ação, desde linha de ação; quando essa curva ultrapassa a linha que a parturiente esteja na tase ativa de parto (no de ação, trata-se de parto disfuncional (Capitu- minimo cm/h de dilatação).
duração in ou" Figura 1 Reluç ào do sitio placentario apos parto
sequéncia. Expande-se por entre as parcues u do concepto. Acima, elaçoes da placenta antes do
OS cotilédones e podera, em certas cucu parto fetal. ADaIxO, depois da saida do concepto
ds, favorecer a dequitadura da placenta à cada (hedesenhado de Ttelenan,1 M & Putchand, H A Willams ChstetnKs 15
lares.
ed, New York, Appleton 1976).
onda contrátil.
215
DESCIDA. As contragoes uterinas,
cessam,
e a possivel
açao
da gravidade condn
a migraçao da placenta, que
Se cumpre dea
com a
modalidade
do
descolamento, a l cor
centária
e a
maior
ou menor
lacilidade pl
se
desprendem
as
membranals. Do corpo
passa
a placenta
ao egmeno nlerior, que enno
distende. Percorre a cervice e cai na vagina0
No EXPULSAO OU DESPRENDIMENTO,
nal vaginal a placenta provoca nova sensaes
puxo,
determinando estorços
abdominaisde
pela expulsåo
do orgao para o exterior.
Se o
descolamento da placenta é fenómen
Ihantes aos do 2. periodo do parto, ponsáveis
gina, na mulher civil1zada, que da a uz em decúbi
mal e ativo, nem sempre o e a sua expuls�o pela va
dorsal e sobanalgotocia. Nessas condições ela
lamando,
Necansmo
da dequitação segundo Bau-
manece retida, criando dificuldades, e reclamer.
Deocoue-hutze
quase sempre, a intervençao do obstetra.
No antigo sitio de inserçao da placenta, forma..
ferida viva, com os seus vasos abertos, dando said
mecanismo de Baudelocque-Duncan (25%
a certa quantidade
ae sagu, ate que se obliterem
dos casos), estando a placenta localizada na parede
utera
a desinserção começa pela borda vas), subsecutivo a retraçao uterina.
Inferior. Aqui o sangue se exterioriza antes da pla-
centa que. por deslizamento, se apresenta ao colo Quarto periodo
peia borda ou pela face materna (Figura 3).
Desta sorte a placenta se separae cai no seg
mento interior, sequ�ncia que se completa com a que considera a primeira hora apos a saída da pla.
pelo mecanismo descrito por Pinard (ligaduras vi
também chamado de período de Greenberg
descida
centa momento tao importante que Ihe reserva
O descolamento das membranas se faz, também, uma das tases do parto, pelos riscos imanentes de
peias contrações e pregueamento do útero e, subse- hemorragia e pelo descuido quase universal da
quentemente. pela queda e descida da placenta. queles que acompanham nossas puérperas. Há-de
salientar-se a importäncia de bem compreender o
mecanismo da retração uterina e de formaç�o nor-
mal de coágulos na superficie interna da matriz,
que ficou aberta e sangrante após a expulsão da
centa.
O guarto periodo tem fasestípicas a caracterizá-ler
MIOTAMPONAGEM. Imediatamente após a
expulsão da placenta o útero se contrai e é palpave
num ponto intermediário entre o pube e o umbigaA retração inicial determina a laqueadura viva dos
vasos uterinos, constituindo a primeira linha de de
fesa contra a hemorragia.
TROMBOTAMPONAGEM. E a formaçao0 d
rombos nos grandes vasos uteroplacentarto constituindo hematoma intrauterino que reco obre
de modo contínuo, a ferida aberta no sitio pl tario. Esses trombos são aderentes, pois os c se continuam com os mencionados tromo grandes vasos sanguíneos uteroplacentariose agulos enchem a cavidade uterina, a meh de atriz gradualmente se relaxa e atinge, aoh uma hora, o nivel do umbigo. Tal e a unda linh.
de de defesa contra a hemorragla, quando o estag
não foi alcança A Figura 3 Mecanismo da dequitaçao segundo Bau- contração do miométrio ea pressão do tron
contração fixa do útero ainda delocque-Duncan. ombo de
Terminam o "equilíbrio miotrombótico.
