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CINESIOTERAPIA 
AULA 8
ABERTURA 
Olá!
Os exercícios isocinéticos são realizados por meio de contrações musculares concêntricas e 
excêntricas. Nesse sentido, o exercício isocinético é uma forma de exercício dinâmico em que as 
velocidades de encurtamento ou alongamento dos músculos são predeterminadas e mantidas 
constantes por um dispositivo chamado de dinamômetro isocinético.
Os exercícios isocinéticos apresentam como objetivo central o incremento da força muscular. A 
isso, soma-se a utilização do dinamômetro isocinético, que possibilita a realização de padrões 
diagonais que propiciam uma forma mais funcional de exercício, auxiliando os músculos na 
reaprendizagem de padrões funcionais e, com isso, melhorando o desempenho de habilidades 
funcionais.
Nesta aula, você conhecerá as nuances dos exercícios isocinéticos e saberá como planejar 
as intervenções com foco na reabilitação física.
Bons estudos.
Exercícios 
Isocinéticos
REFERENCIAL TEÓRICO
Nesta aula, será abordado o conceito de exercício isocinético, os objetivos dos exercícios 
isocinéticos, além de embasar o planejamento das intervenções utilizando os exercícios 
isocinéticos. Você verá que o termo isocinético refere-se a contrações musculares, em que a 
velocidade é mantida constantemente durante a realização do movimento. Você estudará, 
também, que o exercício isocinético é uma forma de exercı́cio dinâmico em que a velocidade do 
trabalho muscular é predeterminada e mantida constante por um dispositivo chamado de 
dinamômetro isocinético.
Faça sua leitura e, ao final, você terá reunido os seguintes conhecimentos:
• Definir o conceito de exercício isocinético.
• Identificar os objetivos dos exercícios isocinéticos.
• Planejar intervenções utilizando exercícios isocinéticos.
Boa Leitura.
Exercícios isocinéticos 
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Definir o conceito de exercício isocinético.
  Identificar os objetivos dos exercícios isocinéticos.
  Planejar intervenções utilizando exercícios isocinéticos.
Introdução
O exercício isocinético é uma forma de exercício dinâmico em que a 
velocidade do trabalho muscular é predeterminada e mantida constante 
por um dispositivo chamado de dinamômetro isocinético. Neste capítulo, 
você estudará o conceito e os objetivos dos exercícios isocinéticos, e verá 
como fazer o planejamento das intervenções utilizando esses exercícios.
Conceito de exercício isocinético
O termo isocinético se refere às contrações musculares (concêntricas ou 
excêntricas) em que a velocidade é mantida constante durante a realização 
do movimento (BRODY; HALL, 2012). Sendo assim, o exercício isocinético 
é uma forma de exercício dinâmico em que a velocidade de encurtamento ou 
alongamento dos músculos é predeterminada e mantida constante por um 
dispositivo chamado de dinamômetro isocinético (KISNER; COLBY, 2016). 
No exercício isocinético, a resistência máxima é oferecida ao longo do arco 
de movimento realizado por meio do dinamômetro isocinético. A resistência 
oferecida pelo dinamômetro isocinético se move somente na velocidade de-
terminada, independentemente da força desenvolvida pelo paciente/cliente. 
Sendo assim, o ponto em questão para a realização do exercício isocinético 
não é a resistência, e sim a velocidade com que a resistência pode ser movida.
Diferentemente do exercício dinâmico contra resistência externa (exercício 
resistido), em que uma carga especifica (quantidade de resistência) é atribuída 
ao músculo em contração, no exercício resistido isocinético, manipula-se a 
velocidade de movimento do segmento corporal, e não a carga (PRENTICE, 
2012). 
Veja neste vídeo, que você acessa pelo link a seguir, o dinamômetro isocinético aplicado 
em atletas.
https://goo.gl/wmcFct
Estas são as principais características do exercício isocinético (KISNER; 
COLBY, 2016):
  Velocidade constante: a velocidade de encurtamento ou alongamento do 
músculo é predeterminada e controlada pelo equipamento, e permanece 
constante ao longo da excursão da amplitude de movimento.
  Faixa e escolha das velocidades do exercício isocinético: o exercício 
isocinético fornece uma variedade de velocidades para a reabilitação 
física, das mais lentas às mais velozes. Os dinamômetros atuais mani-
pulam a velocidade de movimento do segmento corporal de 0°/segundo 
(modo isométrico) até 500°/segundo.
  Treinamento muscular recíproco versus isolado: o exercício isociné-
tico com o dinamômetro isocinético permite o treinamento recíproco de 
músculos agonistas e antagonistas. Por exemplo, o dinamômetro pode 
ser ajustado de modo que o paciente realize uma contração concêntrica 
do quadríceps seguida de uma contração concêntrica dos isquiotibiais.
  Especificidade do treinamento: o exercício isocinético é específico 
para a velocidade empregada; estudos suportam a ideia de que diferen-
tes velocidades devem ser aplicadas nos diferentes tipos de contração 
(concêntrica ou excêntrica).
