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Introdução a Engenharia de Segurança do Trabalho - Turma_01 -unidade III

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Conteudista: Prof. Me. Alessandro José Nunes da Silva 
Revisão Textual: Luiza Venturini
Objetivos da Unidade:
Apropriar-se do aprendizado normativo de segurança do trabalho;
Antecipar-se aos riscos;
Aplicar os conhecimentos de Engenharia de Segurança e de Medicina do Trabalho ao
ambiente de trabalho e a todos os seus componentes.
📄 Contextualização
📄 Material Teórico
📄 Material Complementar
📄 Referências
Aspectos Legais e Normativos da Segurança e os
Seus Limites
No mundo do trabalho, um dos principais objetivos é a produção máxima com custo mínimo. Isso
vale tanto para os países subdesenvolvidos, que buscam de alguma maneira alternativas que
possam melhorar os seus custos para, eventualmente, alcançar o crescimento; quanto para os
países desenvolvidos, que buscam o controle econômico. Porém, muitas vezes, esse interesse
deixa de lado o bem-estar do ser humano e, para isso, é necessário que exista algo que possa
tratar da segurança e da saúde.
Com isso, podemos pensar nos processos legislativos e normativos que permitem um olhar para
a segurança e a saúde no campo do trabalho, promovendo, ao longo do tempo, muitas mudanças
sobre o tema. Contudo, os desafios são enormes e decorrentes das muitas mudanças, políticas,
econômicas, sociais e tecnológicas, deixando grande instabilidade no campo da prevenção. 
Nesse contexto globalizado e visando à prevenção, a Organização Internacional do Trabalho
(OIT), na Conferência da Organização Internacional do Trabalho, em 10 de junho de 2022,
promoveu a inclusão da Segurança e Saúde no Ambiente de Trabalho como um dos princípios
fundamentais constantes na Declaração de 1998, que trata dos princípios e direitos
fundamentais do trabalho. 
Assim, para ampliar o conhecimento e permitir a ampliação dos olhares, é essencial conhecer as
informações sobre esse importante tema. 
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📄 Contextualização
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Leitura
Segurança e Saúde no Trabalho Passa a Figurar como o Quinto Direito de
Todos os Trabalhadores
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2022/junho/seguranca-e-saude-no-trabalho-passa-a-figurar-como-o-quinto-direito-de-todos-os-trabalhadores
Introdução 
Nesta Unidade, abordaremos o processo legislativo e normativo da segurança e da saúde
relacionadas ao trabalho; com isso, trataremos das regras de aplicação e interpretação das
normas regulamentadoras, as estruturações das normas regulamentadoras, os instrumentos
gerais de gestão dos riscos e perigos e prevenção de acidentes de trabalho e os limites da
atuação tecnicista dos engenheiros de segurança no trabalho no Brasil. 
Nesse contexto, pela valorização das instituições na construção legal e normativa em busca de
ações de prevenção e proteção da saúde do trabalhador, o principal objetivo é valorizar a vida e o
meio ambiente. Em meados de 1978, na tentativa de fixar medidas de segurança aplicadas à
saúde no trabalho na rotina das empresas, foi instituída uma gama de estruturas legais
representadas especialmente pelo Capítulo V da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pelas
Normas Regulamentadoras (NR). Foi a maneira encontrada para garantir aos trabalhadores um
ambiente de trabalho seguro e saudável, com a redução dos riscos inerentes ao trabalho (ROSA;
QUIRINO, 2017). 
A Segurança no Trabalho surgiu, então, como um campo que visa subsidiar constantes
transformações de processos no ambiente de trabalho, no maquinário, nas ferramentas e nos
produtos que são utilizados nas diferentes atividades laborais no decorrer da história, tendo como
característica o aumento da qualidade de vida dos trabalhadores durante as suas jornadas de
trabalho.
A Legislação de Segurança e Saúde do Trabalhador
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📄 Material Teórico
No Brasil, em 1º de maio de 1943, Getúlio Vargas, então presidente da República Federativa do
Brasil, sancionou o Decreto-Lei 5.452, criando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
É a principal norma legislativa brasileira referente ao Direito do Trabalho e ao Direito Processual
do Trabalho, tendo como objetivo principal a regulamentação das relações individuais e coletivas
do trabalho nela previstas. 
O Decreto-Lei 5.452 foi assinado em pleno Estádio de São Januário (Clube de Regatas Vasco da
Gama), na cidade do Rio de Janeiro, que estava lotado para a comemoração da assinatura da
CLT. 
A seguir, vejamos o artigo 1º da CLT: “Art. 1º – Esta Consolidação estatui as normas que regulam
as relações individuais e coletivas de trabalho, nela previstas” (BRASIL, 1943, n. p.). 
O termo celetista, derivado da sigla CLT, costuma ser utilizado para denominar o indivíduo que
trabalha com registro em carteira de trabalho (BRASIL, 1943).
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
O Capítulo V do Título II da CLT trata de Segurança e Medicina do Trabalho. Normas
regulamentadoras de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) emitidas pelo Ministério do Trabalho
vêm sendo ampliadas e alteradas ao longo dos anos, ajustando-se às mudanças legais, técnicas,
sociais e ao texto constitucional (BRASIL, 1977). 
Atualmente, as competências do Ministério do Trabalho foram transferidas para o Ministério da
Economia, que responde pela inspeção do trabalho em nosso país (BRASIL, 2019). 
