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Dinâmica dos sistemas sólidos-fluidos Estudo da dinâmica dos sistemas sólidos-fluidos com aplicação na caracterização de partículas sólidas, sistema de peneiramento como classificação granulométricas e operações de redução e transporte de sólidos. Prof. Vitor da Silva Rosa 1. Itens iniciais Propósito A compreensão da caracterização de partículas sólidas e a classificação granulométrica são essenciais para o projeto de sistemas de redução e transporte de sólidos particulados. Preparação Antes de iniciar o conteúdo, faça o download do Solucionário. Nele você encontrará o feedback das atividades. Certifique-se de ter acesso à calculadora científica a fim de repetir os cálculos apresentados e resolver os problemas propostos ao longo dos módulos. Objetivos Reconhecer a caracterização de partículas sólidas e o conceito do diâmetro característico de uma partícula sólida. Reconhecer como obter a classificação granulométrica em um sistema de peneiras. Analisar o projeto de operações de redução e transporte de sólido. Introdução Antes de começarmos, assista ao vídeo a seguir e compreenda os conceitos de dinâmica dos sistemas sólidos-fluidos. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. • • • https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212en/04229/docs/solucionario_dinamica_dos_sistemas_solidos_fluidos.pdf 1. Caracterização de partículas sólidas Vamos começar! Introdução à caracterização de partículas sólidas Conheça agora os principais pontos que serão abordados neste módulo. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Introdução aos sólidos particulados Há uma grande variedade de operações unitárias que contêm sólidos particulados, como escoamento hidráulico de minério de ferro, transporte pneumático de grãos alimentícios, moagem de brita, reações com leito fluidizado, separações mecânicas, escoamento de fluidos em matrizes porosas, entre outros. Veja que a simples presença do sólido nesses sistemas aumenta exponencialmente a dificuldade em dimensionar esses equipamentos. Quando estamos tratando de sistemas contendo sólidos, geralmente, perdemos a condição de sistema monofásico e homogêneo. Atenção Em um sistema multifásico (sólido-fluido), não é possível definir completamente o estado físico da mistura. Associado a esse problema, nem todas as partículas sólidas da substância possuem a mesma forma. Na verdade, isso é quase impossível. Assim, nós devemos definir três características importantes de uma partícula sólida: Composição Determina propriedades como massa específica e condutividade, desde que a partícula seja completamente uniforme. Porém, em muitos casos, a partícula é porosa ou pode consistir em uma matriz contínua, na qual pequenas partículas de uma segunda substância são distribuídas. Tamanho Determina o tamanho da partícula e é importante porque afeta propriedades como a área superficial por unidade de volume e a taxa na qual uma partícula se depositará num fluido. Podemos ter partículas com forma regular (esférica ou cúbica) ou irregular – por exemplo, um pedaço de vidro quebrado. Forma Determina as partículas com formas regulares que são capazes de definição precisa por equações matemáticas, enquanto as irregulares não são. Veja que as propriedades de partículas irregulares são geralmente expressas em termos de algumas características particulares de uma forma regular. Grandes quantidades de partículas são manuseadas em escala industrial, sendo necessário definir o sistema como um todo. Assim, no lugar do tamanho das partículas, é preciso conhecer a distribuição dos tamanhos das partículas na mistura e ser capaz de definir um tamanho médio que, de alguma forma, represente o comportamento da massa particulada como um todo. Caracterização de partículas simples A forma mais simples de uma partícula é a esfera. Devido a sua simetria, qualquer questão de orientação não precisa ser considerada. Por exemplo, se você jogar uma partícula esférica em um fluido – independentemente de qual parte dessa esfera tocar o fluido –, o efeito provocado pela partícula será o mesmo. Nenhuma outra partícula tem essa característica. Com frequência, o tamanho de uma partícula de forma irregular é definido em termos do tamanho de uma esfera equivalente, embora a partícula seja representada por uma esfera de tamanho diferente, de acordo com a propriedade selecionada. Vejamos alguns dos tamanhos importantes de esferas equivalentes: Esfera de mesmo volume que a partícula. Esfera com a mesma área de superfície que a partícula. Esfera com a mesma área de superfície por unidade de volume que a partícula. Esfera da mesma área que a partícula quando projetada em um plano perpendicular ao seu sentido de movimento. • • • • Esfera da mesma área projetada que a partícula, vista de cima, quando deitada em sua posição de máxima estabilidade, como em uma lâmina de microscópio, por exemplo. Esfera que passará pelo mesmo tamanho de abertura quadrada que a partícula, como em uma tela. Esfera com a mesma velocidade de sedimentação que a partícula em um fluido especificado. Várias definições dependem da medição de uma partícula em uma orientação particular. Assim, o diâmetro estatístico de Feret é definido como a distância média entre duas linhas paralelas tangenciais à partícula em uma direção arbitrariamente fixa, independentemente da orientação de cada partícula chegando por inspeção, conforme apresentado na imagem a seguir. Diâmetro de Feret em uma partícula irregular. Uma medida de forma das partículas que é frequentemente utilizada é a esfericidade definida como: A maioria dos sistemas particulados de interesse prático consiste em partículas de uma ampla gama de tamanhos, sendo necessária uma indicação quantitativa da dimensão média e da propagação de tamanhos. Os resultados de uma análise de tamanho podem ser mais convenientemente representados por meio de uma curva de fração de massa cumulativa, na qual a proporção de partículas (x) menores que determinado tamanho (d) é plotada em relação a esse tamanho (d). Na maioria das determinações práticas de tamanho de partícula, a análise de tamanho será obtida por uma série de etapas, cada uma representando a proporção de partículas que se encontram dentro de certa faixa de tamanho. A partir desses resultados, uma distribuição de tamanho cumulativo pode ser construída e isso pode ser aproximado por uma curva suave, desde que os intervalos de tamanho sejam suficientemente pequenos. Uma curva típica para distribuição de tamanho em uma base cumulativa é apresentada na imagem a seguir. • • • Eq. 1 Curva de distribuição de partículas na base cumulativa. Essa curva sobe de zero à unidade na faixa do menor ao maior tamanho de partícula presente. A distribuição de tamanhos de partículas pode ser vista mais facilmente traçando uma distribuição de frequência, como a ilustrada na imagem a seguir, onde a inclinação da curva cumulativa (imagem anterior) é plotada em relação ao tamanho de partícula (d). O tamanho que ocorre com mais frequência é mostrado pelo máximo da curva. Curva de distribuição de partículas – frequência. Para materiais de ocorrência natural, a curva geralmente terá um único pico. Para misturas de partículas, pode haver tantos picos como componentes da mistura. A distribuição de tamanho das partículas pode ser realizada experimentalmente pelos seguintes métodos: Decantação e elutriação São métodos indiretos que se baseiam na medida da velocidade de decantação da partícula em um fluido. Estando relacionada diretamente com as dimensões da partícula, essa velocidade permitirá o cálculo do tamanho, desde que a equação que descreve esse fenômeno seja conhecida. Peneiramento É um método que consiste em passar a massa de partículas através de malhas progressivamente menores, até que fique retida. O tamanho da partícula estará compreendido entre a medida da malha que a reteve e a da imediatamente anterior. Tamanho médio departícula A expressão do tamanho de uma partícula sólida de um pó em termos de uma única dimensão linear é muitas vezes necessária. Para partículas grossas (pós com partículas com tamanho de 0,5mm a 10mm), Bond (1963) escolheu arbitrariamente o tamanho de abertura de uma malha por onde passará cerca de 80% do material. O tamanho de abertura de uma malha é denominado d80. Um tamanho médio descreverá apenas uma característica particular do pó, sendo necessário decidir qual é essa característica antes que a média seja calculada. Assim, pode ser desejável definir o tamanho da partícula de tal forma que sua massa, sua superfície ou seu comprimento seja o valor médio para todas as partículas no sistema. Vamos assumir que todas as partículas têm a mesma forma. Considere uma massa unitária de partículas consistindo em partículas de dimensão característica constituindo uma fração em massa Então: Onde: é uma constante que depende da forma da partícula. é a densidade das partículas. Para toda a população de partículas, tem-se que: Isolando na Eq. 2: Se a distribuição de tamanho das partículas pode ser representada por uma função contínua, logo: Separando as diferenciais, temos: Eq. 2 • • Eq. 3 Eq. 4 Eq. 5 Integrando, temos: A integral do lado esquerdo possui resultado 1, uma vez que o valor máximo possível para a fração mássica das partículas é 1. A integral do lado direito da Eq. 7 para ser resolvida requer o conhecimento da dimensão característica A seguir, veremos como calcular a dimensão característica d em duas bases. Tamanho médio com base no volume Vimos a imagem da curva de distribuição de partículas na base cumulativa, em que a abscissa média (valor médio no eixo x) é definida como o diâmetro médio do volume Expressando a Eq. 8 na forma de diferenças finitas, temos que: A Eq. 9 pode ser representada em termos do número de partículas em vez da fração em massa. Assim, substituindo a Eq. 5 na Eq. 9 e reorganizando, temos: Outro tamanho médio baseado no volume é o diâmetro médio do volume Se todas as partículas são de tamanho então o volume total de partículas é o mesmo na mistura. Logo: Eq. 6 Eq. 7 Eq. 8 Eq. 9 Eq. 10 Eq. 11 Em termos da fração em massa basta substituir a Eq. 12 na Eq. 5: Tamanho médio com base na superfície Na imagem da curva de distribuição de partículas na base cumulativa, se em vez da fração mássica total a superfície (área) em cada fração for plotada em relação ao tamanho, então uma curva semelhante é obtida, embora a abscissa média seja o diâmetro médio da superfície. Então: Onde: . é uma constante cujo valor depende da forma da partícula. O parâmetro também é conhecido como diâmetro médio de Sauter, o qual é o diâmetro da partícula com a mesma superfície específica do pó. Substituindo a Eq. 4 na Eq. 14, temos: Para o diâmetro médio da superfície se todas as partículas têm o mesmo tamanho, a superfície total será a mesma que na mistura: Analisando um exemplo Considere uma partícula sólida de um pó com formato cúbico, com aresta de tamanho conforme apresentado na imagem a seguir. Obtenha o valor da esfericidade da partícula. Eq. 12 Eq. 13 Eq. 14 • • Eq. 15 Eq. 16 Partícula com formato cúbico. Lembrando que, por definição, a esfericidade é dada por: A área superficial da partícula corresponde à área superficial de um cubo. Cada face do cubo tem área dada por: Como o cubo tem 6 faces, logo, a área é dada por: O volume de um cubo é dado por: E o volume da esfera é dado por: Em que é o diâmetro da esfera. Eq. 17 Eq. 18 Eq. 19 Eq. 20 Eq. 21 A área da esfera é: Igualando as Eq. 20 e Eq. 21, temos: Isolando o diâmetro na Eq. 23, temos: Substituindo a Eq. 23 na Eq. 22, temos: A Eq. 25 representa a área superficial da esfera de mesmo volume que a partícula sólida. Por fim, substituindo as Eq. 19 e Eq. 25 na Eq. 17, temos que: A esfericidade de uma partícula cúbica é de 0,81. O que isso significa? Fisicamente, um cubo possui 81% da forma geométrica de uma esfera, o que é bem coerente. Se você tentar colocar uma esfera em cubo, verá que apenas as pontas do cubo ficarão para fora da esfera. Mão na massa Questão 1 A análise de tamanho de um material em pó com base em massa é representada por uma linha reta de 0% de massa a de tamanho de partícula a 100% de massa a de tamanho de partícula, conforme mostrado na imagem a seguir. Qual o diâmetro médio da superficie das partículas que constituem o sistema? Eq. 22 Eq. 23 Eq. 24 Eq. 25 Eq. 26 A B C D E A alternativa A está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 2 Em um laboratório, foi realizado um experimento para determinar o diâmetro médio de Salter de um material particulado. O pó passou por uma série de peneiras, de modo que o tamanho característico da partícula, em , foi colocado em função da fração mássica da amostra, conforme observado na imagem a seguir. A partir dos resultados obtidos, o diâmetro médio de Salter desse material é: A B C D E A alternativa C está correta. Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Questão 3 A esfericidade de uma partícula com formato de um paralelepípedo nas dimensões apresentadas na imagem a seguir é: A 0,47 B 0,57 C 0,67 D 0,77 E 0,87 A alternativa D está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 4 Em um laboratório, realizou-se a análise de distribuição de tamanho de um pó. Para faixa de tamanho de 0 a , a distribuição é dada por e para tamanho entre 10 e , a distribuição é dada por . Nessas condições, o diâmetro médio da superfície é: A B C D E A alternativa E está correta. Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Questão 5 Um polímero em pó teve a sua distribuição de tamanho realizada em um laboratório. A distribuição foi realizada a partir do tamanho das partículas em função da fração em massa. Foi obtida uma curva contínua com a seguinte equação característica: 2. A dimensão característica d é dada em . Nessas condições, o diâmetro médio na base volumétrica é: A B C D E A alternativa A está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 6 Um farelo em pó teve a sua distribuição granulométrica realizada em um laboratório. A faixa de interesse para o processo industrial consiste no pó com um tamanho entre 10 a 100 (d), que é dada por: , com o em . O diâmetro médio de Salter é: A B C D E A alternativa B está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Teoria na prática Um engenheiro foi contratado para instalar um filtro a fim de reter farelo em suspensão em um terminal portuário. Sabe-se que a concentração de farelo em suspensão no ar não deve ultrapassar o limite imposto pela legislação, a fim de evitar explosões. Para o projeto do filtro, é necessário conhecer a diâmetro médio de Salter do farelo. Para tal, em um laboratório, o engenheiro avaliou diversos tipos recebidos e chegou à conclusão de que 95% do farelo possui uma distribuição de tamanho entre e . A equação