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Recursos acessíveis para apoiar alunos
no atendimento hospitalar ou com
deficiência na inclusão educacional
Autora
Shirley Rodrigues Maia
Videoaula - Introdução
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Introdução
Esta disciplina traz sugestões e orientações para que o aluno elabore recursos que apoiem
processos de inclusão e atendimento hospitalar a crianças ou jovens com dificuldades ou
transtorno de aprendizagem que precisam de apoio para aprender e se desenvolver.
Videoaula - Definições e terminologias
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Definição e terminologias utilizadas1
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Vamos utilizar, neste material, a definição de “recursos pedagógicos acessíveis” segundo as
autoras Bersch e Sartoretto, presente no livro Recursos pedagógicos acessíveis e comunicação
aumentativa e alternativa, da coleção A educação especial na perspectiva da inclusão escolar.
Definição de recursos pedagógicos
acessíveis
1.1
Os recursos podem ser considerados ajuda, apoio e também meios utilizados para alcançar um
determinado objetivo; suas ações, práticas educacionais ou material didático projetado para
propiciar a participação autônoma do aluno com deficiência no seu percurso escolar. (BERSCH;
SARTORETTO, 2010, p. 6)
Na área da tecnologia assistiva certas terminologias aparecem com grande frequência, entre
elas:
Recursos de baixo custo: são os que podem ser construídos por profissionais da Educação e da
Saúde. Eles são disponibilizados a pessoas com deficiência para uso em diversos ambientes,
Terminologias mais utilizadas1.2
quando necessário.
Recursos de alto custo: são adquiridos após a avaliação das necessidades das pessoas com
deficiência, a qual pode ser realizada por professor ou psicopedagogo, quando estiver envolvido
o processo de aprendizagem; ou pode ser aplicada como parte da orientação do terapeuta
ocupacional, fonoaudiólogo ou fisioterapeuta, quando estiverem envolvidos aspectos auditivos,
motores e físicos.
Ajudas técnicas: Segundo o livro Tecnologia assistiva (Brasil, 2009, p. 13),
As ajudas técnicas podem ser utensílios simples, sem grande complexidade, ou podem ser
complexas, envolvendo alta tecnologia, nomeadamente eletrônica, informática ou telemática.
No Brasil, a terminologia “ajudas técnicas” passou a ser denominada “tecnologia assistiva” em
2009, após apresentação da proposta e votação em reunião do Comitê Nacional de Ajudas
Técnicas, formada pela equipe da comissão temática Conceituação e Estudo de Normas (BRASIL,
2009).
São produtos e/ou tecnologias que servem para compensar a deficiência ou atenuar-lhe as
consequências, impedir o agravamento da situação clínica do indivíduo e possibilitar o exercício
das atividades cotidianas e a participação na sua vida escolar, profissional, cultural e social.
Videoaula - Aspectos importantes para a confecção de Recursos
Acessíveis
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Aspectos importantes para a confecção
de recursos acessíveis
2
Ao planejar um recurso, é importante lembrar-se de avaliar e realizar a leitura dos registros sobre
as deficiências de seu futuro usuário. Temos que observar, principalmente, as seguintes
condições:
sensoriais;
físicas;
motoras;
comunicativas;
compreensão cognitiva;
autonomia.
O quadro 1 (DELIBERATO; MANZINI, 2011) traz elementos encontrados na literatura referentes às
estruturas físicas, visuais, auditivas e comunicativas.
Quadro 1 – Estruturas físicas, visuais, auditivas e comunicativas
Estruturas físicas Tamanho
Peso – qualidade de um corpo pesado
Volume
Consistência
Textura
Forma
Estruturas visuais Percepção da cor
Contraste
Coordenação visomotora
Tempo
Relação espacial
Posição espacial
Figura-fundo
Constância perceptual
Memória visual
Iluminação
Estruturas auditivas Presença de som
Reconhecimento do som
Compreensão do som
Tipos de som (sensação do som)
Discriminação do som
Figura-fundo auditiva
Memória auditiva
Tempo
Estruturas de comunicação Sistemas de comunicação não simbólicos
simbólicos
Compreensão Comandos complexos
Comandos simples
Expressão Vocabulário
Extensão de enunciados
Fonte: Adaptado de Deliberato e Manzini (2011, p. 30).
Descrição dos elementos quanto à:
Estrutura física2.1
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Ao organizar um apoio, ou recurso, para uso com o computador, como um mouse ampliado (uso
de caixa de filme cassete com um mouse dentro com suporte na tecla para comando), é
necessário considerar os aspectos que se referem à sua estrutura física para a confecção dos
recursos. Segundo Sackheim (1998), a estrutura física tem elementos como:
Tamanho: dimensões, ou medidas, de um objeto. Para objetos de uma dimensão, é o
comprimento e a largura, ou altura.
A figura 1 traz a imagem de um retângulo plano, especificando o que chamamos de largura e
comprimento. Na sequência, temos uma imagem de um paralelepípedo, que nos dá a ideia de
comprimento, altura e largura; a última imagem, no caso, uma piscina vazia, apresenta um
retângulo sem o “fechamento” da parte de cima, para que possamos identificar a profundidade.
Figura 1 – Comprimento, largura e altura
Fonte: cdn.diferenca.com [cola__largura-profundidade-01-cke.jpg] .
Para objetos de duas dimensões, é a
superfície.
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Outro elemento quanto à estrutura é o peso. Como definição, peso é a qualidade de um corpo
pesado. Em vista disso, temos que conhecer as necessidades da pessoa com deficiência e suas
condições físicas para que construamos um recurso cujo peso seja adequado à acessibilidade
dela.
Mais um elemento quanto à estrutura física é o volume, e sua definição é a quantidade de espaço
ocupado por um corpo. A seguir, veremos mais alguns conceitos sobre estrutura física:
Consistência: é o estado de resistência de um corpo; sua firmeza e solidez.
Textura: é uma sensação visual e tátil a respeito do aspecto de uma superfície, como a pele, cuja
textura nos permite identificá-la e distingui-la de outras superfícies. Quando tocamos em um
objeto ou superfície, ou mesmo ao olhá-la, julgamos se ela é lisa, rugosa, macia, áspera ou
ondulada.
Forma: segundo Arnheim (1997), é a configuração visível do conteúdo.
Figura 2 –
Superfície
Fonte:
Flaticon/Flaticon.
Em objetos de três dimensões, tem-se o
volume.
Figura 3 –
Volume
Fonte:
Pavlofox/Pixabay.
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Estrutura visual2.2
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Neste tópico vamos descrever quais são os elementos da estrutura visual.
Percepção da cor: descreve a percepção visual como um processo ativo de procura de
informação. A estrutura percebida é analisada, havendo uma síntese dos componentes com
auxílio da linguagem. A percepção permite definir e discriminar formas e relações espaciais
como profundidade, percepção de cores, intensidade de luz e movimento (LURIA, 1991).
Algumas patologias oculares requerem atenção quanto a tamanho, cor, iluminaçãocom surdocegueira total
Fonte: Instituição Centrau, Paraná. Fotografia tirada em 1999.
Na figura 29, vê-se um sistema de calendário com objetos de referência desnaturalizados
distribuídos em cinco placas de madeira sobre as quais foram colados os objetos de referência.
Há três em cima e duas embaixo.
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Figura 29 – Sistema de calendário com objetos de referência
desnaturalizados
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 1999.
A figura 30 mostra outro sistema de calendário com o uso de contraste, colocado sobre a carteira
de um aluno. No caso, há sete cartões coloridos em que foram fixados objetos de referência, de
maneira que a cor deles contrastasse com a placa sobre a qual foram colados. Ao lado, uma
caixa do “acabou”.
Figura 30 – Sistema de calendário com uso de contraste
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2003.
A figura 31 exemplifica um calendário em plano inclinado. Trata-se de placa feita de papelão
posicionada de forma inclinada em relação à mesa; os objetos de referência, nela fixados por
meio de velcro, foram representados por desenhos, pinturas e composições em relevo.
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Figura 31 – Plano inclinado
Fonte: Instituto Perkins. Fotografia tirada em 2003.
A prancha de comunicação semanal, apresentada na figura 32, consiste numa prancha em
formato de pasta colorida sobre a qual são fixados objetos concretos, com ajuda de velcro, de
acordo com as atividades dos usuários.
Figura 32 – Prancha de comunicação semanal
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2002.
A seguir apresentaremos algumas sugestões de sistemas de calendários que utilizam desenhos,
fotos e figuras (símbolos mais abstratos) planas.
O sistema de calendário por desenho de contorno é feito com usuários que já estão em condição
de usar uma comunicação mais abstrata. Na figura 33 têm-se três folhas sulfite, uma ao lado da
outra, com os seguintes objetos, da esquerda para a direita: um desenho de contorno de um tubo
de cola Tenaz, para antecipar a hora da atividade de artes; um desenho de contorno de uma
Sistema de calendário com desenhos,
desenhos de contorno, fotos e figuras
8.3
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xícara, para antecipar a hora do lanche e, por último, o desenho de uma casa, indicando a “hora
de ir embora”.
Figura 33 – Sistema de calendário com desenhos de contorno dos
objetos de referência
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2003 para o Programa Fênix.
Figura 34 – Fotos e pistas táteis para
uso de sequência com atividades
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 1999.
A figura 34 mostra uma aluna utilizando o sistema de calendário, com auxílio da professora. O
calendário foi confeccionado em alto contraste, nas cores azul e amarelo, devido à baixa visão da
criança. Dispostos do lado esquerdo, há cartões com fotos dos instrutores que realizarão as
atividades; os cartões do lado direito estão em amarelo.
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Neste caso, a professora está utilizando a técnica “mão sob mão”, ou seja, coloca a sua mão sob
a da criança para guiá-la até a foto da atividade a ser realizada, em que há pistas táteis.
Na figura 35 vê-se um sistema de calendário de tempo confeccionado em papel cartão ilustrado,
dividido em três colunas; cada uma delas indica uma atividade e o horário em que é
costumeiramente realizada. Na primeira coluna, há um desenho de um prato de comida; acima
dele foi desenhado um relógio no qual se lê meio-dia e meia, indicando a hora do almoço; na
segunda coluna há um desenho da aluna lavando a louça que utilizou durante a refeição; na
terceira coluna, vê-se um desenho da aluna escrevendo em um caderno, indicando que a próxima
atividade é estudar.
Figura 35 – Calendário de tempo para organização de rotina
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2003.
Além de desenhos, podem-se utilizar cores para discriminar e associá-las aos dias da semana.
Na figura 36, por exemplo, é utilizada uma cor para cada dia da semana: azul royal para
segundas-feiras; laranja para terças; verde para quartas; amarelo para as quintas-feiras e, por
fim, vermelho, para o último dia da semana. As atividades, representadas por desenhos, são
dispostas verticalmente, uma embaixo da outra. Na foto, vê-se uma aluna guardando as fichas
das atividades da sexta-feira.
Figura 36 – Sistema de calendário
semanal com cores
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2003.
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Na figura 37, vemos outro calendário com cores e desenhos de objetos de referência, dessa vez,
acompanhados do nome do profissional responsável pela realização da atividade junto ao aluno.
O calendário foi confeccionado em folha sulfite, e o uso das cores facilita o reconhecimento dos
dias da semana: azul para segundas, laranja para terças, verde para quartas e rosa para quintas-
feiras. A coluna da sexta-feira foi preenchida por uma cor azul; a ausência de desenhos significa
que, neste dia, não há atividades. O calendário apresenta-se na forma de uma tabela com três
linhas e cinco colunas, uma para cada dia da semana, e em cujas divisões foram desenhadas as
três atividades de cada dia. Os desenhos fazem referência aos objetos utilizados pelas
professoras nas atividades pelas quais são responsáveis.
Figura 37 – Sistema de calendário com
cores e desenhos de objetos utilizados
pelos profissionais responsáveis pela
atividade
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 1999.
Outro sistema de calendário pode ser visto na figura 38. Consiste numa placa de madeira com
divisões para cada dia da semana. Neste caso, foram utilizados diferentes sistemas de
comunicação: alfabeto manual, para indicar dias da semana; fotos e desenhos.
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Figura 38 – Sistema de calendário
semanal em que são utilizados
diferentes sistemas de comunicação
Fonte: foto tirada em dia de visitação da
Ahimsa ao Instituto Perkins, 2003.
Na figura 39, vê-se um calendário do tipo “varal”, com desenhos pendurados, usado por alunos
que têm paralisia cerebral e baixa visão. Este foi preso por ventosas em uma estante da sala de
aula; nele foram pendurados desenhos e objetos representativos das atividades a serem
realizadas no dia (o avental, por exemplo, indica a hora do almoço).
Figura 39 – Calendário de varal com
desenhos pendurados, para uso de
alunos com paralisia cerebral e baixa
visão
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2003.
Figura 40 – Sistema de calendário em
cartaz de pregas, para uso de alunos
com deficiência neuromotora e baixa
visão
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2004.
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Outro sistema de calendário voltado para portadores de deficiência neuromotora e baixa visão é
o de pasta-fichário. Como vemos na figura 41, a pasta-fichário contém fotos dos alunos
arquivadas em sacos plásticos para favorecer o manuseio e higienização (o problema
neuromotor ocasionado pela deficiência pode levar a intensa salivação). As fotos têm os nomes
das atividades. Foram colocados prendedores de roupas nas páginas para favorecer a
acessibilidade motora dos alunos ao virá-las.
Figura 41 – Sistema de calendário de pasta fichário para alunos/usuários com
deficiência neuromotora e baixa visão
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2004.
Na figura 42, tem-se um sistema de calendário em dois quadros, no qual foram utilizadas cores e
diferentes recursos de comunicação. O quadro da esquerda, na cor verde, diferencia as
atividades por cores, fotos e textos; o quadro da direita, forrado com papel Craft, contém duas
divisões, em que são colocadas as fotos dos alunos e as fichas das atividades a serem
realizadas no dia, na sala educacional.
