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Estratégia
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PSIQUIATRIA 2Prof. Thales Thaumaturgo | Intoxicações Exógenas
PROF. THALES
THAUMATURGO
APRESENTAÇÃO:
Eu sou o professor Thales Thaumaturgo, sou de Foz do Iguaçu, 
no Paraná, médico formado pela Universidade do Planalto 
Catarinense – UNIPLAC, em Lages, Santa Catarina, e especialista 
em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina – 
IPq - SC. 
Como muitos outros alunos, estudei em uma faculdade particular, 
em uma cidade pequena (e muito fria) do interior, localizada na 
serra catarinense. Ao mesmo tempo que isso me distanciou um 
pouco dos grandes polos acadêmicos, dos centros de pesquisa 
e das instituições mais renomadas do país, também me deu a 
chance de colocar “a mão na massa”. Isso foi possível porque 
os alunos da faculdade em que estudei prestavam assistência 
médica para quase toda a cidade, com muitas oportunidades de 
aprendizado na “vida real”, associadas a uma ótima carga teórica 
de ensino e grandes professores, que também se tornaram meus 
amigos e de quem eu me tornaria colega de profissão.
Após a minha formação na faculdade, resolvi partir logo para a 
Residência Médica. Prestei muitas provas, em diversos estados 
do país, e conheci inúmeras bancas organizadoras durante minha 
preparação para entrar na Residência Médica. Vou contar para 
você: quando saí da faculdade, não tinha certeza da carreira 
médica que deveria seguir, por isso prestei provas para diversas 
especialidades. Na época, fui aprovado em Psiquiatria, Neurologia, 
Radiologia e Diagnóstico por Imagem e Clínica Médica. 
Seja muito bem-vindo, caro aluno do 
Estratégia MED e futuro Residente!
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MED
PSIQUIATRIA 3Prof. Thales Thaumaturgo | Intoxicações Exógenas
Dentre todas as Residências em que fui aprovado, escolhi a 
especialidade que considerava a mais cômoda para os meus 
planos de vida: Radiologia e Diagnóstico por Imagem. A 
Residência era na minha cidade, eu estaria perto da minha família 
e dos meus amigos, com o hospital a poucos quilômetros da 
minha casa, na cidade onde eu já tinha contatos profissionais e 
na qual eu já estava trabalhando em plantões, nas emergências 
dos serviços de toda a região. Na verdade, eu já estava aprovado 
e prestes a iniciar a Residência em Psiquiatria, quando um 
amigo me perguntou durante um plantão: “você vai prestar a 
prova para rádio?” – eu nem sabia que, àquela altura, meados 
de fevereiro, ainda haveria uma prova de Residência Médica na 
cidade. Resolvi tentar. Poderia ter escolhido entre tentar a rádio, 
gineco ou anestésio. Passei em segundo lugar na rádio. Porém, 
rapidamente, descobri na prática que o comodismo pode ser um 
grande erro. E, para mim, foi. 
Eu não havia escolhido o que de fato queria fazer, fui seduzido 
por uma aparente comodidade. Após a empolgação inicial, 
quando a fase da novidade já havia acabado, eu estava vivendo 
uma rotina que não me agradava e logo percebi que não estava 
feliz. Tive ainda mais certeza disso lá pelo meio do R1, quando 
estava dando um plantão noturno de ultrassom no hospital. Eu só 
pensava nas minhas possibilidades, culpava-me, constantemente, 
pelo meu “erro”, achava que tinha “jogado fora um ano inteiro da 
minha vida”, que tinha “ficado para trás”. Nessa noite, procurei 
um dos meus preceptores, que estava no plantão da tomografia, 
e perguntei de maneira direta: “professor, quando você percebeu 
que fez a escolha certa com a radiologia? Ele me respondeu: 
“desde o meu primeiro dia na Residência. Eu me encontrei nisso 
aqui. Minha mãe não entende direito o que eu faço, ela fala que 
eu sou “raio-xizeiro”. Depois disso, levei ainda alguns meses para 
criar a coragem necessária para recomeçar. Então, um dia pela 
manhã, lá pelo fim do ano, fui até a direção do hospital e pedi 
meu desligamento da Residência. Foi um dos dias mais estranhos 
que tive na vida. Estava muito triste por abandonar um curso de 
que não gostava, mas senti que, finalmente, tinha feito o que era 
preciso.
Demorei alguns meses para perceber que tudo o eu que 
tinha vivido não foi uma perda de tempo. Aprendi muito, 
profissionalmente, mas aprendi muito mais, pessoalmente. O 
desconforto me fez crescer e isso não tem preço. Depois disso, 
voltei a dar plantões, estudei por algumas semanas na minha 
casa e encarei, novamente, as provas, dessa vez decidido: queria 
entrar na Residência em Psiquiatria. E entrei.
Durante a minha Residência em Psiquiatria, eu conheci outra 
realidade e tive a oportunidade de trabalhar em grandes hospitais 
na região de Florianópolis, como o Hospital Universitário da UFSC 
e o meu querido IPq – SC, hospital de internação psiquiátrica com 
cerca de 300 leitos, onde fiz grandes amigos, conheci profissionais 
incríveis, atendi pacientes que marcaram a minha vida e aprendi 
o belo ofício da Psiquiatria (que hoje tenho o prazer de ensinar). 
Foi lá que, finalmente, descobri o que eu gostaria de fazer para o 
resto da minha vida. Foi lá, também, que percebi, a duras penas, 
que minha faculdade tinha me preparado à altura para encarar 
esse grande desafio profissional.
Hoje, sou muito realizado com as minhas escolhas e muito grato 
por tudo o que aprendi na faculdade e nos anos de Residência 
Médica, seja na rádio ou na psiquiatria. Acredite em mim, uma 
boa Residência faz toda a diferença em nossa carreira, em nossa 
vida e no que podemos proporcionar aos nossos pacientes! Por 
isso, estou aqui para ajudá-lo a conquistar a sua sonhada vaga 
e espero que, em alguns anos, você também possa olhar a sua 
trajetória e sentir orgulho dela.
Então digo a você, por experiência própria, siga o caminho que 
lhe trará realização profissional, mas, acima de tudo, que lhe 
dê satisfação pessoal e que o faça feliz. Não tenha medo de 
recomeçar, sempre vai valer a pena.
@thales.tahumaturgo
@estrategiamed
/estrategiamed Estratégia MED
t.me/estrategiamed
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Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | Junho 2022 4
PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
SUMÁRIO
1.0 INTRODUÇÃO 6
2.0 INTOXICAÇÕES EXÓGENAS 7
2.1 AVALIAÇÃO DAS INTOXICAÇÕES EXÓGENAS 7
3.0 MEDIDAS GERAIS 8
3.1 DESCONTAMINAÇÃO DE SUPERFÍCIES 8
3.2 DESCONTAMINAÇÃO GASTRINTESTINAL 9
3.3 OUTRAS MEDIDAS DE ELIMINAÇÃO DE TOXINAS 10
4.0 PRINCIPAIS TOXÍNDROMES 13
4.1 SÍNDROME ADRENÉRGICA 13
4.2 QUADRO CLÍNICO DA SÍNDROME ADRENERGÉTICA 13
4.3 DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME ADRENÉRGICA 14
4.4 TRATAMENTO DA SÍNDROME ADRENÉRGICA 14
4.5 SÍNDROME COLINÉRGICA 18
4.6 QUADRO CLÍNICO DA SÍNDROME COLINÉRGICA 19
4.7 DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME COLINÉRGICA 19
4.8 TRATAMENTO DA SÍNDROME COLINÉRGICA 19
4.9 SÍNDROME ANTICOLINÉRGICA 22
4.10 QUADRO CLÍNICO 23
4.11 DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME ANTICOLINÉRGICA 23
4.12 TRATAMENTO DA SÍNDROME ANTICOLINÉRGICA 23
4.13 SÍNDROME NARCÓTICA OPIOIDE 27
4.14 QUADRO CLÍNICO 27
4.15 DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME NARCÓTICA OPIOIDE 28
4.16 TRATAMENTO DA SÍNDROME NARCÓTICA OPIOIDE 29
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PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | Junho 2022 5
4.17 SÍNDROME HIPNOSSEDATIVA 30
4.18 QUADRO CLÍNICO 31
4.19 DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME HIPNOSSEDATIVA 31
4.20 TRATAMENTO DA SÍNDROME HIPNOSSEDATIVA 31
4.21 RESUMÃO DAS PRINCIPAIS TOXÍNDROMES 34
5.0 INTOXICAÇÕES EXÓGENAS POR OUTRAS DROGAS 35
5.1 INTOXICAÇÃO POR PARACETAMOL 35
5.2 TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO POR PARACETAMOL 35
5.3INTOXICAÇÃO POR LÍTIO 36
5.4 DIAGNÓSTICO DA INTOXICAÇÃO POR LÍTIO 37
5.5 TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO POR LÍTIO 37
5.6 INTOXICAÇÃO POR CIANETO 38
5.7 DIAGNÓSTICO DA INTOXICAÇÃOhipotermia, miose, constipação, 
depressão respiratória e coma. 
Tratamento: 
Antídotos: para os benzodiazepínicos, é o Flumazenil (ampola de 5mg) → pode gerar convulsões no paciente. 
Por isso só se faz se foi muito necessário (se o paciente estivar em um estado clínico muito crítico). 
Para os opioides o antídoto é Naloxona. 
 
Obs: os antídotos só são utilizados em mais ou menos 10% dos casos. Nos outros 90%, se identifica a síndrome, 
fica tratando as complicações e hidratando o paciente. 
 
 SÍNDROME COLINÉRGICA 
Ativação direta do parassimpático, tem vários receptores, mas o principal são os muscarínicos -> O paciente 
vai apresentar as manifestações clínicas como muita salivação, diarreia, sudorese e vômitos, diminuição da 
FC, miose, secreção brônquica, sibilos, incontinência urinária e coma. 
Também há alguns receptores nicotínicos (fasciculações, mioclonias, midríase, aumento da FC, da glicemia e 
da PA, fraqueza muscular, IRpA) e receptores centrais (agitação, coma, sonolência e convulsões). 
Agentes mais comuns: organofosforados (veneno de rato, agrotóxicos) e carbamatos, fisostigmina e alguns 
cogumelos. 
Antídotos: organofosforados → pralidoxima 
 3 Emergências Médicas Marina Luz 
Tratamento: antídoto (se necessário – 10% dos casos), hidratação e controlar os sintomas associados (FC cai, 
faz atropina). 
 
OBS: como a bradicardia é um dos principais efeitos colinérgicos e causa muitas mortes por parada cardíaca, 
a atropina foi “promovida” a antídoto, por ser muito utilizada e diminuir a mortalidade 


DESCONTAMINAÇÃO: 
- Se for algo na pele (soda cáustica, ácido): tirar a roupa, fazer um banho com sabão neutro. Usar luvas e 
materiais impermeáveis e NÃO USAR medidas de neutralização 
- Lavagem gástrica: se tiver passado muito tempo da ingestão, não vale a pena, porque uma parte já foi para 
o intestino e já tem absorção. 
- Uso de carvão ativado: é uma substância que impede que a medicação seja absorvida no intestino (ela se 
gruda ao veneno e saem os dois pelas fezes). Na emergência, se faz depois de fazer a lavagem gástrica (50g de 
carvão ativado pela sonda) 
 
OBS: na prática, se não fizer muitas horas da ingestão, se faz a lavagem passando sonda. 
OBS2: não se faz lavagem gástrica nem carvão ativado quando o indivíduo tem ingerido alguma substância 
corrosiva (como ácido ou soda cáustica). 
OBS3: carvão ativado não absorve lítio, potássio, chumbo, íons ferro, ácidos, hidrocarbonetos e álcalis. 

Antídotos – só é utilizado em 10% dos casos. Ele só citou alguns exemplos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CASOS CLÍNICOS: 
CASO 1: TJ, 42 anos, deu entrada na sala de emergência do HSP com relato dos familiares de confusão, 
agitação, boca seca e “batedeira no peito” há 3 horas, após ingesta excessiva de determinado medicamento. 
Sabe-se que o paciente tem histórico de depressão com acompanhamento irregular no psiquiatra da UBS. 
Ao exame: PA=170x100 mmHg, FC = 98bpm, FR=22irpm, SatO2=97%, T=38◦C e pulsos simétricos. 
Ausência de RHA, bexigoma, pele seca e avermelhada e pupila dilatada com pouca resposta à luz. 
Exames laboratoriais: CPK=19.800 e tigrina > 106 UT 
 
HD: síndrome anticolinérgica - pele seca e avermelhada 
Principais drogas: buscopam, ADT, relaxantes musculares. 
Conduta: lavagem, carvão ativado, hidratação, antídoto (fisostigmina) 
 