A seguir, são descritos os itens mais importantes do Capítulo V da CLT (artigos 154 a 201),
atualizados, sobre segurança e saúde no trabalho:
Quadro 1 – Descrição dos itens de segurança e medicina do trabalho na CLT
Artigo da
CLT
Descrição Importância
157
Define a obrigação de as
empresas cumprirem as
normas de SST e instruir
os empregados quanto
às precauções contra
acidentes do trabalho
ou doenças
ocupacionais.
Permite que os profissionais de
saúde, segurança e ergonomia
atuem para prevenir e proteger
os trabalhadores. 
161
Define a possibilidade
de interdição de
estabelecimento,
máquina ou
equipamento, pela
autoridade trabalhista
regional, se houver grave
e iminente risco para o
trabalhador.
Permite que os auditores
fiscais do trabalho realizem a
interdição de situações que
podem gerar a morte dos
trabalhadores.
162
Define que as empresas
são obrigadas a manter
Serviços Especializados
em Segurança e em
Medicina do Trabalho
(SESMT).
Permite que as empresas
contratem os profissionais de
saúde e segurança.
163 a 165
Definem a obrigação da
Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes
(Cipa) nas empresas, de
acordo com o número
de empregados e o tipo
de atividade.
Permite haver representantes
dos trabalhadores para
promover ações de melhorias
no meio ambiente de trabalho.
166 e 167
Definem que a empresa
é obrigada a fornecer
aos empregados,
gratuitamente,
Equipamentos de
Proteção Individual
(EPI) adequados ao
risco quando não houver
proteção completa.
Permitem o uso de EPI
regularizado e gratuito para a
proteção dos trabalhadores.
168 
Define a obrigatoriedade
do exame médico dos
trabalhadores por conta
do empregador,
conforme a NR 7, sobre
o Programa de Controle
Médico de Saúde
Ocupacional (PCMSO).
Permite o controle médico da
saúde dos trabalhadores.
169 Exige que o empregador
faça a notificação ao
É importante para o controle
epidemiológico dos
Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS)
das doenças do
trabalho comprovadas
ou mesmo ainda quando
em fase de suspeita.
adoecimentos relacionados ao
trabalho ocupacional.
184 a
186 
Define princípios
importantes quanto à
segurança na operação
de máquinas e
equipamentos.
Permite ações de proteção de
máquinas e equipamentos.
185
Define que reparos,
limpeza e ajustes
somente poderão ser
executados com as
máquinas paradas.
Permite ações de proteção dos
trabalhadores durante as fases
de ajustes, manutenção,
limpeza etc.
187 e 188
Definem ações de
proteção nas caldeiras e
nos vasos sob pressão,
que deverão dispor de
válvulas e outros
dispositivos de
segurança.
Permitem a atuação da equipe
de segurança para a proteção
dos trabalhadoresoperadores
de caldeiras e vasos sob
pressão.
189 a 192 Preveem o pagamento
de adicionais de
Permitem que os profissionais
atuem no campo da higiene do
insalubridade para
trabalhadores expostos
a agentes insalubres
acima dos limites de
tolerância.
trabalho – riscos físicos,
químicos e biológicos.
193
Define o trabalho em
condições de
periculosidade,
assegurando ao
empregado um
adicional de 30% sobre
o seu salário mensal.
Permite ao profissional de
segurança avaliar as condições
periculosas na exposição a
inflamáveis, explosivos ou
energia elétrica, tendo sido
incluídos os trabalhadores em
vigilância armada e aqueles em
trabalho com motocicletas.
198
Estabelece que não
sejam exigidos do
empregado serviços
superiores às suas
forças.
Permite aos profissionais de
saúde, ergonomista e
segurança ações de prevenção
da fadiga.
Fonte: Adaptado de BRASIL, 1943; 1977
Organização Internacional do Trabalho (OIT)
A OIT é uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU), de modo que a sua composição
tem estrutura tripartite, na qual representantes de governos, de organizações de empregadores e
de trabalhadores possam participar da construção de políticas públicas, visando a oportunidades
para que homens e mulheres possam ter acesso a um trabalho decente e produtivo, em
condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade (GUIMARÃES, 2012). 
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
O Brasil têm ratificadas muitas convenções da OIT; dentre elas, destacamos: idade mínima de
admissão nos trabalhos industriais; repouso semanal na indústria; proteção à maternidade; férias
remuneradas; inspeção do trabalho na indústria e no comércio; organização do serviço de
emprego; proteção do salário; direito de sindicalização e de negociação coletiva; normas mínimas
da seguridade social; abolição do trabalho forçado; proteção contra as radiações; proteção das
máquinas; proteção contra os riscos de intoxicação pelo benzeno; prevenção e controle de riscos
profissionais causados por substâncias ou agentes cancerígenos; contaminação do ar, ruído e
vibrações; segurança e saúde dos trabalhadores; reabilitação profissional e emprego de pessoas
deficientes; serviços de saúde do trabalho; segurança e saúde na construção; segurança no
Leitura
O Mundo Está “Muito Longe” de Alcançar o ODS 8, Segundo Novo Estudo da
OIT 
Saiba mais sobre os progressos realizados na consecução do Objetivo de
Desenvolvimento Sustentável 8 (ODS 8) sobre trabalho decente, segundo a
OIT.
https://www.ilo.org/pt-pt/resource/news/o-mundo-esta-muito-longe-de-alcancar-o-ods-8-segundo-novo-estudo-da-oit
trabalho com produtos químicos; prevenção de acidentes industriais maiores; segurança e saúde
nas minas; convenção e recomendação sobre trabalho decente para as trabalhadoras e os
trabalhadores domésticos etc. 
