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Hipóteses de placa - 04/11 Teoria da placa inespecífica (Theilade, 1966): -Qualquer organismo pode causar periodontite; -Relação entre quantidade de placa e intensidade da D.P; -Tem um caráter quantitativo em que qualquer acúmulo de m-o ao nível da margem gengival produziram irritantes para gerar inflamação, que seria responsável pela destruição do tecido periodontal. Ou seja, quanto mais qtd de placa, mais chance de DP. Assim, o controle de placa é essencial na prevenção de DP; -De acordo com essa teoria, a doença periodontal resulta da elaboração de produtos nocivos por toda a placa. Teoria da placa específica (Loesche, 1979): -Apenas 1 ou um pequeno grupo de microrganismos é responsável pela D.P; -A patogenicidade da placa bacteriana depende da presença ou de um aumento de microrganismos específicos. Porém, gerava outra dúvida: se era grupo específico, como que nós obtemos eles? Hipótese da placa ecológica (Marsh,2003) -Mais recente; -Abriga os 2 conceitos: placa inespecífica e específica, ou seja: -É sim o tipo de microrganismo (visto que alguns são mais ligados à doença), e também o acúmulo deles. Associado a isso, as condições ambientais bucais quando alteradas favorecem a competitividade, aumentando a quantidade de microrganismos que são mais periodontopatógenos. *Em condições de saúde, existem periodontopatógenos em nossa cavidade oral, porém estão em menor quantidade. A medida que ocorre uma mudança no ambiente oral, eles vão aumentar e gerar o processo inflamatório e causar perda de inserção. MICROBIOLOGIA ORAL 11/11 Biofilmes: -Desenvolvem-se sobre as superfícies duras da boca, como dentes, dentaduras e implantes; -Micro colônias bacterianas envolvidas por um glicocálix e que estão aderidas a uma superfície sólida, são comunidades bacterianas específicas que interagem entre si. Fator etiológico principal da D.P: biofilme oral (que gera danos ao periodonto = perda de inserção, perda óssea, mobilidade, profundidade de sondagem, sangramento etc.) -Não existe D.P sem biofilme. Estudo (Los et al. 1986) Foi responsável por explicar como é a progressão da D.P. (existem 3 padrões clássicos) -Não é somente o acúmulo de biofilme que acarreta a doença pois está associado a resposta de cada hospedeiro que gera o processo inflamatório; -Na presença de mesma quantidade de bactérias pode ter progressão muito rápida, moderada ou baixa, sendo a resposta do hospedeiro que influencia nessa progressão; -Esse estudo contradiz a hipótese de placa inespecífica (que falava que era a quantidade de microrganismos que causava a D.P.) -Começaram a acreditar na hipótese da placa específica (existe um grupo que causa a D.P.). Características importantes da cavidade bucal que favorecem a D.P: 1. Superfícies duras - dentes: local propício para crescimento bacteriano; *Estão em contato direto com os tecidos moles (via muito direta que gera inflamação - isso é ruim), por outro lado, pois somente na cavidade oral tem a capacidade de remover o biofilme (a causa) podendo ser reversível no caso da gengivite ou estabilizada no caso da periodontite, devolvendo saúde para o paciente (isso é bom). 2. Temperatura estável de 35 a 36°C em umidade constante: -Se ocorrer aumento da temperatura por meio da presença dos produtos bacterianos isso pode gerar alteração da expressão gênica das bactérias, o que proporciona aumento da competitividade e com isso favorecer o crescimento dos periodontopatógenos. 3. Potencial Redox: potencial oxi-redução das bactérias: -O sulco gengival tem o Eh (potencial) mais baixo na boca saudável, e abriga o maior n° de anaeróbios; -Algumas espécies anaeróbicas têm tolerância ao oxigênio; parceria com bactérias aeróbias. 