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TUTORIA CASO 01
PROFESSOR PEDRO PAULO
Caso 1
23/02 a 02/03
Os alunos de medicina, neste semestre, irão acompanhar algumas famílias, da comunidade “Aleluia”. Cada dupla de alunos irá receber 2 ou 3 famílias para acompanhar durante todo o semestre. O foco do semestre é a Saúde da Família. Eles analizaram os mapas de territorialização, junto com os professores e os ACS. A turma Laís, Daiane, Tadeu, Rafael, Miguel e Alice escolheu o Beco da Madrugada e os alunos selecionaram algumas das famílias residentes nesse local. 
O acompanhamento das famílias será feito algumas vezes durante o semestre; os alunos deverão visitar as famílias sob sua responsabilidade, verificando o estado de saúde de cada membro, o uso dos medicamentos prescritos, o estado vacinal, o acesso a alimentação adequada, realização de atividade física regular, o ambiente da moradia (incluindo segurança), ocorrência de problemas (incluindo conflitos familiares, questões relacionadas ao tabagismo, alcoolismo e uso de drogas ilícitas); deverão, além disso, contribuir para melhorar a saúde e a harmonia familiar, realizando orientações (o que inclui informações para promoção da saúde e prevenção de doenças e motivação dos membros das famílias para participação nos cuidados); poderão propor e realizar, com o aval e participação dos moradores, pequenas mudanças no ambiente, que possam resultar em melhor saúde, segurança e qualidade de vida. Os estudantes poderão também facilitar o acesso das famílias a serviços de saúde.
Durante a primeira aula, os alunos e o professor discutiram sobre a Estratégia de Saúde da Família (ESF), as Unidades de Saúde da Família e sua importância na organização da atenção básica ou primária, no Brasil. 
Creche Gurizinhoo
Igreja São Judas Tadeu
Centro Comunitário Padre Heitor
Comida caseira da Dalva
Rua do Calango
Escola Municipal
Mercadinho Todo Dia
Ladeira da Agonia
Rua da Fofoca
 
Shopping Passo Certo
Lanchonete Q Suco!
USF
11
13
Boteco da Hora
5
1
3
7
9
15
17
Beco da Madrugada
2
4
6
8
10
12
14
16
18
	 
Áreas de matagal
Depósito de lixo. Caminhão passa 1 vez por semana para recolher.
Moradores do Beco da Madrugada:
Casa 1 – Vazia, sem moradores.
Casa 2 – D. Adelci (26 anos, solteira, faxineira), sua mãe, D. Matilde (50 anos, viúva, merendeira da Escola Municipal, diabética); filhos de Adelci, cada um de um pai diferente – Alex (11 anos, na Escola Municipal), Selma (7 anos, na Escola Municipal) e Fernando ( 2 anos, na Creche Gurizinho).N
Casa 3 – Sr. Severino (36 anos, pedreiro), D. Márcia (33 anos, caixa de supermercado) e 4 filhos (João – recém-nascido; Marina – 18 meses, frequenta creche; Tiago – 8 anos, frequenta escola; Carlos Henrique – 15 anos, trabalha com o pai, como ajudante de pedreiro).
Casa 4 – Fechada; moradores mudaram para o interior e desejam alugar ou vender a casa.
Casa 5 – Abandonada, em ruínas; ; arrombada e usada à noite por usuários de droga. Vizinhos pediram providências, até o momento em vão.
Casa 6 – Alugada ao Boteco da Hora, funcionando como depósito de bebidas.
Casa 7 – D. Teodora (77 anos, obesa), Sr. Álvaro (77 anos, esposo de D. Teodora, tabagista e hipertenso); Renata (neta de Teodora e Álvaro, 22 anos, cozinheira na creche), Paulo (marido de Renata, 24 anos, gari), Pedro (10 meses, filho do casal) e Laís (3 anos, filha de Renata e Paulo).
Casa 8 – Sr. Valmir (55 anos, hipertenso, contador, sedentário, solteiro, com relacionamento homoafetivo), sua mãe, D. Clementina (80 anos, obesa) e Aidil (30 anos, sobrinha de Valmir, neta de D. Clementina, desempregada).
Casa 9 – D. Helenice (46 anos, solteira, costureira) – mora sozinha e cria gatos. Os vizinhos sentem-se incomodados com os numerosos gatos. 
Casa 10 – Sr. Antonio (52 anos, motorista de taxi), D. Márcia (49 anos, cozinheira, trabalha no restaurante de D. Dalva); os filhos do casal: Henrique, 17 anos, aluno da 7ª série do colégio municipal, Luzia, 12 anos, aluna da 5ª série do colégio municipal); e D. Acácia (76 anos, diabética, mãe de D. Márcia).
Casa 11 – Sr. Artur (90 anos), sua filha Benedita (52 anos, do lar) e o genro Marcel (55 anos, policial militar).
Casa 12 – Sr. Petrônio (65 anos, aposentado), D. Gislene (60 anos, aposentada); D. Regina (30 anos, filha do casal Petrônio / Gislene e professora da Escola Municipal), Sr. Renato (37 anos, repositor no mercadinho do bairro) e os filhos de Regina e Renato: Luciana – 12 anos, Maurício – 5 anos e Josué – 18 meses; na casa ainda moram a irmã de Regina - Vera (25 anos, solteira) e sua filha recém-nascida, Marília, cujo pai é desconhecido.
Casa 13 – Casa fechada, sem moradores.
Casa 14 – Sr. Silvio (34 anos, motorista da coleta de lixo), D. Francilene (29 anos, gari); seus filhos Ricardo (9 anos, Escola Municipal ) e Severinoa (7 anos, Escola Municipal).
Casa 15 – Sr. Bastião (50 anos, músico, guitarrista e percussionista). Mora sozinho e só vem em casa para dormir, tarde da noite.
Casa 16 – D. Valdete (45 anos, logista no Shopping do bairro) e sua mãe (D. Claudete, 71 anos, que cria galinhas no quintal e vende ovos na vizinhança).
Casa 17 – Sra. Sandra (70 anos, diabética há 20 anos, obesa desde a adolescência), Sr. Aderbal (71 anos, carteiro aposentado, marido de D. Sandra).
Casa 18 – Sr. Bené (38 anos, bar man no Boteco da Hora, tabagista), D. Simone (34 anos, professora na Creche Gurizinho) e os filhos do casal: Miguel (9 anos, na escola municipal, sadio) e Carla (6 anos, na creche Gurizinho, asmática).
Fatores de risco
DM- 3 casas
Obesidade- 3 casas
Obeso/DM- 1 casa
Tabagista- 2 casas
HAS – 2 casas
Tabagistas e HAS – 1 casa
Temas para estudo
Programas que a comunidade precisa
Puericultura – ok 
PNI – ok
Avaliação nutricional
Hiperdia
Planejamento familiar
Preventivo/IST
CAPS - ok 
Antitabagismo
Defesa civil- ok
Saúde da Criança
A criança é um ser humano em pleno desenvolvimento. As experiências vividas nos primeiros anos de vida são fundamentais para a formação do adulto que ela será no futuro. Por isso, é muito importante que a criança cresça em um ambiente saudável, cercada de afeto e com liberdade para brincar. 
Importante:  A criança deve ter seu crescimento e desenvolvimento acompanhados regularmente pela equipe da Unidade Básica de Saúde mais próxima de onde mora.
Toda criança tem direito a:
· Ser registrada gratuitamente;
· Realizar o teste do pezinho entre o 3º e o 5º dia de vida;
· Ter acesso a serviços de saúde de qualidade;
· Ter acesso à escola pública e gratuita perto do lugar onde mora;
· Receber gratuitamente as vacinas indicadas no calendário básico de vacinação;
· Ter direito de viver intensamente a infância;
· Ter acesso à água potável e alimentação adequada;
· Ser acompanhada em seu crescimento e desenvolvimento;
· Ser acompanhada pelos pais durante a internação em hospitais;
· Viver em um lugar limpo, ensolarado e arejado;
· Ter oportunidade de brincar e aprender;
· Viver em ambiente afetuoso e sem violência.
EXAMES DE TRIAGEM NEONATAL
Todo bebê que nasce no Brasil tem direito a realizar gratuitamente quatro exames muito importantes para a sua saúde. São os chamados exames da triagem neonatal.
TESTE DO PEZINHO
O teste do pezinho é uma das principais formas de diagnosticar seis doenças que, quanto mais cedo forem identificadas, melhores são as chances de tratamento. São elas fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.
O teste é feito no pezinho por ser uma região bastante irrigada do corpo, o que facilita o acesso ao sangue para a coleta da amostra. Apesar de muitos bebês chorarem durante o exame, a picadinha no calcanhar é muito importante para dar as melhores condições de desenvolvimento para as crianças brasileiras.
Esse não é um exame que traz riscos ao bebê. Muito pelo contrário, é rápido, pouco invasivo e até bem menos incômodo do que a coleta com seringa em uma veia no bracinho.
TESTE DO OLHINHO
É um exame simples, rápido e indolor,de madeira e uma escovinha;
· as células colhidas são colocadas numa lâmina para análise em laboratório especializado em citopatologia.
Quem deve e quando fazer o exame preventivo?
Toda mulher que tem ou já teve vida sexual deve submeter-se ao exame preventivo periódico, especialmente as que têm entre 25 e 59 anos. Inicialmente, o exame deve ser feito anualmente. Após dois exames seguidos (com um intervalo de um ano) apresentando resultado normal, o preventivo pode passar a ser feito a cada três anos.
O que fazer após o exame?
A mulher deve retornar ao local onde foi realizado o exame (ambulatório, posto ou centro de saúde) na data marcada para saber o resultado e receber instruções. Tão importante quanto realizar o exame é buscar o resultado e apresentá-lo ao médico.
Resultado:
Se o seu exame acusou:
• negativo para câncer: se esse for o seu primeiro resultado negativo, você deverá fazer novo exame preventivo daqui a um ano. Se você já tem um resultado negativo no ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;
• infecção pelo HPV ou lesão de baixo grau: você deverá repetir o exame daqui a seis meses;
• lesão de alto grau : o médico decidirá a melhor conduta. Você vai precisar fazer outros exames, como a colposcopia;
• amostra insatisfatória: a quantidade de material não deu para fazer o exame. Você deve repetir o exame logo que for possível.
Além de servir para a detecção de lesões precursoras do câncer do colo do útero e da infecção pelo HPV, o Papanicolaou indica se você tem alguma outra infecção que precisa ser tratada. Siga corretamente o tratamento indicado pelo médico. Muitas vezes é preciso que o seu parceiro também receba tratamento. Nesses casos, é bom que ele vá ao serviço de saúde receber as orientações diretamente dos profissionais de saúde.
IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.
Dica elaborada em julho de 2.011.
Fonte:
Instituto Nacional do Câncer
O atual Programa Nacional de DST/aids (PN DST/aids), sob responsabilidade do Ministério da Saúde (MS), é produto de uma série de programas direcionados à prevenção e atenção a portadores de HIV/aids e outras DST surgidos ao longo destes 20 anos de descoberta da aids. Ele é internacionalmente reconhecido como uma das melhores experiências de política pública em saúde, especialmente nos países em desenvolvimento, é tido como exemplo pela sua ampla atuação no campo da promoção, prevenção e tratamento. O PN DST/aids visa reduzir a incidência de HIV/aids e outras DST e melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras destas doenças. Para tanto, foram definidas várias diretrizes que englobam: o aumento da cobertura das ações preventivas, diagnósticas e de tratamento; a melhoria da qualidade dos serviços públicos oferecidos aos portadores, a redução da transmissão vertical de sífilis e HIV, bem como a redução da discriminação aos portadores. Tendo como orientação estas diretrizes, foram estabelecidas as políticas de tratamento, de diagnóstico, de prevenção, de incentivo e de saúde pública, que regem o PN DST/aids.Hoje existe o Departamento de HIV/AIDS, tuberculose, hepatites virais e infecções seualmente transmissíveis.
Centro de Testagem e Aconselhamento
É um serviço que realiza aconselhamento e orientações voltadas para as IST, HIV, Sífilis, Hepatites B e C, bem como oferece Testes Rápidos para estes agravos, resguardando o Sigilo, a Confidencialidade e o Respeito às diferenças.
SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA - SAE
É um serviço que funciona no Ambulatório do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins e tem como objetivo prestar assistência ambulatorial às Pessoas Vivendo com HIV/Aids e Hepatites Virais, através de um atendimento integral e de qualidade por meio de uma Equipe Multiprofissional.
CAPS
O CAPS é um serviço de saúde aberto e comunitário do SUS, local de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e persistentes e demais quadros que justifiquem sua permanência num dispositivo de atenção diária, personalizado e promotor da vida. Os CAPS podem ser de tipo I, II, III, álcool e drogas (CAPSad) e infantojuvenil (CAPSi). Para sua implantação deve-se primeiro observar o critério populacional, cujos parâmetros são definidos da seguinte forma (Ref.:Portaria GM nº. 336, de 19/02/02): Municípios até 20.000 habitantes – rede básica com ações de saúde mental; Municípios entre 20.000 e 70.000 habitantes – CAPS I e rede básica com ações de saúde mental; Municípios entre 70.000 e 200.000 habitantes – CAPS II, CAPS ad e rede básica com ações de saúde mental; Municípios com mais de 200.000 habitantes – CAPS II, CAPS III, CAPSad, CAPSi e rede básica com ações de saúde mental e capacitação do SAMU. Deve-se ainda observar a realidade local, para a escolha do tipo de CAPS mais adequada ao porte do município.
Programa Nacional de Controle do Tabagismo
O Programa tem como objetivo geral reduzir a prevalência de fumantes e, consequentemente, a morbimortalidade relacionada ao consumo de derivados do tabaco no Brasil, seguindo um modelo lógico onde ações educativas, de comunicação, de atenção à saúde, com ações legislativas e econômicas. Busca-se, em suma: potencializar a prevenção a iniciação do tabagismo, promover a cessação do tabagismo e proteger a população dos riscos do tabagismo passivo.
A gestão sobre o controle do tabagismo tem sido articulada pelo Ministério da Saúde através do Instituto Nacional de Câncer (INCA), sob a visão de promoção de saúde, desde o final na década de 80.
DEFESA CIVIL
ATUAÇÃO
A Coordenação de Defesa Civil – CORDEC, é um órgão em regime especial de administração direta, integrante da estrutura da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza – Sedes, instituída pela Lei Delegada nº 38, de 14 de março de 1983 e regida pelas disposições da Lei nº 2.321, de 11 de abril de 1966, com a finalidade de coordenar, executar e supervisionar o atendimento a situações de emergência ou de calamidade pública, no âmbito do Estado da Bahia.
Em 22 de Novembro de 2013 foi instituída a Lei Nº 12.921 que altera a denominação, finalidade e e estrutura organizacional da Coordenação de Defesa Civil, que passa a denominar-se Superintendência de Proteção e Defesa Civil – SUDEC, com a finalidade de implementar o Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil, bem como coordenar, executar e supervisionar as atividades de prevenção, preparação, resposta e recuperação às situações de emergência ou de calamidade pública.Ficam criadas, na estrutura organizacional da Superintendência de Proteção e Defesa Civil – SUDEC, 05 (cinco) Coordenações Regionais, tendo por finalidade coordenar as ações estaduais de defesa civil nas suas respectivas regiões.
 