CASO 2: BR, 35 anos, morador de sítio, deu entrada no hospital de cidade do interior com história de falta de 
ar, sudorese, visão borrada, cefaleia holocraniana, sensação de “batedeira no peito” e fraqueza há 2 horas. 
Refere ter invadido a horta do vizinho para roubar tomates comendo muitas delas. 
 4 Emergências Médicas Marina Luz 
Ao exame: PA=110x60 mmHg, FC=60bpm, FR=25irpm, T=37C e SatO2=95%. Pupilas mióticas e sibilos na 
ausculta pulmonar. 
HD: síndrome colinérgica – miose, sibilos. 
Principais agentes: organofosforados (agrotóxicos) 
Tratamento: hidratação, tratamento de suporte, lavagem gástrica (dependendo do tempo). Antídotos – 
atropina e pralidoxima 
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PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | Junho 2022 33
(HEA 2017) Paciente psiquiátrica é levada desacordada por familiares à unidade básica de saúde. Segundo informações colhidas, a paciente 
ingeriu 10 comprimidos de diazepam 10 mg. Você está atendendo na unidade sem equipamentos para garantir uma via aérea definitiva. Qual 
medicação você usaria para antagonizar a depressão respiratória causada pela droga?
A) Naloxona.
B) Neostigmina.
C) Flumazenil.
D) Sugamadex 
Comentário:
Alternativa A incorreta: naloxona é um antagonista opioide, utilizado como antídoto de intoxicações por opioides.
Alternativa B incorreta: a fisostigmina e a neostigmina são carbamatos e inibidores reversíveis da acetilcolinesterase e podem ser utilizadas 
para o tratamento da síndrome anticolinérgica.
Correta alternativa “C” flumazenil é a droga de escolha para reverter os efeitos causados pela intoxicação por benzodiazepínicos 
e drogas “z”, como o zolpidem.
Alternativa D incorreta: o sugamadex é um agente rápido e específico para reversão do rocurônio, um relaxante muscular.
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Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | Junho 2022 34
PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
4.21 RESUMÃO DAS PRINCIPAIS TOXÍNDROMES
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PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | Junho 2022 35
5.0 INTOXICAÇÕES EXÓGENAS POR OUTRAS DROGAS
5.1 INTOXICAÇÃO POR PARACETAMOL
O paracetamol, também conhecido como acetaminofeno, 
é um dos medicamentos mais prescritos e consumidos em todo o 
mundo e está presente em remédios para dor, febre, resfriados e 
em combinação com diversas outras drogas.
Nas intoxicações leves e moderadas, os principais sintomas 
são gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia. Em 
casos graves, podem ocorrer hepatite fulminante, acidose lática, 
miocardiopatia, distúrbios de coagulação, icterícia, rebaixamento 
do nível de consciência, encefalopatia, convulsões e morte. 
Raramente ocorre insuficiência renal aguda.
A dose potencialmente tóxica para crianças é acima de 200 mg/kg. Já para os adultos, as doses potencialmente 
tóxicas são superiores a 6 - 7 gramas.
A principal causa de morte nas intoxicações por paracetamol é a lesão hepática fulminante, pois um dos metabólitos do paracetamol 
é altamente tóxico, o N-acetil-p-benzoquinonaimina (NAPQI) e causa lesão nos hepatócitos. Além disso, lesão renal pode ocorrer pelo mesmo 
mecanismo, devido ao metabolismo (menos intenso) pelo citocromo P450 renal.
5.2 TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO POR PARACETAMOL
• nos casos de ingestão do agente tóxico há menos de uma hora, a lavagem gástrica e o uso do carvão ativado podem ser indicados;
• a N-acetilcisteína (NAC) é usada nas intoxicações por paracetamol e deve ser iniciada o quanto antes. A administração desse antídoto 
proporciona melhor benefício se for iniciada até 12 horas após a ingestão da droga;
A dose de ataque é de 140mg/kg e a dose de manutenção de 70mg/kg. A NAC pode ser diluída em suco ou 
refrigerante, para melhorar a palatabilidade, e deve ser administrada de maneira repetida, por um período de 
até 72 horas. Se não for possível a administração pela via oral, deverá ser administrada pela via endovenosa. 
• convulsões podem ser tratadas com benzodiazepínicos;
• em casos extremos, a hemodiálise poderá ser indicada.
CAPÍTULOme
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Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | Junho 2022 36
PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
Aluno do Estratégia, apenas como curiosidade: a NAC é utilizada, há muitos anos, em xaropes 
expectorantes. Mais recentemente, ela tem sido estudada e aplicada para diversos fins na psiquiatria, 
demonstrando ação antidepressiva, redução de alguns tipos de compulsão, além de, possivelmente, auxiliar 
no tratamento de determinados tipos de dependência química.
CAI NA PROVA
(SCMV 2016) Na intoxicação aguda por ingestão de altas doses de Paracetamol, devemos, preferencialmente, administrar: 
A) atropina.
B) indutor de vômitos.
C) naloxona.
D) acetilcisteína. 
Alternativa A incorreta: atropina, um agente anticolinérgico, é útil nos casos de intoxicação colinérgica por substâncias, como carbamatos 
e organofosforados.
Alternativa B incorreta: A descontaminação gástrica, por meio de vômitos, pode ser utilizada em algumas intoxicações, principalmente, 
nos casos de ingestão que ocorreram há poucos minutos. Contudo, a questão pede a abordagem preferencial.
Alternativa C incorreta: naloxona é uma medicação utilizada nas intoxicações por opioides, como morfina, codeína, heroína, fentanil, 
dentre outros.
Comentário:
Correta Alternativa “D”
N-acetilcisteína é a abordagem preferencial nos casos de intoxicações por acetaminofeno, o parac-
etamol, devendo ser administrada no menor tempo possível. Outras abordagens, como indução de vômitos, por exemplo, não devem 
atrasar seu uso.
5.3INTOXICAÇÃO POR LÍTIO
O lítio é um metal alcalino utilizado como um estabilizador do humor e possui propriedades antimaníacas, antidepressivas e 
antissuicidas. Esse metal não é metabolizado pelo organismo humano, sendo excretado intacto pelo sistema renal. A dose terapêutica do lítio 
é muito próxima da dose tóxica, por isso a dosagem da litemia pode auxiliar na abordagem terapêutica e na avaliação prognóstica. Apesar 
disso, aluno do Estratégia, o tratamento é clínico, imediato e inadiável!
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PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | Junho 2022 37
A intoxicação por lítio pode causar tremores, ataxia, rigidez muscular, distúrbios gastrointestinais, como vômitos, 
diarreia e náuseas com um “gosto metálico na boca”. Em casos graves, pode haver rebaixamento do sensório, convulsões, 
insuficiência renal aguda, arritmias cardíacas e depressão respiratória.
• 0,6 a 1,2 mEq/L: nível terapêutico
• 1,2 a 2,5 mEq/L: intoxicações leves ou moderadas
• 2,5 a 4 mEq/L: intoxicações graves
• acima de 4 mEq/L: risco de morte
5.4 DIAGNÓSTICO DA INTOXICAÇÃO POR LÍTIO
Em todo paciente que faça um tratamento psiquiátrico com uso de lítio, devemos desconfiar de intoxicação aguda caso apresente 
tremores, ataxia, náuseas e sensação de “gosto metálico”.
O uso prolongado de lítio pode causar, em algumas pessoas, uma “intoxicação crônica”, que pode cursar com o desenvolvimento 
de insuficiência renal, diabetes insípido nefrogênica e hipotireoidismo.
5.5 TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO POR LÍTIO
• o tratamento é baseado em suporte clínico, pois não há um antídoto específico;
• convulsões podem ser tratadas com benzodiazepínicos;
• nos casos de ingestão do agente tóxico há menos de uma hora, a lavagem gástrica pode ser indicada. Carvão ativado não adsorve o 
lítio!
• em casos extremos, a hemodiálise poderá ser indicada.
CAI NA PROVA
A) Ganho de peso.
B) Diarréia.
C) Poliúria.
D) Hipotiroidismo.
(AMS - APURACANA 2020) Pode indicar um sinal de intoxicação aguda por carbonato de lítio:me
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Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | Junho 2022 38
PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
Comentário:
Lítio é um estabilizador do humor, primeira escolha (junto do ácido valproico e quetiapina) nos casos de bipolaridade.
Intoxicações por lítio podem causar tremores e distúrbios gastrointestinais, como vômitos, diarreia, náusea. Em casos graves, arritmias 
cardíacas, confusão mental, ataxia, convulsões e insuficiência renal podem ocorrer.
Alternativa A incorreta: ganho de peso com o uso de lítio pode ocorrer de forma crônica, por aumento do apetite e retenção hídrica.
Correta alternativa “B”
diarreia, vômitos, tremores finos em membros e gosto metálico na boca são os principais achados em 
intoxicações leves por lítio.
Alternativa C incorreta: o uso de lítio pode causar, em alguns pacientes, a incapacidade de concentrar a urina.
Alternativa D incorreta: lítio causa, em cerca de 5% dos usuários crônicos, alterações tireoidianas, por interferir na síntese e secreção dos 
hormônios da tireoide.
5.6 INTOXICAÇÃO POR CIANETO
O cianeto é uma substância com alta toxicidade, que pode ter origem sintética ou natural. É encontrado na “mandioca brava”, no caroço 
do damasco e em diversas plantas cianogênicas. Em nosso meio, a principal fonte de cianeto surge por meio da combustão de produtos 
plásticos, que produz um gás tóxico que age como um “asfixiante químico”, inibindo a utilização aeróbia do oxigênio. Isso acaba levando o 
indivíduo à anóxia e, potencialmente, causando a morte, dentro de apenas alguns minutos após a inalação.
Os principais sintomas dessa intoxicação são tontura, letargia, dispneia e vômitos. Rapidamente, ocorre o rebaixamento do 
nível de consciência, acidose respiratória, depressão cardiorrespiratória e morte.
5.7 DIAGNÓSTICO DA INTOXICAÇÃO POR CIANETO
Deve-se considerar a suspeita de intoxicação por cianeto em todos os pacientes encontrados em coma com acidose metabólica em 
cenários de incêndio. O cheiro de “amêndoa amarga” é característico do cianeto.
5.8 TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO POR CIANETO
• retirar toda a roupa do paciente, quando a exposição for por meio de gases, e lavar, abundantemente, toda a região exposta;
• nos casos de ingestão do agente tóxico há menos de uma hora, a lavagem gástrica pode ser indicada. 
Carvão ativado não adsorve, adequadamente, o cianeto, contudo poderá ser prescrito no atendimento pré-hospitalar;
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• Administração de um dos antídotos: hidroxicobalamina (primeira escolha); nitritos e tiossulfato; ou EDTA.
• convulsões podem ser tratadas com benzodiazepínicos;
• caso haja acidose metabólica, o uso do bicarbonato de sódio poderá ser indicado.
5.9 INTOXICAÇÃO POR SALICILATOS
Na intoxicação por salicilatos, os sintomas clínicos mais comuns são náuseas, vômitos e dor abdominal. Nos casos graves, ocorre 
hipoglicemia, hiperpneia e letargia, associados à acidose metabólica e rebaixamento do nível de consciência.
5.10 TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO POR SALICILATOS
• nos casos de ingestão do agente tóxico há menos de uma hora, a lavagem gástrica e o carvão ativado podem ser indicados. Doses 
repetidas de carvão ativado são úteis nesse caso;
• corrigir a hipoglicemia com glicose;
• convulsões podem ser tratadas com benzodiazepínicos;
• caso haja acidose metabólica, o uso do bicarbonato de sódio poderá ser indicado;
• a alcalinização urinária pode aumentar a excreção de salicilatos;
• em casos extremos, a hemodiálise poderá ser indicada.
CAI NA PROVA
(HAC 2011) Sonolência, miose, coma, hipotensão arterial e depressão respiratória são sintomas de intoxicação por:
A) Cocaína.
B) Salicilatos.
C) Fenotiazidas.
D) Barbitúricos.
E) Maconha.
Comentário:
Alternativa A incorreta: síndrome adrenérgica ou simpatomimética é a consequência da intoxicação por cocaína/crack e anfetaminas. 
Sintomas como taquicardia, hipertensão, agitação psicomotora, midríase, entre outros sintomas,podem estar presentes.
Alternativa B incorreta: na intoxicação por salicilatos, vômitos são característicos, além de hiperpneia e letargia, associados à acidose 
metabólica importante.
Alternativa C incorreta: a síndrome extrapiramidal é desencadeada pelo bloqueio excessivo dos receptores de dopamina D2 na via 
nigroestriatal, por antipsicóticos, como os fenotiazínicos (clorpromazina, levomepromazina, periciazina, entre outros) e cursa com sintomas 
como hipertonia, com sinal da roda dentada, tremores, distonias e discinesias.
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PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
Correta alternativa “D”
a intoxicação por agentes hipnossedativos, como barbitúricos ou benzodiazepínicos, é marcada por uma 
síndrome de depressão central, que se caracteriza por um rebaixamento global das funções neurovegetativas, com redução do nível de 
consciência ou coma, depressão respiratória, bradicardia, hipotensão e hipotermia.
Alternativa E incorreta: nos casos de intoxicação por maconha, podem estar presentes sinais e sintomas como euforia, risos, choro, 
ansiedade, fala arrastada, lentificação psicomotora, congestão conjuntival com hipersensibilidade à luz e alucinações.
5.11 INTOXICAÇÃO POR HIDROCARBONETOS 
Na intoxicação por hidrocarbonetos, como gasolina, querosene, óleo de motor, óleo mineral, vaselina, não ocorre uma absorção 
sistêmica relevante, se ingeridos por via oral. Nesses casos, o mais importante é saber o que não fazer!
Como não são absorvidos pelo trato gastrointestinal, não se deve administrar carvão ativado, não se deve re-
alizar lavagem gástrica e não se deve induzir vômitos. Caso sejam inalados, deve-se observar o surgimento de 
sintomas respiratórios e estabelecer medidas de suporte.
CAI NA PROVA
(CMC 2019) Nas intoxicações por querosene, há quadro gastrointestinal, respiratório, neurológico. Entre as medidas que deverão ser tomadas, 
está (estão):
A) Lavagem gástrica.
B) Ingestão de eméticos.
C) Oferta de carvão ativado.
D) Medidas gerais de sustentação respiratória, cardíaca, neurológica, hidratação.
Comentário:
O querosene e a gasolina são hidrocarbonetos pouco absorvidos pelo trato gastrointestinal e apresentam baixo risco de intoxicação sistêmica 
quando ingeridos. Além disso, pelo gosto desagradável, crianças intoxicadas com essas substâncias ingerem pouca quantidade.
Alternativa A incorreta: a lavagem gástrica não está indicada, pelo baixo risco de toxicidade sistêmica.
Alternativa B incorreta: indução de vômitos e qualquer outra forma de esvaziamento gástrico não estão indicadas, pois poderão causar, 
desnecessariamente, broncoaspiração, com risco de pneumonite, insuficiência respiratória e óbito.
Alternativa C incorreta: carvão ativado não é necessário, a não ser que haja em conjunto a ingestão de outra substância, com potencial de 
prejuízo sistêmico.
Correta alternativa “D” observação e suporte clínico por 6 a 12 horas são as condutas indicadas para intoxicações por que-
rosene, gasolina, óleo mineral, vaselina e óleo de motor
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O metanol é um álcool extremamente tóxico para o organismo. Essa substância pode ser encontrada em solventes, fluidos 
anticongelantes de motores e removedores de tinta, e pode causar a morte após a ingestão de apenas 100 mL. É precariamente metabolizado 
pela álcool desidrogenase, gerando formaldeído e ácido fórmico, que causam acidose metabólica, rebaixamento do sensório, convulsões, 
cegueira e podem, rapidamente, levar à morte. 
5.12 INTOXICAÇÃO POR METANOL 
Para evitar a metabolização do metanol e o surgimento de seus subprodutos tóxicos, os antídotos fomepizol 
ou etanol podem ser utilizados para saturar a álcool desidrogenase, impedindo a sua conversão. Além disso, 
medidas de descontaminação gástrica podem ser empregadas em intoxicações recentes. Hemodiálise pode ser 
indicada para os casos graves.
CAI NA PROVA
(SES – PE 2020) Uma mulher de 31 anos que trabalha como auxiliar de serviços gerais em um hospital foi trazida para a emergência com 
suspeita de intoxicação exógena. Ela tem acesso a todos os setores do hospital; os funcionários da farmácia estão levantando os estoques 
para definir a falta de algum medicamento, mas essa informação ainda não está disponível. Ao exame, ela se apresenta agitada, em aparente 
delirium, com flushing facial, pele seca, hipertermia, midríase e taquicardia. O exame do abdome demonstra ausência de ruídos hidroaéreos 
e globo vesical palpável. Eletrocardiograma mostrou alargamento do complexo QRS. Com base nos dados do exame físico, qual o provável 
agente ingerido?
A) Amitriptilina
B) Morfina
C) Diazepam
D) Metanol
E) Neostigmine
Comentário:
Correta alternativa “A”
a síndrome anticolinérgica, habitualmente causada por antidepressivos tricíclicos e atropina, entre 
outros, caracteriza-se por redução da motilidade intestinal, visão turva, boca e mucosas secas, rubor, hipertermia, disfagia, midríase, 
taquicardia, retenção e urgência urinária, estado mental de delirium (confusão mental, desorientação, ilusões, alucinações e incoerên-
cia), podendo causar, em casos graves, convulsões, falência respiratória, coma e morte.
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Correta alternativa “C”
5.13 INTOXICAÇÃO POR FERRO 
Alternativa B incorreta: a intoxicação por opioides é marcada por uma síndrome de depressão central, que se caracteriza por um 
rebaixamento global das funções neurovegetativas, com redução do nível de consciência ou coma, depressão respiratória, bradicardia, 
hipotensão e hipotermia. A miose é uma das principais características da síndrome, a intoxicação por opioides e a síndrome colinérgica 
(que também cursa com miose) são as principais síndromes cobradas em provas de Residência Médica. Naloxona é um antagonista 
opioide usado no tratamento dessa toxíndrome.
Alternativa C incorreta: a intoxicação por benzodiazepínicos causa uma redução das funções neurovegetativas, como sedação, ataxia, 
nistagmo, hiporreflexia, hipotensão, bradicardia, depressão respiratória, e pode evoluir para coma e morte. Flumazenil é a droga de 
escolha para reverter os efeitos causados pela intoxicação por benzodiazepínicos e drogas “z”.
Alternativa D incorreta: o metanol é precariamente metabolizado pela álcool desidrogenase e gera metabólitos altamente tóxicos, que 
causam, após 24 do consumo, acidose metabólica, rebaixamento do sensório, convulsões, alterações visuais, podendo levar à morte. 
Para evitar seu metabolismo e o surgimento de agentes mais tóxicos, fomepizol ou etanol podem ser utilizados para saturar a álcool 
desidrogenase.
