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· Contribuições do Cerebelo e dos Gânglios da Base para o Controle Motor Global
 À parte das áreas, no córtex cerebral, que estimulam a contração muscular, duas outras estruturas cerebrais também são essenciais para a função motora normal. Consistem no cerebelo e nos núcleos (ou gânglios) da base. 
· O cerebelo: desempenha papéis importantes no ritmo das atividades motoras e na progressão homogênea
rápida de um movimento muscular para o seguinte.Ajuda a controlar a intensidade da contração muscular, quando a carga muscular varia, e controlar a inter-relação instantânea, entre grupos musculares agonistas e antagonistas.
· Os gânglios da base: ajudam a planejar e controlar padrões complexos dos movimentos musculares. Controlam as intensidades relativas dos movimentos distintos, as direções dos movimentos e o sequenciamento de múltiplos movimentos sucessivos e paralelos, com o objetivo de atingir metas motoras específicas e complexas.
· O CEREBELO E SUAS FUNÇÕES MOTORAS:Chamado área silenciosa do cérebro, porque sua
excitação elétrica não causa sensação consciente e ocasiona qualquer movimento motor. Vital durante atividades musculares rápidas, como correr, digitar, tocar piano e até conversar.
-.Auxilia na sequência das atividades motoras, monitorar e faz ajustes corretivos nas atividades corporais, enquanto estão sendo executadas, de modo que elas fiquem de acordo com os programas motores elaborados pelo córtex motor cerebral e outras partes do SNC. Recebe das áreas de controle motor informações sobre a sequência das contrações musculares desejada e sensoriais das partes periféricas do corpo, informando sobre as mudanças de cada parte do corpo — sua posição, velocidade de movimento, forças que atuam sobre ela.. 
-O cerebelo compara os movimentos reais, como retratados pelas informações sensoriais periféricas, com os movimentos programados pelo sistema motor. Se houver discrepância entre as duas informações, então sinais corretivos subconscientes são transmitidos de volta para as estruturas envolvidas no controle motor, com o objetivo de aumentar ou diminuir os níveis de ativação de músculos específicos.
-Auxilia o córtex cerebral no planejamento do próximo movimento sequencial, uma fração de segundo antes, enquanto o movimento ainda está sendo executado, ajudando assim a pessoa a progredir homogeneamente, de um movimento para o próximo. 
-Ele aprende com seus erros: se um movimento não ocorre exatamente como planejado, o circuito cerebelar aprende a fazer movimento mais forte ou mais fraco, na próxima vez. Para fazer esse ajuste, ocorrem alterações da excitabilidade de neurônios cerebelares apropriados, trazendo, assim, contrações musculares subsequentes até melhor correspondência com os movimentos pretendidos.
· ANATOMIA:Se divide em 3 lobos e 2 fissuras profundas 
(1) o lobo anterior (2) o lobo posterior; (3) o lobo floculonodular. 
OBS:O lobo floculonodular é a mais antiga de todas as partes do cerebelo; desenvolveu-se junto com o sistema vestibular, no controle do equilíbrio do corpo.
· Divisões Funcionais Longitudinais dos Lobos Anterior e Posterior -Do ponto de vista funcional o s lobos anterior e posterior são organizados não por lobos, mas ao longo do eixo longitudinal. No centro do cerebelo está o verme, separada do restante do cerebelo por sulcos rasos. Nessa área, fica localizada a maior parte das funções de controle cerebelar, para os movimentos musculares do corpo axial, pescoço, ombros e quadris. A cada lado do verme, existem grandes hemisfério que se divide em zona intermediária que relaciona-se ao controle das contrações musculares, nas partes distais das extremidades
superiores e inferiores, especialmente as mãos e os dedos e os pés e artelhos se e zona lateral que opera em nível muito mais remoto, porque essa área se une ao córtex cerebral, no planejamento global de movimentos motores sequenciais. Sem essa zona lateral, a maioria das atividades motoras individualizadas do corpo perde seu ritmo e sequenciamento apropriados e, portanto, fica sem coordenação.
