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1. Em que horário pode ser realizada a audiência? R: Poderão ser realizadas as audiências em dias úteis (segunda a sexta-feira), previamente fixados, das 8 às 18 horas. Não será possível ser realizada audiência por período superior a cinco horas seguidas, salvo se se tratar de matéria urgente, em razão da sua natureza alimentar, segundo art. 813 da CLT. 2. O que é audiência? R: Audiência é o ato de escutar, de atender, de ouvir. Audiência é o ato praticado sob a presidência do juiz a fim de ouvir ou de atender às alegações das partes. A audiência consiste no ato do juiz de ouvir as partes, suas testemunhas e as reivindicações das primeiras. Dessa forma, audiência é a principal forma de trazer o juiz para dentro daquele processo, para que ele tenha contato direito com aquelas provas e para que o mesmo entenda a matéria que está sendo discutida naquele processo. É o único momento e principal ato em que o juiz está de fato conhecendo aquele processo, escutando diretamente as partes que realizam a produção probatória necessária, bem como tem por objetivo confirmar provas documentais que foram juntadas anteriormente. No processo do trabalho, concentra-se nas audiências a maioria dos atos processuais, prestigiando os princípios da concentração dos atos na audiência e da oralidade. A audiência será contínua. Não sendo possível, por motivo de força maior, concluí-la no mesmo dia, o juiz marcará sua continuação para a próxima desimpedida, independentemente de nova intimação, conforme art. 849 da CLT. 3. Há tolerância para a chegada das partes na audiência? R: Caso o juiz não tenha chegado até 15 minutos após a hora marcada para início da audiência, os presentes poderão retirar-se, devendo o ocorrido constar do livro de registro de audiências, conforme parágrafo único do art. 815 da CLT. Ressalte-se que este prazo de 15 minutos é o prazo limite para aguardar o juiz e não para se aguardar as partes ou seus procuradores. Quanto a estes, não haverá qualquer tolerância, pois a regra do parágrafo único do art. 815 da CLT não lhes é aplicável. A Lei n. 8.906/94 modifica a referida situação apenas em relação ao advogado, ao afirmar que o causídico poderá “retirar-se do recinto onde se encontre aguardando pregão para ato judicial, após trinta minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deve presidir a ele, mediante comunicação protocolizada em juízo” (art. 7º, XX). 4. O preposto precisa ser empregado? Quem pode substituir o empregador em audiência? R: O empregador poderá fazer-se substituir por gerente, ou qualquer outro preposto, que tenha conhecimento dos fatos, e cujas declarações obrigarão o proponente, segundo § 1º do art. 843 da CLT. Mesmo o empregador pessoa física pode se fazer representar por preposto. Nota-se que é uma faculdade legal dada ao empregador e não uma obrigação. Verifica-se também que o § 1º do art. 843 da CLT não se refere a representante legal, mas apenas a uma pessoa (gerente ou preposto) que irá substituir o empregador na audiência e não em outros atos do processo, apresentando, se for o caso, a defesa oralmente. O preposto não substitui o empregador, pois não passa a ser parte no processo. Não está escrito no § 1º do art. 843 da CLT que o preposto tenha que ser empregado, pois ela emprega a expressão “qualquer outro preposto”, não mencionando que deve haver relação de emprego entre essa pessoa e a empresa. O preposto vem a ser um substituto e não é sinônimo de empregado. O único requisito que a CLT exige do preposto é que tenha conhecimento do fato, pois suas declarações obrigarão o preponente. Só o empregador poderá nomear o preposto, em razão de ter confiança irrestrita nessa pessoa, arcando, assim, com os atos por ela praticados.Nota-se, dessa forma, que o preposto não precisaria ser empregado, podendo o empregador ser substituí-do por qualquer pessoa, desde que ela tenha conhecimento dos fatos, inclusive por meio de terceiros, não necessitando tê los presenciado. Assim, o gerente ou preposto representam o empregador em audiência. Não o substituem, porque não são parte no processo. 