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A figura 43 mostra o Sistema Alternativo de Comunicação (sistema pictográfico australiano de
desenhos de contorno) em uso. O calendário da esquerda foi feito em um caderno, com cores
diferentes para cada dia da semana. À direita, vê-se um sistema pictográfico para as atividades
feito em papel cartão colorido, também para diferenciar os dias da semana. Foram utilizados
pictogramas Compic para representar as atividades.
Figura 42 – Calendário com uso de cores e diferentes sistemas de
comunicação
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2004.
Figura 43 – Sistema de calendário com uso do Sistema Alternativo de
Comunicação
Fonte: Ahimsa. Fotografias tiradas em 2004 e em 2006.
A figura 44 contempla um sistema de calendário do tipo fichário com um sistema de
comunicação tátil texturizado. Contém folhas em tamanho A4 com divisórias em relevo; dias da
semana representados em alfabeto manual feito de biscuit e representações das atividades
confeccionadas em EVA. (material emborrachado). Os desenhos de contorno de casas indicam
os dias em que o aluno não vai à escola.
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Figura 44 – Sistema de calendário com
sistema de comunicação tátil
texturizado
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2007.
Local onde são guardados os objetos de referência caso a pessoa já conheça seu significado e,
assim, possa antecipar o que vai acontecer apenas por meio do toque nestes mesmos objetos
(MAIA, 2011).
Na figura 45 vemos uma caixa de antecipação em uso. As primeiras imagens mostram uma caixa
de sapato encapada com papel camurça e em cuja tampa foi colado um material tátil com brilho,
a fim de favorecer o reconhecimento, por parte dos alunos/usuários, de que o material lhe
pertence. A segunda foto mostra o interior da caixa, em que foram guardados os objetos de
referência que têm significado para a aluna, como um avental, para alimentação, e um chocalho,
para atividades com música.
A terceira foto mostra a aluna/usuária utilizando sua caixa de antecipação com o auxílio da mãe.
No momento de escolher a atividade, a mãe apresenta o item de referência à filha, para verificar
se ela está entendendo e, assim, confirmar as tarefas do dia. Na foto, a mãe mostra à filha a
bolsa que ela carrega quando vai ao parque.
Caixas de antecipação8.4
Figura 45 – Caixa de antecipação
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2005.
Colete de comunicação8.5
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O colete de comunicação é inicialmente utilizado por crianças pequenas que apresentam
dificuldades motoras e não usam a fala de maneira efetiva para se comunicar.
Na figura 46 tem-se um colete azul-escuro com bolinhas brancas. Nele foram pendurados vários
objetos para favorecer o estímulo visual e tátil em crianças com problemas neuromotores e baixa
visão.
Foto 46 – Colete de comunicação
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 1996.
O caderno de comunicação é um registro diário sobre o que foi conversado durante as atividades,
favorecendo, assim, a comunicação e a memória.
A figura 47 mostra a capa do caderno de Luan, em que foi feito o desenho de contorno de um
menino. Ao lado, vê-se uma página interna do caderno, contendo o desenho das três atividades
realizadas em conjunto com a professora, no dia 18 de outubro de 2005.
Caderno de registro de comunicação8.6
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Na figura 48 têm-se dois cadernos de registro de comunicação das atividades realizadas naquele
dia. As imagens são três crianças representadas com palitos de madeira e partes dos objetos de
referência. Foi usado um recorte de sacola plástica de supermercado para acrescentar textura ao
registro.
Na figura 49 veem-se cadernos de vocabulário táteis texturizados, nos quais foram coladas
figuras confeccionadas em EVA, cujos nomes foram aprendidos pelo aluno naquele dia.
Figura 47 – Caderno de registro de comunicação
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2005.
Figura 48 – Caderno de registro de comunicação
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2007.
Figura 49 – Cadernos de vocabulário
táteis texturizados
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2007.
Figura 50 – Registros por desenhos de
contorno
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2004.
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A figura 51 mostra um cartaz azul com os dizeres “Massa de aveia”, em que a palavra “aveia” foi
recortada da embalagem do próprio alimento. O conteúdo do cartaz são: uma xícara em
miniatura, dois saquinhos contendo aveia e farinha de trigo, e gel para cabelo, para representar a
água.
Figura 51 – Registro por miniaturas
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2007.
Registros de receitas por fotografias8.7
Figura 52 – Fotografias de receita sendo elaborada
Fonte Ahimsa. Fotografia tirada em 2004.
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Na figura 53, as duas fotos mostram as etapas de execução de uma receita de brigadeiro. A
primeira foto mostra todos os ingredientes e utensílios que foram utilizados: lata de leite
condensado, margarina, chocolate em pó, panela e colheres; a segunda, o passo a passo de
como fazer o brigadeiro.
A figura 54 mostra outro caderno de receitas. No caso, o registro foi feito pelo Sistema
Alternativo Pictográfico Compic, para detalhar os ingredientes e o passo a passo da receita.
A figura 55 mostra um cartaz sanfonado como recurso para ensinar o passo a passo de uma
receita. A primeira parte tem os desenhos dos ingredientes e as demais indicam o modo de
preparo.
Figura 53– Fotografia dos ingredientes de uma receita de brigadeiro
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2004.
Figura 54 – Receita com sistema alternativo de comunicação
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2004.
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Figura 55 – Receita por registros por desenhos
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2004.
Figura 56 – Receita com desenhos
Fonte: foto tirada em visitação da Ahimsa à Holanda, em 1997.
Figura 57 – Registro de receita com objeto concreto
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2004.
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Figura 58 – Registro de receita feito por comunicação tátil texturizada
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2005.
Segundo Nunes (2005), o passaporte é um documento simples, prático e personalizado que visa
facilitar a interação, com outras pessoas, de crianças e jovens que não usam a fala.
A figura 59 mostra um passaporte para a comunicação, em cujas páginas foi colada uma foto do
aluno e no qual foram utilizados sinais do Sistema Alternativo de Comunicação Compic para
registrar as características pessoais da criança.
Passaporte para a comunicação8.8
Figura 59 – Passaporte para a comunicação contendo foto e sinais do
Sistema Alternativo de Comunicação Compic
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2006.
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Figura 60 – Passaporte para a comunicação contendo desenhos e recursos
de comunicação tátil texturizada
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2007.
Figura 61 – Passaporte para a comunicação com Sistema Alternativo de
Comunicação PCS (Picture Communication Symbols)
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2007.
Os livros de histórias adaptadas são recursos acessíveis que apoiam as pessoas que
apresentam dificuldades de aprendizagem, deficiência visual (baixa visão e cegueira), auditiva,
motora, intelectual e dificuldades de comunicação.
A figura 62 mostra dois porquinhos confeccionados com bexiga e colagem de materiais
diferentes, para distingui-los, e uma casinha feita de papelão coberta de “lascas” de madeira. A
foto da direita mostra uma casinha cujas paredes foram confeccionadas com pequenas pedras
de cerâmica e cujo teto foi feito com papel que imita madeira.
Livro de histórias adaptadas8.9
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A figura 63 mostra duas fotos, nas quais são apresentados bonecos e fantoches de mão da
história da Chapeuzinho Vermelho. Para cada personagem foi atribuído um som, emitido por um
brinquedo sonoro. No caso do lobo, utilizou-se um som bastante estridente, com a intenção de
demonstrar perigo; para a vovó, utilizou-se o som emitido por um brinquedo que, ao se mexer de
um lado para o outro, traz “calma”; para a Chapeuzinho, utilizou-se um chocalho, com a intenção
de demonstrar inocência.
As fotos a seguir são de Sandra Mesquita, usadas em sua dissertação de mestrado A interação
comunicativa do surdocego: a arte de contar histórias adaptadas, ressignificando as estratégias
de ensino apresentada na Universidade Presbiteriana Mackenzie. As figuras tentam mostrar que
uma mesma história pode ser construída com diversos recursos e materiais para atender às
necessidades de alunos/usuários e seu entendimento da história.
Figura 62 – Livro adaptado: Os três porquinhos
Fonte: Mesquita, 2006.
Figura 63 – Adaptação por sons da história da Chapeuzinho Vermelho
Fonte: Álbum de fotografias da Ahimsa, 2003.
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Figura 64 – Livro Os três porquinhos em alto contraste e com imagens
ampliadas
Fonte: Mesquita, 2006.
Figura 65 – Avental para contação da história dos Três porquinhos
Fonte: Mesquita, 2006.
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Figura 66 – Fantoches de varetas dos Três porquinhos
Fonte: Mesquita, 2006.
Figura 67 – Fantoches de mão da história dos Três Porquinhos
Fonte: Mesquita, 2006.
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Figura 68 – Fantoches de dedo da história dos Três porquinhos
Fonte: Mesquita, 2006.
Figura 69 – Fantoches de mão da história dos Três porquinhos
Fonte: Mesquita, 2006.
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Figura 70 – Fantoches de mão feitos de espuma da história dos Três
Porquinhos
Fonte: Mesquita, 2006.
Figura 71 – Bonecos dos personagens da história dos Três porquinhos
Fonte: Mesquita, 2006.
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Figura 72 – Bonecos de pelúcia da história dos Três porquinhos
Fonte: Mesquita, 2006.
Figura 73 – Porquinho construído de bexiga encapada com papel e
casinha feita de EVA
Fonte: Mesquita, 2006.
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Figura 74 – Fantoches de madeira e casinha de papelão coberta com
palha, da história Os três porquinhos.
Fonte: Mesquita, 2006.
Figura 75 – Aluna realizando a construção de casa em sucata de papelão
e palha
Fonte: Mesquita, 2006.
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Figura 76 – Porquinho feito em biscuit e casinha feita em papelão
coberta com tecido de palha
Fonte: Mesquita, 2006.
Escrita e registro8.10
Figura 77 – Passeio ao centro de São Caetano do Sul: registro feito por
um aluno com surdocegueira e de baixa visão
Fonte: Atividade realizada com sala de aula da escola A. S., em 1986. Acervo
da autora.
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A figura 79 mostra o processo de escrita de uma palavra com a finalidadede indicar que alguns
alunos requerem mais apoio para reconhecer os signos e entender seu significado que outros.
Esse trabalho foi realizado com aluno com baixa visão, deficiência intelectual e transtorno
psiquiátrico, utilizando-se desde objetos concretos até o processo de desnaturalização do
desenho.
Figura 78 – Registro de atividades por meio de desenho
Fonte: Arquivo Ahimsa, 2003.
Figura 79 – Escrita adaptada
Fonte: Ahimsa. Fotografias de 2003.
Na figura 80 vemos uma prancha de comunicação que usa a língua brasileira de sinais (Libras).
Em seções pretas foram coladas cartelas brancas com imagens em Libras dos alimentos a
serem escolhidos. A prancha foi dividida em três linhas e três colunas, havendo nove opções de
alimentos para a hora do almoço. As seções pretas foram coladas sobre um cartaz vermelho
para melhor contraste.
Pranchas temáticas de comunicação8.11
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Figura 80 – Prancha de comunicação com uso de Libras
Fonte: Ahimsa. Fotografia de 2007.
Na figura 81, temos uma prancha temática composta por fotos reais dos alimentos a serem
escolhidos pelo aluno.
Figura 81 – Prancha temática: almoço, com uso de fotografias
Fonte: Ahimsa. Fotografia de 2004.
A figura 82 mostra um aluno segurando uma prancha de comunicação de madeira contendo
objetos de referência desnaturalizados, dispostos em divisões separadas por uma linha
texturizada.
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Figura 82 – Prancha temática com uso de objetos de referência
Fonte: Ahimsa. Fotografia de 1998.
A prancha de comunicação vista na figura 83 é um tipo de cardápio em cores. Estas foram
aplicadas de acordo com as categorias do método integral: amarelo para pronomes, vermelho
para verbos e ações; branco para substantivos; azul para adjetivos; laranja para advérbios; rosa
para lugares e preto para cores e números. Os símbolos utilizados são do Sistema Alternativo de
Comunicação Compic.
Figura 83 – Prancha de comunicação com uso do Sistema Alternativo de
Comunicação Compic e de cores categorizadas de acordo com o método
integral
Fonte: Ahimsa. Fotografia de 2004.
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Figura 84 – Prancha de comunicação alternativa com uso de fotos e do Sistema Compic
Fonte álbum de fotografias da Ahimsa, 2005.
Videoaula - Recursos Acessíveis de Comunicação- Passaporte da
comunicação
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Recurso acessível: passaporte para a
comunicação
9
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O passaporte para a comunicação é uma estratégia que favorece a participação mais ativa de
pessoas com deficiência que não utilizam a fala como sistema de comunicação predominante e
que apresentam problemas motores. Segundo Nunes (2005, p. 10):
O passaporte para a comunicação constitui a identidade pessoal da criança/jovem com
deficiência e o ajuda, de uma forma positiva sobre sua imagem, a resolver, principalmente, as
dificuldades de interação com o outro (NUNES, 2005).
As informações sobre a criança, ou jovem, não são “secretas”, elas devem conter itens como: de quê
ela gosta, de quê ela não gosta; suas reações às pessoas ou a diferentes situações, se toma
medicamentos etc.
É um documento simples, prático e personalizado que tem o objetivo de facilitar a interação entre a
criança/jovem que não usa a fala. É normalmente organizado por um dossiê no qual se incluem
informações relevantes sobre a criança/jovem surdocego e o deficiente múltiplo, a forma como se
expressa, a melhor forma de comunicar-se com ela, as suas preferências e as coisas de que não
gosta, as características da família ou medicamentos que tem de tomar. Estes aspectos ajudam a
comunicar com a criança/jovem de uma forma mais adequada e consistente.
As informações podem ser alteradas de acordo com a necessidade ou se houver mudanças nos
interesses, gostos ou hábitos da criança.
As informações devem ser transmitidas de forma positiva e com uma frase que descreva a criança,
por exemplo: “Eu gosto de conversar, venha falar comigo!”
O passaporte deve circular com a criança ou jovem e serve para situações em que houver um
professor substituto, ou para quando ele for ficar com os avós, babá ou outra pessoa que não o
conheça, entre outras ocasiões.