Alternativa E incorreta: a fisostigmina e a neostigmina são carbamatos e inibidores reversíveis da acetilcolinesterase, levando à síndrome 
colinérgica, com sintomas como sialorreia, sudorese, lacrimejamento, incontinência urinária, fasciculações e miose. 
O ferro é um metal frequentemente utilizado no tratamento de condições clínicas, como anemia, ou empregado como um suplemento 
nutricional. No caso de intoxicações agudas, o ferro catalisa a formação de radicais livres que promovem danos teciduais, distúrbios de 
coagulação e sangramentos no trato digestivo.
CAI NA PROVA 
(UFMA 2016) Correlacione o agente tóxico e seu respectivo antídoto.
A) Acetaminofeno - Piridoxina. 
B) Opióides - Octreotide. 
C) Varfarina - vitamina K.
D) Organofosforado - Azul de Metileno.
E) Metemoglobinizantes - Dexferroxamin.
Comentário:
Caro aluno, vamos relembrar o “sumário” dos tóxicos-antídotos: 
Atropina- intoxicações por colinérgicos, como carbamato e organofosforados, devido ao seu efeito anticolinérgico.
Azul de metileno - é um corante que aumenta a conversão de metemoglobina em hemoglobina.
Deferoxamina - é um quelante usado nas intoxicações por ferro.
N-Acetilcisteína - antídoto do paracetamol ou acetaminofeno, por apresentar efeitos hepatoprotetores durante a intoxicação pela droga.
Naloxona - antídoto para opioides, como heroína, morfina, fentanil.
Piridoxina - pode ser utilizada nas intoxicações por isoniazida, comumente usada no tratamento da tuberculose.
Vitamina K - usada para a reversão do efeito anticoagulante da varfarina.
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Os principais sintomas da intoxicação por ferro são vômitos, diarreia e sangramentos do trato gastrointestinal. Em casos graves, pode 
ocorrer insuficiência hepática, acidose metabólica, convulsões, encefalopatia e coma.
A deferoxamina é um quelante usado nas intoxicações por ferro. O uso de carvão ativado não é útil no trata-
mento dessa intoxicação, pois não adsorve a maioria dos metais, adequadamente.
5.14 INTOXICAÇÃO POR METAIS PESADOS 
Intoxicações por metais pesados, como o arsênio, o chumbo e o mercúrio, também conhecidas como hidrargirismo, eventualmente 
podem ser cobradas nas provas de Residência.
Esses metais causam efeitos tóxicos sobre o sistema nervoso central, levam à depressão respiratória, distúrbios de coagulação e sintomas 
gastrointestinais. Particularmente, pode haver a descrição de “cólicas de chumbo”, um sinal de gravidade na intoxicação por chumbo.
Antídotos, como EDTA e o dimercaprol, também conhecido como BAL ou, ainda, antilewisita britânica, podem 
ser empregados nos casos graves.
CAI NA PROVA
25. HNMD 2014 O EDTA cálcio é indicado como antídoto na intoxicação exógena por:
A) paracetamol.
B) benzodiazepínicos.
C) metais pesados.
D) digitálicos. 
E) opiáceos. 
Comentário:
Caro aluno, vamos relembrar o “sumário” dos tóxicos-antídotos:
N-Acetilcisteína - antídoto do paracetamol, por apresentar efeitos hepatoprotetores durante a intoxicação pela droga;
Flumazenil - antídoto benzodiazepínico e drogas “z”, como o zolpidem;
EDTA - indicado nos casos de intoxicações por metais pesados, como chumbo;
Anticorpos antidigoxina - utilizados em intoxicações agudas e crônicas por digitálicos;
Naloxona - antídoto para opioides, como heroína, morfina, fentanil.
Correta alternativa “C”
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Comentário:
Alternativa A incorreta: a intoxicação por glibenclamida (antidiabético secretagogo) é caracterizada por hipoglicemia e manifesta por sintomas 
neurológicos e autonômicos (confusão, mudança de personalidade, diaforese e tremores); todavia, o achado de acidose metabólica com 
lactato aumentado não se encaixa nessa hipótese diagnóstica.
Correta alteranativa “B” a concentração normal de lactato no plasma varia de 0,5 a 1,5 mmol/L. A acidose láctica é definida como 
uma concentração de lactato plasmático superior a 4 mmol/L, mesmo na ausência de acidemia; ou seja, os níveis de lactato extrema-
mente elevados levam-nos ao diagnóstico de acidose láctica, a manifestação cardinal da intoxicação por metformina.
Alternativa C incorreta: a síndrome extrapiramidal é desencadeada pelo bloqueio excessivo dos receptores de dopamina D2, como 
após uma intoxicação por haloperidol, e cursa com sintomas como hipertonia, com sinal da roda dentada, tremores, distonia, discinesia. 
Contudo, além dos antipsicóticos, alguns medicamentos de uso clínico, como metoclopramida, cinarizina e flunarizina, também podem 
ocasionar o surgimento da síndrome, pois bloqueiam esses receptores.
Alternativa D incorreta: biperideno, uma medicação com ações anticolinérgicas, causa uma síndrome com sintomas, como confusão 
mental, hipertermia, diminuição das secreções corporais, constipação intestinal, retenção urinária, midríase, entre outros, conhecida 
como síndrome anticolinérgica.
5.15 INTOXICAÇÃO POR ANTIDIABÉTICOS E HIPOGLICEMIANTES
Existem diversas classes de medicações disponíveis para esse fim, como a insulina, biguanidas, sulfonilureias, dentre outras. Os 
principais sintomas dessa intoxicação advêm da hipoglicemia, como agitação psicomotora ou letargia, confusão mental, taquicardia, sudorese, 
convulsões e rebaixamento do nível de consciência. 
A intoxicação grave, particularmente por metformina, pode provocar acidose lática.
O tratamento é realizado com reposição de glicose, por via endovenosa. Para as intoxicações recentes, a des-
contaminação com lavagem gástrica ou com uso de carvão ativado podem ser indicadas. 
CAI NA PROVA 
(UNICAMP 2019) Mulher, 58a, é trazida ao pronto-socorro com náuseas, vômitos, epistaxe, diaforese e perda da consciência, após ter ingerido 
intencionalmente vários comprimidos. Antecedentes pessoais: diabetes mellitus tipo 2 em uso de glibenclamida e metformina e esquizofrenia 
em uso irregular de haloperidol e biperideno. Exames complementares: pH= 7,1; pO2 = 98 mmHg; pCO2 = 26 mmHg; HCO3 -= 9,9 mEq/L; 
lactato= 15mmol/L; ureia= 81,9 mg/dl; creatinina= 3,1mg/dl; sódio= 135 mEq/L; potássio= 6,6 mEq/L; cloro= 104 mEq/L; glicemia= 66 mg/
dl. TRATA-SE DE INTOXICAÇÃO POR: 
A) Glibenclamida. 
B) Metformina. 
C) Haloperidol. 
D) Biperideno. 
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5.16 INTOXICAÇÃO POR BETABLOQUEADORES
Os bloqueadores beta-adrenérgicos podem ser empregados no tratamento da hipertensão arterial sistêmica, cardiopatias, enxaqueca 
e diversos outros fins. Os principais sinais e sintomas de intoxicação por esses fármacos são hipotensão e bradicardia. Em casos graves, podem 
acontecer arritmias cardíacas, broncoespasmo, depressão respiratória, rebaixamento do nível de consciência, convulsões, hipoglicemia e 
coma.
O tratamento dos casos graves dessa intoxicação é feito com o antídoto glucagon, especialmente nos pacientes 
com bradicardia e hipotensão. O uso do bicarbonato de sódio pode ser empregado para tratar o alargamento 
do QRS e a hipotensão. Medidas de descontaminação gástrica também podem ser empregadas nos casos de 
ingestão recente do agente tóxico.
A) Flumazenil;
B) Glucagon;
C) Bicarbonato; 
D) Atropina;
E) N-acetilcisteína
(Hosp Açúcar 2014) As intoxicações agudas Exógenas são situações em que todo Médico de Família e Comunidade deve estar preparado para 
atuar. No caso de intoxicação aguda por uso de betabloqueadores, qual é o antídoto para esta condição? 
CAI NA PROVA 
Comentário:
Alternativa A incorreta: flumazenil é uma medicação utilizada na intoxicação por benzodiazepínicos, como clonazepam, diazepam e, 
também, drogas “z”, entre elas, zolpidem.
Alternativa correta “B” o glucagon, devido aos seus efeitos positivos inotrópicos, cronotrópicos e dromotrópicos, está indicado 
na intoxicação por betabloqueadores.
Alternativa C incorreta: o uso de bicarbonato está indicado para tratar efeitos cardiotóxicos e metabólicos da intoxicação por antidepressivos 
tricíclicos, como amitriptilina.
Alternativa D incorreta: atropina, um agente anticolinérgico, é útil nos casos de intoxicação colinérgica por substâncias como os carbamatos 
e os organofosforados.
Alternativa E incorreta: N-acetilcisteína é um fármaco utilizado em intoxicações por paracetamol.
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PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
Alternativa Bincorreta: o tratamento da intoxicação por cianeto é feito com hidroxicobalamina ou nitritos e tiossulfato. Ácido 
dimercaptosuccínico é um agente quelante, usado no tratamento da intoxicação por metais pesados, como arsênio, mercúrio e chumbo.
Alternativa C incorreta: na intoxicação por chumbo, usa-se quelantes, como o ácido dimercaptosuccínico. Azul de metileno é usado no 
tratamento da metemoglobinemia.
Alternativa D incorreta: na intoxicação por hipoglicemiantes orais, pode haver hipoglicemia, além de acidose metabólica, no caso de 
metformina. Nesses casos, além da glicose, pode-se utilizar bicarbonato de sódio para correção metabólica. Vitamina K1, também 
conhecida como fitomenadiona, possui propriedades anti-hemorrágicas, usada em casos de intoxicações por cumarínicos.
Alternativa E incorreta: a intoxicação por opioides, como morfina, pode ser antagonizada por naloxona. Flumazenil é o antídoto das 
intoxicações por benzodiazepínicos. 
(SMSC 2012) As assertivas abaixo correlacionam substâncias e medicamentos com os respectivos antídotos e/ou antagonistas. Assinale a 
associação CORRETA:
A) Intoxicação por betabloqueadores – glucagon. 
B) Intoxicação por cianetos – ácido dimercaptosuccínico.
C) Intoxicação por chumbo – azul de metileno.
D) Intoxicação por hipoglicemiantes orais – fitomenadiona. 
E) Intoxicação por opioides – flumazenil.
Comentário:
Correta alternativa “A” o glucagon, devido aos seus efeitos positivos inotrópicos, cronotrópicos e dromotrópicos, está indicado 
na intoxicação por betabloqueadores.
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5.17 INTOXICAÇÃO POR ANTICOAGULANTES
Anticoagulantes, como os cumarínicos e os derivados da indandiona, são utilizados tanto para fins medicinais como também estão 
presentes em rodenticidas (veneno para rato, muitas vezes chamado de “chumbinho”). A intoxicação por essas substâncias causa um potente 
antagonismo da vitamina K, levando a sangramentos, clinicamente manifestados como equimoses, hemorragias do trato digestivo, hemorragia 
subconjuntival e, até, sangramentos no sistema nervoso central. 
O antídoto para essas intoxicações é a vitamina K₁. Medidas de descontaminação gástrica podem ser adotadas 
nas intoxicações recentes.
CAI NA PROVA
(SMS – SJP 2017) Intoxicações medicamentosas são passíveis de ocorrer tanto acidental quando intencionalmente. É obrigação do médico 
ter conhecimento dos seus antídotos. Assinale qual das alternativas abaixo lista na ordem correta os antídotos dos seguintes medicamentos: 
paracetamol, opioides, benzodiazepínicos e cumarínicos.
A) Acetilcisteína, flumazenil, naloxona e vitamina K.
B) Vitamina K, flumazenil, naloxona e acetilcisteína. 
C) Vitamina K, naloxona, flumazenil e acetilcisteína. 
D) Naloxona, acetilcisteína, vitamina K e flumazenil.
E) Acetilcisteína, naloxona, flumazenil e vitamina K.
Comentário:
Vamos relembrar o “sumário” dos tóxicos-antídotos:
Flumazenil - antídoto benzodiazepínico e de drogas “z”, como o zolpidem.
N-Acetilcisteína - antídoto do paracetamol, por apresentar efeitos hepatoprotetores durante a intoxicação pela droga.
Naloxona - antídoto para opioides, como heroína, morfina, fentanil.
Vitamina K - usada para a reversão de efeito dos anticoagulantes.
Correta alternativa “E”me
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CAI NA PROVA
(UEL 2014) Lavrador de 30 anos é admitido em franca insuficiência respiratória após tentativa de suicídio. No exame clínico, o paciente 
apresenta sudorese profusa, miofasciculações, broncorreia importante, pupilas mióticas e bradicardia (45 bpm). O diagnóstico, diante deste 
quadro, é de intoxicação exógena por:
A) Carbamato.
B) Organoclorado. 
C) Organofosforado.
D) Paraquat.
E) Piretroide.
5.18 INTOXICAÇÃO POR AGROTÓXICOS
Além dos carbamatos e organofosforados, algumas bancas podem perguntar sobre outros tipos de agrotóxicos, como os organoclorados 
e os piretroides. 
Os organoclorados tiveram seu uso banido no Brasil ainda nos anos de 1980, devido à sua alta toxicidade e 
capacidade de bioacumulação. Por serem lipossolúveis, atravessam, facilmente, a barreira hematoencefálica e causam 
sintomas no sistema nervoso central. Cefaleia, tontura, confusão mental, tremores, convulsões e rebaixamento do nível 
de consciência são comuns.
Aluno do Estratégia, muita atenção aos nomes dessas substâncias, pois são muito parecidos: organofosforados, juntamente 
dos carbamatos, causam a síndrome colinérgica. Já os organoclorados causam os sintomas descritos no texto acima.
Os piretroides são derivados das piretrinas naturais, que podem ser encontradas nas flores de crisântemo. Essas substâncias são 
conhecidas por causar lesões de pele e reações alérgicas. Em casos mais graves, podem atravessar a barreira hematoencefálica e também 
causar sintomas ao SNC.
O tratamento para ambos os casos é por meio de medidas de suporte, pois não há um antídoto específico.
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Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | Junho 2022 49
Comentário:
Carbamatos e organofosforados relacionam-se, classicamente, com síndrome colinérgica e estão presentes em pesticidas. Sintomas como 
sialorreia, sudorese, lacrimejamento, alterações de ausculta pulmonar são relacionados ao aumento das secreções corporais e são típicos 
dessa síndrome, além de incontinência urinária, dentre outros. Miose costuma estar presente nessa síndrome, assim como na intoxicação 
por opioides. Além de medidas de suporte, como lavagem gástrica e uso de carvão ativado, a atropinização é capaz de reverter os sintomas 
da síndrome colinérgica.
E como podemos diferenciar uma intoxicação por carbamato e organofosforados? Na prática clínica, é muito difícil, mas algumas dicas poderão 
ajudá-lo e guiar sua decisão, durante a prova.
O efeito do carbamato é menor, pois produz inibição reversível da acetilcolinesterase, perdendo seu efeito com o passar das horas; 
diferentemente dos organofosforados, que inibem a acetilcolinesterase de maneira irreversível, levando, geralmente, a quadros mais graves, 
como aparenta ser o caso, nessa questão.
Contudo, é importante ressaltar que essa distinção é muito difícil de se realizar. Sendo assim, o manejo do paciente é idêntico.
Alternativa A incorreta: essa é uma alternativa possível, contudo não é a “melhor”.
Alternativa B incorreta: os pesticidas organoclorados são utilizados na agricultura, contudo a maioria foi proibida ou teve seu uso restrito, 
devido às suas propriedades de bioacumulação. Têm ação neurotóxica, além de atingir diversos outros órgãos, como coração, fígado, rins, 
entre outros, interferindo em processos de membrana celular. Não há antídoto específico.
Correta alternativa “C” pela insuficiência cardiopulmonar importante do paciente, denotando maior gravidade e intensidade da 
intoxicação, essa é a melhor opção. Além de garantir o suporte básico ao paciente, a atropina, que é um agente anticolinérgico, pode ser 
empregada, nesse caso.
Alternativa D incorreta: Paraquat é um herbicida com propriedades erosivas, altamente tóxico, o que causaria lesões no trato digestivo, 
com sintomas gastrointestinais importantes. Não há um antídoto específico.
Alternativa E incorreta: as piretrinas são inseticidas naturais derivadas do crisântemo e causam irritação na pele e na via aérea e reações 
de hipersensibilidade. Não há antídoto específico.Sumário dos Principais Tóxicos - Antídotos
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Sumário dos Principais Tóxicos - Antídotos
Anticoagulantes – vitamina K1
Benzodiazepínicos e drogas “z” - flumazenil
Betabloqueadores - glucagon
Cianeto - hidroxicobalamina
Metais pesados - EDTA ou BAL
Metanol - fomepizol ou etanol
Opioides – naloxona
Paracetamol – N-acetilcisteína
Síndrome anticolinérgica – fisostigmina
Síndrome colinérgica - atropina
Outros tóxicos - antídotos pouco cobrados em prova: 
• Digoxina – anticorpo antidigoxina
• Metemoglobinemia – azul de metileno
• Isoniazida – piridoxina (vitamina B6) 
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CAI NA PROVA
(SES – GO 2018) Um atendimento preciso e rápido é essencial para a ausência de sequelas quando uma criança sofre intoxicação exógena. 
Para isto, qual a correlação entre a substância tóxica e o respectivo antídoto? 
A) Benzodiazepínicos - naloxone.
B) Opiáceos - atropina.
C) Bloqueadores beta-adrenérgicos - glucagon. 
D) Organofosforados - flumazenil.
Comentário:
Vamos relembrar o “sumário” dos tóxicos-antídotos:
Atropina - intoxicações por colinérgicos, como carbamato e organofosforados, devido ao seu efeito anticolinérgico.
Flumazenil - antídoto benzodiazepínico e de drogas “z”, como o zolpidem.
Glucagon - utilizado como antídoto em intoxicações por betabloqueadores, antagonistas do canal de cálcio e antidepressivos tricíclicos.
Naloxona - antídoto para opioides, como heroína, morfina, fentanil.
Correta alternativa “C”
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lolininger
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- pralidativ
↳ angauffoclos .
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Preparei uma lista exclusiva de questões com os temas dessa aula!
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Lembrando que você pode estudar online ou imprimir as listas sempre que quiser.
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7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Manual de toxicologia clínica [recurso eletrônico] / Organizador, Kent R. Olson ; [Organizadores associados, Ilene B. Anderson ... et al.]; 
tradução: Denise Costa Rodrigues; Maria Elisabete Costa Moreira; revisão técnica: Rafael Linden. – 6. ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre 
: AMGH, 2014.
2. Manual de toxicologia clínica: Orientações para assistência e vigilância das intoxicações agudas / [Organizadores] Edna Maria Miello 
Hernandez; Roberto Moacyr Ribeiro Rodrigues; Themis Mizerkowski Torres. São Paulo: Secretaria Municipal da Saúde, 2017. 465 p.
3. Emergências psiquiátricas [recurso eletrônico] / Organizadores, João Quevedo; André F. Carvalho. – 3. ed. – Dados eletrônicos. – Porto 
Alegre : Artmed, 2014.
4. Emergências psiquiátricas / Leonardo Baldaçara ... [et al.]. - 2. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2018.