INDIFERENÇA MIOUTERINA. O útero se tor
na "apático" e do ponto-de-vista dinâmico apresen ta fases de contraçãoe de relaxanmento, com o peri go de encher-se progressivanmente de sangue. Maior
a paridade ou mais prolongados os trés primeiros estágios da parturição, tende a crescer o tempo de
indiferença miouterina. O mesmo ocorreria apos
partos excessivamente rápidos, polidråmnio, pre-
nhez mültipla e feto macrossómico, à conta da ex-
cessiva distensão da matriz.
CONTRAÇAO UTERINA FIXA. Normalmente,
decorrida uma hora, o útero adquire maior tono e
assim se mantém.
CLINICA
Os fenomenos que vêm de ser estudados tradu-
zem-se em sinais clinicos perfeitamente interpretá-
veis. Servenm para acompanhar o secundamentoem
suas diversas fases, vez que são patentes as altera-
ções de volume, forma, situação e consistência do
útero.
Após a expuls�o do feto, a mulher experimenta
periodo de euforia e bem-estar que era atribuido ao
desaparecimento das contrações uterinas e conhe-
cido comoo repouso fisiológico do útero. Todavia a
viscera continua de contrair-se após a expulsão do
concepto, a fim de dar prosseguimento à terceira
fase do parto. São contrações de baixa frequência e
alta intensidade, embora indolores.
Ofundus uterino, que atinge a cicatriz umbilicalerceiro periodo. A esquerda -preto (traço cheio): ime-
apos a expulsão do feto, baixa durante as contrações a e dpos O partO do feto; traço cinza: desceu
da dequitadura, voltando à altura anterior no inter aetd
e OCupa o segmento interior; traço ponti-
valo entre elas (Figura 4). A cada onda contral, pondència com os esquemas da direita (Redesenhado de
assiste-se à elevação progressiva da matriz, tradu Greenhill J P, Obstetrics, 11. ed. Phiadelphia. Saunders, 1960
zindo, gradativamente, o descolamento, a descida
ea chegada da placenta ao segmento inferior, que
se distende. Quando a passagem dos anexOs através
desse segmento inferior é lenta, a subida do fundo que Pinard chamou globo de segurança, útero de
uterino se faz vagarosamente; na migração rápida consistencia lenhosa permanente.
é a elevação súbita. A forma do órgão, piriforme e
achatada ao terminar o 2.° periodo, passa a globo vados com vantagem:
sa ou ovoide, no curso do delivramento, não sendo
raro observarem-se os dextro e sinistro-aesvio8, à vulva, que dela se irá distanciar com o progresso
mais acentuados quando o segmento
Inrerior e da migração placentária.
Ocupado pelas secundinas em trånsito.
Abandonando a cavidade do utero, placenta e ser apreciado pela transmissao (presente ou ausen-
membranas caem na vulva, passando pela vagina,
e determinando a sensação de "puxo" na parturien
te. A saída da placenta ocasionara nova descida do sentido inverso, o sinal do pescador de Fabre.
Jundus, agora definitiva, pois vazio o orgão.
A altura do útero deve ser anotada no decorrer
Figura 4 Alterações processadas no utero durante o
Ihado: secundamento completado. Observar a corres
Outros sinais clinicos ainda poderão ser obser-
a. Pinçamento ou ligadura do funiculo, próximo
b. O descolamento completo da placenta pode
te) de ligeiros movimentos de percussão do fundo
do útero, ao cordäo umbilical, constituindo, em
C. Anotara maneira de comportar-se o tuniculo,
situado diante da vulva, após compressão da parede
abdominal (sinal de Küstner), ou esforço voluntário
da paciente.
d. A espoliação sanguinea do secundamento,
do secundamento e
ulteriormente, porque repre
senta dado de importància
clínica primordial, po-
dendo exprimir
fenômenos normais ou patológi-
cos. Também sua consistência representa
elemento variavel de 300 a 500 ml, proporciona outro sinal,
digno de atenção, principalmente
ate sentir-se o se
considerarmos o momento em que faz o seu
parecmento: no mecanismo de Baudelocque
Schultze, todas as lases do secundamento se su
ccdem sem hemorragia externa que surBira ao s
completara expulsão placentária; no mecanismo ae
Budelocque-Duncan, a exteriorização do sangue e
onnua, 1nsidiosa, acompanhando o descolamen-
to e continuando se durante a descida da placenla.
Em suma eis sinais de descolamento placen
tario
Aongamento do cordão protruso atraves da
vulva.