As informações devem ser coletadas junto às pessoas que ficam diretamente com a criança ou jovem
e, principalmente, com aqueles que a conhecem bem (pai, mãe, irmão etc.)
Segundo Nunes (2005), o conceito do passaporte para a comunicação foi introduzido na década
de 1990 por Sally Millar, uma terapeuta do centro de pesquisas e desenvolvimento CALL –
Communication, Access, Literacy and Learning, da Universidade de Edimburgo, junto a um
pequeno número de alunos com acentuadas dificuldades em se expressar oralmente.
Posteriormente, a Sense Scotland solicitou sua colaboração para conduzir um pequeno projeto
sobre passaportes para a comunicação em crianças com surdocegueira, o qual se iniciou em
1994.
Com base em Millar e Caldwell, Nunes (2005) cita várias razões para a utilização do passaporte:
aumenta as possibilidades de a criança/jovem comunicar-se com outros parceiros, isto é, facilita o
sucesso de suas interações com pessoas que contata menos frequentemente ou que não a conhecem;
permite construir uma relação positiva e de confiança entre a criança/jovem e as pessoas que a
desconhecem, nomeadamente os profissionais que não interagem com ela habitualmente;
promove o uso de abordagens idênticas mesmo por parte de pessoas que não conhecem a
criança/jovem. Consequentemente, as estratégias são mais consistentes e a interação entre ambos é
facilitada;
promove a interação entre a família e os técnicos e valoriza o papel da família e das pessoas que
conhecem bem a criança/jovem;
permite criar uma imagem positiva da criança/jovem.
Quando começou a ser usado9.1
Principais razões para a utilização de
passaportes para a comunicação
9.2
Ainda se beneficiam de seu uso crianças/jovens que apresentam dificuldades de comunicação,
linguagem e fala, e que necessitam deslocar-se de um ambiente em que as pessoas as
conhecem bem para outros em que são menos conhecidas ou mesmo desconhecidas.
A quem se destina o passaporte para a
comunicação
9.3
A elaboração de um passaporte para a comunicação parte de uma abordagem centrada na
pessoa. No momento de sua construção deve-se:
escrever o documento na primeira pessoa;
usar uma linguagem simples, clara e acessível a todas as pessoas;
fornecer ideias práticas de como o leitor pode interagir com a criança/jovem;
passar as informações de forma sucinta e assertiva, de modo que a leitura seja prazerosa e rápida.
É fundamental ao passaporte:
ser atrativo;
contar a história da pessoa;
ser personalizado.
Construção de um passaporte para a
comunicação
9.4
O passaporte para a comunicação é uma estratégia que favorece as pessoas que não utilizam a
fala como sistema de comunicação para se expressar. Agora, vamos descrever como realizar um
passaporte; lembrando que ele pode ser feito manualmente ou no computador.
Utilizar fotografias,desenhos, símbolos etc.
Formato: considerar a autonomia das crianças/jovens ao manuseá-lo.
Somente a família, com o apoio de um profissional que atenda à criança/jovem poderá confeccioná-
lo.
Selecionar quem vai participar da coleta de informações e que informações serão coletadas e
colocadas no passaporte.
Confecção do passaporte para a
comunicação
9.5
Um passaporte para a comunicação deve ser construído por pessoas que conheçam muito bem
a criança ou jovem, e que, em conjunto, partilhem as informações de que dispõem. É importante
que a pessoa referida no passaporte participe de sua construção, ou partilhe do passo a passo
de sua confecção.
Quem constrói o passaporte para a
comunicação
9.6
O passaporte deve conter informações significativas e específicas sobre a criança/jovem, como
as coisas que lhe interessam e suas dificuldades:
quem é a criança de que fala o passaporte;
qual a sua história;
do quê ela gosta e do quê não gosta;
como comunica; como é seu sistema de comunicação;
qual é a melhor forma de interagir com ela;
quais tarefas faz bem e consegue fazer sozinha;
em quais tarefas precisa de ajuda, ou que tarefas precisa que façam por ela;
de que tipo de ajuda precisa para formular os pedidos mais frequentes;
quais são as pessoas mais importantes em sua vida;
o que fazer numa situação problemática específica, por exemplo, numa dificuldade relacionada com o
equipamento ou com os materiais que utiliza (digitalizador da fala, cadeira de rodas etc.);
quais são seus problemas de saúde mais frequentes e o que fazer quando eles surgirem.
Tipos de informações que devem ser
incluídas
9.7
Seguem as informações que devem ser coletadas para realização do passaporte.
1. Dados sobre a criança ou jovem:
Nome
Idade
Família: (que pessoa tem mais contato com a criança)
Religião
Período escolar
Amigo íntimo da classe
Professora
2. Necessidade de cuidados
Babás
Visão (visão útil, ambiente, óculos, tipo de perda)
Audição
Habilidades táteis (se deixa tocar, onde prefere o toque).
3. Característica da criança ou jovem
Como se dá a comunicação
Coisas de que gosta (tenha cuidado com essas informações, porque podem mudar)
Coisas de que não gosta
O que faz quando está frustrado e nervoso
4. Tratamento especial (como lidar em situações específicas)
Orientação e mobilidade
Mobilidade (precisa de guia; é independente, utiliza cadeira de rodas)
Posicionamento/postura
Trabalha melhor quando
Informações que deverão ser levantadas
para a realização do passaporte para a
comunicação
9.8
Cuidados especiais
Vestir e despir
Alimentação
Bebidas
Uso do banheiro
Sono
Cuidados médicos
5. Escreva uma frase ou duas para me descrever
Figura 85 – Sugestão de página do passaporte
1ª página
Fonte: Adaptado de Monaco, 2004.
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Videoaula - Recursos Acessíveis de Comunicação- Livro de
experiência real
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Recurso acessível: livro de experiência
real
10
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O livro de experiência real é um instrumento que dá aos profissionais oportunidades de
comunicação alternativa, desenvolvimento de linguagem e interação social.
Um livro sobre si é muito motivador para um indivíduo, por conta disso, um livro de experiência,
no contexto do trabalho com crianças deficientes visuais e auditivas tem potencial de extrair
mais linguagem que qualquer outra coisa.
Esse recurso fornece ao profissional a oportunidade de apresentar, ensinar e rever conceitos e
vocabulários relacionados com atividades planejadas, e de reforçar experiências de linguagem
que não ocorrem frequentemente. Por exemplo, se o período em que um indivíduo ficou
hospitalizado for relatado em um livro de experiência, tem-se aí uma ferramenta para reforçar
conceitos particulares relacionados à experiência sem que se precise revivê-la.
Livros de experiências são uma das poucas maneiras de reviver eventos passados ocorridos
com pessoas cuja deficiência ou doença não lhes permita comunicar-se por meio da fala. O livro
pode ser especialmente útil para indivíduos com necessidades únicas de linguagem.
Objetivos10.1
O livro de experiência permite reforçar a linguagem de uma atividade que já aconteceu em uma
atmosfera quieta e relaxada, mostrando-se como a melhor possibilidade de um input sensorial.
Esse reforço é frequentemente difícil de acontecer durante o evento real. Por exemplo, existem
poucas maneiras de se reforçar auditivamente a hora do banho ou da natação porque,
geralmente, estes são ambientes de muita algazarra e alegria, além de não permitirem o uso do
aparelho auditivo. Pode-se utilizar o livro de experiência como uma forma de reforçar a
linguagem dessas atividades, fora de seu contexto usual.
O livro de experiência é um recurso material que serve de reforço às necessidades individuais,
visuais, táteis, conceituais e comunicativas e as habilidades do indivíduo.
Sempre utilize materiais apropriados às habilidades conceituais e visuais do indivíduo. Os que
não tiverem resíduo visual necessitam de aproximação tátil, a qual, apesar de mostrar-se como
um grande desafio, se conduzida com criatividade, pode ser uma ferramenta muito viável de
comunicação.
Todo aprendizado vai do concreto ao semiconcreto e deste para o abstrato. Sempre que possível,
utilize objetos reais associados às atividades. Avaliações correntes são necessárias para
assegurar que o indivíduo realmente entenda o conceito da representação concreta, a qual pode,
então, ser seguida da representação em figura plana. O indivíduo deve envolver-se ativamente na
criação das figuras que serão representadas no livro.
Lembre-se de que o livro está relacionado com as experiências individuais. Tenha sempre em
foco informações ou conceitos e atividades nas quais o indivíduo se interesse, que o motivem e
façam da experiência real uma aprendizagem significativa.
Considerações individuais10.2
Os registros do livro de experiência devem ser feitos durante a atividade ou logo que ela termina.
Utilize abordagens diferentes ao fazê-lo, por exemplo:
desenhe enquanto a pessoa com deficiência ou doença observa;
trabalhe com a técnica mão sob mão com a pessoa com deficiência ou doença;
deixe a pessoa com deficiência ou doença desenhar.
Assegure-se de que sua escolha sobre o sistema de comunicação seja conceitualmente correta.
Ao apontar para pessoas reais, locais e objetos e suas representações, refira-se a eles com
Sugestões para fazer registros mais
significativos
10.3
rótulos verbais e sinais apropriados. Existe uma grande diferença conceitual entre simplesmente
apontar para a figura de uma bola, por exemplo, e fazê-lo enquanto diz: “a figura de uma bola”.
Enfatize detalhes importantes como cor, formato, tamanho, textura, relacionamentos e
sentimentos para auxiliar a criança ou jovem a estabelecer seu significado. Estabeleça algumas
técnicas simples para ter certeza de que o indivíduo entende o que você está desenhando:
desenhe o rosto do indivíduo enquanto olha para ele e relacione as partes representadas com a parte
real do corpo;
desenhe o rosto do indivíduo igual ao de uma fotografia que ele tenha previamente reconhecido
como de si próprio;
desenhe-o com óculos e aparelho, quando houver. Estes itens frequentemente fornecem informações
significativas que lhes permitem diferenciar-se de outros;
faça um desenho em tamanho real da pessoa, dos membros da família e dos amigos, traçando seus
corpos no papel e colorindo o desenho apropriadamente;
utilize sinais de nomes (inicialmente de pessoas familiares) em conjunto com a fala “figura de”.
Envolva o indivíduo na produção de seu livro de experiência tanto quanto possível. Permita a ele
coletar e guardar algumas coisas da atividade para seremcolocadas no livro, como o balão vazio
de uma festa, a colherinha do sorvete; folhas restantes de uma atividade na grama, um saquinho
de batata frita ou um canudo de uma visita ao McDonald’s e um cartão postal. Forneça a ele uma
caixa ou sacola especificamente para coletar esses itens.
Quanto aos itens que não ficarão colados no livro, poder-se-á separar um envelope ou um saco
do tipo Zip Lock para guardá-los. Estes itens poderão ser tirados de dentro do envelope ou saco,
discutidos, utilizados na página e, então devolvidos ao lugar.
Se forem tiradas fotografias da atividade, estas podem ser adicionadas mais tarde para servir de
reforço e aumentar a quantidade de desenhos. Não espere até que as fotos sejam reveladas para
completar o livro (a não ser que sejam fotografias Polaroid, ou seja, reveladas imediatamente).
As seguintes ideias podem aumentar a motivação do indivíduo em participar e sua habilidade de
interação com o livro. Podem ser:
páginas com itens ou figuras cobertas por dobras;
páginas com objetos presos com velcro, para que o indivíduo possa retirá-los e colocá-los novamente;
um CD com vozes gravadas, sons e músicas que, ao serem utilizadas em combinação com o livro,
correspondam ao seu tema ou conceito, e figuras (sempre que possível, permita que o indivíduo faça
parte da gravação, bem como da elaboração do livro);
inicialmente, assegure-se de que os objetos ou pessoas que eles representam sejam de fato iguais ao
real ou o mais próximo possível dele, antes de utilizar métodos mais abstratos, como figuras, que
podem ser coladas.
O verso das folhas é um bom local para colocar figuras dos sinais ou quaisquer outras
instruções para a utilização do livro, que podem auxiliar outras pessoas a manuseá-lo de modo
mais efetivo junto ao indivíduo. Inicialmente, um tema principal por página auxiliará com o
desenvolvimento conceitual.
Modelo de folha de planejamento do livro de experiência
1. Um livro de experiência para: _______________________
2. Tema ou tópico: _______________________
3. Conceitos-chaves relacionados ao tema ou tópico:
a) _______________________
b) _______________________
c) _______________________
d) _______________________
e) _______________________
f) _______________________
4. Necessidades visuais ou preferências (cores favoritas, tamanho da letra, tamanho e tipo
das figuras, tamanho da folha etc.): _______________________
5. Necessidades conceituais (objetos concretos, tipos de representação gráfica, outros):
_______________________
6. Preferências táteis e habilidades motoras (materiais preferidos, habilidade para segurar ou
manipular objetos; se usa velcro, abre envelope ou saquinhos Zip Lock etc.):
_______________________
Conceito(s) a ser(em) representado(s): _______________________
Linguagem a ser utilizada: _______________________
Instruções para a utilização: _______________________
Oportunidades potenciais para o desenvolvimento de habilidades: _______________________
Materiais necessários: _______________________
Mapa da colocação de objetos, desenhos, quadros etc. no livro de experiência real. (Esboce
aqui o livro, inserindo observações que julgar necessárias.)
Fonte: Adaptado de Monaco; Ramey, 2004.
Vamos ver agora o livro de experiência real, que é um livro sobre si próprio e suas experiências;
um recurso para ajudar as pessoas a reviver eventos passados. As fotos mostram parte do
trabalho desenvolvido no programa Gospel – Grupo de orientação e sugestões para pais de
estratégias para o lar, da Ahimsa.
A figura 86 mostra um livro de experiência real confeccionado em feltro, dobrável, para facilitar a
visualização do aluno/usuário e o manejo das páginas, as quais contêm experiências
representadas por objetos em miniatura e texturizados, a fim de apoiar a comunicação e a
memória tátil do usuário. Na imagem, veem-se um gira-gira, um tanque de areia e um balanço.
A figura 87 traz um livro confeccionado pela mãe de uma aluna, que estava no programa Gospel.
