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Principais indicadores de desempenho Eduardo Satiro Elias Desempenho organizacional é como as empresas se referem ao que é executado, num sentido de performance, pelo conjunto de equipes e colaboradores. Para medi-lo, usam-se indicadores específicos, como: lucratividade, produtividade e qualidade. Os indicadores de desempenho organizacional são essenciais para o sucesso da empresa, afinal, é por meio deles que a companhia conhece seus pontos positivos e seus pontos de melhoria para criar um planejamento estratégico. A estratégia serve como guia para a empresa desenvolver e utilizar os recursos, com a intenção de atingir os objetivos desejados em um ambiente dinâmico e competitivo, buscando eficiência na alta qualidade dos serviços prestados ao cliente final (FLEURY; LAVALLE, 2000). 2 - 74 Para ter objetivos bem definidos, a estratégia depende de avaliação e mensuração, como uma pessoa em dieta que precisa se pesar para ter objetivos medidos bem definidos. Kaplan e Norton (1997) afirmam que o objetivo de qualquer sistema de mensuração deve ser o de motivar todos os executivos e funcionários a programar com sucesso a estratégia. Mensuração e planejamento estão altamente interligados. Mesmo tendo a mensuração como processo de quantificação, seus efeitos estimulam a ação e a estratégia, que só existirão e serão praticadas se for possível identificar um padrão consistente de decisões e ações na organização (MINTZBERG, 1978). 4 - 74 No entanto, nem todos os gestores sabem como avaliar esses indicadores de maneira pontual para que as medidas possam ser tomadas visando o crescimento e melhoria da companhia. 5 - 74 Com isso, a partir de agora iremos abordar os principais indicadores de desempenho organizacional. Os indicadores de desempenho organizacional são dados medidos de acordo com a necessidade e a singularidade de cada organização. Seu objetivo é mensurar se ela está sendo rentável, se há qualidade na gestão ou se é preciso rever suas estratégias para conquistar os resultados almejados. Há indicadores predefinidos e, normalmente, as empresas os adotam como base. Porém, é fundamental que o gestor compreenda que eles não são estáticos e que é viável analisá-los, focando nos que se alinham mais às estratégias da companhia. 6 - 74 Indicador de Lucratividade O primeiro indicador de desempenho é a lucratividade. Sem lucro a empresa não existe, por isso a sua importância é vital. Esse item pode ser mensurado de diversas maneiras, seja de forma percentual, seja nominal, em cálculos de lucro operacional, margem de contribuição ou ativos tangíveis e intangíveis. O importante é que a companhia consiga saber se está gerando um valor melhor do que o inicial. Dessa forma, pode-se mensurar o desempenho do negócio durante um período determinado. Logo, os gestores poderão tomar estratégias de prevenção de riscos ao conhecer o custo real da empresa. Os cinco principais indicadores de desempenho financeiro Confira a seguir indicadores de desempenho financeiro e escolha os que melhor se aderem a sua empresa. 7 - 74 Indicador de Faturamento O indicador de faturamento avalia quanto o negócio está faturando mensalmente ou anualmente. Para tal, é preciso realizar um levantamento de todos os valores que entraram no caixa da companhia. Ainda, é preciso saber quanto o negócio está produzindo e vendendo e se há um alinhamento com as metas predefinidas. Faturamento não é o mesmo que lucro. Pois a empresa pode até ter faturamento, mas ter muitas despesas fixas e, assim, não tendo lucro real. O que nos leva ao próximo indicador financeiro. 8 - 74 Saiba mais Para conhecer mais sobre indicadores de desempenho de faturamento, leia estes artigos. Efeito Prolongado das Estratégias de Comunicação de Marketing e dos Indicadores Setoriais no Faturamento de Bares https://periodicos.uninove.br/remark/article/ view/11961 Análise dos indicadores de faturamento e gastos diretos discriminados por pagador no hospital de clínicas de Porto Alegre https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/ handle/10183/27314/000748673.pdf?sequence=1 9 - 74 https://periodicos.uninove.br/remark/article/view/11961 https://periodicos.uninove.br/remark/article/view/11961 https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/27314/000748673.pdf?sequence=1 https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/27314/000748673.pdf?sequence=1 Indicador de Custos Fixos Os custos fixos são aqueles que a empresa tem como obrigação pagar, pelo menos, uma vez ao mês: o salário, contas de luz, de água e de matéria-prima para a produção, por exemplo. Logo, ao avaliar esse indicador, o gestor saberá se a companhia tem um desenvolvimento financeiro proporcional às suas obrigações fixas ou se há contas em demasia, podendo levar o negócio ao endividamento. 