4. pH salivar: geralmente é neutro -Se consumir muitos alimentos ácidos, o pH diminui. Se isso for frequente, as bactérias ligadas à saúde são pouco tolerantes ao pH baixo, o que gera o desenvolvimento dos streptococcus mutans, gerando cárie. -No sulco gengival o pH aproximado é de 6,9. Se subir em torno de 7,2 ou 7,4 que ocorre durante a inflamação, vai haver mudanças nas reações das bactérias (aumento da proteólise, modificar velocidade de crescimento e expressão gênica) aumentando a competitividade dos patógenos. -Inflamação = aumento do fluido crevicular e aumento do pH salivar. 5. Abundância de nutrientes: -A saliva e o GCF também têm uma grande influência sobre a distribuição bacteriana, porque eles fornecem várias moléculas hospedeiras que são potenciais nutrientes para os organismos. Outros fatores: - Indicadores de risco: gravidez (muitos hormônios em circulação, a resposta fica diminuída), osteoporose, estresse - influenciam de forma negativa na resposta do hospedeiro; - Tabagismo e diabetes: estudos mostram relação direta com esses 2 fatores. Características da Matriz do Biofilme Dental: 1. Sistema de circulação; 2. Sistema de comunicação (sensi quorum); 3. Resistentes aos sistemas de defesa antimicrobiana do organismo e de predadores externos; 4. Resistentes ao controle antimicrobiano na ordem de 1000 a 1500 vezes a concentração inibitória observada em cultura planctônica (por isso dá o antibiótico sem raspar não vale de nada pois o biofilme não foi desorganizado) Formação dos biofilmes: Fase 1 - Adsorção de um filme de condicionamento (película adquirida vai se formar na superfície do dente): -Formação rápida (2h sobre o dente limpo); -A película é composta de proteínas biologicamente ativas, fosfoproteínas e glicoproteínas (derivadas da saliva e do fluido crevicular). 2. Ligação reversível entre a superfície da célula microbiana e o filme de condicionamento: -Ocorre com bactérias que são mais ligadas à saúde (gram +). -Ocorre com todo mundo. 3. Ligação mais estável envolvendo as interações de moléculas específicas na superfície celular microbiana (adesinas) COADESÃO GRAM - FACULTATIVOS -A superfície celular dos colonizadores secundários (anaeróbios obrigatórios) vão se ligar aos receptores das bactérias que já estão lá, por um processo de coadesão ou coagregação; -A composição do biofilme vai se tornar mais diversa (ocorrendo uma sucessão bacteriana). Uma vez ligados, os colonizadores primários começam a se multiplicar. O metabolismo dessas bactérias ligadas inicialmente modifica o meio ambiente local, por exemplo, tornando-o mais anaeróbio após elas consumirem oxigênio e gerarem produtos finais do metabolismo “reduzidos”. As moléculas sobre a superfície das espécies pioneiras ligadas podem agir como receptores para os colonizadores secundários (e sempre tardios) mais fastidiosos por um processo conhecido como coadesão ou coagregação. Ao longo do tempo, ondas de coadesão resultam na composição do biofilme tornando-o mais diverso (sucessão microbiana) 4. Maturação da placa: -Algumas das bactérias unidas sintetizam polímeros extracelulares (a matriz da placa) que consolidam a união do biofilme (arcabouço e retenção de moléculas). O que ocorre depois? -3 interações importantes dentro desse biofilme: ● Cadeias alimentares: os primeiros microrganismos vão ser decompostos e servir de nutrientes para as bactérias de colonização secundária; ● Sinalização célula-célula (coron de detecção): sinais que permitem a troca de material genético, promovem o crescimento de periodontopatógenos. Ocorrem então uma mutação genética dessas bactérias, que favorecem o seu