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Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC 
Curso de Farmácia 
Trabalho de Conclusão de Curso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O PAPEL DO FARMACÊUTICO NA DESPRESCRIÇÃO 
DA FARMACOTERAPIA EM PACIENTES IDOSOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gama-DF 
2019 
 
 
 
 
GISELE MARIA DOS SANTOS SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O PAPEL DO FARMACÊUTICO NA DESPRESCRIÇÃO 
DA FARMACOTERAPIA EM PACIENTES IDOSOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Artigo apresentado como requisito para 
conclusão do curso de Bacharelado em 
Farmácia pelo Centro Universitário do 
Planalto Central Apparecido dos Santos – 
Uniceplac. 
 
Orientador(a): Prof(a). Fernanda Cerqueira 
Barroso Oliveira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília-DF 
2019 
 
 
GISELE MARIA DOS SANTOS SILVA 
 
 
O PAPEL DO FARMACÊUTICO NA DESPRESCRIÇÃO 
DA FARMACOTERAPIA EM PACIENTES IDOSOS 
 
 
 
 
 
Artigo apresentado como requisito para 
conclusão do curso de Bacharelado em 
Farmácia pelo Centro Universitário do 
Planalto Central Apparecido dos Santos – 
Uniceplac. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gama, 30 de maio de 2019. 
 
 
Banca Examinadora 
 
 
 
Fernanda Cerqueira Barroso Oliveira 
Orientador 
 
 
 
Alcidésio Sales De Souza Júnior 
Examinador 
 
 
 
 Fabio Henrique Vieira Soares 
Examinador
 
 
O PAPEL DO FARMACÊUTICO NA DESPRESCRIÇÃO 
DA FARMACOTERAPIA EM PACIENTES IDOSOS 
 
Gisele Maria dos Santos Silva
1
 
 
Fernanda Cerqueira Barroso Oliveira
2
 
 
 
Resumo: 
 
A terapêutica com múltiplos medicamentos tem o potencial de trazer benefícios ao indivíduo, porém 
pode causar danos irreversíveis ao paciente em especial pessoas idosas. O objetivo deste trabalho é 
discutir a polifarmácia em idosos e o papel do farmacêutico na desprescrição medicamentosa. Na 
revisão literaria utilizou-se artigos em português e inglês que apresentaram em sua discussão 
considerações a respeito do papel do farmacêutico na desprescrição. Como consequência do 
envelhecimento, os idosos são os que mais apresentam problemas de saúde; consequentemente, os que 
mais consomem medicamentos e que mais apresentam reações adversas e interações medicamentosas. 
A desprescrição, reduz substancialmente desfechos clínicos negativos, hospitalização e, até a morte. O 
farmacêutico tem papel fundamental no processo de desprescrição de medicamentos. Por meio de 
orientações ao paciente e aos demais envolvidos no processo terapêutico, este profissional tem 
contribuido de forma positiva para a redução da polimedicação e para a melhora no tratamento do 
paciente. 
 
Palavras-chave: Desprescrição; Polifarmácia; Reações Adversas; Interação Medicamentosa; Atenção 
Farmacêutica;Idosos. 
 
Summary: 
 
Multi-drug therapy has the potential to bring benefits to the individual, but can cause irreversible 
damage to the patient especially the elderly. The objective of this work is to discuss polypharmacy in 
the elderly and the role of the pharmacist in the drug prescription. In the literary review articles were 
used in Portuguese and English that presented in their discussion considerations regarding the role of 
the pharmacist in the deprescription. As a consequence of aging, the elderly have the most health 
problems; consequently, those who consume drugs the most and who present the most adverse 
reactions and drug interactions. Deprescription substantially reduces negative clinical outcomes, 
hospitalization, and even death. The pharmacist plays a fundamental role in the process of drug 
prescribing. Through counseling to the patient and to the others involved in the therapeutic process, 
this professional has contributed in a positive way to the reduction of the polymedication and to the 
improvement in the treatment of the patient. 
 
Keywords: Deprescription;Polifarmacia;Adverse reactions;Drug interaction;Pharmaceutical attention;
elderly. 
 
