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CIDADE-ESTADO ANO UNIVERSIDADE ANHANGUERA Sistema de Ensino Presencial Conectado NOME DO ALUNO RA.: NUTRIÇÃO MUDANÇAS FISIOLÓGIAS NO ENVELHECIMENTO: Paladar, tato, olfato, visão e audição. CIDADE-ESTADO ANO MUDANÇAS FISIOLÓGICAS NO ENVELHECIMENTO: Paladar, tato, olfato, visão e audição. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do título de Nutricionista em Nome do Curso de Bacharel em Nutrição. Orientador: Prof. Dra. Julianna Matias Vagula NOME DO ALUNO RA.: Dedico este trabalho à Deus primeiramente, pois sem ele nada seria possível, a minha família e em especial ao meu pai pela determinação e luta. AGRADECIMENTOS A Professora Ludmilla Quaresma minha orientadora, que me acompanhou, pelo seu desempenho e dedicação nas aulas ministradas e todos os ensinamentos repassados. As professoras Bruna Mary e Raiane Lolli que contribuíram para a pesquisa de dados, tornando possível o desenvolvimento desse trabalho. Enfim, a todos que durante essa caminhada me proporcionaram a oportunidade de transformar sonhos em realidade. DA SILVA DIAS, Larissa. Mudanças Fisiológicas no Envelhecimento: paladar, tato, olfato, visão e audição. 2024. 21 páginas. Trabalho de Conclusão de Curso (Nutrição) – (Universidade Anhanguera, sistema de ensino presencial conectado), Dourados, 2024. RESUMO O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo no qual há alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas, que vão alterando progressivamente o organismo. Essas alterações exigem um olhar atencioso do profissional da saúde, uma vez que a suscetibilidade para o desenvolvimento de patologia aumenta. O presente estudo tem caráter de revisão sendo elaborada através de literatura científica tendo como objetivos rever e destacar as principais modificações fisiológicas que caracterizam o envelhecimento como paladar, tato, olfato, visão e audição reconhecendo desta forma a importância do papel do Nutricionista. O conhecimento sobre a fisiologia do envelhecimento vem possibilitando à profissionais a encontrar métodos de prevenção que contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos idosos. Palavras-chave: envelhecimento; fisiologia; paladar; tato; visão e audição. DA SILVA DIAS, Larissa. Physiological Changes in Aging: taste, touch, smell, vision and hearing. 2024. 21 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Nutrição) – (nome da instituição de ensino), Dourados, 2024. ABSTRACT Aging is a dynamic and progressive process in which there are morphological, functional and biochemical changes, which progressively alter the organism. These changes require a careful look from the healthcare professional, as the susceptibility to the development of pathologies increases. The present study is a review being prepared through scientific literature with the objectives of reviewing and highlighting the main physiological changes that characterize aging such as taste, touch, smell, vision and hearing, thus recognizing the importance of the role of the Nutritionist. Knowledge about the physiology of aging has enabled professionals to find prevention methods that contribute to improving the quality of life of the elderly. Key-words: aging; physiology; taste; tact; vision and hearing. LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Conclusões Fundamentais dos sentidos no processo do envelhecimento..........................................................................................................20 LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Principais problemas visuais no processo do envelhecimento...............