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08/11/2022
1
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Profa. Dra. Adriana Rodrigues de Freitas Aznar
VIGILÂNCIA EM SAÚDE - HISTÓRICO
• Origem – do latim vigilare: observar atentamente, estar
atento a, procurar, campear, cuidar, precaver-se,
acautelar-se
• Historicamente: conceitos de saúde e doença presentes
em cada época e lugar, às práticas de atenção aos
doentes e aos mecanismos adotados para tentar impedir
a disseminação das doenças.
Costa, 2013
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08/11/2022
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VIGILÂNCIA EM SAÚDE - HISTÓRICO
• Século XIX: eficazes medidas de
controle, iniciando uma nova prática de
controle das doenças, com repercussões
na forma de organização de serviços e
ações em saúde coletiva
• Conceito de Vigilância: função de
observar contatos de pacientes atingidos
pelas denominadas “doenças
pestilenciais”
Costa, 2013
VIGILÂNCIA EM SAÚDE - HISTÓRICO
• A partir da década de 1950, o conceito de ‘vigilância’ é 
modificado, deixando de ser aplicado no sentido da 
‘observação sistemática de contatos de doentes’, para ter 
significado mais amplo
• “Acompanhamento sistemático de eventos adversos à 
saúde na comunidade”, com o propósito de aprimorar as 
medidas de controle
Waldman, 1998; Costa, 2013 
VIGILÂNCIA EM SAÚDE - HISTÓRICO
• Objetivo: análise permanente da situação de saúde da
população
• Articulando-se num conjunto de ações que se destinam a:
– controlar determinantes, riscos e danos à saúde de
populações que vivem em determinados territórios
– garantindo a integralidade da atenção, o que inclui tanto
a abordagem individual como coletiva dos problemas de
saúde
Costa, 2013
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VIGILÂNCIA EM SAÚDE - HISTÓRICO
• Constituição Federal, 1988
– “Saúde é direito de todos e 
dever do Estado”
• Lei Nº 8.080/1990
– Art. 6º Estão incluídas ainda no
campo de atuação do Sistema
Único de Saúde (SUS):
– I - a execução de ações:
a) de vigilância sanitária
b) de vigilância epidemiológica
c) de saúde do trabalhador...
Brasil, 1988; Brasil, 1990
Vigilância 
em 
Saúde
Vigilância 
Sanitária
Emergências 
em Saúde 
Pública
DCNT, 
acidentes e 
violência
Doenças 
Transmissíveis
Riscos 
Ambientais
Outras Ações 
de Vigilância
Situação de 
Saúde
Saúde do 
Trabalhador
Brasil, 1990
Departamentos da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, 
definidas pelo Decreto nº 9.795, de 17 de maio de 2019
• Departamento de Imunização e Doenças 
TransmissíveisDEIDT
• Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de 
Doenças não TransmissíveisDASNT
• Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância 
em SaúdeDAEVS
• Departamento de Doenças de Condições Crônicas e 
Infecções Sexualmente TransmissíveisDCCI
• Departamento de Saúde Ambiental, do Trabalhador e 
Vigilância das Emergências em Saúde Pública DSATE
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VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Profa. Dra. Adriana Rodrigues de Freitas Aznar
Vigilância Epidemiológica
• A vigilância epidemiológica tem a
finalidade de conhecer a ocorrência de
doenças e outros agravos considerados
prioritários, seus fatores de risco e suas
tendências, além de planejar, executar
e avaliar medidas de prevenção e de
controle.
Brasil, 1990
Vigilância Epidemiológica
• A identificação de uma grande
variação – para mais ou para
menos – no número de casos
ocorridos de determinada
doença, em um curto período de
tempo, como no caso de surtos
de doenças transmitidas por
alimentos, pode ser identificada
rapidamente
Brasil, 1990
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Programa Nacional de Imunizações
 Criado em 1973
 Coordenar as ações de imunizações que se 
caracterizavam, até então, pela descontinuidade, pelo 
caráter episódico e pela reduzida área de cobertura
 Em 1975 o programa foi institucionalizado sendo o 
resultante do somatório de fatores que convergiam 
para estimular e expandir a utilização de agentes 
imunizantes
 Referência mundial pela amplitude de suas ações e rol 
extenso de vacinas disponibilizadas à população 
Brasil, 2021
+ Meningo ACWY
(11 e 12 anos)
Cobertura
Vacinal
Brasil, 2021
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• Reemergência de doenças 
controladas/erradicadas
• Persistência de doenças 
passíveis de prevenção
Calendário vacinal do adulto
+ Área da Saúde
Dupla adulto Hepatite B
Tríplice viral Febre amarela
Varicela* DTPa*
Brasil, 2020
*Profissionais da saúde
Campanhas*
Influenza
COVID-19
Notificação compulsória
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Notificação – Obrigação legal
Decreto 
Lei 
2848/1940
Lei Federal 
6259/1975
Portaria MS 
2616/1998
Portaria Nº 
5/2006
Portaria MS 
204/2016
Código Penal 
Art. 269
Deixar o médico de 
denunciar à 
autoridade pública 
doença cuja 
notificação é 
compulsória: Pena-
detenção, de seis 
meses a dois anos, 
e multa.