representa a distribuição do tamanho do farelo em função da fração mássica. Chave de resposta O diâmetro médio de Salter é calculado por: O somatório na Eq. 27 pode ser substituído por uma integral, uma vez que a distribuição das partículas é dada por uma função contínua: Substituindo a função para a distribuição do tamanho da partícula na Eq. 28, temos: Verificando o aprendizado Questão 1 Um pó teve a sua distribuição de tamanho realizada em um laboratório. Tal distribuição foi realizada a partir do tamanho das partículas em função da fração em massa. Foi obtida uma curva contínua com a seguinte equação característica: . A dimensão característicad é dada em . Nessas condições, o diâmetro médio volumétrico é: A B C D E Eq. 27 Eq. 28 Eq. 29 Eq. 30 A alternativa B está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 2 Um pó teve a sua distribuição de tamanho realizada em um laboratório. Tal distribuição foi realizada a partir do tamanho das partículas em função da fração em massa. Foi obtida uma curva contínua com a seguinte equação característica: . A dimensão característica d é dada em m. Nessas condições, o diâmetro de Salter é: A B C D E A alternativa D está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. 2. Peneiramento como sistema de classificação de partículas Vamos começar! Operações de peneiramento Conheça agora os principais pontos que serão abordados neste módulo. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Operação de peneiramento A separação de materiais é uma operação frequente nos processos industriais. As impurezas devem ser separadas das matérias-primas e dos produtos; os produtos são separados de subprodutos de pouco valor agregado; materiais valiosos são recuperados de resíduos. Assim, as operações unitárias de separação são classificadas em: Mecânicas Físico-químicas Químicas Uma das operações unitárias de separação mecânica mais simples que temos é o peneiramento, que consiste na separação de sistemas que contêm apenas fases sólidas. A separação dos sólidos envolve dividir o sólido granular em frações homogêneas e obter frações com partículas do mesmo tamanho. É praticamente impossível, em condições reais de operação, atingir os dois objetivos ao mesmo tempo. Veja que, quando desejamos apenas obter frações com partículas do mesmo tamanho, o peneiramento é a operação unitária mais econômica. Na imagem a seguir, temos uma ilustração da ideia empregada na peneira. Frações obtidas no peneiramento. O sólido é alimentado na parte superior da peneira, sendo movimentado sobre ela. As partículas que passam pelas aberturas constituem os finos e as que ficam retidas constituem os grossos. Veja que qualquer uma dessas frações pode ser o objetivo do processo. Se o objetivo for frações não classificadas, usa-se apenas uma peneira, se for frações classificadas, usa-se mais de uma peneira. Entenda melhor a seguir: • • • Veja que, em uma operação ideal, a maior partícula da fração fina é menor que a menor partícula da fração grossa. A abertura da malha da peneira (imagem a seguir) limita o tamanho das partículas da fração fina e o máximo da fração grossa, sendo denominado de diâmetro de corte. Diâmetro de corte da peneira. A padronização do diâmetro de corte da peneira ou abertura da malha é padronizada pela série Mesh Tyler. Veja algumas características: As aberturas das peneiras são quadradas e cada uma é identificada em Mesh por polegada. O Mesh representa o número de aberturas por polegada linear. Exemplo Uma peneira 200Mesh Tyler implica em 200 aberturas por polegada linear ou 200 aberturas a cada 25,4mm. A espessura do fio que constitui a peneira é de 0,053mm. Na tabela a seguir, estão apresentados alguns valores de abertura e espessura de fio para algumas das peneiras Mesh Tyler. Mesh Abertura (mm) Espessura do fio (mm) 10 1,651 0,889 20 0,833 0,437 Frações não classificadas Com somente uma peneira, é possível separar apenas duas frações que são ditas não classificadas, uma vez que somente uma das medidas extremas de cada fração é conhecida: a da maior partícula da fração fina a da menor partícula da fração grossa. Frações classificadas Com mais peneiras, é possível obter frações classificadas. Cada uma satisfaz as especificações de tamanho máximo e mínimo das partículas. Nesse caso, a operação passa a ser chamada de classificação granulométrica, muito importante para o projeto de equipamentos que visam separar frações sólidas. • • Mesh Abertura (mm) Espessura do fio (mm) 48 0,295 0,234 100 0,147 0,107 150 0,104 0,066 200 0,074 0,053 400 0,038 0,025 Tabela: Valores das peneiras da série Tyler. Vitor da Silva Rosa Em operações reais, o diâmetro de corte nem sempre irá condizer com a abertura da malha da peneira. Algumas partículas, maiores que esse diâmetro, passam pela peneira e se incorporam aos finos, enquanto outras tantas partículas menores que o diâmetro de corte ficam retidas nos grossos. Diversas razões explicam a retenção de partículas finas nos grossos do peneiramento: a aderência do pó às partículas grandes é um fator importante; a aglomeração de várias partículas pequenas por coesão pode originar aglomerados incapazes de passar pela abertura da malha da peneira etc. Em relação à passagem dos grossos pela malha, isso pode ocorrer em decorrência de alguns fatores, como: Irregularidade das malhas, ou seja, devido à fabricação pode ocorrer uma não homogeneidade do tamanho da malha. Uso de carga excessiva de material sólido na peneira, de modo que algumas partículas sólidas podem ser forçadas a passar individualmente pela malha. Tipos de peneiras As peneiras podem ser construídas com qualquer metal, como ferro, latão, cobre, aço inoxidável e de plástico (policloreto de vinila – PVC, polietileno, polipropileno). Em alguns casos, empregam-se chapas de aço perfuradas, sendo comum também o uso de grelhas fixadas em estruturas metálicas reforçadas para realizar peneiramentos grosseiros. A área da peneira depende da vazão de alimentação de sólidos e as suas propriedades físicas, do tipo de operação (contínua ou batelada) e do tipo de peneira. Veja que, se a área da peneira for muito aberta e com pouco suporte, a capacidade de peneiramento será grande; porém, se o sólido for abrasivo, a vida útil da peneira será relativamente curta. Se uma peneira possuir uma malha quadrada com abertura e espessura de fio e, a porcentagem de abertura é dada pela Eq. 31. Considerando uma peneira 200Mesh Tyler, temos que é igual 0,074mm com igual a 0,053mm, conforme já apresentado. Assim, substituindo naEq. 31, temos uma porcentagem de abertura de aproximadamente 40%. • • Eq. 31 Se utilizarmos uma peneira 400Mesh Tyler a porcentagem de abertura da peneira será de aproximadamente 36%. Conforme o Mesh vai diminuindo, a abertura da malha diminui progressivamente, o que também implica maior dificuldade do sólido ao passar pela peneira. Esse valor é inapropriadamente chamado de eficiência da peneira. Mas a eficiência de uma peneira vai além do tamanho da abertura da malha! As peneiras são classificadas em: Estacionárias Telas. Grelhas. Mecânicas Rotativas: tambores rotativos. Agitadas: horizontal, vertical e movimento giratório em apenas uma extremidade. Vibratórias Vibradores mecânicos. Vibradores eletromagnéticos. Com agitação simultânea. Entenderemos melhor cada uma das peneiras a seguir: Peneiras estacionárias As peneiras estacionárias são as mais