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Problemas: -Diabete -Pressão alta -Cansaço -Estresse -Dificuldade de enxergar -Não possui alimentação saudável -Formigamento nas pernas -Risco de problemas cardiovascular -Aumento da sede -Aumento da frequência urinária -Exames muito elevados -Obesidade grau 1 -Dificuldade financeira -Dificuldade na cicatrização Hipóteses: -Os sintomas podem ser por conta da diabete -Os exames alterados podem estar associados com o estilo de vida -A dificuldade financeira pode ser por ele estar desempregado -A situação econômica dele impede de ter um estilo de vida adequado -Ele pode ter problema renal por conta da diabete -Os problemas que ele tem pode estar relacionado com a genética Questões de aprendizagem 1- Diabetes A) Qual a definição dos tipos 1 e 2 Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. A insulina é produzida pelo pâncreas e é responsável pela manutenção do metabolismo da glicose e a falta desse hormônio provoca déficit na metabolização da glicose e, consequentemente, diabetes. Caracteriza-se por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente. Tipos: – Tipo 1: causada pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de defeito do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que produzem a insulina. Sabe-se que, geralmente, é uma doença crônica não transmissível, hereditária, que concentra entre 5% e 10% do total de diabéticos no Brasil. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. O diabetes tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Pessoas com parentes próximos que têm ou tiveram a doença devem fazer exames regularmente para acompanhar a glicose no sangue. O tratamento exige o uso diário de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose no sangue. A causa do diabetes tipo 1 ainda é desconhecida e a melhor forma de preveni-la é com práticas de vida saudáveis (alimentação, atividades físicas e evitando álcool, tabaco e outras drogas). – Tipo 2: resulta da resistência à insulina e de deficiência na secreção de insulina. A causa do diabetes tipo 2 está diretamente relacionado ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos alimentares inadequados. Por isso, é essencial manter acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras doenças, que podem aparecer junto com o diabetes. Cerca de 90% dos pacientes diabéticos no Brasil têm esse tipo. – Diabetes Gestacional: é a diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto. Sua causa exata ainda não é conhecida. – Outros tipos: são decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.); induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticóides, betabloqueadores, contraceptivos, etc.). – Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA): atinge basicamente os adultos e representa um agravamento do diabetes tipo 2. Caracteriza-se, basicamente, no desenvolvimento de um processo autoimune do organismo, que começa a atacar as células do pâncreas. – Pré-diabetes: é quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar um Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2. É um sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos, hipertensos e/ou pessoas com alterações nos lipídios. Esse alerta do corpo é importante por ser a única etapa do diabetes que ainda pode ser revertida, prevenindo a evolução da doença e o aparecimento de complicações, incluindo o infarto. No entanto, 50% dos pacientes que têm o diagnóstico de pré-diabetes, mesmo com as devidas orientações médicas, desenvolvem a doença. A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle. Uma pessoa é classificada como pré-diabética ao medir a sua glicemia em jejum e atingir entre 100 e 125 mg/dl. Referência: https://bvsms.saude.gov.br/diabetes/#:~:text=Tipos%3A,defici%C3%AAncia%20na %20secre%C3%A7%C3%A3o%20de%20insulina. B) Perfil epidemiológico Perfil predominante do sexo feminino (72,0%), idade média de 65 anos, ensino fundamental incompleto (72,5%), raça branca (91,0%), casados (57,2%), aposentados/pensionistas (66,7%), renda mensal familiar de até um salário. Fonte: https://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/enfer/article/view/3581 De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional. C) Quadro clínico 1- Poliúria (excesso de