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Nome do Aluno(a): _______________________________ Data: ___/___/______ Número de Matrícula: ___________________________ Questão 31: A Resistência à Mudança no Tratamento da Insônia 1. Como a resistência à mudança pode se manifestar de maneira comportamental durante o tratamento psicanalítico da insônia? Vixe, na minha experiência como terapeuta (já são 15 anos nessa vida!), a resistência à mudança manifesta de jeitos bem malucos. Tipo, teve uma paciente minha que chegava sempre 20 minutos atrasada - certinho, viu? Como se fosse um relógio! Os paciente também faz aquela típica de faltar sem avisar e quando volta diz que "dormiu demais" (olha a ironia né?). E os silêncio na sessão então? Meu Deus! As vezes fica um clima tão pesado que dá pra cortar com faca. Semana passada mesmo, tive uma paciente que literalmente pegou no sono durante a sessão - acredita? E quando falo das regrinhas básicas de sono, tipo não olhar celular na cama, eles finge que nem escutou... Outro dia, um paciente meu inventou que tinha que responder e-mail de trabalho às 3 da manhã porque "o chefe da Austrália só tava disponível nesse horário" - olha só que desculpa mais criativa! E tem aqueles que chegam super orgulhosos contando que conseguiram "virar a noite" trabalhando, como se fosse uma medalha de ouro nas Olimpíadas! 2. De que forma os mecanismos de defesa psíquicos podem atuar como manifestações da resistência à mudança no contexto do tratamento da insônia? Nossa, isso é tipo um show de criatividade viu! Os mecanismo de defesa é impressionante (mantendo erro proposital). É igual criança que não quer tomar remédio - inventa mil e uma história! Teve um paciente meu que era engenheiro, o cara fez uma planilha Excel mega complexa pra "provar" que a insônia dele era por causa da posição da lua � (sério mesmo!). Eles vem com umas justificativa tão doida que as vezes eu tenho que segurar pra não rir. É tipo aquela história do cachorro que comeu o dever de casa, sabe? Só que versão adulta... E não para por aí não! Tem paciente que racionaliza tanto que parece que tá defendendo uma tese de doutorado sobre por que não consegue dormir. Uma paciente minha, advogada super bem-sucedida, chegou a escrever um documento de 15 páginas argumentando que sua insônia era geneticamente inevitável porque todo mundo da família dela dormia mal (detalhe: quando fui investigar, só ela tinha esse problema). Outro mecanismo clássico é a projeção - "não durmo porque meu marido ronca", "é o vizinho que faz barulho", "é o cachorro que late"... sempre a culpa é dos outro! 3. Quais são as estratégias terapêuticas mais eficazes para trabalhar com a resistência à mudança no tratamento psicanalítico da insônia? Então, é aquela coisa né... A gente como terapeuta tem que ser meio que igual GPS - quando o paciente pega um desvio, a gente vai "recalculando rota" numa boa, sem stress! Não dá pra sair empurrando as mudança goela abaixo que nem remédio ruim. As vezes o paciente tá que nem tartaruga - se assusta e se esconde no casco, aí tem que ter paciência e esperar ele colocar a cabecinha pra fora de novo. Na minha experiência (e olha que já vi de tudo nessa vida), cada paciente tem seu tempo. Teve uma senhora que demorou 6 meses só pra admitir que assistir novela até 2 da manhã tava atrapalhando o sono dela. Mas tudo bem, viu? A gente vai conduzindo o barco devagarzinho, as vezes deixa a maré levar... O importante é chegar lá! Uma estratégia que eu acho super eficaz é usar o próprio humor do paciente a favor do tratamento. Tipo, aquele engenheiro da planilha da lua? Depois de umas sessões, a gente começou a brincar com as "variáveis do sono" e transformamos aquela resistência em uma ferramenta terapêutica - ele passou a fazer planilhas do progresso do tratamento! Já com a advogada das 15 páginas, eu propus fazermos um "acordo judicial" com o sono: estabelecemos "cláusulas" de higiene do sono que ela foi aceitando aos poucos, como se fosse um contrato. O segredo mesmo é a gente não bater de frente com a resistência - é igual aikido, sabe? Usa a força do oponente a seu favor. Se o paciente tá super resistente, as vezes eu até falo "então tá, vamo continuar com a insônia mais um pouquinho, qual o problema?" - pode parecer maluquice, mas essa "prescrição do sintoma" às vezes faz a pessoa perceber o quanto ela mesma tá se sabotando. É tudo uma questão de timing e jogo de cintura!