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 z Excesso de poder (ou desvio de competência): 
o agente competente extrapola os limites de sua 
competência, configurando vício do elemento 
competência;
 z Desvio de finalidade: o agente atua conforme a 
lei, mas busca fim diverso do previsto, configuran-
do vício do elemento finalidade.
Relembrando o que aprendemos quando do estu-
do dos atos administrativos, é possível a convalidação 
(correção) do vício que recai sobre o elemento compe-
tência. No entanto, o vício que recai sobre o elemento 
finalidade é insanável.
 EXERCÍCIO COMENTADO
1. (CESPE-CEBRASPE - 2016) No que se refere aos pode-
res da administração pública e aos serviços públicos, 
julgue o item subsecutivo.
 Configura-se desvio de poder ou de finalidade quando 
o agente atua fora dos limites de suas atribuições, ou 
seja, no caso de realizar ato administrativo não incluí-
do no âmbito de sua competência.
( ) CERTO  ( ) ERRADO
Vimos que o abuso de poder se divide em excesso de 
poder e desvio de poder (ou desvio de finalidade). A 
questão nos traz um caso de excesso de poder, pois 
o agente atou além de sua competência. Aqui o vício 
recai sobre o elemento competência, não sobre o ele-
mento finalidade. Resposta: Errado. 
LICITAÇÃO
INTRODUÇÃO
Sabemos que em breve as normas relativas ao 
presente tema sofrerão considerável mudança. No 
entanto, é provável que a cobrança da Lei nº 8.666/93 
continue a ocorrer por algum tempo, ainda incerto.
Diante disso, nesta oportunidade estudaremos tal 
normal, mas sempre atentos à necessidade do estu-
do da nova norma que em breve deverá ser cobrada 
pelas bancas.
O procedimento licitatório tem como um dos seus 
objetivos garantir à Administração Pública a condi-
ção mais vantajosa para a contratação pretendida. 
Aqui não podemos entender condição mais vantajosa 
necessariamente como o preço mais baixo. Veremos 
que este é apenas um dos critérios possíveis.
A realização de licitação tem respaldo na própria 
Constituição Federal. Vejamos o dispositivo correlato.
Art. 37 A administração pública direta e indireta 
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos 
princípios de legalidade, impessoalidade, moralida-
de, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
(...)
XXI - ressalvados os casos especificados na legis-
lação, as obras, serviços, compras e alienações 
serão contratados mediante processo de licitação 
pública que assegure igualdade de condições a 
todos os concorrentes, com cláusulas que estabele-
çam obrigações de pagamento, mantidas as condi-
ções efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual 
somente permitirá as exigências de qualificação 
técnica e econômica indispensáveis à garantia do 
cumprimento das obrigações.
Vemos que temos tanto o mandamento para reali-
zação da licitação, como a possibilidade de exceções ao 
procedimento, as quais veremos em momento oportuno.
Temos também a imposição de licitação para a 
prestação de serviços públicos, constante do artigo 
175 da Carta Magna.
Art. 175 Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, 
diretamente ou sob regime de concessão ou permis-
são, sempre através de licitação, a prestação de 
serviços públicos.
O artigo 1º da Lei de Licitações traz as entidades 
que a ela se submetem, em complemento ao caput do 
artigo 37 da CF/88, reproduzido acima
Lei nº 8.666/93.
Art. 1º Esta Lei estabelece normas gerais sobre licita-
ções e contratos administrativos pertinentes a obras, 
serviços, inclusive de publicidade, compras, aliena-
ções e locações no âmbito dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta 
Lei, além dos órgãos da administração direta, os fun-
dos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as 
empresas públicas, as sociedades de economia mista e 
demais entidades controladas direta ou indiretamente 
pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Nesse contexto, muito importante sabermos que as 
sociedades de economia mista e empresas públicas que 
desempenham atividade econômica não estão obrigadas 
a licitar na execução de suas atividades-fim, mas apenas 
nas atividades-meio. Tal norma visa possibilitar a existên-
cia dessas entidades em um ambiente de mercado.
Quanto à competência, a Constituição Federal 
impõe que apenas a União poderá dispor sobre nor-
mas gerais de licitação e contratação.
Art. 22 Compete privativamente à União legislar 
sobre(...)
