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ECUMENISMO SUMÁRIO SUMÁRIO ........................................................................................................................ 1 NOSSA HISTÓRIA ......................................................................................................... 2 APRESENTAÇÃO ........................................................................................................... 3 1. Introdução ao conceito de religião ............................................................................ 3 1.1 - Formas de atuar das religiões na sociedade ............................................................. 3 1.2 O que é a religião? ...................................................................................................... 4 1.3 - Definições substantivas ............................................................................................ 5 1.4 - Definições funcionalistas ......................................................................................... 5 2. Religiões afrodescendentes ....................................................................................... 6 2.1 - Candomblé e umbanda: Religiões afrodescendentes e sincretismo religioso .......... 6 2.2 - Candomblé ............................................................................................................... 7 2.3 - Umbanda .................................................................................................................. 8 3. Religião Budista ........................................................................................................ 8 3.1 - Fundamentos do Budismo ........................................................................................ 9 4. Religião Islâmica ....................................................................................................... 9 4.1 - Fundamentos do Islamismo ...................................................................................... 9 5. Cristianismo ............................................................................................................ 12 5.1 Catolicismo ............................................................................................................... 12 5.2 - Protestantismo ........................................................................................................ 13 5.3 A Reforma Protestante.............................................................................................. 14 5.4 Espiritismo ................................................................................................................ 15 6. Ecumenismo no Brasil ............................................................................................ 15 7. Conclusão ................................................................................................................ 17 8. REFERÊNCIAS ...................................................................................................... 18 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. APRESENTAÇÃO Caro aluno, nessa disciplina você estudará a origem e fundamentos das religiões. Vamos conhecer algumas das mais populares religiões existentes na humanidade e para isso selecionamos um material especial com vídeos e textos para que você amplie seus conhecimentos sobre elas e instrumentalize sua prática em sala de aula. Boa leitura e bons estudos! Disponível em: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/arquivos/File/livro_er_19_3_20 15.pdf-acessoem28/04/2016 - Texto Sec. Paraná 1. Introdução ao conceito de religião O fenômeno religioso é uma variante importante dos relacionamentos humanos e está intrinsicamente relacionado aos processos que compreendem as dinâmicas humanas. Dessa forma, é preciso analisar os fenômenos históricos para compreender as religiões e os conceitos atribuídos ao termo ao longo do tempo. 1.1 - Formas de atuar das religiões na sociedade As religiões podem ser determinantes para as identidades sociais. A título de exemplo, a antiga nação iugoslava, os croatas, os sérvios e eslovenos falam a mesma língua, mas estão separados pela religião. Enquanto croatas e eslovenos seguiam, majoritariamente, o cristianismo baseado na Igreja Católica Romana, o sérvios seguiam o cristianismo ortodoxo (DECRESCI, 2013). Podem atuar como norma social. Todas as religiões, em alguma medida, orientam seus membros ou seguidores em alguns aspectos sociais. Por exemplo, as vestimentas ou adereços podem representar uma linguagem simbólica em torno de um grupo, criando um sistema de identificação e pertencimento (JUNIOR, 2012). Também pode atuar como inspiradoras da legislação. A dignidade