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Anatomia interna e acesso endodôntico 
(unirradiculares e birradiculares)
Endodontia – aula 1
17/08/2022
· Tratamento endodôntico.
· Diagnostico.
· Abertura coronária.
· Preparo químico-mecânico (instrumentação).
· Medicação intracanal (se for um dente bio, provavelmente não precisa. Se for necro, possivelmente precise por estar infectado).
· Obturação do sistema de canais (preenchimento do espaço que era ocupado pela polpa). 
· Acompanhamento periódico. 
· Anatomia interna (morfologia interna). 
OBS: POLPA – é um tecido conjuntivo altamente vascularizado e inervado. 
OBS: todo primeiro pré-molar superior na maioria das vezes tem 2 canais (1 palatino e 1 vestibular). 14 e 24.
OBS: usa-se a radiografia e TC para analisar. Micrótomo – para pesquisas. 
· polpa tem uma porção coronária que é a câmara pulpar. 
· No acesso, a broca remove o teto da câmara pulpar.
· Em dentes com mais de uma raiz tenho teto e assoalho pulpar, mas é importante tomar cuidado para não fazer a perfuração do assoalho pulpar.
· Tronco é a porção de dentina que constitui a distância entre o assoalho pulpar e a região de furca.
· O canal cavo interradicular é comum em pré-molares birradiculares e molares.
· Pode ser a causa da lesão de furca.
· É a cavidade pulpar que se estende desde a abertura até o forame apical.
· No terço apical é onde se encontra a maior quantidade de acidentes anatômicos (canais extras...).
· Irrigação é importante para a limpeza dos canais, principalmente para aqueles que não são os principais, onde não se consegue fazer a instrumentação. 
· A cavidade pulpar é reflexo da forma externa do dente, reduzindo-se com a idade ou a processos de agressão. 
· Estudando a relação entre o ápice e o forame radicular verificam a mesma localização de ambos em 17% dos 7.275 dentes analisados, sendo que em 83% dos casos o forame distanciava-se do ápice em torno de 2 a 3 mm. 
OBS: é comum o forame ser parapical (ao lado do ápice). 
· Pontas de rhein são utilizadas para instrumentação muito próximas do ápice e não brocas. 
· Acesso coronário. 
· Procedimentos prévios.
· Exame clinico cuidadoso (testes térmicos, teste elétrico, teste de percussão...).
· Radiografia inicial (orto e angulada – técnica de Clark).
· Bochecho com solução anti-séptica.
· Profilaxia/ raspagem supra-gengival no dente a ser tratado.
· Anestesia.
· Isolamento absoluto.
· Acesso coronário propriamente dito. 
· Princípios da cirurgia de acesso.
· 1- Remoção de todo tecido cariado, restauração deficiente e estrutura dental desapoiada. 
· 2- Alisar superfícies pontiagudas e arestas.
· 3- Remover planos inclinados para estabelecer um ponto de referência fixo e confiável. 
· 4- Estabelecer a área de eleição para o acesso dentes anteriores pela palatina ou lingual, próximo ao cíngulo e em dentes posteriores pela oclusal. 
· 5- Executar o acesso utilizando brocas compatíveis com o tamanho da câmara pulpar.
· 6- Dar forma de contorno e conveniência necessários (paredes lisas, ligeiramente expulsivas e sem retenções). Acessos vão ter formatos próximos ao formato do dente (porque câmara pulpar é reflexo do formato externo do dente).
· Incisivos superiores: triangular. 
· Incisivos inferiores: triangular ou oval.
· Caninos: losangular.
· Pré-molares: cônico-ovoide. 
IMPORTANTE!
· Forma de contorno é o desenho inicial para desgastar até a trepanação (quando broca chega no teto da câmara pulpar). 
· Forma de conveniência é o formato do acesso, desgastes pelas laterais. 
· Desgaste compensatório do cíngulo e de paredes ainda irregulares para que instrumento são sofra estresse. 
· Brocas de alta rotação.
· Endo-z e 3083 usa-se muito. Não tem corte na ponta, então fazem desgaste compensatório após o acesso. Desgaste compensatório das paredes internas irregulares para que instrumentos possam acessar sem estresse. 
· Acesso em dentes anteriores.
· Em 45° em relação ao longo eixo do dente (direção de trepanação) com broca esférica pela palatina, próximo ao cíngulo, depois utilizo a broca endo Z ou 3083 para deixar paredes lisas (desgaste compensatório) para que assim instrumento para sem estresse.
OBS: broca de alta rotação não trabalha na porção radicular, apenas na coronária. 
· Incisivos centrais superiores (11 e 21).
· Comprimento: em média 23,6 mm (23 a 24 mm).
· N° raízes: 1 (99,94%) e 2 (0,06%).
· N° canais: 1 (99,2%) e 2 (0,8%).
· Em quase 100% dos casos tem uma raiz e um canal. 
· Configurações: tipo I (99,2%). 
· Canal tende a ser mais reto.
· Formato do acesso: triangular. 
· Limas de aço inoxidável e calibre maior comparado a incisivos laterais. 
· Dente é dividido em 3 terços: cervical (+ amplo, + reto e geralmente + infectado), terço médio e terço apical. 
 
· Incisivos laterais superiores (12 e 22). 
· Comprimento: 22,5 mm.
· N° raízes: 1 (99,94%) e 2 (0,06%).
· N° canais: 1 (98,5%) e 2 (1,5%).
· Configurações: tipo I (98,5%). 
· Dens in dent é mais comum em incisivos laterais superiores, o que pode dificultar a endo. 
OBS: IMPORTANTE!!! OBRIGATORIAMENTE INCISIVOS LATERAIS SUPERIORES SÃO TRATADOS COMO CANAIS CURVOS. 
· Caninos superiores (13 e 23).
· Comprimento: 26,4 mm.
· N° raízes: 1 (100%).
· N° canais: 1 ( 97%) e 2 (3%).
· Configurações: tipo I( 98,5%).
· Maiores dentes em comprimento. 
· Sempre 1 raiz e na grande maioria das vezes 1 canal.
· Acesso pela palatina ou lingual. 
· Acesso mais oval ou losangular. 
· Incisivos inferiores (31, 32, 41 e 42).
· Comprimento: em media 20 a 22 mm.
· N° raízes: 1.
· N° canais: 1 (86,5%) e 2 (14,4%) IC. 
E 1 (79,7%) e 2 (20,2%) IL.
· Configurações: tipo I (86,5%) IC. Tipo I (79,7%) IL. 
OBS: ATENÇÃO!! Pode ser que ILS tenham um canal mais pra lingual. Desgaste compensatório ajuda a revelar ele. 
· Caninos inferiores (33 e 43).
· Comprimento: 25,9 mm.
· N° raízes: 1 (98,57%) e 2 (1,43%).
· N° canais: 1 (92,4%) e 2 (7,3 %).
· Configurações: tipo I (92,4%) e tipo III (2,7%).
· Acesso em pré-molares.
· Direção da trepanação: paralela ao longo eixo do dente.
· Ponto de eleição: área central da superfície oclusal. 
· Forma de contorno: ovóide. Em superiores formato mais oval devido a canal V e L e inferiores circular.
· Primeiros pré-molares superiores (14 e 24).
· Comprimento: em media 20 e 21 mm.
· N° raízes: 2 (55,3%), 1 (43,1%) e 3 (1,2%). 
· N° canais: 2 (77,3%) e 1 (20,1%) e 3 (1,2 %).
· Configurações: Tipo IV (50,1%). 
· 2 raízes em mais da metade dos casos e mais de 70% dos casos 2 canais. 
· Segundo pré-molar superior (15 e 25).
· Comprimento: 21,2 mm.
· N° raízes: 1 (86,2%) e 2 (13,5%).
· N° canais: 2 (56,7%), 1 (42,7%) e 3 (0,4 %).
· Configurações: tipo I (42,7%) e tipo II( 18,7%). 
· Menos comum terem dois canais quando comparado ao primeiro.
· Primeiro pré-molar inferior (34 e 44).
· Comprimento: 22,4 mm.
· N° raízes: 1 (97,5%) e 2 (2,5%).
· N° canais: 1 (71,3%), 2 (27,9%) e 3 (0,1%).
· Configurações: tipo I(71,3%)/ tipo V (18,7%). 
· Segundo pré-molar inferior (35 e 45).
· Comprimento: 22,1 mm.
· N° raízes: 1 (92%) e 2 (8%).
· N° canais: 1 (89,3%).
· Configurações: tipo I (84,7%)/ tipo V (13,4%). 
ATENÇÃO!! 
· Tomar cuidado com tamanho da câmara coronária.
· Forma da câmara coronária. 
· Inclinação do dente no arco.
OBS: em caso de câmara pulpar atrésia, teto e assoalho muito próximos pode ser usado brocas de baixa rotação. 
· Dificuldades na abertura coronária.
· Nódulos pulpares.
· Calcificação coronária.
· Dente fora de posição. 
· Prótese recobrindo a coroa.
· Radiografia inadequada. 
· Falta de pratica do operador. 
· Erros de acesso mais frequentes.
· Erro na direção de trepanação.
· Desgaste insuficiente.
· Desgaste excessivo. 
· Manutenção de teto na câmara pulpar. 
	OBS: quando não se faz a manutenção de teto na câmara pulpar, é possível que futuramente esse dente fique escurecido. 
· Perfuração do assoalho pulpar. 
· Localização dos orifícios de entrada dos canais radiculares.
· É feito por meio da sonda Rhein.
OBS: um bom acesso permite a chegada dos instrumentos endodônticosa região apical, sem ou com um mínimo de interferências. 
	Dentes
	Comp.
	raízes
	canais
	acesso
	ICS
	23 a 24
	1
	1
	Triang.
	ILS
	22 a 23
	1
	1
	Triang.
	CS
	26 a 27
	1 sempre
	1
	losangular
	II
	20 a 22
	1
	1 ou 2 (menos)
	Triang. Ou oval
	CI
	25 a 26
	1
	1 ou 2 (menos)
	losangular
	1 PMS
	20 a 21
	2 ou 1 (menos) ou 3 (muito menos)
	2 ou 1 (menos) ou 3 (muito menos)
	oval
	2 PMS
	21 a 22
	1 ou 2 (menos)
	2 ou 1 (menos) ou 3 (muito menos)
	oval
	1 PMI
	22 a 23
	1
	1 ou 2 (menos) ou 3 (muito menos)
	Oval ou circular
	2 PMI
	22
	1 ou 2 (menos)
	1 ou 2 (muito menos)
	
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