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UNIVERSIDADE ANHANGUERA
ERICA APARECIDA PEREIRA
GUARDA COMPARTILHADA
SÃO PAULO
2015
ERICA APARECIDA PEREIRA
PROJETO DE PESQUISA
GUARDA COMPARTILHADA
Projeto de Pesquisa apresentado ao Curso de Direito da Instituição Universidade Anhanguera
SÃO PAULO
2015
SUMÁRIO
SUMÁRIO	3
1.	PROBLEMA	3
2.	OBJETIVOS	3
2.1	OBJETIVO GERAL OU PRIMÁRIO	3
2.2	OBJETIVOS ESPECÍFICOS OU SECUNDÁRIOS	3
3.	JUSTIFICATIVA	4
4.	FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA	5
5.	METODOLOGIA	7
6.	CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO	7
Calendário de execução das atividades do Projeto e do Trabalho de Conclusão de Curso	7
7.	REFERÊNCIas :	8
	
3
PROBLEMA
 A guarda compartilhada tem sido motivo de muitos debates hoje em dia por sua complexidade em termos de lei e a "vida real". A lei busca através de novos modelos amparar, dar proteção e melhorar o convívio do menor , correspondendo também aos anseios da sociedade. Porém na prática, esse assunto ainda gera discórdia e incertezas sobre o que é realmente melhor para a criança. 
OBJETIVOS
 OBJETIVO GERAL OU PRIMÁRIO
O objetivo geral é analisar de maneira ampla a intenção da nova lei sobre guarda compartilhada e como as crianças, filhos de pais separados foram privilegiados com a mudança. Até que ponto foi e será preservado a proteção da criança e como julgar o que será melhor para o menor?
 OBJETIVOS ESPECÍFICOS OU SECUNDÁRIOS
Identificar as necessidades do menor para ter uma compreensão melhor do que fato a nova lei beneficia ou não.
Analisar se será sadio para a criança conviver com o pai ou a mãe apenas por ser uma condição imposta por lei.
Verificar até que ponto os pais estão se esforçando para manter um bom convívio com seus ex companheiros em prol dos filhos.
JUSTIFICATIVA 
O Presente trabalho visa identificar os pontos positivos e negativos da nova norma, pois a redação que rege a lei ainda nos deixa duvidas do que deve ser seguido na prática e se a nova lei é para beneficiar de fato as crianças ou a conveniência dos pais.
A lei 13.058/14 passou a estabelecer que "na guarda compartilhada, o tempo de custódia do filho deve ser dividido de forma equilibrada entre o pai e a mãe, sempre tendo em vista as condições fáticas e os interesses do filho" 
Baseado na nova redação, como ficará a guarda física compartilhada para criança? Metade da semana na casa do pai e metade na casa da mãe? Como essa divisão abalaria psicologicamente a criança, eis que deve trazer muita confusão, atrapalhando sem duvida o seu desenvolvimento.
A nova lei parece defender mais os direitos que os pais pensam ter do que os interesses da criança, pois começaram as corridas reivindicatória para a diminuição dos valores alimentícios por exemplo. Induzir a criança a conviver com o ex parceiro é apenas para igualdade de tarefas ou frustração de um divorcio ou separação litigiosa?
Como ficam os valores e princípios das crianças que são divididas constantemente para tudo. Quais as regras que devem ser obedecidas, da casa da mãe ou da casa do pai? Como assimilar constantemente informações e regras diferentes? Ha alienação parental? Como orientar e prevenir a criança? 
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
 A guarda conjunta ou compartilhada encontra-se em uso no cotidiano do judiciário brasileiro. Com a entrada em vigor da Lei nº. 11.698, de 13 de junho de 2008 (BRASIL, 2009c, p. 1), o instituto ganhou respaldo legal, figurando entre as modalidades de guarda previstas no Livro IV do Código Civil brasileiro, o qual trata do Direito de Família. A nova lei tem sido bem recepcionada por parcela considerável de doutrinadores civilistas brasileiros como Maria Berenice Dias . Ao mesmo tempo, há operadores do direito que visualizam falhas na nova lei, o que pode possibilitar o uso inadequado do instituto ressalta Daniela Diniz. Os doutrinadores que criticam a aplicação da Lei nº. 11.698/2008 se amparam na justificativa de que, em não sendo possível a convivência pacífica entre os pais, não poderá o juiz impor a guarda conjunta, uma vez que, caso o magistrado venha proceder dessa forma, estaria ferindo o princípio do melhor interesse da criança.
 Neste caso, para esta, muito melhor seria a convivência diária com apenas um dos pais, não presenciando constantes desentendimentos entre estes. Para a Juíza da 3ª Vara de Família de Brasilia, Fernanda Dias Xavier explica que a fixação da guarda compartilhada pelo juiz somente deverá ocorrer quando houver diálogo e civilidade entre os pais. Casais que convivem brigando e que não conseguem dialogar, difícilmente estarão aptos a adotar esse tipo de guarda.De acordo com ela, mesmo diante da possibilidade prevista em lei, não cabe ao juiz impor a guarda compartilhada. Os juristas, os quais defendem a relativa harmonia do casal separado como um dos requisitos fundamentais para que o magistrado concorde com a guarda compartilhada salientam que não é a criança que deve se adequar às possibilidades e às viabilidades dos pais. Todavia, o casal deve, em benefício da prole, tentar constituir um relacionamento suficientemente bom, que possibilite aos filhos continuar tendo a companhia frequente tanto do pai quanto da mãe, fortalecendo, assim, os vínculos e a convivência familiar. A nova Lei da Guarda Compartilhada tem gerado férteis discussões, justificando a importância de uma reflexão crítica em favor dos brasileiros e das brasileiras, pois as circunstâncias demonstram que o sucesso do novo instituto depende da boa indicação e aplicação da Lei nº. 11.698/2008.
Embora, inexista uma norma expressa e não seja utilizada de forma usual na vida prática forense, a guarda compartilhada mostra-se licita e possível em nosso ordenamento, como único meio de assegurar igualdade entre os genitores na condução dos filhos, aumentando a disponibilidade do relacionamento com pai ou mãe que deixa de morar com a família. Isso se dá devido a revolução de costumes, tecnologia que modificaram os pressupostos clássicos do conhecimento humano em geral, atingindo o direto como um todo e o direito civil em particular.
O texto constitucional, prevê a igualdade entre o homem mulher, em sua redação diz o artigo 5º, I CF:
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição “
A igualdade de direitos e deveres inerentes à sociedade conjugal a serem exercidos pelo homem e pela mulher reclama uma paternidade responsável, conforme o art 226, parág 7º:
“Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 7º Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas Regulamento.”.
Ainda o Estatuto da Criança e do Adolescente (art 1º), dispondo sobre a proteção integral do menor, impõe a família, à comunidade, à sociedade e ao Poder Publico o dever de assegurar ao menor uma convivência familiar à consideração de sua condição peculiar como pessoal em desenvolvimento.Por isso é garantido ao menor o direito de participar da vida familiar ( art.16, inciso V) e de “ser criado e educado no seio de sua familia”, ( art.19), submetendo-se ao poder familiar do pai e da mãe, exercido em igualdade de condições (art.21), a que, conjuntamente, a lei incumbe o dever de sustento, guarda e educação ( art.22).
METODOLOGIA 
 O presente estudo de cunho bibliográfico e documental será desenvolvido através de pesquisas em livros como “A nova lei da guarda compartilhada” de Conrado Paulino da Rosa, documentos jurídicos, revistas, reportagem, meios eletrônicos. Destacando-se também a pesquisa de campo, entrevistando pais, mães e crianças a fim de esclarecer na prática como asleis funcionam para a sociedade na “ vida real”, como de fato lidaram com a situação. A finalidade será clarear pontos importantes na relação do vinculo familiar e a guarda compartilhada diante das normas jurídicas.
CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO
Calendário de execução das atividades do Projeto e do Trabalho de Conclusão de Curso 
	ATIVIDADE
	2015
	2016 
	