 
 
1
Graduando(a)Gisele Maria Dos Santos Silva do Curso Farmácia, do Centro Universitário do Planalto Central 
Apparecido dos Santos – Uniceplac. E-mail: xxxx@gmail.com. 
2
Orientador(a) Fernanda Cerqueira Barroso Oliveira do Curso Farmácia, do Centro Universitário do Planalto 
Central Apparecido dos Santos – Uniceplac. E-mail: xxxx@gmail.com. 
5 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Há muitos anos o envelhececimento era considerado um privilégio entre as populações 
dos paises desenvolvidos, hoje tornou-se regra até mesmo entre as nações mais pobres do 
mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) o mundo alcançará a marca 
de 2 bilhões de idosos em 2050. Este fenômeno universal origina-se pelo declinio da taxa de 
fecundidade e mortalidade (DUARTE “e Col”, 2015). 
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , a expectativa 
média de vida da população brasileira deverá aumentar, passará dos atuais 75 anos para 81 
anos. Com isso a população idosa do Brasil ultrapassará a marca dos 58 milhões, 
representando pouco mais de 26% do total de brasileiros (OLIVEIRA et al,. 2014). De acordo 
com a legislação brasileira, idoso é o individuo que possui mais de 60 anos (IBGE, 2015). 
Embora seja considerado um grande feito da humanidade, o aumento do tempo de vida 
tem gerado grandes desafios as autoridades governamentais, isto porque a população em sua 
maioria não tem envelhecido com saúde devido a diversos fatores como por exemplo a queda 
na qualidade de vida. Este fato suscita no aumento da procura por serviços de saúde, bem 
como pelo consumo de medicamentos. A partir daí surge um grande problema, o uso 
exacerbado de fármacos, o que denominamos de polifarmácia que segundo WHO (2004) é a 
“designação usada para descrever doentes sujeitos a terapêutica com múltiplos 
medicamentos”. A polimedicação é mais comum entre os idosos devido ao grande número de 
patologias associadas ao envelhecimento. É neste grupo da população aonde mais ocorre as 
interações medicamentosas e as reações adversas, muitas vezes agravando o estado clínico do 
paciente, em alguns casos, ocasionando o óbito do mesmo. A partir daí surge a importância da 
desprescrição medicamentosa que de acordo com Romero et al (2018), consiste numa 
“avaliação sistemática dos riscos e benefícios potenciais de cada fármaco para determinado 
doente, considerando a sua condição clínica e prognóstico vital” (ROMERO et al. 2018). Na 
desprescrição os processos de Beers e Stopp/Start são ferramentas fundamentais que auxiliam 
o farmacêutico na tomada de decisão em relação a escolha da medicação. Os critérios de Beers 
consiste em uma lista de fármacos considerados potencialmente inapropriados (MPI) para idosos por 
ineficácia ou alto risco de eventos adversos (AMERICAN GERIATRICS SOCIETY, 2015). Já o 
procedimento Stopp tem como propósito suprir eventuais deficiências dos critérios de Beers. Este 
critério compreende os medicamentos considerados potencialmente inapropriados (MPI) e os 
6 
 
potencialmente omitidos (MPO) considerados essenciais ao tratamento e preservação da saúde do 
paciente idoso, Start (ROSA et al., 2016). 
O papel do farmacêutico na desprescrição é verificar toda a medicação do doente; 
obter uma lista precisa de todos os medicamentos utilizados diariamente, avaliar o estado 
fisico e comportamental do paciente; avaliar adesão, analisar interacões, efeitos adversos; 
pontuar metas de atenção e objetivos do tratamento, considerando a relação entre a 
expectativa de vida e o tempo até o benefício; sugerir a retirada de fármacos inapropriados e 
que causam danos mais graves, ajustando doses ou introduzindo outros fármacos necessários; 
detectar ressurgimento dos sintomas ou agravamento da doença de base, avaliar adesão a 
desprescrição. 
O presente artigo tem como objetivo trazer para discussão a polimedicação em idosos 
dando ênfaseas reações adversas assim como as interações medicamentosas visto a 
vulnerabilidade desses pacientes. O mesmo pretende ainda discutir sobre as possíveis ações 
do farmacêutico na desprescrição medicamentosa, bem como advertir sobre a importância do 
uso racional de fármacos. 
 