Na imagem veem-se os objetos concretos que ela usa no banho: xampu, sabonete e cadeira,
entre outros.
Livro de experiência real: alguns
exemplos de como utilizá-lo
10.4
Figura 86 – Livro de experiência real: “Vamos ao parque?”
Fonte: Álbum de fotografias da Ahimsa, 2005.
Figura 87 – Livro de experiência real: “A hora do banho”
Fonte: Álbum de fotografias do Programa Gospel da Ahimsa, 2009.
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Figura 88 – Livro de experiência real de cartelas e objetos concretos: “A
hora do banho”
Fonte: Álbum de fotografias do Programa Gospel da Ahimsa, 2009.
Na figura 89 vemos uma mãe manuseando, junto ao filho, um livro de experiência real construído
por ela com folhas de papelão revestidas por EVA. No livro veem-se objetos concretos de
referência à hora do banho presos às páginas.
Figura 89 – Livro de experiência real
em plano inclinado e com objetos
concretos simbolizando a hora do
banho
Fonte: Álbum de fotografias do Programa
Gospel da Ahimsa, 2009.
Na figura 90, vemos uma mãe com sua filha e um livro de experiência real feito de caixa de
papelão coberta por EVA. Dentro dele foram colocadas as fichas, ou “páginas” do livro contendo
os objetos; tal disposição tornou o manejo acessível para a filha.
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Na figura 92 veem-se as páginas de um livro sobre a hora do banho confeccionado em folhas de
papelão encapadas com tecido de juta, para favorecer o reconhecimento do aluno/usuário. Sobre
as páginas do livro foram colados objetos concretos em referência a cada etapa do banho:
banheira e cadeira em miniaturas, para descrever a situação inicial; sabonete e xampu; escova,
pasta de dente e toalha, para secar.
Figura 90 – Contação de história
com uso de livro de experiência real
Fonte: Álbum de fotografias do
Programa Gospel da Ahimsa, 2009.
Figura 91 – Livro de experiência real com fichas texturizadas e em plano
inclinado, como recurso de acessibilidade
Fonte: Programa Gospel da Ahimsa, 2009.
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A figura 93 mostra a página de um livro de experiência real em plano inclinado, cujos objetos
concretos identificam os participantes das atividades. As páginas foram confeccionadas em EVA,
e nos cantos inferiores foram colocadas bolinhas achatadas de material resistente em auxílio ao
manuseio das páginas.
Figura 92 – Livro de experiência real “A hora do banho” com folhas
texturizadas
Fonte: Programa Gospel da Ahimsa, 2009.
Figura 93 – Livro de experiência real
em plano inclinado contendo
objetos de referência a brincadeiras
Fonte: Arquivo da autora, 2005.
Fotografia tirada no contexto do curso
de formação de multiplicadores nas
áreas de surdocegueira e deficiência
múltipla.
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A figura 95 mostra um livro confeccionado em uma caixa, dentro da qual foi construída uma
réplica do local onde a aluna toma café, na escola. As abas da caixa contêm fotos e miniaturas
confeccionadas em biscuit para mostrar os alimentos e utensílios utilizados na hora do lanche.
Na figura 96 vemos as páginas do livro de experiência real “Passeio no McDonald’s”,
confeccionadoem cartela de modo que possa ser pendurado. As páginas do livro contêm
embalagens de lanche e copo descartável da marca.
Figura 94 – Livro de experiência real
em formato sanfonado contendo
objetos concretos
Fonte: Álbum da Ahimsa, 2003.
Fotografia tirada no contexto do curso
de formação de professores em
recursos acessíveis.
Figura 95 – Livro de experiência real: “A hora do lanche”
Fonte: Arquivo da autora, 2005. Fotografia tirada no contexto do curso de
formação de multiplicadores nas áreas de surdocegueira e deficiência
múltipla.
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A figura 97 mostra um livro do tema “Vamos brincar na piscina?” em formato de fichário dentro
de uma caixa, encapada com papel celofane azul-escuro, a fim de simular uma piscina e
estimular sensorialmente (tato e audição) o usuário. Cada página do fichário contém um
utensílio utilizado na atividade. Elas foram confeccionadas em cartela grossa revestida de
plástico dentro do qual foi inserido gel de cabelo, para passar a referência tátil de água
(consistência e temperatura).
Na figura 98 vê-se um livro de experiência real intitulado “Um dia na praia”. Tanto a capa quanto
as páginas internas têm uma marcação no canto direito para promover a acessibilidade motora
dos alunos. Há desenhos e materiais concretos para que o usuário identifique o que vai ser
utilizado na atividade.
Figura 96 – Livro de experiência real: “Passeio no McDonald’s”
Fonte: Arquivo da autora, 2005. Fotografias tiradas no contexto do curso de
formação de multiplicadores nas áreas de surdocegueira e deficiência
múltipla.
Figura 97 – Livro de experiência real: “Vamos brincar na piscina?”
Fonte: Arquivo da autora, 2005. Fotografias tiradas no contexto do curso de
formação de multiplicadores nas áreas de surdocegueira e deficiência
múltipla.
Figura 98 – Livro de experiência real: “Um dia na praia”
Fonte: Fotografia tirada no contexto do curso de formação continuada da
Ahimsa, em 2004.
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A figura 99 mostra a capa de outro livro e duas de suas páginas, as quais também apresentam
um recurso para manejo das folhas: do lado direito de cada uma foi colada uma tira de papel de
gramatura mais alta para ajudar o usuário a virá-la.
Figura 99 – Livro de experiência real: “Um dia no parque”
Fonte: Fotografia tirada no contexto do curso de formação continuada da
Ahimsa, em 2004.
A “aranha-mola”, conforme visto na figura 100, é um recurso feito para alunos que têm
dificuldade motora em posicionar uma ponteira no teclado do computador, para digitação, ou em
usar um lápis, para escrita.
Recursos para escrita10.5
Figura 100 – “Aranha-mola”
Fonte: Bersch, 2013.
A figura 101 mostra a bola de espuma, um recurso utilizado com alunos que tenham prejuízo de
motricidade fina. Ele auxilia a escrita de pessoas que tenham movimentos espásticos e, por isso,
necessitam de um material mais leve, que lhes permita executar movimentos finos. A confecção
é simples: faz-se um furo no centro na bola, no qual se encaixa o lápis (BERSCHE, 2010).
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Figura 101 – Bola de espuma para lápis
Fonte: Bersch, 2010, p. 10.
Para a hora da leitura10.6
Figura 102 – Avental de contação de história para a hora da leitura
Fonte: mlstatic.com [https://http2.mlstatic.com/avental-historia-infantil-
chapeuzinho-vermelho-em-feltro-D_NQ_NP_728737-
MLB28041276200_082018-F.webp] .
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/101.jpg
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Videoaula - Conclusão
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Conclusão
Os recursos pedagógicos acessíveis apoiam a aprendizagem, a acessibilidade e a comunicação
de pessoas com deficiência em processo de inclusão ou de alunos que estejam em processo de
internação; dão continuidade ao processo escolar de crianças ou jovens que tenham dificuldades
de aprendizagem. Eles devem ser elaborados de maneira única e individualizada, após avaliação
de seu futuro usuário e com base em suas necessidades.
Espero que os alunos desta disciplina aproveitem o conteúdo e criem recursos de acessibilidade
para seus alunos e/ou aprendentes, a fim de auxiliá-los em seu processo de aprendizagem e
socialização.
Autoria
Autora
Possui graduação em Pedagogia pelas Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU (1983);
mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2004)
e doutorado em Psicologia da Educação, pela Universidade de São Paulo – USP (2011).
Presidente do Grupo Brasil de apoio aos surdo-cegos e ao múltiplo deficiente sensorial; sócia-
fundadora e diretora educacional da Associação Educacional para Múltipla Deficiência;
assessora técnica da Christian Blind Mission e da Perkins School for the Blind. Coordenadora do
curso de Atendimento Educacional Especializado (AEE) da Universidade Federal do Ceará;
coordenadora do curso de Educação Infantil e Psicopedagogia da Universidade Estácio de Sá;
coordenadora e professora de cursos da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).
Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Especial, atuando
principalmente nos seguintes temas: surdocegueira, deficiência múltipla sensorial, alunos com
necessidades especiais e surdo-cegos. Produz materiais de educação a distância, para os
cursos de Psicopedagogia, Educação Infantil, Dificuldades de Aprendizagem, Tecnologia
Assistiva, Educação Especial com Perspectiva Inclusiva e AEE.
Lattes: lattes.cnpq.br [http://lattes.cnpq.br/1044890292653333] .
Shirley Rodrigues Maia
http://lattes.cnpq.br/1044890292653333
http://lattes.cnpq.br/1044890292653333
Glossário
Bibliografia
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BERSH, Rita. Recursos pedagógicos acessíveis: Tecnologia Assistiva (TA) e Processo de
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BOVE, Maria. Apostila para o Curso de Comunicação. Projeto Hilton Perkins. São Paulo: Ahimsa –
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DELIBERATO, Débora; MANZINI, Eduardo José. O saber dos professores das salas de recursos
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DELIBERATO, Débora; MANZINI, Eduardo José. Portal de ajudas técnicas para educação:
equipamento e material pedagógico especial para educação, capacitação e recreação da pessoa
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http://www.assistiva.com.br/Recursos_Ped_Acessiveis_Avaliacao_ABR2013.pdf
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WATANABE, Dalva R. O estado da arte da produção científica na área da surdocegueira no Brasil
de 1999 a 2015. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação da Universidade
São Paulo, São Paulo, 2017.
As fotos são de propriedade da Ahimsa – Associação Educacional para Múltipla Deficiência, que
nos cedeu autorização para divulgá-las em fôlderes, materiais impressos, artigos e apostilas. Os
documentos que comprovam a liberação de direitos encontram-se na secretaria da instituição.
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/surdosegueira.pdf
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/surdosegueira.pdf
http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/088-TC-C2.htm
http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/088-TC-C2.htme campo
visual da pessoa com deficiência. Esses requisitos precisam ser claros para realização,
organização e confecção de recursos pedagógicos acessíveis.
No Quadro 2 seguem descritas algumas patologias e seus aspectos quanto a campo, tamanho,
discriminação e necessidades individuais.
Quadro 2 – Doenças/patologias e implicações visuais
Implicações
visuais
Doenças/patologias Fotofobia Escotoma
Cegueira
noturna
Dificuldade
na
adaptação
à luz
Erros
de
refração Nistagmo
Restrição
de
campo
visual
Vi
flu
Albinismo X     X X X    
Implicações
visuais
Doenças/patologias Fotofobia Escotoma
Cegueira
noturna
Dificuldade
na
adaptação
à luz
Erros
de
refração Nistagmo
Restrição
de
campo
visual
Vi
flu
Ambliopia       X     X  
Aniridia X     X   X   X
Atrofia óptica X     X        
Catarata X     X   X    
Ceratocone X     X     X X
Coloboma X X   X   X    
Coriorretinite   X   x
Oscilantes
    X  
Descolamento de
retina
    X X X   X   X
Glaucoma X   X X     X X
Retinose
pigmentar
X   X X     X  
Fonte: Elaborado pela autora.
Contraste é a diferença nas propriedades visuais que faz que um objeto seja distinguível de
outros e do plano de fundo (FROSTIG; MULLER 1986).
Figura 4 – Contraste
Fonte: Elaborado pela autora.
Coordenação visomotora é definida como a capacidade de coordenar a visão com um movimento
do corpo ou de parte do corpo, por exemplo, mão e visão (FROSTIG; MULLER, 1986).
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Relação espacial é a capacidade de perceber a posição de dois ou mais objetos em relação aos
demais; é o último aspecto da percepção visual (FROSTIG; MULLER 1986).
A figura 5 traz a imagem de uma criança de cinco anos com deficiência múltipla sensorial-visual,
ou seja, com paralisia cerebral e baixa visão, sentada em uma cadeira do tipo Bebê Conforto para
melhor acomodação. A professora, ao apresentar à criança um peixe de brinquedo na cor laranja,
precisou de um fundo contrastante, no caso, uma bacia verde; assim, o aluno pôde receber o
estímulo visual, na altura e no contraste necessários para tanto.
Posição espacial é a capacidade de uma pessoa perceber a posição de um objeto em relação a si
mesma (FROSTIG; MULLER 1986).
Figura 5 – Criança com deficiência múltipla sensorial-visual
Fonte: Ahimsa – Associação Educacional para Múltipla Deficiência.
Fotografia tirada em São Paulo-SP, em 2004.
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Figura 6 – Figura-fundo
Fonte: Adaptado de Rovessi, 2005.
Figura-fundo é a capacidade de observar um aspecto do campo visual em relação ao resto do
próprio campo. A capacidade de percepção de imagens é favorecida quando se oferece à pessoa
um estímulo visual contrastante (FROSTIG; MULLER, 1986). Na figura 6, pode-se observar dois
rostos de perfil face a face, na cor preta, sobre um fundo branco, ou um vaso branco contrastado
pelo fundo preto.
Constância perceptual é um determinante do modo de perceber as coisas, para que se possa
registrar internamente as impressões que delas se têm e reconhecê-las ou identificá-las
posteriormente. Envolve a habilidade de um indivíduo em perceber que um objeto possui
propriedades inalteradas, tais como forma, posição e tamanho, a despeito de mudanças na
imagem refletida em sua retina (LEFRÈVE, 1983; FROSTIG; MULLER 1986).
A figura 7 demonstra como realizar o exercicio de constância perceptual: do lado esquerdo da
imagem, na posição vertical, vê-se o contorno de uma vaca, de um porco e de um cavalo. No lado
direito da imagem, vê-se o cenário, em tons claros, de uma fazenda, no qual distribuem-se os
contornos preenchidos do porco, da vaca e do cavalo, na cor preta. No canto inferior esquerdo
está o porco; acima dele, entre duas colunas, a vaca e, ao lado direito desta, o cavalo. Na
avaliação da constância perceptual, deve-se observar se a pessoa percebe as silhuetas
preenchidas, desenhadas sobre o fundo de linhas claras.
