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CURSO DE GRADUAÇÃO BACHARELADO EM ENFERMAGEM SOLOINA SILVA DE QUEIROZ CASO CLÍNICO: PACIENTE COM DEPRESSÃO GRAVE E IDEAÇÃO SUICIDA CRUZEIRO DO SUL 2024 SOLOINA SILVA DE QUEIROZ CASO CLÍNICO: PACIENTE COM DEPRESSÃO GRAVE E IDEAÇÃO SUICIDA Portifólio descritivo apresentado ao Curso de Graduação Bacharelado em Enfermagem do Centro Universitário Claretiano, a ser utilizado como diretrizes para a obtenção de nota na disciplina de Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental. Orientado(a): Profº. Joabe Rocha da Silva CRUZEIRO DO SUL 2024 1. CONTEXTO: Maria, de 29 anos, foi internada em uma unidade psiquiátrica após uma tentativa de suicídio. Ela foi encontrada em sua casa por um amigo, após ter ingerido uma grande quantidade de medicamentos. Maria relata sentir uma tristeza profunda, falta de energia, insônia, e ausência de interesse por atividades que antes lhe davam prazer. Ela afirma que não vê mais sentido na vida e tem pensamentos constantes de morte. 2. PERGUNTAS PARA DISCORRER: 2.1 - Avaliação do Risco: Quais são os principais sinais de alerta para o risco de suicídio que Maria apresenta? Os principais sinais de alerta que Maria apresenta são: tentativa de suicídio prévio, devido a gestão de vários medicamentos. Sentimentos de tristeza profunda e desesperança, insônia e perda de interesse por atividades antes prazerosas, verbalização de pensamentos constantes de morte. Segundo o Ministério da Saúde 2.2 Como a equipe de enfermagem deve proceder para garantir a segurança da paciente? A equipe de enfermagem deve estar sempre atenta a esses sinais, garantindo a monitorização constante e um ambiente acolhedor e seguro, removendo qualquer objeto que apresente potencial perigo. Portanto, é de suma importância realizar visitas regulares e observar os riscos de suicídio, bem como manter uma comunicação aberta para que Maria se sinta confortável em compartilhar seus pensamentos e sentimentos. 2.3 Acolhimento e Empatia: De que forma a enfermeira pode estabelecer uma relação terapêutica baseada no acolhimento e na empatia com Maria, respeitando sua fragilidade emocional? Para criar essa relação a enfermeira deve criar um ambiente acolhedor e livre de julgamentos, buscando ter uma escuta ativa, com respostas que validem os sentimentos de Maria, centrada na empatia. Deve-se mostrar compreensão da sua fragilidade emocional e oferecer apoio de forma respeitosa ajuda a fortalecer a confiança e o vínculo necessário para o tratamento. Logo, envolver respeito, corresponsabilidade e uma escuta comprometida, buscando criar um vínculo terapêutico com o usuário. Não se limita ao primeiro contato nem a uma triagem, mas pode ocorrer em qualquer momento durante o atendimento em saúde. É uma diretriz da Política Nacional de Humanização (PNH), garantindo acesso universal, resolutividade e atendimento humanizado, e visa eliminar barreiras burocráticas e melhorar a articulação entre os serviços de saúde, comprometendo-se com o cuidado integral do usuário. (BRASIL, 2018). 2.4 Planejamento do Cuidado: Quais são as intervenções de enfermagem prioritárias no cuidado de Maria durante sua internação na unidade psiquiátrica? As intervenções de enfermagem prioritárias devem focar em garantir sua segurança, promover apoio psicossocial e garantir o monitoramento contínuo do risco de suicídio. Isso inclui vigilância continua, para garantir que Maria não fique sozinha até que o risco seja controlado, mantendo uma supervisão contínua, principalmente nos primeiros dias após tentar contra a própria vida. Providenciar um ambiente seguro, removendo objetos que possam ser utilizados para autolesão, como objetos cortantes, cintos, cordas ou medicamentos. Evite o acesso a janelas e áreas perigosa. Garantir apoio psicossocial, de modo a oferecer suporte emocional, escuta ativa e ajudar Maria a identificar motivos para continuar viva, sem propor soluções simplistas, mas explorando junto a ela as possíveis alternativas para lidar com suas dificuldades. Acompanhar Maria de perto