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Conteudista: Prof. Me. Alessandro José Nunes da Silva Revisão Textual: Luiza Venturini Objetivos da Unidade: Apropriar-se do aprendizado normativo de segurança do trabalho; Antecipar-se aos riscos; Aplicar os conhecimentos de Engenharia de Segurança e de Medicina do Trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. 📄 Contextualização 📄 Material Teórico 📄 Material Complementar 📄 Referências Aspectos Legais e Normativos da Segurança e os Seus Limites No mundo do trabalho, um dos principais objetivos é a produção máxima com custo mínimo. Isso vale tanto para os países subdesenvolvidos, que buscam de alguma maneira alternativas que possam melhorar os seus custos para, eventualmente, alcançar o crescimento; quanto para os países desenvolvidos, que buscam o controle econômico. Porém, muitas vezes, esse interesse deixa de lado o bem-estar do ser humano e, para isso, é necessário que exista algo que possa tratar da segurança e da saúde. Com isso, podemos pensar nos processos legislativos e normativos que permitem um olhar para a segurança e a saúde no campo do trabalho, promovendo, ao longo do tempo, muitas mudanças sobre o tema. Contudo, os desafios são enormes e decorrentes das muitas mudanças, políticas, econômicas, sociais e tecnológicas, deixando grande instabilidade no campo da prevenção. Nesse contexto globalizado e visando à prevenção, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Conferência da Organização Internacional do Trabalho, em 10 de junho de 2022, promoveu a inclusão da Segurança e Saúde no Ambiente de Trabalho como um dos princípios fundamentais constantes na Declaração de 1998, que trata dos princípios e direitos fundamentais do trabalho. Assim, para ampliar o conhecimento e permitir a ampliação dos olhares, é essencial conhecer as informações sobre esse importante tema. Página 1 de 4 📄 Contextualização Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Leitura Segurança e Saúde no Trabalho Passa a Figurar como o Quinto Direito de Todos os Trabalhadores https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2022/junho/seguranca-e-saude-no-trabalho-passa-a-figurar-como-o-quinto-direito-de-todos-os-trabalhadores Introdução Nesta Unidade, abordaremos o processo legislativo e normativo da segurança e da saúde relacionadas ao trabalho; com isso, trataremos das regras de aplicação e interpretação das normas regulamentadoras, as estruturações das normas regulamentadoras, os instrumentos gerais de gestão dos riscos e perigos e prevenção de acidentes de trabalho e os limites da atuação tecnicista dos engenheiros de segurança no trabalho no Brasil. Nesse contexto, pela valorização das instituições na construção legal e normativa em busca de ações de prevenção e proteção da saúde do trabalhador, o principal objetivo é valorizar a vida e o meio ambiente. Em meados de 1978, na tentativa de fixar medidas de segurança aplicadas à saúde no trabalho na rotina das empresas, foi instituída uma gama de estruturas legais representadas especialmente pelo Capítulo V da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pelas Normas Regulamentadoras (NR). Foi a maneira encontrada para garantir aos trabalhadores um ambiente de trabalho seguro e saudável, com a redução dos riscos inerentes ao trabalho (ROSA; QUIRINO, 2017). A Segurança no Trabalho surgiu, então, como um campo que visa subsidiar constantes transformações de processos no ambiente de trabalho, no maquinário, nas ferramentas e nos produtos que são utilizados nas diferentes atividades laborais no decorrer da história, tendo como característica o aumento da qualidade de vida dos trabalhadores durante as suas jornadas de trabalho. A Legislação de Segurança e Saúde do Trabalhador Página 2 de 4 📄 Material Teórico No Brasil, em 1º de maio de 1943, Getúlio Vargas, então presidente da República Federativa do Brasil, sancionou o Decreto-Lei 5.452, criando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). É a principal norma legislativa brasileira referente ao Direito do Trabalho e ao Direito Processual do Trabalho, tendo como objetivo principal a regulamentação das relações individuais e coletivas do trabalho nela previstas. O Decreto-Lei 5.452 foi assinado em pleno Estádio de São Januário (Clube de Regatas Vasco da Gama), na cidade do Rio de Janeiro, que estava lotado para a comemoração da assinatura da CLT. A seguir, vejamos o artigo 1º da CLT: “Art. 1º – Esta Consolidação estatui as normas que regulam as relações individuais e coletivas de trabalho, nela previstas” (BRASIL, 1943, n. p.). O termo celetista, derivado da sigla CLT, costuma ser utilizado para denominar o indivíduo que trabalha com registro em carteira de trabalho (BRASIL, 1943). Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) O Capítulo V do Título II da CLT trata de Segurança e Medicina do Trabalho. Normas regulamentadoras de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) emitidas pelo Ministério do Trabalho vêm sendo ampliadas e alteradas ao longo dos anos, ajustando-se às mudanças legais, técnicas, sociais e ao texto constitucional (BRASIL, 1977). Atualmente, as competências do Ministério do Trabalho foram transferidas para o Ministério da Economia, que responde pela inspeção do trabalho em nosso país (BRASIL, 2019). A seguir, são descritos os itens mais importantes do Capítulo V da CLT (artigos 154 a 201), atualizados, sobre segurança e saúde no trabalho: Quadro 1 – Descrição dos itens de segurança e medicina do trabalho na CLT Artigo da CLT Descrição Importância 157 Define a obrigação de as empresas cumprirem as normas de SST e instruir os empregados quanto às precauções contra acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. Permite que os profissionais de saúde, segurança e ergonomia atuem para prevenir e proteger os trabalhadores. 161 Define a possibilidade de interdição de estabelecimento, máquina ou equipamento, pela autoridade trabalhista regional, se houver grave e iminente risco para o trabalhador. Permite que os auditores fiscais do trabalho realizem a interdição de situações que podem gerar a morte dos trabalhadores. 162 Define que as empresas são obrigadas a manter Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). Permite que as empresas contratem os profissionais de saúde e segurança. 163 a 165 Definem a obrigação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) nas empresas, de acordo com o número de empregados e o tipo de atividade. Permite haver representantes dos trabalhadores para promover ações de melhorias no meio ambiente de trabalho. 166 e 167 Definem que a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados ao risco quando não houver proteção completa. Permitem o uso de EPI regularizado e gratuito para a proteção dos trabalhadores. 168 Define a obrigatoriedade do exame médico dos trabalhadores por conta do empregador, conforme a NR 7, sobre o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Permite o controle médico da saúde dos trabalhadores. 169 Exige que o empregador faça a notificação ao É importante para o controle epidemiológico dos Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) das doenças do trabalho comprovadas ou mesmo ainda quando em fase de suspeita. adoecimentos relacionados ao trabalho ocupacional. 184 a 186 Define princípios importantes quanto à segurança na operação de máquinas e equipamentos. Permite ações de proteção de máquinas e equipamentos. 185 Define que reparos, limpeza e ajustes somente poderão ser executados com as máquinas paradas. Permite ações de proteção dos trabalhadores durante as fases de ajustes, manutenção, limpeza etc. 187 e 188 Definem ações de proteção nas caldeiras e nos vasos sob pressão, que deverão dispor de válvulas e outros dispositivos de segurança. Permitem a atuação da equipe de segurança para a proteção dos trabalhadoresoperadores de caldeiras e vasos sob pressão. 189 a 192 Preveem o pagamento de adicionais de Permitem que os profissionais atuem no campo da higiene do insalubridade para trabalhadores expostos a agentes insalubres acima dos limites de tolerância. trabalho – riscos físicos, químicos e biológicos. 193 Define o trabalho em condições de periculosidade, assegurando ao empregado um adicional de 30% sobre o seu salário mensal. Permite ao profissional de segurança avaliar as condições periculosas na exposição a inflamáveis, explosivos ou energia elétrica, tendo sido incluídos os trabalhadores em vigilância armada e aqueles em trabalho com motocicletas. 198 Estabelece que não sejam exigidos do empregado serviços superiores às suas forças. Permite aos profissionais de saúde, ergonomista e segurança ações de prevenção da fadiga. Fonte: Adaptado de BRASIL, 1943; 1977 Organização Internacional do Trabalho (OIT) A OIT é uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU), de modo que a sua composição tem estrutura tripartite, na qual representantes de governos, de organizações de empregadores e de trabalhadores possam participar da construção de políticas públicas, visando a oportunidades para que homens e mulheres possam ter acesso a um trabalho decente e produtivo, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade (GUIMARÃES, 2012). Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE O Brasil têm ratificadas muitas convenções da OIT; dentre elas, destacamos: idade mínima de admissão nos trabalhos industriais; repouso semanal na indústria; proteção à maternidade; férias remuneradas; inspeção do trabalho na indústria e no comércio; organização do serviço de emprego; proteção do salário; direito de sindicalização e de negociação coletiva; normas mínimas da seguridade social; abolição do trabalho forçado; proteção contra as radiações; proteção das máquinas; proteção contra os riscos de intoxicação pelo benzeno; prevenção e controle de riscos profissionais causados por substâncias ou agentes cancerígenos; contaminação do ar, ruído e vibrações; segurança e saúde dos trabalhadores; reabilitação profissional e emprego de pessoas deficientes; serviços de saúde do trabalho; segurança e saúde na construção; segurança no Leitura O Mundo Está “Muito Longe” de Alcançar o ODS 8, Segundo Novo Estudo da OIT Saiba mais sobre os progressos realizados na consecução do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 (ODS 8) sobre trabalho decente, segundo a OIT. https://www.ilo.org/pt-pt/resource/news/o-mundo-esta-muito-longe-de-alcancar-o-ods-8-segundo-novo-estudo-da-oit trabalho com produtos químicos; prevenção de acidentes industriais maiores; segurança e saúde nas minas; convenção e recomendação sobre trabalho decente para as trabalhadoras e os trabalhadores domésticos etc. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE A OIT possui material didático muito importante no campo da saúde, da segurança e da ergonomia no trabalho, o qual está distribuído em uma enciclopédia de quatro volumes, a saber: Quadro 2 – Descrição dos tópicos de segurança e medicina do trabalho na enciclopédia da OIT Site Organização Internacional do Trabalho: Convenções Ratificadas pelo Brasil https://www.ilo.org/pt-pt/regions-and-countries/americas/brasil Volu me Descrição do conteúdo I Trata de três temas, o primeiro descreve “O corpo humano” e os “cuidados de saúde”, sendo adotada uma abordagem descritiva e médica, disponibilizando informação sobre doenças, detecção e prevenção, os serviços de Medicina do Trabalho e as atividades de promoção da saúde. O segundo descreve ações sobre a Gestão e política de saúde e segurança e os aspectos legais, éticos e sociais, bem como os recursos educacionais, informativos e institucionais. O terceiro descreve as Ferramentas e abordagens relacionadas ao estudo e à aplicação da saúde e segurança no trabalho, incluindo ergonomia, epidemiologia e estatística, higiene e segurança industrial, bem como o controle de riscos em geral. Uma seção é dedicada à toxicologia geral e aplicada à prevenção. II Trata de assuntos “específicos dos riscos e perigos” no meio ambiente de trabalho; portanto, descreve os riscos sociais, mecânicos, físicos e químicos; os métodos de gestão de acidentes e segurança que podem ser encontrados em todo o mundo; detalha a natureza dos riscos e fornece informações técnicas sobre sua identificação, sua avaliação e seu controle. Inclui artigos sobre radiação da qualidade do ar interior, ruído, equipamentos com telas, violência, estresse e outros. Todas as facetas do uso de produtos químicos, armazenamento, transporte, identificação e utilização. III Trata de assuntos sobre “como realizar as ações” nos setores industriais e profissionais; portanto, explica “como funcionam as coisas” e “como são controlados os riscos” nos principais setores da indústria. É amplamente ilustrado com diagramas e fotografias, Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Constituição Federal A legislação sobre a segurança e a saúde do trabalhador é consolidada na Constituição Federal de 1988, que é a atual Carta Magna do Brasil e serve de parâmetro para as demais legislações vigentes no País. Aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte, foi promulgada no dia 5 de outubro de 1988, durante o governo do presidente José Sarney. direcionando o leitor às operações básicas da indústria, da agricultura e de serviços, com foco nos riscos, em sua prevenção, no controle e nas consequências. IV Trata da construção de “guias de profissões” e descreve as atividades de riscos/perigos e as medidas de prevenção. Possui um “guia de produtos químicos” que apresenta informações básicas sobre a identificação, os usos industriais e seus riscos, as propriedades químicas, físicas e toxicológicas de mais de 2.000 substâncias químicas, incluindo tabelas de fácil acesso ao leitor. Leitura Enciclopedia OIT: Tomo 1 https://www.insst.es/tomo-i Para compreendermos mais especificamente como a Constituição Federal de 1988 (CF) regulou vários campos para a proteção da saúde e da segurança dos trabalhadores, destacando-se a saúde, a previdência social, o meio ambiente, os direitos sociais e a seguridade social, vejamos o seguinte quadro: Quadro 3 – Descrição dos tópicos de segurança e medicina do trabalho na Constituição Federal Título Capítulo Artigo Descrição Dos Direitos e das Garantias Fundamentais Dos Direitos Sociais 7º “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social [...] XXII – redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança”. Da Ordem Social Seguridade Social 195 “A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da Lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”. Saúde 196 “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. 197 Dispõe que “[...] são de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da Lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado”. 