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SP 3.5 - Diabesidade
Texto da SP 
Em visita domiciliar à família do Sr. Igor, os alunos do curso de medicina 
depararam com a seguinte situação familiar. Moravam em uma casa de 4 
cômodos o Sr. Igor, de 55 anos, sua esposa Emma, de 53 anos, suas duas 
filhas, Kara, de 20, e Mira, de 18 anos, e sua neta Chiquinha, de 2 anos.
O Sr. Igor, em entrevista com os alunos e a ACS responsável, se queixou 
de cansaço, dificuldade de enxergar, formigamento nas pernas, aumento 
da sede e da frequência urinária. Indagado sobre há quanto tempo vinha 
sentindo os sintomas, relatou que estes começaram a aparecer há mais ou 
menos 3 meses.
O Sr. Igor informou que estava trabalhando durante o dia todo, mas no 
momento está desempregado. O casal andava muito estressado devido à 
situação financeira, pois somente suas filhas trabalham remuneradamente e 
ganham cada uma um salário-mínimo.
A ACS resolveu então marcar uma consulta para o Sr. Igor com o médico da 
UBS. Na consulta, durante a anamnese, o Sr. Igor informou, além do que já 
tinha contado anteriormente, que tem dificuldade na cicatrização e seus 
pais são diabéticos. Relatou ainda que seu pai e uma tia tinham amputado 
a perna em decorrência da doença, vindo a tia a falecer dois anos após a 
amputação por problemas renais e cardíacos.
O médico da UBS solicitou alguns exames complementares posteriores, que 
mostraram uma glicemia em jejum de 150 mg/dL, glicosúria (++), 
SP 3.5  Diabesidade 1
albuminúria (+) e traços para corpos cetônicos. Foram encontrados 
parâmetros de hemoglobina glicosilada referente a 7%, uma 
concentração de triglicerídeos de 450 mg/dL e a dosagem de Peptídeo-C 
revelou uma concentração de 6,2 mg/mL. Foi ainda constatada 
hipertensão arterial, aumento da circunferência abdominal e um IMC de 
32 kg/m2.
O médico confirmou o diagnóstico de síndrome metabólica e orientou a 
necessidade de controle por farmacoterapia a base de metformina 500 mg 
de 12/12h. Este medicamento poderia ser retirado em qualquer farmácia que 
tivesse o Programa de Farmácia Popular.
Orientou o Sr. Igor à necessidade da melhoria de seus hábitos alimentares, 
evitando assim mais prejuízos para sua saúde. O médico da UBS 
encaminhou o Sr. Igor para o nutricionista do Núcleo de Apoio à Saúde da 
Família NASF para orientação nutricional e retorno mensal para controle 
dos fatores de risco associados aos problemas cardiovasculares.
EIXO 
Glicosúria – glicose na urina;
Albuminúria – albumina na urina;
Abordagem é o diabetes
Formigamento alteração na vascularização
Problemas
O casal andava muito estressado devido a situação financeira
O Sr Igor tem histórico familiar de diabetes
O Sr Igor tem dificuldade na cicatrização e hipertensão arterial
A glicemia em jejum do Sr Igor está alterada
Sr Igor demorou 3 meses para procurar atendimento médico mesmo após o 
surgimento de sintomas
Hipóteses
Sr Igor tem sintomas de diabetes
O Sr Igor é obeso e não praticava atividade física
O Sr Igor tem diabetes tipo 2
SP 3.5  Diabesidade 2
Sr Igor tem alterações bioquímicas compatíveis a diabetes
A alimentação de Sr Igor não é adequada para alguém que tem diabetes
Conceitos
Síndrome metabólica
Síndrome metabólica: a Síndrome Metabólica tem como base a resistência 
à ação da insulina (hormônio responsável pelo metabolismo da glicose), daí 
também ser conhecida como síndrome de resistência à insulina.
A insulina age menos nos tecidos, obrigando o pâncreas a produzir 
mais insulina e elevando o seu nível no sangue.
Alguns fatores contribuem para o seu aparecimento: os genéticos, 
excesso de peso (principalmente na região abdominal) e a ausência 
de atividade física.
A síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna, associada 
à obesidade, como resultado da alimentação inadequada e do 
sedentarismo.
