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UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE (ICS) CURSO DE ENFERMAGEM Trabalho apresentado à Universidade Paulista como requisitos exigidos na atividade prática supervisionada na disciplina Prática Clínica no Processo de Cuidar da Saúde do Adulto sob orientação da prof.ª Eliana Amaral CASO CLÍNICO: AVC CAMPINAS – SP 2026 GIOVANNA ROCHA BARCELOS CASO CLÍNICO: AVC CAMPINAS - SP 2026 SUMÁRIO 1 DIAGNÓSTICO CLÍNICO......................................................................................... 4 1.1 Definição.....................................................................................................................4 1.2 Etiologia.....................................................................................................................4 1.3 Fisiopatologia ............................................................................................... ..............5 1.4 Avaliação diagnóstica ................................................................................................5 1.5 Manifestações clínicas ...............................................................................................5 1.6 Tratamento ................................................................................................... ..............6 2 TEORIA DE ENFERMAGEM ...................................................................................6 3 PROCESSO DE ENFERMAGEM .............................................................................6 4 REFERÊNCIAS ...........................................................................................................9 4 1. DIAGNÓSTICO CLÍNICO O quadro clínico apresentado é compatível com Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), confirmado por exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética), com evolução clínica estável e presença de sequelas neurológicas leves, associado à hipertensão arterial sistêmica (HAS) não controlada (1). O paciente deu entrada no serviço hospitalar apresentando disartria e níveis pressóricos significativamente elevados, caracterizando um evento neurológico agudo. Após estabilização, encontra-se com sinais vitais dentro dos parâmetros de normalidade, porém mantém desvio de rima labial e necessidade de auxílio leve para deambulação (1). O prognóstico é considerado favorável, devido à estabilidade clínica e à presença de suporte familiar efetivo (1). 1.1 Definição O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é caracterizado por uma alteração súbita da circulação cerebral, podendo ocorrer por obstrução ou ruptura de vasos sanguíneos, resultando em déficit neurológico (1). Classifica-se em dois tipos principais: • AVC Isquêmico (AVCI): causado pela obstrução de um vaso sanguíneo, geralmente por trombo ou êmbolo, levando à redução do fluxo sanguíneo cerebral. Representa aproximadamente 80% dos casos (2). • AVC Hemorrágico (AVCH): ocorre pela ruptura de um vaso cerebral, provocando extravasamento de sangue no tecido cerebral ou no espaço subaracnóidea, sendo frequentemente mais grave e associado à hipertensão arterial não controlada (2). No presente caso, trata-se de um AVC isquêmico. 1.2 Etiologia Os principais fatores etiológicos do AVC incluem: • Hipertensão arterial sistêmica • Aterosclerose • Diabetes mellitus • Dislipidemias • Tabagismo Destaca-se, neste caso, a hipertensão arterial não controlada, associada à baixa adesão ao tratamento medicamentoso, sendo o principal fator de risco para o evento isquêmico (2). 5 1.3 Fisiopatologia No AVC isquêmico, ocorre a obstrução de uma artéria cerebral, levando à redução do fluxo sanguíneo e consequente diminuição do aporte de oxigênio e glicose às células cerebrais (3). Essa condição desencadeia uma cascata de eventos metabólicos, incluindo liberação de neurotransmissores excitatórios, influxo de cálcio e morte neuronal. Além disso, forma-se a zona de penumbra isquêmica, área potencialmente reversível se houver intervenção precoce (3). A localização da lesão determina os déficits apresentados. No caso descrito, houve comprometimento motor facial, resultando em: • Disartria na fase aguda • Desvio de rima labial como sequela 1.4 Avaliação diagnóstica O diagnóstico foi confirmado por: • Tomografia computadorizada (TC) • Ressonância magnética (RM) A tomografia computadorizada é o exame inicial de escolha devido à sua rapidez e capacidade de excluir hemorragias, enquanto a ressonância magnética apresenta maior sensibilidade para a detecção precoce da isquemia (1). Na admissão hospitalar, o paciente apresentava: • Pressão arterial significativamente elevada • Disartria • Déficit neurológico focal Atualmente, apresenta: • Sinais vitais estáveis • Sequela neurológica leve • Necessidade de auxílio leve para deambulação 1.5 Manifestações clínicas • Disartria inicial • Desvio de rima labial • Déficit motor leve 6 • Histórico de hipertensão arterial • Dependência parcial para deambulação 1.6 Tratamento O tratamento do AVC isquêmico inclui: • Controle rigoroso da pressão arterial • Uso de antiagregantes plaquetários • Reabilitação com fisioterapia e fonoaudiologia • Educação em saúde O controle adequado da hipertensão arterial é fundamental para prevenir a recorrência do AVC (2). O suporte familiar, especialmente da esposa, contribui significativamente para a adesão ao tratamento e para a recuperação funcional do paciente (4). 