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Memória visual é a habilidade de lembrar-se daquilo que não está mais presente. Um exemplo é
imaginar-se em uma praia, caso já se tenha estado em uma; em caso positivo, pode-se lembrar
de como era (FROSTIG; MULLER 1986).
Iluminação: do latim illuminatĭo, é a ação ou efeito de iluminar. Este verbo significa alumiar ou dar
luz. Isso posto, a iluminação é o conjunto de luzes que se instala num determinado lugar com a
intenção de iluminar (ILUMINAÇÃO, 2012).
Figura 7 – Constância perceptual
Fonte: www.materialdeaprendizaje.com
[https://www.materialdeaprendizaje.com/15056-2/] .
Figura 8 – Estímulo visual em aluno com deficiência múltipla sensorial
visual
Fonte: Rovessi, 2006.
A figura 8 mostra a professora estimulando visualmente um aluno com deficiência múltipla
sensorial visual. O menino está sentado de forma a olhar para um bicho de pelúcia lilás,
posicionado à frente dele, enquanto outra profissional segura uma lanterna acesa apontada para
o rosto do bicho, alinhada aos olhos da criança.
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https://www.materialdeaprendizaje.com/15056-2/
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Patologias visuais e a necessidade de
contraste
2.3
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Segundo Bove (1996), as patologias visuais da síndrome da rubéola congênita são catarata
congênita, em ambos os olhos, e glaucoma, que pode se manifestar posteriormente. Essas duas
patologias requerem o uso das cores em contraste, a fim de permitir maior discriminação e
percepção visual por parte do sujeito por elas acometido. As cores são azul royal e amarelo, ou
azul royal e laranja. O que geralmente ocorre com as pessoas afetadas são dificuldade de
percepção de profundidade e em utilizar as cores branco e preto, frequentemente usadas como
recurso para pessoas com dificuldades visuais; para estas, os problemas residem principalmente
na percepção de obstáculos cuja forma não contraste com o fundo, ou mesmo presentes no
exercício de leitura e escrita, que necessita que os objetos estejam posicionados em um plano
inclinado, para que o aluno os perceba.
Na Síndrome de Usher ocorre a retinose pigmentar, que leva a cegueira noturna e visão tubular,
devido à perda de visão periférica. Em alguns casos, a vítima pode apresentar catarata congênita,
glaucoma e degeneração macular. As cores preto e branco são as que oferecem melhores
condições de contraste, possibilitando, assim, a atenção visual.
Na deficiência visual de origem cortical, os alunos necessitam de ajuda para decodificar com
sucesso as imagens visuais que recebem. De acordo com Maia et al. (2010b, p. 35):
A seguir, descrevemos algumas dicas para trabalhar com pessoas com surdocegueira, com
deficiência múltipla visual e deficiência visual de origem cortical.
Use diversas formas, maneiras e sugestões sensoriais a fim de estimular a informação visual e a
maneira como elas serão apresentadas ao aluno. Encoraje a exploração pelo toque.
Evite excesso de estimulação visual introduzindo um item por vez, e num ambiente limpo de
estímulos.
Observe quanto à preferência de cor (vermelho e amarelo), formato, tamanho, movimento e campo.
Faça mudanças de posição gradualmente, porque o processamento de informações é difícil para
esses estudantes.
A deficiência visual cortical se refere a uma condição do cérebro e não uma condição do olho e é o
resultado das lesões no cérebro e no sistema visual no que se refere ao processo e integração da
informação visual.A deficiência visual cortical pode ser transitória ou permanente e pode variar
entre deficiência visual severa a uma cegueira total. Devido ser uma deficiência neurológica, a visão
é severamente reduzida o que pode ser explicado em um exame oftalmológico. O grau da deficiência
depende da idade em que começou tanto como no lugar e a severidade da perda de campo visual.
Para o termo deficiência visuais corticais têm muitas denominações entre elas cegueira cortical,
cegueira cerebral, distúrbio visual central e a deficiência visual cerebral.
Estrutura auditiva2.4
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Presença de um som (detecção de um som): é a habilidade auditiva com que a criança percebe a
presença e a ausência de som (NORTHERN; DOWNS, 1989).
Reconhecimento do som: é a habilidade de identificar o som e a fonte sonora, com capacidade de
classificar ou nomear o que ouviu (NORTHERN; DOWNS, 1989).
Compreensão do som: é o ato de estabelecer relações entre o estímulo sonoro produzido, outros
eventos do ambiente e o próprio comportamento. Essas relações têm as propriedades de
reflexividade, simetria e transitividade, segundo Northern e Downs (1989).
Tipos de som (sensação do som): é o recebimento do estímulo sonoro pela audição, a partir da
qual se percebe se um som é alto ou baixo, grosso ou fino, forte ou fraco, longo ou curto
(intensidade, frequência e duração) (NORTHERN; DOWNS, 1989).
Atenção ao som: é a capacidade de selecionar estímulos, ou seja, focar em um determinado
estímulo sonoro em meio a outros sons competitivos auditivos e visuais, competência
imprescindível para a seleção de determinados estímulos em detrimento de outros (NORTHERN;
DOWNS, 1989).
Discriminação do som: é o ato de diferenciar dois ou mais estímulos sonoros; capacidade de
determinar se dois estímulos são iguais ou diferentes (NORTHERN; DOWNS, 1989).
Figura-fundo auditiva: é o ato de identificar uma mensagem primária na presença de sons
competitivos. Por exemplo, identificar uma fala ou ordem cujo falante esteja a uma distância de 1
metro, e cujo receptor esteja em meio a um barulho intenso de ventiladores (NORTHERN; DOWNS,
1989).
Memória auditiva: é o processo que permite armazenar, arquivar informações acústicas para que
se possa recuperá-las depois (NORTHERN; DOWNS, 1989).
Estrutura de comunicação2.5
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Quando se trata de comunicação, temos que falar da estrutura necessária para se alcançar uma
comunicação que permita à pessoa conhecer as funções desta e, assim, possa utilizá-la em
diálogos contextualizados.
Compreensão de comandos simples: quando há entendimento por parte da criança frente às
ordens simples do interlocutor.
Compreensão de comandos complexos: quando há entendimento por parte da criança frente às
ordens complexas do interlocutor, ou seja, quando este faz uso de mais de duas frases em seus
comandos.
Expressão
Vocabulários: palavras, gestos, expressões faciais, sinais, figuras utilizadas pela criança que
designam um determinado significado ou
Extensão de enunciados: número de elementos utilizados para expressar uma intenção, ideia,
sentimento.
Outra estrutura de comunicação são os sistemas de comunicação.
Os quadros 3 e 4 a seguir, baseados nas descrições de Watanabe (2017) de comunicação
simbólica e não simbólica, indicam sistemas e formas de comunicação que podem ser aplicados
em recursos acessíveis que apoiem a comunicação de pessoas que não utilizam a fala como
forma de expressão.
Quadro 3 – Formas de comunicação: comunicação não simbólica
Comunicação não simbólica Descrição/significado
Formas Exemplo de
representação
Expressões
naturais
Choro Pode ser expresso por meio de sons intensos ou movimentos de
mexer os olhos (abrir ou fechar). Significados: dor, recusa, birra,
incômodo, não gosta, fome, quer atenção, sono e outros.
Sorriso Pode ser expresso pelo movimento de mexer e afastar os lábios
e/ou por sons que podem ser altos e com muitas vocalizações,
como gargalhadas. Significados: estar feliz, reconhecer uma
pessoa, gostar dela ou de uma atividade e outros.
Movimento
corporal
Movimentar membros superiores e inferiores, movimentar a
cabeça, movimentar todo o corpo. Significados: excitação como
resposta à estimulação ou antecipação de um acontecimento;
contorcer-se e resistir ao contato físico; alterar o tônus muscular
em resposta à voz ou ao contato físico. Reação a estímulos
súbitos ou preparação para agir.
Expressão
corporal
Realizar movimentos com o corpo para indicar uma ação, como
movimentar-se para frente e para trás quando quer balançar;
mexer mãos e pés quando estiver deitado, para pedir uma
brincadeira.
Expressão facial Sorrir em resposta a pessoas, objetos ou situações; fazer careta
em reação a sensações desagradáveis ou inesperadas.
Pistas Cheiro Na realização de uma rotina familiar, pode ser utilizado um
objeto que tenha odor característico. Por exemplo, para antecipar
a rotina do banho, o responsável pode pegar o sabonete e colocá-
lo próximo ao nariz da criança ou jovem com surdocegueira, para
que ele receba uma informação sensorial olfativa.
Contexto Em meio a uma rotina familiar, a pessoa com doença ou
deficiência pode utilizar um objeto ou realizar um movimento
que antecipe uma atividade a ser realizada em determinado
espaço, por exemplo: fazer um movimento corporal para frente e
para trás, indicando que quer balançar ao chegar no playground.
Movimentos O responsável pode antecipar uma atividade fazendo um
movimento que seja característico dela, a fim de indicar o que vai
acontecer. Por exemplo: tocar os lábios de uma criança com
surdocegueira para informá-la de que ela vai comer.
Gestos Contextuais Na realização de uma ação rotineira e/ou outra atividade, a
pessoa com surdocegueira faz um gesto representativo do
contexto de tal atividade, por exemplo: na sala de fisioterapia, a
fisioterapeuta pode pegar uma bola Bobath e aproximá-la do
corpo da criança que, ao sentir o toque da bola nas pernas, deita-
se nela para rolar.
Naturais Momento em que é realizado um gesto que se aproxima de uma
ação a ser executada junto a pessoas ou com o auxílio de objetos,
por exemplo: fazer gestos para frente e para trás com a mão ao
avistar um carrinho, sinalizando o desejo de brincar.
Indicativos Gesto de apontar algo que deseja ter ou lugar aonde queira ir.
Convencionais Faz “adeus”; acena com a cabeça para indicar aceitação ou
recusa.
Sinais Personalizados Sinais criados pelas pessoas com surdocegueira cujos
significados, na conversação, seus parceiros de comunicação
interpretam e confirmam.
Orientação Olha e aponta Olha ou aponta na direção de uma pessoa ou objeto a que deseja
dirigir a atenção; desvia de alguém, ou algo, o olhar, para indicar
desinteresse ou recusa; olha na direção de uma pessoa, objeto ou
movimentação que apareça subitamente.
Pausa Fica atento ...ao movimento que está realizando em antecipação a um
acontecimento; para, espera por instruções ou pela vez de fala do
interlocutor (meu turno, seu turno).
Toque,
manipulação ou
movimento com
outra pessoa
  Segura ou agarra outra pessoa para obter conforto; pega ou dirige
a mão de alguém para alguma coisa; posiciona o adulto em
algum lugar para obter sua atenção; empurra ou deixa a pessoa ir
embora, dando por terminada a interação; move-se em conjunto
a outra pessoa ou segue seu movimento.
Fonte: Adaptado de Watanabe, 2017.
O quadro 4 descreve alguns sistemas de comunicação simbólica, os quais podem ser utilizados
pelos professores na confecção de recursos que irão apoiar a comunicação.
Quadro 4 – Sistema de comunicação simbólica
Língua de sinais
no campo visual
Sistema não alfabético que consiste na realização da língua de sinais em um espaço
menor e a uma distância maior, de modo que possa ser percebido pela pessoa com
surdocegueira pormeio de sua visão, quando o seu campo visual se estreitou (PLAZAS,
1999).
Língua de sinais
adaptada
Quando pessoas com deficiência motora têm dificuldades para realizar as
configurações de mão da língua de sinais, podem ser feitas adaptações usando
configurações de mão que lhes sejam possíveis e, assim, promover a comunicação
(MAIA et al. 2010).
Sinais coativos O parceiro de comunicação faz o sinal em conjunto com a pessoa com deficiência
(MAIA et al. 2010).
Braille É um código universal de leitura tátil e de escrita usado por deficientes visuais.
Observação: no link a seguir é possível aprender o braille (braillevirtual.fe.usp.br
[http://www.braillevirtual.fe.usp.br] .)
Braille tátil “Sistema alfabético baseado no sistema braille tradicional de leitura e escrita em
relevo, adaptado de maneira que possa ser percebido pelo tato.” (PLAZAS, 1999 apud
WATANABE, 2017, p. 108). “Uma das adaptações consiste na utilização dos dedos
indicador e médio da pessoa com surdocegueira de maneira que cada uma das três
falanges desses dedos possa equivaler a um ponto do braille e, ao ser tocado pelo
interlocutor, representa cada um dos elementos deste código. Outra adaptação
consiste em empregar os dedos indicador, anular e médio de ambas as mãos da pessoa
com surdocegueira para representar os seis pontos do braille de uma cela imaginária
que serão tocados pelo interlocutor de acordo com os elementos do código braille
tradicional.” (PLAZAS, 1999 apud WATANABE, 2017, p. 108).
Escrita em tinta Uso de caderno ou folha e caneta esferográfica para escrever a mensagem.
Escrita com o
dedo da mão
Uso do dedo para escrever letras de forma para compor as palavras.
Fala ampliada Falar próximo ao melhor ouvido da pessoa com surdocegueira.
Tadoma Pessoa com surdocegueira sente a vibração da fala por meio do toque no rosto, queixo
e pescoço do interlocutor, de maneira a perceber os movimentos fonoarticulatórios.
Alfabeto na
palma da mão
Escrever letras (de forma) do alfabeto na palma da mão da pessoa com surdocegueira.
Alfabeto manual
tátil
Sistema não alfabético que corresponde ao alfabeto digital geralmente utilizado pelas
pessoas com surdez, às vezes com algumas adaptações feitas na palma da mão do
surdo-cego para que ele o perceba tatilmente. Essas adaptações se referem a posições
que envolvam o menor desgaste possível, tanto para que a pessoa com surdocegueira
perceba cada letra, quanto para o interlocutor, durante a execução (PLAZAS, 1999 apud
WATANABE, 2017).