5. Há prazo para réplica no processo do trabalho? R: A rigor seria possível dizer que inexiste prazo para a parte manifestar-se sobre documentos, em razão de a CLT ter-se omitido, de maneira a tornar o processo mais célere e prestigiando o princípio da concentração dos atos na audiência. Apenas em respeito ao princípio do contraditório é que seria admitida a referida manifestação, porém não no prazo de 15 dias como previsto no § 1º do art. 437 e 351 do CPC, mas na própria audiência, quando da apresentação das demais provas conforme art. 845 da CLT. Naquelas Varas em que se divide a audiência em inicial, instrução e julgamento por questões práticas e por força do costume, nada impede de o juiz conceder prazo entre cinco e dez dias ou outro que entender apropriado, dependendo de quando será marcada a próxima audiência. O momento correto de a parte se manifestar é por ocasião das razões finais. Bem como, no procedimento sumaríssimo o prazo para manifestação de documentos será na própria audiência e não de 15 dias, sem que haja a interrupção da audiência e a designação de uma nova. O motivo da impossibilidade ficará a critério do juiz analisar. O juiz possui discricionariedade, ficando a seu critério conceder ou não o prazo no caso de impossibilidade para manifestação em audiência. Em razão do excessivo número de documentos apresentados pela empresa, pode ser impossível a manifestação sobre tais documentos na audiência. Caso o autor junte novos documentos na audiência, que foram produzidos após a apresentação da petição inicial, o réu deverá manifestar-se na própria audiência, não sendo concedido prazo para esse fim. 1. Em que momento podem ser feitas as alegações finais? R: As razões finais poderão ser apresentadas antecipadamente, ou no ato da realização da audiência, quando terminada a instrução processual. As razões finais devem ser apresentadas oralmente e ser transcritas na ata, se apresentadas em audiência, ainda que resumidamente. Após encerrada a instrução processual, o juiz pode proferir a sentença nesse momento. Caso não o faça, marcando data para julgamento, as razões finais poderão ser apresentadas até a data do julgamento, porém ficará a critério do juiz aceitá-las ou não, ou mesmo mandar devolvê-las, pois devem ser apresentadas oralmente na audiência e não em cartório. Convém, porém, que se forem apresentadas por escrito, com a permissão do juiz, que não sejam apresentadas no dia do julgamento, mas com alguma antecedência, pois podem ficar no protocolo ou em cartório, aguardando a juntada nos autos e o juiz não as apreciar ao prolatar a sentença. 2. As razões finais são obrigatórias? R: Se as partes não apresentarem as razões finais, não haverá nulidade, pois é uma faculdade das partes: podem apresentá-las ou não. Não há obrigação. 3. Qual é o prazo das razões finais? R: Terminada a instrução processual, as partes podem aduzir razões finais orais no prazo de 10 minutos para cada uma, de acordo com o art. 850 da CLT. Em primeiro lugar falará o reclamante e depois o reclamado, segundo o art. 364 do CPC. Não haverá prorrogação do prazo de 10 minutos, como ocorre no processo civil (art. 364 do CPC), sendo que, terminados os 10 minutos, as razões finais estarão encerradas. Havendo mais de um réu, cada um terá 10 minutos para apresentar suas razões finais, em razão da necessidade do contraditório e ampla defesa, salvo se houver advogado comum. Se a reclamação trabalhista é plúrima, as razões finais serão de apenas 10 minutos para todos os reclamantes, que geralmente estarão assistidos por um mesmo advogado, pois a matéria é a mesma. 