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ACESSE
A OIT possui material didático muito importante no campo da saúde, da segurança e da
ergonomia no trabalho, o qual está distribuído em uma enciclopédia de quatro volumes, a saber:
Quadro 2 – Descrição dos tópicos de segurança e medicina do trabalho na enciclopédia da OIT
Site 
Organização Internacional do Trabalho: Convenções Ratificadas pelo Brasil
https://www.ilo.org/pt-pt/regions-and-countries/americas/brasil
Volu
me
Descrição do conteúdo
I
Trata de três temas, o primeiro descreve “O corpo humano” e os
“cuidados de saúde”, sendo adotada uma abordagem descritiva e
médica, disponibilizando informação sobre doenças, detecção e
prevenção, os serviços de Medicina do Trabalho e as atividades de
promoção da saúde.
O segundo descreve ações sobre a Gestão e política de saúde e
segurança e os aspectos legais, éticos e sociais, bem como os
recursos educacionais, informativos e institucionais.
O terceiro descreve as Ferramentas e abordagens relacionadas ao
estudo e à aplicação da saúde e segurança no trabalho, incluindo
ergonomia, epidemiologia e estatística, higiene e segurança
industrial, bem como o controle de riscos em geral. Uma seção é
dedicada à toxicologia geral e aplicada à prevenção.
II
Trata de assuntos “específicos dos riscos e perigos” no meio
ambiente de trabalho; portanto, descreve os riscos sociais,
mecânicos, físicos e químicos; os métodos de gestão de acidentes e
segurança que podem ser encontrados em todo o mundo; detalha a
natureza dos riscos e fornece informações técnicas sobre sua
identificação, sua avaliação e seu controle. Inclui artigos sobre
radiação da qualidade do ar interior, ruído, equipamentos com telas,
violência, estresse e outros. Todas as facetas do uso de produtos
químicos, armazenamento, transporte, identificação e utilização.
III Trata de assuntos sobre “como realizar as ações” nos setores
industriais e profissionais; portanto, explica “como funcionam as
coisas” e “como são controlados os riscos” nos principais setores da
indústria. É amplamente ilustrado com diagramas e fotografias,
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ACESSE
Constituição Federal
A legislação sobre a segurança e a saúde do trabalhador é consolidada na Constituição Federal
de 1988, que é a atual Carta Magna do Brasil e serve de parâmetro para as demais legislações
vigentes no País. Aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte, foi promulgada no dia 5 de
outubro de 1988, durante o governo do presidente José Sarney. 
direcionando o leitor às operações básicas da indústria, da
agricultura e de serviços, com foco nos riscos, em sua prevenção, no
controle e nas consequências.
IV
Trata da construção de “guias de profissões” e descreve as
atividades de riscos/perigos e as medidas de prevenção. Possui um
“guia de produtos químicos” que apresenta informações básicas
sobre a identificação, os usos industriais e seus riscos, as
propriedades químicas, físicas e toxicológicas de mais de 2.000
substâncias químicas, incluindo tabelas de fácil acesso ao leitor.
Leitura
Enciclopedia OIT: Tomo 1
https://www.insst.es/tomo-i
Para compreendermos mais especificamente como a Constituição Federal de 1988 (CF) regulou
vários campos para a proteção da saúde e da segurança dos trabalhadores, destacando-se a
saúde, a previdência social, o meio ambiente, os direitos sociais e a seguridade social, vejamos o
seguinte quadro:
Quadro 3 – Descrição dos tópicos de segurança e medicina do trabalho na Constituição Federal
Título Capítulo Artigo Descrição
Dos Direitos e
das Garantias
Fundamentais
Dos
Direitos
Sociais
 7º
“São direitos dos trabalhadores
urbanos e rurais, além de outros
que visem à melhoria de sua
condição social [...] XXII –
redução dos riscos inerentes ao
trabalho, por meio de normas de
saúde, higiene e segurança”.
Da Ordem
Social
Seguridade
Social
195 
“A seguridade social será
financiada por toda a sociedade,
de forma direta e indireta, nos
termos da Lei, mediante
recursos provenientes dos
orçamentos da União, dos
Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios”.
Saúde
196
“A saúde é direito de todos e
dever do Estado, garantido
mediante políticas sociais e
econômicas que visem à
redução do risco de doença e
de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e
serviços para sua promoção,
proteção e recuperação”.
197
Dispõe que “[...] são de
relevância pública as ações e
serviços de saúde, cabendo ao
Poder Público dispor, nos
termos da Lei, sobre sua
regulamentação, fiscalização e
controle, devendo sua execução
ser feita diretamente ou através
de terceiros e, também, por
pessoa física ou jurídica de
direito privado”.
200
“Ao sistema único de saúde
compete, além de outras
atribuições, nos termos da Lei:
[...] Inciso II: executar as ações
de vigilância sanitária e
epidemiológica, bem como as
de saúde do trabalhador; [...]
Inciso VIII: colaborar na
proteção do meio ambiente,
nele compreendido o do
trabalho”.
Previdência
Social
201
“A previdência social será
organizada sob a forma do
Regime Geral de Previdência
Social [...] I – cobertura dos
eventos de incapacidade
temporáriaou permanente para
o trabalho e idade avançada; II –
proteção à maternidade,
especialmente à gestante; III –
proteção ao trabalhador em
situação de desemprego
involuntário; [...] V – pensão por
morte do segurado [...]”.