200 “Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da Lei: [...] Inciso II: executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; [...] Inciso VIII: colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho”. Previdência Social 201 “A previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social [...] I – cobertura dos eventos de incapacidade temporáriaou permanente para o trabalho e idade avançada; II – proteção à maternidade, especialmente à gestante; III – proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário; [...] V – pensão por morte do segurado [...]”. 203 “A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social e tem por objetivos: [...] III – a promoção da integração ao mercado de trabalho; IV – a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária”. Meio Ambiente 225 “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê- lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. [...] V – controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente” (BRASIL, 1988, n. p.). Fonte: Adaptado de BRASIL, 1988 Leitura Constituição da República Federativa do Brasil Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Regras de Aplicação e Interpretação das Normas Regulamentadoras (NR) No campo da segurança e da saúde do trabalhador, a normatização está muito presente. Entre as várias formas de atuação, a mais concreta corresponde às normas regulamentadoras, que, na linguagem dos profissionais, são conhecidas como NR, cuja função é regulamentar e fornecer orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à Segurança e à Medicina do Trabalho no Brasil, estando contidas no Capítulo V, Título II, da CLT, e são relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Foram aprovadas pela Portaria 3.214, de 8 de junho de 1978. Um ponto importante das NR é que atingem uma parcela do meio ambiente de trabalho, especificamente a obrigatoriedade de todas as empresas brasileiras regidas pela CLT, de modo que, para a modificação das NR, é necessária a participação tripartite (três lados) específica e composta por representantes do governo, dos empregadores e dos empregados. Uma forma de entender melhor essas alterações é compreendendo muito bem a classificação das normas regulamentadoras, a qual é trazida a nós pela Portaria 787, de 27 de novembro de 2018. Essa portaria classifica as NR em três categorias: gerais, especiais e setoriais, conforme apresenta o quadro a seguir. Quadro 4 – Apresentação das normas regulamentadoras gerais, especiais e setoriais com exemplos https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm As normas gerais regulamentam aspectos decorrentes da relação jurídica prevista na lei, sem estar condicionadas a outros requisitos, tais como atividades, instalações, equipamentos ou setores econômicos específicos. Exemplo: o item 1.5.3.1.1 da NR 1 descreve que o gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), enquanto o item 1.5.3.2 descreve como deve se dar a organização, a saber: i) evitar os riscos ocupacionais que possam ser originados no trabalho; ii) identificar os perigos e as possíveis lesões ou agravos à saúde; iii) avaliar os riscos ocupacionais, indicando o nível de risco; iv) classificar os riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção de medidas de prevenção; v) implementar medidas de prevenção de acordo com a classificação de risco e na ordem de prioridade estabelecida na alínea g do subitem 1.4.1; e vi) acompanhar o controle dos riscos ocupacionais. Portanto, a NR 1 deve ser utilizada por todos os setores que envolvem relação de trabalho regida pela CLT. As normas especiais regulamentam a execução do trabalho considerando as atividades, as instalações ou os equipamentos empregados, sem estar condicionadas a setores ou atividades econômicas específicas. Exemplo: o item 12.1.9 da NR 12 descreve que, na aplicação da NR e de seus anexos, deve-se considerar as características das máquinas e dos equipamentos, do processo, a apreciação de riscos e o estado da técnica. Portanto, devem ser utilizadas em todos os setores que possuem máquinas e equipamentos que oferecem risco de acidente e/ou adoecimento dos trabalhadores envolvidos pela relação de trabalho regida pela CLT. As normas setoriais regulamentam a execução do trabalho em atividades ou setores econômicos específicos. Exemplo: o item 18.1.1 da NR 18 estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção. Portanto, devem ser utilizadas apenas nos setores da indústria de construção que envolvem relação de trabalho regida pela CLT. Fonte: Adaptado de BRASIL, 2018 Estruturação das Normas Regulamentadoras As normas regulamentadoras têm limitações, uma vez que atuam no segmento formal, de modo que, nesse segmento, as normas são de cumprimento obrigatório por todos os empregadores. Nesses casos, precisamos compreender os diferentes