4. Podem ser feitas por escrito? R: Memoriais são as razões apresentadaspor escrito, como ocorre na ação rescisória. Em causas complexas o juiz não é obrigado a adiar a audiência para que as partes apresentem memoriais. Contudo, a moderação e a sensibilidade do juiz podem levá-lo a conceder prazo para apresentação de memoriais, que será o indicado pelo magistrado, utilizando-se por analogia do § 2º do art. 364 do CPC.Não é correto que se apresentem as razões por escrito, pois violaria a oralidade dos atos processuais na Justiça do Trabalho. Embora, sendo muito complexa a causa, podendo, nesse caso, o juiz determinar que elas sejam apresentadas por escrito, se assim o entender.O juiz inclusive não está adstrito à regra do § 2º do art. 364 do CPC, que, em primeiro lugar, é uma faculdade do magistrado de determinar a apresentação de memoriais; em segundo lugar, havendo previsão na CLT de que as alegações são feitas oralmente e em audiência, não se pode falar em apresentar memoriais por escrito. SENTENÇA 1.Quais são os efeitos da sentença? R: São efeitos das sentenças: a) Declaratórias: declaram a existência ou inexistência da relação jurídica (art. 19, I,CPC); ou a autenticidade ou falsidade de documento (art. 19, II,CPC). Mesmo havendo violação de direito é admissível a ação meramente declaratória (art. 20, CPC). Ex.: sentença que reconhece a existência do vínculo de emprego. Ex tunc. b) Constitutivas: criam, modificam ou extinguem certa relação jurídica. Ex.: sentença que defere a equiparação salarial. Ex nunc. c) Condenatórias: implicam obrigação de dar, fazer ou não fazer alguma coisa, dando ensejo à execução. Ex.: sentença que manda o empregador pagar verbas rescisórias. d) Mandamentais: Pontes de Miranda classifica como a sentença do mandado de segurança que manda cumprir uma determinação. Ademais, a coisa julgada é um efeito da sentença. 2.Como podemos dividir a coisa julgada? R: A coisa julgada pode ser dividida sob dois aspectos: formal e material. a) Formal: ocorre quando a sentença não mais pode ser modificada em razão da preclusão dos prazos para recursos, seja porque da sentença não caibam mais recursos ou porque estes não foram interpostos nos prazos apropriados, ou na existência de renúncia ou desistência do recurso. Diz respeito a qualquer sentença, em razão do decurso de prazo para recurso. Tem natureza processual, em razão da impossibilidade de a parte interpor qualquer recurso contra a sentença ou da preclusão dos prazos para sua interposição. Também denominada de preclusão máxima. b) Material: segundo o art. 502 do CPC, é a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito, não mais sujeita a recurso. É a decisão judicial de mérito da qual não caiba mais recurso, tornando-se imutável e indiscutível. Impede o julgamento novamente da mesma matéria. É condicionada a existência da coisa julgada formal, pressupõe a impossibilidade da discussão do direito material nela inserido. Diz respeito ao conteúdo da sentença, compreendendo o direito discutido. Ademais, a coisa julgada, sob o aspecto positivo implica o respeito ao julgado. Sob o aspecto negativo, impede a renovação da mesma demanda com as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido. Progressiva é a que vai se formando em relação a cada capítulo da sentença, que transita em julgado em momentos distintos. A objetiva mostra o que transitou em julgado. Já a subjetiva diz respeito à pessoa que transita em julgado a decisão. 3.Quando são devidos honorários de advogado no processo do trabalho? R: Os honorários de advogado decorrem da sucumbência. E seriam devidos em razão das despesas da parte em contratar o advogado. Honorários sucumbenciais decorrem do fato de perder a postulação no processo, da sucumbência. Quem perde paga os honorários. Os honorários são devidos: ● nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria (§ 1º do art. 791-A da CLT) ● na hipótese de acolhimento parcial do pedido, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários (§ 3º do art. 791-A da CLT). ● na reconvenção (§ 5º do art. 791-A da CLT). ● nas perdas e danos e nas obrigações de pagamento em dinheiro (art. 404 CC) ● na falência (Lei n. 11.101/2005) ● exceto nas lides decorrentes de relação de emprego, os honorários advocatícios são devidos pela mera sucumbência (IN n. 27 do TST ). ● ação rescisória no processo trabalhista (S. 219, II, do TST) ● nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego (S. 219, III, do TST). 