da pessoa humana, prevista no artigo 1º, inciso III da Constituição Federal (BRASIL, 1988), constitui um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito e segundo Luís Roberto Barroso (2009): A dignidade da pessoa humana é o valor e o princípio subjacente ao grande mandamento, de origem religiosa, do respeito ao próximo. Todas as pessoas são iguais e têm direito a tratamento igualmente digno. A dignidade da pessoa humana é a ideia que informa, na filosofia, o imperativo categórico kantiano, dando origem a proposições éticas superadoras do utilitarismo: a) uma pessoa deve agir como se a máxima da sua conduta pudesse transformar-se em uma lei universal; b) cada indivíduo deve ser tratado como um fim em si mesmo, e não como um meio para a realização de metas coletivas ou de outras metas individuais. As coisas têm preço; as pessoas têm dignidade. Do ponto de vista moral, ser é muito mais do que ter. O princípio da dignidade humana identifica um espaço de integridade a ser assegurado a todas as pessoas por sua só existência no mundo. E, por último, pode estruturar socialmente as sociedades, em função de critérios religiosos. Por exemplo, o hinduísmo é reconhecido na Índia como um sistema social que vai além da religião, tendo sua estrutura social governado a vida da maioria dos indianos por centenas de anos, através do sistema de castas que influenciaram toda a trajetória de modernização da Índia (SANA, 1993). 1.2 O que é a religião? Para iniciar o debate sobre os conceitos desenvolvidos acerca da religião, é preciso lembrar que o discurso analista do conceito ou fenômeno religioso nem sempre coincide com os adeptos da religião. Assim, apresentaremos as ideias partindo da premissa de que não há consenso também entre o campo de estudo. Tradicionalmente, a discussão sobre o conceito de religião, tanto na teologia quanto na ciência da religião, parte da distinção entre uma definição substantiva ou normativa e uma definição funcional ou operacional (GROSS, 2013). 1.3 - Definições substantivas A definição substantiva da religiãoressalta o produto da fé no qual aqueles que se reúnem em torno de ideias transpessoais são rotulados como religiosos. (ELWELL, 1990, p. 202) Em uma perspectiva reducionista, Edward Taylor (1920) definiu a religião é “uma crença em seres espirituais”. Contudo, essa definição não contempla outros elementos como os símbolos, rituais, práticas e etc., que deixam marcas em nossa sociedade, conforme vimos anteriormente. Para o sociólogo Emile Durkheim (2000), o conceito de religião é "um sistema unificado de crenças e práticas relativas a coisas sagradas, isto é, coisas separadas e proibidas - crenças e práticas que se unem em uma única comunidade moral chamada igreja, todos aqueles que aderem a ela”. No campo da fenomenologia da religião1, o historiador da religião Gerardus van der Leeuw (2009) também buscou definir um conceito. Nas palavras do próprio autor: Podemos tentar compreender a religião sobre uma superfície plana, partindo de nós. Podemos ainda representar como que se a essência da religião só se deixa compreender como descendo do alto, de Deus. Em outros termos podemos considerar a religião como experiência vivida compreensível [...] A experiência vivida (na sua “reconstrução”) é um fenômeno. 1.4 - Definições funcionalistas Enquanto as definições substantivas definem a religião segundo aquilo que ela é, as definições funcionalistas definem-na pelos efeitos que provoca (VILAÇA, 2008). Na consulta de vários compêndios de sociologia, Thomas Luckmann (1974) surge frequentemente como o primeiro exemplo de autor que defende 1 O que entendemos por "fenomenologia da religião" também pode ser compreendido como "a ciência geral das religiões" (VAN DER LEEUW, 2009). uma definição funcionalista de religião. Em The Invisible Religion, ele explicita a sua perspectiva nos seguintes termos: O cosmos sagrado determina directamente a inteira socialização do indivíduo e é relevante para a total biografia individual. Dito de outro modo, as representações religiosas servem para legitimar a conduta em todo o tipo de situações sociais. Poderíamos ainda referir o sociólogo americano Milton Ynger (1970) como outro autor com uma concepção funcionalista de religião pois entende como “um sistema de crenças e práticas através das quais um grupo de pessoas se confronta com os problemas-limite da vida humana”. Niklas Luhmann (1984) também entende que a religião desempenha no sistema social a função de transformar o mundo indeterminável num mundo determinável. Por outras palavras, Luhmann entende que a religião tem por função reduzir a incerteza e a complexidade. 2. Religiões afrodescendentes Antes de começarmos, assista ao vídeo abaixo para saber mais sobre as religiões de matriz africana. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Ft2sr4YmaoE- acessoem28/04/2016 2.1 - Candomblé e umbanda: Religiões afrodescendentes e sincretismo religioso Quem trouxe o candomblé para o Brasil foram os negros que vieram como escravos da África. Entre eles se destacavam dois grupos: os bantos (que vinham de regiões como o Congo, Angola e Moçambique) e os sudaneses, que vinham da Nigéria e do Benin (e que são os iorubas, ou nagôs, e os jêjes). Porém, a religião oficial no Brasil era o catolicismo, trazido pelos brancos, de origem portuguesa. O candomblé - culto africano que se tornou afro- brasileiro - era encarado como bruxaria. Por isso era proibido e sua prática reprimida pelas autoridades policiais. Assim, os negros passaram a cultuar suas divindades e seguir seus costumes religiosos secretamente. Para disfarçar, identificavam seus deuses com os santos da religião católica. Por exemplo, quando rezavam em sua língua para Santa Bárbara, estavam cultuando Iansã. Quando se dirigiam a Nossa Senhora da Conceição, estavam falando com Iemanjá. Esse processo foi chamado de sincretismo religioso. Candomblé retratado para a Unesco, pelo artista Carybé, argentino radicado na Bahia 2.2 - Candomblé O candomblé tem rituais muito bonitos, realizados ao ritmo de atabaques e cantos em idioma ioruba ou nagô, que variam conforme o orixá que está sendo cultuado. As cerimônias do candomblé são realizadas nos "terreiros" - que hoje são casas ou templos, mas expressam no nome suas origens: era em clareiras na mata que os escravos podiam expressar sua religiosidade. Os ritos são dirigidos por um pai de santo (que tem o nome africano de babalorixá) ou uma mãe de santo (ialorixá). Também são feitas oferendas e consultas espirituais através do jogo de búzios (um tipo de concha do mar que é usada como um oráculo para orientar e fazer previsões). Atualmente, os terreiros de um candomblé mais próximo a suas origens estão na Bahia. Com o tempo, essa religião africana praticada no Brasil foi adquirindo características próprias. O candomblé de caboclo, por exemplo, é um ritual que incorpora elementos da cultura caipira e dos índios. 2.3 - Umbanda No início do século 20, algumas décadas depois da abolição da escravatura no Brasil, originou-se na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, um culto afro-brasileiro muito importante: a umbanda. Ela incorpora práticas do candomblé, do catolicismo e do espiritismo. É um culto mais brasileiro, mais simples e mais popular, até porque seu idioma é o português e não as línguas ou dialetos africanos. Contudo, assim como as outras religiões de matriz africana, a umbanda também sofreu e ainda sofre perseguições. Muitos terreiros foram invadidos pela polícia e os rituais foram proibidos. No entanto, com a Proclamação da República, a Igreja e o Estado se separaram. A partir daí, tornou-se um contrassenso a polícia discriminar uma religião. Além disso, com o movimento modernista e a valorização da cultura popular, as religiões afro-brasileiras tornaram-se objeto de interesse e estudo de intelectuais que saíram em sua defesa. Desse modo, a umbanda deixou de ser perseguida e foi conquistando muitos seguidores. Para a umbanda, o universo está povoado de entidades espirituais que são chamadas guias e se comunicam através de uma pessoa iniciada, o médium. As guias se apresentam como pomba-gira, caboclo ou preto- velho. O caboclo é a representação do índio brasileiro e o preto-velho representa o negro no cativeiro. Existem muitas diferenças na maneira como a religião é praticada nos diversos templos e terreiros de umbanda e nas diversas regiões do Brasil. 3. Religião Budista Assista ao vídeo e conheça também um pouco dos fundamentos da religião Budista. Disponível em: https://youtu.be/AzUCqzsKymM 3.1 - Fundamentos do Budismo A base dos ensinamentos do Budismo é o sofrimento e a sua consequente extinção. Siddharta Gautama teve a compreensão de que o sofrimento é decorrente do desejo em todas as suas formas. Quando se deseja algo e não se obtêm a frustração gera o sofrimento, assim como quando se obtém o que se deseja há o desejo de manter o objeto do desejo. Para Siddharta, o desejo deve ser purificado de forma a eliminar o sofrimento. Siddharta codificou o mecanismo do sofrimento nas Quatro Verdades Nobres, e como purificar o desejo no Nobre Caminho Óctuplo. Justamente por ter um aspecto prático, existem muitos debates se o Budismo deve ser considerado uma religião ou não. O Budismo originalmente preocupa-se apenas com a extinção do sofrimento humano, e não busca nenhuma interpretação religiosa ou metafísica do universo, apesar das diversas escolas budistas terem assimilados rituais, cultos e divindades de outras religiões para expressar suas interpretações do budismo através dos tempos. Por isto é comum que muitos praticantes de outras religiões também pratiquem doutrinas do budismo. O judaísmo por exemplo não considera o Budismo em si como uma forma de idolatria. 