fortalecimento. ● Canais de circulação: permitem a passagem de nutrientes e vão atuar como barreira física. São importantes pois ao dar antibiótico para pacientes ainda com biofilme instalado, é nesses canais que se concentram os antibióticos e ondesão expulsados os antibióticos. Desprendimento As bactérias podem detectar mudanças adversas nas condições ambientais e se desprender dos biofilmes para poder colonizar ambientes mais favoráveis em outro lugar. Algumas espécies produzem proteases que degradam a adesina que as retêm no biofilme. Cálculo dental: 1- Também conhecido como tártaro; 2- Placa bacteriana mineralizada (formada pelos sais das glândulas salivares); a presença do cálculo não gera D.P., mas sim o biofilme formado sobre o cálculo dental (são essas bactérias que geram inflamação) 3- Resulta da precipitação de sais minerais originados da saliva; 4- Cálculo abriga continuamente placa bacteriana viável. 5- Sua presença torna impossível a remoção adequada da placa e não permite que os pacientes realizem o controle apropriado. Aspecto clínico e distribuição - Cálculo Supragengival: -Coloração: branco-amarelado a amarelo-escuro ou marrom; -Grau de formação: depende da quantidade de placa e da secreção das glândulas salivares; -Encontrados adjacentes aos ductos excretores das glândulas, como na face lingual dos dentes inferiores anteriores para as glândulas submandibulares e na face vestibular dos primeiros molares superiores onde o ducto da parótida se abre para dentro do vestíbulo oral. Aspecto clínico e distribuição - Cálculo subgengival: -Coloração: marrom-escura e superfície mais áspera; -Encontrado por exploração tátil apicalmente à margem gengival; -Se massa suficiente, é percebido na radiografia; -Estende-se da JCE até o fundo da bolsa (entretanto, uma faixa de aproximadamente 0,5 mm é normalmente encontrada coronalmente à extensão apical da bolsa periodontal, no qual parece ser livre de depósitos mineralizados em razão do fato que o FGC é exsudado dos tecidos moles periodontais e age como um gradiente contra o acúmulo microbiano) -Faixa sem cálculo mineralizado devido ao fluxo do GCF (sais presentes no fluido gengival). -Mineralizado pelo exsudado inflamatório (pelo fluido gengival). -É removendo o cálculo que é possível remover o biofilme presente sobre o cálculo (por isso é importante realizar a raspagem) - desorganização do biofilme. Tempo para formação: ● Biofilme: -Colonização primária: 2 dias -Colonização secundária: 2 a 7 dias ● Cálculo: -Até 2 semanas para formar cálculo maduro (80% de material inorgânico). *Formação do cálculo é sempre precedida pelo desenvolvimento do biofilme bacteriano; *Cálculo é a causa secundária da D.P, e não primária (pois esse é o biofilme). *Ocorre focos de mineralização do cálculo (áreas mineralizadas e áreas desmineralizadas) por isso ele tem o aspecto poroso. É nessas cavidades dos poros do cálculo que se forma a placa sobre o cálculo e aí gera a inflamação. Na hora da raspagem deve-se ter cuidado para não lesionar o cemento ( pois isso lesiona as fibras que ligam o osso alveolar ao cemento, não sendo possível a reinserção dessas fibras, ou seja, a regeneração dessas fibras. Além disso, pode causar sensibilidade ao paciente ao deixar a dentina exposta). Composição do cálculo: -Formado principalmente pela brushita, fosfato de octacálcio, hidroxiapatita e betafosfato tricálcio. -Cálculo supra é mais heterogêneo: ➔ Brushita é mais presente no cálculo mais recente, o fosfato de octacálcio nas camadas exteriores do cálculo, a hidroxiapatita nas camadas internas dos cálculos e o betafosfato em pequenas proporções no meio. -Subgengival é mais homogêneo: ➔ Sendo o