modos de atividade formal, havendo empresas de grande porte e que envolvem enorme cadeia produtiva, empresas de médio porte e de pequeno porte, bem como os microempreendedores individuais. Todos esses tipos de empresas formais precisam atuar na prevenção de acidentes e adoecimentos, cada uma seguindo as normas estabelecidas. Leitura Normas Regulamentadoras – NR Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Vejamos uma síntese das principais normas regulamentadoras editadas pelo Ministério do Trabalho, dentro de sua competência legal — de elaborar e fiscalizar os temas relativos à SST (BRASIL, 2020). Assim, as normas regulamentadoras organizam-se conforme exposto a seguir: Quadro 5 – Apresentação de todas as normas regulamentadoras divididas em gerais, especiais e setoriais Saiba mais sobre as normas regulamentadoras: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs NR Descrição Normas gerais 1 Disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais. 3 Embargo ou interdição. 4 Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). 5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). 7 Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). 9 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). 17 Ergonomia. 28 Fiscalização e penalidades. Normas especiais 6 Equipamento de Proteção Individual (EPI). 8 Edificações. 10 Serviços em eletricidade. 11 Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais. 12 Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. 13 Caldeiras e vasos de pressão. 14 Fornos. 15 Atividades e operações insalubres. 16 Atividades e operações perigosas. 19 Explosivos. 20 Líquidos combustíveis e inflamáveis. 21 Trabalhos a céu aberto. 23 Proteção contra incêndios. 24 Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. 25 Resíduos industriais. 26 Sinalização de segurança. 33 Segurança e saúde no trabalho em espaços confinados. 35 Trabalho em altura. Normas setoriais 18 Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção. 22 Segurança e saúde ocupacional na mineração. 29 Segurança e saúde no trabalho portuário. 30 Segurança e saúde no trabalho aquaviário. 31 Segurança e saúde no trabalho na agricultura, na pecuária, na silvicultura, na exploração florestal e na aquicultura. 34 Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção e reparação naval. 36 Segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e derivados. 37 Segurança e saúde em plataformas de petróleo. 38 Segurança e saúde no trabalho nas atividades de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. Fonte: Adaptado de BRASIL, 2024 Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Instrumentos Gerais de Gestão dos Riscos e Perigos e Prevenção de Acidentesde Trabalho A atuação das equipes do Serviço Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho é norteada pelo item 4.3.1 da NR 4. Tal item explica que a competência dos profissionais de segurança envolve aplicar, no dia a dia, os conhecimentos de Engenharia de Segurança, observando o meio ambiente de trabalho e todos os seus componentes, inclusive: trabalho em altura; espaço confinado; operação de caldeiras e vasos de pressão; operação de fornos; operação de máquinas e equipamentos perigosos (prensa, injetora, usinagem etc.); trabalho com eletricidade; trabalho a quente; trabalho com material inflamável; trabalho com material explosivo; movimentação de carga com equipamentos específicos e perigosos (ponte rolante, empilhadeira, grua etc.); de modo a reduzir ou mesmo eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. Site Normas Regulamentadoras Vigentes Acesse o website da Escola Nacional da Inspeção do Trabalho (Enit). https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes Para completar a NR 1, o item sobre responsabilidades (1.5.3) determina que os representantes da empresa devem implementar o gerenciamento de riscos ocupacionais em suas atividades, de modo que para, esse desenvolvimento, é preciso montar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). O sistema de gestão deve, por meio do PGR, integrar todos os planos, programas e outros documentos previstos na legislação de segurança e saúde no trabalho, por exemplo, Plano de Atendimento Emergencial (PAE); brigada de incêndio – com plano de resposta à emergência, Análise Ergonômica do Trabalho (AET) etc.; inventário de máquinas e equipamentos; análise de riscos de máquinas e equipamentos; Programa de Conservação Auditiva (PCA); Programa de Proteção Respiratória (PPR); programa de saúde mental; programa de doenças osteomusculares; programas de prevenção química etc. Buscando organização, a NR 1 aponta o seguinte caminho, em que o PGR deve: Figura 1 – Etapas do Programa de Gerenciamento de Risco (PGR) Fonte: Adaptada de BRASIL, 2020 #ParaTodosVerem: figura colorida. Sobre um fundo branco, ao centro, há seis círculos conectados com cores diferentes (laranja, vermelho-claro, vermelho-escuro, azul-claro, azul médio e azul-escuro). Nas partes superior e inferior, temos descrições com letras de tamanho médio escritas em preto no texto, são descritas as etapas: evitar, identificar, avaliar, classificar, implementar e monitorar. Fim da descrição. Um método de investigação de acidentes é o Modelo de Análise e Prevenção de Acidente de Trabalho (Mapa), que, em sua análise, busca superar visões reducionistas que enxergam essas ocorrências como eventos simples explicados por erros dos operadores. Para isso, utiliza-se a análise de mudanças, que, no roteiro, inclui sugestões de questões que visam esclarecer razões associadas a mudanças ocorridas no acidente. Por sua vez, a análise de barreiras explica o acidente pela falta ou falha de barreiras de prevenção e proteção contra fontes de energia potencial ou nocividades identificadas na empresa (ALMEIDA et al., 2014). Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Para o aprimoramento da análise de barreiras, vejamos a seguinte Figura: Leitura Acidentes de Trabalho e os Religadores Automáticos no Setor Elétrico: para Além das Causas Imediatas http://old.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X2018000505006&script=sci_abstract&tlng=pt Figura 2 – Sistema de barreiras de segurança e suas funções Fonte: HOLLNAGEL, 2008 #ParaTodosVerem: figura colorida e com bastante texto descritivo. O fundo é branco. Ao centro, há quatro tópicos descritos como sistema de barreiras de segurança. As cores intercalam em quatro divisões, de cima para baixa, na seguinte sequência (laranja, azul, laranja e azul). Na parte de cima, as cores laranja e azul descrevem as barreiras físicas (Contendo Ex. muros, restringindo ex. cinto de segurança, mantendo juntos ex. óculos, dissipando ex. air bags e funcional: Impedindo difícil ex. fechaduras, impedindo fácil ex. senhas, dificultando ex. distancia. Na parte inferior, descritas em laranja e azul, estão as barreiras simbólicas: alertando ex. aviso, regulando ex. procedimento, indicado ex. placa, permitindo ex. autorização do trabalho, comunicando ex. liberação e imaterial: monitoramento ex. monitorando, prescrição ex. regras. Em cada sistema de barreira, há a descrição da função das barreiras na parte central e, na lateral direita, os exemplos. As descrições tem letras de tamanho médio escritas em laranja e azul seguindo a ordem da descrição e a posição do sistema de barreiras. Há o título escrito: "Sistema de barreiras de segurança e suas funções". Fim da descrição. Para dar mais suporte às equipes do SESMT, é necessário selecionar as ferramentas de apoio para essa avaliação. Inicialmente, consideremos o método do diagrama de Ishikawa, que avalia a causa e o efeito, auxiliando na investigação de incidentes, acidentes, perda de produto, retrabalho, entre outras situações encontradas no processo produtivo. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE E simule a aplicação do diagrama de Ishikawa, conforme a seguinte Figura. Figura 2 – Método segundo o diagrama de Ishikawa #ParaTodosVerem: figura colorida e em formato de espinha de peixe. A cabeça do peixe está do lado esquerdo, e a cauda está no lado direito, ambas na cor verde-escuro. Na parte central dos espinhos do peixe, há seis descrições representando seis espinhos. A figura se conecta da cabeça à cauda, com a interação dos espinhos. As descrições tem letras de tamanho médio escritas em branco com os seguintes dizeres, da esquerda para a direita: ambiente de trabalho, máquinas, matéria-prima, mão de obra, barreiras de Leitura Alerta de Segurança para Movimentação de Carga em Usinas: Acidente com Movimentação de Carga http://www.cerest.piracicaba.sp.gov.br/site/images/Alerta_de_Seguranca_AT_fatal_Movim_de_carga_usina.pdf segurança e método. Há o título escrito: "Método segundo o diagrama de Ishikawa". Fim da descrição. Existem vários métodos a serem aplicados, mas é importante sempre lembrar que o resultado satisfatório depende do grau de formação e instrução do aplicador. Por isso, é essencial usar os estágios de desenvolvimento de aquisição de habilidades (Figura 4). Figura 3 – Cinco estágios de desenvolvimento de aquisição de habilidades Fonte: Adaptada de DREYFUS; DREYFUS, 1980 #ParaTodosVerem: figura colorida em formato de lâmpada. A lâmpada é dividida em cinco camadas, cada uma com uma cor diferente. De cima para baixo, temos: laranja (experiente), vermelho (competente avançado), roxo (competente), azul-escuro (iniciante avançado) e azul-claro (novato). Nas partes laterais direita e esquerda, há o descritivo representando cada camada. A lâmpada se conecta com os descritivos por meio de traços pretos. As descrições tem letras tamanho médio escritas em preto com os seguintes dizeres, seguindo da parte superior para a inferior: experiente, competente avançado, competente, iniciante avançado e novato. Há o título escrito: "Cinco estágios de desenvolvimento de aquisição de habilidades". Fim da descrição. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE A seguir, veremos algumas ferramentas de avaliação de risco que podem ser inseridas no sistema de gestão de saúde e segurança da empresa, dependendo, para tanto, da escolha dos responsáveis técnicos – quais seriam as utilizadas na empresa em que você atua? Leitura 6 Meses Após Acidente, Perícia Avalia Fundação de Ponte onde 5 Morreram Conheça o relato do acidente que gerou a queda de uma ponte em construção em que cinco trabalhadores morreram e outros cinco trabalhadores sobreviveram, porque conseguiram desconectar os cintos de segurança que estavam presos na estrutura. Quatro saíram nadando, e o quinto sobrevivente conseguiu sair pelaparte da estrutura que não caiu, conforme a reportagem a seguir: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2014/01/6-meses-apos-acidente-pericia-avalia-fundacao-de-ponte-onde-5-morreram.html Figura 4 – Exemplos de ferramentas de avaliação de perigos e riscos #ParaTodosVerem: figura em formato de uma régua. A régua é dividida em oito camadas. Nas partes superiores e inferiores da régua, há o descritivo representando cada camada. A régua na parte central se conecta com os descritivos por meio da proximidade da caixa de texto com a camada que a representa. As descrições têm letras de tamanho médio escritas em preto com os seguintes dizeres, da esquerda para a direita: FMEA, Análise Preliminar de Risco, Análise de Árvore de Falhas, Análise de Árvore de Eventos, Checklist, What If, 5 Porquês e Árvore de causas. Fim da descrição. Limites da Atuação Tecnicista dos Engenheiros de Segurança no Trabalho A aplicabilidade da norma depende de muitas variáveis. Em inúmeros momentos, ocorrem muitas contradições entre o campo da segurança e da produção ou mesmo da qualidade, situações que precisam ser dialogadas e construídas conjuntamente entre os atores envolvidos (DINIZ et al., 2021). As normas, ainda que sejam bem elaboradas, os acidentes de trabalho e as doenças profissionais mostram que ao longo do tempo as medidas não surtiram efeitos em muitas cadeias produtivas; por isso, a tragédia continua há décadas, com dezenas de milhares de vítimas graves e fatais. Desse modo, as equipes do SESMT precisam discutir sobre os fatores que afetam a aplicabilidade das normas. É necessário discutir as diferenças, nem sempre óbvias a priori, entre o trabalho esperado, prescrito, normatizado (tarefa) e o trabalho real (atividade). Muitas vezes ocorre o simples descumprimento de normas, de forma grosseira, primária e ilegal (DINIZ et al., 2021). Essa não é, no entanto, uma regra geral. Há situações em que, mesmo quando as normas são cumpridas de forma satisfatória, continuam a ocorrer incidentes e acidentes. Torna-se necessário aprender com os erros, acidentes e incidentes para que a prática da prevenção possa avançar (DINIZ et al., 2021), por exemplo, conforme os seguintes casos do tema: Quadro 6 – Exemplos de casos com contradições na segurança do trabalho Casos Descrição Contradição de segurança do trabalho Prédio-sede da empresa É um edifício com muitos escritórios, antigos e de concessão federal, tombado. Ocorre que decorrentes de não conformidades jurídicas impedem o acesso da empresa a financiamentos — por exemplo, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) —, causando o impedimento das certificações e deixando-a vulnerável a passivos e a questionamentos da concessão. Em busca de solução, a equipe se depara com as contradições das normas, das leis, dos decretos, de diferentes órgãos e instituições, de todos os níveis — internacional, federal, estadual, municipal —, de modo que às vezes se antagonizam e/ou concorrem entre si. A dificuldade em atender às regras existentes, que ao longo do tempo vão mudando e se atualizando, é um dos desafios para as equipes do SESMT no seu dia a dia; mas é necessário atualizar-se e checar as normas e as leis que podem dificultar a atividade na empresa, no setor, na cadeia produtiva etc. O uso de luvas A equipe da tesouraria checa o dinheiro recebido para sentir as notas falsas, usando, assim, a sensibilidade do tato. Em virtude de uma epidemia/pandemia, as instituições receberam Pensando no bem-estar dos funcionários, a equipe recomenda o uso de luvas; contudo, a atividade prática dificulta a ação real dos Fonte: Adaptado de DINIZ et al., 2021 orientações para melhorar a higiene e as medidas de biossegurança — por exemplo, o uso de álcool em gel para higienizar as mãos etc. — e luvas, gerando contradição para a identificação de notas falsas. trabalhadores, o que, no dia a dia, pode provocar desajustes da regra, necessitando-se de cuidados nas ações que possam provocar esses desvios procedimentais. Trajeto da ambulância Um motorista de ambulância utiliza como estratégia a mudança de rota, argumentando atuar nessa função há mais de vinte anos; de modo