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N O Ç Õ ES D E D IR EI TO A D M IN IS TR AT IV O 233 z Excesso de poder (ou desvio de competência): o agente competente extrapola os limites de sua competência, configurando vício do elemento competência; z Desvio de finalidade: o agente atua conforme a lei, mas busca fim diverso do previsto, configuran- do vício do elemento finalidade. Relembrando o que aprendemos quando do estu- do dos atos administrativos, é possível a convalidação (correção) do vício que recai sobre o elemento compe- tência. No entanto, o vício que recai sobre o elemento finalidade é insanável. EXERCÍCIO COMENTADO 1. (CESPE-CEBRASPE - 2016) No que se refere aos pode- res da administração pública e aos serviços públicos, julgue o item subsecutivo. Configura-se desvio de poder ou de finalidade quando o agente atua fora dos limites de suas atribuições, ou seja, no caso de realizar ato administrativo não incluí- do no âmbito de sua competência. ( ) CERTO ( ) ERRADO Vimos que o abuso de poder se divide em excesso de poder e desvio de poder (ou desvio de finalidade). A questão nos traz um caso de excesso de poder, pois o agente atou além de sua competência. Aqui o vício recai sobre o elemento competência, não sobre o ele- mento finalidade. Resposta: Errado. LICITAÇÃO INTRODUÇÃO Sabemos que em breve as normas relativas ao presente tema sofrerão considerável mudança. No entanto, é provável que a cobrança da Lei nº 8.666/93 continue a ocorrer por algum tempo, ainda incerto. Diante disso, nesta oportunidade estudaremos tal normal, mas sempre atentos à necessidade do estu- do da nova norma que em breve deverá ser cobrada pelas bancas. O procedimento licitatório tem como um dos seus objetivos garantir à Administração Pública a condi- ção mais vantajosa para a contratação pretendida. Aqui não podemos entender condição mais vantajosa necessariamente como o preço mais baixo. Veremos que este é apenas um dos critérios possíveis. A realização de licitação tem respaldo na própria Constituição Federal. Vejamos o dispositivo correlato. Art. 37 A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralida- de, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...) XXI - ressalvados os casos especificados na legis- lação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabele- çam obrigações de pagamento, mantidas as condi- ções efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. Vemos que temos tanto o mandamento para reali- zação da licitação, como a possibilidade de exceções ao procedimento, as quais veremos em momento oportuno. Temos também a imposição de licitação para a prestação de serviços públicos, constante do artigo 175 da Carta Magna. Art. 175 Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permis- são, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos. O artigo 1º da Lei de Licitações traz as entidades que a ela se submetem, em complemento ao caput do artigo 37 da CF/88, reproduzido acima Lei nº 8.666/93. Art. 1º Esta Lei estabelece normas gerais sobre licita- ções e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, aliena- ções e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fun- dos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Nesse contexto, muito importante sabermos que as sociedades de economia mista e empresas públicas que desempenham atividade econômica não estão obrigadas a licitar na execução de suas atividades-fim, mas apenas nas atividades-meio. Tal norma visa possibilitar a existên- cia dessas entidades em um ambiente de mercado. Quanto à competência, a Constituição Federal impõe que apenas a União poderá dispor sobre nor- mas gerais de licitação e contratação. Art. 22 Compete privativamente à União legislar sobre(...) XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obe- decido o disposto no art. 37, XXI, e para as empre- sas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III. PRINCÍPIOS Além dos princípios aplicáveis à Administração Pública como um todo (estudados em outra oportu- nidade), temos princípios específicos para o procedi- mento licitatório. Eles constam do artigo 3º da Lei nº 8.666/93 – Lei de Licitações. Art. 3º A licitação destina-se a garantir a obser- vância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a adminis- tração e a promoção do desenvolvimento nacional 234 sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da lega- lidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. Vejamos a seguir cada um dos princípios. Isonomia Segundo o princípio da isonomia todos os licitan- tes devem ser tratados de forma igual ou isonômica. No entanto, uma das leituras possíveis do princípio da isonomia é o tratamento diferenciado para aqueles que se encontrem em posição mais frágil ou inferior em relação aos demais. Com base nisso, temos a flexibilização do princípio da isonomia, tendo a lei elegido os seguintes critérios de desempate de acordo com a maneira ou local como foram produzidos os bens ou prestados os serviços. z No país; z Por empresa brasileira; z Por empresa que invista em tecnologia no país; z Empresa que reserva cargos para PCD (pessoas com deficiência) / atendam às regras de acessibilidade. Outra possibilidade de relativização do princípio da isonomia é a margem de preferência para produ- tos manufaturados / serviços nacionais. Essa margem será estabelecida por meio de estudos revistos perio- dicamente, em prazo não superior a 5 anos, levando em consideração os seguintes fatores: z Geração de emprego e renda; z Efeito na arrecadação de tributos federais, esta- duais e municipais; z Desenvolvimento e inovação tecnológica realiza- dos no País; z Custo adicional dos produtos e serviços; z Em suas revisões, análise retrospectiva de resultados. Outra relativização do princípio da isonomia bas- tante cobrada em provas é a preferência para empre- sas de pequeno porte (EPP) e microempresas (ME). Foi criada uma condição favorável para que seja con- siderada a ocorrência de empate. No caso do pregão, essa diferença será de 5 %. Nas demais modalidades, 10 %. Ocorrendo a situação prevista, será oportunizado à EPP ou ME ofertar preço menor que o do vencedor original. Caso