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RINITE E RINOSSINUSITE Ambulatór io de Otorr inolar ingologia Docente: José Castro Subturma:B4 RINITE ALÉRGICA RINITE NÃO- ALÉRGICA RINOSSINUSITE AGUDA RINOSSINUSITE CRÔNICA SUMÁRIO Rinorreia HISTÓRIA DE ATOPIA POLUIÇÃO FATORES PRECIPITANTES E SAZONALIDADE RINITE ALÉRGICA IGE Prurido Espirros Obstrução nasal Fatores de risco inflamação da mucosa nasal Resposta alérgica imediata com IGE específico, eosinófilos e basófilos Classificação da rinite alérgica segundo a Allergic Rhinitis and Its Impact on Asthma (ARIA) CLASSIFICAÇÃO DA RINITE ALÉRGICA Quanto à duração dos sintomas: • Intermittente: sintomas estão presentes por menos de 4 dias por semana ou menos de 4 semanas por ano • Persistente: sintomas estão presentes por mais de 4 dias por semana e mais de 4 semanas por ano Quanto à intensidade dos sintomas: • Leve: nenhum dos seguintes itens está presente: • Moderada/grave: um ou mais dos seguintes itens presentes: – Distúrbio do sono – Impacto em atividades diárias, lazer ou esporte – Impacto na escola ou no trabalho HISTÓRIA DE ATOPIA POLUIÇÃO FISIOPATOLOGIA QUADRO CLÍNICO O prurido não se limita ao nariz, em alguns casos envolvendo palato, olhos, faringe, laringe e ouvidos. A rinorreia é normalmente clara, sendo anterior, posterior, ou ambas. A obstrução nasal pode ser bilateral ou apresentar-se como um aumento exagerado do ciclo fisiológico nasal, . Os sintomas oculares incluem prurido, lacrimejamento e hiperemia conjuntival, A disfunção tubária é manifestação ocasional. Os sintomas sistêmicos mais associados são mal-estar geral, cansaço, irritabilidade e insônia. A reação de hipersensibilidade mediada por IgE a alérgenos específicos Os primeiros sintomas sao sinais indicativos de liberação mastocitária, conhecida como resposta imediata, que não ultrapassa 30 minutos, com aumento nos níveis de histamina, triptase, prostaglandina e leucotrienos. Cerca de 4 a 12 horas depois, ocorre um segundo aumento nos níveis dos mediadores, a chamada resposta tardia, marcada pelo aumento da histamina, acúmulo e ativação de eosinófilos. HISTÓRIA DE ATOPIA POLUIÇÃO EXAME FÍSICO Presença das linhas de Dennie-Morgan (pregas nas pálpebras inferiores) são características dos atópicos. Anormalidades do crescimento craniofacial associadas à obstrução nasal crônica podem ser identificadas, como fácies alongada, boca sem fechamento dos lábios, Na pirâmide nasal, encontra-se uma prega acima da ponta nasal, resultado de frequentes movimentos no ato de coçar, sendo tal fato conhecido como saudação do alérgico. A cavidade oral pode apresentar dentição alterada, palato em ogiva e presença de grânulos hiperemiados na orofaringe. Rinoscopia anterior: corretos pálidos e hipertróficos Mucosa das conchas hiperemiada ou pálida, edematosa, coberta por fina secreção hialina. Fonte: Otorrinolaringologia bsb, 2019 HISTÓRIA DE ATOPIA POLUIÇÃO DIAGNÓSTICO Essencialmente clínico, deve-se avaliar idade de início, sintomas, tempo de evolução, características dos ambientes de habitação e trabalho, história pessoal e/ou familiar de doenças atópicas e uso de medicamentos. Os exames laboratoriais são usados para confirmar as hipóteses diagnóstica Determinação sérica de ige específica Exame Citológico Nasal: Auxilia na diferenciação entre rinite alérgica, não alérgica e infecciosa. Testes Alérgicos A pesquisa de IgE específica complementa o diagnóstico e direciona a prevenção contra os alérgenos específicos, a farmacoterapia e a imunoterapia quando necessária. O resultado positivo desses testes mostra a existência de sensibilização a um determinado alérgeno, porém não define que esse alérgeno é a causa dos sintomas. Portanto, os resultados devem sempre ser correlacionados com a história clínica e exposição. Controle ambiental, medicamentos e imunoterapia TRATAMENTO E PREVENÇÃO A prevenção é o primeiro passo n tratamento da rinite alérgica. Nã existindo contato entre o alérgeno e paciente alérgico, os sintoma melhoram, ocasionando redução ou at mesmo a suspensão de medicamentos. Prevenção Irrigação nasal Medicamentos (descongestionantes, anti-histamínicos, corticosteroides). Terapia com vacinas RINITE NÃO ALÉRGICA Os pacientes apresentam hiperreatividade nasal, caracterizada por obstrução nasal e rinorreia, desencadeada pelo contato com substâncias ambientais inespecíficas, como: Mudanças de temperatura; Umidade; Exposição a odores fortes (perfumes, cloro); Irritantes (poluição ambiental, fumaça de cigarro). RINITE IDIOPÁTICA Antigamente conhecida como rinite vasomotora, porque seus fatores desencadeantes são inespecíficos e sua fisiopatologia não elucidada. A dosagem de IgE é normal e o citológico nasal mostra pouco ou nenhum eosinófilo. Geralmente acomete adultos, a maioria do sexo feminino. O tratamento é feito com corticosteroide tópico nasal. RINITE MEDICAMENTOSA Ocorre devido ao uso prolongado de descongestionantes tópicos nasais e consequente efeito rebote de vasodilatação. Os vasoconstritores tópicos não devem ser utilizados por mais de 5 a 7 dias, pois reduzem