¡Error! Marcador no definido.3 Quadro 2 – Olfato e Paladar ......................................................................................16 Quadro 3 – Receptores Sensitivos da Pele................................................................16 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas SNGH Secretaria Nacional de Defesa dos Direitos Humanos AVD Atividades de Vida Diária SCIELO Scientific Eletronic Library Online NSHAP National Social Life, Health and Aging Project TV Televisão SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 111 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ...................................... ¡Error! Marcador no definido.3 2.1 VISÃO ................................................................. ¡Error! Marcador no definido.3 2.2 AUDIÇÃO ............................................................ ¡Error! Marcador no definido.4 2.3 OLFATO E PALADAR ......................................... ¡Error! Marcador no definido.5 2.4 TATO................. .................................................. ¡Error! Marcador no definido.6 2.5 NUTRIÇÃO E ENVELHECIMENTO .....................................................................17 3 METODOLOGIA ........................................................ ¡Error! Marcador no definido.9 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................. 20 5 CONCLUSÃO......................................................................................................... 23 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 25 11 1 INTRODUÇÃO Ao longo dos anos percebe-se que o mundo está vivenciando uma transição demográfica, caraterizada pelo elevado crescimento da população idosa, fato esse observado devido ao aumento da expectativa de vida e diminuição das taxas de fertilidade. Com tal característica foi apresentado pela Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH) dados relevantes sobre o envelhecimento no Brasil, no qual ficou demonstrado que em 2050 pela primeira vez da história haverá um índice maior de idosos que crianças menores de 15 anos (BRASIL, 2016). O envelhecimento apresenta-se como um seguimento normal da população, onde todos são acometidos por esse processo, sendo assim submetidos a sucessivas perdas em função do declínio do ritmo biológico e prontamente relacionados às formas de alimentação. O processo de envelhecimento é algo natural que segue o fluxo linear da vida, podendo ser definido como o decréscimo das funções fisiológicas que englobam o bom desempenho dos órgãos, a composição corporal e a habilidade cognitiva. Por consequência está associado a deterioração gradual da função corporal (TERRA, 2017). Sendo assim, o processo do envelhecimento é acompanhado frequentemente por inúmeras alterações físicas, fisiológicas, socioeconômicas, psicológicas e sociais que têm como efeito o declínio da eficiência e funcionalidade do indivíduo, sendo que a maneira pela qual esse envelhecimento irá se desenvolver dependerá de fatores genéticos, biológicos, ambientais, psicológicos, sociais e os hábitos de vida, tendo influência direta na ingestão alimentar e no estado nutricional do idoso, onde esse envelhecimento é caracterizado por ser um processo progressivo e irreversível, podendo variar de indivíduo para indivíduo (MARQUES, 2008; WELLMAN; KAMP, 2012). Supondo desse modo que os fatores socioeconômicos e alterações fisiológicas normais do idoso sejam alguns dos principais influenciadores nas práticas errôneas no consumo alimentar com consequências nutricionais. Com isso, pode-se prever que estes fatores sejam osresponsáveis pelos altos índices de obesidade e desnutrição, resultando também em patologias associadas aos erros alimentares. Á vista disso, se tem um alerta para as consequências negativas que 12 esses fatores possam trazer para a saúde, qualidade de vida, ingestão alimentar e estado nutricional no envelhecimento. Em virtude do exposto, o presente estudo tem como objetivo conhecer os principais impedimentos sensoriais que ocorrem com o avanço do envelhecimento, na questão de ingestão de alimentos, além da qualidade e quantidade destes. Neste sentido é de suma importância revisar estudos guiados a partir da temática do processo natural de envelhecimento. 