betafosfato tricálcio mais predominante. Composição do biofilme (Grupos de bactérias): 1. Grupo vermelho: periodontopatógenos ● Actinomycetemcomitans (Aa): -Bastonetes imóveis Gram - ; -Colônias de centro estrelado: cultivados em placa de ágar-sangue; -Ocorrência elevada de Aa na periodontite agressiva e crônica (estágio de 3 a 4); -Aderido a células epiteliais (isso significa que mesmo removendo cálculo e placa viável, elas podem recolonizar aquela superfície pois ficam escondidas unidas a células epiteliais da mucosa); -Colônias com pigmentos de castanho a negro; -Lesões por Aa - geram sangramento; -Possuem muitos fatores de virulência, como: endotoxinas, colagenase, fator inibidor de fibroblastos, fator inibidor de reabsorção óssea, degrada imunoglobulinas (que promovem a defesa do hospedeiro) etc. ● Porphyromonas Gingivalis (Pg): - Bastonetes imóveis Gram-; - Aderem às células epiteliais; - Mais agressivos do complexo vermelho; - Mais frequente lesões ativas e progressivas e menos frequente em gengivite; - Maior presença em lesões com periodontite crônica (Estágio 2 e 3); - Associada a risco de maior gravidade; - Pg presente na doença recorrente; - Pg presente em bolsas persistentes à terapia (são resistentes e não consegue a eliminação só com raspagem, tendo que prescrever antibiótico). ● Tannerella Forsythia (Tf): - Bastonetes imóveis Gram - ; - Fusiforme e anaeróbio; - Aderido a células epiteliais; - Presença na doença persistente e em periodontite crônica; - Conversão de sítio saudável em doente; - Possuem muitos fatores de virulência, como: LPS, atividade proteolítica, liberação de citocinas etc. ● Treponema denticola (Td): -Espiroqueta móveis Gram - anaeróbio; -Mais presente em lesões agudas do periodonto; 2. Grupo laranja: colonizadores secundários ● Prevotella intermedia / P.nigrescens: - Bactérias gram -; - A grande função das bactérias do grupo laranja é a ligação entre a colonização primária e a colonização secundária; - Responsável pela progressão da D.P. e o aumento da perda óssea; 3. Grupo roxo, amarelo, verde e preto: - Colonizadores primários. Microbiota - Saúde gengival: ● Cocos e bastonetes gram +; ● Mudança no biofilme: quantitativa e qualitativa; ● Sucesso bacteriano x Desorganização mecânica do biofilme: Para promover a saúde gengival e a reinserção das fibras do ligamento periodontal; Quando existe uma destruição óssea muito grande e não existe a possibilidade de reinserção das fibras no cemento alveolar: espera-se pelo menos a formação de um epitélio juncional longo; Classificação das doenças periodontais 18/11/24 http://repositorio.fo.usp.br:8013/jspui/bitst ream/fousp/43/2/E_book%20Holzhausen% 20et%20al%202019.pdf Por que classificar as doenças periodontais? ● Apropriado diagnóstico: para direcionar melhor o tratamento; ● Estudo da etiologia - causa (não é necessariamente devido ao acúmulo de biofilme, etc.), as vezes pode ser uma manifestação de doença sistêmica, impactação alimentar devido abscesso… é importante saber a patogênese, história natural do curso da doença; ● Tratamento destas doenças e condições do periodonto. Conhecimentos clínicos: 1- Determinação da profundidade clínica de sondagem (avaliar a perda de inserção - profundidade de sondagem): PS: distância da margem gengival ao fundo de bolsa 2- Determinação do nível clínico de inserção: Também pela sonda periodontal (JCE até fundo de bolsa); 3- Determinação da presença de sangramento à sondagem/porcentagem de sangramento à sondagem: O que determina se a periodontite está tendo melhora? o sangramento à sondagem 4- Determinação da extensão da gengivite; Depende do escore do sangramento a sondagem. 