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Herpesvírus Universidade de Vassouras Profa. Dra. Greiciane Bronzato Família Herpesviridae ◼ O nome da família vem de um verbo grego herpein, que significa rastejamento. ◼ Herpesvírus infectam provavelmente todas as espécies animais ◼ Em humanos: 8 identificados até o presente momento Estrutura do herpesvírus ◼ Grandes vírus ◼ DNA fd linear envolto por capsídeo icosaédrico ◼ 162 capsômeros ◼ Tegumento ◼ Envelope – memb. fosfolipídica + glicoproteínas ◼ Sensíveis: ➢ Detergentes ➢ Ácidos, solventes ➢ Ressecamento Adesão e fusão viral Escapar do controle imune Replicação do herpesvírus Adsorção - Interação das glicoproteínas virais c/ receptores da memb. hospedeira Penetração - Nucleocapsídeo liberado por fusão no citoplasma celular Replicação e Montagem - Genoma liberado no núcleo da célula – transcrição e replicação Liberação - da célula por exocitose ou lise celular Transcrição em etapas: denominadas: ptn precoce imediata (α), ptn precoce (β) e ptn tardia (γ) α (não estrutural) – ptn importantes na regulação da transcrição gênica e controle da célula β (não estrutural) – consiste em mais fatores de transcrição e enzimas. DNA polimerase γ (ptn estruturais) - geradas após o inicio da replicação Latência Gânglio NervosoInfecção Primária Genoma celular DNA extracromossomal circular = episoma NúcleoTerminações nervosas Transporte = fluxo retrógrado Penetração Perda de partículas Característica do herpesvírus Ocorre em menos de 2 minutos Patogenese ◼ Após a primo-infecção, os herpesvírus estabelecem infecções herpéticas latentes, isto é, as células se mantêm infectadas, sem produção de vírus infeccioso ◼ Uma vez infectado, o hospedeiro permanece infectado até a morte ◼ Intermitentemente o vírus latente pode ser reativado (infecções herpéticas recorrentes), em resposta a vários estímulos, produzindo vírus infeccioso novamente ◼ Ocasionalmente causa sinais clínicos ( imunidade) Reativação ◼ Estímulos sistêmicos: Estresse emocional Hipertermia, Menstruação Desequilíbrio hormonal Exposição a UV Outras infecções (resfriado, HIV) Administração de imunossupressores ◼ Replicação viral ◼ Infecções recorrentes – menos graves, locais – curta duração Imunopatologia ◼ Interferons α, β – produzidas quando uma célula é infectada ◼ “sistema de alarme precoce” ◼ Ligação a receptores específicos - ativa mecanismos antivirais nas adjacentes ◼ Efeitos antivirais = enzimas A infecção viral da célula ativa essas enzimas e deflagram uma cascata de eventos bioquímicos que levam à inibição da síntese de proteínas, degradação do RNA-mensageiro *IF2 = fator de iniciação ribossomal em eucariotos Imunopatologia ◼ Natural killer – (2 dias) - liberação de perforinas e granzimas B – função citotóxica ◼ Células T (citotóxicas) - eliminação dos vírus nos tecidos, pois destroem as células infectadas ◼ IgA na mucosa = previne reinfecção ◼ S.C. = defesa contra vírus livres – neutralização – danificação do envelope - viriólise Anticorpos podem limitar ou não a disseminação ou a reinfecção, pois fornecem uma barreira importante na restrição da disseminação viral na corrente sanguínea. Subfamílias ◼ Agrupamento em 3 subfamílias, com base em diferenças nas características virais ➢ Estrutura do genoma ➢ Tropismo tecidual ➢ Sitio de infecção latente ➢ Patogenese ➢ Manifestação da doença ◼ Compreende 3 subfamílias: alphaherpesvirinae, betaherpesvirinae e gammaherpesvirinae Alphaherpesvirinae ◼ Replicação rápida ◼ Espectro de hospedeiro variável ◼ Latência nos gânglios sensoriais Vírus do Herpes Simples tipos 1 e 2 (HSV-1/HSV-2) - infecção da mucosa labial e genital ◼ Diferenciados por sorotipagem e padrão da doença Transmissão HSV-1 ◼ Contato ◼ Fômites HSV-2 ◼ DST ◼ Congênita HSV-1; HSV-2: Doenças associadas: • Gengivoestomatites herpética primária (“aftas”) • Herpes recorrente labial (bolha herpética) Sintomas associados: Sensações chamadas hipoestasia • Formigamento • Coceira • Ardência HSV-2 apenas infectava a área genital Infecção primária – 1º contato Reativação ou infecção recorrente Lesões herpéticas Pode se espalhar para a pele Diagnóstico ◼ Diagnóstico ➢ Imunofluorescência direta – detecção de antígenos ➢ PCR Isolamento de vírus: fluido vesicular, swabs orais, nasais, conjuntivais, tecidos de abortos, fragmentos de encéfalo Tratamento ➢ Aciclovir interfere com a DNA polimerase viral inibindo a replicação do vírus Vírus Varicela Zoster (VZV-3) ◼ Catapora ou