Competências:
I – planejar, executar e supervisionar, diretamente ou em convênio, as medidas de natureza preventiva ou corretiva de Defesa Civil;
II – estabelecer normas para o atendimento às situações de emergência ou de calamidade pública;
III – avaliar, para adoção das medidas pertinentes, a extensão dos danos ou prejuízos decorrentes de adversidades climáticas;
IV – propor, através da CASA CIVIL do Estado da Bahia, a decretação de estado de emergência ou de calamidade pública;
V – implementar medidas resultantes de proposições e recomendações da Comissão Interinstitucional de Defesa Civil – CIDEC;
VI – exercer outras atividades inerentes à Defesa Civil.
 
PROJETOS E AÇÕES
Projetos
 
1. A construção do Mapa de Risco do Estado da Bahia, tendo como prioridade, em sua primeira etapa, a região metropolitana de Salvador e os municípios sede dos centros de treinamento para a Copa do Mundo.
 
2. Implantação do Centro Estadual de Gestão de Riscos e Desastres que será interligado com os municípios e com o centro nacional (CENAD).
 
Estes dois projetos têm por finalidade dotar o estado da Bahia de plena capacidadepara realizar ações de prevenção, monitoramento e gestão de riscos e desastres.
 
image1.emf
image2.emfque consiste na identificação de um reflexo vermelho, que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê. O fenômeno é semelhante ao observado nas fotografias.
O Teste do Olhinho pode detectar qualquer alteração que cause obstrução no eixo visual, como catarata, glaucoma congênito e outros problemas – cuja identificação precoce pode possibilitar o tratamento no tempo certo e o desenvolvimento normal da visão.
O exame é realizado nas maternidades públicas até a alta do recém-nascido. A recomendação é que o Teste do Olhinho seja feito pelo pediatra logo que o bebê nasce. Se isto não ocorrer, o exame deve ser feito logo na primeira consulta de acompanhamento. Depois disto, continua sendo importante, nas consultas regulares de avaliação da criança, com a periodicidade definida pelo médico. Se o pediatra encontrar algum problema, vai encaminhar a criança para avaliação do oftalmologista.
Importante:
Para realizar o teste do pezinho, a família deve levar o recém-nascido a uma unidade básica de saúde entre o 3° e o 5° dia de vida. É fundamental ter atenção a esse prazo. O Sistema Único de Saúde (SUS) ainda garante o atendimento com médicos especialistas (Atenção Especializada) a todos os pacientes triados. Para as seis doenças detectadas no programa, há tratamento adequado, gratuito e acompanhamento por toda a vida nos 31 serviços de referência em triagem neonatal do país, presentes em todos os estados brasileiros. O Teste do Pezinho está disponível no Brasil todo, com 21.446 pontos de coleta, distribuídos na rede de Atenção Básica, Hospitais e Maternidades.
TESTE DA ORELHINHA
Entre os procedimentos realizados ainda na maternidade, logo após o nascimento do bebê, está a triagem neonatal auditiva ou o teste da orelhinha. O exame é feito, geralmente, no segundo ou terceiro dia de vida do bebê e identifica problemas auditivos no recém-nascido. Desde 2010 é determinado por lei que nenhuma criança saia da maternidade sem ter feito o teste, que é gratuito. As crianças nascidas fora do ambiente hospitalar devem fazê-lo antes de completarem 3 meses de vida.
O Teste da Orelhinha é realizado com o bebê dormindo, em sono natural, é indolor e não machuca, não precisa de picadas ou sangue do bebê, não tem contraindicações e dura em torno de 10 minutos.
TESTE DO CORAÇÃOZINHO
Todo bebê tem direito de realizar o teste de coraçãozinho ainda na maternidade, entre 24h a 48h após o nascimento. O teste é simples, gratuito e indolor. Consiste em medir a oxigenação do sangue e os batimentos cardíacos do recém-nascido com o auxílio de um oxímetro - espécie de pulseirinha - no pulso e no pé do bebê. Caso algum problema seja detectado, o bebê é encaminhado para fazer um ecocardiograma. Se alterado, é encaminhado para um centro de referência em cardiopatia para tratamento. 
Problemas no coração são a terceira maior causa de morte em recém-nascidos. Por isso, quanto mais cedo for diagnosticado, melhores são as chances do tratamento.
Primeira Infância
A primeira infância é o período que vai desde a concepção do bebê até os 6 anos de idade. Pesquisas têm demonstrado que essa fase é extremamente sensível para o desenvolvimento do ser humano, pois é quando ele forma toda a sua estrutura emocional e afetiva e desenvolve áreas fundamentais do cérebro relacionadas à personalidade, ao caráter e à capacidade de aprendizado. A ciência tem comprovado que as experiências vividas na Primeira Infância, desde o período de gestação, influenciam diretamente na formação do adulto que a criança será no futuro. Essa fase é uma janela de oportunidades para que o indivíduo desenvolva todo o seu potencial. Nos primeiros anos de vida, a arquitetura do cérebro começa a se formar.
Esse processo continua ao longo do tempo, moldado pelas experiências positivas ou negativas vividas e compartilhadas, principalmente, com seus pais, parentes e cuidadores em geral. Por isso, a proteção é essencial: problemas graves logo no início da vida, como violência familiar, negligência e desnutrição, podem interferir no desenvolvimento saudável do cérebro. Por outro lado, o estímulo adequado gera benefícios, que vão desde o aumento da aptidão intelectual, que favorece o acompanhamento escolar e diminui os índices de repetência e evasão, até a formação de adultos preparados para aprender a lidar com os desafios do cotidiano.
A primeira infância, de zero a 6 anos, é um período muito importante para o desenvolvimento mental e emocional e de socialização da criança. É fundamental estimular bem a criança nessa fase, para que ela tenha uma vida saudável e possa desenvolver-se bem na infância, na adolescência e na vida adulta. Acompanhe o desenvolvimento da criança com o profissional de saúde. Se achar que algo não vai bem, não deixe de alertá-lo para que possa examiná-la melhor.
Do nascimento até 2 meses de idade  
· Para que o bebê se desenvolva bem, é necessário, antes de tudo, que seja amado e desejado pela sua família e que esta tente compreender seus sentimentos e satisfazer suas necessidades. A ligação entre a mãe e o bebê é muito importante neste início de vida; por isso, deve ser fortalecida; 
· Converse com o bebê, buscando contato visual (olhos nos olhos). Não tenha vergonha de falar com ele de forma carinhosa, aparentemente infantil. É desse modo que se iniciam as primeiras conversas. Lembre-se de que o bebê reconhece e se acalma com a voz da mãe. Nessa fase, o bebê se assusta quando ouve sons ou ruídos inesperados e altos;
· Preste atenção no choro do bebê. Ele chora de jeito diferente dependendo do que está sentindo: fome, frio/calor, dor, necessidade de aconchego;
· Estimule o bebê mostrando-lhe objetos coloridos a uma distância de mais ou menos 30cm;
· Para fortalecer os músculos do pescoço do bebê, deite-o com a barriga para baixo e chame sua atenção com brinquedos ou chamando por ele, estimulando-o a levantar a cabeça. Isto o ajudará a sustentá-la.
2 a 4 meses
· Brinque com o bebê conversando e olhando para ele;
· Ofereça objetos para ele pegar, tocar com as mãos;
· Coloque o bebê de bruços, apoiado nos seus braços, e brinque com ele, conversando ou mostrando-lhe brinquedos à sua frente;
· Observe que o bebê brinca com a voz e tenta “conversar”, falando “aaa, qqq, rrr”.
4 a 6 meses
· Ao oferecer algo para o bebê (comida, brinquedo etc.), espere um pouco para ver sua reação. Com isso, ele aprenderá a expressar aceitação, prazer e desconforto;
· Acostume o bebê a dormir mais à noite;
· Ofereça brinquedos a pequenas distâncias, dando a ele a chance de alcançá-los;
· Proporcione estímulos sonoros ao bebê, fora do seu alcance visual, para que ele tente localizar de onde vem o som, virando a cabeça;
· Estimule-o a rolar, mudando de posição (de barriga para baixo para barriga para cima). Use objetos e outros recursos (brinquedos, palmas etc.).
6 a 9 meses
· Dê atenção à criança demonstrando que está atento aos seus pedidos. Nesta idade, ela busca chamar a atenção das pessoas, procurando agradá-las e obter a sua aprovação;
· Dê à criança brinquedos fáceis de segurar, para que ela treine passar de uma mão para a outra;
· Converse bastante com a criança, cante, use palavras que ela possa repetir (dadá, papá etc.). Ela também pode localizar de onde vem o som;
· Coloque a criança no chão (esteira, colchonete) estimulando-a a se sentar, se arrastar e engatinhar.
9 meses a 1 ano
· Brinque com a criança com músicas, fazendo gestos (bater palmas, dar tchau etc.), solicitando sua resposta;
· Coloque ao alcance da criança, sempre na presença de um adulto, objetos pequenos como tampinhas ou bolinha de papel pequena, para que ela possa apanhá-los, usando o movimento de pinça (dois dedinhos). Muito cuidado para que ela não coloque esses objetos na boca, no nariz ou nos ouvidos;
· Converse com a criança e use livros com figuras. Ela pode falar algumas palavras como (mamã, papá, dá) e entende ordens simples como “dar tchau”;
· Deixe a criança no chão para que ela possa levantar-se e andar se apoiando.
1 ano a 1 ano e 3 meses
· Seja firme e claro com a criança, mostrando-lhe oque pode e o que não pode fazer;
· Afaste-se da criança por períodos curtos, para que ela não tenha medo da sua ausência;
· Estimule o uso das palavras em vez de gestos, usando rimas, músicas e sons comumente falados;
· Ofereça à criança objetos de diversos tamanhos, para que ela aprenda a encaixar e retirar um objeto do outro;
· Crie oportunidades para ela se locomover com segurança, para aprender a andar sozinha.
1 ano e 3 meses a 1 ano e 6 meses
· Continue sendo claro e firme com a criança, para que ela aprenda a ter limites;
· Conte pequenas histórias, ouça música com a criança e dance com ela;
· Dê ordens simples, como “dá um beijo na mamãe”, bate palminha;
· Dê à criança papel e giz de cera (tipo estaca, grosso) para que ela inicie os seus rabiscos. Isto estimula a sua criatividade;
· Crie oportunidades para a criança andar não só para frente como também para trás (puxando carrinho etc.).
1 ano e 6 meses a 2 anos
· Estimule a criança a colocar e tirar suas roupas, inicialmente com ajuda;