13 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A respeito do processo de envelhecimento, merecem destaque os distúrbios nutricionais comumente verificado em idosos, considerados muitas vezes, de forma equivocada como normais, mas que podem afetar suas necessidades energéticas e a saúde geral (PFRIMER K. FERRIOLLI, 2008). O declínio da função sensorial é um aspecto importante para os idosos, pois pode afetar a sua segurança e qualidade de vida, além de ser indicador de doença subjacente. As relações interpessoais e atividades sociais apresentam-se limitadas, o que pode ter consequência negativas na saúde dos indivíduos, por afetação das funções psicológicas e fisiológicas. Uma vez reconhecidas e aceitas as limitações, adaptações no ambiente da pessoa podem ajudar a compensar as perdas. A pessoa pode aceitar melhor as mudanças na realização das suas atividades de vida diária (AVD) quando entende como o processo de envelhecimento afeta o seu sistema sensorial. 2.1 VISÃO Problemas relacionados à visão podem impedir ou dificultar a independência pessoal na realização das atividades diárias. Com o envelhecimento, ocorre uma redução na acuidade visual e na acomodação à luminosidade, bem como na clareza de visão noturna e do campo de visão periférico. “Consequentemente, ler, assistir TV e realizar atividades manuais podem ser mais cansativos e dificultosos” (ROBERTO DISCHINGER, 2018). Para evitar pequenos desconfortos, o ideal é manter a iluminação permanente, uma vez que a adaptação a mudanças de luz torna-se mais lenta com o passar dos anos. Entre as alterações visuais mais frequentes, os especialistas citam presbiopia, catarata, glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética. QUADRO 1 – Principais problemas visuais no processo do envelhecimento: PROBLEMA VISUAL CONSEQUÊNCIAS 1. CATARATA Enevoamento do cristalino, em consequência de uma acumulação de proteínas. Comprometimento gradual da visão. Diminuição da acuidade, visão turva, percepção 14 alterada de cores, distorção da imagem, aumento da sensibilidade à claridade, dificuldade em conduzir (a noite) e em ver objetos de baixo contraste. 2. GLAUCOMA É progressivo. Geralmente associado ao aumento crónico da pressão intraocular, com redução do campo visual e dano do nervo ótico e das fibras óticas, com consequente morte das células da retina. 3. DEGENERAÇÃO MACULAR Doença da mácula – estrutura responsável pela visão nítida (pormenor, cor e formas). Importante causa de perda visual central, bilateral, gradual e indolor nos idosos. 4. RETINOPATIA DIABÉTICA Causa comum de alterações de retina em idosos, consequente de diabetes. Consiste na disfunção da circulação periférica, podendo originar a degenerescência ou deslocamento da retina. Fonte: O envelhecimento do Sistema Sensorial – Revista Vol. 1|Nº.1|Ano 2013|p.3 A perda visual é das mais temidas complicações no processo de envelhecimento, porque pode reduzir a qualidade de vida e ameaçar a capacidade de viver independentemente em casa e na comunidade. 2.2 AUDIÇÃO A perda auditiva relacionada com a idade (presbiacusia) é um dos distúrbios sensoriais mais comuns, que afeta 30-35% das pessoas com mais de 65 anos. Está correlacionada com a diminuição da qualidade de vida e depressão, sendo considerada a principal causa de anos vividos com incapacidade na vida adulta. Com a idade, verifica-se um aumento gradual na perda auditiva, com maior prejuízo das frequências alta na faixa etária de 80-90 anos, da qual resulta perda significativa na clareza, da discriminação para fonemas, e dificuldade na compreensão do discurso rápido ou em ambientes ruidosos. Os idosos tendem a viver num ambiente ruidoso, aumentam muito o som da televisão/rádio e pedem constantemente às pessoas que repitam o que dizem, tonando-se incomodativo para os que com elas privam. É comum, que a perda auditiva conduza a um isolamento 15 cada vez maior e estigmatização, com repercussões físicas, psicológicas e sociais (BARALDI; G.; L. BORGES, 2007). 