203
“A assistência social será
prestada a quem dela
necessitar, independentemente
de contribuição à seguridade
social e tem por objetivos: [...] III
– a promoção da integração ao
mercado de trabalho; IV – a
habilitação e reabilitação das
pessoas portadoras de
deficiência e a promoção de sua
integração à vida comunitária”.
Meio
Ambiente
225
“Todos têm direito ao meio
ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum
do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se
ao Poder Público e à
coletividade o dever de defendê-
lo e preservá-lo para as
presentes e futuras gerações.
[...] V – controlar a produção, a
comercialização e o emprego
de técnicas, métodos e
substâncias que comportem
risco para a vida, a qualidade de
vida e o meio ambiente”
(BRASIL, 1988, n. p.).
Fonte: Adaptado de BRASIL, 1988
Leitura
Constituição da República Federativa do Brasil
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ACESSE
Regras de Aplicação e Interpretação das Normas
Regulamentadoras (NR) 
No campo da segurança e da saúde do trabalhador, a normatização está muito presente. Entre as
várias formas de atuação, a mais concreta corresponde às normas regulamentadoras, que, na
linguagem dos profissionais, são conhecidas como NR, cuja função é regulamentar e fornecer
orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à Segurança e à Medicina do
Trabalho no Brasil, estando contidas no Capítulo V, Título II, da CLT, e são relativas à Segurança e
Medicina do Trabalho. Foram aprovadas pela Portaria 3.214, de 8 de junho de 1978. 
Um ponto importante das NR é que atingem uma parcela do meio ambiente de trabalho,
especificamente a obrigatoriedade de todas as empresas brasileiras regidas pela CLT, de modo
que, para a modificação das NR, é necessária a participação tripartite (três lados) específica e
composta por representantes do governo, dos empregadores e dos empregados. 
Uma forma de entender melhor essas alterações é compreendendo muito bem a classificação
das normas regulamentadoras, a qual é trazida a nós pela Portaria 787, de 27 de novembro de
2018. Essa portaria classifica as NR em três categorias: gerais, especiais e setoriais, conforme
apresenta o quadro a seguir. 
Quadro 4 – Apresentação das normas regulamentadoras gerais, especiais e setoriais com
exemplos
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
As normas gerais regulamentam aspectos decorrentes da relação
jurídica prevista na lei, sem estar condicionadas a outros requisitos,
tais como atividades, instalações, equipamentos ou setores
econômicos específicos.
Exemplo: o item 1.5.3.1.1 da NR 1 descreve que o gerenciamento de
riscos ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento
de Riscos (PGR), enquanto o item 1.5.3.2 descreve como deve se
dar a organização, a saber: i) evitar os riscos ocupacionais que
possam ser originados no trabalho; ii) identificar os perigos e as
possíveis lesões ou agravos à saúde; iii) avaliar os riscos
ocupacionais, indicando o nível de risco; iv) classificar os riscos
ocupacionais para determinar a necessidade de adoção de medidas
de prevenção; v) implementar medidas de prevenção de acordo com
a classificação de risco e na ordem de prioridade estabelecida na
alínea g do subitem 1.4.1; e vi) acompanhar o controle dos riscos
ocupacionais. Portanto, a NR 1 deve ser utilizada por todos os
setores que envolvem relação de trabalho regida pela CLT.
As normas especiais regulamentam a execução do trabalho
considerando as atividades, as instalações ou os equipamentos
empregados, sem estar condicionadas a setores ou atividades
econômicas específicas. 
Exemplo: o item 12.1.9 da NR 12 descreve que, na aplicação da NR e
de seus anexos, deve-se considerar as características das máquinas
e dos equipamentos, do processo, a apreciação de riscos e o estado
da técnica. Portanto, devem ser utilizadas em todos os setores que
possuem máquinas e equipamentos que oferecem risco de
acidente e/ou adoecimento dos trabalhadores envolvidos pela
relação de trabalho regida pela CLT.
As normas setoriais regulamentam a execução do trabalho em
atividades ou setores econômicos específicos. 
Exemplo: o item 18.1.1 da NR 18 estabelece diretrizes de ordem
administrativa, de planejamento e de organização, objetivando a
implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de
segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de
trabalho na indústria da construção. Portanto, devem ser utilizadas
apenas nos setores da indústria de construção que envolvem
relação de trabalho regida pela CLT.
Fonte: Adaptado de BRASIL, 2018
Estruturação das Normas Regulamentadoras
As normas regulamentadoras têm limitações, uma vez que atuam no segmento formal, de modo
que, nesse segmento, as normas são de cumprimento obrigatório por todos os empregadores. 
Nesses casos, precisamos compreender os diferentes modos de atividade formal, havendo
empresas de grande porte e que envolvem enorme cadeia produtiva, empresas de médio porte e
de pequeno porte, bem como os microempreendedores individuais. Todos esses tipos de
empresas formais precisam atuar na prevenção de acidentes e adoecimentos, cada uma
seguindo as normas estabelecidas. 
Leitura
Normas Regulamentadoras – NR 
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Vejamos uma síntese das principais normas regulamentadoras editadas pelo Ministério do
Trabalho, dentro de sua competência legal — de elaborar e fiscalizar os temas relativos à SST
(BRASIL, 2020). Assim, as normas regulamentadoras organizam-se conforme exposto a seguir:
Quadro 5 – Apresentação de todas as normas regulamentadoras divididas em gerais, especiais
e setoriais
Saiba mais sobre as normas regulamentadoras:
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/normas-regulamentadoras-nrs
NR Descrição
Normas gerais
1
Disposições gerais e gerenciamento de riscos
ocupacionais.
