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EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA

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Questões resolvidas

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EXERCÍCIO Nº 04 
 1) Qual o conceito de OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA? 
 é um conceito fundamental no direito tributário, representando o vínculo jurídico que surge 
 entre o contribuinte (sujeito passivo) e o Estado (sujeito ativo) quando ocorre um fato 
 gerador previsto em lei. Essa obrigação é a responsabilidade legal de pagar tributos ao 
 Estado e se origina de situações específicas definidas pela legislação tributária. 
 2) QUAIS OS ELEMENTOS DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA? 
 A obrigação tributária é composta por dois elementos principais: 
 Hipótese de Incidência : É a descrição abstrata, prevista em lei, dos fatos ou situações que 
 dão origem à obrigação tributária. Define os limites da tributação, indicando quais 
 situações estão sujeitas à incidência do tributo. 
 Fato Gerador : Refere-se à concretização da hipótese de incidência, ou seja, é o evento que 
 efetivamente desencadeia a obrigação tributária. Por exemplo, no caso do Imposto de 
 Renda, o fato gerador é a obtenção de rendimentos pelo contribuinte. 
 3) ASSINALE V PARA VERDADEIRO E F PARA FALSO 
 a) A OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL SURGE COM A 
 OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR E NÃO SE EXTINGUE, APESAR DA 
 EXTINÇÃO OU DA EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. (V) 
 b) A OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL EXTINGUE-SE COM A 
 EXCLUSÃO OU COM A EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. (F) 
 c) A OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL EXTINGUE-SE COM A 
 EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. (F) 
 d) A OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL SURGE COM A PUBLICAÇÃO 
 DA LEI DO TRIBUTO. (F) 
 e) A OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL SURGE COM A OCORRÊNCIA 
 DO FATO GERADOR. (V) 
 4) COMO SE CLASSIFICA A OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA? 
 Art. 113/CTN. A obrigação tributária é principal ou acessória. 
 § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o 
 pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito 
 dela decorrente. 
 § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações, 
 positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos 
 tributos. 
 § 3º A obrigação acessória , pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em 
 obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. 
 5) EM QUE MOMENTO SURGE A OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL? 
 A obrigação tributária surge no momento em que ocorre um fato gerador. Esse fato pode 
 variar conforme o tipo de tributo e está geralmente relacionado a situações econômicas ou 
 jurídicas. Exemplos: 
 Imposto de Renda : O fato gerador é a obtenção de renda e proventos de qualquer 
 natureza. 
 ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços): O fato gerador é a 
 circulação de mercadorias ou a prestação de serviços. 
 Após a ocorrência do fato gerador, o contribuinte passa a ter o dever legal de calcular e 
 pagar o tributo devido dentro dos prazos estabelecidos pela legislação tributária. 
 6) AS OBRIGAÇÕES “DE DAR”, “DE FAZER” E DE “NÃO FAZER” 
 CONSTITUEM: 
 a) TODAS, OBRIGAÇÕES PRINCIPAIS. 
 FALSO 
 b) TODAS, OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS. 
 FALSO 
 c) PRINCIPAL A PRIMEIRA E ACESSÓRIAS AS DUAS ÚLTIMAS. 
 VERDADEIRO 
 d) PRINCIPAL AS DUAS PRIMEIRAS E ACESSÓRIA A ÚLTIMA. 
 FALSO 
 7) PODE A OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA CONVERTER-SE EM PRINCIPAL? 
 QUAL A FUNDAMENTAÇÃO LEGAL? 
 Art. 113, § único, do CTN: "A infração de disposição de obrigação acessória, por si só, não 
 gera a obrigação principal. Entretanto, a imposição de penalidade pecuniária pela infração, 
 por meio de multa, pode converter a obrigação acessória em obrigação principal." 
 8) QUAL A NATUREZA JURÍDICA DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA? 
 A natureza jurídica da obrigação tributária é de uma relação jurídica de direito público 
 entre o Estado (ou ente competente) e o contribuinte (ou responsável tributário). Ela se 
 caracteriza pela imposição de um dever legal de prestar uma contribuição pecuniária ao 
 Estado, com base em normas constitucionais, legais e infralegais. 
 9) QUEM É O SUJEITO ATIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA? 