urina) Quando o nível de glicose no sangue fica muito alto (acima de 180mg/dl) Se diz que o Linear de Reabsorção Renal é ultrapassado. ➥ O sangue é filtrado nos rins- E a Glicose é filtrada junto com a urina- Mas o Rim reabsorve ela para não perder ela na urina (porque a natureza se comporta assim, porque glicose é fonte de energia e não deve ser desperdiçada, porem os rins não sabem que ela está em excesso)- Assim, quando há hiperglicemia, o rim consegue absorver parte dela, e a outra parte fica na urina (Glicosúria) - E a Glicose é osmoticamente ativa, ou seja, ela puxa agua- Então, o que acontece é que agua é puxada para junto da urina pela glicose- Fazendo assim, o paciente diabético eliminar alta quantidade de agua na urina por causa da hiperglicemia, e junto a agua na urina e outros compostos, está a glicose. https://bvsms.saude.gov.br/diabetes/#:~:text=Tipos%3A,defici%C3%AAncia%20na%20secre%C3%A7%C3%A3o%20de%20insulina https://bvsms.saude.gov.br/diabetes/#:~:text=Tipos%3A,defici%C3%AAncia%20na%20secre%C3%A7%C3%A3o%20de%20insulina https://bvsms.saude.gov.br/diabetes/#:~:text=Tipos%3A,defici%C3%AAncia%20na%20secre%C3%A7%C3%A3o%20de%20insulina https://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/enfer/article/view/3581 https://www.diabetes.org.br/ 2- Polidipsia (excesso de sede) Esse excesso de sede é resultado da desidratação das células causada pela hiperglicemia que tira água das células. ➥ Inclusive, essa desidratação ocorre também nas Células do Centro Hipotalâmico da Sede. Esse sintoma inicial pode ser facilmente despercebido por pacientes com DM II (principalmente os que tem aumento gradativo (aumenta pouco em pouco) dos níveis glicêmicos). Pacientes que ao invés de beber água, e começam a beber bebidas açucaradas (refrigerante) vão aumentar a polidipsia- Recomendação: Consulta ao Endocrinologista e não tomar esse tipo de bebida. 3- Polifagia (excesso de fome) Não é uma queixa dos pacientes com DM II, só dos DM I Esse sintoma provavelmente resulta da “inanição” /fraqueza/debilitação celular, provavelmente pela falta de agua, já que na medicina o termo inanição é usado para se referir quando a célula carece de um elemento crucial para sua vida, E do esgotamento das reservas celulares de carboidratos, gorduras e proteínas (já que a resposta do corpo para falta de glicose para produzir energia é usar gorduras e depois proteínas como fonte). 4- Emagrecimento É um sintoma comum dos diabéticos tipo I descontrolados. Existe 2 causas para esse emagrecimento: 1- A diurese osmótica provoca perda de líquidos corporais ➥ E isso é agravado quando o paciente desenvolve Cetoacidose- porque causa vômitos 2- Os tecidos do corpo são consumidos, já que a falta de Insulina faz não ter a produção de ATP- O corpo começa a consumir as gorduras e depois proteínas. O emagrecimento é uma diferença muito grande entre o DM I e DM II ➥ O emagrecimento é uma causa frequente dos Diabéticos Tipo I Descontrolado- Enquantoa maioria dos pacientes com Diabetes Tipo II apresentam obesidade. Porém, os Diabéticos Tipo II podem ter emagrecimento inexplicável- por conta que a insulina circundante não é utilizada- e o corpo passa a usar gordura e proteína como fonte energética. D) Como é feito o diagnóstico A dosagem de glicose no sangue, chamada glicemia (aleatória ou de jejum), é o exame usado para a triagem de Diabetes mellitus. Segundo recente sugestão da Associação Americana de Diabetes, o resultado é normal quando a taxa de glicose apresenta-se até 99 mg/dL, na dosagem feita em jejum. Quando a taxa apresenta-se de 100 a 125 mg/dL, a pessoa é portadora de glicemia de jejum inadequada, sendo então necessária a realização do teste oral de tolerância à glicose. Dois exames com resultados acima de 125 mg/dL confirmam o quadro de Diabetes mellitus. Fora do jejum, uma glicemia superior a 200 mg/dL, desde que na presença de sintomas de diabetes, também é suficiente para o diagnóstico. Link: https://www.fleury.com.br/manual-de-doencas/diabetes-mellitus#:~:text=A%20dosagem%20de %20glicose%20no,na%20dosagem%20feita%20em%20jejum. Medição da glicemia: o médico mede a glicemia em pessoas que estão apresentando sintomas de diabetes, tais como aumento da sede, da micção ou da fome. Além disso, é possível que o médico meça a glicemia de pessoas que tenham