10 - 74 Indicador de Recebimento O indicador de recebimento mostra se a empresa está recebendo na mesma medida em que está vendendo seus produtos. Há companhias com altos índices de inadimplência que optam por não aceitar notas promissórias ou cheques. Uma alternativa para resolver essa questão seria o incentivo ao pagamento à vista ou o parcelamento no cartão de crédito, por exemplo, no qual a empresa já recebe na hora o valor integral ou parte do que foi vendido. No entanto, é preciso controlar e avaliar o recebimento do negócio para que não haja uma discrepância entre esse valor e o faturamento. 11 - 74 Indicador de Crescimento de Vendas O crescimento das vendas é mensurado pela quantidade de oportunidades de vendas em relação aos negócios que são, de fato, fechados. Ou seja, a empresa deve acompanhar sua taxa de sucesso ou taxa de conversão para avaliar se suas estratégias de vendas estão sendo eficazes. Logo, a taxa de sucesso é um feedback do cliente em relação à qualidade do serviço prestado e indica que a companhia gera valor e proporciona uma experiência favorável ao cliente. Já as taxas de conversão indicam o sucesso da estratégia comercial que foi estabelecida. 12 - 74 Principais Indicadores de Gestão de Desempenho com base no modelo de manufatura enxuta Os indicadores de desempenho, ao contrário do que se pensa, não servem somente para avaliar os lucros da empresa. Eles são relevantes também para a ordem de maneira geral, pois são capazes de mensurar os erros e acertos da companhia, bem como redirecionar estratégias que visem otimizar os processos. Uma dica interessante para iniciar sua avaliação é contar com o auxílio de um profissional de gestão financeira, possibilitando que se faça a comparação dos dados e a apuração do que está tendo mais impacto no negócio. Afinal, os gestores já conhecem os pontos positivos e os pontos de melhoria da empresa, bem como já têm um direcionamento estratégico para sanar os desafios existentes. Logo, esses indicadores auxiliam na estruturação do trabalho dos gestores, fazem com que a corporação fique ciente de seus resultados e ajudam em seu planejamento futuro. 13 - 74 Além disso, os indicadores fazem com que a empresa esteja mais atenta aos seus colaboradores, tomando medidas para que eles se tornem mais satisfeitos e harmônicos. Isso impacta positivamente a execução do trabalho. Para que possamos tomar de base, a seguir veremos os tipos mais comuns de indicadores. 14 - 74 Saiba mais Para se aprofundar no tema Planejamento Estratégico, confira aqui alguns links relevantes. https://saude.riopreto.sp.gov.br/wiki/ images/9/9e/Planejamento.pdf https://repositorio.ufsc.br/bitstream/ handle/123456789/82705/189235. pdf?sequence=1&isAllowed=y 15 - 74 https://saude.riopreto.sp.gov.br/wiki/images/9/9e/Planejamento.pdf https://saude.riopreto.sp.gov.br/wiki/images/9/9e/Planejamento.pdf https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/82705/189235.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/82705/189235.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/82705/189235.pdf?sequence=1&isAllowed=ySaiba mais Fábio Makita escreveu esta proposta para desenvolvimento de indicadores de desempenho como suporte estratégico. Disponível no link: https://www.teses.usp.br/teses/ disponiveis/18/18140/tde-02082002- 075900/publico/FabioMakita.PDF 16 - 74 https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18140/tde-02082002-075900/publico/FabioMakita.PDF https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18140/tde-02082002-075900/publico/FabioMakita.PDF https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18140/tde-02082002-075900/publico/FabioMakita.PDF Indicador de Turnover O turnover (rotatividade de pessoal) é um indicador de desempenho mais relacionado ao público interno da empresa. Ele mensura o número de admissões e demissões de profissionais em um determinado período. Quando o turnover está alto, muitos problemas podem ser encontrados, como uma falha nos processos de recrutamento e seleção, conflitos internos, remanejamento incorreto de colaboradores, condições desfavoráveis de trabalho, entre outros. Fazer a retenção de talentos é muito importante. Logo, avaliar e controlar a taxa de turnover é fundamental para o sucesso da companhia. 17 - 74 Para escolher os indicadores de desempenho organizacional mais relevantes para a empresa, é preciso verificar quais são as demandas atuais da companhia. 18 - 74 Faz-se necessário identificar os desafios e buscar entender por que eles existem, se de fato são de responsabilidade da companhia ou se surgem de outras fontes. Para, assim, descobrir quais medidas tomar para melhorar esses indicadores. Já para avaliá-los corretamente, é importante que se tenha um controle de todas as informações da companhia para que elas possam ser cruzadas e gerar um denominador comum. Contar com a ajuda da tecnologia vale muito a pena nesse caso. Afinal, não é muito interessante colecionar pastas de dados em papel, que podem ser facilmente perdidas ou adulteradas. Una todos os dados em um banco virtual, que pode ser facilmente encontrado e consultado. Por exemplo, se o negócio não está conseguindo entregar seus produtos no tempo estabelecido e se há uma troca muito constante de funcionários, provavelmente o problema está na gestão de equipe. 