Elevação do fundo do útero acima do umbigo,
que se torna duro e globular.
eorragla de pequena monta (300-500 ml)
devido a separaçâo da placenta, que normal
mente cessa rapidamente mercé da retraçao das
1ibras miometriais.
Figura 5 Assisténcià ativà ao secundamento
ASSISTENCIA
Normalmente o secundamento dura 5-10 minu
tos; se maior que 30 minutos a sua duração deve ser
considerada prolongada.
A assisténcia moderna ao secundamento é a
ontante porque aumenta as Suas reservas de ferro
COnduta ativa, procedimento que inclui (Cochrane, c diminui a anemia, espec1aimente em pretermos.
2000; FIGO, 2006; ACOG, 2006):
A FIGO (2006) recomenda se espere 60 segun-
dos para a ligadura do cordão, pois é benéfica para
Expelida a placenta, deve-se fazer a antissep-
sia dos genitais externos, inspecionando cuida
A administração de agente uterotônico (1. linha: dosamente a vulva, a vagina e o colo, procurando ocitocina 10-40 UI em 1.000 ml de salina Iy ou descobrir roturas ou dilacerações que devem ser
5-10 UI IM). Não havendo resposta uterotónica imediatamente suturadas, assepticamente e sob
ou persistindo sangramento, usar: metilergo
novina 0,2 mg IM ou misoprostol 1.000 HB Vla to fetal. Verificar, igualmente, se o globo de segurança
anestesia, se o n�o foram antes, apenas havido o par-
retal. de Pinard está formado, a indicar boa retração do
Concluido o parto fetal o cordão é clampeado útero.
após 1-2 minutos, junto à vulva, de tal sorte que
o seu alongamento possa ser facilmente identifi
cado (sinal de descolamento da placenta).
Tração controlada do cordão. Quando for sentida
a contração uterina pela mão esquerda do par-
teiro, o fundo é elevado e ao mesmo tempo a mão
direita exerce tração continua sobre o cordão
(Figura 5) de tal sortea descolar e expulsar a pla-essOS para sua verificação, quase todos precários. centa gentilmente, com o cuidado de não romper
as membranas, usualmente exercendo
Exame da placenta e dos
anexos ovulares
Como nem sempre é fäcil comprovar a integria ae da placenta e dos anexos ovulares, há vários pro
mento de torção das páreas (manobra de Jacob-
Dublin) (Figura 6).
Massagem continua do útero após o parto da pla- ogulos de sua superficie.
Inspeçao da placenta: após o secundamento
placenta colocada sobre a mesa, e com face mate na voltada para cima, afastam-se as membranas podem mascarar o exame e removem-se touo
centa. Face materna: apresenta-se com aspet te, corresponde à decidua compacta que saiu a
A tração controlada do cordao csta associada a da aos cotilédones; as áreas sem brilho decor significante redução da duraçao do secundanento ausencia de decidua que ficou no útero.
e da hemorragia pOS-parto em 68%. E de crucial A retenç�o de um ou mais cotiledonesnortância não tracionar o coraao na ausencla ae Se por talha na massa placentária, com niuu
traduz pois do contrário podera naver nvetso pressao. E de bom alvitre verificar, com ent
cuidado u s Completado o 3.° periodo, a placenta deve a parte profunda de um sulco intercotileuntrd
Zona suspeita e averiguar se ela nåo repi
Apos da nara atestar a sua integridade, vale que se separou das vilosidades coriais e se citui
dizer, a presença de todos O8 cotilédones.
Invertido. Para dissipar a dúvida, basta reco 18
igura b* Manobra de Jacob-Dublin para a recepçáo da placenta. Tração leve da placenta, para descolar as membranas, seguida de torçao das påreas, o que as engrossa e as tortifica (Adaptado de Ker, J M & Mar C
Cperative Dstetrcs. 5ted. London, Balière, 1949).
massa total da placenta. Não devemos deixar de centa; a interrupção de vaso de grosso calibre, nes- bservar as suas bordas, com o objetivo de desco- sa região, significa a falta de tragmento da placenta brir a rotura do seio marginal ea existencia de co- (sucenturiada). tiledones suplementares. Normalmente, a margem
placentária termina de modo abrupto.
Em seguida, anotam-se a cor, a consistència, as dendo a massa placentária, para desprend�-la deposições calcarias, os entartes brancOs ou ver invertida. Em seguida, aprecia-se o diámetro dop
melhos, os concentrados de fibrina e o que mais orificio, ASSim como a distancia que o Separa, em
aprouver.