3 Embargo ou interdição.
4
Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em
Medicina do Trabalho (SESMT).
5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).
7
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
(PCMSO).
9 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).
17 Ergonomia.
28 Fiscalização e penalidades.
Normas especiais
6 Equipamento de Proteção Individual (EPI).
8 Edificações.
10 Serviços em eletricidade.
11
Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de
materiais.
12 Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos.
13 Caldeiras e vasos de pressão.
14 Fornos.
15 Atividades e operações insalubres.
16 Atividades e operações perigosas.
19 Explosivos.
20 Líquidos combustíveis e inflamáveis.
21 Trabalhos a céu aberto.
23 Proteção contra incêndios.
24 Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho.
25 Resíduos industriais.
26 Sinalização de segurança.
33 Segurança e saúde no trabalho em espaços confinados.
35 Trabalho em altura.
Normas setoriais
18
Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da
construção.
22 Segurança e saúde ocupacional na mineração.
29 Segurança e saúde no trabalho portuário.
30 Segurança e saúde no trabalho aquaviário.
31
Segurança e saúde no trabalho na agricultura, na pecuária,
na silvicultura, na exploração florestal e na aquicultura.
34
Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da
construção e reparação naval.
36
Segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e
processamento de carnes e derivados.
37 Segurança e saúde em plataformas de petróleo.
38
Segurança e saúde no trabalho nas atividades de limpeza
urbana e manejo de resíduos sólidos.
Fonte: Adaptado de BRASIL, 2024
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Instrumentos Gerais de Gestão dos Riscos e Perigos e
Prevenção de Acidentesde Trabalho 
A atuação das equipes do Serviço Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho é
norteada pelo item 4.3.1 da NR 4. Tal item explica que a competência dos profissionais de
segurança envolve aplicar, no dia a dia, os conhecimentos de Engenharia de Segurança,
observando o meio ambiente de trabalho e todos os seus componentes, inclusive: trabalho em
altura; espaço confinado; operação de caldeiras e vasos de pressão; operação de fornos;
operação de máquinas e equipamentos perigosos (prensa, injetora, usinagem etc.); trabalho com
eletricidade; trabalho a quente; trabalho com material inflamável; trabalho com material explosivo;
movimentação de carga com equipamentos específicos e perigosos (ponte rolante, empilhadeira,
grua etc.); de modo a reduzir ou mesmo eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador. 
Site
Normas Regulamentadoras Vigentes 
Acesse o website da Escola Nacional da Inspeção do Trabalho (Enit).
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/normas-regulamentadora/normas-regulamentadoras-vigentes
Para completar a NR 1, o item sobre responsabilidades (1.5.3) determina que os representantes
da empresa devem implementar o gerenciamento de riscos ocupacionais em suas atividades, de
modo que para, esse desenvolvimento, é preciso montar o Programa de Gerenciamento de Riscos
(PGR). 
O sistema de gestão deve, por meio do PGR, integrar todos os planos, programas e outros
documentos previstos na legislação de segurança e saúde no trabalho, por exemplo, Plano de
Atendimento Emergencial (PAE); brigada de incêndio – com plano de resposta à emergência,
Análise Ergonômica do Trabalho (AET) etc.; inventário de máquinas e equipamentos; análise de
riscos de máquinas e equipamentos; Programa de Conservação Auditiva (PCA); Programa de
Proteção Respiratória (PPR); programa de saúde mental; programa de doenças osteomusculares;
programas de prevenção química etc. 
Buscando organização, a NR 1 aponta o seguinte caminho, em que o PGR deve:
Figura 1 – Etapas do Programa de Gerenciamento de Risco (PGR)
Fonte: Adaptada de BRASIL, 2020
#ParaTodosVerem: figura colorida. Sobre um fundo branco, ao centro, há seis círculos
conectados com cores diferentes (laranja, vermelho-claro, vermelho-escuro, azul-claro,
azul médio e azul-escuro). Nas partes superior e inferior, temos descrições com letras de
tamanho médio escritas em preto no texto, são descritas as etapas: evitar, identificar,
avaliar, classificar, implementar e monitorar. Fim da descrição.
Um método de investigação de acidentes é o Modelo de Análise e Prevenção de Acidente de
Trabalho (Mapa), que, em sua análise, busca superar visões reducionistas que enxergam essas
ocorrências como eventos simples explicados por erros dos operadores. Para isso, utiliza-se a
análise de mudanças, que, no roteiro, inclui sugestões de questões que visam esclarecer razões
associadas a mudanças ocorridas no acidente. Por sua vez, a análise de barreiras explica o
acidente pela falta ou falha de barreiras de prevenção e proteção contra fontes de energia
potencial ou nocividades identificadas na empresa (ALMEIDA et al., 2014). 
