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Aula sobre aparelhos convencionais de raios X, descrevendo seus seis módulos; estrutura do tubo (cátodo, filamentos, coletor; ânodo, alvo, ponto focal, ânodo giratório), tipos de foco, dissipação de calor (uc = kV×mAs), falhas e cuidados de aquecimento.

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AULA 01
Os aparelhos convencionais de raios X estão divididos em seis módulos básicos:
O cabeçote: De onde origina-se o feixe de raios X.
A estativa: Onde o cabeçote fica fixado e que permite fazer o direcionamento do 
feixe.
A mesa: Permite acomodar e posicionar o paciente, para a aquisição das imagens.
O mural: Cumpre a mesma função de posicionamento que a mesa, mas é 
utilizado para posicionamento ortostático.
O gerador de alta-tensão: Tem a função de elevar a tensão da rede a um valor 
necessário para gerar o feixe de raios X.
O painel de comando: Onde é feita a seleção de parâmetros de controle e o 
acionamento do feixe de raios-X para a aquisição da imagem.
O cabeçote, é formado pelo tubo 
(ampola) de raios-X e pela cúpula 
(carcaça) que o envolve. 
O tubo (ampola) de raios-X é 
composto por um envoltório 
geralmente constituído de vidro, 
resistente ao calor, lacrado, e com 
vácuo formado em seu interior, onde 
são encontrados o catódio (polo 
negativo) e o anódio (polo positivo), 
posicionados a determinada distância 
um do outro.
Cátodo (catódio): É o polo negativo do tubo de raios-X.
Composto pelos filamentos e pelo coletor eletrônico (também denominado capa 
focalizadora ou copo de focagem). 
Filamento: Fio metálico em forma espiral, feito de tungstênio com 2 mm de 
diâmetro e comprimento de 1 a 2 cm, envolvido pelo coletor eletrônico.
A maioria dos tubos apresenta dois filamentos que têm comprimentos diferentes e 
características elétricas distintas (o maior está relacionado com o foco grosso e o 
menor, com o foco fino).
Foco Fino: Tem menor poder de penetração e maior resolução da imagem.
Foco Grosso: Permite maior carga (kV) e, consequentemente, maior poder de 
penetração, mas em compensação, oferecerá menor resolução da imagem. 
Coletor Eletrônico: Envolve o filamento e tem a função de evitar a dispersão dos 
elétrons liberados.
Também recebe as seguintes denominações: Copo de Focagem e Capa 
Focalizadora.
Ânodo: É o polo positivo do tubo de raios-X.
Alvo (Local de interação dos raios-X). 
Composto de Tungstênio, ou uma liga de Tungstênio-rênio, ou molibdênio 
(mamógrafos).
Quanto maior o n° atômico do ânodo maior a eficiência de produção de RX.
Alvo Fixo: Encontrado em aparelhos de raios X portáteis e odontológicos. 
Alvo Giratório: Tem a função de dispersar o calor e, assim, causar menor dano ao 
tubo e permitir a utilização de energia (kV) mais elevados.
Ponto Focal: É a menor região do alvo em que o 
feixe de elétrons incide.
É onde origina-se a produção de raios X.
Quanto menor o tamanho do ponto focal, melhor 
a resolução da imagem e maior o aquecimento do 
tubo. 
OBSERVAÇÃO: Em ÂNODO GIRATÓRIO a 
menor região do alvo em que o feixe de elétrons 
incide, é denominada: PISTAL FOCAL.
Os pré-requisitos para um ânodo:
▪ Alto ponto de fusão;
▪ Alta taxa de dissipação de calor;
▪ Alto número atômico: A eficiência na produção de 
raios-X é diretamente proporcional ao número 
atômico dos átomos do alvo (ânodo), ou seja, a 
produção de raios-X será tão mais eficiente quanto 
maior for o número atômico dos átomos do alvo 
(anódio).
A rotação do ânodo protege-o contra fusão, pois 
distribui a região de impacto dos elétrons sobre uma 
faixa de sua superfície, chamada pista focal.
A maioria dos ânodos giratórios gira a 3.600 rpm.
Ânodos de tubos de alta capacidade podem girar a até 
10.000 rpm (rotações por minuto).
A quantidade de calor transferida ao ânodo é 
medida em unidades de calor (uc), que 
corresponde ao produto do quilovolt (kV) e da 
miliamperagem-segundo (mAs), calculada pela 
fórmula:
uc = (kV) x (mAs)
Um tubo de raios-X pode reduzir sua eficiência, ou até mesmo não gerar radiação 
quando:
▪ Anódio esburacado: Perde-se a radiação originada no interior dos buracos, o 
que causa uma queda no rendimento do feixe produzido.
▪ Fusão do anódio: Pode ocorrer em função da produção de radiação com o 
anódio (parado).
▪ Anódio rachado: Pode ocorrer em função de uma carga muito alta sobre um 
anódio frio. Para evitar esse problema, e recomendável o aquecimento do tubo 
de raios X após um período de inatividade. 
Tal aquecimento deve ser realizado com três disparos, iniciando com um quilovolt 
(kV) bem baixo e subindo gradualmente nos disparos seguintes, com um intervalo 
de tempo razoável entre eles.
Um tubo de raios-X pode reduzir sua eficiência, ou até mesmo não gerar radiação 
quando:
▪ Queima do filamento do catódio (filamento partido): nesse caso, não existe 
emissão de radiação.
