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Eletroterapia 
 Correntes diadinâmicas 
➢ Foram desenvolvidas na França, no início da 
década de 1950 por Bernard. 
São correntes alternadas senoidais de baixa 
frequência. São correntes galvanofarádicas, 
alternadas, mas retificadas em semiondas ou ondas 
completas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Outra característica importante das CD é que 
quase sempre elas se associam a uma corrente 
contínua de base, que aumenta o nível de saída das 
semiondas mono ou bifásicas. 
 
• Por se tratarem de correntes alternadas, 
possuem a capacidade de alternar a 
polarização e a despolarização dos tecidos, 
notadamente nas membranas celulares. 
 
Produzem intensos efeitos analgésicos e 
hiperemiantes. Essas correntes atuam sobre os 
nervos e sobre a musculatura através de processos 
elétricos e químicos. As CD duplicam o índice de 
reabsorção tecidual devido a sua intensa capacidade 
de hiperemiação 
 
O componente analgésico dessas correntes baseiase 
numa excitação infra-umbral (nível de dor) 
permanente das fibras nervosas sensitivas, 
induzindo a um bloqueio dos impulsos dolorosos: 
Obtém-se assim uma destonificação e analgesia 
persistentes, através de uma elevação do umbral da 
dor. 
As CD são correntes mistas, de baixa frequência (50 
a 100 Hz) com retificação monofásica ou bifásica. 
Podem-se distinguir 5 formas de corrente: 
 
1 – DF (difásica fixa): Corrente de 100Hz de 
frequência, com retificação de onda completa e 
pulso alternado. Cada pulso tem duração de 10ms, 
sem intervalos. Com tempo de subida igual ao de 
descida, sem intervalos. 
Sempre começa primeiro com ela, é a primeira 
forma de ser usar. 
Estimula a circulação periférica e produz analgesia. 
Precedendo a aplicação de outras modalidades de 
corrente para induzir a elevação do limiar de excitação 
das fibras nervosas sensitivas e dessa forma, 
proporcionar analgesia temporária. é indicada para o 
tratamento de transtornos circulatórios, graças a 
influência que exerce sobre o sistema vasomotor. 
 
 
 
 
2 – MF (monofásica fixa): Corrente de 50Hz de 
frequência, com retificação em semionda e pulso 
alternado. Tempo de subida e descida são iguais, 
com pausa. Cada pulso da corrente tem duração de 
10 milissegundos (ms) com intervalo de igual 
duração. 
É percebida uma forte vibração, promovendo contrações 
musculares a uma intensidade menor que a DF. Produz 
contrações musculares com intensidade baixa e feito 
circulatório. É também indicada para estimulação 
inespecífica do tecido conjuntivo, pois acelera o seu 
metabolismo. 
 
 
 
3 – CP (curto período): formas de correntes MF e DF, 
alternadas a cada 1 segundo, sem intervalos. Produz 
analgesia e estimula o trofismo e efeito circulatório. 
 
 
4 – LP (longo 
período): forma de corrente MF mesclada com uma 
segunda forma de MF cuja fase está deslocada em 
uma semionda, variando sua amplitude entre zero e 
seu valor máximo. Produz analgesia persistente. CP 
(curto período): 
LP (longo período) 
 
 
5 – RS (ritmo sincopado): forma de corrente MF com 
pausas intercaladas, ou seja, com trens de pulso de 
1 segundo, intercalado com período de repouso com 
mesma duração. Aumenta o tônus e trofismo: 
fortalece a musculatura, melhora o retorno venoso 
e linfático, melhora o metabolismo e nutrição, 
previne aderências. 
 
 
 
 
Efeitos fisiológicos 
 
➔ Analgesia 
O componente analgésico intenso das CD, se atribui 
ao fenômeno de mascaramento, que consiste na 
manutenção de uma excitação permanente, infra-
umbral, prmovendo um bloqueio dos períodos de 
refração das fibras sensitivas. Bloqueia a propagação 
de impulsos provenientes dos receptores de dor 
(impulsos aferentes), em conseqüência não são 
registrados ao nível central, eliminando assim a 
sensação de dor. 
A atuação da CD é na fibra nervosa e não nos 
receptores sensitivos, nem nas sinapses. 
 