Fatores de risco:
� grande quantidade de gordura abdominal: em homens, cintura com 
mais de 102 cm e nas mulheres, maior que 88 cm;
� baixo HDL “bom colesterolˮ): em homens, menos que 40mg/dl e 
nas mulheres menos do que 50mg/dl;
� triglicerídeos elevados (nível de gordura no sangue): 150mg/dl ou 
superior;
� pressão sanguínea alta: 135/85 mmHg ou superior ou se está 
utilizando algum medicamento para reduzir a pressão;
� glicose elevada: 110mg/dl ou superior.
Prevenção:
Perder peso e praticar alguma atividade física são as melhores 
formas de prevenir e tratar a Síndrome Metabólica.
Detectar o problema pode reduzir o aparecimento de futuras 
doenças cardíacas.
SP 3.5  Diabesidade 3
Vários outros problemas associados, varia de pessoa para pessoa. É 
uma alteração nos processos metabólicos que causam uma serie de 
sintomas (não são iguais) – tudo é relacionado ao metabolismo
Não é comum a um órgão só – envolve muitos sistemas
Metformina (mecanismo de ação, na realidade para que ela 
é prescrita)
Metformina: A metformina serve para diminuir as taxas de glicose no 
sangue, a fim de controlar a diabetes e outras doenças crônicas. (não 
afetam a insulina, atua na glicose produzida no fígado, atua em DM 2, 
fazendo utilizar outras fontes de energia, no início do tratamento um 
emagrecimento importante e depois o organismo se habitua e depois não 
perde tanto)
Isso acontece devido à sua ação hipoglicemiante, que auxilia na 
produção e utilização adequada da insulina, hormônio responsável pela 
absorção do açúcar pelos tecidos do corpo.
O mecanismo de ação da metformina não é bem conhecido; ela diminui 
a glicemia produzindo efeitos tipo insulina em diversos tecidos. Atua na 
presença de insulina aumentando a utilização de glicose e reduzindo a 
produção dela, portanto contrabalançando a resistência à insulina.
A principal ação é o efeito anti-hiperglicemiante da metformina na 
redução da gliconeogênese hepática. Ademais, ela diminui a absorção 
de glicose no aparelho digestivo, aumenta a sensibilidade à insulina 
nos tecidos muscular e adiposo e melhora indiretamente a resposta da 
célula β à glicose.
SP 3.5  Diabesidade 4
Glicosúria
Glicosúria: glicosúria renal é a excreção de glicose na urina, com níveis 
plasmáticos normais de glicose.
Glicosúria renal pode ser hereditária. Essa forma geralmente envolve 
uma redução do transporte máximo de glicose (a taxa máxima na qual a 
glicose pode ser reabsorvida) e perda subsequente de glicose na urina.
A glicosúria é constatada em pessoas com problemas renais 
(glicosúria renal) ou com excesso de açúcar (sinalizando diabetes).  
Problema de filtração do plasma (no néfron, que não sofre mitose, ou 
seja, perdeu um néfron perdeu para a vida toda)
SP 3.5  Diabesidade 5
Albuminúria
Albuminúria é caracteriza-se pela presença de albumina na urina e é um 
forte indicador de disfunções renais.
Entre outras causas da albuminúria estão obesidade, histórico familiar, 
hipertensão, algumas medicações e abuso de anti-inflamatórios.
A inflamação dos néfrons comumente conhecida como nefrite e a 
glomerulonefrite são as principais causas da eliminação de albumina na 
urina.
O resultado pode mostrar se a albumina está regular, muito alta ou muito 
baixa.
O valor de referência da albumina é em torno de 35g a 55g por litro de 
sangue em nosso corpo.
Hemoglobina glicosilada (=glicada)
SP 3.5  Diabesidade 6
Hemoglobina glicada: a hemoglobina glicada é um exame capaz de medir o 
índice glicêmico no organismo, ou seja, os níveis de açúcar presentes no 
sangue. O exame serve para controlar o diabetes já existente e para 
diagnosticar a pré-diabetes e diabetes de pacientes que ainda não sabem 
que têm a doença.
Quando a glicose em jejum for maior ou igual a 126 mg/dL ou o exame 
de hemoglobina glicada HbA1c) for maior ou igual a 6,5%, há suspeita 
de diabetes.