  Forças compressivas nas articulações: durante a contração concên-
trica, à medida que a produção de força diminui, as forças compressivas 
que atravessam a articulação em movimento também diminuem.
Exercícios isocinéticos2
  Acomodação à fadiga: como a resistência encontrada é diretamente 
proporcional à força aplicada ao braço de resistência do dinamômetro 
isocinético, conforme o músculo em contração se fadiga, o paciente 
continua sendo capaz de realizar repetições, mesmo que a produção de 
força do músculo diminua temporariamente.
  Acomodação a um arco doloroso: se o paciente sente uma dor tran-
sitória em algum momento do arco de movimento durante o exercício 
isocinético, essa forma de exercício acomoda o arco doloroso (por 
exemplo, o paciente empurra com menos vigor contra a resistência ao 
longo daquele momento doloroso durante o arco de movimento).
Embora o dinamômetro isocinético possa ser movimentado a uma velocidade cons-
tante, ele não garante que a ativação muscular do paciente ocorra a uma velocidade 
constante (BRODY; HALL, 2012).
Objetivos dos exercícios isocinéticos
Os exercícios isocinéticos apresentam como meta central o incremento da 
força muscular, além de metas que se pode destacar, como: 
  incremento do equilíbrio muscular e da coordenação motora;
  incremento da potência e resistência muscular; 
  incremento da mobilidade articular; 
  ativação muscular durante toda a amplitude de movimento; 
  ativação muscular a partir de diferentes velocidades — VSRP, programa 
de reabilitação do espectro de velocidade.
Outra meta possível com o dinamômetro isocinético é a realização de 
padrões diagonais para produzir uma forma mais funcional de exercício. 
Isso pode auxiliar os músculos na reaprendizagem de padrões funcionais, 
melhorando o desempenho de habilidades funcionais. 
3Exercícios isocinéticos
O dinamômetro isocinético também pode ser utilizado na avaliação cinético-funcional. 
Com ele, podemos realizar testes isocinéticos envolvendo medidas de torque, potência 
e trabalho em uma amplitude de movimento determinada, seguindo uma velocidade 
constante. O sistema de software do dispositivo registra a produção de força do 
músculo em toda a amplitude de movimento e pode correlacionar a força com um 
grau específico dentro do movimento.
Planejamento das intervenções com exercícios 
isocinéticos
O planejamento das intervenções fi sioterapêuticas utilizando os exercícios 
isocinéticos passam, primeiramente, por uma avaliação cinético-funcional, 
realizada pelo fi sioterapeuta. Somente após essa avaliação é que se poderá 
prescrever os exercícios com uma maior assertividade dos objetivos propostos 
(LANCHA JÚNIOR; LANCHA, 2016; KISNER; COLBY, 2016).
Alguns fatores são importantes no planejamento e prescrição do exercício 
isocinético para reabilitação física. Algumas das vantagens de prescrever os 
exercícios isocinéticos são: 
  É possível desenvolver força máxima durante toda a excursão da am-
plitudede movimento. 
  É possível alternar a solicitação de contrações musculares entre a muscu-
latura agonista e antagonista, favorecendo a coordenação neuromuscular. 
  No quesito segurança, é possível limitar a amplitude de movimento 
que queremos trabalhar (evitando trabalhar em uma porção dolorosa 
da ADM, por exemplo).
  Existe um componente motivacional, pois muitos dispositivos isociné-
ticos apresentam feedback visual, permitindo ao paciente acompanhar 
seu desempenho. 
  Os dispositivos isocinéticos permitem o monitoramento da evolução 
do paciente, fornecendo dados pré e pós-tratamento e armazenando 
resultados.
Exercícios isocinéticos4
O exercício isocinético também apresenta algumas desvantagens. Os custos 
de aquisição e manutenção dos dispositivos isocinéticos são altos. Diante da 
perspectiva biomecânica, muitos são realizados em um único plano, com um 
eixo fixo e em uma velocidade constante, utilizando uma cadeia cinética aberta. 
Essas características não necessariamente se transferem para a aplicabilidade 
funcional plena, uma vez que dificilmente nos movemos em um único plano e 
a uma única velocidade durante as atividades funcionais. Dispositivos isoci-
néticos mais atuais possuem alguns componentes de cadeia cinética fechada 
que têm a vantagem de estarem mais próximos, em alguns momentos, a um 
padrão de movimento funcional (BRODY; HALL, 2012).
Outro fator que devemos conhecer é que o dispositivo dinamômetro iso-
cinético oferece resistência isométrica, excêntrica e concêntrica. O tipo de 
resistência ofertada ao paciente depende das configurações estabelecidas no 
dispositivo pelo fisioterapeuta (HOUGLUM, 2015). No Quadro 1, você pode 
ver as configurações e as velocidades oferecidas pelo dispositivo isocinético, 
definida antes do início do exercício pelo fisioterapeuta. 
Fonte: Adaptado de Kisner e Colby (2016).