2.3 OLFATO E PALADAR Na fisiologia do envelhecimento é comum ocorrer uma diminuição na capacidade de perceber gostos doces e salgados dos alimentos, enquanto os sabores ácidos e amargos se mantêm inalterados. “Isso acontece devido à atrofia das papilas gustativas que são responsáveis pelo paladar” (ROBERTO DISCHINGER, 2018). Outro fator que também pode alterar o paladar é o uso de certos medicamentos, esse é um dos principais motivos que muitos dos idosos tendem a acrescentar mais sal ou açúcar aos alimentos. Uma alternativa é acrescentar temperos naturais aos pratos, tais como alho, cebola, cheiro verde, orégano e manjericão, que realçam o sabor dos alimentos e eliminam essa dificuldade (FLAVIA MEDEIROS LEITE, 2018). É importante que a refeição seja alto atrativo, com pratos variados e balanceados, pois com a diminuição do paladar os indivíduos que se encontram nesse processo do envelhecimento tendem a diminuir a ingestão de alimentos, podendo ficar com um quadro de desnutrição grave. No processo de envelhecimento existem diversas alterações sensoriais, o olfato também é afetado. Alterações como o aumento de tecidos moles e atrofia das glândulas mucosas, muitas vezes ocasionando o ressecamento do muco nasal e consequentemente a obstrução nasal podem explicar as dificuldades de identificar odores. “Isso também pode ocorrer principalmente após aos 80 anos, quando as dificuldades para identificação de odores ocorrem devido à degeneração das células do sistema nervoso central” (ROBERTO DISCHINGER, 2018). Esse pode ser considerado um sintoma inicial de doenças como Parkinson e Alzheimer, levando em conta que a percepção que o idoso tem sobre seu olfato depende também dos sistemas nervoso central e periférico, que são os maiores afetados por essas doenças. Um dos sinais que indicam a perda olfativa é a diminuição do peso em consequência da perda de apetite. O tratamento depende da causa, mas é recomendada que o acompanhamento seja feito por uma equipe multidisciplinar. “Para facilitar a ingestão dos alimentos, pode-se melhorar a apresentação dos pratos 16 e a forma de preparo dos alimentos” (FLAVIA MEDEIROS LEITE, 2018). QUADRO 2 – Olfato e Paladar (caminham juntos): OLFATO Recomendações Cuidar da temperatura da água para o banho; Tratamento adequado das feridas; Tratamento adequado das doenças que pioram a sensibilidade, tal como diabetes e outras neuropatias; Usar dispositivos de auxílio para as mãos, como suporte para cartas de baralho, etc; Cuidado no uso de bolsa de água quente e compressas de gelo. PALADAR Não pule refeições, mas alimentar-se mesmo quando não houver apetite; Caprichar na apresentação visual do prato. Fonte: FLAVIA MEDEIROS LEITE (Nutricionista), 2018. 2.4 TATO O tato é o sentido responsável pela percepção de diferentes sensações na pele, devido à existência de vários tipos de receptores específicos, distribuídos entre as diferentes camadas da pele. QUADRO 3 – Receptores sensitivos da pele Localização Receptores Sensibilidade DERME Corpúsculos de Paccini À pressão Corpúsculos de Ruffini Ao calor Corpúsculos de Krause Ao frioDiscos de Merkel Ao estimulo tátil contínuo Corpúsculos de Meissner Ao estímulo tátil EPIDERME E DERME Terminações nervosas livres A estímulos dolorosos e táteis DERME PROFUNDA Terminações nervosas dos folículos pilosos Qualquer contacto do pelo Fonte: HOOPER, C.R. (2009) 17 Com o envelhecimento, permanecem inalterados os receptores dos folículos pilosos e as terminações nervosas, enquanto diminui o número e a funcionalidade dos corpúsculos de Paccini e os de Meissner, levando ao aumento dos limiares táteis. Ao longo do envelhecimento é possível tolerar a estímulos mais extremos sem perceber que causa dor. Associada à perda de corpúsculos de Paccini, está a diminuição da sensação do posicionamento dos membros e das articulações, o que pode comprometer o equilíbrio e a coordenação. Sendo o tato um sentido importante na estrutura da consciência, mudanças ocorridas poderão limitar o reconhecimento da presença, forma, tamanho e temperatura de objetos em contato com o corpo. Consequentemente, ao longo do envelhecimento ficamos mais suscetíveis a lesões da pele, que se podem agravar pela demora na cicatrização das feridas, processo que se torna mais lento, devido à diminuição de vascularização e à lentificação do mecanismo de turnover da epiderme; e pelo enfraquecimento da junção derme- epiderme (HOOPER, C. R., 2009). 