4. Religião Islâmica Assista o vídeo abaixosobre a segunda maior religião do mundo e a que mais cresce no momento atual. Última das grandes religiões monoteístas, surgiu com Maomé e rapidamente se expandiu. Disponível em: https://youtu.be/P9LR2kT_e1o 4.1 - Fundamentos do Islamismo O Islamismo é uma religião monoteísta, ou seja, acredita na existência de um único Deus; é fundamentada nos ensinamentos de Mohammed, ou Muhammad, chamado pelos ocidentais de Maomé. Nascido em Meca, no ano 570, Maomé começou sua pregação aos 40 anos, na região onde atualmente corresponde ao território da Arábia Saudita. Conforme a tradição, o arcanjo Gabriel revelou-lhe a existência de um Deus único. A palavra islã significa submeter-se e exprime a obediência à lei e à vontade de Alá (Allah, Deus em árabe). Seus seguidores são os muçulmanos (Muslim, em árabe), aquele que se subordina a Deus. Atualmente, é a religião que mais se expande no mundo, está presente em mais de 80 países. Alcorão, livro sagrado do Islamismo O livro sagrado do Islamismo é o alcorão (do árabe alqur´rãn, leitura), consiste na coletânea das revelações divinas recebidas por Maomé de 610 a 632. Seus principais ensinamentos são a onipotência de Deus e a necessidade de bondade, generosidade e justiça nas relações entre os seres humanos. Dentre os vários princípios do Islamismo, cinco são regras fundamentais para os mulçumanos: 1. Crer em Alá, o único Deus, e em Maomé, seu profeta; 2. Realizar cinco orações diárias comunitárias (sãlat); 3. Ser generoso para com os pobres e dar esmolas; 4. Obedecer ao jejum religioso durante o ramadã (mês anual de jejum); 5. Ir em peregrinação à Meca pelo menos uma vez durante a vida (hajj). Oração dos mulçumanos Após a morte de Maomé, a religião islâmica sofreu ramificações, ocorrendo divisão em diversas vertentes com características distintas. As vertentes do Islamismo que possuem maior quantidade de seguidores são a dos sunitas (maioria) e a dos xiitas. Xiita significa “partidário de Ali” – Ali Abu Talib, califa (soberano muçulmano) que se casou com Fátima, filha de Maomé, e acabou assassinado. Os sunitas defenderam o califado de Abu Bakr, um dos primeiros convertidos ao Islã e discípulo de Maomé. As principais características são: Sunitas – defendem que o chefe do Estado mulçumano (califa) deve reunir virtudes como honra, respeito pelas leis e capacidade de trabalho, porém, não acham que ele deve ser infalível ou impecável em suas ações. Além do Alcorão, os sunitas utilizam como fonte de ensinamentos religiosos as Sunas, livro que reúne o conjunto de tradições recolhidas com os companheiros de Maomé. Xiitas – alegam que a chefia do Estado muçulmano só pode ser ocupada por alguém que seja descendente do profeta Maomé ou que possua algum vínculo de parentesco com ele. Afirmam que o chefe da comunidade islâmica, o imã, é diretamente inspirado por Alá, sendo, por isso, um ser infalível. Aceitam somente o Alcorão como fonte sagrada de ensinamentos religiosos. Alguns pontos em comum entre Xiitas e Sunitas são: a individualidade de Deus, a crença nas revelações de Maomé e a crença na ressurreição do profeta no Dia do Julgamento. No Brasil, o Islamismo chegou, primeiramente, através dos escravos africanos trazidos ao país. Posteriormente, ocorreu um grande fluxo migratório de árabes para o território brasileiro, contribuindo para a expansão da religião. A primeira mesquita islâmica no Brasil foi fundada em 1929, em São Paulo. Atualmente existem aproximadamente 27,3 mil muçulmanos no Brasil. 5. Cristianismo O Cristianismo surgiu no primeiro século. Os primeiros cristãos foram os 12 apóstolos que seguiam Jesus Cristo. Porém, a expressão cristão, só surgiu a partir da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Já no primeiro século o apóstolo Pedro e o novo convertido Saulo (Paulo de Tarso), que posteriormente se tornou mundialmente conhecido como o apóstolo Paulo, começaram verbalmente a pregar os ensinamentos de Cristo, tendo em vista que não haviam sido ainda escritos os Evangelhos, contendo os ensinos de Jesus. Para o Cristianismo, somente através de Jesus Cristo com os seus ensinamentos expressos na Bíblia e mediante a fé, o homem poderá ganhar a salvação e, consequentemente, herdar o reino de Deus. O sentido da fé na justificação do homem torna-se o primeiro princípio, como é afirmado por Paulo e outros escritores do Novo Testamento: vos sois salvos pela