5- Determinação da complexidade da periodontite: perda óssea horizontal x vertical: http://repositorio.fo.usp.br:8013/jspui/bitstream/fousp/43/2/E_book%20Holzhausen%20et%20al%202019.pdf http://repositorio.fo.usp.br:8013/jspui/bitstream/fousp/43/2/E_book%20Holzhausen%20et%20al%202019.pdf http://repositorio.fo.usp.br:8013/jspui/bitstream/fousp/43/2/E_book%20Holzhausen%20et%20al%202019.pdf 6- Determinação da complexidadede periodontite: envolvimento de furca *Furca mesial: sondar por palatina devido sua inclinação; *Furca distal: tanto faz, por vest. ou palatina. ● Grau 1: perda horizontal do tecido de suporte, não excede ⅓ da largura do dente ● Grau 2: perda horizontal além de ⅓ ● Grau 3: destruição total horizontal dos tecidos de suporte (entrou por vestibular e saiu na palatina) 7- Determinação da complexidade da periodontite: mobilidade: ● Grau 0 : nem preenche ● Grau 1: de 1mm no sentido horizontal ● Grau 3: mobilidade sentido vertical e horizontal 8- Determinação da extensão e distribuição da periodontite: 9- Determinação da progressão da periodontite: porcentagem de perda óssea/ idade / fenótipo do caso: Olhar o dente que tem a pior perda óssea: 1- Medir da JCE até a crista óssea (Ex: 6); 2- Medir da JCE até o ápice da raíz (Ex:9); 10- Determinação da presença de fatores de risco modificadores: fumo e diabetes Mesmo que o índice de perda óssea/idade seja baixo, o fator de risco determina o grau. 11- Determinação da presença de defeitos mucogengivais: fenótipo periodontal (biotipo gengival) / tipo de retração; O tamanho da gengiva inserida não diz se o paciente tem maior tendência ou não de doença periodontal, mas sim a sua espessura. *Ex: mesmo que a gengiva tenha altura pequena mas seja grossa, menor chance de retração gengival. Principais classes de doenças / condições periodontais: Saúde periodontal, doenças e condições gengivais: 1- Saúde gengival e saúde periodontal; -Saúde clínica em um periodonto íntegro: ausência de perda de inserção; -Saúde clínica em um periodonto reduzido: paciente periodontite-estável (previamente tratada com sucesso e estável) ou paciente não-periodontite (perda de inserção não relacionada com inflamação periodontal). 2- Gengivite induzida por biofilme: -Gengivite associada somente ao biofilme; -Gengivite mediada por fatores sistêmicos e locais (fumo, hiperglicemia, medicamentos, baixa ingestão de micronutrientes…) (fatores de retenção de biofilme, xerostomia); -Gengivite em periodonto íntegro: ausência de perda de inserção; -Gengivite em periodonto reduzido sem periodontite prévia: retração por escovação traumática, aumento de coroa; -Inflamação gengival em periodonto reduzido em paciente com periodontite tratada com sucesso: encontra-se estável mas apresenta quadro atual de inflamação gengival. -Acúmulo de biofilme ➡ inflamação ➡ tempo ➡ GENGIVITE; -Presença de edema, eritema e perda de contorno das papilas; -Sangramento a escovação, sangue na saliva, vermelhidão e halitose; -Forma mais comum de DP; -Reversibilidade; -Não estendem a junção mucogengival; -RG sem perda óssea; -Pré-requisito para periodontite; -Inicialmente não tem alteração clínica evidente; -Condição inflamatória por placa de bactérias não específicas, localizada ou generalizada. Alongamento das fibras de tecido conjuntivo, vasculite dos vasos sanguíneos, destruição de fibras colágenas, aumento do infiltrado inflamatório. 3-Gengivite não induzida pelo biofilme -Desordens genéticas/desenvolvimento: fibromatose gengival hereditária; -Infecções específicas: bacteriana, viral, fúngica; -Condições imunes e inflamatórias: reações de hipersensibilidade, doenças autoimunes, condições inflamatórias granulomatosas; -Processos reacionais: epúlides; -Neoplasias; -Doenças endócrinas, metabólicas e nutricionais; -Lesões traumáticas; ex: granuloma piogênico, impactação por casca de pipoca, medicamentos como anticonvulsivantes. Periodontite 1- Doenças periodontais necrosantes: -Gengivite ulcerativa necrosante; -Periodontite ulcerativa necrosante; -Abscessos periodontais. 