· Representação Topográfica do Corpo no Verme e nas Zonas Intermediárias;
- As partes axiais do corpo se situam na parte vermiana do cerebelo, enquanto as extremidades e as regiões faciais se situam nas zonas intermediárias. Essas representações recebem sinais neurais aferentes de todas as respectivas partes do corpo, bem como de áreas motoras do córtex cerebral e do tronco encefálico. -Que enviam sinais motores para as mesmas áreas do córtex motor cerebral, para áreas do núcleo rubro e da formação reticular no tronco encefálico.As grandes partes laterais dos hemisférios cerebelares não têm representações topográficas do corpo, pois apenas recebem sinais aferentes do córtex cerebral das áreas pré-motoras do córtex frontal e da área somatossensorial e de outras áreas de associação sensorial do córtex parietal. Essa
associação permite às porções laterais dos hemisférios cerebelares desempenhar importantes papéis no planejamento e na coordenação das atividades musculares sequenciais rápidas do corpo, que ocorrem uma após outra, em frações de segundo.
· O Circuito Neuronal do Cerebelo : O córtex cerebral humano é uma grande lâmina dobrada com cerca de o, com as dobras ocorrendo transversalmente. Cada dobra é chamada folha. Situados, profundamente, sob o córtex cerebelar ficam os núcleos cerebelares profundos. 
· Vias Aferentes para o Cerebelo
· Vias Aferentes de Outras Partes do Encéfalo:
-Via corticopontocerebelar; se origina nos córtices motor e pré-motor cerebrais e no córtex somatossensorial cerebral.Passa, por meio dos núcleos pontinos e tratos pontocerebelares, em sua maior parte para as divisões laterais dos hemisférios cerebelares contralaterais, relativamente às áreas cerebrais.
- Tratos aferentes no tronco encefálico:
 (1) trato olivocerebelar, originado na oliva inferior, dirige-se para todas as partes do cerebelo, que é ativado, em sua origem na oliva inferior, por fibras do córtex motor cerebral, dos gânglios da base, de várias regiões da formação reticular e da medula espinal; 
(2) fibras vestibulocerebelares, se originam no aparelho vestibular e outras são originadas nos núcleos vestibulares do tronco encefálico — de modo que quase todas elas terminem no lobo floculonodular e no núcleo fastígio do cerebelo; 
(3) fibras reticulocerebelares se originam em diferentes porções da formação reticular do tronco encefálico e terminam nas áreas medianas cerebelares (principalmente, no verme).
· Vias Aferentes da Periferia. por meio de quatro tratos de cada lado da medula espinal, dois dorsais e dois
ventrais. 
1. O trato dorsal chega ao cerebelo pelo pedúnculo cerebelar inferior e termina no verme e na zona
intermediária do cerebelo, no mesmo lado de sua origem. Os sinais transmitidos vem dos fusos musculares e receptores somáticos como órgãos tendinosos de Golgi ,receptores táteis da pele e articulares .Notificando o cerebelo 
(1) da contração muscular;
(2) do grau de tensão sobre os tendões musculares; 
(3) das posições e velocidades de movimento das diferentes partes do corpo; e (4) das forças que agem sobre a superfície do corpo
2. O trato ventral entra no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar superior, mas termina em ambos os lados do
cerebelo.Recebe muito menos informações dos receptores periféricos. Em vez disso, são excitados,, por sinais motores que chegam aos cornos anteriores da medula espinal vindos 
(1) do encéfalo pelos tratos corticoespinal e rubroespinal; 
(2) dos geradores de padrão motor interno, na própria medula.
· Diz ao cerebelo quais sinais motores chegaram aos cornos anteriores; essa informação, levada ao cerebelo,
é chamada cópia de eferência, ou seja, de todo o comando exercido, sobre o corno anterior da medula espinal. 
· As vias espinocerebelares podem transmitir impulsos com velocidades de até 120 m/s, que é a condução
mais rápida em qualquer via no sistema nervoso central, sendo importante para a notificação instantânea , sobre alterações das ações musculares periféricas. Além dossinais dos tratos ,os sinais são transmitidos para o cerebelo da periferia do corpo, pelo sistema da coluna dorsal para os núcleos da coluna dorsal do bulbo e, depois, retransmitidos ao cerebelo. Da mesma forma, sinais são transmitidos pela medula espinal, pela via espinorreticular, para a formação reticular do tronco encefálico e também pela via espinolivar para o núcleo olivar inferior. Então, os sinais são retransmitidos de ambas essas áreas para o cerebelo.O cerebelo, continuamente, colhe informações sobre os movimentos e as posições de todas as partes do corpo, embora esteja operando em nível subconsciente.