➔ Vasomotor 
A aplicação de CD é acompanhada de vasodilação e 
hiperemia, como conseqüência do aparecimento de 
substâncias teciduais ativas, como é o caso da 
histamina. 
A histamina é liberada de quaisquer tecidos do corpo 
sempre que houver lesão. A maior parte da histamina 
provém provavelmente de eosinófilos e mastócitos dos 
tecidos lesados. Possui um efeito vasodilatador intenso 
sobre as arteríolas, semelhante ao da bradicinina, também 
tem efeito muito potente sobre o aumento dos poros 
capilares, permitindo a passagem de líquido e proteínas 
plasmáticas para os tecidos. 
 
➔ Muscular 
Durante CD eleva-se a intensidade até que se 
produza na fase de 50 cs/seg (das correntes LP e CP), 
contração muscular e na fase de 100 cs/seg, 
relaxamento muscular. 
A rápida troca de frequência nas correntes CP e LP promove 
uma elevação do umbral de excitação, atuando nos 
receptores sensitivos, enquanto que a DF atua nas fibras.. 
Cuidados e contraindicada 
 
Pode originar perturbações em marcapassos. 
Alterações eletrolíticas nas endopróteses e na área 
adjacente a esta. 
O tempo de aplicação deve-se limitar a uns poucos 
minutos, dado que com uma aplicação prolongada a 
corrente apresenta a particularidade de reduzir o 
efeito terapêutico, decorrente da acomodação. A 
polaridade também é um fator limitante do tempo 
de aplicação. Para evitar queimaduras químicas no 
tecido não ultrapassar 20min de tempo total. 
➢ Sempre usar o eletrodo dentro de uma 
esponja vegetal molhada com água. 
 
- Colocar o cabo vermelho (positivo), que resseca, na 
lesão quando estiver em fase aguda, como é o caso 
de um processo inflamatório agudizado ou em 
edemas, o objetivo é tirar líquido e o preto 
(negativo) coloca mais proximal. 
- Em inflamação crônica pode (não é necessário) 
inverter a polaridade, com o negativo em cima da 
lesão e o positivo mais proximal. 
 
Tempo total de uso da CD são de 12min, sendo que 
cada corrente fique com 4min no máximo. 
 
 Objetivo analgésico: começa com a DF, 
depois CP e termina com a LP. 
 Objetivo circulatório: começa com a DF, 
depois MF e CP. 
Como é uma corrente polarizada, o paciente não 
pode ter nada metálico, incluindo acessórios. 
 
Cervicobraquialgia: um eletrodo 2 dedos da raiz 
nervosa, na coluna cervical e o outro para onde 
irradiar a dor, sendo o eletrodo positivo mais distal, 
já que o positivo é mais analgésico. Lombociatalgia: 
mesmo protocolo acima. Os eletrodos ficam na 
lombar e no trajeto da irradiação. 
Orientação: Não passar de 15mA (mili ampére) de 
intensidade, se chegar em 14 ou 15 e o paciente não 
sentir nada, pode ser que o aparelho esteja com 
problema ou o paciente tenha alteração de 
sensibilidade. Entre 3 a 5 mA a pessoa já começa a 
sentir a corrente, o formigamento, com 8 ou 9 mA já 
está muito forte. Deixar o formigamento leve. 
 