2 REVISÃO DE LITERATURA 
 
2.1 Envelhecimento 
 
O envelhecimento é um “processo de diminuição orgânica e funcional, não 
decorrente de doença, e que acontece inevitavelmente com o passar do tempo” 
(ERMINDA, 1999, p. 43). Segundo LEITE et al, (2012, p.366), “o envelhecimento 
resume-se num processo dinâmico, no qual ocorrem alterações morfológicas e fisiológicas 
em todo o organismo”. Além dessas visões, podemos considerar também o conceito de 
Rosa e Camargo (2014) que dizem que: 
 Envelhecimento é um processo sequencial, individual, cumulativo, 
irreversivel, não patologico, de deterioração de um organismo maduro e 
próprio a todos os membros de uma espécie, de maneira que o tempo torne-
os menos capazes de fazer frente ao estresse do meio ambiente e, portanto, 
aumente sua possibilidade de morte (ROSA CAMARGO, 2014, p. 72). 
 
Conclui-se portanto que o envelhecimento é um processo natural do homem que 
ocorre de forma progressiva e irreversivel, não patologico que ao longo do tempo provoca 
diversas alterações no sistema funcional do individuo. 
7 
 
2.1.2 Consequências do Envelhecimento 
O envelhecimento traz significativos danos moleculares e celulares ao corpo do 
homem que por sua vez ao longo do tempo acarreta na perda gradual das reservas 
fisiológicas aumentando com isso a probabilidade de contrair diversos tipos de doenças. 
De acordo com Fiedler; Peres (2008), o envelhecimento gera mudanças em todos 
os orgãos do corpo, uma dessas alterações é a diminuição da capacidade funcional de 
forma 
geral. A capacidade funcional é o potencial apresentado pelo individuo para atuação de 
forma independente, ou seja, é a habilidade para o autocuidado. Em idades mais 
avançadas é natural que o individuo sofra redução em sua capacidade funcional devido a 
condição de saúde que resulta em limitações auditivas, motoras e intelectuais ocasionando 
a dependência nas atividades cotidianas. 
Outra consequência do envelhecimento é o surgimento de doenças crônico-
degenerativas que aliadas a um conjunto de fatores, ocasionam a deteriorização 
progressiva da saúde do individuo. Estas doenças possui etiologia multifatorial: 
comportamento, meio ambiente e perfil genético. De acordo com dados da Organização 
Mundial de Saúde (OMS), as chamadas doenças crônicas não transmissíveis são 
responsáveis por 63% das mortes no mundo (BRASIL, 2016). 
Para Mosegui et al., (1999); Rocha et al., (2008) a população idosa é mais sensivel aos 
efeitos adversos, interações medicamentosas e toxicidade. O quadro a seguir apresenta os 
principais fatores que elevam a vulnerabilidade do idoso aos fármacos. 
Quadro 1- Fatores que aumentam a vulnerabilidade do idoso aos fármacos. 
FATORES QUE AUMENTAM A VULNERABILIDADE DO IDOSO AOS FÁRMACOS 
 Diminuição do funcionamento de órgãos, em especial nos fármacos eliminados 
Farmacocinéticos por via renal ou com primeira passagem hepática. 
 Diminuição da massa muscular e aumento da massa gorda, que condiciona alterações 
 na distribuição e acumulação. 
 Aumento da sensibilidade aos medicamentos, em especial anticolinérgicos e os que 
Farmacodinâmicos afetam a função cognitiva. 
 Alteração dos mecanismos homeostáticos. 
 Défices visuais que condicionam dificuldade em ler as instruções ou rótulos dos 
Capacidade medicamentos. 
Funcional Défices auditivos que podem contribuir para problemas em compreender instruções 
 verbais ou explicações. 
Capacidade Dificuldades em recordar novas instruções. 
Cognitiva Adesão deficiente condicionada por problemas de memória ou compreensão. 
Fatores Financeiros Custo dos medicamentos pode interferir na adesão. 
Fonte: Adaptado de Galvão (2016) 
8 
 
Segundo Loyola Filho “e col” (2005) os idosos são aqueles que mais manifestam 
problemas de saúde ligados a doeças cronico-degenerativas, consequentemente faz com 
que os mesmos procurem com mais freqüência os serviços de saúde pública, o que resulta 
entre essa população num aumento no consumo de medicamentos (LOYOLA FILHO “e 
col”, 2005). A partir daí surge um grande problema, a polifarmácia. 
 
