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O infarto agudo do miocárdio (IAM) ocorre quando o fluxo sanguíneo para o coração é interrompido, geralmente devido à obstrução de uma artéria coronária por um coágulo. Isso impede que o músculo cardíaco receba oxigênio, levando à lesão e morte das células cardíacas. Fisiopatologia: A hipóxia (falta de oxigênio) é o principal fator que desencadeia a lesão celular no IAM. Sem oxigênio, as células do coração não conseguem produzir energia de forma eficiente, levando a uma série de eventos que culminam na morte celular. Inicialmente, a lesão é reversível, mas se a falta de oxigênio persistir, a lesão torna-se irreversível, culminando em necrose. O tipo de necrose observado no IAM é a necrose de coagulação, caracterizada pela preservação da arquitetura tecidual básica do miocárdio necrosado. Fatores de risco: Diversos fatores aumentam o risco de desenvolver doenças cardiovasculares e IAM: Fatores modificáveis: Tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia (colesterol alto), obesidade, sedentarismo, estresse e alimentação inadequada. Fatores não modificáveis: Idade avançada, histórico familiar de doença cardiovascular e sexo masculino. Prevenção: Adotar hábitos de vida saudáveis é fundamental para prevenir o IAM: Alimentação saudável: Rica em frutas, verduras, legumes e pobre em gorduras saturadas e trans. Prática regular de exercícios físicos: Pelo menos 30 minutos por dia, na maioria dos dias da semana. Controle do peso: Manter um peso saudável. Não fumar: O tabagismo é um dos principais fatores de risco para IAM. Controle do estresse: Adotar técnicas de relaxamento e gerenciamento do estresse. Controle da pressão arterial e do diabetes: Seguir as orientações médicas para o controle adequado. Marcadores bioquímicos: Troponina: Proteína liberada no sangue após lesão do músculo cardíaco, sendo o marcador mais específico para IAM. Creatinoquinase-MB (CK-MB): Enzima presente no músculo cardíaco, que se eleva após o IAM. Mioglobina: Proteína presente no músculo cardíaco, que pode se elevar precocemente após o IAM, mas é menos específica que a troponina.