4.Quais são os limites da coisa julgada no processo criminal e do trabalho? R: Nas questões que compreendam justa causa e esta é dependente da apuração de algum fato no juízo criminal, pode haver implicações da coisa julgada criminal no processo do trabalho. O juiz poderá determinar a suspensão do feito (faculdade), conforme art.315 do CPC. Entretanto, se a ação penal não for exercida no prazo de 3 meses contados da intimação do ato de suspensão, cessará o efeito desse, incumbindo ao juiz cível examinar incidentemente a questão prévia (§ 1º do art. 315 do CPC). Existindo lacuna na lei processual trabalhista, o intérprete pode socorrer-se de alguma norma semelhante, assim surge a aplicação dos arts. 65 a 67 do CPP. O art. 65 determina que fará coisa julgada no cível, o que se aplicaria ao processo do trabalho, a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em razão de excludentes de ilicitude. Inexistirá justa causa para o despedimento do empregado se reconhecidas algumas dessas situações no processo penal, pois são circunstâncias que excluem a ilicitude do ato (art. 23, CP). No processo do trabalho não mais poderá ser discutida a matéria se no processo penal for acolhida excludente de ilicitude, pois haverá coisa julgada. Reconhecido pelo juízo criminal que não houve o fato material, fica impedida a discussão no processo do trabalho do referido fato, aplicando-se, nesse caso, o art. 935 do CC. Se o juiz criminal reconhecer a negativa da autoria, não caberá a discussão sobre o fato no processo do trabalho. A ação trabalhista também poderá ser proposta se houver despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação, a decisão julgar extinta a punibilidade, a sentença absolutória decidir que o fato imputado não constitui crime (art. 67 do CPP), podendo discutir o fato debatido no juízo criminal como hipótese da justa causa para a dispensa do empregado. 5.Quais são os limites da coisa julgada no cível e no processo do trabalho? R: Para haver a observância da coisa julgada do cível no processo do trabalho é mister que haja as mesmas partes, a mesma causa de pedir e o mesmo pedido. A questão relativa à definição do acidente do trabalho é de competência da Justiça Comum Estadual. O trânsito em julgado relativo a essa matéria no Cível não mais poderá ser discutido na Justiça do Trabalho. No caso em que se discute o acidente do trabalho, convém que haja a suspensão do processo trabalhista até que seja decidido se detêm aquelas pessoas ou não a condição de acidentado (art. 313, V, a, do CPC), pois poderá haver decisões díspares entre o Cível e a Justiça do Trabalho. 6.Quando se considera publicada a sentença no processo do trabalho? R: Redigida a sentença em audiência, a decisão é considerada publicada na própria audiência (art. 834 da CLT e § 3º do art. 852-I da CLT). No processo eletrônico, considera-se como data da publicação o primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico (§ 3º do art. 4º da Lei n. 11.419/2006).7.Quando são devidas as custas no processo do trabalho? R: O art. 789 da CLT trata das custas nos dissídios individuais e nos coletivos, nos procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, na Justiça Estadual, no exercício de jurisdição trabalhista, sendo as mesmas tanto no procedimento ordinário nos dissídios individuais, como no sumaríssimo.Nos dissídios individuais, a decisão mencionará sempre as custas que devem ser pagas pela parte vencida (§ 2º do art. 832 da CLT). Quando o processo for extinto sem julgamento de mérito ou for rejeitado integralmente o pedido do autor, as custas são calculadas sobre o valor da causa.No caso de acolhimento do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, as custas serão calculadas sobre o valor da causa.Sendo ilíquida a condenação, o juízo arbitrar-lhe-á o valor e fixará o montante das custas processuais (§ 2º do art. 789 da CLT). Nas ações plúrimas, as custas incidem sobre o valor global em que for condenada a reclamada ou o valor dos pedidos (S. 36 do TST). As custas serão pagas pelo vencido. Vencido será o empregador, ainda que o pedido seja acolhido parcialmente. O empregado somente será vencido quando perder integralmente sua pretensão. Nos acordos, as partes poderão estipular o pagamento das custas em partes iguais ou da forma como convencionarem. No inquérito para apuração de falta grave, que é ação proposta pelo empregador contra o empregado estável, as custas seguem a regra do art. 789 da CLT, calculadas à razão de 2%, devendo ser pagas ao final ou no prazo de interposição do recurso. TRABALHO (1,0) 01 – Explique sobre as razões finais no Processo do Trabalho. 