2- Periodontite 3- Periodontite como manifestação de doenças sistêmicas Dividida em: -Doenças periodontais necrosantes; -Periodontite -Periodontite como manifestação de doenças sistêmicas Estágios da periodontite: Severidade: determinada pela medida de perda de inserção clínica e de perda óssea verificada radiograficamente e, pelo número de dentes perdidos devido à periodontite; Complexidade: determinada pela dificuldade envolvida no controle da doença e na reabilitação funcional e estética da dentição. Graus de periodontite: ● Evidência direta: baseada em observações longitudinais disponíveis, tais como radiografias antigas de boa qualidade, periograma. ● Evidência indireta: é baseada no exame de perda óssea em função da idade no dente mais afetado da dentição. *Fatores de risco são prevalentes sobre a evidência direta ou indireta Perda de inserção clínica : distância da JCE até crista óssea. *A perda dentária não é determinante para o estágio da periodontite; *Para a classificação é preciso falar o estágio, grau e se é localizada ou não; *Pegar o dente mais afetado para fazer essas classificações. PLANO DE TRATAMENTO PERIODONTAL Objetivo do tratamento periodontal: -Reduzir a gengivite; -Média de sangramento à sondagem menor ou igual a 25%; -Redução na profundidade de bolsa à sondagem; -Tratamento das lesões de furca; -Ausência de dor; -Satisfação individual do paciente - estética e função. Além do: ➔ Controle dos fatores de risco: controle inadequado da placa, tabagismo e diabetes mellitus não controlados. Tratamento: 4 fases ● 1° Fase: Fase sistêmica: -Foco na anamnese para identificar problemas sistêmicos do paciente; -Observar o que precisa fazer para proteger o paciente contra infecções ou risco de intercorrência, como: ➔ Suspensão de medicamentos/fumo; ➔ Alergias a medicamento; ➔ Doenças infecto-contagiosas -Procurar a história médica detalhada para iniciar as intervenções; -Exame radiográfico: geralmente 14 periapicais e 4 interproximais (para observar se tem lesão cariosa que impede o fechamento da bolsa), lesão endoperio etc. -Periograma: exame para realizar diagnóstico e para comparar com as reavaliações. Entrada da furca - molares superiores: -Possuem 3 cones radiculares: mesial, distal e palatino; -1°M-Prevenção de reinfecção e reincidência da DP. Observar: -Sistema de acompanhamento individual; -Avaliação dos sítios periodontais profundos com sangramento à sondagem; -Instrumentação desses sítios; -Aplicação de fluoreto para prevenção de cárie; -Controle regular das restaurações protéticas; -RX Bite wing regularmente. Diagnóstico: -Envolvimento de fuca: quantidade de tecido periodontal destruido na área inter-radicular. Hamp et al (1979): -Grau 1: -Grau 2: Tratamento: lesão de furca Grau 1: RAR e alisamento; Plastia da furca. Grau 2: RAR e alisamento; Plastia da furca; Terapia regenerativa; Preparação de túnel; Ressecção radicular. Grau 3: Preparação de túnel; Ressecção radicular; Exodontia. Diagnóstico diferencial: Lesão de furca - periodontal, endodontica ou trauma de oclusão. Perda óssea horizontal x vertical: Horizontal: Reabsorção da crista óssea paralela as junções amelo cementárias dos dentes adjacentes Vertical: aspecto angular. Classifcações recessões gengivais: -Tipo 1 -Tipo 2 -Tipo 3: perda óssea e tecido. Antissépticos orais - Controle químico Clorexidina: -Alta substantividade