Sistema Lorm A pessoa com surdocegueira fica com a mão parada e a pessoa que realizará a
interpretação tocará os dedos e a palma da mão da primeira em diferentes pontos,
cada qual representativo de uma letra.
Sistema Moon Sistema de leitura em relevo das letras do alfabeto desenhadas em contorno estilizado
para facilitar a acessibilidade.
Sistema Malossi Este sistema de comunicação consiste na marcação das letras do alfabeto e dos
algarismos de 0 a 9 nas falanges dos dedos e na palma de uma das mãos da criança
surdo-cega. Distribui-se para cada falange uma letra do alfabeto; à medida que o
espaço destinado à letra é tocado, a criança vai selecionando as letras e formando as
palavras que compõem a mensagem. A pessoa com surdocegueira pode usar uma luva
na qual estejam impressos as letras e os números, indicando os lugares onde devem
ser tocados.
http://www.braillevirtual.fe.usp.br/
http://www.braillevirtual.fe.usp.br/
Placas de
comunicação
Placas com as letras e/ou em braille relevo, para que a pessoa com surdocegueira
possa tocá-las com as pontas dos dedos.
Objetos de
referência
São objetos significativos da rotina pessoal da pessoa com surdocegueira que
antecipam ações, pessoas, lugares e tempo.
Tecnologia
assistiva com
saída em braille
ou escrita
ampliada
Equipamento que permite a digitação da informação e que a pessoa com
surdocegueira a receba no formato em braille.
Fonte: Watanabe, 2017; Maia et al., 2010.
Videoaula - Aspectos físicos motores
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"https://player.vimeo.com/video/426904888".
Aspectos físicos e motores3
Para a escolha do material, é preciso estar atento ao comportamento que as pessoas com
paralisia cerebral apresentam. É necessário levar em consideração a textura e o peso dos
materiais para favorecer a acessibilidade e o uso dos movimentos de motricidade fina dos
alunos.
Formas de paralisia e comportamentos apresentados:
atetoide – movimentos involuntários e descoordenados dos braços, mãos, pernas e boca;
atáxico – falta de equilíbrio e de relações espaciais, leves tremores e movimentos lentos;
espástico – o reflexo de extensão, ou espasmódico, interfere nos movimentos de certas partes do
corpo, provocando rigidez excessiva;
misto – mais frequente, envolve a combinação das formas anteriores.
Aspectos cognitivos3.1
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"https://player.vimeo.com/video/1021125383".
Segundo Piaget (1978), representação quer dizer reunião de um “significante” que permite a
evocação de um “significado” fornecido pelo pensamento, sendo o significado ligado ao objeto
em si e o significante um representante dele.
Em seu estudo sobre a representação na criança considerou as diversas formas de pensamento
representativo – imitação, jogo simbólico e representação cognitiva – como solidárias umas com as
outras e evoluindo todas as três em função do equilíbrio progressivo entre assimilação e da
acomodação até atingir a adaptação. Assim sendo, a representação implica num duplo jogo de
assimilações e acomodações, atuais e passadas, das quais o equilíbrio de umas em relação às outras
não poderia ser rápido, mas ocupa, na verdade, toda a primeira infância. (SOUZA et al. 2008, p. 227).
Videoaula - Recursos acessíveis- Definição de Tecnologia Assistiva
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"https://player.vimeo.com/video/426905832".
Tecnologia assistiva4
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"https://player.vimeo.com/video/1021125406".
Segundo o Comitê Nacional de Tecnologia Assistiva (CAT) (apud BERSCH, 2017, p. 4):
Podemos usar a confecção de recursos pedagógicos acessíveis e tecnologia assistiva nas
seguintes áreas, entre outras:
comunicação alternativa;
comunicação;
leitura;
escrita;
atividades de vida autônoma.
Tecnologia Assistiva (TA) é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que
engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a
funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades
ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.
O que é tecnologia assistiva?
Como tornar o mundo mais acessível? As novas tecnologias ajudam a melhorar a qualidade de
vida das pessoas com deficiência. O curso de Design da UNESC trabalha no desenvolvimento de
novos produtos que promovem a inclusão e a autonomia. Para mais detalhes, veja o vídeo
disponível em: youtu.be [https://youtu.be/_iY9rdM8TYg] .
O termo comunicação alternativa e ampliada é utilizado para definir outras formas de
comunicação, como o uso de gestos, de língua de sinais, expressões faciais, de pranchas de
alfabeto ou símbolos pictográficos, até mesmo o uso de sistemas sofisticados de computador
com voz sintetizada (GLENNEN, 1997).
Comunicação alternativa4.1
Figura 9 – Processo de desenvolvimento da tecnologia
assistiva/recursos para comunicação alternativa
Fonte: Adaptado de Deliberato e Manzini, 2006.
Quando se fala em “entender a situação”, etapa 1 apresentada na figura 9, trata-se de avaliar as
condições da pessoa que irá usar a comunicação alternativa, medida que favorece a geração de
ideias sobre a concepção do recurso, de forma que seja realizada a escolha devida do sistema
alternativo de comunicação que irá representar o quese quer transmitir.
Assim, no momento da construção de um objeto a ser utilizado como prancha ou caderno, por
exemplo, começa-se um processo de avaliação com a finalidade de verificar se o objeto
Detalhamento do fluxograma4.1.1
https://youtu.be/_iY9rdM8TYg
https://youtu.be/_iY9rdM8TYg
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/09.png
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/09.png
construído está favorecendo a comunicação alternativa e acompanha-se o processo de uso.
Abaixo segue o detalhamento desses passos:
Entender a situação que envolve o aluno:
saber seus desejos e gostos;
identificar características físicas, psicomotoras e sensoriais;
observar a dinâmica do aluno no ambiente escolar, familiar e comunidade;
reconhecer o contexto social.
Gerar ideias:
conversar com usuários (aluno/família/colegas);
buscar soluções existentes (família/catálogo);
conhecer o estilo de aprendizagem do aluno;
pesquisar materiais que possam ser utilizados;
pesquisar alternativas para a confecção do objeto.
Escolher a alternativa viável:
considerar as necessidades a serem atendidas (visuais, motoras e de compreensão; questões
entre professor/aluno);
considerar a disponibilidade de recursos materiais para a construção do objeto, processo de
confecção, custos;
envolver as famílias no processo de decisão e de escolhas acessíveis.
Representar a ideia por meio de desenhos, modelos, ilustrações:
definir materiais a serem utilizados;
definir as dimensões do objeto – forma, medida, peso, textura, cor e outros.
Construir o objeto para experimentação e testá-lo em situação real de uso.
Avaliar o uso da tecnologia e dos recursos aplicados:
considerar se atendeu ao desejo da pessoa no contexto temático;
verificar se a tecnologia facilitou a ação do aluno, do educador e da família;
verificar se a tecnologia promoveu autonomia no uso e/ou na comunicação.
Acompanhar o uso:
verificar se as condições mudam com o passar do tempo e se há necessidade de fazer alguma
adequação na tecnologia/recurso ou trocá-lo.
Comunicação alternativa ajuda crianças com paralisia cerebral
Para mais detalhes, veja a reportagem completa no canal SBT Jornalismo, disponível em:
www.youtube.com [https://www.youtube.com/watch?v=nNAalMWLydo] .
Neste tópico vamos apresentar alguns recursos de comunicação alternativa que podem ser
utilizados para apoiar pessoas que não se comunicam eficientemente através da fala (sistema
Banco de ideias para recursos/tecnologia
de comunicação alternativa
4.2
https://www.youtube.com/watch?v=nNAalMWLydo
https://www.youtube.com/watch?v=nNAalMWLydo
oral).
Figura 10 – Pastas e fichários
Fonte: intervox.nce.ufrj.br
[http://intervox.nce.ufrj.br/tecnoassist/modulos/tecnoassist_mod9_1.3.htm] .
O recurso pasta de comunicação alternativa favorece o transporte pelo usuário, que pode levá-lo
consigo a todos locais em que ele precise se comunicar.
A figura 11 apresenta uma pasta na cor vermelha com velcros pretos em disposição vertical
intervalados por 5 cm, nos quais se colocam cartões com símbolos representativos do Sistema
Alternativo de Comunicação. Na parte inferior da pasta tem-se uma tira de velcro horizontal na
cor azul, na qual o usuário coloca as cartelas que utiliza na construção da comunicação diária.
Figura 11 – Pasta de comunicação alternativa
Fonte: intervox.nce.ufrj.br
[http://intervox.nce.ufrj.br/tecnoassist/modulos/tecnoassist_mod9_1.3.htm] .
Na figura 12 veem-se pranchas construídas em alto contraste com as cores das categorias do
Sistema Alternativo de Comunicação. As categorias são as seguintes: cor amarela para
pronomes, vermelha para tempo e verde para verbos/ações.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/10.jpg
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/10.jpg
http://intervox.nce.ufrj.br/tecnoassist/modulos/tecnoassist_mod9_1.3.htm
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https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/11.jpg
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/11.jpg
http://intervox.nce.ufrj.br/tecnoassist/modulos/tecnoassist_mod9_1.3.htm
http://intervox.nce.ufrj.br/tecnoassist/modulos/tecnoassist_mod9_1.3.htm
Figura 12 – Pranchas de comunicação alternativa com estímulos
removíveis
Fonte: s3.amazonaws.com [http://s3.amazonaws.com/magoo/ABAAAergQAE-
10.jpg] .
A figura 13 mostra uma pasta com sistemas pictográficos aberta. Feita para uso diário, ela
contém as categorias do Sistema Alternativo de Comunicação e pode apresentar páginas diárias
e semanais. As categorias ficam em destaque para que a criança as manuseie de acordo com o
dia e contexto.
Figura 13 – Pasta com sistemas pictográficos
Fonte: intervox.nce.ufrj.br
[http://intervox.nce.ufrj.br/tecnoassist/modulos/tecnoassist_mod9_1.3.htm] .
Outros tipos de recurso de comunicação alternativa:
Pasta frasal
Prancha temática
Prancha fixa na parede
Prancha fixa sobre a carteira
Pasta frasal
Prancha frasal
Sistema de calendário
Caixa de antecipação
Caderno de comunicação
Passaporte para a comunicação
Colete de comunicação
Tipos de estímulos e estratégias utilizados nos recursos para comunicação alternativa:
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/12.jpg
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http://s3.amazonaws.com/magoo/ABAAAergQAE-10.jpg
http://s3.amazonaws.com/magoo/ABAAAergQAE-10.jpg
http://s3.amazonaws.com/magoo/ABAAAergQAE-10.jpg
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/13.jpg
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/13.jpg
http://intervox.nce.ufrj.br/tecnoassist/modulos/tecnoassist_mod9_1.3.htm
http://intervox.nce.ufrj.br/tecnoassist/modulos/tecnoassist_mod9_1.3.htm
Objeto concreto e sua representação
Objeto de referência (antecipação de uma ação, pessoa e local)
Miniaturas
Símbolos gráficos
Figuras temáticas
Fotos e figuras de atividades sequenciais
Símbolos gráficos com fundos diferentes
Misto
Gestos naturais
Expressões faciais
Figuras de contorno
Símbolos gráficos e figuras em relevo
Libras
Braille
Braille ampliado
Quantidade de estímulos utilizados nos recursos para comunicação alternativa:
Estímulo único
Dois estímulos
Vários estímulos
Participação do usuário na construção do recurso para comunicação alternativa, considerando
aspectos físicos, motores, sensoriais e compreensão:
Seleção dos estímulos
Confecção e organização do recurso/tecnologia
Organização do recurso/tecnologia
Ambientes e parceiros de comunicação alternativa (familiares, amigos da escola, profissionais e
outros):
Participação da família no uso e expansão dos ambientes da pessoa que utiliza os recursos da
comunicação alternativa.
Política de acessibilidade: o que dizem as pessoas com deficiência visual
Em estudo publicado na revista Educação & Realidade, os pesquisadores Marilda Bruno e Ricardo
do Nascimento discutem a política nacional de inclusão digital e o impacto da tecnologia
assistiva (TA) para a educação e a inclusão de pessoas com deficiência visual. Para mais
detalhes, acesse o artigo na íntegra no link disponível em: dx.doi.org/10.1590
[http://dx.doi.org/10.1590/2175-623684848] .
Videoaula - Recursos Acessíveis de Comunicação- Sistemas de
calendário
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"https://player.vimeo.com/video/426906642".
http://dx.doi.org/10.1590/2175-623684848
http://dx.doi.org/10.1590/2175-623684848
Recursos de comunicação alternativa:
sistemas de calendário
5
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"https://player.vimeo.com/video/1021125432".
Neste tópico vamos falar sobre o sistema de calendários, com destaque para a razão por que foi
criado e como ele pode ser utilizado na comunicação alternativa por pessoas que não se
comunicam por meio da fala para que os profissionais e as famílias sejam capazes de tomar
decisões em relação à ampliação das habilidades dos alunos.
Proporcionar informação que permita aosalunos ter uma programação no calendário baseada em
suas necessidades e habilidades atuais.
Alunos que poderiam se beneficiar do uso dos calendários:
alunos com surdocegueira;
alunos com deficiência visual e múltipla deficiência;
alunos com autismo;
alunos que sofreram alguma doença ou acidente que impossibilite o uso da fala ou de outro
sistema de comunicação;
alunos com deficiências que os coloquem em uma situação de não entender, participar e/ou
interagir com os eventos que os rodeiam;
qualquer aluno que necessite de ajuda estruturada para organizar seu tempo e atividades.
O sistema de calendários desempenha um papel importante de apoio e ampliação da
comunicação dos alunos. Para mostrar a relação entre os dois, vamos abordar as quatro áreas
Calendários e comunicação5.1
mais importantes a serem incluídas nos planos de comunicação dos alunos.
1. Comunicação por formas/símbolos
2. Funções comunicativas
3. Desenvolvimento de tema
4. Conversas sociais
Há uma série de formas de comunicação reconhecíveis: discursos, palavras escritas, gestos,
sinais. As formas de comunicação ou símbolos podem ser desde concretas a muito abstratas.
