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138 De acordo com o texto, durante o reinado de D. Pedro II, o referido instituto objetivava a) construir uma narrativa de nação. b) debater as desigualdades sociais. c) combater as injustiças coloniais. d) defender a retórica do abolicionismo. e) evidenciar uma diversidade étnica. 549. (ENEM/2019) LEI N. 601, DE 18 DE SETEMBRO DE 1850 D. Pedro II, por Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpé- tuo do Brasil: Fazemos saber, a todos os nossos súdi- tos, que a Assembleia Geral decretou, e nós queremos a Lei seguinte: Art. 1º Ficam proibidas as aquisições de terras devolu- tas por outro título que não seja o de compra. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 8 ago. 2014 (adap- tado). Considerando a conjuntura histórica, o ordenamento jurídico abordado resultou na a) mercantilização do trabalho livre. b) retração das fronteiras agrícolas. c) demarcação dos territórios indígenas. d) concentração da propriedade fundiária. e) expropriação das comunidades quilombolas. 550. (PUCCamp SP/2018) O século XIX brasileiro nos le- gou três ideologias de razoável consistência: as três importadas, como era de esperar em nações periféri- cas; mas as três enraizadas no cotidiano mental das nossas classes políticas, como a sua longa duração faz supor. A primeira informou o conservadorismo das oligar- quias do Segundo Império assentadas nos engenhos nordestinos e fluminenses e, a partir dos anos de 1840, no café valparaibano. A segunda chamou-se novo libe- ralismo (em oposição à anterior, que também se dizia liberal) e lutou, dos anos 60 aos 80, pela abolição e pela reforma eleitoral. A terceira vertente, enraizada no Po- sitivismo, veio a frutificar no tenentismo e no republica- nismo gaúcho do início do século XX. (Adaptado de: BOSI, Alfredo. Dialé- tica da colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 304) Há no texto elementos que permitem justificar a se- guinte frase, aproveitada por mais de um escritor e apli- cada à política do século XIX no Brasil: a) Devem-se aos positivistas as lutas de maior resistência ao poder monárquico. b) Ninguém é mais conservador do que um liberal no poder. c) Não fosse a necessidade de açúcar, não haveria Positi- vismo. d) Nenhuma ideologia alienígena vinga neste país. e) Os mais entusiasmados pelo que vem de fora são sem- pre os mais pobres. 551. (UEFS BA/2018) Por onde mais se distanciava a fic- ção parlamentar brasileira do modelo britânico era pelo fato da subida ou da queda de um ministério depender só idealmente, entre nós, de uma eventual maioria na câmara popular. (Sérgio Buarque de Holanda. “Do Império à República”. In: O Brasil monárquico, tomo II, vol 5, 1985.) O historiador refere-se ao regime monárquico brasileiro como “ficção parlamentar”, porque a) o ordenamento político brasileiro era sustentado pelas tradições orais. b) os ministros podiam governar sem contar com o apoio do Parlamento. c) o debate de ideias políticas no país estava interditado pelo governo imperial. d) a manutenção de grupos dirigentes submetia-se ao exer- cício do poder moderador. e) o poder absolutista do rei proibia a constituição de parti- dos políticos. 552. (UFRGS/2018) Sobre a sociedade brasileira no sé- culo XIX e a construção do Estado imperial, considere as seguintes afirmações. I. O liberalismo, marcado pela defesa da propriedade privada e livre comércio, foi uma das correntes de pen- samento adotadas pelas elites escravocratas brasilei- ras. II. A unidade nacional, a integridade territorial e a escra- vidão estão entre os principais pilares da monarquia. III. A nobreza imperial, definida como uma classe social distinta, era um segmento restrito reservado àqueles que possuíam vínculos de consanguinidade com a aris- tocracia europeia. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e II. e) I, II e III. 553. (UEFS BA/2018) Em verdade, que é o nosso go- verno representativo, o nosso parlamento, as nossas altas corporações? Tudo isto se assenta no ar. É o ce- tro, que eleva os humildes e precipita os soberbos. Por baixo está o povo desprezado. Pois que o ponto de apoio é o trono, quantas diligências para cercá-lo, para acariciá-lo, para prendê-lo aos antigos preconceitos, ou às ideias novas que vão rompendo! (Aureliano Cândido Tavares Bastos. A província: estudo sobre a descentra- lização no Brasil, 1975. Adaptado.) O autor do livro A província, publicado em primeira edi- ção em 1870, fez um balanço crítico da política brasi- leira no período posterior à Guerra do Paraguai e mani- festou uma clara oposição a) ao atraso político da monarquia brasileira em uma Amé- rica republicana. b) à adesão da política institucional brasileira às novidades filosóficas europeias. c) ao parlamento nacional dominado pelos grandes propri- etários rurais. d) à falsidade do sistema eleitoral brasileiro manipulado pelo governo monárquico. e) à inconveniência de concessão do direito de voto a uma população de analfabetos.