· Ofereça brinquedos de encaixe, que possam ser empilhados, e mostre como fazer;
· Mostre figuras nos livros e revistas falando seus nomes;
· Brinque de chutar bola (fazer gol);
· Observe que a criança começa a juntar palavras e a falar frases simples como “gato cadê?” ou “leite não”;
· Entenda que nesta idade a criança demonstra ter vontade própria, testa limites e fala muito a palavra não.
2 anos a 2 anos e 6 meses
· Continue estimulando a criança para que ela se torne independente em atividades de autocuidado diário, como, por exemplo, na alimentação (iniciativa para se alimentar), no momento do banho e de se vestir;
· Comece a estimular a criança a controlar a eliminação de fezes e urina, em clima de brin- cadeira, sem exercer pressão ou repreender. Gradativamente, estimule o uso do sanitário;
· Estimule a criança a brincar com outras crianças.
2 anos e 6 meses a 3 anos
· Converse bastante com a criança, peça para ela comentar sobre suas brincadeiras e nomes de amigos, estimulando a linguagem e a inteligência;
· Dê oportunidade para ela ter contato com livros infantis, revistas, papel, lápis, giz de cera. Leia, conte historinhas, brinque de desenhar, recortar figuras, colagem;
· Mostre para ela figuras de animais, peças do vestuário, objetos domésticos e estimule a criança a falar sobre eles: o que fazem, para que servem (ex.: quem mia?);
· Faça brincadeiras utilizando bola e peça para a criança jogar a bola em sua direção, iniciando, assim, brincadeira envolvendo duas ou mais pessoas. Percebendo alterações no desenvolvimento;
· É importante observar como a criança reage ao contato com as pessoas e com o ambiente: se responde ao olhar, à conversa e ao toque dos pais/cuidadores quando amamentada/alimentada, colocada no colo, acariciada. Na criança maior, é importante observar se ela habitualmente se isola, recusa-se a brincar com outras crianças, tem dificuldade na linguagem ou apresenta gestos/movimentos repetitivos;
· É importante também observar se há atraso no desenvolvimento de atividades motoras (como sustentar a cabeça, virar de bruços, engatinhar e andar), na linguagem e comunicação, em memorizar, em realizar alguma tarefa até o fim, na aprendizagem e na solução de problemas práticos relacionados aos hábitos da vida diária. Se a criança não age como você espera e seu desenvolvimento causa dúvidas ou ansiedade na família, converse com o profissional de saúde sobre isso. Quanto mais cedo um problema for identificado e tratado, melhor o resultado. Qualquer atraso ou transtorno de desenvolvimento pode ser minimizado se a criança receber atenção e estimulação adequadas, com a participação da família e de profissionais;
· O diagnóstico de uma deficiência na criança pode gerar momentos difíceis e sentimentos como medo, dúvidas, angústias e dificuldades de aceitação. Todos esses sentimentos são normais diante de um fato novo e não esperado;
· No caso de crianças com deficiência, informações sobre os cuidados com a saúde e o conhecimento sobre os seus direitos são muito importantes para o fortalecimento da família e para o desenvolvimento de habilidades e capacidades que facilitem a independência e a participação social dessas crianças.
Cuidando da Criança
Para cuidar da criança, educar e promover sua saúde e seu desenvolvimento integral, é importante a parceria entre os pais, a comunidade e os profissionais de saúde, de assistência social e de educação. É importante estimular desde cedo o desenvolvimento da criança para que ela adquira autoconfiança, autoestima e desenvolva capacidade de relacionar-se bem com outras crianças, com a família e com a comunidade. Desse modo, terá maior possibilidade de tornar-se um adulto bem adaptado socialmente.
Vigiar o desenvolvimento da criança nos primeiros anos de vida é de fundamental importância, pois é nesta etapa da vida extrauterina que o tecido nervoso mais cresce e amadurece, estando, portanto, mais sujeito aos agravos. Devido a sua grande plasticidade, é também nesta época que a criança melhor responde aos estímulos que recebe do meio ambiente e às intervenções, quando necessárias.
O vídeo "Apurando o Olhar para a Vigilância do Desenvolvimento Infantil", uma iniciativa da Coordenação-Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno (CGSCAM/DAPES/SAS/MS) e produzido em parceria com o BID  e Alana, apresenta recomendações para a Vigilância do Desenvolvimento na faixa etária de 0 a 36 meses, baseada nos componentes anamnese, exame físico e vigilância dos marcos do desenvolvimento, ilustrando um marco para cada área do desenvolvimento: interação social, motora grossa, motora fina e linguagem.
Os Marcos do Desenvolvimento a serem alcançados por faixa etária e o instrumento de classificação e conduta para o desenvolvimento integral da criança estão disponíveis na Caderneta de Saúde da Criança.
A importância de brincar
Crianças brincam! Brincam sozinhas, acompanhadas, animam objetos, imitam sons, são heroínas, choram e riem em suas brincadeiras. E porque estão brincando, podem amar e odiar livremente, protegidas pelo círculo mágico do jogo ou do ambiente lúdico. Costumamos ouvir que as crianças brincam na infância, mas seria mais preciso dizer que as crianças têm a infância para brincar. Ofereça à criança um pedaço de pau ou papel e logo haverá um maravilhoso mundo imaginativo pronto para tomar forma. O lúdico é fator constituinte da vida. É através dele que a criança se constitui como sujeito.
Nos primórdios de sua existência, o eu, num processo criador de interpretação do mundo, criou um território interno para sua realidade psíquica. Interpretar o mundo é “inventar” e dar-lhe um sentido. O lúdico é o primeiro movimento da criança em direção ao seu potencial criador. A brincadeira é, para ela, um dos principais meios de expressão que possibilita a investigação e a aprendizagem sobre as pessoas e o mundo. Valorizar o brincar significa oferecer locais e brinquedos que favoreçam a brincadeira como atividade que ocupa o maior espaço de tempo na infância.
Caderneta da Criança
Toda criança nascida em maternidades pública ou privada no Brasil tem direito a receber gratuitamente a Caderneta de Saúde da Criança que deve ser devidamente preenchida e orientada pelo profissional por ocasião da alta hospitalar. A Caderneta é um documento importante para acompanhar a saúde, crescimento e desenvolvimento da criança do nascimento até os 9 anos de idade.
A primeira parte da caderneta é mais direcionada a família/quem cuida da criança. Contém informações e orientações sobre saúde, direitos da criança e dos pais, registro de nascimento, amamentação e alimentação saudável, vacinação, crescimento e desenvolvimento, sinais de perigo de doenças graves, prevenção de violências e acidentes, entre outros.
A segunda parte da Caderneta é destinada aos profissionais de saúde, com espaço para registro de informações importantes relacionadas à saúde da criança. Contém, também, os gráficos de crescimento, instrumentos de vigilância do desenvolvimento e tabelas para registro de vacinas aplicadas.As Cadernetas de Saúde da Criança são distribuídas pelo Ministério da Saúde diretamente para as Secretaria de Saúde Estaduais, de capitais e do Distrito Federal, que distribui para as maternidades públicas ou privadas.
Como funciona a Caderneta da Criança?
A primeira parte da caderneta é mais direcionada a família/quem cuida da criança. Contém informações e orientações sobre saúde, direitos da criança e dos pais, registro de nascimento, amamentação e alimentação saudável, vacinação, crescimento e desenvolvimento, sinais de perigo de doenças graves, prevenção de violências e acidentes, entre outros.
A segunda parte da Caderneta da Criança é destinada aos profissionais de saúde, com espaço para registro de informações importantes relacionadas à saúde da criança. Contém, também, os gráficos de crescimento, instrumentos de vigilância do desenvolvimento e tabelas para registro de vacinas aplicadas. 
Quem pode ter acesso à Caderneta da Criança?
Toda criança nascida em maternidades públicas ou privadas no Brasil tem direito a receber gratuitamente a Caderneta de Saúde da Criança, que deve ser devidamente preenchida e orientada pelo profissional por ocasião da alta hospitalar. 
Como ter acesso à Caderneta da Criança?
Toda criança nascida em maternidades pública ou privada no Brasil tem direito a receber gratuitamente a Caderneta de Saúde da Criança que deve ser devidamente preenchida e orientada pelo profissional por ocasião da alta hospitalar.
Quantas Cadernetas da Criança são impressas e distribuídas anualmente?
Três milhões e meio (3,5 milhões).
Acompanhamento da saúde
Para que a criança cresça e se desenvolva bem, é fundamental comparecer à unidade de saúde para fazer o acompanhamento do seu crescimento e desenvolvimento. Nas consultas de rotina, peça orientações sobre os cuidados necessários para que a criança tenha boa saúde e esclareça as suas dúvidas.
O Ministério da Saúde recomenda o seguinte esquema para as consultas de rotina:
1ª semana - 1º mês  - 2º mês  - 4º mês  - 6º mês  - 9º mês  - 12º mês  - 18º mês  - 24º mês
A partir dos 2 anos de idade, as consultas de rotina devem, no mínimo, ser anuais, próximas ao mês de aniversário. Lembre-se de levar a Caderneta de Saúde da Criança a todas as consultas.
Algumas crianças necessitam de maior atenção e devem ser vistas com maior frequência.
Em todas as consultas de rotina, o profissional de saúde deve avaliar e orientar sobre:
· Alimentação da criança;
· Peso, comprimento ou altura e perímetro cefálico (este último até os 2 anos);
· Vacinas;
· Desenvolvimento;
· Prevenção de acidentes;
· Identificação de problemas ou riscos para a saúde;
· Outros cuidados para uma boa saúde.
Olhos e Ouvidos - Saúde Ocular e Auditiva
A audição e a visão são muito importantes para o desenvolvimento da criança, auxiliando no aprendizado e na comunicação. Cuide da audição da criança, não deixando que ela seja exposta a ruídos fortes. Não coloque remédios caseiros ou qualquer outra coisa nos ouvidos ou nos olhos da criança, a não ser que tenha sido indicado pelo profissional de saúde.
Os pais/cuidadores são os primeiros a desconfiar que a criança não está enxergando ou ouvindo bem. Caso desconfie que ela não enxerga ou não ouve bem, ou se a professora lhe alertar para o problema, não espere, procure o serviço de saúde.