Quando a glicose está menor ou igual a 99 mg/dL ou a hemoglobina 
glicada HbA1c) menor ou igual a 5,6%, os exames estão normais.
As duas diabetes são doenças crônicas
Dosagem de peptídeo-C
SP 3.5  Diabesidade 7
Dosagem de peptídeo-C O peptídeo C é utilizado para avaliar a produção 
de insulina pelo corpo (endógena) – pâncreas= células beta-pancreáticas, 
diferenciando-a da insulina injetada como medicamento (exógena), que 
não gera peptídeo C.
A medida do peptídeo C pode ser usada para distinguir entre produção 
excessiva e administração excessiva de insulina, e para diagnosticar 
insulinoma. Quando a pessoa tem um diagnóstico de insulinoma podem 
ser pedidas medidas periódicas do peptídeo C para monitorar a eficácia 
do tratamento e para detectar recidivas.
Níveis altos de peptídeo C são encontrados na diabetes tipo 2, 
insulinomas, hipocalemia, gravidez, síndrome de Cushing e insuficiência 
renal.
Corpos cetônicos
Corpos cetônicos são substâncias produzidas pelo metabolismo dos 
ácidos graxos e carboidratos no fígado.
SP 3.5  Diabesidade 8
Moléculas usadas como fonte de energia preferencial por alguns tecidos 
como exemplo o tecido muscular e de forma secundária por outros 
como o tecido nervoso na baixa de glicose por exemplo.
Baixa ingestão de carboidratos ou períodos de jejum prolongado
Os corpos cetônicos são: acetoacetato, acetona, β-hidroxibutirato.
Esse grupo de moléculas é formado a partir do Acetil-CoA no hepatócito 
principalmente, na matriz mitocondrial.
Dietas cetogênicas melhoram doenças = ômega-3 para comportamento 
autista (utilização de corpos cetônicos pelo cérebro – fonte de energia, 
produzindo o ATP
QAs
O que é a diabetes tipo I, quais suas alterações decorrentes 
dela? (hipersulinemia) – efeitos dos hormônios aqui (glucagon 
e insulina)
Diabetes tipo I
Definição:
DM tipo 1 é uma doença autoimune e poligênica, na qual os linfócitos T 
CD8 invadem as ilhotas pancreáticas e atacam seletivamente as 
células beta, destruindo-as. O que leva, então, a uma produção 
insuficiente ou nula de insulina.
Cerca de 90% dos diabéticos tipo I apresentam alterações nos genes do 
HLA Antígeno Leucocitário Humano) - o MHC do homem - podendo ser 
o HLADR3 ou HLADR4.
A DM tipo 1 ainda pode ser subdividida em A e B, sendo que a diferença 
entre elas, em que na 1A são detectados autoanticorpos no sangue, 
SP 3.5  Diabesidade 9
enquanto na 1B, por sua vez, essa detecção não é possível e ela é tida 
como idiopática.
Em crianças e em jovens é mais comum
Comum o uso de insulina injetável
3° no ranking no mundo está o Brasil
Alterações:
A consequência do diabetes tipo 1 é um acúmulo permanente de 
glicose na corrente sanguínea, o que causa uma porção de danos.
� Lesões e placas nos vasos sanguíneos, que comprometem a 
oxigenação dos órgãos e elevam o risco de infartos e AVCs
� Retinopatia diabética (danos à retina, o tecido no fundo do globo 
ocular, que levam à cegueira)
� Falência renal
� Neuropatia periférica (comprometimento dos nervos, que 
compromete a sensibilidade)
� Hiperinsulinemia (resistência aumentada à insulina), significa 
excesso do hormônio insulina circulante no corpo humano
O diabetes mellitus caracteriza-se pela alteração da secreção de 
insulina e graus variáveis de resistência periférica à insulina, causando 
hiperglicemia. Os sintomas iniciais são relacionados à hiperglicemia e 
incluem polidipsia, polifagia, poliúria e visão ofuscada.
Efeitos hormonais:
O equilíbrio adequado entre insulina e glucagon é um regulador 
hormonal crucial da homeostasia metabólica basal.
A insulina primariamente facilita o armazenamento de glicose como 
glicogênio, de ácidos graxos livres como triglicerídeos e de aminoácidos 
como proteínas, e inibe a glicogenólise, a lipólise, a cetogênese, a 
proteólise e a gliconeogênese.