Nós não deixamos de usar a forma que conhecemos quando aprendemos uma nova. Ainda que
leiamos informações impressas, às vezes usamos gestos simples ou sinais para transmiti-las.
Podemos usar ambas as formas ao longo do dia. Algumas são tangíveis, ou estáticas, porque
permanecem “dispostas”; a forma estática pode ser tridimensional (isto é, um objeto, um símbolo
tátil, braille) ou bidimensional (por exemplo, um desenho, uma fotografia, uma palavra impressa).
A forma dinâmica é essencial a nós porque proporciona espontaneidade; temos informação e
assistência “no ato”. As formas dinâmicas “desaparecem” e apenas nós a produzimos. Se
quisermos retornar à mensagem transmitida, teremos que recuperá-la através da memória ou
perguntar ao receptor. Alguns exemplos de formas dinâmicas são: a palavra falada, sinais,
digitação manual e gestos.
O lado esquerdo da figura 14 traz três ilustrações diferentes de “copo”. As representações do
objeto e a placa impressa em braille em que está escrito “copo” são formas estáticas, pois estão
“paradas”; no lado direito, têm-se a imagem de um homem dizendo “copo” em Libras, um balão
para expressar a fala de alguém, que pronuncia o nome do objeto e, por último, a digitação em
alfabeto manual de “copo”, as três demonstrando formas dinâmicas de comunicação.
Formas de comunicação ou formas pelas
quais nos comunicamos
5.2
Figura 14 – Formas de comunicação estáticas e dinâmicas
Fonte: Blaha, 2003, p. 12.
Os calendários favorecem a transição de formas concretas para formas abstratas. Por exemplo:
o professor quer transmitir ao aluno o sinal de um objeto representado em um cartão no qual há
apenas parte deste objeto. Se essa nova forma for apresentada durante uma das atividades
favoritas do aluno (por exemplo, “de cozinha”), ele não notará a mudança, pois haverá muitas
coisas de que ele gosta e que lhes chamam a atenção. É mais simples que o professor introduza
essa mudança em uma rotina do calendário, pois este é um método altamente estruturado para
ressaltar o que se deseja ensinar. Depois, o professor poderá introduzir ao aluno a associação
precisa entre este novo símbolo e a atividade de cozinha.
Os calendários associam símbolos ou formas (por exemplo, sinais, objetos e representações
gráficas) a atividades que a criança já pratica. Isso assegura que os símbolos tenham uma base
de experiência, ou seja, uma funcionalidade, permitindo, assim, que a criança de fato os
compreenda.
O símbolo ou forma de um calendário que representa a atividade ajuda o aluno a recordá-la. Ele
tem a liberdade, então, de falar sobre eventos que aconteceram ou que vão acontecer.
O calendário pode ser feito também para uma única atividade, de maneira que os alunos tenham
a correta combinação entre símbolos “entrando” (formas receptivas) e “saindo” (formas
expressivas). Isso ajuda a simplificar o ambiente e a melhor estruturá-lo.
Apoio a desenvolvimento e uso das
formas de comunicação
5.3
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/14.png
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/14.png
Podem-se combinar formas estáticas e dinâmicas no diálogo com o calendário. Por
exemplo, o professor pode usar uma escova de dentes para representar a rotina de “escovar
os dentes”. Ao apresentar o objeto ao aluno, ele pode fazer o sinal de “escovar os dentes”, ou
guiar as mãos da criança para que ela faça o sinal.
Os calendários podem ser individuais, desde que sejam feitas adaptações sensoriais às
particularidades de comunicação de cada aluno.
As funções comunicativas referem-se à causa por que nos comunicamos e explica como
podemos participar rotineiramente de interações, por razões específicas. Estas razões podem ser
chamadas “funções comunicativas”. Alguns exemplos são:
Solicitar informação sobre pessoas, ações, objetos etc.
Recusar interação com pessoas, ações ou objetos.
Responder perguntas.
Respeitar as normas sociais; ser cordial.
Descrever/compartilhar informações e experiências.
Entender que outros podem se comunicar por várias razões.
Dar instruções.
Comentar.
Proporcionar uma retroalimentação.
Informar sobre eventos passados.
Brincar.
Quadro 5 – Formas como um calendário pode abordar as necessidades de comunicação
Nível de comunicação Formato
Conteúdo
(tema e função) Social (diálogo)
Nível pré-simbólico, com
habilidades de interação
limitadas
Compreende sinais (p.
ex.: objetos,
vocalizações e sinais
táteis).
Desenvolve
antecipação.
Atua sobre
objetos.
Estabelece
temas para
interação.
Mantém atenção a vários
estímulos.
Realiza troca (“minha vez, sua
vez”) para atuar com objetos.
Desenvolve vínculo/confiança.
Função comunicativa ou por que nos
comunicamos
5.4
Nível de comunicação Formato
Conteúdo
(tema e função) Social (diálogo)
Nível simbólico precoce,
com algumas habilidades
de diálogo
Entende e usa formas simbólicas de
transição.
Desenvolve vocabulário primitivo de
objetos, pessoas e nomes de atividades.
Amplia os temas para a interação.
Sequência primitiva do conceito de
tempo (diferenciando “acabou” de
“atividades em espera”).
Mantém a atenção a vários estímulos por
períodos mais longos.
Imita a troca de
comportamentos (“minha vez,
sua vez”) através de
representações.
Responde a perguntas
nomeando ou sinalizando
objetos.
Faz escolhas.
Comentários e recusas.
Nível simbólico com
desenvolvimento de
linguagem para
conversação
Amplia o vocabulário de determinadas
categorias.
Combina palavras de maneira a obter
novos significados.
Amplia os temas de conversação.
Responde a formas específicas
de perguntas (por. ex.: O quê?
Quando? Onde? O que faz?).
Interage com seus pares.
Inicia conversações mais
frequentemente.
Participa de conversações
administrando novas
informações.
Amplia funções.
Fonte: Hagood, 1997.
Como agem os comunicadores típicos:
têm muitos temas sobre o que falar;
podem facilmente discutir temas fora de contexto (ou seja, antes de eles surgirem ou depois que eles
ocorrem);
podem identificar facilmente o tema que está sendo tratado em uma conversação;
são hábeis para dizer quando as pessoas ao seu redor trocam o tema da conversa;
organizam a informação ao redor de temas, assim, passam a conhecer pessoas, lugares, objetos,
ações e consequências associados a temas particulares;
buscam aqueles temas que são de interesse das pessoas para atraí-las para a conversação.
Os temas discutidos em um calendário são aqueles em que o aluno em particular tem mais
interesse e de que ele provavelmente mais entende, ou seja, as atividades que ele pratica
cotidianamente. São escolhidos esses temas para que ele ganhe autonomia e independência ao
executá-las, por exemplo, tomar café, brincar, ir à escola etc.
Desenvolvimento do tema ou de que
estamos falando
5.5
Como o sistema de calendário apoia o
desenvolvimento e o uso de tópicos
5.5.1
Os materiais do calendário e as técnicasespeciais aplicadas à rotina de uso (por exemplo, o
tempo necessário ao exame de um símbolo) ajudam o aluno a entender de que tema ou atividade
o professor está falando e lhe permite compartilhar com outros um tema em comum.
O sistema de calendário apoia a ampliação de temas para discussão dando ênfase a
informações novas ou adicionais, por meio da expansão do significado de um símbolo já familiar.
É muito mais fácil entender a informação nova quando ela está relacionada a um tema familiar.
Por exemplo: ao significado de um chapéu de festa, acrescenta-se a explicação de “sair para
comprar artigos para uma festa de aniversário em uma loja”. Isto evita o problema de se dizer
sempre a mesma coisa e amplia o tema. Dentro de uma rotina do calendário, o novo serve para
explicar e não para confundir.
A estrutura do calendário permite introduzir facilmente novos temas de discussão para que o
repertório do aluno não seja tão limitado, mostrando-se útil para os que tenham poucos temas
para expor sobre si mesmo, quando querem chamar a atenção de alguém.
A discussão de temas por meio do diálogo com um calendário apoia a descontextualização,
permitindo à criança falar de eventos fora de contexto, por exemplo, ela não precisará estar na
cozinha para falar sobre o “lanche”. Um companheiro pode expor o assunto com êxito usando o
símbolo que representa a atividade.
Se o aluno for perseverante em um tema, pode o estar enfocando para demonstrar desejo de
mais informações. Colocando tal tema no calendário, você reconhece a importância do assunto
para ele. Ao deixar de lado um tempo para acrescer informações, ao aluno, parecerá que você
está censurando a necessidade de ele perguntar continuamente sobre o tema.
Ao tratar de conversações sociais, precisamos saber como agem e se comportam os
comunicadores sem deficiência. A partir desse exercício, notaremos as seguintes características:
eles estão sempre motivados a interagir com o outro, porque entendem o poder da comunicação
para obter as coisas que querem ou de que necessitam; sabem como localizar um companheiro
e ganhar a atenção dele; realizam a troca de comunicação (“sua vez, minha vez”) em uma
conversação; sabem avisar quando um interlocutor não os está entendendo e agem
estrategicamente para esclarecer a mensagem.
Conversações sociais5.6
Os calendários dão aos alunos a oportunidade de antecipação; esta, por sua vez, lhes dá uma
razão para verem fora de si mesmos, e lhes permite fazê-lo de forma espontânea. Além disso,
lhes dá uma resposta rápida a seus esforços em se comunicar.
As conversações do calendário fazem da instrutora, ao menos por um certo período de tempo,
uma companheira. Isto dá aos alunos a oportunidade de usar estratégias apropriadas para
ganhar a atenção dela. A conversação do calendário pode ser feita individualmente, para
proporcionar a estrutura e o apoio de que os alunos necessitam para uma ótima comunicação. O
diálogo a partir do calendário pode ser marcado por separadores, para que os alunos saibam
quando é sua vez de falar.
Este recurso dá aos alunos, a cada dia, múltiplas oportunidades de terem uma conversa
interessante e bem organizada com outras pessoas. Deve-se separar um tempo para isso em
meio à programação diária.
Como o sistema de calendário apoia o
desenvolvimento e o uso das
conversações sociais
5.7
Calendários e tempo6
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Calendários desenvolvem naturalmente na criança o conceito de tempo. Os alunos típicos
entendem e assistem aos eventos mais importantes de suas vidas ainda quando crianças
pequenas. Entendem e usam marcadores de tempo tradicionais. Eles veem as pessoas ao seu
redor utilizar calendários e relógios. Suas mães se voltam ao calendário da cozinha ou ao relógio
para ver quando vão ao médico, para lhes dizer que podem sair, ou encerrar alguma atividade
(por exemplo: “Quando o ponteiro grande estiver no número seis...”). Desenvolvem um
vocabulário extenso e abstrato (por exemplo: minuto, dia, “faz tempo”, semana passada) para
representar seus conceitos de tempo e de expressões que marcam o tempo.
Além disso, essas crianças apreendem as rotinas familiares assistindo às movimentações das
pessoas com objetos e ouvindo seus comentários. Quando veem e ouvem seus pais na cozinha,
preparando a comida, sabem que a ação de comer é iminente. Essas coisas lhes dão sinais de
eventos próximos; é assim que as crianças desenvolvem um sentido de antecipação, um sentido
de futuro. Da mesma maneira, as ações de limpar a mesa da cozinha e pôr os pratos sobre ela
significam que a comida está pronta. Seu entendimento do passado inicia-se com a simples
compreensão de que uma interação ou atividade se encerrou. Quando eles crescem e seu
entendimento melhora, sua noção de tempo começa a estender-se além do passado e do futuro.
Os sistemas de antecipação ressaltam uma atividade simples para alunos que têm uma
compreensão básica do tempo.
As formas do calendário são parte do entendimento da passagem do tempo. Elas avançam
sistematicamente através de categorias de períodos de tempo, desde um sistema de
antecipação a calendários diários, semanais, multissemanais, mensais e anuais.
Os calendários introduzem os aspectos primários de passado, presente e futuro que alguns
alunos não têm desenvolvidos devido aos efeitos concomitantes da perda de visão e audição, e
são planejados para que reflitam com precisão o conceito interno de tempo de cada um deles
(por exemplo, caso tenham limitações quanto à distinção de passado, futuro, dias, semanas,
meses).
Os calendários podem evoluir de formas concretas para formas mais abstratas e podem ter
formato tradicional como o de agendas e calendários de parede.
A figura 15 mostra um sistema de calendário diário com cinco repartições, destinadas a cinco
atividades. Em cada uma é colocado um objeto de referência à atividade, com a função substituir
um nome, um local ou uma ação. Nas repartições da figura foram colocados os seguintes
objetos de referência:
primeira repartição: não há objetos;
segunda repartição: óculos para indicar que será realizada uma atividade externa de deslocamento,
para conhecer o ambiente;
terceira repartição: um avental, que indica que haverá aula de artes;
quarta repartição: como indicativo da hora da recreação, nesta repartição há uma bolinha de plástico
usada em piscinas, com a qual se brinca;
quinta repartição: uma colher, para indicar a hora do almoço. Ao lado do calendário há uma cesta de
plástico, que simboliza o “acabou”.
Como o sistema de calendários apoia a
aprendizagem do conceito de tempo
6.1
Figura 15 – Sistema de calendário com objetos de referência
Fonte: Blaha, 2003, p. 29.
https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/15.jpg
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Os calendários proporcionam significados ao vocabulário que marca a sequência do tempo (por
exemplo, “depois”, hoje, anteontem, depois de amanhã). Os materiais dos calendários ajudam os
alunos a entender e a representar esses termos. Com a ajuda de um sistema de calendário bem
planejado, os alunos podem imaginar o tempo em unidades de medida mais refinadas, por
exemplo, ao se referirem ao passado, eles podem evoluir do “acabou de acontecer” a “ontem”.
Muitos conceitos de tempo, assim como a linguagem e a compreensão de partes dele, são
apreendidos através do calendário. As formas dos calendários são individualizadas para cada
aluno. É possível que dois alunos no mesmo período de tempo (por exemplo, que usem
calendário diário) tenham calendários extremamente diferentes, dependendo de suas destrezas,
habilidades e necessidades.