Nos serviços de saúde, podem ser feitos exames para testar a visão e a audição das crianças nos primeiros anos de vida. Esses exames devem ser repetidos quando a criança entra para a escola.
Deve-se suspeitar de deficiência auditiva quando a criança: estando dormindo, não acorda e nem reage a barulhos do ambiente, como porta batendo, vozes, brinquedos, como chocalhos, instrumentos musicais; não atende quando se fala com ela, ou só o faz quando está olhando para a pessoa; fala pouco ou não fala.
Deve-se suspeitar de deficiência visual quando a criança: tem grande dificuldade em fixar os olhos nos objetos ou pessoas; parece desinteressada pelos brinquedos ou ambiente; traz muito perto dos olhos os objetos que deseja ver; tem dificuldade em iniciar sua mobilidade, como rolar, engatinhar ou andar; apresenta comportamentos, tais como: apertar ou esfregar os olhos, franzir a testa ou fixar o olhar em pontos luminosos.
Se desconfiar que a criança não ouve ou não enxerga bem, converse com o profissional de saúde.
Prevenção de Acidentes Ocular e Auditiva
À medida que a criança vai crescendo, faz parte do seu desenvolvimento a curiosidade; movimentar-se em busca de novas descobertas passa a ser constante no seu dia a dia, o que aumenta o risco de sofrer acidentes. Atitudes simples com supervisão contínua podem impedir acidentes, que podem matar ou deixar sequelas, comprometendo as outras fases do ciclo de vida.
Zero a 6 meses
· Quedas: proteja o berço e o cercado com grades altas, com, no máximo, 6cm entre elas; não deixe a criança sozinha em cima de móveis, nem sob os cuidados de outra criança;
· Queimaduras: no banho, verifique a temperatura da água (ideal 37ºC); não tome líquidos quentes nem fume enquanto estiver com a criança no colo;
· Sufocação: nunca use talco; ajuste o lençol do colchão, cuidando para que o rosto do bebê não seja encoberto por lençóis, cobertores, almofadas e travesseiros; utilize brinquedos grandes e inquebráveis;
· Afogamento: nunca deixe a criança sozinha na banheira;
· Medicamentos: nunca dê à criança remédio que não tenha sido receitado pelo médico;
· Acidentes no trânsito: o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que a criança, nesta idade, deve ser transportada no bebê-conforto ou conversível – cadeira em forma de concha, levemente inclinada, colocada no banco de trás, voltada para o vidro traseiro, conforme orientações do fabricante.
6 meses a 1 ano
Todos os cuidados anteriores devem ser mantidos. Nessa faixa de idade, a criança começa a se locomover sozinha, está mais ativa e curiosa.
· Quedas: coloque redes de proteção ou grades nas janelas que possam ser abertas; ponha barreiras de proteção nas escadas; certifique-se de que o tanque de lavar roupas está bem fixo, para evitar que ele caia e machuque a criança;
· Queimaduras: cerque o fogão com uma grade; use as bocas de trás; deixe os cabos das panelas voltadas para o centro do fogão; mantenha a criança longe do fogo, do aquecedor e do ferro elétrico;
· Sufocação: afaste, da criança, sacos plásticos, cordões e fios. Afogamentos: não deixe a criança sozinha perto de baldes, tanques, poços e piscinas;
· Choque elétrico: coloque protetores nas tomadas; evite fios elétricos soltos e ao alcance da criança. Intoxicação: mantenha produtos de limpeza e/ou medicamentos fora do alcance da criança, colocando-os em locais altos e trancados;
· Acidentes no trânsito: o código de trânsito determina que a criança, nesta idade, deve ser transportada no bebê-conforto ou conversível – cadeira em forma de concha, levemente inclinada, colocada no banco de trás, voltada para o vidro traseiro, conforme orientações do fabricante.
1 a 2 anos
Todos os cuidados anteriores devem ser mantidos. A criança já anda sozinha e gosta de mexer em tudo.
· Quedas: coloque barreira de proteção nas escadas e janelas; proteja os cantos dos móveis;
· Segurança em casa: coloque obstáculo na porta da cozinha e mantenha fechada a porta do banheiro; não deixe à vista e ao alcance das crianças objetos pontiagudos, cortantes ou que possam ser engolidos, objetos que quebrem facilmente, detergentes, medicamentos e substâncias corrosivas, pois elas gostam de explorar o ambiente em que vivem;
· Atropelamento: saindo de casa, segure a criança pelo pulso, evitando, assim, que ela se solte e corra em direção à rodovia. Não permita que a criança brinque em locais com trânsito de veículos (garagem e próximo à rodovia); escolha lugares seguros (parques, praças e outros);
· Acidentes no trânsito: o CTB determina que, nesta fase, a criança deva ser transportada em cadeira especial no banco de trás, voltada para a frente, corretamente instalada, conforme orientação do fabricante.
2 a 4 anos
Todos os cuidados anteriores devem sermantidos. A criança está mais independente, mas ainda não percebe as situações de perigo.
· Atropelamento: na rua, segure a criança pelo pulso, evitando, assim, que ela se solte e corra em direção à rodovia; não permita que a criança brinque ou corra em locais com fluxo de veículos (garagem e próximo à rodovia); escolha lugares seguros para as crianças brincarem e andarem de bicicleta (parques, ciclovias, praças e outros);
· Acidentes no trânsito: no carro, a criança deve usar a cadeira especial no banco de trás, voltada para a frente, corretamente instalada, conforme orientações do fabricante;
· Outros cuidados: não deixe a criança se aproximar de cães desconhecidos ou que estejam se alimentando.
4 a 6 anos
Todos os cuidados anteriores devem ser mantidos. Embora mais confiante e capaz de fazer muitas coisas, a criança ainda precisa de supervisão. Converse com ela e explique sempre as situações de perigo.
· Queimaduras: crianças não devem brincar com fogo; evite que usem fósforo e álcool; mantenha-as longe de arma de fogo;
· Afogamento: a criança não deve nadar sozinha, ensine-a a nadar; não é seguro deixar crianças sozinhas em piscinas, lagos, rios ou mar, mesmo que elas saibam nadar;
· Atropelamento: na rua, segure a criança pelo pulso, evitando, assim, que ela se solte e corra em direção à rodovia. Escolha lugares seguros para a criança brincar e andar de bicicleta (parques, ciclovias, praças e outros);
· Acidentes no trânsito: o CTB determina que, no carro, a criança deve usar os assentos de elevação (boosters), com cinto de segurança de três pontos, e ser conduzida sempre no banco traseiro;
· Outros cuidados: supervisione constantemente crianças em lugares públicos, como parques, supermercados e lojas; evite o acesso a produtos inflamáveis (álcool e fósforos), facas, armas de fogo, remédios e venenos, que devem estar totalmente fora do alcance das crianças.
6 a 10 anos
Todos os cuidados anteriores devem ser mantidos. Quase independente, aumenta a necessidade de medidas de proteção e de supervisão nas atividades fora de casa. Explique sempre os riscos que pode correr no dia a dia.
· Quedas: nunca deixe a criança brincar em lajes que não tenham grade de proteção; ao andar de bicicleta, a criança deve usar capacete de proteção e não circular em ruas que transitam veículos. Queimaduras: não deixe a criança brincar com fogueiras e fogos de artifício;
· Choque elétrico: não deixe a criança soltar pipa (papagaio, arraia) em locais onde há fios elétricos, devido ao risco de choque de alta tensão;
· Atropelamento: nesta idade, ainda é preocupante os acidentes; por isso, oriente a criança sobre as normas de trânsito;
· Acidentes com armas de fogo: armas de fogo não são brinquedos; evite-as dentro de casa;
· Acidentes no trânsito: o CTB determina que a criança, no carro, após os 7 anos e meio, pode usar apenas o cinto de segurança de três pontos, no banco de trás. Só é permitido, por lei, sentar no banco da frente a partir dos 10 anos e com cinto de segurança.
Atenção: em casos de acidentes com materiais de limpeza, medicamentos e outros produtos tóxicos, procure urgente um serviço de saúde, chame o SAMU (192) ou ligue para o Centro de Informação Toxicológica (0800.780.200).
Prevenindo a violência
Toda criança tem o direito de crescer e se desenvolver de forma saudável. A criança amada e desejada cresce mais tranquila e tende a se relacionar de forma mais harmoniosa com seus pais/cuidadores e com outras crianças.
A exposição de crianças a situações de violência pode comprometer seu desenvolvimento físico, emocional e mental. Quando maus-tratos ocorrem na infância, os prejuízos são maiores que em qualquer outra faixa etária. Como o aprendizado se dá pela imitação do comportamento dos adultos, crianças que assistem e/ou são vítimas de contínuas cenas de violência em casa podem achar que essa é uma forma natural de lidar com os conflitos e, assim, passar a adotar esse modelo de comportamento.
Os seguintes sinais: manchas roxas, queimadura de cigarros, mãos queimadas em luvas, secreção/sangue na genitália e ânus, medo do contato físico, choro sem causa aparente, tristeza, isolamento, agressividade, criança faltar à escola e negligência na saúde e higiene podem significar que a criança está sendo vítima de violência. Ficar atento para esses sinais ou sintomas é um papel contínuo dos pais/cuidadores e de profissionais.
Na educação das crianças, impor limites não significa bater ou castigar. O diálogo deve ser estimulado desde cedo pelos pais/cuidadores; esse é o caminho.
Se você suspeitar que alguma criança está sofrendo violência, procure a Unidade de Saúde, o Conselho Tutelar ou a Vara da Infância e da Juventude, ou ligue gratuitamente para o número 100.
Denunciar é papel de todos nós.
Disque 100!
Programa Saúde na Escola
O Programa Saúde na Escola (PSE), política intersetorial da Saúde e da Educação, foi instituído em 2007 pelo Decreto Presidencial nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007. As políticas de saúde e educação voltadas às crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação pública brasileira se unem para promover saúde e educação integral.