· Sinais Eferentes Cerebelares Núcleos Cerebelares Profundos e Vias Eferentes. Localizados profundamente na massa cerebelar, a cada lado, estão três núcleos cerebelares profundos: denteado,interpósito e fastígio. (Os núcleos vestibulares no bulbo também funcionam, em alguns aspectos, como se fossem núcleos cerebelares profundos, devido às suas conexões diretas com o córtex do lobo floculonodular.) 
- Recebem sinais de duas fontes: do córtex cerebelar e dos tratos sensoriais profundos aferentes para o cerebelo. Cada vez em que o sinal chega ao cerebelo, ele se divide e segueem duas direções: diretamente, para um dos núcleos profundos cerebelares; e para a área correspondente do córtex cerebelar, que recobre o núcleo
profundo. Depois o córtex cerebelar retransmite sinal de saída inibitório, para o núcleo profundo. Desse modo, todos os sinais de entrada para o cerebelo, terminam nos núcleos profundos, sob a forma de sinais excitatórios iniciais seguidos, por sinais inibitórios. Dos núcleos profundos, os sinais de saída partem do cerebelo e são distribuídos para outras partes do sistema nervoso central. 
-O plano geral das grandes vias eferentes que levam os sinais efetores do cerebelo
1. A via que se origina nas estruturas medianas do cerebelo (o verme) e, depois, passa pelos núcleos fastígios dirige-se para as regiões bulbares e pontinas do tronco encefálico. Esse circuito funciona em íntima associação às estruturas envolvidas com o equilíbrio e com os núcleos vestibulares do tronco encefálico, para controlar o equilíbrio, e, também, em associação à formação reticular do tronco encefálico, para controlar as atitudes posturais do corpo.
 2. A via que se origina em: (1) a zona intermediária do hemisfério cerebelar e depois passa pelo (2) núcleo interpósito para (3) os núcleos ventrolateral e ventroanterior do tálamo e, então, para (4) o córtex cerebral, para (5) várias estruturas da linha média do tálamo e em seguida para (6) os núcleos da base e (7) o núcleo rubro e a formação reticular da parte alta do tronco encefálico. Esse circuito ajuda a coordenar, as contrações recíprocas de músculos agonistas e antagonistas nas partes periféricas das extremidades particularmente nas mãos, dedos e polegares. 
3. A via começa no córtex cerebelar, da zona lateral do hemisfério cerebelar e, então, passa para o núcleo denteado, a seguir para os núcleos ventrolateral e ventroanterior do tálamo e, finalmente, para o córtex cerebral. Essa via desempenha papel importante de ajudar a coordenar atividades motoras sequenciais, iniciadas pelo córtex cerebral.
· Unidade Funcional do Córtex Cerebelar — As Células de Purkinje e as Células Nucleares Profunda: O
cerebelo tem cerca de 30 milhões de unidades funcionais quase idênticas. Essa unidade funcional é centralizada em célula única de Purkinje, muito grande,(recebem aferências excitatórias e inibitórias) e em célula nuclear profunda, correspondente
-3 grandes camadas do córtex cerebelar: a camada molecular, a camada de células de Purkinje e a camada de células granulosas. 
· Circuito Neuronal da Unidade Funcional. : é repetido, com pouca variação, 30 milhões de vezes no cerebelo. A saída da unidade funcional se dá por célula nuclear profunda. Essa célula está continuamente sob influências excitatórias e inibitórias. As influências excitatórias se originam de conexões diretas com fibras aferentes que entram no cerebelo vindas do sistema nervoso central ou da periferia. A influência inibitória se origina, inteiramente, da célula de Purkinje, no córtex cerebelar.As aferencias são de dois tipos de fibras:
- as fibras trepadoras : Se originam das olivas inferiores do bulbo .Existe uma fibra trepadora para cerca de 5 a 10 células de Purkinje. Depois de enviar ramos, para várias células nucleares profundas, ela continua até as camadas
externas do córtex cerebelar, onde faz cerca de 300 sinapses com o corpo celular e os dendritos de cada
célula de Purkinje. Essa fibra se distingue pelo fato de que um só impulso nela sempre causará, em cada célula de Purkinje, um único potencial de ação peculiar, característico e prolongado (até 1 segundo), começando por grande potencial de ação seguido por série de potenciais em ponta secundários, mais fracos. Esse potencial de ação característico é chamado espícula complexa.