19 - 74 Como vimos, não é uma tarefa difícil avaliar os indicadores de desempenho organizacional. Basta que se tenha disciplina e conhecimento sobre as demandas do negócio para direcionar as análises de forma eficiente. Veja que a companhia que se dedica a aprimorar seus indicadores está investindo em seu crescimento no mercado, bem como em seu prestígio com o público interno e externo! 20 - 74 E, agora, vamos conhecer mais uma ferramenta importante de acompanhamento e análise? Conheça o BSC! Indicador das Estratégias É muito importante avaliar se as estratégias da empresa estão surtindo efeito e se ela está conquistando os resultados almejados. Afinal, não basta criar ações de melhoria, é necessário que essas ações se consolidem em melhorias práticas e mensuráveis. Logo, ter esse indicador é fundamental para verificar a habilidade dos gestores de colocarem uma estratégia em prática e fazê-la funcionar. 21 - 74 BSC (BALANCED SCORECARD) A ferramenta BSC - Balanced Scorecard é um método voltado para gerenciar a estratégia da sua empresa, por meio de indicadores distribuídos de forma balanceada, possibilitando medir a saúde e o desempenho em médio e longo prazo, fazendo com que gestores e equipes trabalhem em ações ou projetos que garantam um crescimento sólido da empresa. Segundo Campbell (1997), administradores e empregados necessitam constantemente monitorar o desempenho de suas companhias. Entretanto, nem todas as medidas de desempenho que são necessárias são encontradas nos tradicionais relatórios financeiros. Por isso, a tendência mais importante atualmente é o Balanced scorecard. Este sistema apresenta informações tanto de caráter financeiro como não financeiro em formato simples e visualmente bem-organizado, de fácil visualização e análise das ações que foram planejadas. Kaplan e Norton (2004) criaram o Balanced Scorecard, sendo este definido como “conjunto de indicadores que proporciona aos gerentes uma visão rápida, embora abrangente, de toda a empresa” (KAPLAN; NORTON, 2004, p. 8). O BSC permite aos gerentes observar a empresa dentro de quatro perspectivas importantes: 22 - 74 No que devemos melhorar para alcançar nossos objetivos? (Perspectiva interna/pessoas) Como os acionistas nos veem? Quais objetivos financeiros devemos seguir? (Perspectiva financeira) Em quais processos internos devemos alcançar excelência para que as necessidades dos nossos clientes sejam atendidas? (Perspectiva de processos) Para atingir nossos objetivos financeiros, quais são as necessidades dos nossos clientes que devemos atender? (Perspectiva do cliente) 23 - 74 Juntando o conceito de cada perspectiva acima, temos o BSC como uma forma de auxiliar as empresas a se tornarem mais valiosas e lucrativas, desde que as necessidades do mercado e de seus clientes sejam atendidas; e para que isso seja cumprido, é preciso melhorar os processos internos, e isso só será possível se os colaboradores aprenderem e inovarem. 24 - 74 BSC CLIENTES Melhores processos de trabalho conduzem a clientes mais satisfeitos! APRENDIZAGEM E CRESCIMENTO Conhecimentos e habilidades dos empregados são fundamentais para inovações e melhorias! FINANCEIRA Maior satisfação dos clientes leva a melhores resultados financeiros! PROCESSOS INTERNOS Empregados capacitados, treinados e motivados melhoram seus processos de trabalho! Figura 1 - Perspectivas do BSC Fonte: Adaptado de SITEWARE, 2018. 25 - 74 Na prática, o Balanced Scorecard divide o planejamento em quatro dimensões e a partir disso prioriza estratégias para estas dimensões: Finanças Clientes Aumentar receitas Diminuir custos Captação de novos Fidelização dos antigos Processos Aprendizagem Layout Gestão de estoques Gestão de feedback Desenvolvimento de inovação Quadro 1 - Exemplo de Balanced Scorecard Fonte: do Autor (2021) 26 - 74 O Balanced Scorecard é uma ferramenta extremamente intuitiva e, por isso, gera grandes resultados quando o assunto é colocar as estratégias em ação. Primeiramente devemos preencher o campo das finanças, afinal sem ativos financeiros a empresa não nasce nem sobrevive, certo? O segundo grande pilar desta ferramenta são os clientes, pois a empresa só existe para satisfazê-los. Os processos são fundamentais para melhorar as receitas, diminuir os custos e para entregar o melhor produto ou serviço ao cliente, então, esta parte é muito importante e dela depende o pilar da aprendizagem. A grande diferença desta ferramenta é que ela coloca uma dimensão só para aprendizagem, admitindo que sem melhoria contínua a empresa não vai sobreviver. Após delimitar os pilares, a próxima etapa do Balanced Scorecard é delimitar indicadores de desempenho em cada dimensão destas e mensurar estes indicadores. Mas como é possível implantar o BSC? A literatura define quatro processos de gerenciamento essenciais para a implantação do Balanced Scorecard; conheça-as na figura a seguir: 27 - 74 COMUNICAÇÃO E LIGAÇÃO TRADUZINDO A VISÃO PLANEJAMENTO DE NEGÓCIO FEEDBACK Figura 2 - Perspectivas do BSC Fonte: Adaptado de SITEWARE, 2018. Confira a seguir um pouco mais sobre cada um desses processos. 