5. KAPLAN, Sadock B.J.; SADOCK, V.A. et al. Contribuições das ciências socioculturais In: Sadock, B.J., Sadock, V.A., Ruiz, P. Compêndio de 
Psiquiatria: ciência do comportamento e Psiquiatria clínica. 1 1. ed. Porto Alegre: Artmed; 2017. p. 139-45.
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8.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao fim desta aula, com esse grande grupo de transtornos psiquiátricos, muito cobrado em provas de Residência Médica pelo 
país. A Psiquiatria pode estar presente na sua prova em questões de medicina interna, como nos casos de diagnóstico diferencial de delirium, 
agitação no pronto-socorro e intoxicações exógenas. Esses transtornos também poderão ser cobrados em pediatria, com temas relacionados 
a autismo, síndrome de Down, deficit intelectual e transtorno do deficit da atenção e hiperatividade; em ginecologia e obstetrícia, com 
perguntas sobre medicações durante a gravidez ou aleitamento, blues do puerpério, depressão ou psicose puerperal. Poderão ser abordados, 
ainda, em medicina preventiva e da comunidade, em questões sobre as síndromes psiquiátricas mais comuns na população, como transtornos 
do humor, que tratamos nesta aula, transtornos ansiosos, além de esquizofrenia, demências, dependência química e TOC. É possível que 
apareçam, também, em questões relacionadas à Lei Antimanicomial, à Reforma Psiquiátrica e à História da Psiquiatria no Brasil, entre tantos 
outros temas que poderão ser cobrados.
Espero trazer, nas próximas aulas, os demais assuntos da Psiquiatria para continuarmos com nossos estudos.
Em casos de dúvidas ou sugestões, não hesite em procurar o fórum ou me mandar um e-mail, que responderei o mais rapidamente 
possível.
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Até breve, 
Professor Thales!
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♥POR CIANETO 38
5.8 TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO POR CIANETO 38
5.9 INTOXICAÇÃO POR SALICILATOS 39
5.10 TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO POR SALICILATOS 39
5.11 INTOXICAÇÃO POR HIDROCARBONETOS 40
5.12 INTOXICAÇÃO POR METANOL 41
5.13 INTOXICAÇÃO POR FERRO 42
5.14 INTOXICAÇÃO POR METAIS PESADOS 43
5.15 INTOXICAÇÃO POR ANTIDIABÉTICOS E HIPOGLICEMIANTES 44
5.16 INTOXICAÇÃO POR BETABLOQUEADORES 45
5.17 INTOXICAÇÃO POR ANTICOAGULANTES 47
5.18 INTOXICAÇÃO POR AGROTÓXICOS 48
6.0 LISTA DE QUESTÕES 52
7.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 53
8.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 54
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PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
1.0 INTRODUÇÃO
Caro aluno do Estratégia, o tema intoxicações exógenas é muito amplo, pois envolve uma infinidade de medicamentos, drogas e 
substâncias. Além disso, encontra-se numa interface entre diversas especialidades, por isso você poderá encontrar questões sobre esse 
assunto em qualquer bloco de sua prova, pois é um tema extremamente prevalente.
Aluno do Estratégia, esse é um dos temas de psiquiatria mais cobrados pelas bancas de todo o 
país e representa cerca 16% de todas as questões dessa disciplina! E é MUITO extenso, por isso, como 
explicarei de maneira detalhada a seguir, serei bem objetivo, focando no que realmente importa para 
sua aprovação, porque meu objetivo é fazer você ACERTAR QUESTÕES e entrar na Residência Médica dos 
seus sonhos!
Para que nós possamos manter o nosso foco, preparei esta aula, de maneira muito prática e direta, 
focada nas principais síndromes cobradas em provas. Para responder às perguntas, preocupe-se, apenas, 
em identificar o tóxico ou síndrome e reconhecer um tratamento adequado, especialmente se houver um 
antídoto específico. Ao preparar-se para a prova, não se preocupe em estudar doses de medicamentos ou 
abordagens clínicas muito complexas, pois não serão necessárias para responder às alternativas!
Aluno do Estratégia, antes de iniciarmos, preciso ainda explicar-lhe que questões sobre intoxicações exógenas, 
muitas vezes, aparecem “misturando assuntos” com outras matérias. Por exemplo, abordando diversos tópicos 
que se encontram nos livros de psicofarmacologia e dependência química, como efeitos colaterais e adversos 
de medicamentos, abuso de álcool e drogas, e temas de interface com a clínica médica. Nesses casos, uma 
breve leitura complementar em outros livros poderá ser sugerida!
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2.0 INTOXICAÇÕES EXÓGENAS
A palavra tóxico, vem do latim toxicum e é tudo o que 
produz efeitos nocivos no organismo de seres vivos ou que contém 
substâncias que podem culminar na doença ou morte do indivíduo. 
A toxicologia, por sua vez, é o estudo dos efeitos, em curto 
e longo prazo, dessas substâncias químicas sobre os organismos e 
o ambiente.
Uma intoxicação exógena é um conjunto de sinais e 
sintomas, agudos ou crônicos, que se manifestam quando uma 
pessoa é exposta a um tóxico.
Uma toxíndrome é um conjunto de sinais e sintomas 
característicos, que pode ser produzido por uma ou mais 
substâncias. Isto é, diversas drogas, muitas vezes de classes 
farmacêuticas diferentes, podem causar sinais e sintomas em 
comum, que caracterizam, clinicamente, uma mesma toxíndrome.
2.1 AVALIAÇÃO DAS INTOXICAÇÕES EXÓGENAS
Aluno do Estratégia, para não perdermos o foco na imensidão do assunto toxicologia, vamos direto ao ponto. Vamos focar no que 
perguntam as bancas organizadoras das provas de Residência. Dessa forma, iniciaremos a aula estudando as principais medidas gerais na 
abordagem de uma intoxicação exógena. 
A avaliação de uma intoxicação exógena nem sempre é fácil. O ambiente tumultuado de uma emergência, o desespero de amigos e 
familiares, a colaboração reduzida do paciente ou mesmo a impossibilidade de realizar uma entrevista, associados a uma grande variedade 
de síndromes, podem dificultar a rápida identificação do agente tóxico e a determinação do melhor tratamento a ser instituído.
Para isso, aqui vai uma mnemônica, os “5 Ws”:
• Who? (quem?) - Quem é o paciente, breve histórico de sua saúde, ocupação, situação social atual, tratamen-
tos médicos atuais;
• What? (o quê?) - A substância tóxica pode ser identificada? Algum acompanhante notou a falta de algum 
medicamento ou pode fornecer uma informação sobre os medicamentos aos quais o paciente tinha acesso?
• When? (quando?) - O tempo transcorrido desde a intoxicação permite à equipe determinar quais métodos 
de desintoxicação são úteis. Além disso, é possível inferir a velocidade e a intensidade dos efeitos tóxicos sobre 
o paciente;
• Where? (onde?) – No local da intoxicação podem ser encontradas cartelas de medicamentos vazias, seringas, 
drogas ou outras substâncias. Além disso, no local pode haver uma carta de despedida com informações rele-
vantes; 
• Why? (por quê?) – Identificar a causa e a motivação é útil para indicar os cuidados necessários, tais como 
avaliação psiquiátrica nos casos de tentativa de suicídio, por exemplo.
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3.0 MEDIDAS GERAIS
3.1 DESCONTAMINAÇÃO DE SUPERFÍCIES
Muitos tóxicos podem ser absorvidos pelo contato com a 
pele e mucosas. Nesses casos, o paciente precisa ter suas roupas 
removidas e a pele deve ser lavada com água ou soro fisiológico. 
Substâncias corrosivas devem ser, cuidadosamente, retiradas 
do corpo do paciente, evitando um agravamento das lesões. A 
“neutralização química”, por exemplo, que consiste em tratar uma 
intoxicação ácida com uma substância básica, não é recomendada.
Em caso de contato com os olhos, deve ocorrer a lavagem 
com pelo menos 1 litro de soro fisiológico ou água corrente em cada 
olho. Se necessário, pode ser administrado um colírio anestésico 
antes da descontaminação. Assim que possível, o paciente deve ser 
avaliado por um oftalmologista.
Nos casos em que acontece inalação de fumaça, aerossóis ou vapores, o paciente deve ser observado e receber medidas de suporte. 
Sinais de alarme podem ser representados por queimadura de pelos da face, voz rouca, edema de vias aéreas e alterações na ausculta 
pulmonar ou esforço respiratório. 
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Sempre que a banca citar comprometimento da perviedade da via aérea, depressão 
cardiorrespiratória grave ou uma escala de Glasgow menor do que 9, considere a opção em que o 
paciente seja intubado.
3.2 DESCONTAMINAÇÃO GASTRINTESTINAL
A descontaminação gástrica é um método que visa retirar do organismo o agente tóxico que foi ingerido, antes que aconteça a absorção 
sistêmica. Seu emprego é limitado a até duas horas após a ingestão, mas, preferencialmente, deve ser realizado antes de 60 minutos. A 
descontaminação gástrica poderá ser feita por meio de indução de vômitos, lavagem gástrica e carvão ativado.
• Indução de vômitos: é um tratamento com poucas 
indicações atualmente, pois o uso do carvão ativado é muito mais 
seguro e eficaz. Apesar disso, pode ser realizada em situações pré-
hospitalares, quando os cuidados médicos ainda podem demorar 
para começar. Xarope de ipeca, um alcaloide com propriedades 
emetogênicas, pode ser utilizado nessas situações, entretanto seu 
emprego pode provocar broncoaspirações e piorar o quadro clínico.
Contraindicações: pacientes sedados ou convulsivos. 
Ingestão de agentes corrosivos.• Lavagem gástrica: é um procedimento que consiste em 
inserir uma sonda nasogástrica de grosso calibre no paciente 
e, por meio dela, infundir soro fisiológico no seu estômago e 
aspirar o seu conteúdo, repetindo-se a operação várias vezes. Sua 
utilização implica em riscos de perfuração do trato digestivo e 
broncoaspiração.
Contraindicações: ingestão de agentes corrosivos, 
hematêmese ou varizes esofagianas. Em pacientes sedados ou 
convulsivos, a via aérea deve estar protegida.
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Carvão ativado em dose múltipla: pode ser útil no tratamento de intoxicação por medicamentos, como fenobarbital, dapsona 
e carbamazepina. 
Caro aluno, esse método é o mais efetivo disponível nos dias de hoje, porém algumas substâncias são pouco adsorvidas 
pelo carvão ativado, como o lítio, etanol, cianeto, ácidos, álcalis e metais pesados.
3.3 OUTRAS MEDIDAS DE ELIMINAÇÃO DE TOXINAS
• Alcalinização urinária: emprega-se bicarbonato de sódio com o objetivo de manter o pH urinário maior que 7,5, a fim de facilitar a 
formação de sal e impedir a reabsorção renal. Pode ser útil nas intoxicações por fenobarbital e salicilatos;
• Hemodiálise: é um método utilizado em pacientes com quadros graves, que não responderam, adequadamente, ao suporte e 
medidas clínicas. As principais características para que um tóxico seja dialisável são:
• Peso molecular menor do que 500 daltons;
• Volume de distribuição baixo;
• Hidrossolubilidade;
• Pouca ligação com proteínas plasmáticas.
• Carvão ativado: é um pó obtido de matéria orgânica, que 
possui poros capazes de adsorver e neutralizar muitas toxinas, 
reduzindo sua absorção sistêmica. Pode ser ingerido por via oral ou 
introduzido por meio de sonda gástrica. Atualmente, é considerado 
o método de descontaminação gástrica mais seguro e eficaz. 
Apesar disso, pode causar impactação intestinal e vômitos. Para os 
pacientes que precisarão de uma endoscopia de emergência, seu 
uso pode prejudicar a visibilidade do exame.
Contraindicações: em pacientes sedados ou convulsivos, a 
via aérea deve estar protegida. Fonte: Shutterstock 
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o carvão ativado deve ser utilizado, preferencialmente, até 60-120 minutos após a ingestão do tóxico, 
antes da absorção sistêmica.
CAI NA PROVA
(UNESP 2010) A administração de carvão ativado em pacientes com intoxicação exógena deve ser realizada:
A) durante o atendimento pré-hospitalar.
B) diante de intoxicação por metais pesados, organofosforados e antidepressivos tricíclicos.
C) na primeira hora do atendimento de intoxicação por barbitúricos e tricíclicos.
D) por meio de tubo nasoenteral. seguido de uso de catárticos.
E) somente se houver grave alteração do nível de consciência (glasgow inferior a 6).
Comentário:
Alternativa A incorreta: a administração do carvão ativado deve, preferencialmente, ser realizada em ambiente hospitalar, pois nenhuma 
medida deve atrasar o transporte e a chegada ao hospital. Nos casos de uso pré-hospitalar, o paciente precisa estar alerta e cooperativo.
Alternativa B incorreta: na intoxicação por metais pesados, essas substâncias são pouco adsorvidas pelo carvão.
Correta alternativa “C”
Alternativa D incorreta: a sonda deve ser nasogástrica ou o carvão pode ser administrado por via oral. O uso de catárticos é polêmico e 
ainda sem evidências consistentes sobre sua eficácia.
Alternativa E incorreta: o carvão ativado pode ser utilizado em pacientes com rebaixamento do sensório, desde que seja realizada a 
proteção adequada da via aérea.
(FAMEMA 2019 Mulher, 71 anos, com antecedente conhecido de doença psiquiátrica, segundo familiares, é levada ao pronto atendimento 
após ter sido encontrada em casa, há cerca de cinco horas, com confusão mental acentuada e sinais de que havia vomitado e apresentado 
episódios de diarreia. Foram encontradas, espalhadas pelo chão da casa, cartelas de lítio. Exame físico: regular estado geral, desidratada 
++/4+, acianótica, anictérica, afebril e eupneica em ar ambiente; PA = 120 x 60 mmHg; FC = 99 bpm; glicemia capilar = 112 mg%. No exame 
neurológico, a paciente está sonolenta, confusa, com desorientação temporoespacial, sem deficit neurológicos focais, mas apresentando 
tremores grosseiros de extremidades, clônus e hiper-reflexia. Exames laboratoriais: creatinina = 1,72 mg/dL; ureia = 78 mg/dL; sódio = 147 
mEq/L; potássio = 4,9 mEq/L; bicarbonato sérico = 19 mEq/L. Assinale a alternativa que apresenta a conduta terapêutica correta.
A) Carvão ativado.
B) Lavagem gástrica.
C) Alcalinização da urina.
D) Hemodiálise.
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Comentário: 
A descontaminação gástrica, seja com a indução de vômitos, seja com lavagem, pode ser utilizada. Contudo, são métodos pouco precisos e 
pouco confiáveis. Além disso, essas abordagens só devem ser indicadas em intoxicações recentes, preferencialmente, com menos de duas 
horas da ingestão, antes da absorção das substâncias e/ou esvaziamento gástrico.
Alternativa A incorreta: em pacientes comatosos ou convulsivos, a lavagem gástrica deve ser precedida da proteção da via aérea.
Alternativa B incorreta: em pacientes com história de varizes esofágicas, há o risco de perfuração durante o procedimento. 
Alternativa C incorreta: a lavagem gástrica deve ser evitada em intoxicações por substâncias corrosivas, devido ao risco de broncoaspiração.
Correta alternativa “D” a ingesta recente de comprimidos em grande quantidade pode ser beneficiada pela descontaminação 
gástrica, que pode retirar do estômago, uma parte considerável das cápsulas ainda intactas.
Comentário:
Alternativa A incorreta: carvão ativado não adsorve o lítio.
Alternativa B incorreta: após mais de cinco horas, o lítio já foi absorvido, sendo a descontaminação gástrica pouco útil.
Alternativa C incorreta: a alcalinização urinária não aumenta a eliminação renal de lítio como faz com os salicilatos.
Correta alternativa “D” hemodiálise é a terapia de escolha para intoxicações graves por lítio e deve ser estabelecida o quanto 
antes.
(SISE 2017) Em casos de intoxicações exógenas, intencionais ou não, a lavagem gástrica é um procedimento bastante útil, por facilitar a 
remoção do agente tóxico. Qual das alternativas abaixo NÃO consiste em contraindicação a este procedimento: 
A) Escala de Glasgow igual ou menor que 8 em pacientes não entubados. 
B) B) Histórico de varizes esofágicas.
C) Ingesta de solventes.
D) Ingesta de grande volume de comprimidos.
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4.0 PRINCIPAIS TOXÍNDROMES
4.1 SÍNDROME ADRENÉRGICA
A síndrome adrenérgica (SA) é desencadeada por um aumento intenso do tônus simpático, por meio da ação de catecolaminas, 
como a adrenalina, a noradrenalina e a dopamina. A SA, portanto, é considerada uma síndrome simpatomimética, ou seja, ocorre um uma 
mimetização de efeitos do sistema nervoso autônomo simpático, causada pela hiperestimulação catecolaminérgica.
Drogas, como anfetaminas, cocaína e seu derivado em forma de “pedra”, chamado de crack, podem 
desencadear a síndrome adrenérgica e são as mais relevantes para a nossa preparação para as provas de Residência 
Médica. 
A cocaína e o crack causam, ainda, efeitos anestésicos devido à sua ação que bloqueia os canais de sódio nas fibrasnervosas. 
Essa mesma ação sobre os canais de sódio também produz efeitos cardiotóxicos, que podem causar uma depressão na condução 
cardíaca, prolongamento do QRS e provocar arritmias potencialmente graves.
Existem, ainda, muitos medicamentos que também podem desencadear a síndrome adrenérgica, como os antidepressivos inibidores 
da monoaminoxidase (IMAO); xantinas, como a aminofilina, a cafeína e a teofilina; descongestionantes nasais que possuem, em sua fórmula, 
derivados da efedrina, como a pseudoefedrina ou fenilefrina e agonistas dopaminérgicos.
4.2 QUADRO CLÍNICO DA SÍNDROME ADRENERGÉTICA
Os principais sintomas clínicos dessa toxíndrome são causados pela estimulação excessiva do SNC e sistema nervoso simpático, como 
agitação psicomotora, euforia, taquicardia, hipertensão, hipertermia, sudorese excessiva, hiperreflexia, midríase, cefaleia, náuseas e vômitos. 
CAPÍTULO
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4.4 TRATAMENTO DA SÍNDROME ADRENÉRGICA
• hidratar e corrigir hipertermia; 
• caso haja alargamento do QRS, o uso do bicarbonato de sódio poderá ser indicado.
• Não existem antídotos específicos para a síndrome adrenérgica.
O bicarbonato de sódio reage com íons de hidrogênio para corrigir a acidez e produzir alcalemia. 
Do ponto de vista cardiovascular, a entrada de íons de sódio do bicarbonato e a correção do pH podem 
reverter efeitos de depressão de membrana dependentes de canal de sódio. Suas principais indicações 
são para os casos em que há alargamento do QRS>100 ms, hipotensão ou arritmias ventriculares.
Para os pacientes que apresentam agitação psicomotora, agressividade ou sintomas psicóticos, a 
medicação de primeira escolha é um benzodiazepínico. Haloperidol, um antipsicótico típico, pode 
ser utilizado nos pacientes que não responderam ao benzodiazepínico. Mas, cuidado! Antipsicóti-
cos podem precipitar episódios convulsivos.
Em casos graves, podem ocorrer arritmias cardíacas, dor torácica, infarto agudo do miocárdio (IAM), rebaixa-