Eleição da corrente 
A corrente a ser escolhida depende da indicação do 
tratamento. 
1 – DF: está indicada no tratamento inicial, antes da 
aplicação de outras correntes. Também é indicada 
para o tratamento de transtornos circulatórios 
funcionais periféricos. 
2 – MF: indicada para estimulação inespecífica e 
tratamento de dores, que não seja de origem 
espasmóticas. Com esse tipo de corrente consegue-
se contrações musculares com uma intensidade 
consideravelmente mais baixa do que na DF. 
3 –CP: ideal para o tratamento de dores de 
diferentes origens, estados pós-traumáticos e 
alterações tróficas. Produzem contrações rítmicas 
na musculatura. 
4 – LP: produz um efeito analgésico, favorável e 
persistente. Indicada para o tratamento de mialgias, 
para o tratamento de diferentes formas de 
neuralgias. 
5 – RS: indicada para estímulos musculares farádicos 
locais, assim como para prova diagnóstica de 
excitabilidade farádica dos nervos motores e 
músculos. 
 
• Outro ponto a se destacado são os eletrodos, os 
quais devem ser metálicos, preferencialmente 
de alumínio e de tamanhos adequados. 
Na prática da CD pode-se usar tanto a técnica 
bipolar como a monopolar. 
 
A técnica bipolar consiste no uso de 2 eletrodos de 
tamanhos iguais com o objetivo de distribuir 
uniformementea corrente pela superfície do 
segmento a ser tratado. 
Já na monopolar, os eletrodos são de tamanhos 
diferentes, isso proporciona uma concentração 
maior da corrente no eletrodo de menor tamanho 
mostrando o local a tratado. 
Lembrando: 
Pólo positivo (ânodo): sedante/analgésico, 
vasoconstritor, desidratante, atrativo do O2, diminui 
metabolismo e edema. 
Pólo negativo (cátodo): estimulante, irritante, 
vasodilatador, hidratante. 
 
 
Estimulação 
nEuromuscular (EEnm) 
→ Introdução 
No sistema neuromuscular, as capacidades de 
desempenho são afetadas pela quantidade e tipo 
de exercício físico diário. 
Uma pessoa que se exercita regularmente terá uma massa 
corporal mais magra e mais força do que uma pessoa que faz 
pouco ou nenhum exercício. Um indivíduo confinado ao leito 
por algumas semanas, ou que tenha um membro imobilizado 
com gesso, experimentará atrofia muscular e perda de força 
muscular. 
A perda de força é mais acentuada nos músculos dos 
membros inferiores. As diferenças na força entre 
mulheres jovens e idosas bem preparadas têm sido 
associadas ao aumento da resistência à fadiga junto 
com tempos de relaxamento mais lentos 
Uso Terapêutico 
→ Para obter uma contração desencadeada 
eletricamente, são colocados dois eletrodos na 
pele sobre o músculo. Um eletrodo (tem-se 
observado que o cátodo é mais confortável) é 
colocado sobre o ponto motor do músculo e o 
outro (o ânodo) é colocado em qualquer lugar 
sobre o corpo, geralmente mais distalmente 
sobre o ventre muscular. 
A colocação sobre o ponto motor de um músculo 
significa identificar o ponto sobre a pele onde pode 
ser obtida a contração muscular máxima. Esse 
ponto, freqüentemente, está associado com o local 
no qual o nervo que supre um músculo penetra em 
seu ventre muscular. 
• A posição onde é possível influenciar o maior 
número de fibras nervosas motoras é, 
freqüentemente, localizada na junção do terço 
proximal com os dois terços distais do ventre 
muscular. 
Se o sistema nervoso periférico está intacto, a estimulação é 
conseguida através de ramos intramusculares do nervo que 
suprem aquele músculo. Caso contrário, pode ser aplicada 
estimulação direta no músculo, embora haja dúvidas sobre a 
eficácia desse procedimento em indivíduos humanos. 
A estimulação elétrica sobreposta ultrapassa os 
mecanismos centrais de controle neuronal. 
Desde que os estímulos (pulsos) sejam de 
intensidade e duração suficientes para despolarizar 
a membrana nervosa, são gerados potenciais de 
ação, as unidades motoras são ativadas de modo 
sincronizado e ocorre contração muscular. 
A estimulação elétrica manipula o padrão de saída 
da atividade dos motoneurônios somando-se à sua 
atividade inerente; em contraste, durante o 
exercício voluntário unidades motoras individuais 
são ativadas de um modo gradual e hierárquico. 
A estimulação elétrica de baixa freqüência, em que 
os impulsos não são mais rápidos do que 1000 Hz e 
geralmente são mais baixos do que 100 Hz, têm sido 
tradicionalmente usados para facilitar ou simular 
contrações voluntárias do músculo esquelético e 
como suplemento aos procedimentos de 
treinamento normais. 
FES 
→ Estimulação elétrica funcional (FES) 
É uma corrente de baixa frequência (10 a 200Hz) 
excitatória despolarizada do tipo galvânica, que 
provoca uma excitação funcional muscular gerando 
uma contração isométrica. 
o Possui uma resistência capacitativa alta na qual 
a impedância é maior, sendo assim uma 
corrente mais superficial. 
Um dos efeitos provocados é a “eletroginástica”, 
trabalha os tecidos musculares e articulares como se 
fosse uma contração “normal”, lembrando-se 
sempre que nenhum tipo de contração elétrica por 
si só vai ser maior que a contração isotônica, não 
consegue-se a mesma resposta motora. 
 