 2.2 Polifarmácia 
 
 Embora muitos autores definam a polifarmácia como sendo a terapêutica com mais 
de cinco medicamentos, não há de fato um concenso literal que concerne precisamente a 
quantidade de fármacos que caracterizem a polimedicação. Alguns a definem como o uso 
simultâneo de vários fármacos; outros só a consideram quando esses não têm indicação 
clínica clara ou então apenas com o uso de 2, 3, 4, 5, 7, 10 ou mais princípios ativos 
(LINJAKUMPU, et al., 2002; APARASU, MORT E BRANDT, 2005; WYLES E REHMAN, 
2005). 
De acordo com Teixeira et al. (2001), estima-se que 60% dos medicamentos 
produzidos no Brasil são consumido pela população brasileira (23% da população) sendo os 
idosos os maiores consumidores. No que tange a prevalência estima-se que 1 (um) a cada 3 
(tres) idosos consomem mais de um medicamento por dia. A comorbidade oriunda do 
envelhecimento é tido como fator determinante para a polimedicação. Segundo Rozenfeld 
(2003) a idade é pressagiadora do uso de medicamento (ROZENFELD, 2003). 
Os grupos farmacológicos mais consumidos normalmente consistem naqueles 
utilizados para o tratamento das doenças crônicas mais prevalentes na terceira idade, 
podendo-se destacar os cardiovasculares, os anti-reumáticos e os analgésicos (MIRALLES et 
al.,1998). É também prevalente o uso de medicamentos que atuam sobre o sistema nervoso 
central (bromazepam e antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina), diabetes 
mellitus (glibenclamida e metformina), medicamentos anti-hipertensivos (captopril, 
losartana), diuréticos (hidroclorotiazida), antiarritmicos (amiodarona), anti-infecciosos 
(antibacterianos, antifúngicos e antiparasitários), antialérgicos (histamin), gastrintestinais 
(ranitidina), antianêmicos (ácido fólico e seus derivados), anti-hemorrágico (etansilato), 
antiagregante plaquetário (ácido acetilsalicílico) e os medicamentos de ação sobre o sistema 
músculo-esquelético, entre outras (CASTELLAR et al., 2007) (FLORES et al., 2005). 
 
9 
 
2.2.1 Interações medicamentosas 
 
As interações medicamentosas são eventos clínicos que ocorrem quando dois ou mais 
medicamentos são administrados, concomitantemente, a um paciente. Isto pode ocorrer de 
forma independente ou interagirem entre si, alterando os efeitos de um fármaco pela presença 
de outro fármaco, alimento, bebida ou algum agente químico ambiental (GORZONI, 1995). 
 
2.2.2 Reações adversas a medicamentos 
A reação adversa a medicamento (RAM) reflete uma resposta de um fármaco que seja 
prejudicial, não intencional, e que ocorra nas doses normalmente utilizadas em seres humanos para 
profilaxia, diagnóstico e tratamento de doenças, ou para a modificação de uma função fisiológica 
(OMS, 2005). 
 
2.2.3 Iatrogenia 
 
 De acordo com Lucchetti et al. (2014), iatrogenias são alterações patológicas criadas 
por efeitos colaterais dos medicamentos decorrentes de intervenções médica que resultam em 
efeitos prejudiciais à saúde do paciente. Prescrições inadequadas consequentemente 
ocasionam RAM, e para minimizar estes sintomas são prescritos mais medicamentos, 
configurando desta forma a cascata iatrogênica (LUCCHETTI et al., 2014) (SECOLI, 2010). 
Segundo Mosegui (1999) , os idosos constituem 50% dos multiusuários de 
medicamentos, e que é comum encontrar em suas prescrições a utilização de fármacos de uma 
mesma classe e sem valor terapêutico. 
 