8L Terminada a instrução processual, as partes podem aduzir razões finais orais no prazo de 10 minutos para cada uma (art. 850,CLT). O sistema da CLT decorre dos princípios da concentração dos atos na audiência e da oralidade. Se as partes não apresentarem, não haverá nulidade, pois é uma faculdade. Poderão ser apresentadas antecipadamente. Em causas complexas o juiz não é obrigado a adiar a audiência para que as partes apresentem memoriais, contudo, o juiz pode conceder prazo. As razões podem ajudar na convicção do juiz para o julgamento do feito. Devem ser apresentadas oralmente e transcritas na ata. Não é correto apresentar por escrito, pois violariam a oralidade dos atos processuais na Justiça do Trabalho. 02 – O que é a audiência no Direito do Trabalho? Quais as audiências previstas na CLT? 9L É o ato praticado sob a presidência do juiz a fim de ouvir/atender às alegações das partes. É a principal forma de trazer o juiz para dentro do processo, para que se tenha contato direito com as provas. Concentra-se nas audiências trabalhistas a maioria dos atos processuais, prestigiando os princípios da concentração dos atos e da oralidade. É contínua, pública e realizar-se-ão na sede do Juízo ou Tribunal em dias úteis, entre 8 e 18 horas, não podendo ultrapassar 5 horas seguidas (art.813,CLT). A CLT prevê audiência: inicial, na qual há tentativa de conciliação. Caso o juiz designe perito, haverá audiência de prosseguimento para instrução probatória e apresentação das razões finais, logo os autos ficam conclusos para sentença, situação que pode gerar audiência de julgamento. Destaca-se que no rito sumaríssimo, como regra, os atos processuais são praticados na primeira e única audiência. 03 – Quais as consequências da ausência do reclamante na primeira audiência? Haverá apresentação de contestação na audiência? 7L O não comparecimento do reclamante à primeira audiência importa no arquivamento do processo, que consiste na extinção do processo sem julgamento de mérito. Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento das custas calculadas na forma do art. 789 da CLT, ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo se comprovar, no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável (§ 2º do art. 844 da CLT). Havendo arquivamento do processo, não há apresentação da contestação em audiência. 04 – Qual o prazo para apresentar a defesa no Processo do Trabalho? 7L O reclamado dispõe de vinte minutos para ofertar oralmente a sua defesa durante a audiência, depois de frustrada a tentativa de conciliação (caput do art. 847 da CLT). Ou seja, para apresentar defesa no Processo do Trabalho o momento adequado é na chamada audiência inicial ou de conciliação. Não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa, após a leitura da reclamação, quando esta não for dispensada por ambas as partes, segundo o art. 847 da CLT.Ademais, a Reforma Trabalhista “permitiu” ao reclamado a apresentação de defesa escrita pelo PJE até a audiência. 05 – Quais as preliminares que podem ser alegadas em contestação/defesa? 7L Preliminares são matérias de ordem pública, devendo ser enfrentadas, de ofício ou a requerimento da parte, pelo órgão julgador. Também chamadas de objeções, podem ser encontradas no art. 337 do CPC, valendo ressaltar que a incompetência territorial, no processo trabalhista, não integra o rol de preliminares da contestação, devendo ser arguida em peça própria (art. 800 da CLT). Assim, preliminares que podem ser alegadas em contestação/defesa trabalhista, são: inexistência ou nulidade da citação, incompetência absoluta, inépcia da petição inicial, perempção trabalhista, litispendência, coisa julgada e convenção de arbitragem.