 O sujeito ativo da obrigação tributária é definido pelo Código Tributário Nacional (CTN) 
 no artigo 119 como a pessoa jurídica de direito público que possui a competência para 
 exigir o cumprimento da obrigação tributária. Isso significa que o sujeito ativo é o ente que 
 tem a autoridade legal para cobrar tributos, realizar fiscalizações e arrecadar valores 
 devidos. 
 10) ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
 a) O FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA É A SITUAÇÃO 
 DEFINIDA EM LEI, COMO NECESSÁRIA À SUA OCORRÊNCIA. 
 Errado. O fato gerador da obrigação acessória não é uma situação que ocorre apenas por 
 ser definida em lei, mas sim um evento específico que, quando ocorre, exige um 
 comportamento do contribuinte relacionado à fiscalização ou arrecadação de tributos (por 
 exemplo, a obrigação de emitir uma nota fiscal ou entregar uma declaração de impostos). 
 O fato gerador da obrigação acessória está relacionado a ações do contribuinte no 
 cumprimento das normas tributárias e não diretamente ao pagamento do tributo. 
 b) O SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA É A PESSOA 
 OBRIGADA AO PAGAMENTO DE TRIBUTO. 
 Errado. O sujeito passivo da obrigação acessória não é a pessoa obrigada ao pagamento de 
 tributo, mas sim a pessoa ou entidade responsável pelo cumprimento das obrigações 
 acessórias, como fornecer informações à administração tributária, entregar declarações ou 
 manter a escrituração fiscal. O sujeito passivo da obrigação principal é, sim, a pessoa 
 obrigada ao pagamento do tributo, mas a obrigação acessória trata de obrigações 
 relacionadas à fiscalização e controle do tributo. 
 c) A OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA TEM POR OBJETO PRESTAÇÕES 
 POSITIVAS (FAZER) OU NEGATIVAS (NÃO FAZER), PREVISTAS NA 
 LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA, NO INTERESSE DA ARRECADAÇÃO OU 
 FISCALIZAÇÃO DE TRIBUTOS. 
 Correto. A obrigação acessória consiste em deveres do contribuinte de realizar ou deixar 
 de realizar determinadas ações, como, por exemplo, fornecer informações à Receita 
 Federal, emitir documentos fiscais, manter registros contábeis, entre outras. Essas ações 
 estão relacionadas à fiscalização e arrecadação de tributos, e podem ser tanto positivas 
 (fazer algo) quanto negativas (não fazer algo). Elas não envolvem o pagamento do tributo 
 em si, mas o cumprimento de formalidades para facilitar a fiscalização. 
 d) A PESSOA OBRIGADA AO PAGAMENTO DE APENAS PENALIDADE 
 PECUNIÁRIA DIZ-SE SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA. 
 Errado. O sujeito passivo da obrigação acessória não é aquele que apenas paga uma 
 penalidade pecuniária. A obrigação acessória se refere a deveres formais e não ao 
 pagamento de multas ou penalidades, que estão mais relacionadas ao descumprimento 
 dessas obrigações. O sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa responsável pelo 
 cumprimento das obrigações formais (como entregar declarações), e não por multas, que 
 decorrem da infração às normas tributárias. 
 11) QUEM É O SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA? 
 O sujeito passivo da obrigação tributária é a pessoa ou entidade que tem a 
 responsabilidade de pagar tributos ou penalidades pecuniárias, conforme definido pelo 
 Código Tributário Nacional (CTN). 
 De acordo com o CTN, especificamente no artigo 121, o sujeito passivoda obrigação 
 principal é descrito como: Contribuinte e Responsável . 
 12) QUE É FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL? 
 Art. 114/CTN. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como 
 necessária e suficiente à sua ocorrência. 
 13) REGRA GERAL, CONSIDERA-SE OCORRIDO O FATO GERADOR E 
 EXISTENTES OS SEUS EFEITOS: 
 a) TRATANDO-SE DE SITUAÇÃO JURÍDICA, DESDE O MOMENTO EM 
 QUE TENHA SIDO INICIADA A SUA CONSTITUIÇÃO, NOS TERMOS DO 
 DIREITO APLICÁVEL. 