mento agudo no nível de consciência, sintomas psicóticos, convulsões, rabdomiólise (por excitação motora), 
insuficiência renal aguda, acidente vascular encefálico e morte do indivíduo.
4.3 DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME ADRENÉRGICA
O diagnóstico da síndrome adrenérgica é clínico, baseado nos sintomas característicos da toxíndrome. Caso a descrição da questão 
ainda traga dados, como marcas de agulhas nos braços, que indicam injeções de droga endovenosas; lesões de septo nasal, típicas dos 
indivíduos que aspiram cocaína; ou, ainda, marcas escurecidas ou queimaduras nas pontas dos dedos, causadas ao acender cachimbos de 
crack, o diagnóstico torna-se ainda mais provável. 
Aluno do Estratégia, fique atento: dor torácica ou infarto agudo do miocárdio em pacientes jovens e sem 
histórico prévio de cardiopatia elevam a suspeita dessa toxíndrome.
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O uso de benzodiazepínicos, pelo fato de causarem sedação e reduzirem a excitação do paciente, também promove a redução da 
pressão arterial, melhora a taquicardia e previne episódios convulsivos e a rabdomiólise. 
Caso a hipertensão arterial não seja controlada com o uso de benzodiazepínicos, poderão ser empregadas drogas, como antagonistas 
dos canais de cálcio ou nitratos.
O uso de betabloqueadores deve ser evitado na vigência de uma intoxicação adrenérgica aguda, 
pois pode agravar a hipertensão arterial e causar uma vasoconstrição arterial coronariana. Isso ocorre 
pelo aumento do tônus adrenérgico nos receptores alfa sem a contraposição dos receptores beta, 
caracterizando um quadro conhecido como “hipertensão paradoxal”.
Sí
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A
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Causa: aumento da recaptação de
monomina.
Paciente “estimulado”: Agitação,
Hipertensão, taquicardia,
hipertermia, sudorese, midríase.
Principais causas para a prova:
cocaína, crack, e anfetaminas
Tratamento medicamentoso à base
de benzodiazepínicos.
Não há antídoto.me
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Comentário:
Correta alternativa “A”
a intoxicação por estimulantes, como as anfetaminas e a cocaína/crack, que agem por meio da ação 
das catecolaminas, leva a sintomas, como hipertensão, hipertermia, agitação, midríase, tremores, alterações de ritmo cardíaco, dentre 
outros, numa síndrome chamada de adrenérgica. Não há antídoto específico, sendo as medidas de suporte o manejo adequado. Benzo-
diazepínicos podem ser utilizados para sintomas de agitação e ansiedade.
Alternativa B incorreta: nas intoxicações por opioides, os sintomas são muito semelhantes e envolvem, também, uma depressão do 
sistema nervoso central. Contudo, a miose é a mais significativa característica da intoxicação por opioides e, muitas vezes, é descrita como 
em “cabeça de alfinete’’. Naloxona é o antídoto nesses casos.
Alternativa C incorreta: a intoxicação por benzodiazepínicos causa sedação, hiporreflexia, ataxia, hipotensão, bradicardia, depressão 
respiratória e pode evoluir para coma e morte. Flumazenil é a droga de escolha para reverter os efeitos causados pela intoxicação por 
benzodiazepínicos e drogas “z”, como o zolpidem.
Alternativa D incorreta: a intoxicação por barbitúricos, assim como por benzodiazepínicos, causa uma redução das funções neurovegetativas, 
como sedação, hiporreflexia, hipotensão, bradicardia, depressão respiratória e pode evoluir para coma e morte.
Alternativa E incorreta: a heroína é um opioide que apresenta uma toxíndrome idêntica à da codeína e demais opioides, como morfina, 
fentanil, tramadol, entre outros.
(SES – DF 2014) Acerca dos sinais e sintomas do uso de drogas, julgue o item a seguir: pupilas dilatadas, taquicardia, hipertensão e hipertermia 
indicam a possibilidade do uso abusivo de cocaína. 
A) CERTO.
B) ERRADO.
CAI NA PROVA
(FBHC 2016) Um jovem de 21 anos é trazido ao setor de emergência com quadro de inquietação, disforia, insônia, sudorese profusa, náuseas, 
vômitos, midríase, frequência cardíaca e pressão arterial elevadas, e precordialgia. Diante do quadro clínico, o paciente deve apresentar 
intoxicação por:
A) Cocaína;
B) Codeína;
C) Clonazepam;
D) Fenobarbital;
E) Heroína.
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Comentário: 
Correta alternativa “A” Na intoxicação adrenérgica, típica por uso de cocaína, que é uma droga estimulante, estão presentes, 
normalmente, hiperreflexia, hipertermia, hiperglicemia, midríase, aumento da pressão arterial, elevação de batimentos cardíacos, su-
dorese, tremores, convulsões, entre outros sintomas.
(SUS – SP 2019) Lactente, 3 meses, chega à Emergência agitado, irritado e com quadro de choro inconsolável. Ao exame físico apresenta-se 
choroso e sudoreico com FC: 190 bpm e T: 38,6 °C. O exame neurológico mostrou hiperreflexia global e pupilas midriáticas. A mãe refere que 
criança apresentava muitas cólicas, refluxo com vômitos e com o nariz escorrendo, sendo medicada para todas essas situações. Avó conta que 
ontem passou o dia com ela e que sua casa havia sido dedetizada recentemente. Os sinais e sintomas pode ser decorrentes de intoxicação 
medicamentosa. O medicamento que mais provavelmente causou estes sintomas foi: 
A) nafazolina.
B) anti-histamínico.
C) metoclopramida.
D) escopolamina.
E) pesticida.
Comentário: 
O jovem paciente apresenta sintomas de intoxicação adrenérgica, típicapor uso de cocaína, anfetaminas e drogas estimulantes. Contudo, 
nesse caso, a nafazolina, que é uma medicação de ações alfa-adrenérgicas, usada como “descongestionante nasal” deve ter sido a 
“culpada”. Nessa intoxicação, estão presentes, normalmente, hiperreflexia, hipertermia, hiperglicemia, midríase, aumento da pressão 
arterial, elevação de batimentos cardíacos, sudorese, tremores, convulsões, entre outros sintomas.
Correta alternativa “A” a nafazolina é uma substância com propriedades adrenérgicas, que pode estar presente em desconges-
tionantes nasais. É a provável responsável pela síndrome adrenérgica que enfermou o pequeno paciente.
Alternativa B incorreta: assim como na intoxicação por agentes tricíclicos, os anti-histamínicos possuem forte ação anticolinérgica, com 
sintomas, como diminuição das secreções corporais, constipação intestinal, retenção urinária, midríase, entre outros, conhecida como 
síndrome anticolinérgica. Além disso, também possuem propriedades sedativas, pelo efeito anti-histamínico.
Alternativa C incorreta: metoclopramida, um medicamento com ações antidopaminérgicas, usado para tratamento de náuseas e vômitos, 
pode desencadear a síndrome extrapiramidal, com sintomas parkinsonianos, como tremores, discinesia, distonia, rigidez muscular, entre 
outros. Para o tratamento agudo, podemos usar medicamentos com potencial anticolinérgico para alívio dos sintomas, como o biperideno.
Alternativa D incorreta: escopolamina, um medicamento com ação antiespasmódica, usado em cólicas intestinais, tem forte ação 
anticolinérgica.
Alternativa E incorreta: “pesticidas” podem ser representados por um leque imenso de substâncias, como os carbamatos e os 
organofosforados, com fortes efeitos colinérgicos, como sialorreia, sudorese, lacrimejamento, alterações de ausculta pulmonar, que são 
relacionados ao aumento das secreções corporais e típicos dessa síndrome, além de incontinência urinária, miofasciculações e miose.
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O acúmulo de acetilcolina pode causar efeitos diretos no sistema nervoso central, causando sintomas, como agitação psicomotora, 
cefaleia, tonturas, convulsões e rebaixamento do nível de consciência. Além disso, nessa toxíndrome, os efeitos colinérgicos mais relevantes 
e predominantes (especialmente para responder às questões das provas) são os muscarínicos.
• Efeitos muscarínicos: espasmo brônquico com hipersecreção brônquica, salivação excessiva, lacrimejamento, sudorese, 
vômitos, diarreia, aumento da diurese, miose e bradicardia;
• Efeitos nicotínicos: fasciculações ou tremores e fraqueza muscular. 
Os principais agentes envolvidos nessa toxíndrome são os pesticidas do tipo carbamato e organofosforado 
(OF). Essas substâncias representam um grupo com milhares de agentes químicos, estruturalmente relacionados 
com uso difundido, intensamente, em nosso país. Além disso, também podem estar presentes em diversos outros 
produtos, como agrotóxicos, inseticidas domésticos, rodenticidas e algumas medicações. 
Aluno do Estratégia, existem pequenas diferenças entre os carbamatos e os organofosforados, que podem 
ser questionadas na sua prova:
• Carbamatos: inibem, de maneira temporária e reversível, a ação da acetilcolinesterase, com efeitos geral-
mente inferiores a 24 horas. Atravessam menos intensamente a barreira hematoencefálica e, portanto, causam 
menos efeitos centrais.
• Organofosforados: estabelecem uma ligação forte e duradoura com a acetilcolinesterase. São extrema-
mente lipossolúveis, o que permite uma rápida passagem pela barreira hematoencefálica, causando efeitos 
mais proeminentes sobre o sistema nervoso central. Também, pela lipossolubilidade, depositam-se no tecido 
gorduroso, causando uma intoxicação prolongada, conhecida como “síndrome intermediária”.
4.5 SÍNDROME COLINÉRGICA
A síndrome colinérgica, também conhecida como síndrome anticolinesterásica, é causada pela inibição da acetilcolinesterase, enzima 
responsável pela degradação da acetilcolina. Com o acúmulo da acetilcolina, há o aumento do tônus colinérgico no sistema nervoso central, 
periférico e autônomo, devido à hiperestimulação dos receptores muscarínicos e nicotínicos.
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4.6 QUADRO CLÍNICO DA SÍNDROME COLINÉRGICA
Aluno do Estratégia, para a sua prova, quando o enunciado descrever um paciente “molhado e miótico”, 
ou seja, um paciente suando, salivando, urinando, com diarreia e broncorreia, a banca estará dizendo que o 
diagnóstico é esse. Caso ainda seja descrito um “cheiro de alho”, típico de algumas substâncias dessa classe, o 
diagnóstico é certo!
Outra dica muito valiosa que pode ser posta em prática na sua prova é a seguinte: das principais toxíndromes 
que estudaremos, apenas duas cursam, tipicamente, com miose: síndrome colinérgica e síndrome narcótica 
dos opioides. Para diferenciar, rapidamente, as duas, lembre-se: paciente molhado e miótico (“paciente MM”) = 
síndrome colinérgica. Outra dica é atentar no contexto do enunciado, pois, muitas vezes, a banca cita um ambiente 
rural ou um trabalhador do meio agrícola.
Nessa toxíndrome, o maior risco à vida do paciente é a combinação de broncoespasmo, broncorreia 
e fraqueza muscular da caixa torácica. Por isso, muita atenção aos sintomas de insuficiência respiratória, 
pois é isso que vai causar a morte do seu paciente, caso não seja tratado adequadamente. 
4.7 DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME COLINÉRGICA
O diagnóstico dessa toxíndrome é clínico e dispensa qualquer exame complementar para o início do tratamento. A história clínica do 
paciente, muitas vezes, com origem no meio rural ou um trabalhador do ramo agrícola, é uma importante pista desse diagnóstico. 
4.8 TRATAMENTO DA SÍNDROME COLINÉRGICA 
• descontaminação: se o contato com o agente tóxico tiver 
ocorrido por exposição cutânea, retirar toda a roupa do paciente 
e lavar sua pele com água abundante. Em caso de exposição dos 
olhos, deve-se irrigá-los com soro fisiológico;
• nos casos de ingestão do agente tóxico há menos de uma 
hora, a lavagem gástrica e o uso do carvão ativado podem ser 
indicados;
• aplicação do antídoto específico atropina, por via 
endovenosa, em doses escalonadas:
Entre 1 mg a 5 mg de atropina deve ser aplicado a cada cinco 
minutos, dobrando a dose em cada aplicação, com intervalos entre 
cinco a dez minutos, até que se obtenha o controle da broncorreia; 
• outro antídoto que pode ser utilizado nessa toxíndrome, 
em casos graves, é a pralidoxima, uma oxima que reativa a ação 
das enzimas que degradam a acetilcolina, reduzindo os efeitos 
muscarínicos e nicotínicos. 
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Apesar disso, os benefícios desse antídoto ainda parecem ser inconclusivos e estão associados ao risco de 
arritmias cardíacas. Por esse motivo, seu emprego deve ficar reservado aos casos graves de intoxicação por OF, já 
que a inibição da acetilcolinesterase causada pelos carbamatos é menos intensa e temporária.
• Caso seja necessário, trate a pneumonite aspirativa com antibióticos de amplo espectro.
• Convulsões e fasciculações podem ser tratadas com benzodiazepínicos.
Aluno do Estratégia, é muito comum que as bancas perguntem sobre a reversão dos efeitos da 
síndrome colinérgica com o uso da atropina. Nesses casos, para a sua prova, não se preocupe com as 
doses e, sim, com a ação desse antídoto.
• É considerada uma “atropinização adequada” quando se atinge o controle da broncorreia, 
promovendo-seuma melhora do broncoespasmo e da oxigenação tecidual, e o controle da sudorese 
excessiva, ficando o paciente com a pele seca e a face ruborizada. 
• A melhora da miose não é parâmetro de atropinização, pois ela pode demorar a ocorrer, assim 
como a melhora das fasciculações, que são causadas por efeitos nicotínicos.
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CAI NA PROVA
(SMS – CURITIBA 2019) Em unidade de pronto atendimento, dá entrada paciente vítima de tentativa de suicídio por ingesta de substâncias. 
Paciente apresenta-se comatoso com pupilas mióticas, bastante sudoreico, com episódios de diarreia e com importante dispneia. À ausculta, 
roncos difusos em pulmão, PA = 100 x 60 mmHg, FC = 42 bpm ao monitor em ritmos sinusal. Escolha a melhor alternativa sobre os sintomas 
e o agente mais provável:
A) Pelos sintomas em sistema nervoso central, a intoxicação mais provável é por opioides com sintomas colinérgicos secundários.
B) Trata-se de síndrome adrenérgica provavelmente relacionada à ingestão de antidepressivo tricíclico.
C) Os sintomas são condizentes com síndrome colinérgica provocada por inibidores de colinesterase como carbamato (“chumbinho”).
D) Trata-se de síndrome adrenérgica provavelmente relacionada à ingestão de anfetaminas. 
Comentário: 
Alternativa A incorreta: tanto carbamatos como organofosforados são lipossolúveis e penetram, amplamente, no sistema nervoso central, 
provocando efeitos neurotóxicos, que são descritos, como sudorese, diarreia e bradicardia, típicos das drogas colinérgicas.
Alternativa B incorreta: a intoxicação por drogas, como cocaína, crack e anfetaminas, pode desencadear a síndrome adrenérgica, 
com sintomas, como agitação, taquicardia, hipertensão e midríase. Antidepressivos tricíclicos causam uma síndrome com sintomas, 
como diminuição das secreções corporais, constipação intestinal, retenção urinária, midríase, entre outros, conhecida como síndrome 
anticolinérgica.
Correta alternativa “C”
os efeitos dos carbamatos e organofosforados são causados por inibir a acetilcolinesterase, que leva a 
um aumento das ações colinérgicas, culminando com a síndrome colinérgica. A insuficiência respiratória é a principal causa de mortes 
nessas intoxicações.
Alternativa D incorreta: Como descrito na opção B, sintomas da síndrome adrenérgica não são compatíveis.
(HIAE 2020) Uma criança de 3 anos, previamente saudável, é levada ao pronto-socorro com queixa de sonolência. Pai acha que a criança 
ingeriu algum dos remédios que tem em casa, mas não sabe afirmar o nome de nenhum deles. Ao exame físico, a criança estava com Glasgow: 
12, miose puntiforme, sialorreia, bradicárdia (FC: 62 bpm), pulsos periféricos firmes, sibilos expiratórios difusos e pele avermelhada. Dentre 
as alternativas abaixo, a medicação mais indicada para o quadro descrito é:
A) Atropina, 0,02 mg/kg, intravenosa.
B) Naloxone, 0,5 mg/kg, intramuscular.
C) Flumazenil, 0,01 mg/kg, intravenoso.
D) Adrenalina, 0,1 mg/kg, intravenosa.
E) Diazepam, 0,2 mg/kg, intravenoso.
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Alternativa correta “A”
atropina é o antídoto para intoxicações colinérgicas, como carbamatos e organofosforados.
Alternativa B incorreta: naloxona é indicado como antídoto para intoxicações graves por opioides.
Alternativa C correta: flumazenil é a droga de escolha para reverter os efeitos causados pela intoxicação por benzodiazepínicos e drogas 
“z”, como o zolpidem.
Alternativa D incorreta: adrenalina pode ser utilizada em casos de choque anafilático.
Alternativa E incorreta: diazepam pode ser usado nos casos de tratamento e profilaxia de convulsões.
(CEREM 2016) Jovem depressivo de 24 anos de idade é encontrado com carta de despedida, desacordado e com frasco de vidro aberto na 
mão. Aparentemente, quadro de tentativa de suicídio por tóxico. Quadro clínico demonstra evacuação, miose, salivação e cheiro muito forte. 
Sua ausculta demonstra muitos roncos e estertores bolhosos. Assim, podemos ter como hipótese e antídoto o contido em uma alternativa. 
Assinale-a.
A) Carbamato com antídoto atropina.
B) Organofosforado com antídoto específico carvão ativado. 
C) Paraquat com fluimucil de antídoto.
D) Paracetamol com flumazenil.
Correta alternativa “A”
as manifestações clínicas são compatíveis com a síndrome colinérgica e a reversão dos sintomas pode 
ser obtida com atropina, uma medicação com ação anticolinérgica. Em casos graves, pralidoxima também poderá ser utilizada para reati-
var a enzima acetilcolinesterase, responsável por degradar a acetilcolina, presente em excesso nessa síndrome.
Alternativa B incorreta: organofosforados possuem o mesmo perfil de ação dos carbamatos, inibindo a enzina acetilcolinesterase e 
provocando o aumento das ações colinérgicas, responsáveis pelos sintomas. Nesse caso, a atropinização é a estratégia a ser empregada. O 
uso de carvão ativado pode ser útil em intoxicações recentes, preferencialmente, abaixo de duas horas após a ingestão do tóxico.
Alternativa C incorreta: Paraquat é um herbicida com propriedades erosivas, altamente tóxico, que causaria lesões no trato digestivo, 
com sintomas gastrointestinais importantes. Não há um antídoto específico. Fluimucil® é um nome comercial da n-acetilcisteína, antídoto 
para intoxicações por paracetamol.
Alternativa D incorreta: imediatamente após superdosagem aguda por paracetamol, os principais sintomas são anorexia, náuseas e 
vômito. De um a dois dias depois, a insuficiência hepática torna-se evidente, podendo estar associada à insuficiência renal e acidose 