2.5 NUTRIÇÃO E ENVELHECIMENTO Com o envelhecimento, vários fatores influenciam na qualidade de vida e nutrição dos idosos. A alimentação é um dos fatores centrais par a saúde e qualidade de vida do indivíduo. Um padrão alimentar equilibrado proporciona melhor condição de saúde e contribui diretamente na prevenção e controle das principais doenças que acometem os idosos. Com o avançar da idade, a digestão e absorção dos nutrientes sofrem prejuízos que são atribuídos ao processo natural do envelhecimento. São caracterizados principalmente pela diminuição da sensação do paladar por redução de número e função das papilas gustativas e redução na percepção do olfato e da visão; diminuição da secreção salivas e gástrica; falha na mastigação pela ausência de dentes ou uso de próteses impróprias; diminuição da absorção intestinal, ocasionando a constipação intestinal Com isso o apetite do idoso pode ficar reduzido, gerando uma redução no consumo alimentar e consequentemente deficiência de nutrientes específicos e até estados de desnutrição. Para a avaliação do idoso é fundamental ressaltar uma história alimentar. Contudo, é necessário questionar o idoso, assim como os familiares, sobre 18 alterações de peso, restrições alimentares voluntários ou impostas, alcoolismo, depressão, alterações gastrointestinais, doenças crônicas e uso de medicamentos. Uma alimentação diversificada, com alimentos de diferentes fontes, oferece os nutrientes necessários para uma nutrição equilibrada, desde que ingeridos na quantidade recomendada para suprir os gastos energéticos. Portanto, manter a nutrição adequada ao corpo é necessário para que possa exercer suas capacidades funcionais. São esses nutrientes essenciais que devem ser consumidos como combustível para o corpo: proteínas, carboidratos (açúcares), lipídios (gordura), vitaminas, sais minerais, fibras e água. Um hábito alimentar é uma construção coletiva, permeada por condutas que proporcionam ao idoso mais prazer com a alimentação, tais como: • O conhecimento sobre o valor nutricional dos alimentos e sua relação com a saúde (combinar, de acordo com as recomendações para a faixa etária, alimentos construtores, energéticos e reguladores); • Isolamento social (sentar o idoso confortavelmente à mesa companhia de familiares, amigos, dentre outras pessoas); • Disciplina no consumo de alimentos (oferecendo refeições menos volumosas mais vezes ao dia); • O abuso do sal (usar temperos naturais como alho, cebola, cebolinha, cheiro verde, salsa, orégano e outros). A alimentação é um dos fatores centrais para a saúde e qualidade de vida do indivíduo, um padrão alimentar equilibrado proporciona melhor condição de saúde e contribui diretamente na prevenção e controle das principais doenças que acometem o envelhecimento (FLAVIA MEDEIROS LEITE, 2018). 19 3. METODOLOGIA Este estudo trata-se de uma revisão narrativa de literatura, sobre mudanças fisiológicas que ocorrem durante o processo do envelhecimento, os efeitos da involução dos sentidos e suas consequências na alimentação durante o processo de envelhecimento, os arquivos foram consultados e consequentemente serviram de embasamento para a formulação do projeto, sendo empreendidos segundo a orientação acerca do tema em direção a compreensão dos processos de envelhecimento e suas transformações fisiológicas. Os descritivos utilizados para o levantamento dos artigos, foram as seguintes palavras: fisiologia do envelhecimento; paladar; tato; nutrição ou mastigação; visão e audição. Para o estudo foi realizada uma busca em bancos de dados: Scielo, Google Acadêmico, bem como em literatura, periódicos e revistas. A metodologia de busca dos artigos foi desempenhada seguindo as etapas de: pesquisa geral utilizando descritivos propostos; seleção por período de publicação; análise dos títulos; leitura e resumo dos artigos e seleção dos trabalhos considerados adequados para posterior inclusão na presente revisão. 