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Usinagem dos Metais Item 2 CONDIÇÕES ECONÔMICAS DE CORTE 1 Item 2: Condições Econômicas de corte A equação de Taylor, estudada anteriormente, relaciona a vida da ferramenta com as condições de corte: Esta equação, entretanto, não define que condição de corte utilizar. Para definir as condições de corte, uma análise econômica deve ser feita. 2 HGF VBVcapfKT E 1 Item 2: Condições Econômicas de corte A velocidade de corte tem mais influência no desgaste e, portanto, na vida da ferramenta que o avanço e a profundidade de corte. Assim, de um modo geral, para otimizar o processo, nesta ordem: Define-se a profundidade de corte; Define-se o avanço; Otimiza-se a velocidade de corte. 3 Item 2: Condições Econômicas de corte As condições econômicas de corte são aquelas que irão produzir um lote de peças com o mínimo custo de fabricação. Entretanto, estas condições não são, necessariamente, aquelas que irão produzir o maior número de peças na unidade de tempo. Vai existir outra condição de corte que irá gerar a máxima produção. Assim, a escolha das condições de usinagem deve ser feita através de uma análise dos diversos fatores relacionados com o tempo total e o custo total envolvidos no processo. 4 Item 2: Condições Econômicas de corte O tempo total de fabricação por peça é composto de: è Tempo de operação por peça è Tempo improdutivo por peça O custo total de fabricação por peça é composto de: è Custo de usinagem por peça è Custo do tempo improdutivo por peça è Custo da ferramenta por peça 5 Item 2: Condições Econômicas de corte Ao aumentar a velocidade de corte, o tempo de usinagem diminui e o tempo de troca de ferramenta aumenta, e vice-versa. Assim haverá uma velocidade de corte ideal em que o tempo de usinagem de um lote de “z” peças é mínimo. 6 Item 2: Condições Econômicas de corte Um ciclo básico e genérico de usinagem de uma peça, pertencente a um lote de “Z” peças, pode ser constituído pelas seguintes fases: a. Preparo da máquina-ferramenta para usinagem do lote; b. Colocação e fixação da peça para usinagem na máquina-ferramenta (carga); c. Aproximação ou posicionamento da ferramenta para o início do corte; d. Corte da peça; e. Afastamento da ferramenta; f. Soltura e retirada da peça usinada (descarga); 7 Item 2: Condições Econômicas de corte Tempo de usinagem de uma peça no lote de “Z” peças: tt = Tempo total de usinagem de uma peça (fases de a a f); tp = Tempo de preparo da máquina (fase a); ts = Tempo de carga e de descarga da máquina (fases b e f); ta = Tempo de aproximação e de afastamento da ferramenta (fases c e e); tc = Tempo de corte (fase d); Ttf = Tempo de troca de ferramenta; T = Tempo de vida de uma aresta; nt = Número de trocas de aresta na produção do lote de Z peças; ZT = Número de peças usinadas com uma aresta de corte no tempo T; Z = Número total de peças no lote; 8 tt = tp Z + ts + ta + tc + ttf nt Z Item 2: Condições Econômicas de corte VELOCIDADE DE CORTE E A TAXA DE PRODUÇÃO 9 3 t t tt c 1 t t t1 2 3 tt - tempo total de usinagem por peça tc - tempo de operação propriamente dito t1 - tempo improdutivo. t2 - tempo de colocação, fixação e retirada da peça + tempo de preparo da máquina. t3 - tempo de troca da ferramenta vcm - Velocidade de máxima produção Item 2: Condições Econômicas de corte VELOCIDADE DE MÁXIMA PRODUÇÃO Para se obter a velocidade da máxima produção, deve-se chegar na equação de tempo de fabricação por peça, em função da velocidade de corte, derivar e igualar a zero. Esta velocidade pode ser determinada, também, experimentalmente, com auxílio de um gráfico da taxa de produção (peças/hora) em função da velocidade de corte. 10 vmxp = K ttf x-1( ) x Item 2: Condições Econômicas de corte 11 Variação da taxa de produção em função da velocidade de corte Item 2: Condições Econômicas de corte Custo da operação Cp = Custo de usinagem de uma peça de um lote de Z peças; Cm = Custo de matéria-prima para uma peça (ou da peça antes da operação); Cc = Custo do corte em usinagem; Cmq = Custo de operação da máquina (juros, depreciação, manutenção, espaço ocupado, energia consumida, etc.); Cf = Custo referente á ferramenta de corte; Ctf = Custo de uma troca de ferramenta; 12 Cp = Cm +Cc +Cmq +Cf Item 2: Condições Econômicas de corte VELOCIDADE DE CORTE E O CUSTO DE PRODUÇÃO 13 C M D Tc c c C - custo total da peça (Cp) Mc - custo da usinagem por peça (hora/máquina (Smq), mão de obra (Sh), etc.) Dc - custo da matéria prima + custo do tempo improdutivo por peça (retirada e colocação da peça, preparação da máquina, etc.) Tc - custo da ferramenta (Cf) mais custo de troca (Ctf) por peça. Vcn - Velocidade econômica de corte ou de mínimo custo. Item 2: Condições Econômicas de corte VELOCIDADE DE MÍNIMO CUSTO DE PRODUÇÃO OU VELOCIDADE ECONÔMICA DE CORTE Para se obter a velocidade econômica de corte, deve-se chegar na equação de custo de fabricação por peça, em função da velocidade de corte, derivar e igualar a zero. Esta velocidade pode ser determinada, também, experimentalmente, com auxílio de um gráfico do custo de produção em função da velocidade de corte. 14 vcm = C2K 60(x-1)C3 x C2 = (Sh +Smq) C3 = Ctf + ttf 60 Sh + Smq( ) é ë ê ù û ú Sh = custo do operador Smq = custo de operação da máquina Item 2: Condições Econômicas de corte 15 Variação do custo de fabricação em função da velocidade de corte Item 2: Condições Econômicas de corte INTERVALO DE MÁXIMA EFICIÊNCIA 16 Item 2: Condições Econômicas de corte INTERVALO DE MÁXIMA EFICIÊNCIA 17 Item 2: Condições Econômicas de corte 18 Custo de fabricação por peça versus tamanho do lote Item 2: Condições Econômicas de corte Aplicação de uma ferramenta mais eficiente 19Taxa de produção de duas ferramentas diferentes Item 2: Condições Econômicas de corte Aplicação de uma ferramenta mais eficiente 20Ponto de equilíbrio para duas ferramentas diferentes Item 2: Condições Econômicas de corte Exemplo numérico A ferramenta 1 custa US$100,00 e permite uma margem de lucro de US$ 0,20 por peça, enquanto a ferramenta 2 custa US$200,00 com a margem de lucro de US$0,25 por peça. Desta maneira, n1 é igual a 500 peças (100/0.20) e n2 é igual a 800 peças (200/0.25) e o ponto de equilíbrio n1,2 é igual a 2000 peças [(200 – 100)/(0.25 – 0.20)]. Nota-se que a margem de lucro vai aumentando e a diferença entre a utilização das duas ferramentas também, à medida que o número de peças do lote aumenta. Para 4000 peças essa diferença atinge a cifra de US$100,00. 21