durante o tratamento médico, caso tenha se ferido na tentativa de suicídio. Um profissional de enfermagem deve estar sempre presente durante esse processo para garantir sua segurança. Elaborar um Plano Terapêutico Singular (PTS), que visa envolver Maria na criação de um plano personalizado de cuidados, considerando os serviços e suportes que podem contribuir para sua recuperação. Garantindo acompanhamento periódico, principalmente nos primeiros meses, com consultas frequentes e busca ativa em caso de ausência. Monitorar sinais de melhorias, estar atento a possíveis “melhoras bruscas”, que podem mascarar um risco ainda presente. A equipe deve desconfiar de mudanças súbitas sem humor enquanto a crise subjacente não pode ser resolvida. Promover atividades terapêuticas que podem gradualmente ajudar a reencontrar algum sentido e prazer nas atividades. Logo, tais intervenções são essenciais para estabilizar o quadro de Maria e reduzir o risco de nova tentativa de suicídio. (Brasil, 2018) 2.5 Pós-Alta: Que orientações e planos de cuidado devem ser discutidos com Maria e seus familiares para o período pós-alta, visando prevenir recaídas? Deve-se garantir a continuidade do acompanhamento psicossocial, como a participação em CAPS, psicoterapias e grupos de apoio, além de envolver a família e pessoas de confiança. É essencial que Maria siga corretamente o tratamento medicamentoso e psicoterapêutico, sendo orientado sobre os efeitos dos antidepressivos, que podem demorar semanas para fazer efeito e apresentar efeitos colaterais iniciais, os quais tendem a desaparecer. O apoio familiar e o monitoramento próximo são cruciais, especialmente no início, para detectar sinais de piora e manter um ambiente seguro e acolhedor. A criação de uma rotina estável, com horários regulares de sono, atividades físicas leves e momentos de lazer, também contribui para a recuperação. Como Maria tem histórico de ideação suicida, deve-se restringir o acesso a medicamentos e objetos perigosos, além de manter o monitoramento constante nas primeiras semanas. Por fim, é importante educar Maria e seus familiares sobre a natureza da depressão, desmistificando mitos relacionados ao uso de antidepressivos e reforçando que o tratamento é uma ferramenta de recuperação, e não um objetivo final. (Brasil, 2018) 2.6 Envolvimento da Família: Como a equipe de enfermagem pode envolver a família de Maria no processo de recuperação, garantindo apoio contínuo? Conforme destacado por Pinho, et al (2010), é essencial entender a família como uma aliada no tratamento, sem julgamentos negativos sobre sua forma de agir ou compreender a doença. Ao incluir a família, a equipe deve promover um ambiente de respeito e apoio, encorajando a participação ativa e precisa nas decisões de cuidado e no processo de recuperação de Maria. Portanto, essa participação deve ser construída com base na escuta, oferecendo suporte emocional à família, que muitas vezes também passa por um processo de sofrimento. Além disso, é fundamental que a equipe forneça orientações claras sobre o tratamento, estabelecendo um canal de comunicação contínuo e transparente, sem limitar a família a um simples receptor de informações, mas sim como uma parceria no cuidado. O objetivo é fortalecer os vínculos afetivos e garantir que o suporte familiar atenda às necessidades do paciente, respeitando sua autonomia e a singularidade de suas relações familiares. 3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes clínicas em saúde menmental.pírito Santo: Secretaria de Estado da Saúde, 2014. Acesso em: 05 out. 2024. Disponível em: https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Protocolo/Diretrizes%20Clinicas%20em%20saude%20mental.pdf.PINHO, et al. Reforma Psiquiátrica, trabalhadores de saúde mental e a “parceria” da família: o discurso do distanciamento. Interface (Botucatu), Bootucatu, v. 14, n. 32, p. 103-113, Mar. 2010. Acesso em: 05 de out. de 2024. Disponível em: . https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Protocolo/Diretrizes%20Clinicas%20em%20saude%20mental.pdf