doenças que podem ser complicações do diabetes, como infecções frequentes, úlceras nos pés e candidíase. Para poder medir com exatidão os níveis de glicose no sangue, o médico geralmente usa uma amostra de sangue coletada após a pessoa ter passado a noite em jejum. O diabetes pode ser diagnosticado se a glicemia em jejum estiver em 126 mg/dl (7,0 mmol/l) ou mais. No entanto, é possível usar amostras de sangue que foram coletadas depois de a pessoa ter se alimentado. Algum aumento na glicemia após ter se alimentado é normal, mas mesmo após a refeição, o valor não deve ser muito elevado. O diabetes pode ser diagnosticado se o resultado de uma dosagem aleatória (não realizada com a pessoa em jejum) da glicemia for superior a 200 mg/dl (11,1 mmol/l). Hemoglobina A1C: o médico também pode medir a concentração sanguínea de uma proteína denominada hemoglobina A1C (também chamada de hemoglobina glicosilada ou glicada), que reflete as tendências nos níveis de glicose no sangue em longo prazo em vez de mostrar alterações rápidas. A hemoglobina é a substância vermelha que transporta o oxigênio nos glóbulos vermelhos. Quando o sangue é exposto a níveis elevados de glicose no sangue por bastante tempo, a glicose se liga à hemoglobina e forma a hemoglobina glicosilada. O valor de hemoglobina A1C no sangue é relatado na forma de qual porcentagem de hemoglobina é A1C. As medições de hemoglobina A1C podem ser usadas para diagnosticar diabetes quando o exame for realizado por laboratório certificado (não por instrumentos usados em casa ou no consultório médico). A pessoa com um nível de hemoglobina A1C de 6,5% ou superior tem diabetes. Se o nível estiver entre 5,7 e 6,4, a pessoa tem pré-diabetes e corre o risco de desenvolver diabetes. https://www.fleury.com.br/manual-de-doencas/diabetes-mellitus#:~:text=A%20dosagem%20de%20glicose%20no,na%20dosagem%20feita%20em%20jejum https://www.fleury.com.br/manual-de-doencas/diabetes-mellitus#:~:text=A%20dosagem%20de%20glicose%20no,na%20dosagem%20feita%20em%20jejum Teste oral de tolerância à glicose: outro tipo de exame de sangue, o teste oral de tolerância à glicose, pode ser realizado em determinados casos, como um exame preventivo em gestantes para tentar detectar a presença de diabetes gestacional ou para avaliar um idoso que tem sintomas de diabetes, mas cuja glicemia em jejum está normal. No entanto, ele não é usado rotineiramente para detectar a presença do diabetes, porque o exame pode ser muito incômodo. Nesse exame, com a pessoa em jejum, é coletada uma amostra de sangue para determinar a glicemia em jejum e, em seguida, ela bebe um líquido especial que contém uma quantidade padrão de glicose. Outras amostras de sangue são coletadas nas duas ou três horas seguintes e são examinadas para determinar se a glicemia aumenta até chegar a um valor excepcionalmente elevado. Referência: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-hormonais-e-metab% C3%B3licos/diabetes-mellitus-dm-e-dist%C3%BArbios-do-metabolismo-da-glicose- no-sangue/diabetes-mellitus-dm E) Qual é o tratamento? Insulinas rápidas e ultrarrápidas: as insulinas utilizadas para o bolus são as chamadas rápidas e as ultrarrápidas. Elas têm como ação o período da alimentação, promovendo um bom controle da glicemia nos períodos próximos da alimentação. A insulina rápida ou regular começa a agir em 30 a 60 minutos e, tem seu pico de ação em 2 a 4 horas e duração de ação de 6 a 8 horas. Sendo assim, deve ser usada de 30 a 45 minutos antes da refeição. A insulina ultrarrápida - lispro, aspart ou glulisina - começa a agir em menos de 15 minutos, tem seu pico de ação em 1 a 2 horas e duração de ação de 3 a 4 horas. Sendo assim, deve ser usada em menos de 15 minutos antes da refeição, ou mesmo durante a refeição. Esta última tem menor risco de hipoglicemia do que a rápida. Insulinas lentas e ultralentas: as insulinas utilizadas para o papel de basal são as lentas e ultralentas. Seu principal objetivo é a manutenção da glicemia estável no período entre as refeições. A insulina NPH é a única representante das insulinas lentas. Ela começa a agir em 1 a 2 horas, tem seu pico de ação em 5 a 7 horas e duração de ação de 13 a 18 horas. As insulinas ultralentas são representadas pela Insulina Detemir - com início de ação em 1 a 2 horas, discreto