simples, robustas e econômicas, porém seu uso é restrito para a separação de sólidos grosseiros, às vezes maiores que 5cm. São operadas de forma descontínua e possuem como grande desvantagem o entupimento. Essas peneiras são constituídas por telas inclinadas com 1 a 10cm de abertura, alimentadas manualmente e em geral empregadas para separar os finos das cargas de britadores. Também há modelos com grelhas, como apresentado na imagem a seguir. • • • • • • • Peneiras mecânicas rotativas As peneiras mecânicas rotativas podem ser de vários tipos, o mais comum é o tambor rotativo. Ele é constituído por um cilindro longo, com inclinação de 5° a 10° em relação à horizontal e possui uma rotação baixa em torno do eixo. A superfície lateral do cilindro pode ser uma placa metálica perfurada ou tela, com aberturas de tamanhos progressivamente maiores na direção da saída, de modo que isso permite separar diversas frações do material. O comprimento varia de 4 a 10 metros. Peneiras mecânicas agitadas As peneiras mecânicas agitadas, por sofrerem muita agitação,provoca a movimentação das partículas sobre a superfície de peneiramento. Geralmente são inclinadas, de modo que o material é transportado ao mesmo tempo que é feito o peneiramento. Possui uma eficiência relativamente elevada para materiais com granulometria superior a 1cm, porém é ineficiente para materiais finos, principalmente em capacidade elevada. Peneiras mecânicas vibratórias As peneiras vibratórias possuem alta capacidade e eficiência, especialmente com material fino. Tem-se as peneiras com estrutura vibrada e com tela vibrada. Nessas peneiras, o movimento vibratório é caracterizado por impulsos rápidos de pequena amplitude (1,5 a 25mm) e de alta frequência (1.200 a 7.000 ciclos por minuto). Dimensionamento de uma peneira O dimensionamento de uma peneira envolve três passos: Primeiro passo Cálculo das quantidades de sólidos produzidas. Segundo passo Cálculo da eficiência do peneiramento. Terceiro passo Cálculo das dimensões da peneira. Entenderemos melhor cada um desses passos a seguir. Vamos lá? Cálculo das quantidades de sólidos produzidas Considere a peneira hipotética apresentada na imagem a seguir: Esquema de uma peneira hipotética. Podemos observar na imagem acima que uma quantidade de sólidos é alimentada na peneira, uma parte dos sólidos passa pela peneira como finos e outra parte fica retida como grossos Um balanço de massa total na peneira em regime permanente (sem variações de propriedades com o tempo) implica: Se e representam a fração em massa dos grossos em e respectivamente, temos que: Se fizermos na Eq. 32 e substituirmos na Eq. 33, teremos: Se fizermos na Eq. 32 e substituirmos na Eq. 33, teremos: As Eq. 35 e Eq. 36 permitem obter os valores das vazões mássicas de finos e grossos do peneiramento. Eq. 32 Eq. 33 Eq. 34 Eq. 35 Eq. 36 Eficiência do peneiramento A fração dos grossos alimentados à peneira e que chegam ao produto dos grossos é uma medida da eficiência de recuperação de grossos. Veja na próxima imagem: Esquema ilustrando a recuperação dos sólidos grossos. A fração dos grossos alimentados pode ainda ser descrita conforme mostra a equação seguinte: Se tomarmos como referencial os finos, temos uma alimentação contendo de finos e uma fração de finos na corrente de de modo que a eficiência de recuperação dos sólidos finos é dada por: Se multiplicarmos as eficiências apresentadas nas Eq. 37 e Eq. 38, temos: A Eq. 40 possibilita o cálculo da eficiência do peneiramento Veja que, se todo o material fino fosse para a corrente dos finos e todo o material grosso fosse para a corrente dos grossos, a eficiência do peneiramento seria igual a 1 (ou 100%). Dimensionamento de uma peneira Eq. 37 Eq. 38 Eq. 39 Eq. 40 O cálculo da área necessária para realizar uma operação de peneiramento é realizada com base em dados experimentais de capacidade mencionados em catálogos fornecidos por fabricantes. Comumente são fornecidos os valores da capacidade específica em toneladas por 24h de operação, por metro quadrado e por milímetro de abertura da malha da peneira. Exemplo Peneiras agitadas possuem capacidades específicas entre 20 e Na Eq. 41, temos uma relação para o cálculo da superfície de peneiramento em metros quadrados. Onde: é a capacidade de alimentação de sólidos em toneladas por hora. é a abertura da malha da peneira. Demonstração de um experimento Em um laboratório foi realizado um experimento para determinar a análise granulométrica de um tipo de areia. Foi retirada uma amostra de 1.218 gramas de areia do lote enviado para análise. A amostra foi submetida a uma operação de peneiramento em um dispositivo contendo sete peneiras acopladas de forma vertical, conforme imagem apresentada a seguir. Eq. 41 • • Peneiras acopladas verticalmente em dispositivo vibratório. A amostra é colocada na primeira peneira (parte superior do dispositivo apresentado na imagem). Em seguida, põe-se uma tampa e o dispositivo é fechado. Uma vibração é inserida e a operação de peneiramento é iniciada. Conforme a areia é peneirada, as frações são separadas em cada uma das peneiras, com os grossos na primeira peneira (de cima para baixo) e os finos na última (a que chamamos de cega). Entre a primeira peneira e a peneira cega, há um aumento gradual do Mesh, o que significa que o diâmetro de abertura da malha está diminuindo. Após um tempo, a vibração foi encerrada e cada uma das peneiras foi retirada para pesagem das frações. Na tabela a seguir, estão apresentadas as massas pesadas em cada peneira, as quais estão identificadas pela série Mesh Tyler, bem como a abertura da malha Mesh 9 16 24 32 42 60 Fundo D(mm) 2 1 0,707 0,500 0,354 0,250 --------- Massa(g) 23 96 118 265 174 279 263 Tabela: Massa de areia peneirada para uma amostra de 1218 gramas. Vitor da Silva Rosa Com as informações da tabela, vamos determinar o diâmetro médio da areia com base em 80% de material passante pelas peneiras Inicialmente, vamos calcular a fração mássica da amostra em cada uma das peneiras, a partir da Eq. 42. Eq. 42 Os resultados estão apresentados na tabela a seguir. Mesh Massa(g) Fraçãomássica (x) 9 23 0,0189 16 96 0,0788 24 118 0,0969 32 265 0,2176 42 174 0,1429 60 279 0,2291 Fundo 263 0,2159 Tabela: Fração mássica da amostra em cada peneira. Vitor da Silva Rosa Exemplo Vamos utilizar a Eq. 42 para a primeira peneira (Mesh 9) O próximo passo é calcular a fração retida em cada peneira. Essa fração também é chamada de fração acumulada. Na tabela a seguir, estão apresentados os resultados. Mesh 1 Fraçãomássica (x) 2 Fraçãoretida (ϕ) 3 9 0,0189 0,0189 16 0,0788 0,0977 24 0,0969 0,1946 32 0,2176 0,4122 42 0,1429 0,5551 60 0,2291 0,7842 Fundo 0,2159 1,0000 Tabela: Fração mássica da amostra em cada peneira. Vitor da Silva Rosa Veja o exemplo de cálculo: Fração retida no Mesh (soma das frações mássicas das peneiras anteriores e atual). Fração retida no Mesh . O próximo passo envolve a construção do gráfico da fração retida em função do diâmetro de abertura das peneiras . O gráfico está apresentado na imagem a seguir: • • Distribuição granulométrica da amostra de areia peneirada. O gráfico apresentado na imagem anterior ilustra a distribuição granulométrica da areia após o peneiramento em função do material retido nas peneiras, ou seja, os grossos. Foi pedido o diâmetro médio da amostra para 80% de material passante pela malha; logo, nesse caso, deveremos obtê-lo em função