2. Teoria de enfermagem A assistência de enfermagem fundamenta-se na teoria das necessidades humanas básicas de Wanda de Aguiar Horta, que considera o indivíduo de forma integral (5). Neste caso, observam-se alterações nas necessidades: • Neurológicas • Locomoção • Comunicação • Segurança • Apoio psicossocial A presença de suporte familiar favorece a reabilitação e a adaptação à condição clínica. 3. Processo de Enfermagem 1. Risco de Perfusão Tissular Cerebral Ineficaz (00201) Relacionado a: hipertensão arterial não controlada e histórico de AVCI. Metas (NOC): 0406 – Perfusão tissular cerebral Indicadores: nível de consciência, função neurológica. Meta temporal: manutenção da estabilidade neurológica durante toda a internação. Prescrições (NIC): 6680– Monitorização neurológica 7 6680 – Monitorização de sinais vitais Observar sinais de recorrência (déficit motor, fala, nível de consciência) Justificativa: a monitorização contínua permite detecção precoce de complicações e prevenção de novo evento isquêmico (6). 2. Mobilidade Física Prejudicada (00085) Relacionado a: déficit neurológico. Evidenciado por: dificuldade na deambulação e necessidade de auxílio leve. Metas (NOC): 0208 – Mobilidade Indicadores: equilíbrio, coordenação e marcha. Meta temporal: melhora funcional progressiva em até 7 dias. Prescrições (NIC): 0221 – Terapia com exercícios Auxiliar na deambulação Encaminhar para fisioterapia Justificativa: a reabilitação precoce promove recuperação funcional e reduz sequelas. 3. Comunicação Verbal Prejudicada (00051) Relacionado a: comprometimento neurológico. Evidenciado por: disartria e desvio de rima labial. Metas (NOC): 0902 – Comunicação Indicadores: clareza da fala e articulação. Meta temporal: melhora progressiva durante o acompanhamento. Prescrições (NIC): 4976 – Melhora da comunicação Encaminhamento para fonoaudiologia Justificativa: a intervenção fonoaudiológica melhora a comunicação e a interação social. 4. Adesão ao Tratamento Prejudicada (00079) Relacionado a: comportamento de saúde inadequado. Evidenciadopor: não adesão ao tratamento da hipertensão arterial. 8 Metas (NOC): 1601 – Adesão ao tratamento Indicadores: uso correto de medicamentos e acompanhamento regular. Meta temporal: melhora em até 7 dias. Prescrições (NIC): 5510 – Educação em saúde 5240 – Aconselhamento Justificativa: a adesão terapêutica reduz significativamente o risco de recorrência do AVC (2). 5. Risco de Quedas (00155) Relacionado a: déficit motor leve e alteração da deambulação. Metas (NOC): 1902 – Controle do risco de quedas Indicadores: segurança durante a mobilidade. Meta temporal: ausência de quedas durante a internação. Prescrições (NIC): 6490 – Prevenção de quedas Manter ambiente seguro Auxiliar na deambulação Justificativa: alterações motoras aumentam o risco de quedas e lesões. 6. Conhecimento Deficiente (00126) Relacionado a: falta de informação sobre a doença e tratamento. Evidenciado por: não adesão ao tratamento anti-hipertensivo. Metas (NOC): 1813 – Conhecimento: regime terapêutico Indicadores: compreensão da doença e tratamento. Meta temporal: compreensão adequada durante a internação. Prescrições (NIC): 5510 – Educação em saúde 5602 – Ensino: processo da doença 9 Justificativa: o conhecimento adequado favorece a adesão e previne complicações. 7. Disposição para Resiliência Melhorada (00212) Relacionado a: presença de apoio familiar (esposa). Metas (NOC): 1302 – Resiliência pessoal Indicadores: enfrentamento positivo e adaptação. Prescrições (NIC): 5270 – Apoio emocional Incentivar participação da esposa no cuidado Justificativa: o suporte familiar melhora a adaptação e o prognóstico do paciente (4). 4. Referências 1.BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de atenção ao AVC. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. 2.GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2021. 3.ADAMS, R. D.; VICTOR, M. Princípios de neurologia. 11. ed. Porto Alegre: AMGH, 2020. 4.POTTER, P. A. et al. Fundamentos de enfermagem. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2021. 5.HORTA, W. A. Processo de enfermagem. São Paulo: EPU, 1979. 6.NANDA INTERNATIONAL. Diagnósticos de enfermagem 2024–2026. Porto Alegre: Artmed, 2024. 7.MOORHEAD, S. et al. Nursing Outcomes Classification (NOC). 6. ed. St. Louis: Elsevier, 2023. 8.BULECHEK, G. M. et al. Nursing Interventions Classification (NIC). 7. ed. St. Louis: Elsevier, 2023.