pico de ação em 2 horas e duração de ação de 12 a 24 horas - e pela Insulina Glargina - com início de ação em 1 a 2 horas, ausência de pico de ação e duração de ação de 18 a 24 horas. Referência: https://hospitalsiriolibanes.org.br/blog/endocrinologia/a-importancia-de-saber-como-agem-e- quanto-tempo-duram-as-insulinas https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-feminina/gravidez-complicada-por-doen%C3%A7a/diabetes-durante-a-gravidez#v812497_pt https://hospitalsiriolibanes.org.br/blog/endocrinologia/a-importancia-de-saber-como-agem-e-quanto-tempo-duram-as-insulinas https://hospitalsiriolibanes.org.br/blog/endocrinologia/a-importancia-de-saber-como-agem-e-quanto-tempo-duram-as-insulinas F) Quais as consequências da DM A glicemia alta reduz a capacidade de eliminar radicais livres e compromete o metabolismo de várias células, principalmente as dos neurônios. Pessoas com diabetes podem apresentar feridas com difícil cicatrização devido aos níveis elevados de açúcar no sangue e/ou circulação sanguínea deficiente. https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Diabetes-diabetes-mellitus#:~:text=A%20glic emia%20alta%20reduz%20a,c%C3%A9lulas%2C%20principalmente%2 0as%20dos%20neur%C3%B4nios.&text=Pessoas%20com%20diabetes %20podem%20apresentar,e%2Fou%20circula%C3%A7%C3%A3o%20s angu%C3%ADnea%20deficiente. ● retinopatia diabética: lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos e, como conseqüência, a perda da acuidade visual; ● nefropatia diabética: alterações nos vasos sanguíneos dos rins fazem com que haja a perda de proteína na urina; o órgão pode reduzir sua função lentamente, porém de forma progressiva, até sua paralisação total; ● neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas como: formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos; dores locais e desequilíbrio; enfraquecimento muscular; traumatismo dos pêlos; pressão baixa; distúrbios digestivos; excesso de transpiração e impotência; ● pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitarcomplicações que podem levar à amputação do membro afetado; ● infarto do miocárdio e acidente vascular: ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. O bom controle da glicose, somado à atividade física e medicamentos que possam combater a pressão alta e o aumento do colesterol e a suspensão do tabagismo, são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência deste problema é de 2 a 4 vezes maior nas pessoas com diabetes; ● infecções: o excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate aos vírus, bactérias, etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão cirúrgica. Link: https://bvsms.saude.gov.br/diabetes/#:~:text=Tipos%3A,defici%C3%AAncia%20na%20 secre%C3%A7%C3%A3o%20de%20insulina. https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Diabetes-diabetes-mellitus#:~:text=A%20glicemia%20alta%20reduz%20a,c%C3%A9lulas%2C%20principalmente%20as%20dos%20neur%C3%B4nios.&text=Pessoas%20com%20diabetes%20podem%20apresentar,e%2Fou%20circula%C3%A7%C3%A3o%20sangu%C3%ADnea%20deficiente https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Diabetes-diabetes-mellitus#:~:text=A%20glicemia%20alta%20reduz%20a,c%C3%A9lulas%2C%20principalmente%20as%20dos%20neur%C3%B4nios.&text=Pessoas%20com%20diabetes%20podem%20apresentar,e%2Fou%20circula%C3%A7%C3%A3o%20sangu%C3%ADnea%20deficiente https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Diabetes-diabetes-mellitus#:~:text=A%20glicemia%20alta%20reduz%20a,c%C3%A9lulas%2C%20principalmente%20as%20dos%20neur%C3%B4nios.&text=Pessoas%20com%20diabetes%20podem%20apresentar,e%2Fou%20circula%C3%A7%C3%A3o%20sangu%C3%ADnea%20deficiente https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Diabetes-diabetes-mellitus#:~:text=A%20glicemia%20alta%20reduz%20a,c%C3%A9lulas%2C%20principalmente%20as%20dos%20neur%C3%B4nios.&text=Pessoas%20com%20diabetes%20podem%20apresentar,e%2Fou%20circula%C3%A7%C3%A3o%20sangu%C3%ADnea%20deficiente https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Diabetes-diabetes-mellitus#:~:text=A%20glicemia%20alta%20reduz%20a,c%C3%A9lulas%2C%20principalmente%20as%20dos%20neur%C3%B4nios.