20 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Este artigo tem como objetivo rever e destacar as principais modificações fisiológicas que caracterizam o envelhecimento e relacionar a fisiologia do envelhecimento à saúde do idoso, essas mudanças como o paladar; tato; olfato; visão e audição sofrem mudanças gradativas ao longo dos anos. A ampliação do conhecimento sobre a fisiologia do envelhecimento vem possibilitando aos profissionais da saúde o surgimento de novos métodos de prevenção que contribuam para a melhoria de qualidade de vida do idoso. O acompanhamento de um profissional de nutrição na saúde do idoso, é suprir todas as necessidades e ajudar ao individuo a continuar realizando refeições prazerosas. Os idosos são mais suscetíveis à desnutrição devido aos efeitos da fisiologia do envelhecimento, e sem uma orientação correta esse risco pode levar ao desenvolvimento de outras doenças e comorbidades ainda mais graves. Por isso, manter uma alimentação saudável é extremamente importante. A nutrição correta auxilia em diversas funções do organismo, como a função cerebral e o fortalecimento de sistema imunológico. O aumento de idosos vem exigindo diferentes adaptações, em diferentes contextos, em função das necessidades desse grupo de indivíduos, geradas pelas alterações fisiológicas em diferentes contextos, a interversão de um profissional da nutrição na saúde nesse processo irá contribuir para uma melhor qualidade de vida. Em um estudo publicado no Journal of the American Society, pesquisados da Universidade de Chicago analisaram dados do Projeto Nacional de Vida Social, Saúde e Envelhecimento (NSHAP, na sigla em inglês), um estudo de base populacional de adultos com idades entre 57 e 85 anos. O estudo coletou informações sobre os sentidos da visão, tato, olfato, audição e paladar dos participantes, que também puderam ter sua saúde física avaliada. TABELA 1 - Conclusões fundamentais dos sentidos no processo do envelhecimento: Porcentagem: Participantes apresentaram: 94% Apresentaram perca de pelo menos um dos sentidos; 67% Apresentaram perdas de duas ou mais sentidos sensoriais; 21 65% Apresentaram perda substancial em pelo menos um dos seus sentidos; 22% Apresentaram perda substancial em dois ou mais sentidos; 74% Sofreram prejuízo em sua capacidade de sentir sabor, que foi a perda sensorial mais comum; 38% Tinham um tato que consideravam “razoável”; 32% Tinham um tato que consideravam “ruim”; 22% Apresentaram prejuízo olfativo; 19% Tinham olfato“razoável”; 3% Tinham olfato “ruim”; 14% Apresentaram visão corrigida considerada “razoável”; 6% Tinham a visão “ruim”; 13% Apresentaram sua audição corrigido como “razoável”; 5% Apresentaram sua audição “ruim”; FONTE: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2018). Segundo a pesquisa, a perda e mais de um sentido pode explicar porque os adultos mais velhos relatam ter uma pior qualidade de vida e encaram desafios na interação com outras pessoas e o mundo ao seu redor. Os pesquisadores sugeriram que novos estudos sobre a perda multissensorial são promissores para o desenvolvimento de melhores programas para prevenir ou tratar a perda e para aliviar o sofrimento causado por essas perdas. No que se refere o presente estudo, constatou-se que as mudanças fisiológicas no processo do envelhecimento, tendem a aumentar ao longo do tempo, dessa forma os estudos voltados a esse processo cresceram bastante, há muitos profissionais de diferentes áreas empenhados a realizar estudos mais profundos, para que dessa forma possam proporcionar mais qualidade de vida aos idosos. O envelhecimento é uma etapa biológica, e o importante é oferecer qualidade de vida e dignidade. As alterações fisiológicas são algo presente e de ocorrência natural durante esse processo de envelhecimento submetendo esses indivíduos a diversas