Vigilância Sanitária Art. 8º É dever de todo cidadão comunicar à
autoridade sanitária local a ocorrência de fato, comprovado ou
presumível, de caso de doença transmissível, sendo obrigatória a
médicos e outros profissionais de saúde no exercício da profissão
Programa de Controle de 
Infecções Hospitalares
Art.5 – Os profissionais de saúde no exercício da
profissão, bem como os responsáveis por organizações e
estabelecimentos públicos e particulares de saúde e
ensino, em conformidade com a Lei no. 6259, 30 out
1975, são obrigados a comunicar aos gestores do SUS
Define a Lista Nacional de 
Notificação Compulsória
PORTARIA Nº 204, 17/02/2016
• Notificação compulsória: 
comunicação obrigatória à 
autoridade de saúde, 
realizada pelos médicos, 
profissionais de saúde ou 
responsáveis pelos 
estabelecimentos de saúde, 
públicos ou privados, sobre a 
ocorrência de suspeita ou 
confirmação de doença, 
agravo ou evento de saúde 
pública
PORTARIA Nº 204, 17/02/2016
• Art. 1º Esta Portaria define a Lista Nacional de Notificação
Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde
pública nos serviços de saúde públicos e privados em
todo o território nacional
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PORTARIA Nº 204, 17/02/2016
• Agravo: qualquer dano à integridade física ou mental do
indivíduo, provocado por circunstâncias nocivas, tais
como acidentes, intoxicações por substâncias químicas,
abuso de drogas ou lesões decorrentes de violências
interpessoais, como agressões e maus tratos, e lesão
autoprovocada
PORTARIA Nº 204, 17/02/2016
• Doença: enfermidade ou estado clínico, independente de
origem ou fonte, que represente ou possa representar um
dano significativo para os seres humanos;
PORTARIA Nº 204, 17/02/2016
• Autoridades de saúde: o Ministério da Saúde e as
Secretarias de Saúde dos Estados, Distrito Federal e
Municípios, responsáveis pela vigilância em saúde em
cada esfera de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS);
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PORTARIA Nº 204, 17/02/2016
• Epizootia: doença ou morte de animal ou de grupo de
animais que possa apresentar riscos à saúde pública;
PORTARIA Nº 204, 17/02/2016
• Evento de saúde pública (ESP): situação que pode
constituir potencial ameaça à saúde pública
• Ocorrência de surto ou epidemia, doença ou agravo de causa
desconhecida, alteração no padrão clínico-epidemiológico das
doenças conhecidas, considerando o potencial de
disseminação, a magnitude, a gravidade, a severidade, a
transcendência e a vulnerabilidade, bem como epizootias ou
agravos decorrentes de desastres ou acidentes;
COVID-19
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PORTARIA Nº 204, 17/02/2016
• Notificação compulsória 
imediata (NCI)
Realizada em até 24 (vinte e 
quatro) horas, a partir do 
conhecimento da ocorrência de 
doença, agravo ou evento de 
saúde pública, pelo meio de 
comunicação mais rápido 
disponível
• Notificação compulsória 
semanal (NCS)
Realizada em até 7 (sete) dias, 
a partir do conhecimento da 
ocorrência de doença ou 
agravo
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Unidade de 
Saúde
Distrito 
Sanitário
Vigilância 
Epidemiológica 
Municipal
Regional de 
Saúde
Vigilância 
Epidemiológica 
Estadual
Ministério da 
Saúde OPAS
OMS
Fluxo de Informações Brasil, 2016
Referências
ANVISA. Serviços Odontológicos: Prevenção e Controle de Riscos /Ministério da Saúde, Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
ANVISA. Resolução RDC n0 306 de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o 
gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Diário Oficial da União, Brasília, 10 de dezembro de 2004. 
ANVISA. Resolução RDC n0 50 de 21 de fevereiro de 2002. Regulamento técnico para planejamento, 
programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Diário 
Oficial da União, Brasília, 20 de março de 2002. 
BRASIL. Diário Oficial da União. Lei nº 8080/90. Dispõe sobre as condições para promoção, proteção e 
recuperação da saúde, a organização e o financiamento dos serviços correspondentes e da outras 
providências. Brasília DF, 19 de setembro de 1990.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Nº 204, de 17 de fevereiro de 2016. Define a Lista Nacional de 
Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e 
privados em todo o território nacional, nos termos de anexo, e dá outras providências. Diário Oficial da União 
da República Federativa do Brasil. 2016, fev 18.
BRASIL. Programa Nacional de Imunizações. Sobre o programa. Saúde de A a Z. Disponível em: 
https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/sobre-o-programa,
COSTA EA. Regulação e Vigilência Sanitária: Proteção e defesa da saúde. In: ROUQUAYROL MZ. 
Epidemiologia e Saúde. 7ª edição, Rio de Janeiro: MedBook, 2013.
TAGLIETTA MFB, BITTAR TO, PEREIRA AC. Vigilância em saúde. In: PEREIRA AC. Tratado de Saúde Coletiva 
em Odontologia. Nova Odessa: Napoleão, 2009.
Muito Obrigada!
adrianafreitas@usp.br
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