&text=Pessoas%20com%20diabetes%20podem%20apresentar,e%2Fou%20circula%C3%A7%C3%A3o%20sangu%C3%ADnea%20deficiente https://bvsms.saude.gov.br/diabetes/#:~:text=Tipos%3A,defici%C3%AAncia%20na%20secre%C3%A7%C3%A3o%20de%20insulina https://bvsms.saude.gov.br/diabetes/#:~:text=Tipos%3A,defici%C3%AAncia%20na%20secre%C3%A7%C3%A3o%20de%20insulina A cetoacidose diabética é uma complicação aguda grave, potencialmente mortal, uma vez que a doença gera condições desfavoráveis para a realização de processos químicos pelo organismo. Quando há falta de insulina e o corpo não consegue usar a glicose como fonte de energia, as células utilizam outras vias para manter seu funcionamento. Uma das alternativas encontradas é utilizar os estoques de gordura para obter a energia que lhes falta. Entretanto, o resultado final desse processo leva ao acúmulo dos chamados corpos cetônicos, substâncias que deixam o sangue ácido, ou seja, com o pH mais baixo do que o normal. Essa acidez é extremamente desfavorável para o organismo, porque a maioria das reações químicas que acontecem a cada segundo em nossas células depende de uma faixa muito estreita de pH. Isso significa que o grau de acidez não pode variar muito. Referência: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/cetoacidose-diabetica/ 2- O que é síndrome metabólica? O termo Síndrome Metabólica descreve um conjunto de fatores de risco que se manifestam num indivíduo e aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes. A Síndrome Metabólica tem como base a resistência à ação da insulina (hormônio responsável pelo metabolismo da glicose), daí também ser conhecida como síndrome de resistência à insulina. Isto é: a insulina age menos nos tecidos, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina e elevando o seu nível no sangue. Alguns fatores contribuem para o seu aparecimento: os genéticos, excesso de peso (principalmente na região abdominal) e a ausência de atividade física. A síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna, associada à obesidade, como resultado da alimentação inadequada e do sedentarismo. Fatores de risco: ● grande quantidade de gordura abdominal: em homens, cintura com mais de 102 cm e nas mulheres, maior que 88 cm; ● baixo HDL (“bom colesterol”): em homens, menos que 40mg/dl e nas mulheres menos do que 50mg/dl; ● triglicerídeos elevados (nível de gordura no sangue): 150mg/dl ou superior; ● pressão sanguínea alta: 135/85 mmHg ou superior ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão; ● glicose elevada: 110mg/dl ou superior. Ter três ou mais dos fatores acima é um sinal da presença da resistência insulínica. Esta resistência significa que mais insulina do que a quantidade normal está sendo necessária para manter o organismo funcionando e a glicose em níveis normais. A maioria das pessoas que tem a Síndrome Metabólica sente-se bem e não tem sintomas. Entretanto, elas estão na faixa de risco para o desenvolvimento de doenças graves, como as cardiovasculares e o diabetes. Link: https://bvsms.saude.gov.br/sindrome-metabolica/ https://bvsms.saude.gov.br/sindrome-metabolica/ São objetivos da investigação clínica e laboratorial: confirmar o diagnóstico da síndrome metabólica (SM) de acordo com os critérios do NCEP-ATP III e identificar fatores de risco cardiovascular associados. Para tanto, realiza-se: 1. História clínica - idade, tabagismo, prática de atividade 1. física, história pregressa de hipertensão, diabetes, diabetes gestacional, doença arterial coronariana, acidente vascular encefálico, síndrome de ovários policísticos (SOP), doença hepática gordurosa não-alcoólica, hiperuricemia, história familiar de hipertensão, diabetes e doença cardiovascular, uso de medicamentos hiperglicemiantes (corticosteróides, betabloqueadores, diuréticos). 2. Exame físico necessário para diagnóstico da SM 2. 17: • Medida da circunferência abdominal (Quadro 1) A medida da circunferência abdominal é tomada na metade da distância entre a crista ilíaca e o rebordo costal inferior . • Níveis de pressão arterial (Quadro 1). Deve-se aferir no mínimo duas medidas da pressão por consulta, na posição sentada, após cinco minutos de repouso. Além destes dois dados obrigatórios deverá estar descrito no exame físico destes pacientes: • Peso e estatura. Devem ser utilizados para o cálculo do índice de massa corporal através da fórmula: IMC = Peso/Altura. • Exame da pele para pesquisa de acantose nigricans. Examinar pescoço e dobras cutâneas. • Exame cardiovascular. 