varicela – recorrência (cobreiro ou herpes- zoster) ◼ Disseminada por gotículas da saliva e secreções nasais ◼ Altamente contagiosa - neurotrópico ◼ Úlceras orais doloridas antes da erupção da pele ◼ Fatores para reativação: ◼ Imunodepressão ◼ Tratamento com drogas citotóxicas ◼ Radiação ◼ Presença de neoplasias malignas ◼ Abuso do álcool ... Vírus Varicela Zoster (VZV-3) Manifestação oral ◼ Envolvimento dos ramos maxilar e/ou mandibular do nervo trigêmeo ◼ Presente na mucosa móvel ou aderida ◼ Vesículas branco-opacas se rompem - ulcerações de pouca profundidade ◼ Desaparecimento - uma semana Geralmente clínico em imunocompetentes Diagnóstico laboratorial: igual ao HSV Diagnóstico ◼ Imunofluorescência e ensaio imunoabsorvente ligado à enzima (ELISA) = aumento de anticorpo ◼ PCR - útil para a detecção de doença sistêmica e neuronal. Tratamento ➢ Idoxuridina (IDU) - uso somente tópico ➢ bloqueia o emparelhamento de bases ➢ Aciclovir e análogos – ➢ Ambos inibem a replicação viral ➢ Vacina viva atenuada – alto custo *imunocomprometido Gammaherpesvirinae ◼ Latência estabelecida em tecidos linfóides (células T ou B) Epstein-Barr Vírus (EBV – tipo 4) ◼ Descoberta em amostra de biópsia – linfoma de Burkitt ou “linfoma africano” – de neoplasia de célula B ◼ carcinoma nasofaringeal Epstein – Barr (EBV – tipo 4) ◼ Disseminação pela saliva – “doença do beijo” ◼ Causa mononucleose infecciosa (febre glandular) – invade a célula e afeta os linfócitos B ◼ Febre em baixa escala ◼ Faringite ◼ Fadiga ◼ Linfadenopatia generalizada ◼ Leucoplasia pilosa (característica de infecção por HIV) ◼ Esplenomegalia ◼ Diagnóstico hemograma completo e imunofluorescência direta; PCR. ◼ Não há tratamento específico Ocorrem pequenos cachos de petéquias finas hemorrágicas que podem coalescer para formar uma pseudomembrana Replica em células B ou células epiteliais ◼ Isolamento em lesões de sarcoma de Kaposi – DNA de material de biópsia (HIV) ◼ Associado ao sarcoma ◼ Pacientes HIV positivos Herpesvirus humano-8 (HHV-8) Manifestação oral ◼ Lesões orais – observados em 50% dos pacientes afetados ◼ Lesão vascular plana, assintomática ◼ Neoplasia - podem desenvolver placas ou se tornam nodulares ◼ Dor, sangramento e disfunção oral Tratamento ◼ Instituído para reduzir o número e tamanho das lesões ◼ Quimioterapia – tratamento sistêmico ◼ Tratamentos locais: Radioterapia, crioterapia, laserterapia Betaherpesvirinae ◼ Replicação lenta ◼ Latência em glândulas secretórias, células linforeticulares, tecidos renais Citomegalovírus (CMV – tipo 5) - causa um tipo de mononucleose infecciosa Citomegalovírus (CMV -tipo 5) ◼ Disseminação transfusão, transplante de tecido, oral, sexual e congênita ◼ Ulcerações aftosa na mucosa oral (inespecífica – infecção disseminada) ◼ Sialadenite (glândulas salivares) ◼ Diagnóstico: imunofluorescência direta ◼ Tratamento: ganciclovir – inibe a replicação (DNA polimerase) CMV e periodontites agressivas = variação nos resultados RECÉM NASCIDO COM SÍNDROME CONGÊNITA • Infecções primárias pela mãe: • Natimortos • Microcefalia • Hepatoesplenomegalia • Exantema • Calcificação intracerebral CMV é a causa viral mais prevalente de doenças congênitas. HHV-6; HHV-7Herpesvírus humanos tipos 6 e 7 ◼ HHV-6 isolado sangue HIV +, cultivado em linfocitos T ◼ HHV-7 isolado HIV +, infectado por HHV-6 ◼ Disseminação por saliva – glândula salivar – reservatório ◼ Associados com erupção cutânea em bebês (Ruséola infantum) e ulcerações orais estão relacionadas com essas erupções ◼ Exantema súbito/roséola ◼ Testes de rotina ainda estão por ser descritos ◼ Sem necessidade de tratamento e raramente provoca complicações Slide 1: Herpesvírus Slide 2: Família Herpesviridae Slide 3: Estrutura do herpesvírus Slide 4: Replicação do herpesvírus Slide 5 Slide 6 Slide 7: Patogenese Slide 8: Reativação Slide 9: Imunopatologia Slide 10: Imunopatologia Slide 11: Subfamílias Slide 12: Alphaherpesvirinae Slide 13: Transmissão Slide 14: HSV-1; HSV-2: Slide 15 Slide 16 Slide 17: Diagnóstico Slide 18: Tratamento Slide 19: Vírus Varicela Zoster (VZV-3) Slide 20: Vírus Varicela Zoster (VZV-3) Slide 21: Manifestação oral Slide 22: Diagnóstico Slide 23: Tratamento Slide 24: Gammaherpesvirinae Slide 25: Epstein – Barr (EBV – tipo 4) Slide 26 Slide 27 Slide 28: Manifestação oral Slide 29: Tratamento Slide 30: Betaherpesvirinae Slide 31: Citomegalovírus (CMV -tipo 5) Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35: HHV-6; HHV-7 Slide 36