modificações que vão refletir tanto no estado de saúde como na situação nutricional do idoso. Quanto a frequência de diminuição de capacidade olfativa e diminuição do paladar, os estudos mostram que as modificações ocorridas nesses sentidos fazem 22 com que ocorra a redução da motivação para comer, assim como interferem na capacidade de selecionar os alimentos adequados. Observado no estudo de Roberto Dischinger e Flavia Medeiros Leite a diminuição do paladar e olfato provocam a diminuição de consumo dos alimentos como: frutas, legumes e verduras, principalmente os in natura, desta forma comprometendo o alcance da necessidade diária dos nutrientes no organismo, sendo esta decorrente de alterações fisiológicas naturais do envelhecimento. 23 5 CONCLUSÃO Á medida que vão envelhecendo, as pessoas sofrem um declínio gradual das funções sensoriais, devido à diminuição do número de neurónios sensoriais, da função dos neurónios remanescentes e do processamento feito pelo sistema nervoso central. O envelhecimento é um processo inevitável e natural da vida. No entanto não ocorre da mesma maneira para todos os indivíduos. Sendo comprovado que com o passar da idade, inúmeros processos fisiológicos têm uma maior propensão ao desgaste. Com o avançar no envelhecimento, algumas das mudanças visuais são óbvias, enquanto outras passam despercebidas até que a visão esteja limitada. A acuidade, a capacidade de acomodação visual, a percepção da cor e texturas, a perseguição ocular e alvos em movimento, a capacidade de adaptação ao escuro declina com o envelhecimento. As mudanças do olfato e do paladar implicam em termos práticos, questões de segurança e adequação nutricional. Associados à perda olfativa estão os riscos relacionados com determinados cheiros, que colocam os idosos em situação de perigo. Pode ainda, representar disfunções subtis que precedem o aparecimento de doenças neurodegenerativas. A percepção e discriminação do paladar para salgado e amargo e o que declina mais acentuadamente, o que explica a tendência do idoso para consumir mais sal e açúcar, constituindo um fator de risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Contudo, devido à falta de estímulos na ingestão de alimentos, podem apresentar fragilidade nutricional. Constata-se também, em os limiares táteis aumentam significativamente no envelhecimento, onde apresentam menor sensibilidade discriminativa para a presença de objetos, fontes de calor e identificação de objetos pelo tato. Além disso, a perda deste sentido pode comprometer o equilíbrio e a coordenação, a proteção física e a afetividade. Assim sendo, a redução da percepção sensorial transcorre sobre a maioria dos idosos, influenciando significativamente o estado nutricional dos mesmos. Interferindo na percepção alimentar, preferência e ingestão de alimentos acarretando as carências nutricionais. Tendo efeitos sobre o sistema imunológico, deixando-os mais suscetível às doenças crônicas não transmissíveis. Percebe-se que a educação nutricional e alimentar voltada para o processo 24 de envelhecimento é importante, pois irá auxiliar a ingestão de nutrientes, a fim de seja eliminado as deficiências nutricionais. Além disso, os idosos tem aspectos que afetam o consumo de alimentos, o que faz necessário ter um conhecimento para administrar a ingestão de alimentos saudáveis. Assim, conclui-se que a nutrição na terceira idade (e ao longo do processo de envelhecimento) é importante, pois melhora a qualidade de vida, e a intervenção de um nutricionista é necessária para trazer conhecimento sobre a alimentação e a nutrição na educação alimentar. 25 REFERÊNCIAS MALAFAIA, G. As consequências das deficiências nutricionais, associadas à imunossenescência, na saúde do idoso. Arquivos Brasileiros de Ciência da Saúde, Ouro Preto (MG), v.33, n.3, p.168-76, 2008. DISCHINGER, Roberto. Estudo da Fisiologia do Envelhecimento. Disponível em: https://residencialnewcare.com.br 2018. MEDEIROS LEITE, Flavia. 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