Classificação Velocidade
Isométrica 0°/segundo
Lenta 30°-60°/segundo
Média 60°-180° ou 240°/segundo
Rápida 180° ou 240°-360°/segundo e acima
 Quadro 1. Configurações do dinamômetro isocinético
Outra questão importante é instruir o paciente quanto à execução adequada 
do exercício, pois esse tipo de exercício apresenta uma sensação muitas vezes 
ainda desconhecida pelo paciente, já que o dispositivo exige que a velocidade 
empreendida pelo paciente seja constante durante todo o arco de movimento 
(HOUGLUM, 2015).
Kisner e Colby (2016), descrevem um modelo de progressão do exercício 
isocinético voltado para a reabilitação física, que você pode ver no Quadro 2. 
O modelo visa a ser um ponto de partida para o planejamento e a prescrição 
de exercícios isocinéticos.
5Exercícios isocinéticos
Fonte: Adaptado de Kisner e Colby (2016).
1 Inicialmente, utiliza-se a resistência baixa. Prescreve-se 
o exercício isocinético submáximo antes do 
exercício isocinético com esforço máximo.
2 São utilizados movimentos dentro de um arco de movimento 
curto antes de se passar para movimentos realizados em arco 
completo, para evitar movimentar o segmento em uma posição 
da amplitude de movimento que esteja instável ou dolorosa.
3 São incorporadas paulatinamente ao programa de 
exercícios velocidades lentas a médias (30°-180°/segundo), 
antes de progredir para velocidades rápidas.
4 Os exercícios com contrações concêntricas máximas em 
diferentes velocidades são realizados antes de se introduzir os 
exercícios isocinéticos excêntricos pelas seguintes razões: 
  O exercício isocinético concêntrico é mais fácil de aprender e fica 
completamente sob controle do paciente. 
  Durante o exercício isocinético excêntrico, a velocidade do 
movimento do braço de resistência é controlada roboticamente 
pelo dinamômetro, não pelo paciente.
Quadro 2. Modelo de progressão do exercício isocinético
Os exercícios isocinéticos apresentam alguns aspectos que podem ser 
classificados como contraindicações, dependendo das condições clínicas do 
paciente, e que devemos prestar atenção antes de prescrever esses exercícios 
(BRODY; HALL, 2012): 
  doenças cardiovasculares; 
  instabilidade articular; 
  processos inflamatórios articulares em geral, incluindo a sensação de 
dor; 
  osteoartrite; 
  hidrartrose; 
  incontinência urinaria de esforço; 
  doença neuromuscular inflamatória (Guillain-Barré ); 
  doença muscular inflamatória, polimiosite e dermatomiosite. 
Exercícios isocinéticos6
Em pacientes com doenças cardiovasculares, é necessário monitorar a frequência 
cardíaca e a pressão arterial e sempre respeitar os limites fisiológicos do paciente.
Com o dinamômetro isocinético podemos utilizar a modalidade passiva (exercício 
passivo), que move passivamente o membro em uma velocidade pré-selecionada; 
sendo assim, o paciente deve ser instruído a relaxar e deixar que o aparelho mova e 
mobilize a articulação (BRODY; HALL, 2012).
7Exercícios isocinéticos
BRODY, L. T.; HALL, C. M. Exercício terapêutico: na busca da função. 3. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2012.
HOUGLUM, P. A. Exercícios terapêuticos para lesões musculoesqueléticas. 3. ed. Barueri, 
SP: Manole, 2015.
KISNER, C.; COLBY, L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 6. ed. Barueri, 
SP: Manole, 2016.
LANCHA JÚNIOR, A. H.; LANCHA, L. O. (Org.). Avaliação e prescrição de exercícios físicos: 
normas e diretrizes. Barueri, SP: Manole, 2016.
PRENTICE, W. E. Fisioterapia na prática esportiva: uma abordagem baseada em compe-
tências. 14. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012.
Leituras recomendadas
DUTTON, M. Fisioterapia ortopédica: exame, avaliação e intervenção. 2. ed. Porto Alegre: 
Artmed, 2010.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Corpo humano. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
VOIGHT, M. L.; HOOGENBOOM, B. J.; PRENTICE, W. (Ed.). Técnicas de exercícios terapêuticos: 
estratégias de intervenção musculoesquelética. Barueri, SP: Manole, 2014.
Exercícios isocinéticos8
PORTFÓLIO
O dinamômetro isocinético permite trabalhar diversos segmentos de forma isolada ou 
em conjunto, em cadeia cinética aberta ou fechada, sendo usado para avaliação ou 
tratamento. 
Descreva algumas aplicabilidades deste instrumento para a reabilitação de membros 
inferiores.
PESQUISA
Utilização do dinamômetro isocinético: do mecanismo de funcionamento à prática clínica.
https://www.youtube.com/watch?v=kAhaGkZn-6o
Hoje a aula será sobre o dinamômetro isocinético, seu funcionamento, as variáveis 
envolvidas e suas interpretações, treinamento e aplicação na prática clínica. 
Também discutirei sobre o conceito de velocidade sustentada ou load range.
N

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