 Errado. A situação jurídica é um conjunto de normas que regulam os direitos e deveres 
 das partes em determinado contexto legal. O fato gerador da obrigação tributária, no 
 entanto, ocorre somente quando a situação jurídica se completa . A alternativa sugere 
 que o fato gerador ocorre no momento em que a constituição da situação jurídica é 
 iniciada, mas isso não corresponde ao conceito de fato gerador, que se caracteriza pela 
 concretização do fato ou ato que define a obrigação tributária. Em matéria tributária, o 
 fato gerador ocorre quando as condições estabelecidas pela lei são atendidas, não apenas 
 com o início da constituição da situação jurídica. 
 b) TRATANDO-SE DE SITUAÇÃO DE FATO, DESDE O MOMENTO EM 
 QUE ESTEJAM EM VIAS DE SE CONCRETIZAR AS CIRCUNSTÂNCIAS 
 MATERIAIS QUE PRODUZIRÃO OS EFEITOS QUE LHE SÃO PRÓPRIOS. 
 Errado. A situação de fato refere-se ao acontecimento concreto que gera a obrigação 
 tributária, e o fato gerador ocorre quando o ato ou situação se concretiza , não quando 
 está em vias de se concretizar. O fato gerador deve ocorrer efetivamente, ou seja, quando 
 a circunstância material (como a venda de um produto, a prestação de um serviço, etc.) de 
 fato acontecesse. A alternativa descreve uma fase preliminar do evento, e o fato gerador 
 surge apenas quando o ato se consuma, não antes. 
 c) EM QUALQUER SITUAÇÃO, DESDE O MOMENTO EM QUE SE 
 IDENTIFIQUE O CONTRIBUINTE, NOS TERMOS DO DIREITO 
 APLICÁVEL. 
 Errado . A identificação do contribuinte é uma etapa importante para determinar quem é 
 responsável pela obrigação tributária, mas não é o momento em que se considera ocorrido 
 o fato gerador. O fato gerador, em regra, ocorre quando a situação que gera a 
 obrigação tributária se consuma , independentemente da identificação do contribuinte. 
 A identificação do contribuinte ajuda a definir quem deverá pagar, mas o fato gerador é 
 anterior a essa identificação, sendo a causa que gera o dever de pagar o tributo. 
 d) TRATANDO-SE DE SITUAÇÃO DE FATO, DESDE O MOMENTO DA 
 PRÁTICA DO ATO OU DA CELEBRAÇÃO DO NEGÓCIO. 
 Correto. O fato gerador da obrigação tributária é geralmente ligado a uma situação de 
 fato, ou seja, a realização de um ato ou evento concreto , como a compra e venda de um 
 produto ou a prestação de um serviço. O momento do fato gerador é considerado desde a 
 prática do ato ou da celebração do negócio, que são os momentos em que se concretizam 
 as condições necessárias para que surjam as obrigações tributárias (por exemplo, quando 
 ocorre a transação que gera a base de cálculo do imposto). Assim, a alternativa correta 
 descreve adequadamente a definição do momento do fato gerador para situações de fato. 
 e) TRATANDO-SE DE SITUAÇÃO JURÍDICA, DESDE O MOMENTO EM 
 QUE ESTEJA DEFINITIVAMENTE CONSTITUÍDA, NOS TERMOS DO 
 DIREITO PERTINENTE. 
 Errado. A alternativa faz referência a situações jurídicas, que tratam de situações 
 normativas ou legais, e não a situações de fato. A constituição da obrigação tributária não 
 ocorre apenas quando a situação jurídica está "definitivamente constituída", pois o fato 
 gerador é um evento concreto que pode dar origem a uma obrigação tributária 
 independentemente de qualquer formalidade jurídica. A situação jurídica pode envolver a 
 interpretação de normas que estabelecem as condições para que o fato gerador aconteça, 
 mas a constituição do fato gerador é efetivada quando o fato material ocorre, não com a 
 definição jurídica da situação. 
 14) QUE É FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA? 
 Art. 115/CTN. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da 
 legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação 
 principal. 
 15) EM 10.05.2022, JOÃO DISSE A SEU FILHO MÁRIO QUE LHE DOARIA 
 UM DETERMINADO IMÓVEL, CASO O RAPAZ CONSEGUISSE CONCLUIR 
 O CURSO SUPERIOR ATÉ 13.12.2024. ASSINADO AOS 15.06.2022, O 
 RESPECTIVO CONTRATO FOI REGISTRADO EM 02.10.2022. AOS 
 30.12.2023, MÁRIO CONCLUI O CURSO SUPERIOR. O FATO GERADOR DO 
 IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS OCORREU EM: 
 a) 30.12.2024. 
 b) 30.12.2023 . 