XXVII - normas gerais de licitação e contratação, 
em todas as modalidades, para as administrações 
públicas diretas, autárquicas e fundacionais da 
União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obe-
decido o disposto no art. 37, XXI, e para as empre-
sas públicas e sociedades de economia mista, nos 
termos do art. 173, § 1°, III.
PRINCÍPIOS
Além dos princípios aplicáveis à Administração 
Pública como um todo (estudados em outra oportu-
nidade), temos princípios específicos para o procedi-
mento licitatório. Eles constam do artigo 3º da Lei nº 
8.666/93 – Lei de Licitações.
Art. 3º A licitação destina-se a garantir a obser-
vância do princípio constitucional da isonomia, a 
seleção da proposta mais vantajosa para a adminis-
tração e a promoção do desenvolvimento nacional 
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sustentável e será processada e julgada em estrita 
conformidade com os princípios básicos da lega-
lidade, da impessoalidade, da moralidade, 
da igualdade, da publicidade, da probidade 
administrativa, da vinculação ao instrumento 
convocatório, do julgamento objetivo e dos que 
lhes são correlatos.
Vejamos a seguir cada um dos princípios.
Isonomia
Segundo o princípio da isonomia todos os licitan-
tes devem ser tratados de forma igual ou isonômica. 
No entanto, uma das leituras possíveis do princípio 
da isonomia é o tratamento diferenciado para aqueles 
que se encontrem em posição mais frágil ou inferior 
em relação aos demais. 
Com base nisso, temos a flexibilização do princípio 
da isonomia, tendo a lei elegido os seguintes critérios 
de desempate de acordo com a maneira ou local como 
foram produzidos os bens ou prestados os serviços.
 z No país;
 z Por empresa brasileira;
 z Por empresa que invista em tecnologia no país;
 z Empresa que reserva cargos para PCD (pessoas com 
deficiência) / atendam às regras de acessibilidade.
Outra possibilidade de relativização do princípio 
da isonomia é a margem de preferência para produ-
tos manufaturados / serviços nacionais. Essa margem 
será estabelecida por meio de estudos revistos perio-
dicamente, em prazo não superior a 5 anos, levando 
em consideração os seguintes fatores:
 z Geração de emprego e renda;
 z Efeito na arrecadação de tributos federais, esta-
duais e municipais; 
 z Desenvolvimento e inovação tecnológica realiza-
dos no País;
 z Custo adicional dos produtos e serviços; 
 z Em suas revisões, análise retrospectiva de 
resultados.
Outra relativização do princípio da isonomia bas-
tante cobrada em provas é a preferência para empre-
sas de pequeno porte (EPP) e microempresas (ME).
Foi criada uma condição favorável para que seja con-
siderada a ocorrência de empate. No caso do pregão, essa 
diferença será de 5 %. Nas demais modalidades, 10 %.
Ocorrendo a situação prevista, será oportunizado 
à EPP ou ME ofertar preço menor que o do vencedor 
original. Caso se recuse a fazê-lo, a chance será conce-
dida a outras EPP/ME que tenham obedecido à condi-
ção de empate definida em lei.
Impessoalidade e julgamento objetivo
Tal princípio tem ligação íntima com o princípio da 
isonomia. Segundo o princípio da impessoalidade, não 
deverá ocorrer diferença de tratamento entre os licitan-
tes, devendo o processo ser pautado no interesse público.
Já o princípio do julgamento objetivo impõe o jul-
gamento segundo critérios claros e objetivos definidos 
no edital ou convite, sendo vedada a presença de cri-
tério ou fator sigiloso.
Publicidade
A melhor definição para o presente princípio 
tem por base o seguintecomando da própria Lei de 
Licitações.
Art. 3º [...]
§ 3º A licitação não será sigilosa, sendo públicos e 
acessíveis ao público os atos de seu procedimento, 
salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a 
respectiva abertura.
Vinculação ao instrumento convocatório
O edital/convite impõe obrigações não só aos lici-
tantes, mas também à Administração Pública, sendo a 
lei interna da licitação.
Adjudicação compulsória
Uma vez realizado o certame e declarado o ven-
cedor, não poderá a Administração Pública atribuir 
(adjudicar) o objeto da licitação a outro vencedor. Ou 
seja, o objeto será compulsoriamente adjudicado ao 
vencedor da licitação.