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Para o aprimoramento da análise de barreiras, vejamos a seguinte Figura:
Leitura
Acidentes de Trabalho e os Religadores Automáticos no Setor Elétrico: para
Além das Causas Imediatas
http://old.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X2018000505006&script=sci_abstract&tlng=pt
Figura 2 – Sistema de barreiras de segurança e suas funções
Fonte: HOLLNAGEL, 2008
#ParaTodosVerem: figura colorida e com bastante texto descritivo. O fundo é branco. Ao
centro, há quatro tópicos descritos como sistema de barreiras de segurança. As cores
intercalam em quatro divisões, de cima para baixa, na seguinte sequência (laranja, azul,
laranja e azul). Na parte de cima, as cores laranja e azul descrevem as barreiras físicas
(Contendo Ex. muros, restringindo ex. cinto de segurança, mantendo juntos ex. óculos,
dissipando ex. air bags e funcional: Impedindo difícil ex. fechaduras, impedindo fácil ex.
senhas, dificultando ex. distancia. Na parte inferior, descritas em laranja e azul, estão as
barreiras simbólicas: alertando ex. aviso, regulando ex. procedimento, indicado ex. placa,
permitindo ex. autorização do trabalho, comunicando ex. liberação e imaterial:
monitoramento ex. monitorando, prescrição ex. regras. Em cada sistema de barreira, há a
descrição da função das barreiras na parte central e, na lateral direita, os exemplos. As
descrições tem letras de tamanho médio escritas em laranja e azul seguindo a ordem da
descrição e a posição do sistema de barreiras. Há o título escrito: "Sistema de barreiras de
segurança e suas funções". Fim da descrição.
Para dar mais suporte às equipes do SESMT, é necessário selecionar as ferramentas de apoio
para essa avaliação. Inicialmente, consideremos o método do diagrama de Ishikawa, que avalia a
causa e o efeito, auxiliando na investigação de incidentes, acidentes, perda de produto,
retrabalho, entre outras situações encontradas no processo produtivo. 
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
E simule a aplicação do diagrama de Ishikawa, conforme a seguinte Figura. 
Figura 2 – Método segundo o diagrama de Ishikawa
#ParaTodosVerem: figura colorida e em formato de espinha de peixe. A cabeça do peixe
está do lado esquerdo, e a cauda está no lado direito, ambas na cor verde-escuro. Na parte
central dos espinhos do peixe, há seis descrições representando seis espinhos. A figura
se conecta da cabeça à cauda, com a interação dos espinhos. As descrições tem letras
de tamanho médio escritas em branco com os seguintes dizeres, da esquerda para a
direita: ambiente de trabalho, máquinas, matéria-prima, mão de obra, barreiras de
Leitura
Alerta de Segurança para Movimentação de Carga em Usinas: Acidente com
Movimentação de Carga 
http://www.cerest.piracicaba.sp.gov.br/site/images/Alerta_de_Seguranca_AT_fatal_Movim_de_carga_usina.pdf
segurança e método. Há o título escrito: "Método segundo o diagrama de Ishikawa". Fim
da descrição.
Existem vários métodos a serem aplicados, mas é importante sempre lembrar que o resultado
satisfatório depende do grau de formação e instrução do aplicador. Por isso, é essencial usar os
estágios de desenvolvimento de aquisição de habilidades (Figura 4).
Figura 3 – Cinco estágios de desenvolvimento de aquisição de
habilidades
Fonte: Adaptada de DREYFUS; DREYFUS, 1980
#ParaTodosVerem: figura colorida em formato de lâmpada. A lâmpada é dividida em cinco
camadas, cada uma com uma cor diferente. De cima para baixo, temos: laranja
(experiente), vermelho (competente avançado), roxo (competente), azul-escuro (iniciante
avançado) e azul-claro (novato). Nas partes laterais direita e esquerda, há o descritivo
representando cada camada. A lâmpada se conecta com os descritivos por meio de
traços pretos. As descrições tem letras tamanho médio escritas em preto com os
seguintes dizeres, seguindo da parte superior para a inferior: experiente, competente
avançado, competente, iniciante avançado e novato. Há o título escrito: "Cinco estágios de
desenvolvimento de aquisição de habilidades". Fim da descrição.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
A seguir, veremos algumas ferramentas de avaliação de risco que podem ser inseridas no
sistema de gestão de saúde e segurança da empresa, dependendo, para tanto, da escolha dos
responsáveis técnicos – quais seriam as utilizadas na empresa em que você atua?
Leitura
6 Meses Após Acidente, Perícia Avalia Fundação de Ponte onde 5 Morreram 
Conheça o relato do acidente que gerou a queda de uma ponte em
construção em que cinco trabalhadores morreram e outros cinco
trabalhadores sobreviveram, porque conseguiram desconectar os cintos de
segurança que estavam presos na estrutura. Quatro saíram nadando, e o
quinto sobrevivente conseguiu sair pelaparte da estrutura que não caiu,
conforme a reportagem a seguir:
https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2014/01/6-meses-apos-acidente-pericia-avalia-fundacao-de-ponte-onde-5-morreram.html
Figura 4 – Exemplos de ferramentas de avaliação de perigos e
riscos
#ParaTodosVerem: figura em formato de uma régua. A régua é dividida em oito camadas.
Nas partes superiores e inferiores da régua, há o descritivo representando cada camada.
A régua na parte central se conecta com os descritivos por meio da proximidade da caixa
de texto com a camada que a representa. As descrições têm letras de tamanho médio
escritas em preto com os seguintes dizeres, da esquerda para a direita: FMEA, Análise
Preliminar de Risco, Análise de Árvore de Falhas, Análise de Árvore de Eventos, Checklist,
What If, 5 Porquês e Árvore de causas. Fim da descrição.
Limites da Atuação Tecnicista dos Engenheiros de
Segurança no Trabalho
A aplicabilidade da norma depende de muitas variáveis. Em inúmeros momentos, ocorrem muitas
contradições entre o campo da segurança e da produção ou mesmo da qualidade, situações que
precisam ser dialogadas e construídas conjuntamente entre os atores envolvidos (DINIZ et al.,
2021). 