	
	AGOS
	SETEM
	OUTUB
	NOVEM
	DEZEM
	JAN
	FEV
	MAR
	ABRIL
	MAI
	JUN
	Escolha do tema
	 X
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	Revisão bibliográfica
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	Elaboração do projeto
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	Entrega do projeto 
	
	
	
	
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	Elaboração da monografia (TCC)
	
	
	
	
	
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	Pesquisa bibliográfica preliminar
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	Leituras e elaboração de resumos
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	X
	
	
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	Revisão bibliográfica complementar
	
	
	
	
	
	
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	Realização dos capítulos 
	
	
	
	
	
	
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	Coleta de dados complementares
	
	
	
	
	
	
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	Elaboração de questionários, tópico de entrevistas etc.
	
	
	
	
	
	
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	Realização da conclusão e introdução
	
	
	
	
	
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	X
	
	
	Correção de textos
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	X
	X
	X
	
	Elaboração de elementos pré e pós-textuais
	
	
	
	
	
	
	
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	Entrega da monografia
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
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	Defesa da monografia
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
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REFERÊNCIas :
DIAS, Maria Berenice. Manual de direito das famílias. São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 2009. 
DINIZ, Daniela. Guarda Compartilhada: Enfatizando a Importância do Vínculo Parental. Psicologia Clinica. Disponível em:

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