▪ Gaseificação do tubo: pode ocorrer após um longo período sem sua 
utilização.
▪ Metalização do tubo: ocorre por evaporação do metal do anódio, que se fixa 
na parede do tubo, metalizando-o, o que ocasiona a reflexão da radiação 
produzida.
Os raios-X, têm origem no choque de elétrons 
acelerados contra o obstáculo material (alvo), 
geralmente de metal.
A liberação dos elétrons ocorre no catódio 
(cátodo), em função da energia térmica 
(aquecimento), aproximadamente 2000 ºC, 
fornecida ao filamento (emissão termiônica).
 
Os elétrons são desacelerados no anódio (no 
ponto ou pista focal), e sua energia é convertida 
em calor (aproximadamente 99%) e raios-X 
(aproximadamente 1%).
O ajuste da intensidade do feixe de elétrons 
(quantidade de raios-X) é dado pela intensidade 
da corrente do tubo de raios X (mA).
O vácuo no interior do tubo tem as seguintes funções:
▪ Evitar a redução da velocidade no deslocamento dos elétrons do catódio 
(cátodo) até o anódio (ânodo);
▪ Isolar a alta tensão; e 
▪ Evitar a oxidação dos componentes.
A imagem radiográfica é formada 
através da variação de absorção de 
raios X pelo tecido irradiado.
Estruturas com maiores densidades, 
possuem maiores absorções e geram 
imagens mais radiopacas (brancas).
Estruturas com menores densidades, 
possuem menores absorções e geram 
imagens mais radiotransparentes 
(pretas).
kV: Quilovoltagem 
Está diretamente relacionada ao poder de penetração do feixe de raios-X e, 
consequentemente, à qualidade do feixe de radiação.
É o fator primário que determina o contraste na imagem radiográfica.
O contraste é responsável pela imagem preta e branca da imagem, ou seja, é a 
diferença de densidade em áreas adjacentes.
Fórmula para calcular o KV: 
KV= (Ex2) + K 
E: Espessura da parte (medida pelo espessômetro). 
K: Constante (determinada por um conjunto de informações do 
equipamento). 
Em uma radiografia de abdômen simples em que o paciente está em decúbito 
dorsal na mesa com as seguintes informações:
Espessura = 35 cm
Tempo de exposição = 0,12s
Constante (K) do aparelho de raios-X = 20.
mA = 300
Qual o valor de kV adequado?
[A] 77.
[B] 81.
[C] 90.
[D] 35.
[E] 48.
Em uma radiografia de abdômen simples em que o paciente está em decúbito 
dorsal na mesa com as seguintes informações:
Espessura = 35 cm
Tempo de exposição = 0,12s
Constante (K) do aparelho de raios-X = 20.
mA = 300
Qual o valor de kV adequado?
[A] 77.
[B] 81.
[C] 90.
[D] 35.
[E] 48.
kV = E x 2 + C
kV = 35 x 2 + 20
kV = 70 + 20
kV = 90.
A qualidade do feixe de radiação é diretamente proporcional a tensão (kV) 
aplicada ao tubo. 
Quanto maior a tensão (kV) aplicada ao tubo, menor será o comprimento de 
onda dos raios-X e maiores serão energia de aceleração dos elétrons, o poder 
de penetração do feixe de radiação e, consequentemente, a qualidade desse 
feixe.
mA: Miliamperagem
A seleção da miliamperagem (mA) determina o número de raios-X produzidos e, 
portanto, a quantidade de radiação.
Tempo de Exposição (s)
O tempo de exposição é usualmente mantido o menor possível. 
O mA e o tempo de exposição (em segundos) são usualmente combinados e 
utilizados como mAs.
Quando o tempo de exposição for reduzido, o mA deve ser aumentado 
proporcionalmente de forma a produzir a intensidade de raios-X necessária para 
gerar a imagem.
mAs: Miliamperagem por Segundo
O mAs determina a quantidadede raios-x (intensidade do feixe de radiação) que 
serão emitidos em direção ao objeto receptor.
Também é o PRINCIPAL fator que determina a densidade óptica da imagem 
radiográfica.
A densidade radiográfica pode ser descrita como o grau de enegrecimento da 
radiografia concluída. 
Quanto maior o grau de enegrecimento maior a densidade e menor a quantidade 
de luz que atravessará a radiografia quando vista através de um negatoscópio ou 
de um foco de luz.
Fórmula para calcular o mAs: 
mAs= mA x s 
mA: Miliamperagem.
K: Tempo.
Em uma radiografia de abdômen simples em que o paciente está em decúbito 
dorsal na mesa com as seguintes informações:
Espessura = 35 cm
Tempo de exposição = 0,12s
Constante (K) do aparelho de raios-X = 20.
mA = 300
Qual o valor de mAs adequado?
[A] 30.
[B] 36.
[C] 70.
[D] 124.
[E] 300.
Em uma radiografia de abdômen simples em que o paciente está em decúbito 
dorsal na mesa com as seguintes informações:
Espessura = 35 cm
Tempo de exposição = 0,12s
Constante (K) do aparelho de raios-X = 20.
mA = 300
Qual o valor de mAs adequado?
[A] 30.
[B] 36.
[C] 70.
[D] 124.
[E] 300.
mAs = mA x s 
mAs = 300 X 0,12
mAs = 36
mAs = 36.
Literaturas de referência:
Biasoli, 2ª Ed.
Bushong, 9ª Ed.
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