28 - 74 Traduzir a visão e estratégia Esse primeiro passo tem o propósito de harmonizar e unir a visão da empresa à estratégia criada para o alcance dos objetivos. Essa tradução deve ser feita com todos os colaboradores da empresa, desde os cargos mais altos até os mais baixos. Só assim os mapas estratégicos poderão ser criados, tornando a estratégia mais clara e de fácil visualização para a equipe. Dessa forma, o processo se torna mais dinâmico, focado e claro. Portanto: clareie a visão;estabeleça consenso; traduza a visão e as estratégias. Comunicar e vincular O engajamento e a compreensão da equipe em relação ao plano de ação é o que fará o BSC funcionar. Comunique a estratégia da empresa horizontal e verticalmente. Com uma comunicação eficaz, os objetivos organizacionais e individuais se integram de forma mais efetiva. Portanto: comunique e eduque; estabeleça metas e vincule recompensas aos indicadores de desempenho. 29 - 74 Planejar e fixar objetivos Para que a estratégia funcione, é preciso alinhar as ações aos recursos disponíveis. Ter controle do orçamento, reservar e adquirir recursos para alcançar objetivos é parte fundamental do planejamento e da execução. Portanto: fixe os objetivos; alinhe as ações estratégicas; aloque recursos e estabeleça pontos de controle. Dar feedbacks Os feedbacks são essenciais para a organização ter um crescimento e aprendizado estratégico. A gestão estratégica é um processo contínuo e, para funcionar, precisa do constante aprimoramento de cada colaborador. Portanto: articule uma visão compartilhada e dê um feedback estratégico para a equipe. Dessa forma, a revisão da estratégia e o aprendizado se tornam alcançáveis. Nesse ponto, pode ser que apareçam várias dúvidas de como oferecer esses feedbacks, para que possam ser os mais efetivos possíveis, não é? Então, confira algumas dicas! 30 - 74 Como dar feedbacks construtivos para seus colaboradores Não faça isso na frente dos outros se for um assunto delicado. 2. Comece falando dos bons resultados que você tenha notado. 1. Não faça isso na frente dos outros se for um assunto delicado. 3. Exponha o objetivo da conversa, chegue no assunto principal da conversa rápido. 4. Convide-os para compartilhar seus pontos de vista. Escute-os abertamente e não os interrompa. 31 - 74 Figura 3 - Feedbacks construtivos Fonte: SITEWARE, 2018. Como dar feedbacks construtivos para seus colaboradores Não faça isso na frente dos outros se for um assunto delicado. 2. Fale como isso te afetou. Pode ser como você se sentiu ou o impacto que isso teve nos negócios ou em outros colaboradores. 1. Descreva a situação. Evite falar pelas costas e não generalize. 3. Peça ideias de opções e soluções. Ao invés de dizer o que eles têm que fazer, peça para que eles deem ideias para solucionar o problema. 4. Defina um plano claro de como melhorar e crie ações específicas que vocês colocarão em prática. 32 - 74 Por fim, as empresas só conseguem crescer quando se arriscam e passam por mudanças, mas não se esqueça da importância de uma boa liderança e da gestão de mudanças focada no seu capital humano! As pessoas precisam ser gradualmente adaptadas às mudanças e os colaboradores são pontos-chave para o sucesso da sua estratégia. 33 - 74 Saiba mais Para saber mais sobre balanced scorecard e compreender exemplos reais de sua aplicação, acesse os links: https://www.redalyc.org/ journal/5705/570562894003/570562894003.pdf Entenda BSC em 3 minutos : https://www.youtube.com/ watch?v=R9Y3R4tuKzc Confira um vídeo sobre BSC na prática: https://www.youtube.com/ watch?v=yFMDw8GIXA8 34 - 74 https://www.redalyc.org/journal/5705/570562894003/570562894003.pdf https://www.redalyc.org/journal/5705/570562894003/570562894003.pdf https://www.youtube.com/watch?v=R9Y3R4tuKzc https://www.youtube.com/watch?v=R9Y3R4tuKzc https://www.youtube.com/watch?v=yFMDw8GIXA8 https://www.youtube.com/watch?v=yFMDw8GIXA8 matéria prima + tecnologia + recursos humanos = produção = lucro Indicador de Produtividade Produtividade é fazer mais com menos, obter mais lucro com menos esforço. O valor dos bens de produção é o valor de rendimento. Esse valor indica a cota de cada serviço individual do trabalho ou da terra presente no valor do produto social total e por isso pode ser chamado, em certo sentido, de produto de um serviço do trabalho ou da terra. O processo industrial pressupõe: 35 - 74 Para obter uma produção maior com a mesma quantidade de matéria-prima, deve-se melhorar o maquinário ou a capacidade dos funcionários. Para obter maior produção com o mesmo maquinário, deve-se melhorar a qualidade da matéria-prima ou dos funcionários (ou da forma de gerenciamento). Para obter mais produção com a mesma quantidade de funcionários, deve-se melhorar o maquinário ou aparato tecnológico e/ou melhorar a qualidade da matéria-prima. Em todas estas três áreas, os recursos humanos, tecnológicos ou naturais podem render mais quando da aplicação de algum tipo de inovação a fim de: • Reduzir custos; • Satisfazer mais os clientes; • Inovar; • Destacar-se no mercado. 