As normas, ainda que sejam bem elaboradas, os acidentes de trabalho e as doenças
profissionais mostram que ao longo do tempo as medidas não surtiram efeitos em muitas
cadeias produtivas; por isso, a tragédia continua há décadas, com dezenas de milhares de
vítimas graves e fatais. Desse modo, as equipes do SESMT precisam discutir sobre os fatores
que afetam a aplicabilidade das normas. É necessário discutir as diferenças, nem sempre óbvias
a priori, entre o trabalho esperado, prescrito, normatizado (tarefa) e o trabalho real (atividade).
Muitas vezes ocorre o simples descumprimento de normas, de forma grosseira, primária e ilegal
(DINIZ et al., 2021). Essa não é, no entanto, uma regra geral. Há situações em que, mesmo
quando as normas são cumpridas de forma satisfatória, continuam a ocorrer incidentes e
acidentes. 
Torna-se necessário aprender com os erros, acidentes e incidentes para que a prática da
prevenção possa avançar (DINIZ et al., 2021), por exemplo, conforme os seguintes casos do
tema: 
Quadro 6 – Exemplos de casos com contradições na segurança do trabalho
Casos Descrição
Contradição de
segurança do trabalho
 Prédio-sede
da empresa
É um edifício com muitos
escritórios, antigos e de
concessão federal, tombado.
Ocorre que decorrentes de não
conformidades jurídicas
impedem o acesso da empresa
a financiamentos — por exemplo,
do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) —, causando o
impedimento das certificações e
deixando-a vulnerável a passivos
e a questionamentos da
concessão. Em busca de
solução, a equipe se depara com
as contradições das normas,
das leis, dos decretos, de
diferentes órgãos e instituições,
de todos os níveis —
internacional, federal, estadual,
municipal —, de modo que às
vezes se antagonizam e/ou
concorrem entre si.
A dificuldade em
atender às regras
existentes, que ao longo
do tempo vão mudando
e se atualizando, é um
dos desafios para as
equipes do SESMT no
seu dia a dia; mas é
necessário atualizar-se
e checar as normas e as
leis que podem
dificultar a atividade na
empresa, no setor, na
cadeia produtiva etc.
O uso de luvas A equipe da tesouraria checa o
dinheiro recebido para sentir as
notas falsas, usando, assim, a
sensibilidade do tato. Em virtude
de uma epidemia/pandemia, as
instituições receberam
Pensando no bem-estar
dos funcionários, a
equipe recomenda o
uso de luvas; contudo, a
atividade prática
dificulta a ação real dos
Fonte: Adaptado de DINIZ et al., 2021
orientações para melhorar a
higiene e as medidas de
biossegurança — por exemplo, o
uso de álcool em gel para
higienizar as mãos etc. — e
luvas, gerando contradição para
a identificação de notas falsas. 
trabalhadores, o que, no
dia a dia, pode provocar
desajustes da regra,
necessitando-se de
cuidados nas ações que
possam provocar esses
desvios
procedimentais.
Trajeto da
ambulância
Um motorista de ambulância
utiliza como estratégia a
mudança de rota, argumentando
atuar nessa função há mais de
vinte anos; de modo que,
conforme o horário e o fluxo de
veículos, cria rotas alternativas
por dentro dos bairros a fim de
escapar do trânsito. Contudo, as
viagens não rendem tempo, com
o agravante de prejudicar os
pacientes transportados por
meio da perda de horário das
consultas agendadas, ou
mesmo quanto à saúde destes,
em casos graves de serviço de
urgência.
A equipe que administra
o sistema de trajeto
classifica esse
motorista como
“desobediente”;
contudo, esse
trabalhador está apenas
pensando em melhor
atender aos pacientes. 
 
Filme 
Sully: O Herói do Rio Hudson – Trailer Oficial
Para ver essas contradições no mundo do trabalho, assista ao filme Sully: o
herói do rio Hudson, de 2016, e veja como trazer o indivíduo para dentro das
análises do “erro humano”.
Sully: O Herói do Rio Hudson - Trailer O�cial (leg) [HD]Sully: O Herói do Rio Hudson - Trailer O�cial (leg) [HD]
Em Síntese 
Nesta Unidade, buscamos estudar as legislações e normativas de saúde e
segurança no trabalho no Brasil. Dentre elas, destacamos a importância da
construção legal e normativa, bem como os embates técnicos, econômicos e
https://www.youtube.com/watch?v=9n6hcBc4bgE
políticos na construção de ações protetivas e preventivas no campo do
trabalho. Enfatizamos a importância da formação de profissionais
preocupados com a segurança do trabalho e a saúde do trabalhador.
Historicamente, a participação dos trabalhadores é fundamental para as
melhorias no campo da saúde e segurança no trabalho. 
Como princípio civilizatório, seja econômico, seja social ou jurídico,
situações que expõem trabalhadores a riscos contra a sua integridade devem
ser imediatamente combatidas; por isso, os profissionais que atuam com a
temática devem valorizar a vida, uma vez que as condições de saúde e
segurança que geram os agravos à saúde do trabalhador também rebaixam
os custos do trabalho, reduzindo os incentivos ao investimento em
tecnologia, colaborando para distanciar o nosso país do patamar de
desenvolvimento das nações com economias mais dinâmicas. Assim,
alertamos para que ocorra uma mudança drástica do cenário da saúde e
segurança do trabalho no Brasil, sendo, sem dúvida, um elemento essencial
para um projeto de nação civilizada, de modo que o engajamento dos
engenheiros é primordial para esse objetivo. 