A intersetorialidade das redes públicas de saúde e de educação e das demais redes sociais para o desenvolvimento das ações do PSE implica mais do que ofertas de serviços num mesmo território, pois deve propiciar a sustentabilidade das ações a partir da conformação de redes de corresponsabilidade. A articulação entre Escola e Atenção Primária à Saúde é a base do Programa Saúde na Escola. O PSE é uma estratégia de integração da saúde e educação para o desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas brasileiras.
Saúde Bucal
importância dos dentes de leite
· Os dentes de leite são importantes para “guardar” o espaço e preparar o caminho dos dentes permanentes, servindo de guia para que esses dentes se posicionem de forma correta;
· Para a criança se alimentar bem e com prazer e ter uma mastigação eficiente dos alimentos sem desconforto, é necessário que seus dentes estejam em bom estado;
· A perda dos dentes de leite antes do tempo pode prejudicar, na criança que está aprendendo a falar, a pronúncia de algumas palavras. Além disso, a criança poderá se sentir diferente do restante do grupo de sua faixa etária, podendo causar algum problema emocional/social.
Desenvolvimento dos dentes 5 a 6 meses
Época em que costuma aparecer o primeiro dente de leite. A criança pode apresentar alteração do sono, aumento da salivação, coceira nas gengivas e irritabilidade.
· 10 a 12 meses: Época em que costuma aparecer o primeiro molar de leite (dente de trás);
· 3 a 6 anos: Aos 3 anos, a criança já tem todos os dentes de leite, num total de 20 dentes;
· 6 a 18 anos: Em torno dos 6 anos, inicia-se a troca dos dentes de leite pelos dentes permanentes. O primeiro dente permanente a nascer é o 1o molar, que fica atrás do último dente de leite. Ele é um dente maior e deve permanecer na boca pelo resto da vida, assim como todos os dentes permanentes. A dentição permanente é completada em torno dos 18 anos, com um total de 32 dentes.
A partir do nascimento do primeiro dente é indispensável utilizar uma escova de dente pequena de cerdas macias, com o uso de pequena quantidade (menos de um grão de arroz) de creme dental com flúor.
Enquanto a criança possuir apenas dentes de leite, é suficiente escovar os dentes com creme dental duas vezes ao dia, e deve-se cuidar para que ela não engula a espuma que se forma durante a escovação. O creme dental deve ser mantido fora do alcance das crianças.
O uso do fio dental está indicado quando os dentes estão juntos, sem espaços entre eles, uma vez ao dia. Os pais ou cuidadores devem escovar os dentes das crianças até que elas aprendam a fazer isto sozinhas, mas devem acompanhar até perceber que estão fazendo a higienização bucal de maneira correta.
Orientações importantes
· Mamar no peito, desde o nascimento, faz o bebê crescer forte e saudável e favorece o desenvolvimento da musculatura e ossos da face, evitando problemas no posicionamentodos dentes;
· Evitar o uso de chupetas, bicos e mamadeiras, pois eles podem deixar os dentes “tortos” e prejudicar a mastigação, a deglutição (ato de engolir), a fala, a respiração e o crescimento da face;
· Após as mamadas e depois de cada refeição e uso de xarope (que são adocicados), fazer a limpeza dos dentes, independente do horário;
· Evitar colocar açúcar nos alimentos oferecidos ao bebê, pois ele aumenta o risco de cárie; muitos alimentos, como as frutas, já contêm açúcar;
· O uso de flúor nos dentes ajuda a protegê-los da cárie. Ele está presente na maioria das pastas de dente e também na água tratada de muitos municípios.
Cárie dentária
A cárie é uma doença causada por bactérias que vivem na boca e utilizam o açúcar da alimentação para produzir ácidos que destroem os dentes. Crianças, principalmente durante o primeiro ano de vida, podem ter um tipo de cárie que evolui muito rápido e pode atingir vários dentes de uma só vez, destruindo-os rapidamente.
Para evitar esse tipo de cárie, é importante não oferecer alimentos adoçados e fazer a higiene bucal após a alimentação. Não se deve oferecer para as crianças alimentos entre as refeições, principalmente doces, biscoitos, sucos adoçados e refrigerantes, pois esse hábito aumenta o risco de cárie.
Discuta suas dúvidas sobre os cuidados com os dentes da criança e os seus com os profissionais de saúde.
PNI
Programa Nacional de Imunizações - Vacinação
Vacina salva vidas. Doenças que causavam milhares de vítimas no passado, como varíola e poliomielite, foram erradicadas. Outras doenças transmissíveis também deixaram de ser problema de saúde pública porque foram eliminadas no Brasil e nas Américas, como o sarampo, rubéola e rubéola congênita.
O Programa Nacional de Imunizações do Brasil tem avançado ano a ano para proporcionar melhor qualidade de vida à população com a prevenção de doenças.  Tal como ocorre nos países desenvolvidos, o Calendário Nacional de Vacinação do Brasil contempla não só as crianças, mas também adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas. No total, são disponibilizadas na rotina de imunização 19 vacinas cuja proteção inicia ainda nos recém-nascidos, podendo se estender por toda a vida.
As vacinas são seguras e estimulam o sistema imunológico a proteger a pessoa contra doenças transmissíveis. Quando adotada como estratégia de saúde pública, elas são consideradas um dos melhores investimentos em saúde considerando o custo-benefício.
O Programa Nacional de Imunizações do Brasil é um dos maiores do mundo, ofertando 45 diferentes imunobiológicos para toda a população. Há vacinas destinadas a todas as faixas-etárias e campanhas anuais para atualização da caderneta de vacinação.
Conheça o Calendário Nacional de Vacinação
História da vacinação no Brasil 
Vacinação no Brasil
O êxito das Campanhas de Vacinação contra a varíola na década dos anos sessenta mostrou que a vacinação em massa tinha o poder de erradicar a doença. O último caso de varíola notificado no Brasil foi em 1971, e no mundo em 1977 na Somália.
Em 1973 foi formulado o Programa Nacional de Imunizações (PNI), por determinação do Ministério da Saúde, com o objetivo de coordenar as ações de imunizações que se caracterizavam, até então, pela descontinuidade, pelo caráter episódico e pela reduzida área de cobertura. A proposta básica para o Programa, constante de documento elaborado por técnicos do Departamento Nacional de Profilaxia e Controle de Doenças (Ministério da Saúde) e da Central de Medicamentos (CEME - Presidência da República), foi aprovada em reunião realizada em Brasília, em 18 de setembro de 1973, presidida pelo próprio Ministro Mário Machado Lemos e contou com a participação de renomados sanitaristas e infectologistas, bem como de representantes de diversas instituições.
Em 1975 foi institucionalizado o PNI, resultante do somatório de fatores, de âmbito nacional e internacional, que convergiam para estimular e expandir a utilização de agentes imunizantes, buscando a integridade das ações de imunizações realizadas no país. O PNI passou a coordenar, assim, as atividades de imunizações desenvolvidas rotineiramente na rede de serviços e, para tanto, traçou diretrizes pautadas na experiência da Fundação de Serviços de Saúde Pública (FSESP), com a prestação de serviços integrais de saúde através de sua rede própria. A legislação específica sobre imunizações e vigilância epidemiológica (Lei 6.259 de 30-10-1975 e Decreto 78.231 de 30-12-76) deu ênfase às atividades permanentes de vacinação e contribuiu para fortalecer institucionalmente o Programa.
Em seguimento à erradicação da varíola, inicia-se em 1980 a 1ª Campanha Nacional De Vacinação Contra A Poliomielite, com a meta de vacinar todas as crianças menores de 5 anos em um só dia. O último caso de poliomielite no Brasil ocorreu na Paraíba em março de 1989. Em setembro de 1994 o Brasil junto com os demais países da região das Américas, recebeu da Comissão Internacional para a Certificação da Ausência de Circulação Autóctone do Poliovírus Selvagem nas Américas, o Certificado que a doença e o vírus foram eliminados de nosso continente.
De 1990 a 2003, o PNI fez parte da Fundação Nacional de Saúde. A partir de 2003, passou a integrar o DEVEP/SVS - Secretaria de Vigilância em Saúde, inserido na Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI).
Ao longo do tempo, a atuação do PNI alcançou consideráveis avanços ao consolidar a estratégia de vacinação nacional. As metas mais recentes contemplam a eliminação do sarampo e do tétano neonatal. A essas, se soma o controle de outras doenças imunopreveníveis como Difteria, Coqueluche e Tétano acidental, Hepatite B, Meningites, Febre Amarela, formas graves da Tuberculose, Rubéola e Caxumba em alguns Estados, bem como, a manutenção da erradicação da Poliomielite.
O PNI adquire, distribui e normatiza também o uso dos imunobiológicos especiais, indicados para situações e grupos populacionais específicos que serão atendidos nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). É também de responsabilidade desta coordenação a implantação do Sistema de Informação e a consolidação dos dados de cobertura vacinal em todo o país.
Destacamos que o objetivo principal do Programa é de oferecer todas as vacinas com qualidade a todas as crianças que nascem anualmente em nosso país, tentando alcançar coberturas vacinais de 100% de forma homogênea em todos os municípios e em todos os bairros.
O PNI é, hoje, parte integrante do Programa da Organização Mundial da Saúde, com o apoio técnico, operacional e financeiro da UNICEF e contribuições do Rotary Internacional e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
VACINAS
A vacinação é essencial para manter a criança saudável. Para vacinar a criança, procure o centro de saúde ou a equipe de saúde que cuida da sua família. Consulte o calendário básico de vacinação da criança para saber quais as vacinas que ela precisa tomar para estar protegida de doenças graves. Procure seguir esse calendário porque, se as vacinas forem realizadas nos períodos indicados, trazem mais benefícios à criança.
A vacinação básica é gratuita e esses serviços seguem rigorosamente as regras de conservação e aplicação das vacinas. Na maioria das vezes, mesmo que a criança esteja com febre, gripada ou com outros sintomas, a vacina pode ser aplicada. Quem pode avaliar é a equipe de saúde. 
Confira o Calendário de Vacinação da Criança (PNI/SVS).
Calendário Básico de Vacinação da Criança
	IDADE
	VACINAS
	DOSES
	DOENÇAS EVITADAS
	Ao nascer
	BCG - ID
	dose única
	Formas graves de tuberculose
	