36 - 74 Portanto, as inovações podem ser tanto no sentido de gerenciamento dos recursos humanos quanto inovações científicas e tecnológicas, quanto inovações da matéria-prima natural utilizada na produção. Percebe-se que palavras como “eficiência” e “melhoria” estão associadas ao aumento da produtividade. Isso significa que o aumento da qualidade de alguns processos produtivos e gerenciais pode não só melhorar a qualidade do produto final como também aumentar a quantidade da produção de forma geral. Desta forma, nem sempre produzir mais (ou mais rápido) significa produzir pior. Produtividade não é apenas acelerar a produção. Pode-se produzir mais e ao mesmo tempo com maior precisão e controle. 37 - 74 Indicador de Qualidade A qualidade é um indicador que promove a compreensão dos pontos de melhoria em um processo produtivo. Afinal, se não está havendo qualidade no resultado, é indício de que algo deve ser aprimorado no processo. Logo, deve-se ter um índice de erros aceitáveis. Caso os deslizes sejam maiores que esse índice, é preciso observar o que precisa ser realinhado. Pode-se dizer que a qualidade é um conjunto de características que fazem parte do serviço e que muitas vezes supera as expectativas dos clientes (MARCANTE, 2008; BARROS; MELLO, 1997). E que a “a satisfação do cliente é uma relação entre o que ele viu (percebeu) e o que ele esperava ver (expectativa)” (ALMEIDA, 1995, p.121). Quando o que o cliente espera é acima do que ele realmente recebe (ou percebe que recebe), então, estamos diante de um cliente insatisfeito. Já quando o que o cliente imagina é similar ao que ele percebe ao realizar a compra, o cliente ficará satisfeito. 38 - 74 39 - 74 Você já deve ter percebido que o segredo de algumas grandes empresas é a constância! Empresas famosas de fast food, como o McDonalds, satisfazem seus clientes porque têm uma enorme padronização desde o produto ao atendimento. Inclusive algumas empresas são conhecidas como tendo uma padronização mundial. Quem nunca ouviu falar que tal empresa é confiável pois “não importa onde eu estarei no mundo, eu sei o que esperar”. Essa certeza de que você já experimentou aquilo antes, então, sabe como vai ser, gera uma expectativa que deverá ser atendida e para isso acontecer deve-se estabelecer padrões de qualidade. Desse modo, muitas vezes o que a empresa precisa não é surpreender o cliente, mas satisfazê-lo. A qualidade não está necessariamente em quebrar as expectativas do cliente, mas em suprir essas expectativas de forma a não deixar espaço para insatisfações. Assim, o cliente sempre retorna. Desta forma, pode-se definir que: Qualidade é o grau de satisfação de requisitos dado por um conjunto de características intrínsecas. 40 - 74 41 - 74 De acordo com Silva (2009), qualidade deriva da palavra latina qualitate e “é sinônimo da procura contínua de melhoria em todas as vertentes, desde a política e estratégia da organização até aos indicadores financeiros mais relevantes, passando pelos níveis de satisfação de todos os stakeholders” (SILVA, 2009, p. 11). Para chegarmos a este conceito de qualidade aliada à produtividade, deve-se compreender a evolução da gestão de qualidade ao longo da história. Está preparado(a) para conhecer esta história? 42 - 74Saiba mais Que tal conhecer mais sobre competitividade e produtividade? https://www.youtube.com/ watch?v=C30-WC_KVgc 43 - 74 https://www.youtube.com/watch?v=C30-WC_KVgc https://www.youtube.com/watch?v=C30-WC_KVgc Os conceitos de qualidade Edwars Deming (2000) define qualidade como “um grau previsível de uniformidade e fiabilidade, a custo reduzido e adequado ao mercado”. Já Walter Shewhart (1986) afirma que a qualidade tem duas facetas — uma subjetiva: o que o cliente quer— e outra objetiva: propriedades de um produto, independentes daquilo que o cliente quer. A medida subjetiva é que tem interesse comercial. Atualmente, qualidade está ligada ao fator intangível do produto ou serviço, descobrir este valor e conseguir replicá-lo na essência do produto. “As diversas formas pelas quais as empresas planejam, definem, obtêm, controlam, melhoram continuamente e demonstram a qualidade, têm sofrido grandes evoluções ao longo dos últimos tempos, respondendo a mudanças políticas, econômicas e sociais” ( MENDES, 2007, p. 12). E a própria visão de qualidade mudou com o tempo, foi redefinida não apenas pela época e cultura, mas por alguns estudiosos que acrescentaram visões mais avançadas ao conceito, ao longo do tempo. A gestão da qualidade total como modelo de gestão teve origem no Japão e foi adotada posteriormente por empresas norte-americanas e europeias. Autores como Deming, Juran, Crosby, Feigenbaun, Taguchi, Ishikawa, entre outros, são considerados os grandes mestres da gestão da qualidade e descreveram em seus trabalhos alguns princípios fundamentais para a implementação deste novo modelo ( MENDES, 2007, p. 14). 