em 30%-40% o fluxo sanguíneo na mucosa nasal. Deve-se investigar as alterações anatômicas nasais que ocasionaram o uso do descongestionante tópico, que deve ser suspenso. Lavagem nasal, corticosteroides tópicos, descongestionantes sistêmicos e a cirurgia nasal, quando indicada, são possibilidades de tratamento. RINOSSINUSITE AGUDA RINOSSINUSITE AGUDA É definida como uma inflamação sintomática da mucosa do nariz e das cavidades para nasais; Sintomas típicos: obstrução nasal, dor local e rinorreia; a fisiologia nasossinusal normal mantém um equilíbrio entre a produção e o clearance de muco nas cavidades paranasais. Este mecanismo é extremamente eficiente em proteger as vias aéreas superiores. RSA VIRAL Usualmente autolimitada Duração dos sintomas é menor que dez dias Agentes mais comuns: sincicial respiratório, parainfluenza, influenza, adenovírus e enterovírus RINOSSINUSITE AGUDA RSA PÓS-VIRAL quando há piora dos sintomas após 5 dias da doença ou quando os sintomas persistiem por mais de 10 dias de doença RSA BACTERIANA O edema causado pela infecção viral causando obstrução dos óstios de drenagem sinusal, associados ao aumento da produção de muco, propiciam a proliferação bacteriana no interior do seio paranasal acometido. Espécies mais comuns: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis RSA RECORRENTE Definida como 4 ou mais episódios de rinossinusite aguda bacteriana num período de um ano, com intervalos completamente livre de sintomas entre as crises infecciosas. O diagnóstico é clínico e deve ser considerado quando o paciente apresenta dois ou mais dos seguintes sintomas obrigatoriamente: bloqueio/congestão nasal descarga nasal (gotejamento nasal anterior/posterior) pressão/dor facial redução ou perda do olfato Exames de imagem Rinoscopia anterior Endoscopia Nasal DIAGNÓSTICO DA RINOSSINUSITE AGUDA RINOSSINUSITE CRÔNICA A rinossinusite crônica (RSC) é a ocorrência de um processo inflamatório que acomete a mucosa do nariz e dos seios paranasais, com um tempo de evolução maior que 12 semanas. Além da temporalidade, a histopatologia evidencia a destruição da mucosa nasossinusal que não se regenerou após o processo inflamatório e/ou infeccioso agudo. Dentre as RSCs, a rinossinusite crônica com pólipo nasossinusal (PNS) resulta em uma degeneração da mucosa nasossinusal, que normalmente se inicia no meato médio e acarreta uma degeneração polipoide desta mucosa e a dos seios paranasais envolvidos. RINOSSINUSITE CRÔNICA DIAGNÓSTICO Baseia-se na anamnese, associada a achados endoscópicos e/ou tomográficos. Os sintomas e sinais clínicos predominantes são: obstrução e congestão nasal, presença de rinorreia anterior e/ou posterior, geralmente de aspecto mucopurulento, pressão ou dor facial ou cefaleia, e redução ou perda de olfato, com predominânciae intensidade variável em cada paciente. No caso da RSCcPNS, os principais sintomas são: obstrução nasal, geralmente associada a anosmia ou hiposmia, além da queixa de sinusite de repetição. RINOSSINUSITE CRÔNICA EXAME CLÍNICO E COMPLEMENTAR RSC sem PNS Na rinoscopia anterior, pode-se observar: mucosa nasal hiperemiada com a presença de secreção de aspecto mucoso ou mucopurulento. O exame nasofibroscópico, com aparelho rígido ou flexível, possibilita a visualização de toda a cavidade nasal, além da verificação de secreção, edema e/ou pólipos em meato médio e/ou superior, além de alterações anatômicas presentes que possam contribuir para a ocorrência ou agravamento da doença. O exame de imagem recomendado é a tomografia computadorizada (TC), sendo que ela complementa o diagnóstico nos casos de dúvidas diagnósticas, quando o exame endoscópico não é conclusivo e permite também avaliar o comprometimento dos seios paranasais. EXAME CLÍNICO E COMPLEMENTAR RSC com PNS Ao exame físico específico otorrinolaringológico, deve-se observar se existe alargamento da pirâmide nasal, que sugere polipose extensa. Além da rinoscopia anterior, deve-se realizar nasofibroscopia flexível ou rígida, identificando-se assim a extensão de degeneração polipoide dentro da cavidade nasal. Para avaliar a extensão da doença nos seios paranasais, o exame de imagem mais indicado é a TC de seios da face. Aspecto endoscópico do pólipo nasal na região do meato médio. RINOSSINUSITE CRÔNICA TRATAMENTO De modo geral, o tratamento envolve controlar o processo inflamatório e os consequentes sintomas nasossinusais. A RSC é tratada inicialmente de forma clínica, sendo a cirurgia reservada para situações refratárias. O denominador comum no tratamento da RSC com ou sem polipose é a lavagem nasal com solução salina e os corticosteroides tópicos, enquanto que as agudizações, de ambos os subtipos, são geralmente tratadas com antibióticos sistêmicos. RINOSSINUSITE CRÔNICA REFERÊNCIAS OTORRINOLARINGOLOGIA, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE. TRATADO DE OTORRINOLARINGOLOGIA . RIO DE JANEIRO: GRUPO GEN, 2017. E-BOOK. ISBN 9788595154247. DISPONÍVEL EM: HTTPS:// INTEGRADA.MINHABIBLIOTECA.COM.BR/#/BOOKS/978859 5154247/. ACESSO EM: 08 ATRÁS. 2024. MUITO OBRIGADO!