	Vacina contra hepatite B (1)
	1ª dose
	Hepatite B
	1 mês
	Vacina contra hepatite B
	2ª dose
	Hepatite B
	2 meses
	 Vacina tetravalente (DTP + Hib) (2)
	 1ª dose
	 
Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b
	
	VOP (vacina oral contra pólio)
	1ª dose
	Poliomielite (paralisia infantil)
	
	VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) (3)
	1ª dose
	Diarréia por Rotavírus
	 
	Vacinatetravalente (DTP + Hib)
	2ª dose
	Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b
	4 meses
	VOP (vacina oral contra pólio)
	2ª dose
	Poliomielite (paralisia infantil)
	
	VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano) (4)
	2ª dose
	Diarréia por Rotavírus
	6 meses
	Vacina tetravalente (DTP + Hib)
	3ª dose
	Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b
	
	VOP (vacina oral contra pólio)
	3ª dose
	Poliomielite (paralisia infantil)
	
	Vacina contra hepatite B
	3ª dose
	Hepatite B
	9 meses
	Vacina contra febre amarela (5)
	dose inicial
	Febre amarela
	12 meses
	SRC (tríplice viral)
	dose única
	Sarampo, rubéola e caxumba
	15 meses
	VOP (vacina oral contra pólio)
	reforço
	Poliomielite (paralisia infantil)
	
	DTP (tríplice bacteriana)
	1º reforço
	Difteria, tétano e coqueluche
	4 - 6 anos
	DTP (tríplice bacteriana
	2º reforço
	Difteria, tétano e coqueluche
	