2.3 Interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas em idosos 
 
 Segundo (Ribeiro, 2009; Flores e Benvegnu, 2008), os idosos apresentam mudançasem 
suas funções fisiológicas que podem comprometer a eficácia da terapia farmacológica. De 
acordo com Katzung (2002), isso ocorre em função das alterações farmacocinéticas e 
farmacodinâmicas que podem intensificar, bem como prolongar os efeitos do medicamento. 
Assim, a farmacocinética associada com a idade avançada (envelhecimento) atua diretamente 
nos processo de absorção, distribuição, metabolismo e eliminação dos farmacos. Por sua vez a 
farmacodinâmica atua no aumento ou diminuição da sensibilidade do idoso aos 
10 
medicamentos. Ainda segundo Katzung (2002), o declinio da função renal configura-se como 
uma das mais importantes alterações da farmacocinética ligada ao envelhecimento, isso 
porque os fármacos são eliminados com menor frequência. Com isso há um aumento na 
concentração sanguínea. 
 
2.4 Desprescrição 
 
Segundo Reeve et al, (2015) “deprescribing” é um termo que foi incorporado na 
literatura científica inglesa, desde 2003, mas pouco utilizado no Brasil. Embora não haja uma 
definição formalmente aceita, o termo vem ganhando força nos últimos anos. Desprescrição 
foi conceituada como sendo “um processo de retirada de medicação inapropriada 
supervisionada por um profissional de saúde com o objetivo de gerenciar a polifarmácia e 
melhorar resultados”, já para Scott e colaboradores (2015), a desprescrição resume-se em um 
processo sistemático de identificação e interrupção de fámacos , quando há danos existentes 
ou potencias que superam os benefícios. 
De acordo com Akiinbolade et al., (2016) desprescrição é um processo de otimização 
do regime terapêutico de um doente que consiste na cessação de fármacos potencialmente 
inapropriados ou desnecessários ao tratamento com o objetivo de gerir a polifarmácia, dar 
maior segurança ao paciente e otimizar os resultados. É um processo sistemático, contínuo, 
que consiste em identificar e descontinuar fármacos em circunstâncias em que os danos reais 
ou potenciais ultrapassam os benefícios reais ou potenciais, tendo em conta um conjunto de 
objetivos de cuidados individualizados. 
Dos vários estudos que abordam a desprescrição, a maioria demonstra que vários 
fármacos podem ser cessados sem qualquer consequência lesiva para o doente e alguns 
estudos demonstraram até benefícios importantes, como redução do risco de quedas 
(THOMPSON; FARRELL, 2013). A desprescrição tem sido muito empregada para reduzir a 
polifarmácia e, 
consequentemente, seus riscos associados. A prática consiste no processo de identificação e 
descontinuação de medicamentos desnecessários, inefetivos, inseguros ou potencialmente 
inadequados e envolve a colaboração entre profissionais e pacientes. No processo de 
desprescrição deve-se considerar tanto os benefícios quanto os danos do medicamento ao 
paciente, quais são os objetivos do tratamento com o medicamento em questão, expectativa de 
vida do paciente, bem como comodidade e preferências do paciente que possam contribuir 
para a adesão ao tratamento (MCGRATH et al., 2017). 
11 
 
2.4.1 Processo de Desprescrição 
 
De acordo com Potter (2016), há diversos protocolos de desprescrição voltados aos 
pacientes idosos que apesar de possuírem detalhes e itens específicos, de modo em geral 
resumem-se em uma avaliação geral do caso clínico do paciente objetivando-se a 
identificação e descontinuação dos fármacos potencialmente inapropriados, bem como na 
prescrição e acompanhamento completo do caso não esquecendo dos potenciais riscos da 
prática. Scott e colaboradores (2015), propuseram um protocolo de desprescrição que 
compreende 5 passos: (1) verificar todos os fármacos que o doente está tomando atualmente e 
as razões para cada um deles; (2) considerar o risco global de dano induzido pelo fármaco em 
pacientes individuais na determinação da intensidade requerida da intervenção de prescrição; 
(3) avaliar cada fármaco em relação ao seu potencial benefício atual/futuro comparado com o 
potencial atual/futuro de dano; (4) priorizar os fármacos para descontinuação que tenham a 
relação benefício-dano mais baixa e menor probabilidade de reações de retirada adversas ou 
síndromes de recuperação da doença; (5) implementar um regime de descontinuação e 
acompanhar de perto os doentes para melhorar os resultados ou o aparecimento de efeitos 
adversos. 
Com o objetivo de reduzir iatrogenias criou-se listas onde os medicamentos foram 
organizados e classificados conforme os riscos e beneficios oferecidos aos pacientes. Entre 
estas listas estão os processos de Beers e Stopp / Start. 
 