dos 20% (0,2) de material não passante. Entrando com uma fração acumulada de 0,2 na ordenada da imagem e encontrando a curva, lê-se o diâmetro médio da amostra. Veja na imagem a seguir: Procedimento gráfico para o cálculo do diâmetro médio da amostra. Podemos concluir que o diâmetro médio da amostra de areia é 1,10mm. Esse parâmetro é importante para o projeto de moinhos, transportadores de sólidos e fluidizações. Mão na massa Questão 1 Uma peneira é alimentada com 500kg/h de areia que apresenta 30% da fração desejada (partículas menores que a abertura da peneira em análise). Após o peneiramento, verifica-se que os grossos constituem uma vazão de 170kg/h, sendo que 82% correspondem à fração desejada. Qual a eficiência desse peneiramento? A 6,4% B 8,4% C 12,4% D 16,4% E 20,4% A alternativa B está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 2 Uma areia foi separada mecanicamente por peneiramento. Uma peneira com 10 malhas por polegada (feita com fios de 0,04 polegadas de diâmetro) foi utilizada, resultando nas análises acumuladas de retidos apresentadas na tabela. Qual a eficiência da peneira? Mesh Tyler D (cm) Φ (frações acumuladas de grossos) A G F 4 0,4699 --------- ---------- 6 0,3327 0,025 0,07 Mesh Tyler D (cm) Φ (frações acumuladas de grossos) A G F 8 0,2362 0,150 0,42 10 0,1651 0,471 0,80 0,19 14 0,1168 0,728 0,95 0,56 20 0,0833 0,887 0,98 0,80 28 0,0589 0,941 1,00 0,90 35 0,0417 0,962 0,93 46 0,0295 0,972 0,96 650,0208 0,980 1,00 100 0,0147 0,986 150 0,0104 0,990 200 0,0074 0,993 Fundo ----------- 1,000 Tabela: Análises de acumulados na alimentação (A), em grossos (G) e finos (F). Vitor da Silva Rosa A 32,2% B 42,2% C 52,2% D 62,2% E 72,2% A alternativa D está correta. Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Questão 3 Para o projeto de uma unidade industrial de pirita, alguns ensaios de britamento e peneiramento foram realizados em uma unidade semi-industrial. O material que saiu do britador apresenta uma análise granulométrica descrita na coluna A da tabela a seguir. O material que ficou na peneira utilizada para separar os finos do produto britado tem a análise da coluna G e será consumido na instalação de larga escala de 2.000kg/h. A análise dos finos está na coluna F. A peneira tem malhas que se aproximam significativamente da peneira 14Mesh Tyler. O tempo do peneiramento foi de 1 hora. Calcule a quantidade de finos produzidos por hora. Mesh Porcentagens retidas A G F 3 0,0 0,0 4 14,3 20,0 8 20 28,0 14 20 28,0 28 28,5 24,0 40,0 48 8,6 30,0 100 5,7 20,0 Fundo 2,9 10,0 Tabela: Distribuição granulométrica da pirita. Vitor da Silva Rosa A 800kg/h B 900kg/h C 1.000kg/h D 1.100kg/h E 1.200kg/h A alternativa A está correta. Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Questão 4 Em um laboratório, realizou-se a distribuição granulométrica de um farelo através de peneiramento, fornecendo a fração retida de grossos, conforme apresentado na imagem a seguir. Foi empregada uma peneira com 10 malhas por polegada linear com um diâmetro de fio de 0,510mm. Qual a eficiência do peneiramento? A 75% B 78% C 83% D 88% E 92% A alternativa C está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 5 Um farelo foi submetido a uma operação de peneiramento para a separação de finos e grossos. A corrente produzida de finos possui uma vazão em massa de 1.500kg/h com uma fração mássica de grossos de 0,05. A corrente de alimentação possui uma fração mássica de grossos de 0,52. A corrente de alimentação é o dobro da corrente de grossos. Se na corrente de grossos a fração mássica é de 0,72, qual o valor da vazão mássica nessa corrente? A 1.973,75kg/h B 2.043,75kg/h C 2.143,75kg/h D 2.243,75kg/h E 2.343,75kg/h A alternativa E está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 6 Na imagem a seguir, está apresentada a distribuição granulométrica para um cereal em termos da fração retida de grossos. Para 80% de material passante, o diâmetro médio da amostra, aproximadamente, é: A 0,80mm B 0,90mm C 1,00mm D 1,10mm E 1,20mm A alternativa B está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Teoria na prática Em engenheiro foi contratado para o projeto de um sistema de peneiramento vibratório. Para tal é necessário obter o diâmetro médio volumétrico das partículas. No laboratório, ele submeteu uma amostra de um minério para o peneiramento, a fim de obter a distribuição granulométrica. Os dados obtidos forneceram uma distribuição contínua da fração em massa em função do diâmetro de abertura da malha (em milímetros), conforme observado na Eq. 43. Chave de resposta Explicitando o diâmetro D: O diâmetro médio volumétrico é dado por: Integrando a equação (45), temos: O diâmetro médio volumétrico é dado por: Verificando o aprendizado Questão 1 Um pó foi submetido a uma operação de peneiramento para a separação de finos e grossos. A corrente produzida de finos possui ausência de grossos. A corrente de alimentação possui 42% de grossos. Se na corrente de grossos (2.000kg/h) a fração mássica é de 0,83, qual o valor da vazão de finos? A 1.973,75kg/h B Eq. 43 Eq. 44 Eq. 45 Eq. 46 Eq. 47 2.043,75kg/h C 1.428,57kg/h D 2.243,75kg/h E 2.343,75kg/h A alternativa C está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 2 Na imagem a seguir está apresentada a distribuição granulométrica para um minério de ferro em termos da fração retida de grossos. Para 80% de material passante, o diâmetro médio da amostra, aproximadamente, é: A 0,44mm B 0,54mm C 0,64mm D 0,74mm E 0,84mm A alternativa E está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. 3. Transporte e redução de sólidos Vamos começar! Introdução ao transporte e redução de sólidos Conheça agora os principais pontos que serão abordados neste módulo. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Redução de sólidos A quebra ou redução de partículas sólidas em partículas menores é uma operação industrial de grande importância. Podemos citar alguns exemplos, como: Moagem de cristais Para facilitar a dissolução dos cristais. Moagem de combustível sólido Para aumentar a eficiência da combustão. Moagem de sementes oleaginosas Para acelerar a extração do óleo com solventes. A redução de sólidos também é chamada de cominuição, que é a mesma coisa que fragmentação. O mecanismo para a cominuição de um sólido é muito complexo, pois envolve diversos fatores, como: propriedades físicas do sólido, geometria molecular do sólido e tipo de equipamento empregado. Resumindo Um material sólido será reduzido (quebrado) por um material mais duro. A escala de Mohs apresenta uma escala de resistência ao riscamento de materiais sólidos em função da ordem crescente de dureza. Veja a representação da escala de Mohs para dureza de materiais a seguir: Dureza 1 Material: Talco Dureza 2 Material: Gesso Dureza 3 Material: Calcita Dureza 4 Material: Fluorita Dureza 5 Material: Apatita Dureza 6 Material: Feldspato Dureza 7 Material: Quartzo Dureza 8 Material: Topázio Dureza 9 Material: Corindo Dureza 10 Material: Diamante Os sólidos apresentados anteriormente são apenas uma referência para a escala de Mohs. Exemplo A unha humana apresenta uma dureza, em média, de 2,5, enquanto o dente humano possui uma dureza em torno de 5 e o vidro comum em torno de 5,8. Se desejamos reduzir um sólido com uma dureza em torno de 8, devemos usar um material mais duro, como o corindo ou o diamante. Os equipamentos destinados à redução de sólidos são