> (+) Resistência capacitativa 
 Intensidade > Penetração 
Pode ativar 30- 40% a mais de U.M. em relação a 
ex. resistido. 
 
→ Frequência de modulação = 1 a 100 Hz 
- 30 a 50 Hz fibras vermelhas/tônicas 
- 50 a 80 Hz fibras brancas/ fásicas 
 
o Para músculos mais fracos o ciclo de trabalho, ou 
seja,o temp que fica com corrente é de 10 a 30%. 
o Para músculos normais, mais fortes o ciclo de 
trabalho fica entre 30 a 50% 
 
Rampa de subida e de descida: Permite aumento e 
redução gradual da contração muscular; 
• Varia entre 1 a 5 seg.; 
Paciente inseguros = utilizar 3 seg de subida nas 
primeiras sessões. 
Tempo ON e OFF: Relacionado ao condicionamento 
da musculatura que está sendo estimulada; 
• Fibras tônicas o tempo é = 
• Fibras fásicas é o dobro 
 
Corrente Aussie 
Corrente alternada (bifásica), simétrica, pulsos 
sinusoidais, média frequência modulada em baixa 
frequência. 
→ Sua frequência portadora é de 1.000Hz 
Frequência de modulação = 1 a 100Hz 
= 30 a 50 Hz fibras vermelhas/tônicas 
= 50 a 80 Hz fibras brancas/ fásicas 
 
Duração de pulso ou de burst = 2 ou 4 ms 
Tempo de contração = 1:1 
 
Técnicade Aplicação geral 
Mioenergética um eletrodo no começo e outro no 
final do músculo, no ventre muscular. 
Técnica ponto motor o eletrodo fica em cima do 
ponto motor. Distância mínima entre um eletrodo e 
outro de 3 a 4 dedos, pois qdo estão muito próximos 
a corrente fica mto superficial e recruta menos 
unidades motoras. 
Contraindicações Gerais 
▪ Lesões mm, tendinites e tenossinovites 
▪ Afecções musculares agudas, distrofias, miosites 
▪ Distúrbios articulares / peri-articulares fase 
aguda (A.R., bursites) 
▪ Tecidos não consolidados, fraturas, rupturas 
tendíneas e mm. 
TEMPO DE APLICAÇÃO = 20 a 40 minutos. 
 
Lembrar: 
• Tipo I : tônicas, vermelhas, de contração lenta; 
• Tipo II a : fibras intermediárias; 
• Tipo II b : fásicas, brancas, contração rápida. 
• Fibras de contração lenta são ativadas antes das 
fibras rápidas nas atividades cotidianas 
• Durante a contração não há como ativar fibras de 
contração lenta sem ativar algumas de contração 
rápida.