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99 
Primeiramente, destaca-se que a Lei nº 9.784/99 veda a delegação de atos normativos, decisão de 
recursos administrativos, bem como matérias de competência exclusiva. Nos termos legais: 
“Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: 
I - a edição de atos de caráter normativo; 
II - a decisão de recursos administrativos; 
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.” 
Ainda, ressalta-se que a delegação somente pode ocorrer por razões de índole técnica, social, econômica, 
jurídica ou territorial, bem como que a avocação é medida excepcional que exige motivos relevantes para 
sua ocorrência. 
Nesse contexto, e ao contrário do que afirmado na alternativa, não é válida delegação ou avocação que, 
de alguma forma ou por via oblíqua, objetive a supressão das atribuições do círculo de competência dos 
administradores públicos, pelo que está incorreta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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100 
Poderes e Deveres da Administração 
 
 
Questão 1: VUNESP 
Um dos poderes do administrador público é aquele pelo qual possui uma razoável liberdade de atuação, 
agindo de acordo com liberdade de escolha de sua conveniência, oportunidade e conteúdo. O nome 
desse poder é 
a) hierárquico. 
b) vinculado. 
c) discricionário. 
d) disciplinar. 
e) regulamentar. 
 
 
GABARITO: C 
 
Um dos poderes do administrador público é aquele pelo qual possui uma razoável liberdade de atuação, 
agindo de acordo com liberdade de escolha de sua conveniência, oportunidade e conteúdo. O nome 
desse poder é 
 
a) hierárquico. ERRADA. 
Poder de que se vale a Administração para distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, bem como 
ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo também a relação de subordinação entre os 
servidores públicos de seu quadro de pessoal. 
 
b) vinculado. ERRADA. 
Poder que tem a Administração Pública de praticar certos atos "sem qualquer margem de liberdade". 
Sendo assim, a lei encarrega-se de prescrever quando e como a Administração deve agir, determinando 
os elementos e requisitos necessários. 
 
c) discricionário. CORRETA. 
Poder discricionário é aquele em que a administração pública possui uma razoável liberdade de atuação, 
agindo de acordo com liberdade de escolha de sua conveniência, oportunidade e conteúdo. 
 
d) disciplinar. ERRADA. 
É aquele por meio do qual a lei permite a Administração Pública APLICAR PENALIDADES às infrações 
funcionais de seus servidores e demais pessoas ligadas à disciplina dos órgãos e serviços da 
Administração. 
 
e) regulamentar. ERRADA. 
É aquele inerente, em regra, aos Chefes dos Poderes Executivos (Presidente, Governadores e Prefeitos) 
para a edição de normas complementares à lei, permitindo a sua fiel execução. Poder ser expresso por 
meio de decretos regulamentares, resoluções, portarias, deliberações, instruções e regimentos. 
 
Referência bibliográfica: 
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101 
 
ALEXANDRINO, M.; PAULO, V. Direito administrativo descomplicado. 26. ed. São Paulo: Método, 
2018. 
 
 
Questão 2: IADES 
O poder administrativo que permite certa flexibilidade nos próprios atos, conforme critérios de 
conveniência e oportunidade, a bem da administração pública, é o poder 
a) vinculado. 
b) de polícia. 
c) discricionário. 
d) hierárquico. 
e) regulamentar. 
 
 
GABARITO: C 
 
Falou em flexibilização, principalmente se ressaltar, como a questão fez, que não é uma flexibilização 
total, mas uma "certa flexibilização", estamos, certamente, falando de poder discricionário. 
 
Esse é o poder que a Administração usa para gerenciar os interesses, conforme sua análise de 
conveniência e oportunidade. É o próprio gerir público. 
 
Vamos rapidamente comentar as demais alternativas. 
 
a) ERRADO. Poder vinculado é aquele exercido sem nenhuma flexibilização, pois a lei já define, de 
antemão, todos os elementos de sua composição. 
 
b) ERRADO. O poder de polícia é aquele que permite que a Administração restrinja interesses e direitos 
dos administrados para proteger o interesse público. 
 
d) ERRADO. Poder hierárquico é o poder utilizado para ordenar e coordenar. É o que estabelece a 
relação entre os diversos graus de órgãos públicos e que dá prerrogativas de comando aos agentes 
públicos em posição de chefia. 
 
e) ERRADO. Poder regulamentar é o que permite que o Chefe do Executivo emita decretos para dar fiel 
cumprimento às leis. 
 
 
Questão 3: FCC 
O poder discricionário atribuído à Administração pública no desempenho de suas funções 
a) está sujeito a controle do Poder Legislativo e do Poder Judiciário exclusivamente no que se refere à 
legalidade. 
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b) é inerente a todos os atos praticados, consubstanciando-se em atributo inerente à qualificação como 
administrativo. 
c) permite a edição de atos normativos de cunho originário, a exemplo da instituição de obrigações aos 
administrados. 
d) está sujeito a controle da própria Administração pública, que pode rever seus atos, como nos casos 
de anulação de ato praticado com vício de legalidade. 
e) pode abranger a faculdade de revogação dos atos administrativos praticados com vício de legalidade 
e inconveniência. 
 
 
GABARITO: D 
 
d) está sujeito a controle da própria Administração pública, que pode rever seus atos, como nos casos 
de anulação de ato praticado com vício de legalidade. 
 
A discricionariedade é a produção do ato com margem de conveniência e oportunidade. A esses dois 
nomes a doutrina nomina de MÉRITO ADMINISTRATIVO. E o mérito, como regra, não é suscetível de 
controle pelo Poder Judiciário. Já, no âmbito interno, entenda (por ato da Administração), o controle é 
amplo, tanto pode o ato ser revogado como anulado. Sendo que, na espécie, a anulação recai sobre atos 
ilegais ou viciados. 
 
Os demais itens estão errados: 
 
a) está sujeito a controle do Poder Legislativo e do Poder Judiciário exclusivamente no que se refere à 
legalidade. 
 
O Poder Judiciário só analisa a legalidade, isso é fato. Agora, o Legislativo pode controlar, além da 
legalidade, também o mérito. Esse é o entendimento de prova, ok. A doutrina cita o exame sobre a 
economicidade e legitimidade como sendo controle de mérito. 
 
b) é inerente a todos os atos praticados, consubstanciando-se em atributo inerente à qualificação como 
administrativo. 
 
Há atos que são plenamente vinculados. Veja o exemplo da licença maternidade, não há, no caso, 
qualquer margem de oportunidade ou conveniência. 
 
c) permite a edição de atos normativos de cunho originário, a exemplo da instituição de obrigações aos 
administrados. 
 
Atos normativos originários? E para alcançar terceiros? Não é bem assim. Até se admite, 
excepcionalmente, que atos normativos sejam primários, como é o caso dos decretos autônomos, mas 
não alcança os particulares, são chamados de regulamentos de organização. 
 
e) pode abranger a faculdade de revogação dos atos administrativos praticados com vício de legalidade 
e inconveniência. 
 
Se o ato é viciado, cabe anulação. A revogação recai sobre atos legais e eficazes. 
 
 
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