2.4.2 Critérios de Beers 
 
 No procedimento de Beers objetiva-se identificar os medicamentos potencialmente 
inapropriados (MPI) aos idosos. Há portanto uma lista composta pelos medicamentos 
considerados improprios seja por sua ineficacia ou potencial risco de ocasionar efeitos 
adversos 
ao paciente (AMERICAN GERIATRICS SOCIETY, 2015). De acordo com Beers (1991), o 
“medicamento é considerado inapropriado quando os riscos de seu uso superam seus 
beneficios (BEERS, 1991). 
Segundo Soares et al, 2011; Stafford et al, 2011, os critérios de Beers é 
constantemente aplicado na terapêutica por ser fundamental no despiste de MPI, servindo 
portanto como uma ferramenta de prevenção para a prescrição destes em idosos. 
12 
A aplicação do referido procedimento permite não só maior controle dos fármacos 
utilizados, mas possibilita uma intervenção e prescrição médica mais cuidadosa de forma a 
reduzir as RAM em idosos melhorando os resultados terapêuticos dos doentes. 
 
2.4.3 Critérios de STOPP/ START 
 
De acordo com Gallager et al (2008) os critérios Stopp permitem despistar, no 
tratamento, a presença de uma medicação potencialmente inapropriada, de fármacos 
duplicados bem como interações entre fármacos. Já o procedimento Star tem como finalidade 
identificar a omissão de determinado fármaco na prescrição médica que seria essencial para o 
sucesso do tratamento e preservação da saúde do idoso. Segundo ele, ambos devem ser usado 
em conjunto isto porque ambos permitem a recolha dos erros mais comuns nos tratamentos 
médicos. 
Segundo Spinewine (2007), os Critérios Stopp tem como objetivo identificar os fármacos 
considerados inapropriados para prescrição no idoso justificando o motivo da sua não adequação 
referenciando inclusive aspectos de dose, frequência e tempo de duração do tratamento. De acordo 
com Rosa et al (2016), os critérios Start definem quais são os fármacos que de acordo com a patologia 
apresentada pelo paciente, possui evidência cintifíca que possibilite a prescrição com segurança. 
De acordo com Holt et al. (2010), considera-se como inapropriado o medicamento quando 
utilizado sem necessidade ou de forma excessiva; quando usado em dose, esquema posológico ou 
duração terapêutica desadequados ou ainda quando há a omissão de um medicamento considerado 
necessário ao paciente. 
 
Abaixo segue a tabela com a listagem de MPI independentes do diagnóstico. 
 
Tabela 1: Medicamentos Potencialmente Inapropriados ao Idoso Independente de diagnóstico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Adaptado: American Geriatrics Society (2012) 
 
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
 
A revisão literária foi realizada seguindo os seguintes passos: identificação do 
problema e propósito da revisão; busca da literatura com definição de palavras-chave, base de 
dados e seleção dos artigos; avaliação do material obtido e fichamento. 
14 
O estudo ocorreu no periodo de janeiro a maio de 2019. Os critérios utilizados foram: 
artigos em português e inglês publicados nos anos de 1992 a 2018 que apresentassem em sua 
discussão considerações a respeito do envelhecimento e sua consequências; polifarmácia e o 
papel do farmacêutico na desprescrição em pacientes idosos, assim como suas possiveis 
ações. 
Para a realização da busca eobtenção do material, foram utilizadas palavras-chave 
como: Desprescrição; Idoso; Polifarmácia; Reações Adversas; Interação Medicamentosa; 
Atenção Farmacêutica ao Paciente Idoso e Cuidado Farmacêutico. 
Durante a busca foram identificados diversos artigos nas seguintes bases: Scielo 
(Scientific Eletronic Library OnLine), Pubmed e Bvs (Biblioteca Virtual em Saúde). Dos 
vários artigos identificados, 8 foram selecionados, utilizando como critério de inclusão artigos 
que apresentassem no resumo os termos: Idoso, desprescrição e farmacêuticos. 
Posteriormente foram realizadas diversas leituras analiticas do conteudo onde verificou-se que 
os mesmos respondiam a questão norteadora da presente revisão. A partir dai submetidos a 
analise temática. 
 