supragengival; -Amplo espectro, atinge bactérias gram + e gram -; -Antimicrobiano: molécula catiônica que provoca a lise da membrana celular e morte bacteriana; -Contém: bisguanida, acetado… Raspagem e alisaemnto radicular: Remover cálculo dental, remover microrganismos aderidos ao cálculo, diminuir LPS e interleucinas pró-inflamatórias, paralisar a destruição óssea. Fatores que influenciam na remoção completa de cálculo: -Extensão da doença (bolsas >5mm); -Fatores anatômicos; -Habilidade do operador; -Instrumentos utilizados. Desinfecção total de boca toda (Quirynen et al, 1995): - 2 sessões de raspagem e alisamento radicular dentro de um período de 24h em toda boca; irrigação com gel clorexidina 1%. Objetivo: reduzir carga bacteriana, nas bolsas e nichos intra-orais, para minimizar o risco de reinfecção, em bolsas tratadas a partir de nichos que abrigam bactérias patogênicas. Periodontite - antibióticos Amoxicilina e Metronidazol -Geralmente em pacientes em estágio 4 (pac com muitas bolsas profundas); -Sempre prescrito depois da raspagem supra e sub (pois não adentra no biofilme formado); Por que a associaçao? Taxa de recaptação da bactéria Aa na associação é amior que quando utilizado o metronidazol sozinho. *Se tiver alergia a amoxicilina, associar com clindamicina. TERAPIA FOTODINÂMICA ANTIMICROBIANA Eliminar uma célula alvo através da utilização de um corante, que é compatível com uma fonte luminosa. -O corante serve para marcar os microrganismos -Geralmente tem predileção por células que estão em constante mitose -Corante: azul de metileno (é um fotossensibilizados - ou seja, sensibilizado pela luz) -Luz: laser vermelho (o mais utilizado) -Esse tipo de tratamento é utilizado na oncologia e infecções. *Essa terapia iniciou em 1906: um doutorando na Austria fazia cultura de protozoários e dentro dela tinha um corante de cor laranja (Acridina). A cultura ficou perto de uma janela do laboratório e de uma noite pra outra percebeu que eles morreram. -1917: descoberta da Penicilina -Energia absorvida (estado singleto) pode ser liberada um tempo depois (dando fenômeno de fluorescência) ou pode absorver mais energia (estado trimpleto). Reações fotodinâmicas: ● Tipo 1 : reação que sensibiliza com biomoléculas (DNA, RNA, proteínas) com remoção de eletrons de H+ ● Tipo 2: Azul de metileno: corante mais compatível com a fonte de luz mais energética que tem no consultório odontológico (laser). Fatores limitadores: -ph ácido; -placa bacteriana -presença de proteína ● Dose dependente: Quanto mais luz, maior ação fotodinâmica; ● Depende da concentração do corante; ● Teste feito com bactérias que vivem na pele (estafilococos…). PERIODONTITE Doença crônica causada pela bactéria. Terapia periodontal não cirúrgica: -Cada raspagem em média 1,4mm de redução de bolsa; *Limitação: limitação visual, anatomia diversa, etc (por mais que seja treinado); -Antibiótico sistêmico: é problemático por atingir diversos microrganismos, causando efeitos adversos; -A terapia fotodinâmica é local; 1°Teste: 2007 - Utilizado na periodontite agressiva: Aplicaram corante (10mg/1ml) deixava 1 minuto, irrigava (para remover o excesso do caorante) e aplicava o laser e compararam com raspagem: -Reduções da profundidade de sondagem parecidas; -Terapia dinâmica fotodinâmica reduziu o sangramento a sondagem; *Na inflamação: a gengiva fica vermelha pois os vasos dilatam e a parede vascular está “frouxa”, por isso quando coloca a sonda sangra. Paciente diabético: -Perde colágeno com maior facilidade; -Doxiciclina: antibiótico que age em bactérias bucais e age na colagenase (que tem na gengiva); *Sangramento de margem indica gengivite *Sangramento de bolsa: