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Mariana Gagno Ribeiro - 127 
PERIAPICOPATIAS 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Podem acontecer em polpa viva ou polpa necrosada, 
tendo origens distintas 
 
Fatores relacionados: 
- Biológicos 
- Químicos 
- Físicos 
 
Diagnóstico apical: baseado em achados clínicos - 
radiográficos. 
 
TECIDO APICAL NORMAL 
 
- Não apresenta resposta dolorosa ao teste de 
percussão e palpação 
- Lâmina dura em volta da raiz não apresenta 
alteração de espessura e radiopacidade. 
Ligamento intacto e uniforme. 
 
INFLAMAÇÃO APICAL 
 
POLPA NECRÓTICA = BACTÉRIAS = INFECÇÃO E 
INFLAMAÇÃO 
 
Exsudato inflamatório → origem de seus constituintes. 
A) Produtos da necrose: proteínas, enzimas, 
lipídios. 
B) Mediadores plasmáticos: Fibrina, plasmina, 
cininas 
C) Produtos celulares: citocinas, enzimas, fatores 
de crescimento 
D) Agentes agressores: endotoxinas, enzimas. 
 
Produtos da necrose pulpar → 
A) Bacterianas: enzimas, endotoxinas, metabólitos 
B) Teciduais: proteínas, proteínas modificadas, 
lipídios. 
C) Químicos: ácidos, álcalis, outros 
 
PERIODONTITE APICAL SINTOMÁTICA 
 
- Sintomas clínicos a dor a mordida e ou 
percussão e palpação apical. 
- Pode ser acompanhada de alteração 
radiográfica, dependendo do estágio, haverá 
espessamento do espaço periodontal ou 
radiolucidez apical. 
 
Aspectos clínicos: 
- Quando acompanhado de necrose, não 
responde ao frio, quente e elétrico 
- Dor de intensidade variável 
- Localizada, e pulsátil 
- Dor exacerbada a percussão → ao apertar, 
funciona como uma panela de pressão, os 
mediadores inflamatórios ficam em maior 
contato com as terminações nervosas. 
- Dor à mastigação 
- Dora palpação apical 
- Sensação de “dente crescido” 
 
Fibrinas e cininas (originalmente fibrinogênio e 
cininogênio na circulação, que migram para o espaço 
periodontal) digerem as o ligamento periodontal para 
acomodar o exsudado inflamatório nesse espaço, 
como recurso de defesa natural, com o intuito de 
diminuir a dor do paciente. 
 
Pode evoluir para abscesso dentoalveolar agudo, 
periodontite apical assintomática, ou, com canal 
tratado, para reparo. 
 
PERIODONTITE APICAL ASSINTOMÁTICA 
 
Consiste na inflamação e destruição do periodonto 
apical 
- Resposta negativa ao teste de sensibilidade 
pulpar 
- Não apresenta desconforto importante como 
resposta aos teste de percussão e palpação 
apical 
- Pelo exame radiográfico, apresenta 
radiolucidez apical e descontinuidade da 
lâmina dura. 
 
ABSCESSO APICAL AGUDO 
 
- É um tipo de periodontite apical aguda 
 
Características: 
- Dor a percussão e palpação 
- Frequentemente acompanhado de tumefação 
dos tecidos moles 
- Ausência de dor aos testes de sensibilidade → 
polpa necrosada 
- Pode estar acompanhado de manifestações 
sistêmicas: prostração, febre, infarto 
ganglionar e trismo. 
- Edema, calor 
 
Aspectos clínicos: 
- Inicial → quando abre o dente, sai um 
pouquinho de pus → vai ganhando a fase 
óssea 
- Em evolução 
- Evoluído 
 
Aspectos microscópicos: 
- Apical 
- Óssea 
- Subperiosteal 
- Flegmatosa 
- Subcutânea 
- Fistulação: o exsudato separa o conjuntivo do 
epitélio, epitélio fica sem oxigenação, necrosa 
e abre a fístula. 
 
Pode evoluir para abscesso apical crônico, manter-se 
agudo, ou pro reparo, caso você remova o agressor. 
 
! Riscos Sistêmicos e Abscessos: Em pacientes jovens, 
os tecidos de preenchimento facial são mais frouxos. 
Um abscesso periapical agudo pode drenar 
rapidamente por gravidade e atingir espaços fasciais 
graves, como o mediastino. Ao atender essas 
urgências, é obrigatório abrir o dente para remover a 
polpa necrosada (foco da infecção) junto à 
prescrição de antibióticos; o antibiótico via sangue 
atinge apenas os tecidos periféricos, mas não entra no 
canal onde o tecido já está morto e sem suprimento 
sanguíneo. 
 
ABSCESSO APICAL CRÔNICO 
 
- Formação de pus lentamente 
- Sem desconforto importante 
- Ausência de dor aos testes de sensibilidade 
- Presença de fístula → caracterśtica de 
cronicidade 
 
Pode se manter, reagudecer ou evoluir pro reparo após 
tratamento endodôntico.

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