metabólica, sendo n-acetilcisteína o antídoto correto. Flumazenil é o antídoto para intoxicações por benzodiazepínicos, como midazolam 
e drogas “z”, como o zolpidem.
4.9 SÍNDROME ANTICOLINÉRGICA 
A síndrome anticolinérgica é o resultado da intensa ação anticolinérgica muscarínica em diversos sistemas orgânicos, especialmente, 
no sistema nervoso central, no sistema digestório e no sistema cardiovascular. Essa toxíndrome é causada por inúmeros fármacos e toxinas, 
com destaque para os antidepressivos tricíclicos, antialérgicos anti-histamínicos, antiespasmódicos, relaxantes musculares e antipsicóticos 
de baixa potência, como a clorpromazina.
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4.10 QUADRO CLÍNICO
Os principais sintomas dessa toxíndrome são taquicardia, alargamento do intervalo QRS, boca seca, pele seca, hipertermia, que, 
em geral, é causada pela incapacidade de dissipar o calor do corpo, constipação intestinal, retenção urinária e midríase. Em casos graves, 
ocorrem sintomas, como alucinações, delirium, alteração no nível de consciência, convulsões, arritmias cardíacas, acidose metabólica, choque 
e parada respiratória. Particularmente, na intoxicação por antidepressivos tricíclicos, pode haver ainda hipotensão, causada por bloqueio 
alfa-adrenérgico.
Aluno do Estratégia, você pode perceber que essa toxíndrome é, praticamente, oposta à síndrome colinérgica, não é mesmo? 
Note que na síndrome anticolinérgica o paciente está “seco e midriático”, enquanto na SC o paciente está “molhado e miótico”. 
4.11 DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME ANTICOLINÉRGICA
Assim como nas demais toxíndromes, o diagnóstico é clínico e baseado nos achados do exame físico, compatíveis com a SAC, e na 
história do paciente. Muito frequentemente, a intoxicação por antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos está associada à tentativa de suicídio. 
Portanto, ao coletar a história clínica desses pacientes,devemos atentar nas pistas, como histórico de tratamento psiquiátrico ou de doenças 
mentais, especialmente na presença de alargamento de QRS.
4.12 TRATAMENTO DA SÍNDROME ANTICOLINÉRGICA
• hidratar e corrigir hipertermia com medidas de resfriamento 
do corpo;
• caso haja alargamento do QRS ou acidose metabólica, o 
uso do bicarbonato de sódio poderá ser indicado;
• convulsões podem ser tratadas com benzodiazepínicos;
• o antídoto chamado fisostigmina é um carbamato e pode 
ser utilizado em casos de SAC graves, especialmente nos pacientes 
com sintomas de delirium e psicose. Contudo, conforme defendido 
por alguns protocolos clínicos recentes, a fisostigmina deve ser 
evitada quando a intoxicação for causada, predominantemente, 
por antidepressivos tricíclicos, pelo risco de causar arritmias graves. 
A neostigmina, outro carbamato, não penetra intensamente a 
barreira hematoencefálica e não deve ser utilizada, rotineiramente, 
no tratamento da SAC.
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Prof. Thales Thaumaturgo | Curso Extensivo | Junho 2022 24
PSIQUIATRIA Intoxicações Exógenas
A carbamazepina, um anticonvulsivante e estabilizador do humor, causa uma toxíndrome semelhante à 
SAC, devido aos seus efeitos anticolinérgicos proeminentes. A ataxia cerebelar é um sintoma típico da intoxicação 
por carbamazepina, que se beneficia pelo uso de doses repetidas de carvão ativado.
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 CAI NA PROVA
(SCML 2017) Qual das intoxicações abaixo comumente cursa com midríase e com mínima resposta à luz? 
A) Carbamato. 
B) Organofosforado. 
C) Beta bloqueador. 
D) Antidepressivo tricíclico. 
Comentário: 
Alternativa A incorreta: a intoxicação por carbamato leva à síndrome colinérgica, causando miose.
Alternativa B incorreta: assim como o carbamato, os organofosforados possuem ação colinérgica, levando à miose.
Alternativa C incorreta: intoxicações por betabloqueadores podem levar à miose, contudo, em casos graves, pode haver midríase.
Correta alternativa “D” nas intoxicações por antidepressivos tricíclicos, acontece a síndrome anticolinérgica, que, frequente-
mente, cursa com midríase pouco responsiva ao reflexo fotomotor, devido à sua intensa ação anticolinérgica.
(I.O. Goiania 2019) O termo “intoxicação exógena” refere-se às consequências clínicas e/ou bioquímicas decorrentes da exposição aguda a 
substâncias encontradas no ambiente ou isoladas. Sobre as intoxicações na infância, assinale a alternativa correta.
A) Na toxíndrome anticolinérgica, predominam os efeitos parassimpatolíticos, como rubor facial, retenção urinária, agitação psicomotora, 
alucinações e delírios.
B) Na toxíndrome anticolinesterásica, em que ocorre inibição da enzima acetilcolinesterase, predominam os efeitos simpatomiméticos, 
como excitação cardíaca e do sistema nervoso central.
C) A intoxicação por cianeto é potencialmente fatal e ocorre exclusivamente por ingestão de alimentos/drogas em que está presente.
D) Na intoxicação por ingestão de produtos de limpeza (alvejantes, desinfetantes e detergentes), deve-se estimular vômito e realizar lavagem 
gástrica e carvão ativado o mais breve possível.
E) A intoxicação por plantas é, normalmente, intencional, resultante da curiosidade em conhecer o ambiente. Por sua característica 
exploradora, crianças acima dos 10 anos de idade costumam ser as principais vítimas.
Comentário: 
Correta alternativa “A”
a síndrome anticolinérgica, habitualmente causada por antidepressivos tricíclicos e atropina, entre 
outros, caracteriza-se por redução da motilidade intestinal, visão turva, boca e mucosas secas, rubor, hipertermia, disfagia, midríase, 
taquicardia, retenção e urgência urinária, estado mental de delirium (confusão mental, desorientação, ilusões, alucinações e incoerên-
cia) e pode causar, em casos graves, convulsões, falência respiratória, coma e morte. 
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Alternativa B incorreta: carbamato relaciona-se com síndrome colinérgica e está presente em pesticidas, além de medicações inibidoras 
da acetilcolinesterase e organofosforados, também implicados com a síndrome. Apresenta sintomas característicos, como sialorreia, 
sudorese, lacrimejamento e incontinência urinária. Além de medidas de suporte, como lavagem gástrica e uso de carvão ativado, a 
atropinização é capaz de reverter os sintomas da síndrome colinérgica. 
Alternativa C incorreta: uma via importante de intoxicação por cianeto é a respiratória. Além disso, cianeto também pode ser um 
subproduto na fabricação de alguns produtos plásticos.
Alternativa D incorreta: a indução de vômitos não é recomendada nos casos de ingestão de agentes corrosivos.
Alternativa E incorreta: a alternativa é uma pegadinha! Atente na idade, pois casos de intoxicação por plantas acontecem, principalmente, 
em crianças menores.
(SURCE 2013) Paciente de 20 anos, feminina, estudante, foi atendida na emergêca, após ter sido encontrada sonolenta ao lado de três 
cartelas vazias de medicamento. Apresentou duas convulsões antes de chegar ao hospital. Ao exame, encontra-se comatosa com Glasgow 7, 
pupilas midriáticas e fotorreagentes, PA = 70/50 mmHg, frequência cardíaca = 58 bpm, pele quente e seca, hálito etílico e ruídos hidroaéreos 
abolidos à ausculta abdominal. O ECG mostra QRS alargado e prolongamento do PR. Procedida intubação orotraqueal, lavagem gástrica e 
administração de carvão ativado. Qual a medicação a ser administrada, considerando a provável classe de fármaco ingerida pela paciente? 
A) Manitol.
B) Flumazenil.
C) Fisostigmina.
D) Benzodiazepínico.
E) Bicarbonato de sódio.
Comentário: 
Alternativa A incorreta: manitol, uma solução osmótica, está indicado em alguns casos específicos, como hipertensão intracraniana, não 
sendo a medicação de escolha para a paciente em questão.
Alternativa B incorreta: flumazenil é usado como antídoto nos casos de intoxicações por benzodiazepínicos.
Alternativa C incorreta: fisostigmina, uma medicação com propriedades colinérgicas, devido à sua ação inibidora da acetilcolinesterase, 
pode estar indicada no tratamento dessa síndrome, especialmente nos casos graves, quando as medidas iniciais não forem resolutivas ou 
quando houver sinais e sintomas de delirium. Além disso, devido ao seu efeito colinérgico, pode causar distúrbios de condução cardíaca, 
levando a bradiarritmias.
Alternativa D incorreta: metoclopramida, um medicamento com ações antidopaminérgicas, usado para tratamento de náuseas e vômitos, 
pode desencadear a síndrome extrapiramidal. Para o tratamento agudo, podemos usar medicamentos com potencial anticolinérgico para 
alívio dos sintomas, como o biperideno.
Correta alternativa “E”
o bicarbonato de sódio pode reverter os efeitos cardíaco-depressivos, além de auxiliar na correção me-
tabólica, sendo a droga de escolha inicial para a abordagem dos efeitos anticolinérgicos.
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4.13 SÍNDROME NARCÓTICA OPIOIDE
Os opioides, também conhecidos como drogas “narcóticas”, são sedativos, hipnóticos e depressores do sistema nervoso central. 
Podem ser administrados por qualquer via de acesso e são responsáveis por uma verdadeira epidemia de overdoses e mortes em países como 
Estados Unidos da América e Canadá. No Brasil, ainda não há um uso ilícito disseminado dessas substâncias, contudo são altamente viciantes 
e podem causar dependênciaquímica até em pacientes que as usam para tratar doenças clínicas, como condições dolorosas crônicas. Aluno 
do Estratégia, você pode estudar mais sobre dependência química clicando aqui.
Os opioides podem ser classificados em três classes distintas:
Eles causam efeitos sedativos quando se ligam a receptores específicos no SNC. Até hoje, foram descobertos, ao menos, quatro 
diferentes receptores de opioides:
Mu (m) – promove analgesia, sedação, depressão respiratória e constipação;
Kappa (k) – promove analgesia, sedação, alterações no humor;
Delta (s) - promove analgesia e alterações no humor;
Epsilon (e) – provavelmente produz sedação.
4.14 QUADRO CLÍNICO
Os principais sintomas da intoxicação por opioides são letargia, sonolência, bradicardia, hipotensão, náuseas, vômitos e miose, algumas 
vezes referida como “pupila em cabeça de alfinete”. Em casos mais graves, ocorre coma, depressão respiratória, arritmias cardíacas e choque. 
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Aluno do Estratégia, fique muito atento à tríade clássica da intoxicação por opioides, composta por depressão respiratória, 
rebaixamento do nível de consciência e miose. 
Uma das principais causas de óbito, nesses pacientes, é a combinação de aspiração brônquica de 
vômitos e rebaixamento intenso do nível de consciência.
4.15 DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME NARCÓTICA OPIOIDE
Assim como nas demais toxíndromes, o diagnóstico é baseado nos achados clínicos. A suspeita da intoxicação narcótica deve ser 
considerada em todos os pacientes em que haja depressão respiratória, sedação e miose. Histórico de uso prévio de opioides, condições 
dolorosas crônicas ou marcas e/ou cicatrizes de picadas de agulha nos braços também são indícios para esse diagnóstico.
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4.16 TRATAMENTO DA SÍNDROME NARCÓTICA OPIOIDE
• nos casos de ingestão do agente tóxico há menos de uma hora, a lavagem gástrica e o uso do carvão ativado podem ser indicados;
• administrar o antídoto naloxona, preferencialmente, pela via endovenosa, entre 0,4 mg a 2 mg, em intervalos de dois a três minutos, 
até que se obtenha uma resposta satisfatória;
A naloxona pode ser administrada, também, por via intramuscular, subcutânea, intranasal e endotraqueal. 
Nos pacientes dependentes de opioides, seu uso deve ser cauteloso, pois pode desencadear uma síndrome de 
abstinência. Por fim, sua meia-vida é curta e pode requerer aplicações repetidas, a cada hora, para manter seu 
efeito.
• convulsões podem ser tratadas com benzodiazepínicos.
Naloxona?
A naloxona é um antagonista dos receptores opioides, que age rapidamente, revertendo os sintomas de intoxicação por 
opioides. Deve ser administrada, preferencialmente, pela via intravenosa e possui uma meia-vida curta, entre uma e duas horas. Sua 
principal indicação clínica é para o tratamento da intoxicação aguda por opioides, com o objetivo de reverter depressão respiratória, 
sedação ou hipotensão. É considerada segura e não possui contraindicações absolutas. Também pode ser administrada como “terapia 
empírica”, quando não se pode determinar se a causa da intoxicação é por opioides ou outras drogas hipnossedativas.
CAI NA PROVA
13. SCMMA 2019 Qual dos antídotos abaixo é o que utilizamos na intoxicação por opioide?
A) Naloxona
B) Flumazenil
C) Glucagon
D) Metadona 
Comentário:
Correta alternativa “A”
naloxona, um antagonista opioide, é a medicação indicada para reversão de sintomas graves da intoxi-
cação por opioides, como heroína, morfina, codeína, fentanil, dentre outros.
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Alternativa B incorreta: flumazenil é uma medicação utilizada na intoxicação por benzodiazepínicos, como clonazepam, diazepam e, 
também, drogas “Z”, como zolpidem.
Alternativa C incorreta: o glucagon, devido aos seus efeitos positivos inotrópicos, cronotrópicos e dromotrópicos, está indicado na 
intoxicação por betabloqueadores.
Alternativa D incorreta: metadona, um opioide de meia-vida longa, pode ser utilizada no tratamento de dependência de opioides, sendo 
retirado, lentamente, do esquema terapêutico.
(SCMV 2017) Na intoxicação por opioide, devemos considerar a administração de:
A) Naloxona.
B) Tiamina. 
C) Paracetamol.
D) Propofol. 
Correta alternativa “A” naloxona é um antagonista opioide, utilizado como antídoto de intoxicações por opioides.
Alternativa B incorreta: a tiamina é cofator de enzimas importantes no metabolismo energético, sendo consumida quando o metabolismo 
aumenta. Deve ser administrada como medida inicial no atendimento dos pacientes etilistas.
Alternativa C incorreta: não há indicação do uso de paracetamol nesses casos.
Alternativa D incorreta: propofol, um sedativo-hipnótico, não tem indicação em casos de intoxicação por opioide.
4.17 SÍNDROME HIPNOSSEDATIVA
A síndrome hipnossedativa é caracterizada por sintomas 
de depressão das funções neurológicas, por meio de efeitos de 
drogas sedativas, ansiolíticas ou hipnóticas. As principais drogas 
envolvidas nessa toxíndrome são os fármacos benzodiazepínicos, 
os barbitúricos e as drogas “Z”. Todas essas drogas têm, em comum, 
uma ação no sistema gabaérgico.
Comentário:
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4.18 QUADRO CLÍNICO
Os principais sintomas clínicos encontrados nessa toxíndrome são sedação, “fala arrastada”, nistagmo, hipotensão e ataxia cerebelar. 
Em casos graves, podem ocorrer hiporreflexia, hipotermia, parada respiratória e coma. 
4.19 DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME HIPNOSSEDATIVA
Esta toxíndrome pode ser muito difícil de ser distinguida das demais provocadas por substâncias que causam depressão do sistema 
nervoso central. Em um paciente agudamente rebaixado, a presença de miose indica origem narcótica. Já a falta de resposta clínica ao se 
administrar naloxona indica que a intoxicação tem outras causas. Coletar uma história psiquiátrica também pode fornecer informações, como 
acesso a medicamentos e uso de ansiolíticos.
4.20 TRATAMENTO DA SÍNDROME HIPNOSSEDATIVA
• para os casos em que não há rebaixamento significativo do sensório, monitoramento clínico por algumas horas pode ser suficiente.
• Para as intoxicações graves por benzodiazepínicos ou drogas “Z”: administrar o antídoto flumazenil, por via 
endovenosa, iniciando entre 0,1 mg e 0,2 mg e aguardando a resposta clínica.
Caso não haja resposta satisfatória depois de 30 a 60 segundos, deve-se realizar nova administração e, novamente, aguardar a resposta 
clínica. A dose máxima usual é de 1 mg, contudo, admite-se alcançar até 3 mg, em casos graves.
Diferente da naloxona, o flumazenil não deve ser utilizado de maneira empírica, pois pode precipitar 
convulsões graves, especialmente em pacientes epiléticos, ou pode precipitar uma síndrome de abstinência 
aguda grave nos pacientes dependentes. Esse antídoto também não deve ser administrado se o paciente 
ingeriu antidepressivos tricíclicos ou outros fármacos com potencial convulsivante.
• não há antídotos para a intoxicação por barbitúricos!;
• corrigir a hipotensão e a hipotermia com fluidos aquecidos, além de cobertores;
• entre as intoxicações por barbitúricos, o paciente que ingeriu fenobarbital pode se beneficiar com repetidas administrações de carvão 
ativado e hemodiálise.
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Correta alternativa”D” flumazenil é usado como antídoto nas intoxicações por benzodiazepínicos e drogas “Z”, como o 
zolpidem.
(HEA 2011) Na intoxicação por barbitúricos está indicado o uso de:
A) Flumazenil.
B) Carvão ativado.
C) Nitrilos.
D) Vitamina C.
E) Atropina.
Alternativa A incorreta: flumazenil é um antídoto para intoxicações por benzodiazepínicos e drogas “z”, como zolpidem.
Correta alternativa “B”
como não há um antídoto específico, doses repetidas de carvão ativado podem ser administradas, devi-
do à recirculação êntero-hepática dos barbitúricos.
Alternativa C incorreta: as nitrilas alifáticas, que são usadas na fabricação de produtos plásticos, são metabolizadas e geram cianeto ou 
outros derivados tóxicos.
Alternativa D incorreta: vitamina C pode ser utilizada na intoxicação por selênio e cromo.
Alternativa E incorreta: um agente com propriedades anticolinérgicas pode, entre outros fins, ser utilizado para tratamento das intoxicações 
por produtos de ação colinérgica, como carbamato e organofosforados.
CAI NA PROVA
(SES – RJ 2019) Nas intoxicações por benzodiazepínicos, o antídoto a ser utilizado é o(a):
A) insulina
B) glucagon
C) piridoxina
D) flumazenil
Comentário:
Alternativa A incorreta: insulina é uma medicação utilizada para o manejo do diabetes, estados hiperglicêmicos e hipercalcêmicos, dentre 
outros usos.
Alternativa B incorreta: glucagon pode ser utilizado como antídoto em intoxicações por betabloqueadores, antagonistas do canal de 
cálcio e antidepressivos tricíclicos.
Alternativa C incorreta: vitamina B6, também conhecida como piridoxina, pode ser utilizada nas intoxicações por isoniazida, comumente 
usada no tratamento da tuberculose.
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 1 Emergências Médicas Marina Luz 
 INTOXICAÇÕES EXÓGENAS 
 