-as fibras musgosas: são originadas: de porções prosencefálicas, do tronco cerebral e da medula espinal. Enviam colaterais para excitar as células nucleares profundas. Depois, prosseguem para a camada das células granulosas do córtex, onde fazem sinapses com células granulosas.As células granulosas enviam axônios muito delgados(finos) , até a camada molecular, na superfície externa do córtex cerebelar e se dividem em dois ramos que se estendem em cada direção paralelamente às folhas. É para essa camada molecular que os dendritos das células de Purkinje se projetam, e fibras paralelas fazem sinapse com cada célula de Purkinje. 
-Aferência da fibra musgosa para a célula de Purkinje:as conexões sinápticas são fracas; por isso, grande número de fibras musgosas precisa ser estimulado, simultaneamente, para excitar a célula de Purkinje.E a ativação assume a forma de potencial de ação com curta duração e muito mais fraco, a chamada espícula simples.
· As Células de Purkinje e as Células Nucleares Profundas Disparam, Continuamente, nas Condições Normais de Repouso:a célula de Purkinje dispara cerca de 50 a 100 potenciais de ação por segundo, e as
células nucleares profundas em frequências muito mais altas. Além disso, a atividade eferente de ambas as células pode ser modulada, tanto positiva, como negativamente.
· Equilíbrio Entre Excitação e Inibição nos Núcleos Cerebelares Profundos:A estimulação direta das células
nucleares profundas, pelas fibras trepadoras e musgosas provoca sua excitação. Ao contrário, sinais que chegam das células de Purkinje as inibem.O equilíbrio entre esses dois efeitos é levemente favorável à excitação, de modo que, sob condições de repouso, a eferência da célula nuclear profunda continua relativamente constante em nível moderado de excitação contínua. 
-Na execução de movimento motor rápido, o sinal iniciador do córtex motor cerebral ou do tronco encefálico, a princípio, aumenta muito a excitação das células nucleares profundas. Depois, chegam sinais inibitórios de feedback, provenientes do circuito das células de Purkinje.. Esse sinal inibitório se assemelha ao sinal de feedback negativo de “circuito de retardo”, do tipo que é eficaz para produzir amortecimento.Ou seja , quando o sistema motor está excitado, ocorre sinal de feedback negativo, após curto retardo, para impedir que o movimento muscular ultrapasse a dimensão programada. Se assim não fosse, ocorreria oscilação do movimento.
· Outras Células Inibitórias no Cerebelo. as células em cesto e as células estreladas, que são células
inibitórias com axônios curtos.Estão localizadas na camada molecular do córtex cerebelar, situando-se entre
pequenas fibras paralelas e estimuladas por elas. Essas células, por sua vez, enviam seus axônios em ângulo reto com as fibras paralelas e causam inibição lateral das células de Purkinje adjacentes, focalizando, assim, o sinal, da mesma maneira que a inibição lateral aumenta o contraste entre sinais, em muitos outros circuitos neuronais do sistema nervoso.
· Sinais Eferentes do Tipo Liga/Desliga e Desliga/Liga do Cerebelo A função do cerebeloé ajudar a
emitir sinais rápidos de ligar para os músculos agonistas e de desligar para os músculos antagonistas, no início de um movimento. E no término do movimento sinais de desligar para os agonistas e de ligar para os antagonistas. Os sinais começam no córtex cerebral, passam por vias não cerebelares do tronco cerebral e da medula espinal indo para o músculo agonista para começar a contração. Ao mesmo tempo, sinais paralelos são enviados, por meio das fibras musgosas da ponte, para o cerebelo. Um ramo de cada fibra vai para células nucleares profundas, no núcleo denteado ou em outros núcleos cerebelares profundos, que enviam um sinal excitatório de volta para o sistema motor corticoespinal cerebral, seja por meio de sinais de retorno pelo tálamo para o córtex cerebral ou por meio de circuito neuronal, no tronco encefálico, para sustentar o sinal de contração muscular que já tinha sido começado pelo córtex cerebral.Aumentando a potência do sinal de ligar pois passa a ser de soma de sinais corticais e cerebelares. 