O calendário usa materiais específicos e indica uma rotina cuidadosamente planejada,
proporcionando uma maneira tangível de visualizar o passar do tempo (por exemplo, o que
acabou, o que acontecerá depois, a ordem em que as coisasocorreram), de uma maneira cada
vez mais sofisticada.
Calendários e apoio emocional7
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Porque a visão e a audição são as duas vias mais importantes para se obter informação, o efeito
das perdas sensoriais concomitantes pode ter um profundo impacto na habilidade de uma
pessoa em participar ou para organiza-se no mundo. O apoio emocional e o bem-estar são
críticos para todas as pessoas, e um problema de suma importância para indivíduos com
deficiências graves. Inicialmente, os professores tendem a planejar os calendários para
solucionar os problemas de comunicação e de conceitos de tempo. É interessante notar, todavia,
que eles se tornam frequentemente grandes defensores dos calendários, devido ao impacto que
ele tem sobre o bem-estar emocional de seus alunos.
Para ensinar alunos com graves dificuldades sensoriais, é necessário criar confiança e um
vínculo muito forte com eles. O calendário pode ajudar o desenvolvimento de uma relação de
confiança, pois permite abordar diretamente situações que geralmente deixam o aluno ansioso e
distante.
Esse recurso proporciona ao aluno a segurança de saber o que vai acontecer a seguir. Com
perdas sensoriais severas, ele não tem outra maneira de sabê-lo, porque não consegue perceber
uma série de sinais naturais.
Passar de forma consistente pela rotina do calendário, tomando-se um tempo para explicar que
uma circunstância além de nosso controle modifica a atividade (por exemplo, o ônibus quebrou,
o professor de ginástica faltou), assegura que as atividades do calendário se realizem dentro do
humanamente possível.
Caso haja mudança na rotina, pode-se notificá-la aos alunos de antemão por meio do
calendário. Ainda que não gostem da mudança, ficarão tranquilos, já que todo o restante seguirá
normalmente. Outra vantagem de descrever uma mudança no calendário é que os alunos
poderão medir a intensidade com que o dia foi alterado. Sem o calendário, poderão pensar que
tudo é incerto.
O calendário também antecipa aos alunos as coisas que virão em seguida, o que os deixa
contentes e faz que a execução de uma tarefa nova, ou da qual não gostem, se torne mais fácil,
porque a atividade favorita está programada para mais tarde. Esperar por alguma coisa é uma
razão a mais para os alunos se conectarem com o mundo que os rodeia.
Do mesmo modo que a maioria das pessoas gosta quando toma decisões sobre seu dia, os
calendários, ao permitir aos alunos com deficiência tomar decisões sobre suas vidas e participar
ativamente da preparação de seus programas pessoais, lhes fazem bem. Aos alunos que sofrem
o trauma da mudança profunda em suas habilidades sensoriais, um calendário pode
proporcionar um sentido de segurança, na medida em que lhes permite ajustar a mudança em
sua vida. O calendário deve ser uma das primeiras coisas para se adaptar quando ocorrer perda
sensorial adicional.
Antes de começar um calendário, você deve:
desenvolver um programa de comunicação individual para o aluno;
determinar as modificações de que o aluno necessita para acessar apropriadamente a educação;
selecionar o período de tempo correto;
elaborar um programa de atividades organizadas e variadas que possam ser representadas no
calendário.
Um dos motivos de usar o calendário de antecipação é criar uma associação entre uma atividade
e um objeto em particular. Esse objeto, então, é usado para representar ou se referir a uma
atividade completa. A representação, em tempo e espaço, desse objeto, deve se desenvolver um
pouco antes da atividade.
Os calendários de antecipação permitem aos alunos e ao professor estabelecer conversas pré-
linguísticas em torno de um mesmo tema.
Benefícios do calendário de antecipação7.1
Comunicação7.1.1
Os calendários de antecipação introduzem ao aluno os conceitos de passado e futuro, de
unidades básicas de tempo e o vocabulário a elas relacionado.
Um sistema de calendários de antecipação proporciona um sentido de segurança ao aluno, pois
lhe permite saber o que vai acontecer em seguida, além disso, o prepara para mudanças
inesperadas, antes que elas aconteçam.
O calendário de antecipação nivela o aumento da excitação causada pelo inesperado e dá
oportunidade aos alunos de recordar ações, objetos, situações e pessoas que estejam
associadas a um determinado evento e organizar uma resposta. Quando o aluno entende o que
está acontecendo, é mais fácil para ele receber novas informações.
Por exemplo, o aluno pode se recordar de mais de uma rota sem conhecer o destino.
Tempo7.1.2
Apoio emocional7.1.3
Cognição7.1.4
Em um calendário de antecipação as atividades são executadas em passos, por isso, deve-se
colocá-las em ordem crescente, de acordo com o horário em que ocorrem.
Passo 1
8h
Passo 2 Passo 3 Passo 4 Passo 5 Passo 6
Antes de implementar um calendário de antecipação, é necessário ter claro se ele é apropriado
para a pessoa. É importante ter indicadores gerais de que o aluno está pronto para um calendário
de antecipação:
Como está a comunicação do aluno?
Já consegue entender a função do calendário?
Existe um sistema de comunicação eficiente para a interpretação das atividades?
Pautas para implementar um calendário
de antecipação
7.2
O aluno:
Cognição7.2.1
Reconhece pessoas, lugares, sons, cheiros e ações associados a atividades familiares quando estiver
participando de uma rotina.
Atua apropriadamente com um ou mais objetos quando em meio a uma rotina familiar (por exemplo,
em uma atividade familiar de patinar, um aluno pode levantar o pé, em lugar da mão, em resposta ao
patim).
Pode antecipar alguns passos da rotina, o que indica que a memorizou.
Antecipa o começo de uma atividade baseado em sinais de alguns acontecimentos (isto é, sinais do
lugar, sinais táteis, sinais de movimento, sinais olfativos, sinais sonoros). Se um aluno antecipa o
começo de uma atividade, por exemplo, comer, só o fará na hora de comer, quando lhe for apresentada
uma a colher.
Para um aluno com deficiência e que não utiliza a fala como um sistema eficiente de
comunicação, fica difícil a interpretação de tempo e de partes do tempo. Assim, precisamos
utilizar situações ou contextos significativos a ele para favorecer sua compreensão e
interpretação da consecução de uma atividade; por exemplo, depois que se acaba de almoçar,
lava-se o prato e os talheres e dirige-se para a porta. Ainda que essa sistematização ocorra
somente em uma ou duas rotinas, já marca o ponto de partida para a construção do conceito de
passado. A compreensão de uma rotina está completa quando os alunos participarem das
atividades previsíveis.
As outras características são secundárias e somente alguns alunos beneficiam-se desse tipo de
calendário. Os que têm habilidades de calendário mais elevadas necessitam de um calendário de
nível mais alto.
O aluno:
Demonstra estar na fase inicial de construção de uma representação, seja por ainda não estar usando
objetos para representar as atividades, seja por outras razões.
Demonstra falta de recursos para solicitar atividades que prefere, ou se recusa a fazer atividades que
não sejam a favorita.
Tem habilidades/habilidades sociais.
Necessita de máximo apoio em atenção às coisas fora de seu corpo.
Participa de interações breves com outros.
Distingue algumas pessoas dentre o pessoal auxiliar.
Conceitos de tempo e partes do tempo7.2.2
Comunicação7.2.3
Exemplos confeccionados de recursos
para a comunicação
8
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Neste tópico vamos trazer ideias e materiais que foram utilizados na confecção de diversos
recursos com o intuito de auxiliar as pessoas com deficiência e pessoas com dificuldades ou
transtorno de aprendizagem.
Com objetos de referência (concretos)
A figura 16 mostra um sistema de calendário com o uso de contraste. O fundo do calendário,construído em papelão, foi forrado com papel Contact preto para que o objeto de cada repartição
ganhasse destaque.
Sistemas de calendários8.1
Os objetos colocados no sistema de calendário têm a função de substituir uma ação e têm
significado para o aluno que os utiliza: a caneca, por exemplo, simboliza a ação de “tomar café”,
pois é utilizada todas as vezes em que o aluno toma a refeição. Foi usado alto contraste de cores
porque o usuário do calendário tinha baixa visão.
Figura 16 – Sistema de calendário com uso de alto contraste
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2003.
Figura 17 – Sistema de calendário: uso de prateleiras para disposição
dos objetos de referência
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2003.
A figura 17 traz um sistema de calendário com objetos de referência que antecipam as atividades
e os profissionais que irão executá-las. Sobre a prateleira do sistema estão os objetos de
referência do estudante e, embaixo dela, caixas para disposição de atividades a serem
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realizadas. No caso, foram confeccionadas três prateleiras em papelão rosa, das quais a primeira
serve para armazenar os objetos de referência de conhecimento do aluno. Suas seis repartições
guardam: jogo americano, para indicar a hora do café; em seguida, uma caneca com pasta e
escova de dentes, para antecipar a hora da higiene bucal; depois, um pote de creme corporal,
para antecipar a atividade de relaxamento; ao lado, pulando uma repartição, uma camiseta,
indicativa da atividade de artes e, na última repartição, uma garrafa de refrigerante, que antecipa
as atividades de música.
O sistema de calendário com o uso de cores, como o da figura 18, cujas repartições estão na cor
verde, rosa, branca, vermelha, azul e, por último, laranja, serve para auxiliar o estudante quanto à
ordem e sequência das atividades. Neste caso, utilizaram-se caixas de sapato forradas com
papel espelho e abertas na frente, para melhor acesso por parte dos estudantes. Nelas, há
objetos de referência indicativos de atividades, tal como no exemplo anterior.
Figura 18 – Sistema de calendário: uso de cores para trabalhar sequência
e tempo da atividade
Fonte: Instituição Centrau, Paraná. Fotografia tirada em 1999.
Na figura 19, o sistema de calendário usado em apoio aos alunos com deficiência visual cortical
foi realizado na cor vermelha para favorecer a captação da imagem do objeto de referência.
Como vemos na figura, o sistema foi confeccionado em papelão, com seis divisões contendo os
objetos de referência: xícara amarela de plástico para indicar café da manhã; creme de mãos
para atividades de estimulação sensorial tátil; farinha de trigo, para indicar a hora da culinária;
prato de plástico, para indicar a hora do almoço; pasta e escova de dentes e, por último, uma
divisória vazia, para sinalizar que acabaram as atividades.
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Figura 19 – Sistema de calendário: deficiência visual cortical
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 1999.
A figura 20 mostra três caixas de sapatos encapadas com papel azul e em cuja tampa há uma
textura diferente, uma para cada atividade. Sobre a tampa de uma delas, de cor vermelha, há
areia; na tampa de cor laranja há uma textura de gel coberto por plástico, o que traz a sensação
de água; a tampa de cor amarela é um papel camurça. A foto da direita mostra as caixas abertas,
contendo os objetos de referência das atividades que cada uma representa.
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Na figura 21, o sistema de calendário está em um armário. Ele tem quatro divisórias e, em cada
uma delas, há objetos de referência que antecipam as atividades. Por último, tem-se uma caixa
vermelha, encapada de papel camurça, em que são armazenados os objetos de referência
utilizados.
Figura 20 – Sistema de calendário: apoio de pista tátil
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2000.
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Figura 21 – Sistema de calendário e caixa do “acabou”
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2000.
Figura 22 – Sistema de calendário e uma bacia do “acabou”
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2007.
A desnaturalização do objeto ocorre quando a pessoa já aprendeu seu conceito (função) e,
assim, pode-se passar para outra etapa, a de tornar o objeto mais simbólico, ou seja, não o
utilizar na atividade, mas, sim, de forma simbólica. Por exemplo: tem-se um copo, que significa
café da manhã; a princípio, a pessoa o utiliza para realizar a tarefa. Quando ela já tiver aprendido
essa relação, pode-se fixar esse copo em uma cartela, ou papelão, de maneira a apenas
simbolizar essa atividade.
Sistemas de calendários com objetos de
referência desnaturalizados
8.2
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Na figura 23, foi construído um sistema de calendário móvel em papelão, na forma de uma caixa
retangular com uma alça, para ser carregada. Os objetos de referência foram fixados a ela por um
velcro; no momento da atividade, o objeto correspondente a ela é descolado e, depois de
concluída, é guardado dentro da caixa. Chama-se sistema móvel pois seu usuário pode levá-lo
consigo, para memorizar as atividades e lembrar-se do que tem que fazer.
Figura 23 – Sistema de calendário móvel
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2001.
As figuras 24 e 25 mostram calendários móveis do tipo “bolsa”, que consistem numa sacola de
tecido em que são fixados os objetos de referência um embaixo do outro, centralizados. Quando
as atividades terminam, os objetos são colocados dentro da sacola.
Figura 24 – Sistema de calendário-bolsa móvel
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2002.
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Figura 25 – Sistema de calendário móvel
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 2003.
Na figura 26, vemos um sistema de calendário em que os objetos de referência ficam pendurados
em ganchos presos à parede, um ao lado do outro. Acima dos ganchos, sobre a prateleira, estão
todos os materiais das atividades, com seus respectivos objetos concretos de referência.
Figura 26 – Sistema de calendário com cabides
Fonte: Instituto Perkins. Fotografia tirada em 2003.
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Figura 27 – Sistema de calendário para aluno com paralisia cerebral
Fonte: Ahimsa. Fotografia tirada em 1999.
Na figura 27, vê-se um sistema de calendários construído em placas de Polionda e sobre um
plano inclinado. O calendário da esquerda indica as atividades; o da direita, as pessoas entre as
quais o aluno pode escolher para executá-la. Foram confeccionados para auxiliar alunos com
baixa visão e paralisia cerebral.
O calendário da figura 28 é voltado para alunos com surdocegueira. Consiste em uma placa de
madeira fixada à parede, na qual foram pendurados por pregos oito cartões menores com
ilustrações de objetos de referência.
Figura 28 – Calendário com textura para alunos

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