 O fato gerador do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) ocorre no 
 momento da transferência de propriedade do imóvel, ou seja, quando o beneficiário (no 
 caso, o filho) satisfaz a condição para receber o imóvel, ou seja, quando ele conclui o 
 curso superior. A doação foi feita com a condição suspensiva de que Mário conclua o 
 curso superior até 13.12.2024. No entanto, Mário concluiu o curso em 30.12.2023 , ou 
 seja, antes da data limite, e nesse momento, a condição foi cumprida, tornando a doação 
 efetiva. A data relevante para a ocorrência do fato gerador é, portanto, a data em que a 
 condição foi cumprida , ou seja, 30.12.2023 , quando Mário concluiu o curso e, a partir 
 daí, a doação foi efetiva, gerando o fato gerador para a cobrança do ITBI. 
 c) 02.10.2022. 
 d) 15.06.2022. 
 e) 10.05.2022. 
 16) QUAL O VALOR DAS CONVENÇÕES PARTICULARES EM RELAÇÃO 
 À RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA? 
 O valor das convenções particulares em relação à responsabilidade tributária é limitado e 
 não pode modificar ou eximir as obrigações estabelecidas pela legislação tributária. As 
 convenções particulares, como contratos e acordos entre as partes, podem influenciar 
 aspectos das relações privadas entre as pessoas, mas não podem alterar as 
 responsabilidades tributárias que estão previstas nas normas legais e na Constituição. 
 Responsabilidade tributária está ligada à lei e envolve a pessoa ou entidade que, por 
 força de disposições legais, é obrigada a pagar tributos, sejam diretamente (como o 
 contribuinte) ou indiretamente (como o responsável tributário) 
 17) QUAIS AS PESSOAS SOLIDARIAMENTE OBRIGADAS? 
 As pessoas solidariamente obrigadas são aquelas que, em virtude de uma situação 
 específica prevista pela legislação, têm a responsabilidade de cumprir uma obrigação 
 tributária de forma conjunta. Ou seja, quando há solidariedade, o cumprimento da 
 obrigação pode ser feito por qualquer uma das pessoas solidariamente obrigadas, sendo 
 que, se uma delas não pagar, as demais podem ser cobradas pelo total da dívida. No 
 contexto tributário, o Código Tributário Nacional (CTN), especialmente no artigo 124 , 
 trata da solidariedade no cumprimento de obrigações tributárias 
 18) QUAIS OS EFEITOS DA SOLIDARIEDADE TRIBUTÁRIA? 
 A solidariedade tributária ocorre quando duas ou mais pessoas são responsáveis pela 
 totalidade de uma obrigação tributária, podendo ser cobradas pelo crédito tributário 
 integralmente, independentemente de sua participação no fato gerador. Os efeitos dessa 
 solidariedadeestão diretamente relacionados ao fato de que a obrigação tributária pode ser 
 exigida de qualquer uma das pessoas solidariamente obrigadas, sem que seja necessário 
 estabelecer previamente qual delas é a devedora. Os principais efeitos da solidariedade 
 tributária são: 
 1. Exigibilidade da Totalidade da Dívida 
 A principal consequência da solidariedade tributária é que o fisco pode cobrar o valor total 
 da obrigação tributária de qualquer uma das pessoas solidariamente responsáveis. Ou seja, 
 se uma das pessoas não pagar, o fisco pode cobrar integralmente dos demais responsáveis, 
 sem a necessidade de se dividir o valor proporcionalmente entre eles. Exemplo: Se três 
 pessoas são solidariamente responsáveis por um tributo no valor de R$ 30.000,00, o fisco 
 pode exigir o valor integral de qualquer uma delas. Se uma delas pagar R$ 10.000,00, as 
 outras duas podem ser cobradas pela diferença, até o valor total. 