- Na ausência do cerebelo falta o sinal de suporte secundário extra, faz o a contração do músculo de ligação ficar muito mais forte.As fibras musgosas têm um segundo ramo que transmite sinais, por meio das células granulosas, para o córtex cerebelar por meio de fibras “paralelas” para as células de Purkinje que , por sua vez, inibem as células nucleares profundas. Essa via é constituída por algumas das menores fibras de condução mais lenta no sistema nervoso. os sinais dessas fibras são fracos e, assim, exigem período finito para acumular excitação suficiente nos dendritos da célula de Purkinje para estimulá-la. Entretanto, uma vez estimulada a célula de Purkinje, envia um forte sinal inibitório para a mesma célula nuclear profunda que originalmente havia ajudado a iniciar o movimento. Portanto, esse sinal ajuda a desligar o movimento após curto intervalo de tempo.
Portanto, esses circuitos fazem parte da base para o desligar dos antagonistas, no início do movimento, e depois para o seu ligar ao término do movimento, refletindo o que quer que ocorra nos músculos agonistas.
· As Células de Purkinje “Aprendem” a Corrigir Erros Motores — O Papel das Fibras Trepadora:
 O grau em que o cerebelo sustenta o início ,o término das contrações musculare e a temporização, precisam ser aprendidos. Quando a pessoa realiza pela primeira vez novo ato motor, o grau de realce motor pelo cerebelo, no início da contração, e a temporização das contrações são quase sempre incorretos para o desempenho preciso do movimento. Entretanto, depois do ter sido realizado muitas vezes, os eventos individuais se tornam cada vez mais preciso.
-Os níveis de sensibilidade dos circuitos cerebelares se adaptem progressivamente durante o processo de treinamento, na sensibilidade das células de Purkinje em responder à excitação das células granulosas ,essa alteração de sencibilidade é ocasionada por sinais das fibras trepadoras que entram no cerebelo, vindas do complexo olivar inferior. 
-Nas condições de repouso, as fibras trepadoras disparam cerca de uma vez por segundo, cada vez que disparam, causam despolarização extrema de toda a árvore dendrítica da célula de Purkinje, durando por um segundo até. No decurso esse tempo, a célula de Purkinje dispara com forte potencial em ponta eferente, seguida por série de potenciais em ponta decrescentes.
-Quando o controle cerebelar dos movimentos se aproximem da perfeição, as fibras trepadoras já não precisam enviar sinais de “erro” para o cerebelo, para causar alterações adicionais.
· FUNÇÃO DO CEREBELO NO CONTROLE MOTOR GLOBAL O sistema nervoso usa o cerebelo para
coordenar as funções de controle motor em três níveis
1. O vestibulocerebelo:Nos lobos floculonodulares, que se situam sob o cerebelo posterior e nas porções adjacentes do verme. Proporciona circuitos neurais para a maioria dos movimentos associados ao equilíbrio do corpo.
2. O espinocerebelo: Na maior parte do verme do cerebelo posterior e anterior mais as zonas intermediárias adjacentes em ambos os lados do verme. Fornece os circuitos responsáveis pela coordenação dos movimentos das partes distais das extremidades, em especial as mãos e os dedos. 
3. O cerebrocerebelo: Formado pelas grandes zonas laterais dos hemisférios cerebelares, situadas laterais às zonas intermediárias. Recebe aferência dos córtices motor cerebral e pré-motores adjacentes e do córtex somatossensorial. Transmite informações de saída para cima de volta ao prosencéfalo, funcionando em modo de feedback com o sistema sensoriomotor cortical, para planejar movimentos voluntários sequenciais do corpo e das extremidades.Esses movimentos são planejados em décimos de segundo antes dos movimentos reais- processo desenvolvimento de “imagens motoras” dos movimentos a serem realizados.