44 - 74 Saiba mais Quer saber mais sobre a Gestão da Qualidade Total? https://www.scielo.br/j/rae/a/6wzHWHSC qsSP87krZJTkQZs/?format=pdf&lang=pt 45 - 74 https://www.scielo.br/j/rae/a/6wzHWHSCqsSP87krZJTkQZs/?format=pdf&lang=pt https://www.scielo.br/j/rae/a/6wzHWHSCqsSP87krZJTkQZs/?format=pdf&lang=pt Saiba mais Quer conhecer mais sobre as Eras da Qualidade? https://www.youtube.com/ watch?v=L5I8q33kV2s 46 - 74 https://www.youtube.com/watch?v=L5I8q33kV2s https://www.youtube.com/watch?v=L5I8q33kV2s Precursores da Gestão de Qualidade Total Confira a seguir os precursores da gestão de qualidade segundo alguns autores. 47 - 74 Walter. A. Shewhart Nasceu nos Estados Unidos em 1891. Formou-se engenheiro e Doutor em Física. Chegou a lecionar, porém preferiu trabalhar em fábricas, primeiramente na Western Eletric (de 1918 a 1924) e depois na Bell Telephone, empresa em que desenvolveu suas descobertas e trabalhou até se aposentar. É considerado o pai do controle estatístico por desenvolver uma das ferramentas mais utilizadas até hoje: o gráfico de controle (CARVALHO; PALADINI, 2012). A maior contribuição de Shewhart para a Qualidade foi a introdução da estatística aos processos de garantia da qualidade. Antes dele, a Qualidade nas indústrias consistia basicamente em monitorar ou inspecionar o produto final, visando assegurar que não havia algum defeito ou problema. Com a introdução das Cartas de Controle propostas por Shewhart, foi possível aplicar métodos de prevenção para garantir a qualidade do produto durante o processo de produção, não mais monitorando as saídas depois da produção, mas impedindo a produção de produtos defeituosos. O segredo do sucesso da carta de controle está na sua facilidade de preenchimento e de entendimento, além de ficar visível para todos os que trabalham no chão de fábrica, melhorando e otimizando a comunicação e evitando assim falhas. 48 - 74 William Deming Nasceu nos Estados Unidos em 1900 e se graduou em Engenharia Elétrica e Doutor em Matemática e Física na prestigiosa Universidade de Yale. Viveu até os 93 anos e por isso pôde acompanhar várias Eras da Qualidade. Foi discípulo de Shewhart, porém foi sozinho e longe da sua cidade natal que Deming fez suas primeiras revoluções na história da Gestão de Qualidade. Foi enviado pelas Forças Armadas norte- americanas para ajudar na reconstrução do Japão no pós-guerra (entre 1947 e 1950), por suas contribuições na área recebeu do Japão o Deming Prize e é considerado pelos orientais o pai do controle de qualidade (CARVALHO; PALADINI, 2012). Concorrendo com seu mestre Shewhart por este posto a nível mundial, foi um dos responsáveis pela retomada do crescimento japonês após a II Guerra ao propor um conjunto de princípios para o desenvolvimento de um programa de gestão da qualidade. “Deming fundiu sua visão de estatístico, de ênfase nos dados, com a vivência nas empresas japonesas, em que a participação dos trabalhadores da alta administração estava no dia a dia da busca pela qualidade e por sua melhoria de forma contínua, o que chamavam de kaizen” (CARVALHO; PALADINI, 2012, p. 11). O enfoque de Deming para a qualidade é principalmente voltado para a Estatística, focalizando os problemas de variabilidade e suas causas. 49 - 74 Joseph Juran Nasceu na Romênia em 1904 e emigrou para os EUA em 1912. Formou-se em Engenharia e Direito e, assim como Shewhart, iniciou sua carreira no departamento de estatística da Western Eletric (CARVALHO; PALADINI, 2012). Foi convidado para trabalhar no Japão como consultor na década de 1950, quando aplicou estatística aos métodos de controle de processo. “Da experiência com empresas japonesas, ressaltava o grande envolvimento ressaltava o grande envolvimento da alta administração e dos funcionários em vários aspectos da Gestão da Qualidade” (CARVALHO; PALADINI, 2012, p. 13). Armand Feigenbaum Nasceu nos Estados Unidos em 1922 e se graduou em Engenharia no Massachusetts Institute of Technology, em Boston (EUA). Foi diretor mundial de produção da GE, quando escreveu o livro “Controle Total da Qualidade”, criando este conceito (CARVALHO; PALADINI, 2012). 50 - 74 Foi ele quem definiu a qualidade como o cliente e não a engenharia. Também afirmava que a qualidade é um trabalho de todos da organização. CICLO PRODUTIVO Engenharia do produto Expedição Instalação serviços pós-venda Engenharia da manufatura Compras Supervisão da manufatura Inspeção e testes 51 - 74 Kaoru Ishikawa Nasceu em Tóquio, Japão, em 1915. Graduado em Química, foi membro da União Japonesa de Cientistas e Engenheiros (CARVALHO; PALADINI, 2012). Suas maiores contribuições para a Gestão de Qualidade são: Círculos de Controle da Qualidade; e Diagrama de Ishikawa. 