 2. Extinção da Dívida com o Pagamento de Qualquer um dos Solidários 
 Quando um dos responsáveis solidários efetua o pagamento da dívida, ela extingue a 
 obrigação tributária para todos os envolvidos. O pagamento realizado por um dos 
 solidários libera os demais da responsabilidade pelo débito. Exemplo: Se um dos solidários 
 paga a dívida de R$ 30.000,00, o tributo fica quitado e não há mais necessidade de os 
 outros solidários pagarem a dívida, mesmo que o pagamento tenha sido feito por apenas 
 um deles. 
 3. Direito de Regresso 
 Após o pagamento da dívida tributária, o responsável que pagou pode exercer o direito de 
 regresso contra os outros solidários. Isso significa que o contribuinte que pagou 
 integralmente a dívida tem o direito de cobrar das demais pessoas solidárias a parte que 
 cada uma deveria pagar. A recuperação do valor pode ser proporcional ao que cada um 
 deveria, ou com base em uma convenção particular entre os solidários. Exemplo: Se um 
 dos solidários pagou a dívida de R$ 30.000,00, ele pode cobrar dos outros solidários as 
 partes que lhe cabiam (caso haja um acordo prévio de divisão ou um critério de apuração 
 da responsabilidade). 
 4. Responsabilidade Solidária Independente de Culpa 
 A solidariedade tributária não exige que as pessoas solidárias tenham praticado atos ilícitos 
 ou tenham culpa no fato gerador do tributo. Ou seja, a solidariedade é objetiva, ou seja, 
 depende da situação prevista em lei, e não do comportamento dos solidários. A 
 responsabilidade pode surgir por situações previstas na legislação, como a responsabilidade 
 dos sócios por tributos devidos pela empresa. Exemplo: Em uma sociedade empresária, os 
 sócios podem ser solidariamente responsáveis pelas dívidas tributárias da empresa, 
 independentemente de terem agido de forma fraudulenta ou negligente. 
 5. Impossibilidade de Divisão de Responsabilidade em Caso de Inadimplência 
 Quando uma das partes não paga, o fisco não precisa dividir a dívida ou determinar qual 
 seria a parte de cada um. A cobrança do tributo pode ser feita de forma total, sem a 
 necessidade de verificação do valor específico que cada solidário deve pagar. 
 6. Impacto na Prescrição e na Exigibilidade do Crédito Tributário 
 A prescrição do direito de cobrança do crédito tributário pode ser interrompida com a ação 
 de qualquer um dos solidários, e a dívida continuará exigível de todos os solidários. Em 
 caso de inadimplência, a prescrição não se extingue para todos os envolvidos até que a 
 dívida tenha sido completamente paga. 
 Fundamento Legal : 
 A solidariedade tributária está prevista no Código Tributário Nacional (CTN), 
 especialmente no art. 124, que dispõe sobre as situações em que a solidariedade pode ser 
 estabelecida. O artigo deixa claro que a solidariedade pode ser determinada por lei, ou 
 resultar de práticas que impliquem em infrações tributárias. 
 Exemplos de Solidariedade Tributária: 
 Sócios de uma empresa: Se a empresa não paga seus tributos, seus sócios podem ser 
 responsabilizados solidariamente, especialmente se houver dissolução irregular ou fraude. 
 Herdeiros: Em caso de falecimento, os herdeiros podem ser responsáveis solidariamente 
 pelas dívidas tributárias do falecido, até o limite da herança recebida. 
 Responsáveis tributários: Como no caso de representantes legais ou procuradores, que 
 podem ser solidariamente responsáveis pelos tributos devidos por outra pessoa. 
 19) DETERMINADA EMPRESA INDUSTRIAL CONTRATOU, POR 
 ESCRITO, COM UM ATACADISTA, UMA VULTOSA VENDA SEM NOTA 
 FISCAL, DE PRODUTOS SUJEITOS AO IPI, ESTABELECENDO QUE O 
 COMPRADOR SE RESPONSABILIZARIA PELO IMPOSTO QUE, 
 PORVENTURA, VIESSE A SER EXIGIDO. O FISCO, NESSE CASO, TEM 
 DIREITO A 
 a) TODO O TRIBUTO DO COMPRADOR, JÁ QUE O CONTRATO FAZ LEI 
 ENTRE AS PARTES. 