	SRC (tríplice viral)
	reforço
	Sarampo, rubéola e caxumba
	10 anos
	Vacina contra febre amarela
	reforço
	Febre amarela
(1) A primeira dose da vacina contra a hepatite B deve ser administrada na maternidade, nas primeiras 12 horas de vida do recém-nascido. O esquema básico se constitui de 03 (três) doses, com intervalos de 30 dias da primeira para a segunda dose e 180 dias da primeira para a terceira dose.
(2) O esquema de vacinação atual é feito aos 2, 4 e 6 meses de idade com a vacina Tetravalente e dois reforços com a Tríplice Bacteriana (DTP). O primeiro reforço aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos.
(3) É possível administar a primeira dose da Vacina Oral de Rotavírus Humano a partir de 1 mês e 15 dias a 3 meses e 7 dias de idade (6 a 14 semanas de vida).
(4) É possível administrar a segunda dose da Vacina Oral de Rotavírus Humano a partir de 3 meses e 7 dias a 5 meses e 15 dias de idade (14 a 24 semanas de vida). O intervalo mínimo preconizado entre a primeira e a segunda dose é de 4 semanas.
(5) A vacina contra febre amarela está indicada para crianças a partir dos 09 meses de idade, que residam ou que irão viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco potencial (alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Se viajar para áreas de risco, vacinar contra Febre Amarela 10 (dez) dias antes da viagem.
Alimentação saudável
Dez passos para uma alimentação saudável de crianças de 2 a 10 anos
· Oferecer alimentos variados, distribuindo-os em pelo menos três refeições e dois lanches por dia. Não pular as refeições. É importante que a criança coma devagar, porque, assim, mastiga bem os alimentos, aprecia melhor a refeição e satisfaz a fome. Prefirir alimentos saudáveis típicos da região e disponíveis na sua comunidade;
· Incluir diariamente alimentos como cereais (arroz, milho), tubérculos (batatas), raízes (mandioca, macaxeira, aipim), pães e massas, distribuindo esses alimentos nas refeições e lanches da criança ao longo do dia. Dar preferência aos alimentos integrais e na forma mais natural;
· Oferecer legumes e verduras nas duas principais refeições do dia; oferecer também, diariamente, duas frutas nas sobremesas e lanches. Todos esses alimentos são fontes de vitaminas e minerais, que ajudam na prevenção de doenças e melhoram a resistência do organismo. Variando os tipos de frutas, legumes e verduras oferecidos, garante-se um prato colorido e saboroso;
· Oferecer feijão com arroz todos os dias ou, no mínimo, cinco vezes por semana. Essa combinação é muito boa para a saúde. Logo após a refeição, oferecer meio copo de suco de fruta natural ou meia fruta, que seja fonte de vitamina C, como laranja, limão, acerola, caju e outras, para melhorar o aproveitamento do ferro pelo corpo. Essa combinação ajuda a prevenir a anemia;
· Oferecer leite ou derivados (queijo e iogurtes) três vezes ao dia. Esses alimentos são boas fontes de proteínas e cálcio e ajudam na saúde dos ossos, dentes e músculos. Se a criança ainda estiver sendo amamentada, não é necessário oferecer outro leite. Carnes, aves, peixes ou ovos devem fazer parte da refeição principal da criança. Além das carnes, oferecer à criança vísceras e miúdos (fígado, moela), que também são fontes de ferro, pelo menos uma vez por semana;
· Evitar alimentos gordurosos e frituras; preferir alimentos assados, grelhados ou cozidos. Retirar a gordura visível das carnes e a pele das aves antes da preparação, para tornar esses alimentos mais saudáveis. Comer muita gordura faz mal à saúde e pode causar obesidade;
· Evitar oferecer refrigerantes e sucos industrializados ou alimentos com muito açúcar (balas, bombons, biscoitos doces e recheados), salgadinhos e outras guloseimas no dia a dia. Uma alimentação com muito açúcar e doces pode aumentar o risco de obesidade e cáries nas crianças;
· Diminuir a quantidade de sal na comida; não deixar o saleiro na mesa. Evitar temperos prontos, alimentos enlatados, carnes salgadas e embutidos, como mortadela, presunto, hambúrguer, salsicha, linguiça e outros, pois esses alimentos têm muito sal. É importante que a criança se acostume com comidas menos salgadas desde cedo. Sal demais pode aumentar a pressão arterial. Usar temperos, como cheiro verde, alho, cebola e ervas frescas e secas, ou suco de frutas, como limão, para temperar e valorizar o sabor natural dos alimentos;
· Estimular a criança a beber no mínimo quatro copos de água durante o dia, de preferência nos intervalos das refeições, para manter a hidratação e a saúde do corpo. Use sempre água tratada, fervida ou filtrada para beber e preparar refeições e bebidas. Suco natural de fruta também é uma bebida saudável, mas procure oferecer após as principais refeições. Não se esqueça também de que suco não substitui a água;
· Além da alimentação, a atividade física regular é importante para manter o peso e uma vida saudável. Atividades como caminhar, andar de bicicleta, passear com o cachorro, jogar bola, pular corda, brincar de esconde-esconde e pega-pega e evitar que a criança passe mais que duas horas por dia assistindo TV, jogando videogame ou brincando no computador, contribuem para que ela se torne mais ativa. Criança ativa é criança saudável.
Dez passos para uma alimentação saudável de crianças menores de 2 anos
· Dar somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento;
· Ao completar 6 meses, introduzir, de forma lenta e gradual, outros alimentos, mantendo o leite materno até os 2 anos de idade ou mais;
· Ao completar 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança estiver em aleitamento materno;
· A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança;
· A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; iniciar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família;
· Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida;
· Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições;
· Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação;
· Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados;
· Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.
Outras dicas
· Lavar as mãos antes de preparar as refeições e de alimentar a criança;
· Oferecer água nos intervalos das refeições. Não oferecer sucos ou alimentos nesses intervalos;
· Não oferecer restos da refeição anterior.
Suplementação de Ferro e Vitamina A
Nos primeiros dois anos de vida, é importantea criança tomar suplemento de ferro e vitamina A, pois a anemia por falta de ferro e a hipovitaminose A podem prejudicar o desenvolvimento físico e mental das crianças. Por isso, leve a criança regularmente às consultas na Unidade Básica de Saúde para acompanhamento e orientações.
· Ferro: A anemia pode provocar cansaço, fraqueza e falta de apetite deixando as crianças sem ânimo para brincar. Para evitar a anemia, toda criança de 6 a 24 meses deve tomar o suplemento de ferro;
· Vitamina A: As crianças de 6 a 59 meses devem ser suplementadas. Essa vitamina protege a visão, diminui o risco de diarreia e infecções respiratórias e ajuda no desenvolvimento e crescimento da criança. Para proteger e cuidar dessas crianças, O governo federal ampliou na distribuição de ferro e vitamina A para todos os estados brasileiros.
Converse com o profissional de saúde, ele vai lhe orientar como proceder.
Importante: Lembre-se de acompanhar o registro da suplementação de ferro e vitamina A na Caderneta de Saúde da Criança.
ALEITAMENTO MATERNO
O aleitamento materno é uma das prioridades do Governo Federal. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais, e que nos primeiros 6 meses o bebê receba somente leite materno (aleitamento materno exclusivo), ou seja, sem necessidade de sucos, chás, água e outros alimentos. Quanto mais tempo o bebê mamar no peito da mãe, melhor para ele e para a mãe. Depois dos 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos saudáveis e de hábitos da família, mas não deve parar.
Importante:  Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional.
RESTRIÇÕES
São poucas as situações em que pode haver indicação médica para a substituição parcial ou total do leite materno. Nas seguintes situações o aleitamento materno não deve ser recomendado:
· Mães infectadas pelo HIV;
· Mães infectadas pelo HTLV1 e HTLV2 (vírus da leucemia humana T-cell);
· Uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação. Alguns fármacos são citados como contraindicações absolutas ou relativas ao aleitamento, como por exemplo os antineoplásicos e radiofármacos, usados no tratamento contra o câncer;
· Criança portadora de galactosemia, doença rara em que ela não pode ingerir leite humano ou qualquer outro que contenha lactose.
Amamentação e Hanseníase
· As mulheres que estiverem amamentando seus filhos não devem parar de tomar a medicação;
· A gravidez e o aleitamento não contraindicam o tratamento PQT (Poliquimioterapia) padrão;
· Os remédios podem estar presentes no leite materno, mas não causam nenhum problema para a criança.
Às vezes o recém-nascido pode apresentar a pele avermelhada, se a mãe estiver tomando a Clofazimina (medicação utilizada no tratamento), mas esta coloração não prejudica a criança. Quando o tratamento da mãe termina, a cor da pele volta ao normal.
Atenção: Devido aos graves efeitos teratogênicos, o medicamento à base de Talidomida (medicação utilizada no tratamento), somente poderá ser prescrito para mulheres em idade fértil após avaliação médica com exclusão de gravidez através de método sensível e mediante a comprovação de utilização de, no mínimo, 2 (dois) métodos efetivos de contracepção para mulheres em uso de talidomida, sendo pelo menos 1 (um) método de barreira (Resolução RDC N° 11, de 22 de Março de 2011).
HIPERDIA
INTRODUÇÃO: O Hiperdia é um programa da Estratégia de Saúde da Família para pacientes hipertensos e diabéticos e foi criado através da portaria nº 371 de 4 de março de 2002 a fim de realizar ações de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e controle dos pacientes com essas patologias. O objetivo deste estudo foi descrever a contribuição do hiperdia na atenção básica. METODOLOGIA: O estudo é do tipo revisão bibliográfica, tendo critérios de inclusão e exclusão e para análise dos dados, adotou-se a técnica de interpretação, resumo e descrição dos dados encontrados. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A Hipertensão Arterial Sistêmica e a Diabetes Mellitus são problemas de saúde pública e são responsáveis por inúmeras complicações nos indivíduos acometidos por essas patologias, sendo que a prática de exercícios físicos associada a uma alimentação saudável é fundamental na prevenção destas doenças. A criação do programa Hiperdia foi essencial para redução na prevalência da hipertensão e diabetes no Brasil. A atuação de uma equipe multidisciplinar na Estratégia de Saúde da Família, juntamente com o apoio da equipe do NASF é de extrema importância para que os pacientes obtenham resultados satisfatórios. CONCLUSÃO: A partir da realização deste estudo fica claro que o desenvolvimento das ações dentro do Programa de Estratégia de Saúde da Família é essencial para o controle da hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus. Sendo que o enfermeiro é o responsável por fornecer todas as orientações necessárias para que os portadores se sensibilizem e reduzam os fatores de risco que levam a ocorrência destas doenças.