classificados didaticamente em: Britadores Os britadores são classificados em: Primários – Alimentação de sólidos com partículas com tamanho de 10cm a 1,50m e saída com sólidos reduzidos entre 0,5 a 5cm. Secundários – Alimentação de sólidos com partículas com tamanho de 0,5 a 5cm e saída com sólidos reduzidos entre 0,1 a 0,5cm (10 a 3 mesh). Moinhos Os moinhos são classificados em: Finos – Alimentação de sólidos com partículas com tamanho de 0,2 a 0,5 centímetros e saída com sólidos reduzidos até 200mesh. Coloidais – Alimentação de sólidos com partículas de tamanho 80mesh cm e saída com sólidos reduzidos até 0,01µm. Os moinhos são amplamente empregados para a cominuição de sólidos para uma redução de até 200mesh na categoria dos moinhos finos. Um exemplar em geral utilizado industrialmente é o moinho de bolas. Moinho de bolas O moinho de bolas é composto por um tambor cilíndrico rotativo com o comprimento aproximadamente igual ao diâmetro, sendo que, em operação, o tambor é parcialmente cheio de bolas, conforme apresentado na imagem a seguir. Exemplo de um moinho de bolas. • • • • O material que será cominuído é alimentado no tambor e, à medida que o tambor gira, as bolas são levantadas até certo ponto para caírem diretamente sobre o material a ser cominuído. No impacto, o material é reduzido. Note que a dureza do material das bolas deve ser maior que a dureza do material a ser cominuído. Cominuído Quando dizemos que um material foi cominuído, significa que ele foiframentado. A operação pode ser realizada de forma descontínua. A alimentação e a descarga são realizadas na superfície lateral do tambor ou de forma contínua, com a alimentação feita pela extremidade superior e a descarga pela extremidade inferior. No caso de operação contínua, o tambor possui uma pequena inclinação. As bolas, geralmente, são constituídas de aço, porcelana, ferro ou qualquer outro material que tenha dureza maior que o sólido a ser cominuído. É importante ficar atento às seguintes orientações: O diâmetro das bolas deve ser igual a 10 ou 20 vezes o diâmetro do sólido alimentado. A carga das bolas deve ocupar entre 30% e 40% do tambor. Se a quantidade de bolas for insuficiente, a eficiência da moagem será reduzida. Se a quantidade de bolas superar 50% da capacidade do tambor, faltará espaço de queda para as bolas reduzirem o sólido. O dimensionamento de um moinho de bolas envolve a determinação da rotação crítica e da potência consumida. Vamos conhecer cada um deles. Rotação crítica Caracteriza uma situação em que as bolas ficam estáticas devido à ação da força centrífuga, ou seja, aderem umas às outras conforme o tambor do moinho está girando. Nessa condição, não há cominuição, uma vez que não há a queda das bolas sobre o sólido. A Eq. 48 apresenta o cálculo da rotação crítica: Em que: g é a aceleração da gravidade em m/s2. R é o raio do tambor em metros. • • • • Eq. 48 • • r é o raio das bolas em metros. A rotação crítica será dada em rotações por minuto (rpm). Com a rotação crítica calculada, a rotação real de operação varia entre 65% e 80% da condição crítica. Há uma influência da umidade do sólido na cominuição; para moagem a úmido, geralmente emprega-se uma rotação real entre 65 e 70% da crítica, enquanto para moagem a seco, essa faixa é alterada de 75% a 80%. Potência consumida A potência consumida durante a moagem pode ser calculada com bastante precisão pela lei de Bond, conforme apresentada na Eq. 49. Sendo: P é a potência em kW. C é a capacidade do moinho em toneladas por hora. Wi é o índice de trabalho de Bond em kWh/tonelada. D1 é a abertura da peneira que passa 80% da alimentação (antes da moagem). D2 é a abertura da peneira por ondem passa 80% do produto (material após a moagem). k é uma constante de ajuste de unidades (para as unidades em questão, o valor de k é 0,3162). A obtenção dos diâmetros de corte D1 e D2 é realizada a partir da análise granulométrica do material por peneiramento. A seguir, temos os valores para o índice de trabalho de Bond para o material Wi (kwh/ton): Argila - 6,30 Areia - 16,46 Carvão - 13,00 Cimento - 10,57 Coque - 15,13 Gesso - 6,73 Hematita - 12,68 Sílica - 13,53 Transporte de sólidos: correia transportadora O transporte de sólidos é uma operação de grande importância nos setores industriais, portuários e do agronegócio. Na indústria, é preciso deslocar matérias-primas e produtos entre as operações unitárias; no • Eq. 49 • • • • • • • • • • • • • • porto, carregar e descarregar os grãos nos navios; no agronegócio, os caminhões e os trens são fundamentais para escoar a safra até os portos. Um dos transportadores de sólidos mais empregados industrialmente e, principalmente, no setor portuário, é a correia transportadora. Basicamente, a correia transportadora é composta por uma correia sem fim que se movimenta sobre um tambor livre, no ponto de alimentação, e outro de acionamento na extremidade da descarga. Durante todo o percurso, a correia apoia-se em roletes. Na imagem a seguir, vemos um esquema de correia transportadora. Esquema de uma correia transportadora. Há a necessidade de esticadores para manter a correia sob tensão. As correias podem ser horizontais ou inclinadas, em comprimentos que variam de poucos metros a vários quilômetros, movimentando o material com velocidades entre 0,5 e 3m/s. As correias são fabricadas com uma grande variedade de materiais, como polietileno e amianto. Porém, as mais comuns são de borracha com reforço de lona ou fios metálicos. A resistência mecânica geralmente é da ordem de 10 a 20kg/cm de largura por lona, passando a 500kg/cm com reforço metálico. Em relação aos tambores de acionamento, os mais simples são confeccionados em aço. Quando o atrito entre a correia e o tambor é insuficiente, costuma-se empregar ranhuras na superfície do tambor. Quando a correia é plana, a capacidade de processamento depende do ângulo de repouso do material (veja a imagem a seguir), o qual é específico para cada material e depende da umidade. Ilustração do ângulo de repouso. O dimensionamento de uma correia transportadora envolve a determinação dos parâmetros descritos a seguir. Inclinação máxima do material No caso de correias horizontais, o ângulo máximo de inclinação corresponde ao ângulo de repouso do material. Porém, com correias inclinadas, o ângulo máximo de inclinação não pode exceder o ângulo de repouso natural do material, sendo que, na prática, é bem menor, dificilmente, ultrapassando Exemplo O transporte de bicarbonato de sódio em uma correia inclinada deve possuir um ângulo máximo de inclinação de para evitar o escorregamento do sólido. Veja que o ângulo natural de repouso é de Com o carvão, o ângulo máximo de inclinação é enquanto o ângulo de repouso é de Velocidade da correia A velocidade é determinada em função do tipo de material que será transportado. Por exemplo, para areia, recomenda-se uma velocidade de 115m/min.; para o carvão em pó, uma velocidade de 120m/min.; e, para o sal comum, uma velocidade de 80m/min. Largura da correia A largura da correia para transportadores horizontais pode ser obtida pela correlação empírica de Liddel, conforme apresentado na Eq. 50. Onde: é a largura da correia em polegadas. é a capacidade em toneladas por hora. é uma constante empírica (comumente utiliza-se 1,5). é a velocidade da correia em metros por minuto. é a massa específica do sólido em tonelada por . Para transportadores