 Errado. O contrato entre as partes não pode transferir a responsabilidade pelo pagamento 
 de tributo quando a legislação determina que a responsabilidade é do fabricante ou 
 importador. O Fisco não está vinculado ao que é acordado entre as partes. 
 b) METADE DE CADA UM, POIS, DEVIDO AO CONLUIO, SÃO 
 SOLIDARIAMENTE RESPONSÁVEIS. 
 Errado. Não há indicação de que o Fisco considere que haja conluio entre as partes, ou 
 que as partes sejam solidariamente responsáveis. O que ocorre é que o Fisco pode cobrar a 
 totalidade do tributo da pessoa que é legalmente responsável, no caso, a indústria. 
 c) TODO O TRIBUTO DA INDÚSTRIA, POIS TAL CONTRATO NÃO PODE 
 SER OPOSTO À FAZENDA PÚBLICA. 
 Correto: A responsabilidade pelo pagamento do IPI não pode ser alterada por contrato 
 entre as partes, sendo sempre da empresa industrial que realiza o fato gerador do tributo. 
 d) EXIGIR DO COMPRADOR O TRIBUTO, POR FORÇA DO 
 CONTRATO, ALÉM DE EXIGIR MULTA DA EMPRESA INDUSTRIAL, POR 
 FORÇA DA SONEGAÇÃO FISCAL. 
 Errado. O contrato não pode transferir a responsabilidade tributária para o comprador. A 
 empresa industrial é a responsável pelo pagamento do IPI, e o Fisco pode exigir a multa 
 apenas da parte que não cumpriu a obrigação tributária, ou seja, a empresa industrial. Não 
 há evidência de sonegação, apenas uma tentativa de desviar a responsabilidade tributária. 
 20) QUANTO ÀS INFRAÇÕES EM QUE O DOLO ESPECÍFICO DO 
 AGENTE CONSTITUA UM DOS ELEMENTOS DE SUA DEFINIÇÃO, A 
 RESPONSABILIDADE É 
 a) DO AGENTE E DO CONTRIBUINTE, EM CARÁTER SOLIDÁRIO. 
 Errado. A responsabilidade solidária não se aplica diretamente a esse caso, porque a 
 infração descrita envolve dolo específico do agente. A responsabilidade geralmente é 
 atribuída ao agente que comete a fraude, e não de forma solidária com o contribuinte. O 
 contribuinte, se não tiver agido dolosamente, não será responsabilizado de forma solidária 
 pela infração. 
 b) EXCLUSIVA DO CONTRIBUINTE, AINDA QUE ESTE NÃO SEJA O 
 AGENTE. 
 Errado. A responsabilidade exclusiva do contribuinte, mesmo quando ele não é o agente, 
 não é a regra quando o dolo específico está presente. A infração depende da intenção 
 fraudulenta do agente, e não apenas da ação do contribuinte. Portanto, a responsabilidade 
 não será exclusivamente do contribuinte. 
 c) EXCLUSIVA DO AGENTE, AINDA QUE ESTE NÃO SEJA O CONTRIBUINTE. 
 Correto. Quando o dolo específico é um dos elementos da infração, a responsabilidaderecai 
 somente sobre o agente que praticou a infração, mesmo que ele não seja o contribuinte. O 
 agente que comete fraude tributária (como o contador ou administrador) pode ser 
 responsabilizado, mesmo que não seja o contribuinte, ou seja, a pessoa jurídica ou física que 
 deveria pagar o tributo. 
 d) SUBSIDIÁRIA DO CONTRIBUINTE E PRINCIPAL DO AGENTE. 
 Errado. A responsabilidade subsidiária do contribuinte não se aplica aqui, já que a infração foi 
 cometida com dolo específico do agente. Se o agente comete uma fraude, ele será o principal 
 responsável pela infração. A responsabilidade do contribuinte seria subsidiária apenas em 
 casos em que ele não tenha cumprido suas obrigações, mas não em fraudes dolosas cometidas 
 por um terceiro. 
 e) SUBSIDIÁRIA DO AGENTE E PRINCIPAL DO CONTRIBUINTE. 
 Errado. Da mesma forma, a responsabilidade não é subsidiária do agente e principal do 
 contribuinte. O dolo está relacionado à fraude realizada pelo agente, e a responsabilidade recai 
 principalmente sobre ele. O contribuinte só seria subsidiariamente responsável em outras 
 circunstâncias, mas não quando o dolo do agente é o elemento central da infração.

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