Tal princípio não afasta as possibilidades de revo-
gação ou anulação da licitação, conforme o caso.
 EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Acerca dos princípios do 
processo licitatório, julgue o item que se segue:
 Durante a execução de um contrato, a fim de garantir o 
princípio da vinculação ao instrumento convocatório, 
para qualquer alteração contratual que modifique con-
dições previstas inicialmente no edital de licitação, é 
necessário consultar os licitantes à época da licitação 
a respeito dessas alterações.
( ) CERTO  ( ) ERRADO
A vinculação ao instrumento convocatório impõe 
que o edital vincula tanto a administração pública 
quanto os licitantes. Resposta: Errado.
2. (CESPE-CEBRASPE – 2015) A respeito de licitações, 
julgue o item que se segue:
 Dado o princípio da adjudicação compulsória, a admi-
nistração não pode, concluída a licitação, atribuir 
o objeto desse procedimento a outrem que não o 
vencedor.
( ) CERTO  ( ) ERRADO
O princípio da adjudicação compulsória no proces-
so licitatório impõe a adjudicação do objeto ao lici-
tante vencedor. Reposta: Certo.
CONTRATAÇÃO DIRETA
Dispensa e Inexigibilidade
Vimos que, por expresso comando constitucional, 
a regra na Administração Pública será a contratação 
por meio de licitação. No entanto, temos exceções, 
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que são conhecidas como contratação direta. São as 
seguintes hipóteses:
 z Licitação inexigível;
 z Licitação dispensável;
 z Licitação dispensada.
Vejamos a seguir os detalhes de cada uma das 
hipóteses.
Licitação inexigível
Essa primeira informação é muito importante 
para o entendimento do tema: a licitação será inexigí-
vel quando inexistir a possibilidade de competição.
Essa é a regra geral da hipótese. No entanto, a lei 
traz situações que já elenca como competição inviá-
vel. Vejamos a literalidade do artigo 25.
Lei nº 8.666/93.
Art. 25 É inexigível a licitação quando houver 
inviabilidade de competição, em especial:
I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou 
gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, 
empresa ou representante comercial exclusivo, 
vedada a preferência de marca, devendo a compro-
vação de exclusividade ser feita através de atesta-
do fornecido pelo órgão de registro do comércio do 
local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o 
serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação 
Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes;
II - para a contratação de serviços técnicos enu-
merados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, 
com profissionais ou empresas de notória especia-
lização, vedada a inexigibilidade para serviços de 
publicidade e divulgação;
III - para contratação de profissional de qualquer 
setor artístico, diretamente ou através de empre-
sário exclusivo, desde que consagrado pela crítica 
especializada ou pela opinião pública.
A hipótese do inciso II depende do artigo 13. 
Lei nº 8.666/93.
Art. 13 Para os fins desta Lei, consideram-se servi-
ços técnicos profissionais especializados os traba-
lhos relativos a:
I - estudos técnicos, planejamentos e projetos 
básicos ou executivos;
II - pareceres, perícias e avaliações em geral;
III - assessorias ou consultorias técnicas e audito-
rias financeiras ou tributárias; 
IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de 
obras ou serviços;
V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou 
administrativas;
VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;
VII - restauração de obras de arte e bens de valor 
histórico.
Licitação dispensada
Na presente hipótese, a realização de procedimen-
to licitatório é dispensada pela lei. Não há discriciona-
riedade para fazer ou não o procedimento, a lei está 
impondo que ele não será realizado.
A lei traz uma lista extensa, porém exaustiva de hipó-
teses. Ou seja, não cabe ao agente público criar outras 
hipóteses que não as já constantes da Lei de Licitações.
Vejamos as hipóteses, que são divididas pela lei em 
relacionadas a bens móveis ou imóveis.