inclinados, a capacidade deve ser dividida por um fator de correção , conforme apresentado na Eq. 51. O parâmetro é uma função do ângulo de inclinação da correia conforme apresentado na Eq. 52. Eq. 50 • • • • • Eq. 51 Eq. 52 A Eq. 52 é válida para ângulos entre e Potência consumida A potência consumida em uma correia transportadora é utilizada para movimentar o material e a correia, vencer os atritos, elevar o material e operar os dispositivos de carga e descarga do equipamento. Existem diversos ábacos para a estimativa da potência. Para transportadores com mancais comuns nos roletes de apoio, tem-se a expressão de Liddel. Onde: é largura da correia em polegadas. é a velocidade em m/min. é a capacidade do equipamento em t/h. é o comprimento total do transportador. é a elevação em metros. Transporte de sólidos: transportador pneumático O transportador pneumático é empregado para o deslocamento de materiais finos que seriam perdidos por arraste com o uso de outros tipos de transportadores, como por correias. Nesse dispositivo, o material é confinado a uma tubulação, na qual o ar é o agente promotor de arraste, deslocando o material entre um ponto e outro em uma mistura multifásica gás-sólido. A distância empregada no transportador pneumático pode variar entre poucos metros até longas distâncias. A granulometria do pó pode variar com grãos possuindo entre até Há dois sistemas para o uso de um transportador pneumático, veja: O sistema indireto é o mais comumente utilizado, uma vez que o contato direto das partículas sólidas com as pás do soprador pode causar erosão e diminuir a vida útil do equipamento. Na imagem a seguir, tem-se um esquema de um transportador pneumático com o sistema indireto. Eq. 53 • • • • • Direto É quando o sólido passa através do soprador. Indireto É quando o soprador provoca o escoamento do gás de transporte. Transportador pneumático com alimentaçãoindireta. No dispositivo apresentado na imagem, o sólido armazenado em um silo é inserido na tubulação por meio de um transportador helicoidal, o qual empurra o sólido. Com o ar proveniente de um soprador, o sólido é escoado pelo sistema até o destino final, onde há a presença de um ciclone. No ciclone, por diferença de densidade, o ar é removido do sistema pela parte superior e o sólido, por ser mais pesado, é descarregado pela parte inferior. O projeto de um transportador pneumático envolve a determinação dos parâmetros descritos a seguir. Velocidade de transporte Deve ser a mínima possível, para não ocorrer acúmulo de sólido na parte inferior da tubulação, e não tão elevada, a ponto de causar abrasão na parede da tubulação. Na Eq. 54, está apresentada uma expressão de Dalla Valle para o cálculo da velocidade no trecho horizontal em função da massa específica e do diâmetro característico das partículas com tamanho entre 1 e 5mm. Onde: é a massa específica do sólido em tonelada por . é diâmentro. Na Eq. 55, tem-se a velocidade para o trecho vertical: As Eq. 54 e Eq. 55 fornecem aproximações razoáveis para as velocidades do trecho horizontal e vertical. Porém, como a forma da partícula e a umidade também são influentes, recomenda-se realizar testes em escalas-piloto para determinar a velocidade de transporte. Para instalações de pequeno porte, a variação da velocidade no trecho horizontal e vertical é praticamente inexistente, de modo que a Eq. 56 pode ser aplicada: Eq. 54 • • Eq. 55 A massa específica deve estar em tonelada por metro cúbico e o diâmetro em milímetros. Diâmetro do transportador O diâmetro do transportador é obtido em função da capacidade do equipamento (C) e da velocidade de transporte, conforme observado na Eq. 57. Com em metros, velocidade em e em tonelada/hora. sendo fornecido pela Eq. 58: Perda de carga A perda de carga total representa a soma de todas as irreversibilidades geradas no sistema durante o escoamento do sólido – são as perdas por atrito, por aceleração e nos demais equipamentos do sistema (silos, ciclones, entradas e saídas de ar). Na Eq. 59, tem-se uma expressão para o cálculo da perda de carga: Onde: é a perda de carga em . é a capacidade do equipamento em tonelada por hora. é a vazão volumétrica do gás em . é a velocidade de transporte em m/s. é o diâmetro do tubo em metros. é o fator redutor (recomenda-se utilizar o valor de 0,5). é a perda de carga em milímetro de coluna d'água referente aos acessórios presente no sistema (válvulas e conexões). Potência do soprador A potência do soprador pode ser calculada a partir da energia entregue diretamente ao gás para escoar o sólido, conforme apresentado na Eq. 60. Eq. 56 Eq. 57 Eq. 58 Eq. 59 • • • • • • • Onde: é a potência dada em hp. é a vazão volumétrica em . é a perda de carga em . Exemplo Um moinho de bolas deve ser dimensionado e projetado para a cominuição de 20.000kg/h de hematita. Para tal, o engenheiro responsável montou uma unidade piloto em um laboratório para levantar os dados referentes à análise granulométrica. Na imagem a seguir, tem-se a análise granulométrica da hematita em função da fração retida de grossos antes da moagem e após a moagem no moinho da unidade piloto. Análise granulométrica da hematita antes e depois da moagem. Para o projeto de moinhos, devemos calcular o diâmetro médio das partículas para 80% de material passante pela abertura da malha da peneira. Na imagem anterior, como temos a fração retida de grossos, encontraremos o diâmetro para o material não passante que corresponde a 20%. Entrando com uma fração retida de 0,2 (20%) no gráfico a seguir, temos que: Determinação do diâmetro médio das partículas antes e depois da moagem. Eq. 60 • • • A partir desse gráfico, temos que o diâmetro médio das partículas antes da moagem e depois da moagem são 1,68 mm e 1,1 mm, respectivamente. Com essas informações, podemos calcular a potência que o moinho de bolas industrial terá, conforme apresentado na Eq. 61 (equação de Bond). O índice de trabalho de Bond para a hematita é 12,68 kwh/tonelada (ver tabela do índice de trabalho de Bond para alguns materiais). A capacidade (C) do moinho é de 20.000kg/h, correspondente a 20 toneladas por hora. Assim, a potência, em kW é: Como 1hp é igual 0,746kW, a potência necessária para essa operação é de 19,54hp. Considerando as perdas por atrito e fator de segurança, é recomendado acrescentar 20% na potência calculada: Comercialmente, o motor elétrico com potência mais próxima é de 25hp. Mão na massa Questão 1 Um moinho de bolas possui um tambor com raio de 0,20m e bolas com raio 0,032m. Qual é a rotação crítica, em rpm, assumindo uma aceleração gravitacional de 9,81m/s²? A 58,5rpm B 69,5rpm C 71,5rpm D 73,5rpm Eq. 61 Eq. 62 Eq. 63 E 75,5rpm A alternativa B está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 2 Um moinho de bolas está sendo empregado para a cominuição de 100 toneladas por hora de calcário, desde um diâmetro médio de 5cm até um diâmetro de 0,236cm. O índice de trabalho de Bond para o calcário é de 14,07 kwh/tonelada. A potência requerida, em hp, com acréscimo de 20%, é: A 314,68hp B 324,68hp C 344,68hp D 364,68hp E 384,68hp A alternativa D está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 3 Um transportador de correia deve carregar 20 toneladas por hora de um sólido com massa específica de 1.200kg/m³ a uma velocidade de 30m/min. Nessas condições, a largura da correia é: A 13,6 polegadas B 15,6 polegadas C 17,6 polegadas D 19,6 polegadas E 