· Funções do Vestibulocerebelo em Associação com o Tronco Cerebral e Medula Espinal para Controlar o Equilíbrio e os Movimentos Posturais O vestibulocerebelo se origina ao mesmo tempo em que se
desenvolve o aparelho vestibular do ouvido interno.A perda dos lobos floculonodulares e de partes adjacentes do verme do cerebelo, que constituem o vestibulocerebelo, causa distúrbio extremo do equilíbrio e dos movimentos posturais. Nas pessoas com disfunção vestibulocerebelar, o equilíbrio é muito mais perturbado, durante o desempenho de movimentos rápidos, do que durante a estase, especialmente quando esses movimentos envolvem alterações da direção do movimento e estimulam os canais semicirculares.
-O vestibulocerebelo é importante para controlar o equilíbrio, entre contrações musculares de agonistas e antagonistas de coluna, quadris e ombros, durante alterações rápidas das posições corporais como exigido pelo sistema vestibular. 
-Um dos maiores problemas para controlar esse equilíbrio consiste em quanto tempo é necessário para transmitir sinais de posição e sinais de velocidade do movimento das diferentes partes do corpo para o cérebro. Mesmo quando são usadas as vias de condução mais rápida, até 120 m/s, nos tratos aferentes espinocerebelares, o retardo da transmissão dos pés ao cérebro ainda é de 15 a 20 milissegundos. Os pés de pessoa que corre rapidamente podem se movimentar por até 25 centímetros durante esse tempo. Portanto, nunca é possível que os sinais de retorno, das partes periféricas do corpo, cheguem ao cérebro ao mesmo tempo em que os movimentos realmente ocorrem. . Os sinais da periferia dizem ao cérebro com que rapidez e em que direções as partes do corpo estão se movimentando e o vestibulocerebelo calcular antecipadamente, a partir dessas velocidades e direções, onde as diferentes partes estarão durante os próximos milissegundos. ,por circuito de controle por feedback típico, a fim de fornecer correção antecipatória dos sinais motores posturais mesmo durante a movimentação rápida. 
· Espinocerebelo — Controle por Feedback dos Movimentos Distais das Extremidades, por Meio do Córtex Cerebelar Intermediário e do Núcleo Interpósito
A zona intermediária de cada hemisfério cerebelar recebe dois tipos de informações quando um movimento é realizado:
 (1) informação do córtex motor cerebral e do núcleo rubro do mesencéfalo, dizendo ao cerebelo o plano sequencial de movimento pretendido, para as próximas frações de segundo; 
(2) informações de feedback, das partes periféricas do corpo dos proprioceptores distais das extremidades, dizendo ao cerebelo quais movimentos reais resultam. 
· Depois da zona intermediária do cerebelo ter comparado os movimentos pretendidos aos movimentos reais,
as células nucleares profundas do núcleo interpósito enviam sinais de saída corretivos
(1) de volta ao córtex motor cerebral, pelos núcleos de retransmissão no tálamo; 
(2) para a porção magnocelular (a parte inferior) do núcleo rubro, o que dá origem ao trato rubro espinhal que se une ao trato corticoespinal, para inervar os neurônios motores mais laterais nos cornos anteriores da substância cinzenta da medula espinal, os neurônios que controlam as partes distais das extremidades,asmãos e os dedos. Proporcionando movimentos coordenados e homogêneos dos músculos agonistas e antagonistas das extremidades distais para realizar movimentos padronizados agudos
OBS:O trato espinocerebelar ventral até transmite de volta ao cerebelo uma cópia de “eferência” dos sinais de controle motor reais, que chegam aos neurônios motoresm e essa informação é integrada aos sinais que chegam dos fusos musculares e outros órgãos sensitivos proprioceptores, transmitidos no trato esp inocerebelar dorsal. 
Sinais comparativos semelhantes também vão ao complexo olivar inferior; se os sinais não se compararem favoravelmente, o sistema de células olivares de Purkinje junto com outros mecanismos de aprendizagem cerebelar, corrigem os movimentos até que eles desempenhem a função desejada. 