Bens imóveis
Dependerá de autorização legislativa para 
órgãos da administração direta e entidades autárqui-
cas e fundacionais, e, para todos, inclusive as enti-
dades paraestatais, dependerá de avaliação prévia, 
dispensada a licitação nos seguintes casos:
 z Dação em pagamento;
 z Doação, permitida exclusivamente para outro 
órgão ou entidade da administração pública, de 
qualquer esfera de governo;
 z Permuta, por outro imóvel que que seja destina-
do ao atendimento das finalidades precípuas da 
administração, cujas necessidades de instalação e 
localização condicionem a sua escolha, desde que 
o preço seja compatível com o valor de mercado, 
segundo avaliação prévia;
 z Investidura;
 z Venda a outro órgão ou entidade da administração 
pública, de qualquer esfera de governo; 
 z Alienação gratuita ou onerosa, aforamento, con-
cessão de direito real de uso, locação ou permissão 
de uso de bens imóveis residenciais construídos, 
destinados ou efetivamente utilizados no âmbito 
de programas habitacionais ou de regularização 
fundiária de interesse social desenvolvidos por 
órgãos ou entidades da administração pública; 
 z Procedimentos de legitimação de posse de que tra-
ta o art. 29 da Lei no 6.383, de 7 de dezembro de 
1976, mediante iniciativa e deliberação dos órgãos 
da Administração Pública em cuja competência 
legal inclua-se tal atribuição; 
 z Alienação gratuita ou onerosa, aforamento, con-
cessão de direito real de uso, locação ou permissão 
de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito 
local com área de até 250 m² (duzentos e cinquenta 
metros quadrados) e inseridos no âmbito de pro-
gramas de regularização fundiária de interesse 
social desenvolvidos por órgãos ou entidades da 
administração pública;
 z Alienação e concessão de direito real de uso, gra-
tuita ou onerosa, de terras públicas rurais da União 
na Amazônia Legal onde incidam ocupações até o 
limite de 15 (quinze) módulos fiscais ou 1.500ha 
(mil e quinhentos hectares), para fins de regulari-
zação fundiária, atendidos os requisitos legais;
Bens móveis
Dependerá de avaliação prévia e a licitação será 
dispensada nos seguintes casos:
 z Doação, permitida exclusivamente para fins e uso 
de interesse social, após avaliação de sua opor-
tunidade e conveniência socioeconômica, relativa-
mente à escolha de outra forma de alienação;
 z Permuta, permitida exclusivamente entre órgãos 
ou entidades da Administração Pública;
 z Venda de ações, que poderão ser negociadas em 
bolsa, observada a legislação específica;
 z Venda de títulos, na forma da legislação pertinente;
 z Venda de bens produzidos ou comercializados por 
órgãos ou entidades da Administração Pública, em 
virtude de suas finalidades;
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 z Venda de materiais e equipamentos para outros 
órgãos ou entidades da Administração Pública, 
sem utilização previsível por quem deles dispõe.
Licitação dispensável
A licitação dispensável é aquela em que a lei deixa 
ao agente público a possibilidade de decidir se faz ou 
dispensa o procedimento licitatório.
Os casos aqui previstos também são exaustivos. 
Vejamos o artigo 24. Leia com atenção agora, sem se 
preocupar em decorar, ao final você terá uma dica 
para facilitar.
Art. 24. É dispensável a licitação:
I - para obras e serviços de engenharia de 
valor até R$ 33.000,00, desde que nãose refiram 
a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ain-
da para obras e serviços da mesma natureza e no 
mesmo local que possam ser realizadas conjunta e 
concomitantemente;
II - para outros serviços e compras de valor até 
R$ 17.600,00 e para alienações, nos casos previstos 
nesta Lei, desde que não se refiram a parcelas de 
um mesmo serviço, compra ou alienação de maior 
vulto que possa ser realizada de uma só vez;
III - nos casos de guerra ou grave perturbação 
da ordem;
IV - nos casos de emergência ou de calamidade 
pública, quando caracterizada urgência de aten-
dimento de situação que possa ocasionar prejuízo 
ou comprometer a segurança de pessoas, obras, 
serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou 
particulares, e somente para os bens necessários ao 
atendimento da situação emergencial ou calamito-
sa e para as parcelas de obras e serviços que pos-
sam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento 
e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, conta-
dos da ocorrência da emergência ou calamidade, 
vedada a prorrogação dos respectivos contratos;
V - quando não acudirem interessados à lici-
tação anterior e esta, justificadamente, não 
puder ser repetida sem prejuízo para a Adminis-
