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107 Giancarla Bombonato Gabarito: E. O texto descreve as atividades atuais e a formação do jurista, o que deixa implícito que se trata de um homem ocupado. No primeiro período do texto, está explícito que as palestras são destinadas aos grandes empresários brasileiros. No início do segundo período do texto, está a titulação do jurista. E, ao longo do texto, há a descrição dos cargos do jurista, os atuais e os an- teriores. A única opção que não está coerente com o texto é a letra E (O exemplo de moralidade nos costumes), pois não há, no texto, qualquer menção às características morais do jurista. 207. (FGV) “Medina vê na lei que impõe severas sanções aos corruptores o início do que pode ser uma profunda mudança de costumes – dos maus costumes”. Na parte final desse período, o segmento “dos maus costumes” funciona como a) a intromissão de um elemento humorístico. b) a especificação dos “costumes” antes mencionados. c) a retificação de uma informação incompleta. d) a reafirmação enfática de uma informação já dada. e) uma redundância desnecessária de uma informação. Gabarito: B. A palavra “costumes” aparece, primeiramente, de forma genérica. Para especificar esse termo, há o trecho (que está em destaque pelo emprego do travessão) “dos maus costumes”. Ou seja, este segmento especifica, restringe, o sentido da palavra “costumes”, deixando claro que a mudança ocorrerá contra os maus costumes. 208. (FGV) O alerta dado no final do texto aponta para a) a necessidade de a lei ampliar seu campo de ação. b) o perigo de usar-se a lei como vingança pessoal. c) a falta de lei semelhante para o cidadão comum. d) o risco de facilitarem-se os radicalismos moralizantes. e) a urgência de efetivamente cumprirem-se as penas estabelecidas. Gabarito: A. O trecho “Mas alerta: não adianta tentar punir apenas o empresário” faz uma ressalva: a punição não deve restringir-se aos empresários. Isso deixa implícita a ideia de que o campo de ação da lei deve ser ampliado. O texto a seguir serve de referência para as próximas três questões. O perigo da intolerância religiosa A tolerância religiosa no Brasil nunca foi pura e simplesmente uma medida imposta por decreto. É antes disso um aspecto cultural. Por um lado, foi preciso incluir na Constituição artigo resguardando a liberdade de culto e proteção contra a discriminação, porque tais garantias não seriam naturais; por outro, a convivência entre credos distintos foi facilitada pela formação do povo. A miscigenação e a intimidade entre a casa-grande e a senzala resultaram em mecanismos de acomodação, como o sincretismo que uniu religiões aparentemente tão diferentes quanto o catolicismo e o candomblé. O Globo, 17/8/2014 Questões Comentadas 108 209. (FGV) O primeiro período do texto – A tolerância religiosa no Brasil nunca foi pura e simplesmente uma medida imposta por decreto – introduz uma opinião. Assinale-a. a) As leis brasileiras possuem pouca força. b) Fatores estranhos impediram a tolerância religiosa no Brasil. c) A tolerância religiosa foi instaurada entre nós por força de lei. d) A história brasileira criou condições para a tolerância religiosa. e) O povo brasileiro se viu legalmente obrigado à tolerância. Gabarito: D. O texto alega que a tolerância religiosa não é algo imposto por uma norma legal. O pri- meiro período afirma que, no Brasil, a intolerância religiosa é um aspecto cultural, ou seja, construído ao longo da história do país. E isso é ratificado com o período: “É antes disso um aspecto cultural”. 210. (FGV) “É antes disso um aspecto cultural.” A expressão “antes disso” mostra valor semântico de: a) oposição. b) tempo. c) conclusão. d) explicação. e) modo. Gabarito: A. Como advérbio , o termo “antes” significa tempo. Porém, em algumas vezes, a combinação de palavras dá uma expressão um significado contextual. Isso ocorre com “antes disso”, que, con- textualizada no enunciado, denota oposição: introduz uma afirmação que se opõe à anterior. 211. (FGV) “Por um lado, foi preciso incluir na Constituição artigo resguardando a liberdade de culto e proteção contra a discriminação, porque tais garantias não seriam naturais”. Nesse segmento do texto há uma referência a um dos papéis da lei. Assinale-o. a) Garantir naturalmente a aplicação de leis problemáticas. b) Registrar e garantir oficialmente alguns princípios. c) Combater os princípios naturais, nem sempre moralmente legais. d) Tornar constitucionais certos princípios discriminadores. e) Opor medidas morais a princípios imorais. Gabarito: B. A liberdade de culto e a proteção contra a discriminação são garantias que precisam estar incluí- das em lei, pois não naturais. Nesse sentido, um dos papéis da lei é registrar e garantir oficial- mente alguns princípios. 109 Giancarla Bombonato O texto a seguir serve de referência para as próximas quatro questões. Jeffrey Archer, cujos livros sempre marcaram presença nas listas de best-sellers em todo o mundo, com mais de 250 milhões de exemplares vendidos em 97 países e mais de 37 línguas, já escreveu roman- ces, contos e obras de não ficção que alcançaram o topo das vendas. O autor estudou na Oxford University e durante cinco anos foi membro da Câmara dos Comuns, durante dezesseis, da Câmara dos Lordes, e por dois anos trabalhou no serviço penitenciário de Sua Majestade – o que inspirou muitas de suas histórias. Jeffrey Archer 212. (FGV) O texto acima está impresso na contracapa de um dos livros de Jeffrey Archer. Sua função, na situação em que se encontra, é a) divulgar a vida e a obra do autor. b) informar o leitor sobre o autor, ainda pouco conhecido. c) fazer a publicidade do livro em que esse texto foi impresso. d) valorizar as obras de literatura policial. e) mostrar aspectos novos da literatura contemporânea. Gabarito: C. A contracapa é um gênero textual, e ela deve estar organizada textualmente de forma simples e comercial e, ao mesmo tempo, precisa justificar a importância da publicação/do lançamento da obra. Em resumo, a contracapa tem a função de seduzir o leitor, de fazer a publicidade de uma obra. 213. (FGV) “já escreveu romances, contos e obras de não ficção que alcançaram o topo das vendas”. Essa frase do texto apresenta um problema de redação. Assinale-o. a) O desrespeito a normas gramaticais. b) A presença de uma ambiguidade. c) Uma redundância desnecessária. d) A mistura de variedades formais e informais. e) O emprego de tempos verbais inadequados. Gabarito: B. Há a presença de uma ambiguidade por causa do emprego do pronome relativo. A oração “que alcançaram o topo das vendas” pode incidir apenas em “obras de não ficção” ou em “romances, contos e obras de não ficção”. 214. (FGV) “(...) trabalhou no serviço penitenciário de Sua Majestade”. O emprego da forma de tratamento Sua Majestade se justifica por a) referir-se a uma pessoa ausente. b) tratar-se de uma pessoa da nobreza. c) ser o título empregado ao dirigir-se a uma rainha. d) demonstrar respeito e admiração. e) indicar distância entre classes sociais.