se recuse a fazê-lo, a chance será conce- dida a outras EPP/ME que tenham obedecido à condi- ção de empate definida em lei. Impessoalidade e julgamento objetivo Tal princípio tem ligação íntima com o princípio da isonomia. Segundo o princípio da impessoalidade, não deverá ocorrer diferença de tratamento entre os licitan- tes, devendo o processo ser pautado no interesse público. Já o princípio do julgamento objetivo impõe o jul- gamento segundo critérios claros e objetivos definidos no edital ou convite, sendo vedada a presença de cri- tério ou fator sigiloso. Publicidade A melhor definição para o presente princípio tem por base o seguintecomando da própria Lei de Licitações. Art. 3º [...] § 3º A licitação não será sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao conteúdo das propostas, até a respectiva abertura. Vinculação ao instrumento convocatório O edital/convite impõe obrigações não só aos lici- tantes, mas também à Administração Pública, sendo a lei interna da licitação. Adjudicação compulsória Uma vez realizado o certame e declarado o ven- cedor, não poderá a Administração Pública atribuir (adjudicar) o objeto da licitação a outro vencedor. Ou seja, o objeto será compulsoriamente adjudicado ao vencedor da licitação. Tal princípio não afasta as possibilidades de revo- gação ou anulação da licitação, conforme o caso. EXERCÍCIOS COMENTADOS 1. (CESPE-CEBRASPE – 2018) Acerca dos princípios do processo licitatório, julgue o item que se segue: Durante a execução de um contrato, a fim de garantir o princípio da vinculação ao instrumento convocatório, para qualquer alteração contratual que modifique con- dições previstas inicialmente no edital de licitação, é necessário consultar os licitantes à época da licitação a respeito dessas alterações. ( ) CERTO ( ) ERRADO A vinculação ao instrumento convocatório impõe que o edital vincula tanto a administração pública quanto os licitantes. Resposta: Errado. 2. (CESPE-CEBRASPE – 2015) A respeito de licitações, julgue o item que se segue: Dado o princípio da adjudicação compulsória, a admi- nistração não pode, concluída a licitação, atribuir o objeto desse procedimento a outrem que não o vencedor. ( ) CERTO ( ) ERRADO O princípio da adjudicação compulsória no proces- so licitatório impõe a adjudicação do objeto ao lici- tante vencedor. Reposta: Certo. CONTRATAÇÃO DIRETA Dispensa e Inexigibilidade Vimos que, por expresso comando constitucional, a regra na Administração Pública será a contratação por meio de licitação. No entanto, temos exceções, N O Ç Õ ES D E D IR EI TO A D M IN IS TR AT IV O 235 que são conhecidas como contratação direta. São as seguintes hipóteses: z Licitação inexigível; z Licitação dispensável; z Licitação dispensada. Vejamos a seguir os detalhes de cada uma das hipóteses. Licitação inexigível Essa primeira informação é muito importante para o entendimento do tema: a licitação será inexigí- vel quando inexistir a possibilidade de competição. Essa é a regra geral da hipótese. No entanto, a lei traz situações que já elenca como competição inviá- vel. Vejamos a literalidade do artigo 25. Lei nº 8.666/93. Art. 25 É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial: I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a preferência de marca, devendo a compro- vação de exclusividade ser feita através de atesta- do fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes; II - para a contratação de serviços técnicos enu- merados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especia- lização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação; III - para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empre- sário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. A hipótese do inciso II depende do artigo 13. Lei nº 8.666/93. Art. 13 Para os fins desta Lei, consideram-se servi- ços técnicos profissionais especializados os traba- lhos relativos a: I - estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou executivos; II - pareceres, perícias e avaliações em geral; III - assessorias ou consultorias técnicas e audito- rias financeiras ou tributárias; IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços; V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas; VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; VII - restauração de obras de arte e bens de valor histórico. Licitação dispensada Na presente hipótese, a realização de procedimen- to licitatório é dispensada pela lei. Não há discriciona- riedade para fazer ou não o procedimento, a lei está impondo que ele não será realizado. A lei traz uma lista extensa, porém exaustiva de hipó- teses. Ou seja, não cabe ao agente público criar outras hipóteses que não as já constantes da Lei de Licitações. Vejamos as hipóteses, que são divididas pela lei em relacionadas a bens móveis ou imóveis. Bens imóveis Dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárqui- cas e fundacionais, e, para todos, inclusive as enti- dades paraestatais, dependerá de avaliação prévia, dispensada a licitação nos seguintes casos: z Dação em pagamento; z Doação, permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de governo; z Permuta, por outro imóvel que que seja destina- do ao atendimento das finalidades precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia; z Investidura; z Venda a outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de governo; z Alienação gratuita ou onerosa, aforamento, con- cessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos, destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública; z Procedimentos de legitimação de posse de que tra- ta o art. 29 da Lei no 6.383, de 7 de dezembro de 1976, mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública em cuja competência legal inclua-se tal atribuição; z Alienação gratuita ou onerosa, aforamento, con- cessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) e inseridos no âmbito de pro- gramas de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública; z Alienação e concessão de direito real de uso, gra- tuita ou onerosa, de terras públicas rurais da União na Amazônia Legal onde incidam ocupações até o limite de 15 (quinze) módulos