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Estimulação elétrica nervosa transcutânea (tens)
Prof. Breno Santos 
Definição.
É uma estimulação elétrica, simples e não invasiva utilizada para analgesia e tratamento de lesões.
Qualquer dispositivo de estimulação que emite correntes elétricas através da superfície intacta da pele é uma forma de TENS.
Baseia-se na aplicação de estímulos elétricos de baixa intensidade e de alta frequência.
Diminui a percepção da dor do paciente, reduzindo a condutividade e a transmissão de impulsos dolorosos das pequenas fibras de dor para SNC.
Características típicas dos aparelhos de Tens
FONTE DE VOLTAGEM – Gerador de impulsos 
ELETRODOS – Normalmente preto, de borracha de silicone, dependente de um gel eletrocondutor.
CABOS INTERCONECTANTES – Na maioria dos casos, o cabo elétrico é conectado em uma tomada de saída comum. Em seguida, o cabo se bifurca, indo inserir-se nos dois eletrodos. 
Princípios físicos.
Ativação seletiva de fibras nervosas.
Fibras nervosas de diâmetro largo (aferente sensorial) tem baixo limiar de ativação por estímulos elétricos quando comparadas com fibras de diâmetro pequeno (fibras nociceptivas).
Metas do tens.
Ativar aferentes cutâneos não nociceptivos de grande diâmetro.
Desejando uma forte parestesia elétrica confortável, com mínima atividade muscular.
 
Implicações praticas.
Fortes parestesia elétrica não dolorosa é mediada por aferentes de diâmetro largo.
Parestesia elétrica levemente dolorosa é mediada pelo recrutamento de aferentes de diâmetro pequeno. 
Uma contração muscular forte, não dolorosa provavelmente é o resultado de excitação de receptores musculares.
“Sensação subjetiva do paciente é o meio mais fácil de avaliar tipo de fibra que está ativa.”
Efeitos biológicos. 
ANALGESIA 
Não-analgésico – Antiemético / Restauração de fluxo sanguíneo. 
Mecanismo de ação.
TEORIA DA COMPORTA - A teoria sugere que o sinal de dor não é transmitido diretamente ao cérebro, mas passa por uma "comporta" na medula espinhal. 
Fibras nervosas de diferentes calibres competem para abrir ou fechar essa comporta.
 A atividade nas fibras grossas tende a inibir a transmissão, ao passo que nas fibras finas tendem a facilitá-la. 
Mecanismo de ação.
COLISÃO ANTIDRÔMICA 
LIBERAÇÃO DE OPIOIDES ENDÓGENOS.
Teoria da comporta
Colisão antidrômica 
Tecido lesado pode produzir alguma atividade nas fibras de diâmetro largo.
Os impulsos que se distanciam do SNC colidirão com os impulsos aferentes que vem do tecido lesionado causando sua extinção.
Princípios básicos da aplicação.
Posição dos eletrodos 
Aplicar em cada lado da lesão ou área dolorosa.
Áreas maiores usam dois canais (4 eletrodos)	
Tempo de dosagem
São necessários mais trabalhos para estabelecer o curso de tempo dos efeitos analgésicos de diferentes tipos de TENS. 
Dificuldade de estabelecer um tempo ideal, pois o efeito analgésico geralmente desaparece assim que o aparelho é desligado.
Analgesia pós-estimulação
2 horas 
18 horas
Recomendação bibliográfica.
Declínio da resposta do tens.
Efetividade declina com o tempo 
Enfraquecimento da bateria 
Desgaste dos eletrodos 
Piora do quadro clinico do paciente 
Efeito da acomodação dos estímulos pelo SNC.
Contraindicações 
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