4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS 
 
Após análise dos contéudos selecionados verificou-se que apesar de pouco conhecida, 
a desprescrição vem ganhando espaço entre os profissionais de saúde não somente pelo seu 
beneficio clínico e econômico, mas devido as melhorias geradas no estado de saúde do 
paciente idoso. E que embora a terapêutica com multiplos medicamentos tenha o potencial de 
trazer consideráveis benefícios ao individuo, a mesma pode causar danos irreversíveis ao 
paciente. A desprescrição, especialmente em pessoas idosas, reduz substancialmente 
desfechos clínicos negativos, como riscos de queda e hospitalização. 
Segundo Reeve et al (2014), entre os potencias danos da desprescrição podemos citar 
as reações adversas de abstinências de drogas. Retirada de um fármaco pode resultar em uma 
resposta fisiológica, denominada “reação de abstinência”. Isso pode ser prevenido (ou 
minimizado) diminuindo a dose antes da retirada da medicação (desmame). Verificou-se que 
a retirada de medicamento sem planejamento pode resultar na alteração farmacocinética e 
farmacodinâmica de outros fármacos tomados pelo paciente; também podemos citar o retorno 
de uma condição médica; a falta de sintomas de uma condição pode indicar que a medicação 
está funcionando ou que a condição subjacente foi resolvida. Pode ser apropriado testar a 
retirada da medicação para determinar qual desses dois cenários está ocorrendo e, portanto, se 
15 
a medicação estava proporcionando um benefício ou não. 
Mais preocupante é o potencial que a descontinuação tem de afetar negativamente e 
irreversívelmente a condição médica. Esta é uma preocupação com os inibidores da 
acetilcolinesterase (como por exemplo,donepezil) na doença de alzheimer. A duração ideal do 
uso dos seus inibidores é desconhecida, o que o torna alvo de uma desprescrição. Alguns 
dados, mostraram que após a interrupção do uso de donepezil, os escores cognitivos de 
pacientes com demencia leve a moderada cairam abaixo dos niveis basais pré-tratamento e 
não retornaram a esses níveis apesar da reintrodução do seu uso. Isso pode refletir a 
progressão natural da doença, porém, e pode ser menos preocupante em pacientes com 
demência grave, entre os quais o donepezil seria alvo de desprescrição (REEVE et al., 2014) 
 Reeve (2015), realizou uma revisão descritiva onde foram identificados os cinco passos 
essenciais para o processo de desprescrição centrado no paciente, conforme descrito na figura 
seguir: 
 
 
Figura 1: Os 5 passos do processo de desprescrição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Adaptado de Reeve e “Col” (2015) 
 
Passo 1: Realização de histórico abrangente de medicação contendo uma lista completa de 
todos os medicamentos que o paciente toma regularmente, incluindo todos os medicamentos 
prescritos e não prescritos. Cada medicamento deve incluir a dose, frequência, formulação, 
via de administração, duração do uso e indicação. Quaisquer alergias, intolerâncias e reações 
adversas a medicamentos devem ser documentadas. Passo 2: Identificar medicamentos 
potencialmente inadequados, ou seja, fármacos que estão fornecendo mais danos potenciais 
16 
do que benefícios. Passo 3: Determinar se a medicação pode ser interrompida e priorizar. Se 
mais de uma medicação potencialmente inapropriada for identificada para a deprescrição, é 
melhor 
que sejam retiradas sequencialmente. Decidir qual medicamento cessar primeiro nem sempre 
será claro. Passo 4: Planejar e iniciar a retirada da medicação. Passo 5: Monitoramento, 
suporte e documentação do processo que levou a essa conclusão, a esse resultado. 
 