Membranas: deve-se pesquisar o orificio da ro-
tura apreendendo com a mao o cordãoe suspen
todo o contorno, da borda da placenta. Esse exame permite, as vezes, saber em que zona da parede ute- Além da inspeção rigorosa, outros procedimen-
tos podem ser empregados para comprovaçao da rina se encontrava inserida a placenta.
ntegridade da placenta. Pode-se injetar leite ou
gualquer corante líquido pela artéria ou veia um-
bilical. Em não estando a placenta integra, havera suspeita-se de inserçao no segmento interior doo
saida do material pela zona em que tiver perdido ütero (placenta baixa). Se o oriticio se apresenta substància.
Quando as membranas tèm, em qualquer par
te do seu contorno, extensäo menor de 10 cmn.
amplo, com as bordas dilaceradas em tragmentos.
numero deles esta em relaçao com as multiplas Face fetal: há-de verificar-se o ponto de inserçåo
do cordãoe a integridade do åmnio que, quando roturas ocorridas. Com a reuniào dos fragmentos
desprendido, deve ser reconstituido ate cobrir lo das membranas, quase senpre se reconstroi o ori-
talmente a massa placentária, Os vasos umbilicais ficio. Na imposibilidade ainda há, provavelmente.
desaparecem gradualmente perto da borda da pla- restos retidos.
C.ASSISTENCIA AO RECEM-NASCIDO NA SALA DE PARTO
A assistència imediata ao recém-nascido come O recém-nado normal respira e chora logo após o
ça com o desprendimento da cabeça, quando se parto.
procede à limpeza da face.
Logo após o nascimento, a primeira atenção é gaze esterilizada completa-se a limpeza do rosto da
tomada quanto ao estabelecimento da respiraçåo. criança e, se houver secreções, a boca e as narinas
ASPIRAGÃO DAS MUCOSIDADES. Com
219
seråo
cuidadosanmente aspiradas com sonda de bor
racha mole para evitar traumatismo das mucosas.
O recém-nascido serå colocado com a cabeça mais
baina do que o corpo a lim de facilitar o cscoaien-
to das secreçðes.
INDICE DE APGAR. Em 1952, Virginia Apgar
medica anestesista norte-americana, propos novo
metodo de avaliaçã0 clinica do recém-nascido com
I minuto de vida. O indice de Apgar comporta cin
co variaveis (Tabela 1): trequéncia cardíaca, estorço
respiratorio, tono muscular, irritabilidade retlexa e
cor, cada um recebendo nota 0, 1 e 2. Atualmente
o indice de Apgar é computado no 1" e no 5." mi-
nuto apos o nascimento. O índice de APgar de
minutos de 7-10 e normal; 4, 5 e 6 minutos s 3 foO1
Figura 1 A ligadura do cordão como anel de bor.
racha.
considerado indicador de asfixia intraparto. A asti
xia intraparto implica hipoxemia e hipercarbia, que
Se prolongadas determinam acidemia metabolica.
Mas o indice de Apgar sofre influéncia de muitos
outros fatores, tais como imaturidade tisiological, ligadura se faz com fio esterilizado, ou com um pe
medicaçöes maternas e presença de maltormaçoes queno anel de borracha que constringe a extremi
congênitas. O indice de Apgar de 5 minutos -3 dade distal do coto umbilical (Figura 1).
1Soladamente não e preditivo de distunção neuro
logica. Outros fatores incluindo os traçados patoló-
gicos na monitoração intraparto, anormalidades na ou 2 gotas da solução de nitrato de prata a 1% nos
gasometria no sangue da artèria umbilical, exame olhos do recém-nascido. A solução deve ser recém
clinico da funçao cerebral, estudos de neuroima-
ativa no secundamento para prevenir a hemorragia
pós-parto (FIGO/ICM, 2004).
O cordão é seccionado entre as duas pinças e a
PROFILAXIA DA OFTALMIA GONOCOCICA
(METODO DE CREDE). Será feita pingando-se 1
preparada e guardada em frasco escuro, com rolha
de vidro; sob a ação da luz, torna-se irritativa para gem, eletroencetalografia neonatal, patologia pla-
centária, investigações hematologicas e distunçao a conjuntiva.
orgånica multissistèmica devem ser considerados
para definir evento hipóxico-isquemico intraparto parto é atualmente ocorrència rara, graças a pro como causa de paralisia cerebral (ACOG, 2006).