52 - 74 Saiba mais Quer conhecer mais sobre a os precursores das teorias sobre qualidade? https://recipp.ipp.pt/ bitstream/10400.22/5020/1/ART. Luis%20Fonseca_1988.1.pdf.pdf Também existem outros indicadores quantitativos que auxiliam muito no acompanhamento dos processos da empresa. Vamos conhecer, então, o KPI! 53 - 74 https://recipp.ipp.pt/bitstream/10400.22/5020/1/ART.Luis%20Fonseca_1988.1.pdf.pdf https://recipp.ipp.pt/bitstream/10400.22/5020/1/ART.Luis%20Fonseca_1988.1.pdf.pdf https://recipp.ipp.pt/bitstream/10400.22/5020/1/ART.Luis%20Fonseca_1988.1.pdf.pdf KPI (KEY PERFORMANCE INDICATOR) KPI é a sigla em inglês para Key Performance Indicator, ou Indicador-Chave de Desempenho, em português. Os KPIs indicam os valores quantitativos fundamentais que medem os seus principais processos internos da empresa, possibilitando o acompanhamento e o melhor gerenciamento do nível de desempenho e sucesso das estratégias. Em geral, as organizações possuem os níveis de gestão estratégica, tática e operacional, trabalhando em prol de atingir os objetivos predeterminados. É no nível estratégico que os objetivos das empresas são traçados, muitas vezes com a intenção principal de aumentar a margem de lucro. 54 - 74 KEY PERFORMANCE INDICATOR 55 - 74 Entretanto, para garantir o aumento da margem de lucro, é preciso que se trabalhe em diversas frentes, executando ações com diferentes propósitos, por exemplo: • melhorar as receitas, aumentando o número de clientes ou diversificandoprodutos e serviços; • reduzir os custos operacionais, como produção, logística e manutenção; • tornar os processos mais eficientes; • aumentar a satisfação e engajamento dos clien- tes, gerando fidelização e aumentado o valor da marca. As organizações baseadas em resultados realizam a gestão destas ações usando KPIs para acompanhar e medir a efetividade de cada uma delas. 56 - 74 Figura 4 - KPIs Indicadores-chave de desempenho Fonte: SCOREPLAN, 2019 KPI Objetivo Mensuração Otimização PerformanceEstratégia Indicadores Avaliação 57 - 74 Mostrar uma visão detalhada do desempenho da empresa; Armazenar esses dados para que se possa acompanhar a evolução do desempenho ao longo do tempo. Esses resultados podem ser: absolutos, como a quantidade de itens produzidos; ou relativos (percentual), como quanto o total das vendas de um determinado produto representa no faturamento da empresa. Sem os indicadores de performance é provável que uma empresa não consiga mensurar seu crescimento porque não vai saber onde está errando e, assim, onde precisa melhorar. Cada empresa define os KPIs mais adequados de acordo com o que deve ser acompanhado e quais metas devem ser alcançadas no planejamento estratégico. Um KPI precisa atender dois objetivos fundamentais: 58 - 74 Diferença entre KPI e métrica Saber essa diferença é fundamental quando se trabalha com coleta de dados e informações, porque é o que ajuda os gestores na apuração dos resultados, veja: As métricas acontecem no ambiente operacional da empresa. São representadas por números absolutos e fornecem, na grande maioria das vezes, informações quantitativas que dificilmente podem ser usadas para tomada de decisão. A importância das métricas é que elas são a base das informações que vão compor um indicador. Os indicadores (KPI) têm a função de mostrar uma situação que esteja ocorrendo na empresa, um gargalo por exemplo, ou a validação de uma melhoria. Analisa se as metas especificadas no planejamento da empresa estão sendo atingidas. Os KPIs mostram informações táticas e estratégicas e dão aos gestores a base de informações para a tomada de decisão na condução dos negócios. 59 - 74 Na prática, muitas empresas se referem a KPI como dashboard, que é uma ferramenta de gestão da informação que ajuda no acompanhamento e exibição de indicadores-chave de performance (KPIs), métricas e dados que indicam a saúde de um negócio, setor ou processo. Eles são customizáveis para atender às demandas específicas de cada empresa e suas áreas. Nesse ponto da explanação você pode questionar: qual diferença entre dashboard e scorecard, que vimos anteriormente? A resposta pode ser melhor demonstrada pela figura a seguir; analise: 60 - 74 Figura 5 - Diferença entre BSC e Dashboard Fonte: BSCDESIGNER, 2021 Balanced Scorecard Dashboard Contrastar o processo de design 1 2 3 Mapear objetivos de negócios com um link de causa e efeito Definir, alinhar KPIs com objetivos de negócios Gerir desempenho É usado para É atualizado No automóvel é Monitorar o desempenho Em tempo real Dashboard do automóvel (mostra como o carro está funcionando) Periodicamente (mensal) GPS (mostra como chegamos a um local) Definir plano de ação Identificar os objetivos dos dashboard e das métricas Criar uma interface visual com gráficos e diagramas Monitorar o desempenho regularmente 61 - 74 O Dashboard ajuda a ter uma ideia de como o atendimento ao cliente está desenvolvendo-se e, em seguida, confira os prós e contras. PRÓS ● Podemos acompanhar os dados de desempenho atuais; ● Informações históricas são exibidas para as métricas. CONTRAS ● Não está claro como certas métricas contribuem para a estratégia geral; ● O plano de ação para os KPIs não é exibido. 62 - 74 O mapa estratégico do Balanced Scorecard permite compreender a visão geral do que está acontecendo na organização, confira! PRÓS ● Podemos ver as metas de negócios e conexões de causa e efeito entre elas; ● Iniciativas e métricas são visualizadas em uma única página. CONTRAS ● Não temos espaço para visualizar todos os indicadores operacionais aqui; ● Não vemos dados históricos para os indicadores. 