O Hiperdia consiste em um programa da Estratégia de Saúde da Família (ESF) eficaz para instrumentalizar a prática de atendimento aos usuários hipertensos/e ou diabéticos, por criar informes que proporcionam o conhecimento da situação e mapeamento dos riscos para desenvolver a atenção a estas pessoas e diminuir os fatores condicionantes de complicações das doenças. Na ESF a abordagem ao usuário é multiprofissional e interdisciplinar, na qual cada profissional realiza sua avaliação e posteriormente, em conjunto, são traçadas as metas e desenvolvidas as ações necessárias para a manutenção e/ou recuperação da saúde. No caso da hipertensão arterial e do diabetes mellitus, esta interação é fundamental para que as atividades possam ocorrer de forma integrada e com níveis de competência bem estabelecidos, na realização da avaliação de risco cardiovascular, medidas preventivas e atendimento aos usuários (FILHA; NOGUEIRA; VIANA, 2011). Ambas as doenças são crônicas degenerativas e representam uma ameaça para a saúde e desenvolvimento no Brasil e no mundo, sendo as principais causas de mortalidade em consequência da mudança no estilo de vida da população. A pressão arterial elevada á longo prazo provoca lesão nos vasos, as artérias apresentam modificações em sua forma podendo ocorrer ate ruptura do vaso e os danos aos órgãos como coração, rins e cérebro são decorrentes dessas lesões. A diabetes sem controle pode causar lesões em todo o corpo, principalmente olhos, rins, vasos sanguíneos, coração e nervos, desenvolvendo complicações como nefropatia diabética, cetoacidose metabólica, doenças oculares, neuropatia diabética, coma hiperosmolar entre outras patologias. O Programa Hiperdia foi criado pela Portaria nº 371/GM de 4 de março de 2002 e tem como objetivo cadastrar no Ministério da Saúde portadores de hipertensão e diabetes, a fim de estabelecer metas e diretrizes para ampliar ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e controle dessas doenças promovendo assistência farmacêutica, atividades de educação em saúde individual e coletiva, formando grupos interativos abordando assuntos de importância para o controle clínico e de interesse aos usuários participantes, favorecendo e incentivando a mudança de hábitos de vida (ALVES; CALIXTO, 2012). O objetivo deste estudo foi descrever a contribuição do hiperdia na atenção básica.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: A equipe de Saúde da Família possui papel fundamental no desenvolvimento das ações de prevenção e controle de agravos. Para tanto, cabe-lhe sistematizar a assistência e organizar o atendimento, de modo a que o usuário hipertenso e/ou diabético tenha acesso a todos os serviços, que abrangem: consultas médicas e de enfermagem, exames complementares, recebimento de medicamentos anti-hipertensivos e/ou anti-diabéticos, mensuração de peso, altura, circunferência abdominal, pressãoarterial e glicemia capilar, além do atendimento odontológico e encaminhamento a outras especialidades, visando prevenir ou conter lesões em órgãos-alvo (FILHA; NOGUEIRA; VIANA, 2011). A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é a DCNT de maior relevância clínica e a maior causadora de eventos cardíacos agudos, como o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). O estilo de vida de pessoas acometidas por HAS deve ser alvo de modificações de caráter não apenas curativo, mas principalmente, preventivo (RIBEIRO et al., 2015). A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) apresenta-se como um dos problemas de saúde de maior magnitude na atualidade. É uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial. É um importante fator de risco de morbidade e mortalidade cardiovasculares. A alimentação saudável é importante na prevenção da obesidade e de muitas doenças, como a hipertensão arterial. O diabetes mellitus é considerado uma doença crônica de grande impacto na atualidade. Com o propósito de reduzir os índices de morbimortalidade, o Ministério da Saúde adotou medidas para executar ações de melhoria de atendimento a pacientes com hipertensão e diabetes mellitus (SILVEIRA et al., 2013). A importância do DM e da HAS como problemas globais de saúde pública é hoje bem reconhecida internacionalmente. São doenças crônicas, pois se caracterizam por ser de longa duração e por ser incurável. São responsáveis por complicações como o acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio, doença renal crônica terminal, amputações de membros inferiores e cegueira, complicações que geram custos médicos e socioeconômicos elevados (CARVALHO, 2012). Criado pelo governo federal e o mesmo tem por objetivo cadastrar os pacientes portadores de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus, tendo em vista fazer um acompanhamento dos mesmos e gerar dados aos gerentes municipais para que estes melhorem as condições de vida desta população em nível local. A criação deste programa foi de grande importância uma vez que existe no Brasil atualmente uma elevada prevalência destas duas patologias crônicas, isoladas ou associadas, e as mesmas são fatores de risco para o desenvolvimento de outros agravos os quais podem levar ao óbito do paciente. O tratamento da DM e da HAS inclui orientação e educação em saúde, modificações no estilo de vida e, se necessário, o uso de medicamentos. As orientações são necessárias, tanto no que se refere ao tratamento medicamentoso quanto ao não medicamentoso. A educação em saúde é imprescindível, pois não é possível o controle adequado da glicemia e da pressão arterial se o paciente não for instruído sobre os princípios em que se fundamentam seu tratamento (ALMEIDA; GARBINATO; REGINA, 2012). CONCLUSÕES: A partir da realização desta pesquisa fica claro que o hiperdia dentro do programa de estratégia de saúde da família é de fundamental importância para a promoção, prevenção e recuperação da diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica, sendo necessária a atuação de uma equipe multiprofissional e interdisciplinar, trabalhando conjuntamente com a equipe do NASF, para melhorar a qualidade de vida e diminuição das complicações dos portadores destas patologias. Cabe ao enfermeiro o acompanhamento periódico com orientações a respeito dos fatores de (83) 3322.3222 contato@congrefip2017.com.br www.congrefip2017.com.br risco que levam ao desenvolvimento da diabetes mellitus e hipertensão arterial, e para aqueles pacientes que já desenvolveram a doença é necessário promover educação em saúde, de como lidar com a doença e assim ter uma melhor qualidade de vida, incentivando a realização de atividade física, uso correto da medicação, alimentação saudável, com ou sem restrição de nutrientes (glicose e sódio) com indicação médica, realização de exames, com isso identificando alterações precocemente e tratando antes de evoluir para complicações mais severas.
PLANEJAMENTO FAMILIAR
O planejamento familiar é um conjunto de ações de regulação da fecundidade, a fim de garantir direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da família por parte da mulher, do homem ou do casal, isso envolve o planejamento da chegada de filhos e a prevenção de gravidez não planejada.
O Estado deve fornecer informação e acesso a tratamentos que visem o auxílio a concepção ou a contracepção e o suporte completo da gravidez até após o nascimento. Também faz parte do planejamento familiar realizar ações que busquem o acesso a informação, prevenção e controle de doenças sexualmente transmissíveis e cânceres relacionados aos órgãos reprodutores.
Fundamental para que a pessoa ou o casal tenham acesso as melhores alternativas alinhadas às suas vontades, o planejamento familiar é indicado para quem quer aumentar a família ou prevenir que isso aconteça, nesse caso atuando com medidas contraceptivas e de esterilização.
Para as mulheres que desejam engravidar, faz parte do planejamento familiar realizar exames ginecológicos de rotina e indicar boas práticas que auxiliem a concepção. Caso haja dificuldades, o planejamento atua na busca de causas e possíveis tratamentos para homens e mulheres, a fim de viabilizar a gravidez. Em continuidade ao processo, o pré-natal, acompanhamento do parto e do puerpério também fazem parte do planejamento familiar.
O foco principal é a manutenção da saúde física e mental da pessoa ou do casal, auxiliando no direito individual de escolha dos pacientes e apresentando alternativas viáveis para concretizar seus respectivos planos. Por isso, para um planejamento familiar eficiente, é necessário que haja uma boa conversa entre o casal, o diálogo é fundamental para o planejamento e alinhamento de expectativas. Em seguida, é essencial que a pessoa ou o casal encontrem um médico de confiança, pois é ele que irá tangibilizar o plano do casal, ajustando as rotas e concretizando os objetivos. 
É importante incluir, também, o planejamento financeiro, principalmente se a escolha é por ter filhos. E lembrar sempre que a prevenção contra as DSTs também deve fazer parte do planejamento familiar, já que impactam diretamente em todas as decisões a serem tomadas.
Papanicolau (exame preventivo de colo de útero)
O que é?
É um teste realizado para detectar alterações nas células do colo do útero. Este exame também pode ser chamado de esfregaço cervicovaginal e colpocitologia oncótica cervical. O nome “Papanicolaou” é uma homenagem ao patologista grego Georges Papanicolaou, que criou o método no início do século. Esse exame é a principal estratégia para detectar lesões precocemente e fazer o diagnóstico da doença bem no início, antes que a mulher tenha sintomas. Pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados. É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois sua realização periódica permite que o diagnóstico seja feito cedo e reduza a mortalidade por câncer do colo do útero. O exame preventivo é indolor, simples e rápido. Pode, no máximo, causar um pequeno desconforto que diminui se a mulher conseguir relaxar e se o exame for realizado com boa técnica e de forma delicada.
Para garantir um resultado correto, a mulher não deve ter relações sexuais (mesmo com camisinha) nos dois dias anteriores ao exame, evitar também o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores à realização do exame. É importante também que não esteja menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado.
Mulheres grávidas também podem se submeter ao exame, sem prejuízo para sua saúde ou a do bebê.
Como é feito o exame?
· para a coleta do material, é introduzido um instrumento chamado espéculo na vagina (conhecido popularmente como “bico de pato”, devido ao seu formato);
· o médico faz a inspeção visual do interior da vagina e do colo do útero;
· a seguir, o profissional provoca uma pequena escamação da superfície externa e interna do colo do útero com uma espátula

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