LIGADURA DO CORDAO. Faz-se o esmaga-
mento do cordão com duas pinças, mais ou menos a
4 cm de distância do abdome. Antes do pinçamento mica de eritromicina (0,5%) ou de tetraciclina (I deve-se proceder ao exame do funiculo, para que se nos olhos do recém-nascido.
não esmague parte do conteúdo abdominal acaso
ali localizada (hérnias).
A ophtalmia neonatorum contraida durante o
filaxia sistemática pelo colirio de nitrato de prata a
1% (Credé).
Outras opções são a instilação de solução oftal-
IDENTIFICAÇAO. A identificação sera reu
izada na sala de parto, quando m�e e filho aina
Se encontram nela. Usar-se-á bracelete nos punhos gundos após o nascimento, demais ae nao estar ou tornozelos, confeccionado com material ap associado a prognóstico adverso para o neonato, e de água ou de óleos. No bracelete será escrito, co benéfico para aumentar as reservas de lerTo do in- tinta indelével, o nome completo da måe, sexo fante até 6 meses de idade ou mais. A ligaclura pre- criança, data e hora de nascimento. E aconseln coce do cordão tambem nao laz parte da conduta que a maternidade, além do sistema de ident
O retardo na ligadura do cordão até 180 se-
Tabela 1 A contagem do índice de Apgar
Nota
Sinal
Frequencia (bat/min) Ausenteà circulação de
retorno nos tecidos que a compõem.
São as bossas saliència mole, pastosa, algumas
vezes mais consistente, quase dura; quando cefá-
licas, seus limites não se detèm nas fontanelas ou
suturas, invadindo inteiramente a apresentação e
configurando, pelo inusitado tamanho, outra cabe-
ca (caput succedaneum), a mascarar os pontos de causado pelas roturas vasculares em consequëncia
reparo dela, com os inevitáveis erros de diagnóstico a fricções da cabeça do feto contra as proemin�n-
decorrentes (Figura 2).
Os infiltrados serossanguineos, independente
mente de sua localização, reabsorvem-se, pelo ge-
ral, 48 horas após o parto.
CEFALEMATOMA. E o acúmulo de sangue en- encontram, essas características permitem diferen-
tre a superficie dos ossos do crânio e o periósteo, çá-los do caput succedaneum.
Figura 2 A bossa serossanguinea na apresentação
cefálica fletida (caput succedaneum).
cias da pelve materna. Pelo geral solitários, às vezes
múltiplos, têm consistência mole no centro, endu-
recida nas bordas, contornos nítidos, e, por não
excederem os limites do osso craniano em que se
Pontos-chave
1. Odiagnóstico do trabalho de parto é feito pela presença de contrações uterinas dolorosas, ritmicas ino minimo
2/10 minutos), com duração de 50-60 segundos; colo apagado e dilatado para 2 cm (nas primiparas) e formação
da bolsa-das-águas.
2. Nas primiparas o colo primeiro se apaga e depois se dilata, de 2 para 10 cm, nas multiparas ele se apaga e se
dilata simultaneamente até 5 cm, para a seguir completar a dilatação total (10 cm).
3. Arotura da bolsa-das-águas, quando espontànea, se darà em 80% das vezes na fase final de dilatação ou no
inicio da expulsão.
4, Para a expulsão do feto devem estar presentes, e somados, dois fatores: sistole involuntária do útero e contração
voluntária da prensa abdominal ("puxos").
S. A assisténcia durante a dilatação compreende o toque vaginal (colo, bolsä-das-àguas, apresentaçào), ausculta
dos bct, amniotomia, anestesia (bloqueio combinado).
0. A assistência à expulsão compreende: posição de Laborie-Duncan, anestesia locorregional do perineo (ou
bloqueio combinado, iniciado durante a dilatação), episiotomia, manobra de Kristeller ou fórcipe de alivio.
. Aassistência ao parto utiliza atualmente o partograma.
8. A assistência ao recém-nascido comporta: aspiração de secreções, determinação do indice de Apgar, ligadura do
cordão, Credé.
. Aassistência moderna ao secundamento inclui a tração controlada do cordão, durante a contração uterina, para
acelerar o descolamento.
0. Apos o secundamento far-se-å a revisào do colo, à episiorratia e o exame da placenta.
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