INTRODUÇÃO 
 A principal parte da aula é o diagnóstico e as medidas gerais que se deve ter em um paciente na 
emergência. O intuito principal é proteger o sistema nervoso e cardiológico. 
 São casos geralmente graves, porém quando não ocorre o óbito tendem a melhorar rapidamente. 
 A maioria dos casos cursam com quase nenhuma consequência grave. 
 Geralmente ocorrem por uma única substância. 
EPIDEMIOLOGIA 
Não temos dados epidemiológicos confiáveis no Brasil. (dados do livro medicina de emergência) 
Dados dos Estados Unidos: 
- 2-3 milhões de intoxicações agudas por ano 
- 5-10% dos atendimentos de emergência 
- Mais de 5% das internações em UTI (adultos) 
- Aproximadamente 5% dos casos com internação hospitalar 
A maioria dos casos é não intencional, por exemplo: um agricultor que se intoxica com alguma substância. 
ABORDAGEM INICIAL 
Anamnese: saber se os grandes órgãos e sistemas foram comprometidos por essa intoxicação, é de grande 
importância principalmente: olhar a pupila do paciente, não esquecer disso nunca! 
Sinais Vitais: dando ênfase no cardiovascular e neurológico. Observar nível de consciência, ver se tem histórico 
de psiquiátrico, oximetria de pulso, monitorização cardíaca contínua, eletrocardiograma, acesso periférico 
calibroso, glicemia capilar, suporte de oxigênio (inclui IOT). 
Exames complementares: a maioria das pessoas não precisa de exames complementares para identificação 
do veneno, pois essa só consegue ser feita depois de um tempo, não sendo mais necessária. Então a melhor 
maneira de fazer o diagnóstico é pela história clínica. Quando não se tem uma história clínica detalhada, leva-
se em consideração as manifestações do paciente (sinais e sintomas), para que seja tomada uma conduta 
adequada. 
Screening toxicológico: QUANTITATIVO E QUALITATIVO. 
O screening qualitativo é mais útil quando não conhecemos a substância ingerida ou quando várias substâncias 
foram ingeridas. Quem necessita: sintomáticos ou com comorbidades significativas; identidade da substância 
é desconhecida; intoxicações que apresentam potencial significativo de toxicidade sistêmica; ingestão 
intencional. Ele não se aprofundou nisso, pois exames complementares não tem muita necessidade. 
 