63 - 74 Perceba que, se a empresa precisa medir sua produtividade, por exemplo, deve criar as condições para coletar todos os dados necessários, como o número de itens produzidos em um determinado tempo! É preciso que exista um modo confiável para fazer a contagem dos itens fabricados. Nesse sentido, o KPI precisa mostrar aos gestores se os resultados definidos/previstos pelos objetivos estão sendo alcançados ou não para que os ajustes e melhorias possam ser feitos, mostrando os melhores caminhos para o crescimento da empresa. Os exemplos de KPIs para os processos internos são os mais variados possíveis e estão intimamente ligados ao tipo de atividade de cada empresa. Na indústria, de forma geral, os principais indicadores de desempenho para os processos internos estão associados à produção e logística. 64 - 74 • Quantidade produzida; • Custo de produção; • Tempo gasto na produção; • Quantidade de produtos disponíveis; • Entregas feitas e entregas pendentes; • Tempo esperado de entrega. Existem diversas metodologias utilizadas para realizar controle de qualidade dos processos internos das empresas, sendo que grande parte destas metodologias são orientadas por KPIs. A quantidade de produtos defeituosos, o nível de qualidade do produto, a quantidade de falhas e o número de reclamações dos colaboradores em relação aos processos são exemplos de indicadores de desempenho normalmente utilizados neste caso. A escolha do tipo de KPI é um dos passos mais importantes na gestão baseada em desempenho. Contudo, vale sempre ressaltar que, independentemente do tipo de KPI a ser utilizado, as empresas devem realizar um acompanhamento contínuo destes indicadores, de modo que eles realmente sejam efetivos. 65 - 74 Você sabia? O fenômeno da Big Data, que se refere ao aumento de capacidade de processamentos dos computadores juntamente com a quantidade de dados disponíveis para análise, é uma das vertentes que podem ser utilizadas para a análise de cenários e para soluções analíticas e de decisões estratégicas, pois temos muito mais dados que são possíveis mensurar hoje em dia do que 10 anos atrás. Em relação aos dados, há quatro tipos de análise de dados: descritiva, diagnóstica, preditiva e prescritiva. A análise descritiva permite que o analista compreenda os eventos em tempo real. É muito utilizada em situações como a análise de crédito. Nesse caso, o banco avalia as informações do indivíduo e confere o risco envolvido no processo. Assim, define-se, por exemplo, a taxa de juros. Já a análise diagnóstica auxilia na compreensão das causas de um evento. A partir desta análise, a empresa pode traçar estratégias para aprimorar os resultados. A análise preditiva auxilia a prever cenários futuros com base na análise de padrões da base de dados. Assim, é possível tomar decisões mais precisas, mais certeiras. 66 - 74 67 - 74 Nesta análise de dados usa-se a estatística e dados históricos (do passado). Na análise prescritiva é possível saber o que deverá ocorrer ao escolher determinadas atitudes. Esta análise é realizada não apenas com o uso da Big Data, mas também precisa do fator humano para a análise. 68 - 74 Então, gostou de aprender mais sobre indicadores de desempenho? Você está cada vez mais próximo de estar apto a aplicar todos esses conhecimentos em sua prática profissional. Então, prossiga, pois sua imersão em conteúdos importantes ainda não terminou! 69 - 74 Referências ALMEIDA, S. Cliente, eu não vivo sem você: o que você não pode deixar de saber sobre qualidade em serviços a clientes. 20. ed. Salvador: Casa da Qualidade, 1995. CAMPBELL, A. Keeping the engine humming. Business Quarterly, Vol.61,n4, 1997. CARVALHO, M.; PALADINI, E. Gestão da qualidade. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier: ABEPRO, 2012. DEMING, W. E. Out of the Crisis. Cambridge: MIT Press, 2000. DEWING, W. E. Saia da crise: as 14 lições definitivas para controle de qualidade. São Paulo: Futura, 2003. KAPLAN, R. NORTON, D. A estratégia em ação: balanced scorecard. Rio de Janeiro: Campus, 1997. KAPLAN, R. NORTON, D . Kaplan e Norton na prática. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. MARCANTE, P. Qualidade no atendimento: diferencial competitivo dos campeões. 2008. Disponível em: http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/8657 . Acesso em: 11 dez. 2021. 70 - 74 MENDES, M. F. O impacto dos sistemas QAS nas PME portuguesas. Dissertação (Mestrado em Engenharia Industrial) — Escola de Engenharia, Universidade do Minho, Minho, Portugal, 2007. Disponível em: http://hdl.handle.net/1822/7967. Acesso em: 29 dez. 2021. MELLO, E. R. da C.; BARROS, C. D. C. Cartilha da Qualidade e Produtividade. Jan- mar/2007. Disponível em: http://www.acttive.com.br/ . Acesso em: 11 dez. 2021. MINTZBERG, H. The nature of managerial work. New York: Harper & Row, 1973. SILVA, M. Â. Desenvolvimento e implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade. 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