graça de Deus, mediante a fé (SILVA, 1988, p. 206). Após dissertar sobre as doutrinas das principais religiões do mundo, tomemos por base o tema salvação, pela ótica cristã. Para o Cristianismo, somente através de Jesus Cristo com os seus ensinamentos expressos na Bíblia e mediante a fé, o homem poderá ganhar a salvação e, consequentemente, herdar o reino de Deus. 5.1 Catolicismo O surgimento do Catolicismo se deu no segundo século da era cristã, com a evolução da Igreja apostólica para a antiga Igreja Católica imperial e o início do sistema Católico Romano. O centro de atividade era a bacia do Mediterrâneo, que incluía regiões da Ásia, África e Europa. A Igreja operava dentro do ambiente cultural da civilização greco-romana e do ambiente político do Império Romano. Posteriormente divergências litúrgicas e doutrinárias entre as Igrejas do Ocidente e do Oriente resultariam em uma separação. A partir dessa divisão criou-se a Igreja Católica Ortodoxa e a Igreja Católica Romana, que também enfrentou no século XVI a reforma e o surgimento do Protestantismo. Mas hoje, mesmo com as diferenças institucionais, há uma relação de paz. Um ponto a ser relevado na relação Catolicismo e Protestantismo se refere às suas verdades absolutas em comum: Deus Pai Criador, Jesus Cristo Filho e o Espírito Santo Consolador. Porém, há um abismo entre elas no tocante à salvação do homem: os católicos assumem o seu líder supremo (Papa) como mediador, e os seus santos canonizados como intercessores do homem diante de Deus. As práticas da religião católica são de viés cristão, ou seja, acredita apenas em Deus como ser onisciente, onipotente e onipresente: tudo sabe, tudo pode e tudo vê. Existem duas rezas que revelam bem a fé e prática do católico: elas são a Ave Maria e o Credo. Ave Maria é uma reverência à mãe de Jesus Cristo na Terra, Maria, que foi mulher de José, história narrada nos primeiros livros do Novo Testamento na Bíblia. Para eles Maria é santa e imaculada, por ter sido agraciada em conceber Jesus Cristo. 5.2 - Protestantismo O protestantismo é uma das principais vertentes (juntamente com a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Ortodoxa) do cristianismo. Este movimento iniciou-se na Europa Central no início do século XVI como uma reação contra as doutrinas e práticas do catolicismo romano medieval. Os protestantes também são conhecidos pelo nome de evangélicos juntamente com os pentecostais e neopentecostais oriundos de Igrejas Protestantes. No Brasil, entretanto, o termo "protestante" é geralmente usado para se referir às Igrejas oriundas diretamente e contemporaneamente da Reforma Protestante, como a Luterana, a Presbiteriana, a Anglicana, a Metodista, Batista e a Congregacional; o termo "evangélico" é usado para se referir tanto a essas, com exceção da Anglicana, quanto àquelas indiretamente e/ou posteriormente oriundas da reforma, como as pentecostais e as neopentecostais. Adeptos dessas também são chamados de protestantes, embora, no Brasil, por preferência de nomenclatura, não costumem se denominar assim, preferindo a nomenclatura evangélicos. Todo Protestante é Evangélico, mas nem todos os Evangélicos são protestantes. As doutrinas das inúmeras denominações protestantes variam, mas muitas incluem a justificação por graça mediante a fé somente - doutrina conhecida como Sola fide, o sacerdócio de todos os crentes - e a Bíbliacomo única regra em matéria de fé e ordem, doutrina conhecida como Sola scriptura. 5.3 A Reforma Protestante O século XVI foi marcado por uma série de transformações na sociedade, como a ascensão burguesa, a intensificação do comércio, a expansão colonialista e a explosão das ideias humanistas. Outro acontecimento importante que contribuiu para mudar a história ocidental é identificado como “Reforma Protestante”. A situação religiosa e econômica da Alemanha no início do século XVI era crítica. A alta carga de impostos e a interferência dos papas em assuntos religiosos e políticos eram consideradas opressivas. A ad- ministração dos negócios da Igreja, sob o comando papal, era marcada por conflitos e altamente onerosa. O clero recebia duras críticas em virtude do mau exemplo. As cidades mercantis estavam desgostosas com a isenção de impostos sobre o clero, a proibição de juros, os muitos dias santos e a excessiva tolerância da Igreja com a mendicância. […] Os camponeses viviam em inquietação econômica, não sendo a menor de suas queixas os dízimos e aluguéis cobrados pelo alto clero local. Juntavam-se a estes motivos de intranquilidade o fermento intelectual do nascente humanismo germânico e o agitante despertamento religioso popular, manifesto no profundo medo e consciência da necessidade de salvação. É evidente, pois, que se estes agravos achassem expressão em determinado líder, sua voz encontraria muitos ouvidos (WALKER, 1981, p. 8). O marco inicial da Reforma Protestante acontece em 31 de outubro de 1517, quando o monge Martinho Lutero afixa suas 95 teses na porta da catedral de Wittenberg. A intenção de Lutero era apontar as falhas e contradições na Igreja Católica. A partir dessa iniciativa, outros líderes promoveram ações que foram consideradas reformistas, como as Reformas Calvinista, Anglicana e a Anabatista. 