3. Exames laboratoriais necessários para o diagnóstico da SM: 3. • Glicemia de jejum (Quadro 1). A SM, definida pelos critérios do NECP-ATP III, recomenda para o diagnóstico das alterações da tolerância à glicose apenas a avaliação laboratorial de jejum, não exigindo teste de tolerância oral à glicose (TOTG) nem métodos acurados de avaliação da insulino-resistência (clamp euglicêmico, HOMA–IR). referência: https://www.scielo.br/j/abc/a/qWzJH647dkF7H5dML8x8Nym/?format=pdf&lang=pt 3- Como funciona o metabolismo da insulina? Compare o DM com jejum prolongado https://www.scielo.br/j/abc/a/qWzJH647dkF7H5dML8x8Nym/?format=pdf&lang=pt A ação da insulina na célula inicia-se pela sua ligação ao receptor de membrana plasmática, ligação que ocorre com alta especificidade e afinidade, provocando mudanças conformacionais que desencadeiam reações modificadoras do metabolismo da célula-alvo, constituindo assim uma resposta celular. Os receptores não são componentes fixos, podendo variar o número de receptores para cada tipo de célula, com isso variando o grau de resposta. A ligação do complexo hormônio-receptoré forte, mas não covalente, sendo equivalente à união de um efetor alostérico com a enzima que o regula. A ativação do receptor gera um sinal que, eventualmente, resulta na ação da insulina sobre a glicose, lipídeos, o metabolismo de proteínas, garantindo diferentes efeitos metabólicos. Os efeitos promotores do crescimento de insulina aparentemente ocorrem através da ativação de receptores da família de fatores de crescimento semelhantes à insulina. Anormalidades no número de receptores de insulina, falha na atividade quinase do receptor e os vários passos de sinalização pós-receptor na ação da insulina ocorrem em estados de doença que conduzem a resistência dos tecidos. https://www.ufrgs.br/lacvet/site/wp-content/uploads/2016/07/mecanismo_a%C3% A7ao_insulinaSavio.pdf 4- Qual é a relação da DM com obesidade e hiperinsulinemia? A obesidade, especialmente a obesidade abdominal, está associada a um maior risco de resistência à insulina. O tecido adiposo, ou gordura corporal, produz substâncias chamadas adipocinas, que podem interferir no metabolismo da glicose e da insulina. A presença de um excesso de tecido adiposo, especialmente na região abdominal, está relacionada a um maior risco de desenvolver resistência à insulina e diabetes tipo 2. https://www.ufrgs.br/lacvet/site/wp-content/uploads/2016/07/mecanismo_a%C3%A7ao_insulinaSavio.pdf https://www.ufrgs.br/lacvet/site/wp-content/uploads/2016/07/mecanismo_a%C3%A7ao_insulinaSavio.pdf A hiperinsulinemia, por sua vez, está associada à resistência à insulina. Quando as células do corpo não respondem adequadamente à insulina, o pâncreas produz mais insulina para tentar compensar essa resistência. Isso pode levar a níveis elevados de insulina no sangue, conhecidos como hiperinsulinemia. A hiperinsulinemia pode contribuir para a obesidade, uma vez que a insulina é um hormônio anabólico que promove o armazenamento de gordura. 5- Comente como os fatores socioeconômicos e a conscientização do paciente influenciam o desenvolvimento da DM. Quais os programas de promoção e prevenção públicas? Um estudo realizado em Pernambuco entre os anos de 2015 e 2016, constatou que as pessoas com menor grau de escolaridade apresentaram uma probabilidade cerca de quatro vezes maior de ocorrência do DM. Já os aposentados tiveram duas vezes mais chances de serem diabéticos. Não receber bolsa família e não ter abastecimento vinculado à rede geral de água aumentou em quase duas vezes a probabilidade de apresentar o desfecho. A desigualdade socioeconômica é um fator independentemente relacionado ao aumento de DCNT, como o DM, em populações de baixa renda. Indivíduos com baixa condição socioeconômica podem ser mais vulneráveis a tais doenças por várias razões, incluindo estresse psicossocial, níveis mais elevados de comportamento de risco como sedentarismo e alto consumo de alimentos mais calóricos, ricos em açúcar e gorduras, condições de vida insalubres, precário acesso ao saneamento básico e serviços de saúde, além da oportunidade reduzida de prevenir complicações. Artigo: “Determinantes socioeconômicos do diabetes mellitus em um contexto de desigualdades no nordeste brasileiro”