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O enunciado acima diz respeito ao evento denominado 
a) Guerra do Contestado, ocorrida numa região fronteiriça 
do Paraná com Santa Catarina, e que teve líderes religiosos 
que se antepuseram à dominação da região por empresas 
madeireiras estrangeiras que receberam aquelas terras do 
governo brasileiro. 
b) Massacre do Caldeirão, evento transcorrido no município 
do Crato, Ceará, e que teve como líder José Lourenço Go-
mes da Silva, o Beato José Lourenço, que conduziu os des-
validos enviados por Pe. Cícero durante vários anos em 
uma próspera comunidade. 
c) Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro, quando 
agentes públicos invadiam à força as comunidades pobres 
da cidade para impor a vacinação obrigatória contra a febre 
amarela e a varíola a todos os moradores. 
d) Guerra de Canudos, ocorrida no sertão da Bahia e que 
teve no cearense Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio 
Conselheiro, o principal líder daquela comunidade rural, for-
mada por sertanejos miseráveis que fugiam da fome e bus-
cavam a salvação eterna. 
 
634. (UNITAU SP/2018) Observe a charge. 
 
Fonte: Charge de 
Leônidas Freitas, pu-
blicada em 
O Malho, 1904. Biblio-
teca da Casa 
Oswaldo Cruz, Rio de 
Janeiro. 
 
 
 
 
A charge faz referência ao período chamado de Pri-
meira República, mais especificamente, 
a) à remodelação urbana das ruas estreitas do centro do 
Rio de Janeiro, liderada pelo prefeito da então Capital Fe-
deral, o engenheiro Francisco Pereira Passos, e apoiada 
por Rodrigues Alves e Oswaldo Cruz. 
b) à abolição dos escravos, à migração para os grandes 
centros urbanos e ao crescimento das “favelas” nos morros, 
como locais de habitação precária para essa população em-
pobrecida. 
c) à Revolta da Vacina, em que a população se rebelou con-
tra a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, a peste 
bubônica e a febre amarela. 
d) à Revolta das Mulheres, que considerava imorais as me-
didas sanitárias da Capital Federal, já que tinham que expor 
partes do corpo, como o braço, para que fossem aplicadas 
as vacinas. 
e) à Revolta popular contra o alto índice de desemprego, a 
pobreza e a falta de saneamento na cidade. Os protestos 
chegaram às ruas e foram reprimidos, com prisão e morte 
de manifestantes. 
 
635. (UDESC SC/2018) “A carestia do indispensável à 
subsistência do povo trabalhador tinha como aliada a 
insuficiência dos ganhos; a possibilidade normal de le-
gítimas reivindicações de indispensáveis melhorias de 
situação esbarrava com a sistemática reação policial; 
as organizações dos trabalhadores eram constante-
mente assaltadas e impedidas de funcionar; os postos 
policiais superlotavam-se de operários, cujas residên-
cias eram invadidas e devassadas, qualquer tentativa 
de reunião de trabalhadores provocava a intervenção 
brutal da polícia (...) O ambiente operário era de incer-
tezas, de sobressaltos e angústias. A situação tornava-
se insustentável.” 
 
A citação é um relato de Edgar Leuenroth no jornal Es-
tado de São Paulo, justificando sua participação no mo-
vimento grevista de 1917. Segundo ele, a condição ope-
rária gerou uma série de mobilizações durante a 1ª re-
pública. Sobre as reivindicações operárias, na segunda 
metade da década de 1910, analise as proposições. 
 
I. O operariado reivindicava a jornada de 8 horas de tra-
balho. 
II. O operariado reivindicava o direito ao repouso sema-
nal de 36 horas. 
III. O operariado reivindicava a proibição do trabalho de 
menores de 14 anos. 
IV. O operariado reivindicava a igualdade salarial para 
homens e mulheres. 
 
a) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras. 
e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 
 
636. (UNITAU SP/2018) “Independentemente da inten-
ção real de seus promotores, a revolta começou em 
nome da legítima defesa dos direitos civis. Despertou 
simpatia geral, permitindo a abertura de espaço mo-
mentâneo de livre e ampla manifestação política, não 
mais limitada à estrita luta contra a vacina. Desabrocha-
ram, então, várias revoltas dentro da revolta. [...] Era a 
revolta fragmentada de uma sociedade fragmentada. De 
uma sociedade em que a escravidão impedira o desen-
volvimento de forte tradição artesanal e facilitara a cri-
ação de vasto setor proletário. A fragmentação social 
tinha como contrapartida política a alienação quase 
completa da população em relação ao sistema político 
que não lhe abria espaços. Havia, no entanto, uma es-
pécie de pacto informal, de entendimento implícito, so-
bre o que constituía legítima interferência do governo 
na vida das pessoas. Quando parecia à população que 
os limites tinham sido ultrapassados, ela reagia por 
conta própria por via da ação direta.” 
CARVALHO, J. M. de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a Repú-
blica que não foi. 
 
A Revolta da Vacina mobilizou parte da população do 
Rio de Janeiro contra a campanha de vacinação obriga-
tória contra a varíola, estabelecida por lei, em outubro 
de 1904. A resistência às medidas sanitárias necessá-
rias ao saneamento da capital do país revela 
a) o preconceito popular em relação às políticas públicas 
para prevenção de doenças. 
b) a legitimidade da interferência do governo em todos os 
aspectos da vida em sociedade. 
c) a ausência de uma política pública de saúde baseada em 
evidências científicas. 
d) a percepção tácita dos direitos civis e dos valores coleti-
vos ameaçados pelo arbítrio estatal, enfrentado por via de 
ação direta. 
e) a falta de recursos políticos para convencer os cidadãos 
sobre a necessidade de aderir à vacinação.