21,6 polegadas A alternativa A está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 4 Um transportador de correia com 40 polegadas de largura transporta 300 toneladas por hora de um sólido com densidade de 0,9t/m³. A velocidade de transporte é de 75m/min. Se o comprimento total da correia é de 150m e a elevação é 25m, a potência requerida, em hp, é: A 35hp B 45hp C 55hp D 65hp E 75hp A alternativa C está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 5 Um transportador pneumático será empregado para o escoamento de 15 toneladas por hora de um sólido com densidade de 1,15 toneladas por metro cúbico e partículas com 2,5mm de diâmetro. A unidade contém 50m de tubulações horizontais e 4m de tubulações verticais. A velocidade de transporte é: A 31,9m/s B 41,9m/s C 51,9m/s D 61,9m/s E 71,9m/s A alternativa A está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 6 Um transportador pneumático deverá ser dimensionado para o transporte de 25 toneladas por hora de um sólido com densidade de 1.200kg/m³ e partículas com 1,6mm de diâmetro. Nessas condições, o diâmetro do tubo do transportador é: A 970,12mm B 980,12mm C 990,12mm D 1.009,12mm E 1.109,12mm A alternativa E está correta. Assista ao vídeo a seguir para conferir a resolução da questão. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Teoria na prática Um engenheiro foi contratado por uma empresa do agronegócio para projetar um transportador pneumático para o deslocamento de grãos entre os seus armazéns em uma grande fazenda. O sistema funcionará com a alimentação de modo indireto e deverá ter uma capacidade para processar 30 toneladas por hora de grãos com diâmetro da partícula de 1,8mm e massa específica de 2.000kg/m³. O comprimento total do sistema será de 550m de tubos horizontais e 38m de trecho vertical. A perda de carga de válvulas e acessórios na linha é de 70mm de coluna d’água. O sólido será coletado em um ciclone. Qual a potência necessária para o soprador escoar esse grão? Chave de resposta Confira agora a resolução da questão. Potência do soprador em transportador pneumático. Conteúdo interativoAcesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Um transportador de correia com 50 polegadas de largura transporta 200 toneladas por hora de um sólido com densidade de 1,2t/m³. A velocidade de transporte é de 75 metros por minuto. Se o comprimento total da correia é de 100 metros e a elevação é 15 metros, a potência requerida é de: A 34hp B 44hp C 54hp D 64hp E 74hp A alternativa A está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. Questão 2 Um moinho de bolas está sendo empregado para a cominuição de 80 toneladas por hora de hematita, desde um diâmetro médio de 4cm até um diâmetro de 0,136cm. O índice de trabalho de Bond para o calcário é de 12,68 kwh/tonelada. A potência requerida é de: A 261hp B 271hp C 281hp D 291hp E 301hp A alternativa E está correta. Veja o feedback completo no Solucionário disponibilizado no campo Preparação. 4. Conclusão Considerações finais Diversos processos industriais possuem sistemas contendo uma interação entre sólidos e fluidos, de tal forma que é de grande importância o estudo dessa ciência pelos futuros engenheiros. Iniciamos com uma discussão sobre como medir de forma apropriada o diâmetro de uma partícula em relação à superfície e ao volume da partícula. Também foi estudado o importante conceito da esfericidade. Abordamos, então, como realizar a distribuição granulométrica de sólidos particulados através do peneiramento. Também falamos sobre a padronização de peneiras na série mesh Tyler. Por fim, apresentamos o conceito de redução de sólidos e a sua aplicação na indústria, bem como o projeto do moinho de bolas. Também abordamos o importante tópico sobre o transporte de sólidos, focando no projeto de correias transportadoras e transportadores pneumáticos. Podcast Ouça agora os principais tópicos abordados neste conteúdo. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Explore + Para saber mais sobre a influência da esfericidade no escoamento multifásico gás-sólido em transportadores pneumáticos em fase diluída, pesquise e leia os artigos Análise experimental e numérica do escoamento multifásico gás-sólido em ciclones e Generalized method for predicting the minimum fluidization velocity. Referências BOND, F. C. Some recent advances in grinding theory and practice. British Chemical Engineering, n. 8, p. 631, 1963. COKER, A. K. Ludwig’s applied process design for chemical and petrochemical plants. 4. ed. Elsevier, 2007. v. 1. COULSON, J. M.; RICHARDSON, J. F. Chemical engineering. 5. ed. Oxford: Butterworth-Heinemann, 2002. FERREIRA, R.; RIBEIRO, J.; GEIZA, O. Química aplicada. Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo, 2012. GOMIDE, R. Operações unitárias: operações com sistemas sólidos granulares. Edição do autor, 1983. MCCABE, W.; SMITH, J.; HARRIOT, P. Unit operations for chemical engineering. 7. ed. McGraw-Hill, 2004. MORAES JÚNIOR, D.; MORAES, M. S. Laboratório de operações unitárias I. 3. ed. Edição dos autores, 2022. PEÇANHA, R. P. Sistemas particulados: operações unitárias envolvendo partículas e fluidos. [s.l.]: Elsevier, 2014. Dinâmica dos sistemas sólidos-fluidos 1. Itens iniciais Propósito Preparação Objetivos Introdução Conteúdo interativo 1. Caracterização de partículas sólidas Vamos começar! Introdução à caracterização de partículas sólidas Conteúdo interativo Introdução aos sólidos particulados Atenção Composição Tamanho Forma Caracterização de partículas simples Decantação e elutriação Peneiramento Tamanho médio de partícula Tamanho médio com base no volume Tamanho médio com base na superfície Analisando um exemplo Mão na massa Questão 1 Questão 2 Conteúdo interativo Questão 3 Conteúdo interativo Teoria na prática Verificando o aprendizado 2. Peneiramento como sistema de classificação de partículas Vamos começar! Operações de peneiramento Conteúdo interativo Operação de peneiramento Exemplo Tipos de peneiras Estacionárias Mecânicas Vibratórias Peneiras estacionárias Peneiras mecânicas rotativas Peneiras mecânicas agitadas Peneiras mecânicas vibratórias Dimensionamento de uma peneira Primeiro passo Segundo passo Terceiro passo Cálculo das quantidades de sólidos produzidas Eficiência do peneiramento Dimensionamento de uma peneira Exemplo Demonstração de um experimento Exemplo Mão na massa Questão 1 Questão 2 Conteúdo interativo Questão 3 Conteúdo interativo Questão 4 Questão 6 Teoria na prática Verificando o aprendizado Questão 2 3. Transporte e redução de sólidos Vamos começar! Introdução ao transporte e redução de sólidos Conteúdo interativo Redução de sólidos Moagem de cristais Moagem de combustível sólido Moagem de sementes oleaginosas Resumindo Dureza 1 Dureza 2 Dureza 3 Dureza 4 Dureza 5 Dureza 6 Dureza 7 Dureza 8 Dureza 9 Dureza 10 Exemplo Britadores Moinhos Moinho de bolas Rotação crítica Potência consumida Transporte de sólidos: correia transportadora Inclinação máxima do material Exemplo Velocidade da correia Largura da correia Potência consumida Transporte de sólidos: transportador pneumático Velocidade de transporte Diâmetro do transportador Perda de carga Potência do soprador Exemplo Mão na massa Conteúdo interativo Teoria na prática Potência do soprador em transportador pneumático. Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 4. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore + Referências