5.4 Espiritismo O berço do Espiritismo foi a França, no século 19, quando Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail, iniciou uma série de estudos sobre a manifestação dos espíritos. Kardec observou o fenômeno das mesas girantes, sessões de contato com espíritos de pessoas mortas. Em março, comemorou-se 150 anos da morte do autor — ou o desencarne, morte de seu corpo material para a passagem ao plano espiritual. Entre as principais obras de Kardec estão O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861) e O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864). Por entender que o espírito evolui e aprimora a cada desencarne, espíritas não encaram a morte de forma negativa. Também não é preciso ser adepto do Espiritismo para frequentar os centros espíritas. Neles, os interessados podem harmonizar energias ou só fazer leituras. Não há hierarquia nos centros, como ocorre em algumas religiões, e quem comanda é a pessoa mais experiente ou mesmo o fundador do centro. 6. Ecumenismo no Brasil Um rápido exame mostra que na concepção do que seja ecumenismo se reproduz todo o espectro de tensões e propostas teológicas da atualidade. Ecumenismo é o processo de busca pela união apesar das diferenças. Em um sentido mais restrito, emprega-se o termo para os esforços em favor da unidade entre igrejas cristãs; num sentido lato, pode designar a busca da unidade entre as religiões. No campo de estudo da Teologia, define-se ecumenismo como movimento objetiva à unificação das igrejas cristãs (católica, ortodoxa, luterana, anglicana e protestante). É preciso destacar que o termo tem sido atualizado, adotando-se uma definição, mais abrangente, que abraça a ideia de ecumenismo como a aproximação, a cooperação, a busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs. O Ecumenismo surgiu no Brasil impulsionado pela Confederação Evangélica do Brasil no começo da segunda metade do século XX. Segundo Agemir Dias (2007), no período da ditadura militar, este movimento deu origem à diversas organizações ecumênicas, muitas das quais não tinham um vínculo expresso com as igrejas. Dessa forma, este movimento alinhou a ala protestante progressista com a opção social pelos socialmente vulneráveis. Na Igreja Católica, o Concílio Vaticano II definiu as bases para o ecumenismo. Cerca de duas décadas depois, em 1987, a Igreja Católica, através da Arquidiocese de São Paulo, publicou “Caminhos para a Unidade Cristã: pastoral de ecumenismo”, uma fundamentação para guiar a prática ecumênica no Brasil. Atualmente várias igrejas fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, CONIC, um grupo empenhado em construir um diálogo ecumênico que inclui a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, a Igreja Presbiteriana Unida e a Aliança de Batistas do Brasil (AVILLEZ, 2018). 7. Conclusão Um dos principais desafios apara a reflexão teológica na atualidade é orientar o diálogo entre as diferentes concepções de Deus, da Igreja, do ser humano, da vida no planeta, entre outros conceitos importantes que orientam a razão da existência. Assim, cresce em nossos dias a consciência de que não se pode ser absolutizada ou totalizada uma única tradição religiosa. A mensagem de Boas Novas registradas nos Evangelhos são os encontros de Jesus com seus conterrâneos. Uma mensagem radicalmente humana, que precisa ser vivida em cada encontro que temos com nossos próximos, independente da religião, nuances e denominações de cada um. 8. REFERÊNCIAS BARBOSA, Ivan Fontes. Sócrates, Durhkeim e o Ensino de Sociologia. Revista Café com Sociologia, v. 3, n. 2, p. 137-155, 2014. BARROSO, Luís Roberto. Curso de Direito Constitucional contemporâneo: os conceitos fundamentais e a construção do novo modelo. São Paulo: Saraiva, 2009. pp. 221-222. BRAKEMEIER, Gottfríed. Reflexões teológicas sobre o ecumenismo brasileiro. Estudos Teológicos, v. 31, n. 1, p. 9-19, 2013. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. CARVALHO, Iris Gonçalves. Salvação e reino de Deus nas principais religiões do mundo. Vox Faifae: Revista de Teologia da Faculdade FASSEB, v. 2, n. 1, 2010. COUTINHO, José Pereira. Religião e outros conceitos. 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