4.1 Papel do Farmacêutico na Desprescrição 
 
 De acordo com Claumann (2003), o farmacêutico é quem viabiliza o medicamento 
afim de prevenir, melhorar, tratar e curar doenças. A atuação farmacêutica não tem como 
objetivo intervir no diagnóstico ou na prescrição medicamentosa uma vez que esta é 
atribuição exclusiva do médico. O papel do farmacêutico visa contribuir para que o paciente 
receba a melhor terapia medicamentosa, ou seja, garantir uma farmacoterapia racional, segura 
e custo-efetiva. 
 Estudos apontam que a intervenção farmacêutica por meio de orientações e ações 
educativas ao paciente, acompanhante, familiar, cuidador, medico prescritor e demais 
profissionais envolvidos sobre regime terapêutico tem trazido beneficios significativos ao 
paciente idoso. Este suporte e aconselhamento tem permitido um melhor relacionamento 
entre os profissionais de saúde e paciente, bem como tem tornado a terapia mais eficaz uma 
vez que tem capacitado o paciente para lidar com os efeitos indesejados dos medicamentos, 
contribuindo expressivamente para adesão o tratamento (ANDRADE, 1999). 
 No processo de desprescrição o papel do farmacêutico é: 1. Verificar todas os 
medicamentos que o paciente está tomando atualmente e as razões para cada um; 2. 
Considerar o risco global de dano induzido por drogas em pacientes individuais na 
determinação da intensidade necessária de uma intervenção desprescrição; 3. Avaliar cada 
fármaco por sua elegibilidade para ser interrompido adotando como critério: a) Nenhuma 
indicação válida b) Parte de uma cascata de prescrição c) Dano real ou potencial de um 
medicamento superar claramente qualquer benefício potencial d) A doença e/ou o 
medicamento de controle dos sintomas é ineficaz ou os completamente resolvido e) A 
medicina preventiva é improvável conter todo o benefício paciente-importante sobre o tempo 
restante do paciente f) Os medicamentos estão impondo uma carga de tratamento inaceitável; 
4. Priorizar medicamentos para descontinuação; 5. Implementar e monitorizar o regime de 
descontinuação do medicamento (SCOTT et al., 2015) 
17 
 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Embora o prolongamento da vida seja um feito louvavel do homem, o aumento no 
tempo de vida é sinonimo de preocupação e grandes desafios não apenas ao desenvolvimento 
econômico, mas de sustentabilidade social e do sistema de saúde. Como as pessoas idosas 
estão mais suscetiveis as doenças crônicas degenerativas, o aumento no número de idosos 
presupõe em um maior consumo de medicamentos. O Brasil esta entre os maiores 
consumidores de medicamentos do mundo com tendência a ocupar as primeiras posições 
devido ao constante aumento da expectativa de vida. Observa-se a partir de então o 
surgimento da polifarmácia. 
Logo, observa-se a importância da problemática como necessária de discussão e 
avanços contínuos no que se refere a politerapia e o uso racional de medicamento, assim 
como a importância e efetiva participação farmacêutica no processo de desprescrição nestes 
pacientes. O processo de desprescrição é uma metodologia que está sendo implementada, vem 
ganhando adeptos em vista dos relevantes resultados gerados aos pacientes. Sugere-se maior 
participação e orientação por parte do profissional farmacêutico a todos os envolvidos no 
regime terapêutico apresentando os riscos da polimedicação e automedicação. 
 
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Agradecimentos 
 
Agradeço, primeiramente, a Deus, por todos os feitos em minha vida, pela força para 
concluir mais essa etapa;Agradeço aos amigos e familiares pelo incentivo, em especial meus pais, irmãos e 
filhos pelo o apoio incondicional e ao meu esposo Alexsanderson pelo apoio, incentivo e 
paciência; 
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Agradeço às minhas orientadoras Fernanda Cerqueira e Juliana Bicalho; 
Agradeço a UNICEPLAC, seu corpo docente, direção, administração, entre outros; A 
todos quе direta оu indiretamente fizeram parte dа minha formação, о mеu muito obrigado. 
 
 
 
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