· Função do Cerebelo para Impedir Movimentos com Ultrapassagem do Alvo e para “Amortecer” Movimentos. Quase todos os movimentos do corpo são “pendulares”. EX: quando o braço é movido,
desenvolve-se um momento que precisa ser superado, antes que o movimento possa ser interrompido. Todos os movimentos pendulares apresentam tendência a passar do alvo. Se isto ocorrer em pessoa cujo cerebelo tenha sido destruído, os centros conscientes do telencéfalo reconhecerão essa situação e iniciarão movimento na direção oposta com a intenção de trazer o braço para a posição pretendida. o braçoultrapassa o alvo, uma vez mais, na direção oposta e, de novo, precisam ser instituídos sinais corretivos apropriados. Desse modo, o braço oscila para a frente e para trás, ultrapassando o ponto pretendido por vários ciclos, antes de finalmente se fixar em sua marca. Esse efeito é chamado tremor de ação ou tremor intencional. Se o cerebelo estiver intacto e tiver aprendizado apropriado, se já houver aprendido, sinais subconscientes aprendidos param o movimento, precisamente, no ponto pretendido, assim, impedindo a ultrapassagem do alvo e o tremor. Essa atividade é a característica básica de 1483 sistema de amortecimento. Todos os sistemas de controle, que regulam elementos pendulares, que têm inércia, precisam ter circuitos de amortecimento embutidos nos mecanismos. Para o controle motor pelo sistema nervoso, o cerebelo fornece a maior parte dessa função amortecedora. 
· Controle Cerebelar dos Movimentos Balísticos. A maioria dos movimentos rápidos do corpo, tais como os movimentos dos dedos ao digitar, ocorre tão rapidamente que não é possível receber informações originadas do feedback, seja da periferia para o cerebelo ou do cerebelo de volta ao córtex motor, antes que os movimentos terminem. Esses movimentos são chamados movimentos balísticos, significando que todo movimento é pré-planejado e colocado em execução, para percorrer uma distância específica e depois parar. Outro exemplo importante é o dos movimentos sacádicos dos olhos, nos quais os olhos pulam de uma posição para a seguinte, ao ler ou quando miram pontos sucessivos ao longo de uma estrada, à medida que a pessoa se move num carro. Pode-se entender muito sobre a função do cerebelo ao estudar as alterações que ocorrem nesses movimentos balísticos, quando o cerebelo é removido. Acontecem três alterações principais: (1) os movimentos têm desenvolvimento lento e não têm o surto de início extra que o cerebelo geralmente produz; (2) a força desenvolvida é fraca; e (3) ocorre demora para interromper os movimentos, permitindo em geral que eles passem bem além do alvo pretendido. Portanto, na ausência do circuito cerebelar, o córtex motor tem de trabalhar mais, para iniciar os movimentos balísticos e novamente trabalhar muito e levar tempo extra de função para cessar o movimento. Desse modo, perde-se o automatismo dos movimentos balísticos. Considerando, mais uma vez, o circuito do cerebelo, é possível ver que esse é organizado, de bela maneira, para realizar essa função bifásica, primeiro excitatória e depois inibitória, exigida para movimentos balísticos rápidos pré-planejados. Adicionalmente, verifica-se que os circuitos de temporização do córtex cerebelar são fundamentais para essa capacidade particular do cerebelo. Cerebrocerebelo — Função da Grande Zona Lateral do Hemisfério Cerebelar para Planejar, Sequenciar e Temporizar os Movimentos Complexos Nos seres humanos, as zonas laterais dos dois hemisférios cerebelares são muito desenvolvidas, com volume bastante aumentado. Essa característica se dá, junto com as capacidades humanas de planejar e realizar padrões sequenciais intrincados de movimento, especialmente com as mãos e dedos, e de falar. Ainda assim, grandes zonas laterais dos hemisférios cerebelares não recebem aferências diretas que trazem informação das partes periféricas do corpo. De igual modo, quase toda a comunicação entre essas áreas cerebelares laterais e o córtex cerebral não é com o córtex 1484 motor primário, mas, em lugar disso, com a área pré-motora e áreas somatossensorial primária e de associação. Mesmo assim, a destruição das zonas laterais dos hemisférios