Esta Unidade também apontou ferramentas de uso diário aos futuros
profissionais de segurança, os quais devem olhar e atuar em prol do trabalho
decente e sustentável, podendo utilizar o conceito de cultura de segurança
com a devida estratégia. 
Por fim, narramos a construção histórica das leis e das normas do campo da
saúde e segurança do trabalho. Portanto, precisamos promover a prática
desse aprendizado histórico e normativo, em busca de ações de prevenção e
proteção da saúde do trabalhador, com o principal objetivo de valorizar a
vida, o meio ambiente e plantar uma semente em busca da construção de
uma cultura de segurança nas organizações sustentáveis.
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta
Unidade:
  Sites  
Fórum de Acidente de Trabalho
Conteúdos sobre casos de acidentes de trabalho, livros e fórum de discussão de casos.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Engenharia do Trabalho – Saúde, Segurança, Ergonomia e
Projeto  
Neste conteúdo você verá as cinco seções sobre trabalho, a saúde do trabalhador, segurança no
trabalho, ergonomia e o projeto do trabalho propõem diferentes ângulos de abordagem, a fim de
se compreender melhor e integrar, em sua origem, as distintas facetas das situações de trabalho.
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📄 Material Complementar
https://www.forumat.net.br/fat/index.php
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
  Vídeos  
Explicando o (PGR) na Prática – Canpat 2022  
Explicando o Programade Gerenciamento de Riscos (PGR) na Prática.
3ª Semana Capacita SIT: Eletricidade – Ergonomia (27/06)   
Medidas de controle de máquinas e trabalho em altura.
Explicando o PGR na Prática - Canpat 2022Explicando o PGR na Prática - Canpat 2022
https://engenhariadotrabalho.com.br/
https://www.youtube.com/watch?v=iPKCGAeeXXA
3ª Semana Capacita SIT: Inventário de Riscos –
Desenvolvimento do PGR – Gestão de Riscos (01/07)
3ª Semana Capacita SIT: Eletricidade - Ergonomia (27/06)3ª Semana Capacita SIT: Eletricidade - Ergonomia (27/06)
3ª Semana Capacita SIT: Inventário de Riscos - Desenvolvimento 3ª Semana Capacita SIT: Inventário de Riscos - Desenvolvimento ……
https://www.youtube.com/watch?v=IejYIvuY8q8
https://www.youtube.com/watch?v=ehVN-BZ5QiQ
ALMEIDA, I. M. de et al. Modelo de Análise e Prevenção de Acidentes – Mapa: ferramenta para a
vigilância em saúde do trabalhador. Ciência & Saúde Coletiva, Manguinhos, v. 19, n. 12, p. 4.679-
4.688, 2014. Disponível em: . Acesso
em: 05/08/2024. 
BRASIL. Decreto-Lei 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a consolidação das leis do trabalho.
Presidência da República, DF: 1943. Disponível em:
. Acesso em: 05/08/2024.
BRASIL. Lei 6.514, de 22 de dezembro de 1977. Altera o Capítulo V do Título II da Consolidação
das Leis do Trabalho, relativo à segurança e medicina do trabalho e dá outras providências.
Brasília, DF: 1977. Disponível em: . Acesso
em: 05/08/2024.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Promulgada em 5 de outubro de 1988.
Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em:
. Acesso em: 05/08/2024.
BRASIL. Ministério do Trabalho. Normas regulamentadoras. [20--]. Disponível em:
. Acesso em: 05/08/2024.
Página 4 de 4
📄 Referências
BRASIL. Portaria 787, de 27 de novembro de 2018. Dispõe sobre as regras de aplicação,
interpretação e estruturação das normas regulamentadoras. Brasília, DF: Ministério do Trabalho
2018. Disponível em:
. Acesso em: 05/08/2024.
BRASIL. Ministério do Trabalho. Escola Nacional da Inspeção do Trabalho. Norma
regulamentadora 1. [2024]. Disponível em: . Acesso em:
05/08/2024.
DINIZ, E. P. H.; MARINHO DA SILVA, A.; CAMPOS, M. A. Aspectos legais e normativos da
segurança e os seus limites. In: BRAATZ, D.; ROCHA, R.; GEMMA, S. (orgs.) Engenharia do
Trabalho: saúde, segurança, ergonomia e projeto. [S. l.]: Libris, 2021. Disponível em:
. Acesso em: 05/08/2024.
DREYFUS, S. E.; DREYFUS, H. L. Um modelo de cinco estágios das atividades mentais envolvidas
na aquisição de habilidades direcionadas. Washington, DC: Storming Media, 1980. Disponível em:
. Acesso em:
05/08/2024.
GUIMARÃES, J. R. S. Perfil do trabalho decente no Brasil: um olhar sobre as unidades da
Federação durante a segunda metade da década de 2000. Brasília, DF: OIT, 2012. 
HOLLNAGEL, E. Risk + barriers = safety? Saf. Sci. [s. l.], n. 46, p. 221-229, 2008. Disponível em:
. Acesso em: 05/08/2024.
ROSA, M. A. G.; QUIRINO, R. Ergonomia, saúde e segurança no trabalho: interseccionalidade com
as relações de gênero. Cientec – Revista de Ciência, Tecnologia e Humanidades do IFPE, Recife,
v. 9, n. 3, n. p., 2018.

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