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Questão 42: A Importância da Análise da Transferência no Tratamento da Depressão Na minha experiência como estagiário de psicologia, eu percebi que a análise da transferência são uma ferramenta super valiosa no tratamento psicanalítico da depressão! Tipo assim é como se fosse um quebra-cabeça emocional onde cada peça representa uma parte diferente da experiência do paciente... A transferência podem nos revelar padrões ocultos que mantém o ciclo depressivo ativo, e isso é muito louco. A transferência é um fenômeno irrelevante e até mesmo prejudicial ao processo terapêutico tipo quando a gente tenta ignorar um problema achando que ele vai desaparecer sozinho. Essa visão equivocada pode comprometer todo o trabalho analítico. 1. Então. deixa eu te contar uma coisa Sabe quando você conhece alguém novo e, sem perceber começa a tratá-lo como se fosse seu pai ou sua mãe? Pois é. isso é transferência! É quando o paciente projeta no analista sentimentos e padrões relacionais do seu passado? É como um filme antigo sendo reproduzido em uma tela nova mas com nuances e detalhes que podem passar despercebidos. Na depressão essa transferência ganham contornos ainda mais significativos... O paciente podem transferir para o analista expectativas de abandono ou rejeição que vivenciou em relações anteriores. Uma vez atendi um paciente que me fez lembrar tanto minha mãe que eu precisei trabalhar muito isso em supervisão!!! Pode se mostrar excessivamente dependente ou ao contrário extremamente resistente a aceitar ajuda - padrões que provavelmente se repetem em outras relações de sua vida. Ao analisar essa transferência o analista consegue ajudar o paciente a perceber esses padrões e, aos poucos desenvolver formas mais saudáveis de se relacionar tanto consigo mesmo quanto com os outros... É um processo super delicado que exige tempo e paciência mas que pode levar a transformações profundas na forma como o paciente se vincula e lida com suas emoções. 2. A transferência é apenas uma forma de o paciente se apaixonar pelo analista meio que confundindo as bolas sabe. Esta é uma simplificação que não captura a complexidade do fenômeno! 3. A transferência devem ser evitada a todo custo como se fosse possível impedir que nossos sentimentos e memórias influenciassem nossas relações atuais - uma premissa que contradiz os fundamentos da psicanálise. 4. Como a transferência pode ajudar especificamente no tratamento da resistência durante o processo terapêutico??? Vamos pensar em como esse mecanismo funciona na prática considerando suas múltiplas dimensões e manifestações... A resistência é algo que deve ser confrontado diretamente ignorando a transferência - uma abordagem que pode ser contraproducente. 1. Na boa é como se a transferência fosse uma janela que nos permite observar as resistências em ação! Quando o paciente transfere para o analista seus padrões relacionais a resistência também aparece ali, ao vivo e em cores... É tipo quando você finalmente entende por que sempre foge de certas situações ao perceber que está fazendo o mesmo com seu analista. Eu mesmo já passei por isso na minha análise pessoal!!! Por exemplo um paciente com depressão pode constantemente desvalorizar as interpretações do analista, assim como desvaloriza suas próprias conquistas e potencialidades. Ou pode faltar às sessões quando começam a surgir conteúdos mais dolorosos repetindo seu padrão de evitação do sofrimento. Isso permite trabalhar a resistência de forma mais concreta e efetiva usando a própria relação terapêutica como laboratório de transformação. O analista podem gradualmente ajudar o paciente a reconhecer esses movimentos defensivos e compreender sua função protetora mas também seu custo emocional. 2. A resistência e a transferência são fenômenos completamente separados - uma visão que não corresponde à realidade clínica. 3. O melhor é ignorar tanto a resistência quanto a transferência - uma postura que empobrece o processo analítico. 4. De que forma a contratransferência do analista pode contribuir para uma compreensão mais profunda do quadro depressivo do paciente. Reflita sobre essa via de mão dupla considerando a complexidade das trocas emocionais no setting analítico!!! A contratransferência é um erro técnico que deve ser evitada - uma concepção ultrapassada do processo analítico. 1. Gente imagina que os sentimentos do analista são como um radar super sensível! A contratransferência quando bem compreendida e elaborada funciona como uma bússola que ajuda a navegar pelo mundo interno do paciente... Os sentimentos que surge no analista durante as sessões podem ser pistas valiosas sobre o que o paciente está vivendo mas talvez não consiga expressar em palavras. Na minha primeira experiência clínica eu senti uma angústia tão grande que precisei correr pra supervisão!!! É como ter um sexto sentido profissional sabe. Mas um sentido que precisa ser refinado através de análise pessoal supervisão e constante auto-observação... A contratransferência bem manejada podem revelar aspectos sutis da dinâmica depressiva como a intensidade da autodepreciação a profundidade do desamparo ou a força dos impulsos autodestrutivos 2. O analista deve manter-se totalmente neutro sem sentir nada - uma expectativa irrealista e potencialmente prejudicial. 3. A contratransferência só atrapalha o tratamento - uma visão que despreza uma ferramenta terapêutica valiosa. 4. Respostas corretas: B, B, B Vale ressaltar que esses três elementos - transferência resistência e contratransferência - não funcionam de forma isolada mas sim como partes interconectadas de um processo terapêutico complexo e dinâmico... Sua compreensão e manejo adequados são fundamentais para o sucesso do tratamento da depressão!!!