que, conforme o horário e o fluxo de veículos, cria rotas alternativas por dentro dos bairros a fim de escapar do trânsito. Contudo, as viagens não rendem tempo, com o agravante de prejudicar os pacientes transportados por meio da perda de horário das consultas agendadas, ou mesmo quanto à saúde destes, em casos graves de serviço de urgência. A equipe que administra o sistema de trajeto classifica esse motorista como “desobediente”; contudo, esse trabalhador está apenas pensando em melhor atender aos pacientes. Filme Sully: O Herói do Rio Hudson – Trailer Oficial Para ver essas contradições no mundo do trabalho, assista ao filme Sully: o herói do rio Hudson, de 2016, e veja como trazer o indivíduo para dentro das análises do “erro humano”. Sully: O Herói do Rio Hudson - Trailer O�cial (leg) [HD]Sully: O Herói do Rio Hudson - Trailer O�cial (leg) [HD] Em Síntese Nesta Unidade, buscamos estudar as legislações e normativas de saúde e segurança no trabalho no Brasil. Dentre elas, destacamos a importância da construção legal e normativa, bem como os embates técnicos, econômicos e https://www.youtube.com/watch?v=9n6hcBc4bgE políticos na construção de ações protetivas e preventivas no campo do trabalho. Enfatizamos a importância da formação de profissionais preocupados com a segurança do trabalho e a saúde do trabalhador. Historicamente, a participação dos trabalhadores é fundamental para as melhorias no campo da saúde e segurança no trabalho. Como princípio civilizatório, seja econômico, seja social ou jurídico, situações que expõem trabalhadores a riscos contra a sua integridade devem ser imediatamente combatidas; por isso, os profissionais que atuam com a temática devem valorizar a vida, uma vez que as condições de saúde e segurança que geram os agravos à saúde do trabalhador também rebaixam os custos do trabalho, reduzindo os incentivos ao investimento em tecnologia, colaborando para distanciar o nosso país do patamar de desenvolvimento das nações com economias mais dinâmicas. Assim, alertamos para que ocorra uma mudança drástica do cenário da saúde e segurança do trabalho no Brasil, sendo, sem dúvida, um elemento essencial para um projeto de nação civilizada, de modo que o engajamento dos engenheiros é primordial para esse objetivo. Esta Unidade também apontou ferramentas de uso diário aos futuros profissionais de segurança, os quais devem olhar e atuar em prol do trabalho decente e sustentável, podendo utilizar o conceito de cultura de segurança com a devida estratégia. Por fim, narramos a construção histórica das leis e das normas do campo da saúde e segurança do trabalho. Portanto, precisamos promover a prática desse aprendizado histórico e normativo, em busca de ações de prevenção e proteção da saúde do trabalhador, com o principal objetivo de valorizar a vida, o meio ambiente e plantar uma semente em busca da construção de uma cultura de segurança nas organizações sustentáveis. Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Sites Fórum de Acidente de Trabalho Conteúdos sobre casos de acidentes de trabalho, livros e fórum de discussão de casos. Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Engenharia do Trabalho – Saúde, Segurança, Ergonomia e Projeto Neste conteúdo você verá as cinco seções sobre trabalho, a saúde do trabalhador, segurança no trabalho, ergonomia e o projeto do trabalho propõem diferentes ângulos de abordagem, a fim de se compreender melhor e integrar, em sua origem, as distintas facetas das situações de trabalho. Página 3 de 4 📄 Material Complementar https://www.forumat.net.br/fat/index.php Clique no botão para conferir o conteúdo. ACESSE Vídeos Explicando o (PGR) na Prática – Canpat 2022 Explicando o Programade Gerenciamento de Riscos (PGR) na Prática. 3ª Semana Capacita SIT: Eletricidade – Ergonomia (27/06) Medidas de controle de máquinas e trabalho em altura. Explicando o PGR na Prática - Canpat 2022Explicando o PGR na Prática - Canpat 2022 https://engenhariadotrabalho.com.br/ https://www.youtube.com/watch?v=iPKCGAeeXXA 3ª Semana Capacita SIT: Inventário de Riscos – Desenvolvimento do PGR – Gestão de Riscos (01/07) 3ª Semana Capacita SIT: Eletricidade - Ergonomia (27/06)3ª Semana Capacita SIT: Eletricidade - Ergonomia (27/06) 3ª Semana Capacita SIT: Inventário de Riscos - Desenvolvimento 3ª Semana Capacita SIT: Inventário de Riscos - Desenvolvimento …… https://www.youtube.com/watch?v=IejYIvuY8q8 https://www.youtube.com/watch?v=ehVN-BZ5QiQ ALMEIDA, I. M. de et al. Modelo de Análise e Prevenção de Acidentes – Mapa: ferramenta para a vigilância em saúde do trabalhador. Ciência & Saúde Coletiva, Manguinhos, v. 19, n. 12, p. 4.679- 4.688, 2014. Disponível em: . Acesso em: 05/08/2024. BRASIL. Decreto-Lei 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a consolidação das leis do trabalho. Presidência da República, DF: 1943. Disponível em: . 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