Obs: Esse screening não é primordial devido cada corpo tem uma resposta ao agente agressivo diferente, 
então saber que tem substância no corpo não significa muita coisa, para um médico emergência o principal é 
observar a história clínica e os SINAIS VITAIS para daí saber qual a síndrome associada. 
 
EXAME FÍSICO: 
Se concentra nos grandes sistemas que mantém a vida: SNC, sistema cardiovascular e sistema respiratório. 
Sempre estabilizar via aérea e função cardiovascular. 
 
SÍNDROMES TÓXICAS: 
Como muitas vezes não se consegue ter ideia da droga que o paciente ingeriu, para conduzir o tratamento, 
tem de prestar atenção nas síndromes tóxicas. 
 
 SÍNDROME SIMPATOMIMÉTICA OU ADRENÉRGICA 
Exposição a alguma substância que faz a ativação do sistema simpático, conjunto de sinais e sintomas que vão 
fazer uma mimetização do sistema simpáticoadrenérgico (ativação do sistema simpático). 
 
Principais drogas: cocaínas, crack, teofilina (asma), anfetamina, cafeína, descongestionantes nasais, etc. 
 2 Emergências Médicas Marina Luz 
O sistema simpático é o sistema que vai ser acionado quando o indivíduo precisa proteger sua vida. Esse 
sistema vai ser ativado por essas drogas, e, na intoxicação, a resposta sistêmica é: taquicardia (parada 
cardíaca), hipertermia, hiperreflexia, aumento da PA (AVC), midríase, e se continuar o paciente vai ter ilusões, 
paranoias, convulsões, coma e até a morte. 
Principais medidas de tratamento: hidratação, benzodiazepínicos - diazepam (excitação, paranoia e 
convulsões) e controle geral dos sinais e sintomas (baixar PA se tiver elevada, etc.) 
 
OBS: uma das drogas que poderia ser usada nesse caso para baixar a FC e a PA seria o betabloqueador, porém 
nessas síndromes essa medicação NÃO DEVE ser utilizada, porque existe uma vasoconstricção rebote (regula 
os sintomas, mas a coronária pode fechar devido a presença de drogas). 
 
 SÍNDROME ANTICOLINÉRGICA 
Síndrome que inibe a acetilcolina, e o parassimpático usa a acetilcolina como mediador, ou seja, a acetilcolina 
é um neuromodulador do sistema parassimpático, as drogas que causam essa síndrome inibem a acetilcolina 
e por sua vez inibem o parassimpático e consequentemente ativa o sistema simpático. 
Principais sintomas: midríase, rubor facial, mucosas secas, aumento da FC, aumento da PA, retenção urinária, 
delírios, arritmia cardíaca, convulsões e coma. 
Principais drogas: anti-histamínicos, ADT, antipsicóticos, relaxantes musculares e antiespasmódicos 
(buscopam). 
Tratamento: hidratação, diazepam (benzodiazepínico) e tratar os sintomas relacionados (PA elevada, etc.) 
 
Obs: para diferenciar a síndrome adrenérgica da anticolinérgica, é bom saber que na segunda, nós temos 
mucosas mais secas, maior retenção urinária e os delírios e arritmia mais acentuados. Além de pele seca e 
rosada com os vasos dilatados. A principal diferença é o aspecto da pele. 
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 SÍNDROME SEDATIVO-HIPNÓTICA OU OPIÓIDE 
Ocorre pela ingesta excessiva, ou por efeito colateral, de sedativos e opioides. 
Principais representantes: opioides (em geral) e benzodiazepínicos. 
São muito utilizados para o suicídio – o que salva é que demoram para absorção intestinal, então se consegue 
chegar no pronto-socorro e fazer a intervenção. 
Sedam diretamente o SNC → causando queda da PA , queda da FC, sonolência,

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