fiscais ou 1.500ha (mil e quinhentos hectares), para fins de regulari- zação fundiária, atendidos os requisitos legais; Bens móveis Dependerá de avaliação prévia e a licitação será dispensada nos seguintes casos: z Doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após avaliação de sua opor- tunidade e conveniência socioeconômica, relativa- mente à escolha de outra forma de alienação; z Permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública; z Venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa, observada a legislação específica; z Venda de títulos, na forma da legislação pertinente; z Venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública, em virtude de suas finalidades; 236 z Venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública, sem utilização previsível por quem deles dispõe. Licitação dispensável A licitação dispensável é aquela em que a lei deixa ao agente público a possibilidade de decidir se faz ou dispensa o procedimento licitatório. Os casos aqui previstos também são exaustivos. Vejamos o artigo 24. Leia com atenção agora, sem se preocupar em decorar, ao final você terá uma dica para facilitar. Art. 24. É dispensável a licitação: I - para obras e serviços de engenharia de valor até R$ 33.000,00, desde que nãose refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ain- da para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente; II - para outros serviços e compras de valor até R$ 17.600,00 e para alienações, nos casos previstos nesta Lei, desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço, compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez; III - nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem; IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de aten- dimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamito- sa e para as parcelas de obras e serviços que pos- sam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, conta- dos da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos; V - quando não acudirem interessados à lici- tação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a Adminis- tração, mantidas, neste caso, todas as condições preestabelecidas; VI - quando a União tiver que intervir no domí- nio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento; VII - quando as propostas apresentadas con- signarem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional, ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes, casos em que, observado o parágrafo único do art. 48 desta Lei e, persistindo a situação, será admitida a adjudicação direta dos bens ou ser- viços, por valor não superior ao constante do regis- tro de preços, ou dos serviços; VIII - para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou ser- viços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei, desde que o preço contratado seja compa- tível com o praticado no mercado; IX - quando houver possibilidade de comprometi- mento da segurança nacional, nos casos estabeleci- dos em decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de Defesa Nacional; X - para a compra ou locação de imóvel destina- do ao atendimento das finalidades precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia; XI - na contratação de remanescente de obra, ser- viço ou fornecimento, em conseqüência de rescisão contratual, desde que atendida a ordem de classi- ficação da licitação anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor, inclu- sive quanto ao preço, devidamente corrigido; XII - nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros perecíveis, no tempo necessário para a realização dos processos licitatórios cor- respondentes, realizadas diretamente com base no preço do dia; XIII - na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da pes- quisa, do ensino ou do desenvolvimento institucio- nal, ou de instituição dedicada à recuperação social do preso, desde que a contratada detenha inques- tionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos; XIV - para a aquisição de bens ou serviços nos ter- mos de acordo internacional específico aprovado pelo Congresso Nacional, quando as condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder Público; XV - para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos, de autenticidade certifica- da, desde que compatíveis ou inerentes às finalida- des do órgão ou entidade. XVI - para a impressão dos diários oficiais, de for- mulários padronizados de uso da administração, e de edições técnicas oficiais, bem como para pres- tação de serviços de informática a pessoa jurídica de direito público interno, por órgãos ou entidades que integrem a Administração Pública, criados para esse fim específico; XVII - para a aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira, necessários à manutenção de equipamentos durante o perío- do de garantia técnica, junto ao fornecedor origi- nal desses equipamentos, quando tal condição de exclusividade for indispensável para a vigência da garantia; XVIII - nas compras ou contratações de serviços para o abastecimento de navios, embarcações, unidades aéreas ou tropas e seus meios de desloca- mento quando em estada eventual de curta duração em portos, aeroportos ou localidades diferentes de suas sedes, por motivo de movimentação operacio- nal ou de adestramento, quando a exiguidade dos prazos legais puder comprometer a normalidade e os propósitos das operações e desde que seu valor não exceda ao limite previsto na alínea “a” do inci- so II do art. 23 desta Lei; XIX - para as compras de material de uso pelas For- ças Armadas, com exceção de materiais de uso pes- soal e administrativo, quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais, aéreos e terres- tres, mediante parecer de comissão instituída por decreto; XX - na contratação de associação de portadores de deficiência física, sem fins lucrativos e de compro- vada idoneidade, por órgãos ou entidades da Admi- nistração Pública, para a prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. XXI - para a aquisição ou contratação de produto para pesquisa e desenvolvimento, limitada, no caso de obras e serviços de engenharia, a 20% (vinte por