tração, mantidas, neste caso, todas as condições 
preestabelecidas;
VI - quando a União tiver que intervir no domí-
nio econômico para regular preços ou normalizar 
o abastecimento;
VII - quando as propostas apresentadas con-
signarem preços manifestamente superiores 
aos praticados no mercado nacional, ou forem 
incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais 
competentes, casos em que, observado o parágrafo 
único do art. 48 desta Lei e, persistindo a situação, 
será admitida a adjudicação direta dos bens ou ser-
viços, por valor não superior ao constante do regis-
tro de preços, ou dos serviços;
VIII - para a aquisição, por pessoa jurídica de 
direito público interno, de bens produzidos ou ser-
viços prestados por órgão ou entidade que integre 
a Administração Pública e que tenha sido criado 
para esse fim específico em data anterior à vigência 
desta Lei, desde que o preço contratado seja compa-
tível com o praticado no mercado;
IX - quando houver possibilidade de comprometi-
mento da segurança nacional, nos casos estabeleci-
dos em decreto do Presidente da República, ouvido 
o Conselho de Defesa Nacional;
X - para a compra ou locação de imóvel destina-
do ao atendimento das finalidades precípuas da 
administração, cujas necessidades de instalação e 
localização condicionem a sua escolha, desde que 
o preço seja compatível com o valor de mercado, 
segundo avaliação prévia;
XI - na contratação de remanescente de obra, ser-
viço ou fornecimento, em conseqüência de rescisão 
contratual, desde que atendida a ordem de classi-
ficação da licitação anterior e aceitas as mesmas 
condições oferecidas pelo licitante vencedor, inclu-
sive quanto ao preço, devidamente corrigido;
XII - nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e 
outros gêneros perecíveis, no tempo necessário 
para a realização dos processos licitatórios cor-
respondentes, realizadas diretamente com base no 
preço do dia; 
XIII - na contratação de instituição brasileira 
incumbida regimental ou estatutariamente da pes-
quisa, do ensino ou do desenvolvimento institucio-
nal, ou de instituição dedicada à recuperação social 
do preso, desde que a contratada detenha inques-
tionável reputação ético-profissional e não tenha 
fins lucrativos; 
XIV - para a aquisição de bens ou serviços nos ter-
mos de acordo internacional específico aprovado 
pelo Congresso Nacional, quando as condições 
ofertadas forem manifestamente vantajosas para o 
Poder Público;
XV - para a aquisição ou restauração de obras de 
arte e objetos históricos, de autenticidade certifica-
da, desde que compatíveis ou inerentes às finalida-
des do órgão ou entidade.
XVI - para a impressão dos diários oficiais, de for-
mulários padronizados de uso da administração, e 
de edições técnicas oficiais, bem como para pres-
tação de serviços de informática a pessoa jurídica 
de direito público interno, por órgãos ou entidades 
que integrem a Administração Pública, criados 
para esse fim específico;
XVII - para a aquisição de componentes ou peças 
de origem nacional ou estrangeira, necessários 
à manutenção de equipamentos durante o perío-
do de garantia técnica, junto ao fornecedor origi-
nal desses equipamentos, quando tal condição de 
exclusividade for indispensável para a vigência da 
garantia;
XVIII - nas compras ou contratações de serviços 
para o abastecimento de navios, embarcações, 
unidades aéreas ou tropas e seus meios de desloca-
mento quando em estada eventual de curta duração 
em portos, aeroportos ou localidades diferentes de 
suas sedes, por motivo de movimentação operacio-
nal ou de adestramento, quando a exiguidade dos 
prazos legais puder comprometer a normalidade e 
os propósitos das operações e desde que seu valor 
não exceda ao limite previsto na alínea “a” do inci-
so II do art. 23 desta Lei;
XIX - para as compras de material de uso pelas For-
ças Armadas, com exceção de materiais de uso pes-
soal e administrativo, quando houver necessidade 
de manter a padronização requerida pela estrutura 
de apoio logístico dos meios navais, aéreos e terres-
tres, mediante parecer de comissão instituída por 
decreto;
XX - na contratação de associação de portadores de 
deficiência física, sem fins lucrativos e de compro-
vada idoneidade, por órgãos ou entidades da Admi-
nistração Pública, para a prestação de serviços ou 
fornecimento de mão-de-obra, desde que o preço 
contratado seja compatível com o praticado no 
mercado.
XXI - para a aquisição ou contratação de produto 
para pesquisa e desenvolvimento, limitada, no caso 
de obras e serviços de engenharia, a 20% (vinte por

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