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158 O enunciado acima diz respeito ao evento denominado a) Guerra do Contestado, ocorrida numa região fronteiriça do Paraná com Santa Catarina, e que teve líderes religiosos que se antepuseram à dominação da região por empresas madeireiras estrangeiras que receberam aquelas terras do governo brasileiro. b) Massacre do Caldeirão, evento transcorrido no município do Crato, Ceará, e que teve como líder José Lourenço Go- mes da Silva, o Beato José Lourenço, que conduziu os des- validos enviados por Pe. Cícero durante vários anos em uma próspera comunidade. c) Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro, quando agentes públicos invadiam à força as comunidades pobres da cidade para impor a vacinação obrigatória contra a febre amarela e a varíola a todos os moradores. d) Guerra de Canudos, ocorrida no sertão da Bahia e que teve no cearense Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro, o principal líder daquela comunidade rural, for- mada por sertanejos miseráveis que fugiam da fome e bus- cavam a salvação eterna. 634. (UNITAU SP/2018) Observe a charge. Fonte: Charge de Leônidas Freitas, pu- blicada em O Malho, 1904. Biblio- teca da Casa Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro. A charge faz referência ao período chamado de Pri- meira República, mais especificamente, a) à remodelação urbana das ruas estreitas do centro do Rio de Janeiro, liderada pelo prefeito da então Capital Fe- deral, o engenheiro Francisco Pereira Passos, e apoiada por Rodrigues Alves e Oswaldo Cruz. b) à abolição dos escravos, à migração para os grandes centros urbanos e ao crescimento das “favelas” nos morros, como locais de habitação precária para essa população em- pobrecida. c) à Revolta da Vacina, em que a população se rebelou con- tra a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, a peste bubônica e a febre amarela. d) à Revolta das Mulheres, que considerava imorais as me- didas sanitárias da Capital Federal, já que tinham que expor partes do corpo, como o braço, para que fossem aplicadas as vacinas. e) à Revolta popular contra o alto índice de desemprego, a pobreza e a falta de saneamento na cidade. Os protestos chegaram às ruas e foram reprimidos, com prisão e morte de manifestantes. 635. (UDESC SC/2018) “A carestia do indispensável à subsistência do povo trabalhador tinha como aliada a insuficiência dos ganhos; a possibilidade normal de le- gítimas reivindicações de indispensáveis melhorias de situação esbarrava com a sistemática reação policial; as organizações dos trabalhadores eram constante- mente assaltadas e impedidas de funcionar; os postos policiais superlotavam-se de operários, cujas residên- cias eram invadidas e devassadas, qualquer tentativa de reunião de trabalhadores provocava a intervenção brutal da polícia (...) O ambiente operário era de incer- tezas, de sobressaltos e angústias. A situação tornava- se insustentável.” A citação é um relato de Edgar Leuenroth no jornal Es- tado de São Paulo, justificando sua participação no mo- vimento grevista de 1917. Segundo ele, a condição ope- rária gerou uma série de mobilizações durante a 1ª re- pública. Sobre as reivindicações operárias, na segunda metade da década de 1910, analise as proposições. I. O operariado reivindicava a jornada de 8 horas de tra- balho. II. O operariado reivindicava o direito ao repouso sema- nal de 36 horas. III. O operariado reivindicava a proibição do trabalho de menores de 14 anos. IV. O operariado reivindicava a igualdade salarial para homens e mulheres. a) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. b) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. c) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras. e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 636. (UNITAU SP/2018) “Independentemente da inten- ção real de seus promotores, a revolta começou em nome da legítima defesa dos direitos civis. Despertou simpatia geral, permitindo a abertura de espaço mo- mentâneo de livre e ampla manifestação política, não mais limitada à estrita luta contra a vacina. Desabrocha- ram, então, várias revoltas dentro da revolta. [...] Era a revolta fragmentada de uma sociedade fragmentada. De uma sociedade em que a escravidão impedira o desen- volvimento de forte tradição artesanal e facilitara a cri- ação de vasto setor proletário. A fragmentação social tinha como contrapartida política a alienação quase completa da população em relação ao sistema político que não lhe abria espaços. Havia, no entanto, uma es- pécie de pacto informal, de entendimento implícito, so- bre o que constituía legítima interferência do governo na vida das pessoas. Quando parecia à população que os limites tinham sido ultrapassados, ela reagia por conta própria por via da ação direta.” CARVALHO, J. M. de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a Repú- blica que não foi. A Revolta da Vacina mobilizou parte da população do Rio de Janeiro contra a campanha de vacinação obriga- tória contra a varíola, estabelecida por lei, em outubro de 1904. A resistência às medidas sanitárias necessá- rias ao saneamento da capital do país revela a) o preconceito popular em relação às políticas públicas para prevenção de doenças. b) a legitimidade da interferência do governo em todos os aspectos da vida em sociedade. c) a ausência de uma política pública de saúde baseada em evidências científicas. d) a percepção tácita dos direitos civis e dos valores coleti- vos ameaçados pelo arbítrio estatal, enfrentado por via de ação direta. e) a falta de recursos políticos para convencer os cidadãos sobre a necessidade de aderir à vacinação.