cerebelares, junto com seus núcleos profundos, os núcleos denteados, pode levar à falha extrema de coordenação dos movimentos complexos intencionais das mãos, dedos e pés e do aparelho fonador. Esse distúrbio tem sido difícil de compreender, devido à falta de comunicação direta entre essa parte do cerebelo e o córtex motor primário. No entanto, estudos experimentais sugerem que essas partes do cerebelo se relacionem a dois outros aspectos importantes, mas indiretos do controle motor: (1) o planejamento dos movimentos sequenciais; e (2) a “temporização” dos movimentos sequenciais. Planejamento dos Movimentos Sequenciais. O planejamento dos movimentos sequenciais exige que as zonas laterais dos hemisférios se comuniquem com as partes pré-motora e sensorial do córtex cerebral e a via de mão dupla de comunicação entre essas áreas do córtex cerebral e as áreas correspondentes dos núcleos da base. Parece que o “plano” dos movimentos sequenciais realmente começa nas áreas sensorial e pré-motora do córtex cerebral e, daí, é transmitido para as zonas laterais dos hemisférios cerebelares. Depois, em meio à grande parte do tráfego bilateral, entre o cerebelo e o córtex cerebral, sinais motores apropriados fazem a transição de uma sequência de movimentos para a seguinte. Observação interessante que apoia esse ponto de vista é que muitos neurônios, nos núcleos denteados cerebelares exibem o padrão de atividade para o movimento sequencial que ainda está por acontecer, enquanto o movimento presente ainda está ocorrendo. Desse modo, as zonas cerebelares laterais parecem estar envolvidas, não com qual movimento está acontecendo, em dado momento, mas com o que acontecerá durante o próximo movimento sequencial, em fração de segundo ou talvez até segundos mais tarde. Resumindo, uma das características mais importantes da função motora normal é a capacidade de a pessoa progredir, homogeneamente, do movimento para o seguinte em sucessão organizada. Na ausência das grandes zonas laterais dos hemisférios cerebelares, essa capacidade é seriamente perturbada para os movimentos rápidos. Função Temporizadora para Movimentos em Sequência. Outra função importante das zonas laterais dos hemisférios cerebelares é temporizar adequadamente cada sucessão de movimentos. Na ausência dessas zonas cerebelares, perde-se a capacidade subconsciente de predizer quais serão as distâncias que as diferentes partes do corpo se movimentarão em dado intervalo de tempo. Sem essa capacidade de programar, a pessoa fica incapaz de determinar quando precisa começar a próxima fase do movimento sequencial. Como resultado, o movimento que se sucede pode começar cedo demais ou, mais provavelmente, tarde demais. Portanto, lesões nas zonas laterais do cerebelo fazem com que movimentos complexos (como os necessários para 1485 escrever, correr ou até conversar) fiquem sem coordenação e não tenham capacidade para progredir na sequência organizada do movimento para o próximo. Diz-se que tais lesões cerebelares causam falha na progressão suave dos movimentos. Funções PreditivasExtramotoras do Cerebrocerebelo. O cerebrocerebelo (os grandes lobos laterais) também ajuda a “temporizar” eventos que não os movimentos do corpo. Por exemplo, as velocidades de progressão dos fenômenos auditivos e visuais podem ser preditas pelo cérebro, mas ambas exigem participação cerebelar. Como exemplo, a pessoa pode predizer, pela alteração da cena visual, com que rapidez pode se aproximar de um objeto. Um experimento impressionante, que demonstra a importância do cerebelo nessa capacidade, são os efeitos da remoção das grandes partes laterais do cerebelo em macacos. Esses animais, por vezes, arremetem contra a parede de um corredor e, literalmente, isto afeta seus cérebros, porque não são capazes de predizer quando chegarão à parede. É bem possível que o cerebelo forneça a “base temporal”, talvez usando circuitos de retardo, com que os sinais de outras partes do sistema nervoso central possam ser comparados; costuma se afirmar que o cerebelo é, particularmente, útil para interpretar relações temporoespaciais que mudam rapidamente nas informações sensoriais
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