O glucagon estimula a mobilização de glicose, ácidos graxos livres e 
glicerol, bem como a captação hepática de aminoácidos e a conversão 
SP 3.5  Diabesidade 10
de seus esqueletos de carbono em glicose. O glucagon também 
estimula a cetogênese a partir de ácidos graxos livres.
Os efeitos estimulatórios do glucagon sobre a produção de glicose e 
cetoácidos são ampliados quando há deficiência de insulina, como no 
Diabetes melito tipo 1.
O que é a diabetes tipo II, quais suas alterações decorrentes 
dela?
Diabetes tipo II
Definição:
A DM tipo 2, por sua vez, é a forma mais comum da doença, 
correspondendo a cerca de 9095% dos casos. Além disso, DM tipo 2 
não é uma doença autoimune.
Trata-se de um problema de bases genéticas que é precipitado por 
fatores ambientais e que pode se caracterizar por uma deficiência de 
secreção ou pela resistência insulínica (principal).
Ainda não se sabe ao certo o que provoca essa resistência nas células, 
no entanto, ela costuma estar associada a alguns fatores de risco – 
especialmente a obesidade visceral (central), uma vez que a gordura 
abdominal gera citocinas inflamatórias que dificultam a ação da insulina 
sobre os tecidos.
Nos estágios mais avançados, a DM 2 começa a se assemelhar com a 
DM 1, afinal elas se igualam no que tange à quantidade de células beta 
funcionantes. (provocando hiperplasia e hipertrofia nas células beta)
A hiperglicemia do diabetes tipo 2 resulta de dois mecanismos 
básicos: a resistência periférica à ação da insulina e a deficiência da 
produção deste hormônio pelas células β do pâncreas.
SP 3.5  Diabesidade 11
Alterações:
Entre as complicações, destacam-se lesões e placas nos vasos 
sanguíneos, que comprometem a oxigenação dos órgãos e catapultam o 
risco de infartos e AVCs.
Outras complicações:
� Retinopatia (danos à retina, tecido no fundo do globo ocular, que 
levam à cegueira)
� Falência renal (o diabetes é uma das principais causas de indicação 
para hemodiálise no país)
� Neuropatia periférica (comprometimento dos nervos, que influencia 
na sensibilidade)
� Amputações devido a feridas não perceptíveis na pele capazes de 
evoluir para gangrena (pé diabético).
Em vez de serem magros e tenderem a perder peso durante os períodos 
de hiperglicemia, os pacientes com diabetes tipo 2 
caracteristicamente apresentam sobrepeso ou são obesos e muitos 
ganham peso quando são diagnosticados.
Efeitos hormonais:
As anormalidades patofisiológicas associadas ao diabetes tipo 2 são 
mais bem compreendidas quando divididas em 3 componentes:
� Deficiência relativa de insulina,
� Sensibilidade tecidual diminuída aos efeitos da insulina
� Respostas metabólicas anormais à alimentação.
No DM tipo 2, há resistência à insulina nas células, que gera um 
aumento da demanda de síntese da insulina na tentativa de 
compensar o déficit em sua ação.
As anormalidades hormonais do diabetes afetam todos os seguintes:
� A produção e o gasto de energia
� A proporção usada de carboidratos, gorduras e proteínas como 
fonte de energia
SP 3.5  Diabesidade 12
https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/acidente-vascular-cerebral
https://saude.abril.com.br/medicina/retinopatia-visao-medica-e-de-uma-paciente-dia-da-saude-ocular/
https://saude.abril.com.br/medicina/retinopatia-visao-medica-e-de-uma-paciente-dia-da-saude-ocular/
https://saude.abril.com.br/medicina/retinopatia-visao-medica-e-de-uma-paciente-dia-da-saude-ocular/
https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/neuropatia-periferica-quando-os-nervos-sofrem/
https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/neuropatia-periferica-quando-os-nervos-sofrem/
https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/neuropatia-periferica-quando-os-nervos-sofrem/
� O armazenamento de energia como carboidrato e gordura
� O equilíbrio entre síntese proteica (anabolismo) e degradação 
(catabolismo).
Os indivíduos com diabetes tipo 2 podem recuperar certo grau de 
secreção e sensibilidade à insulina por meio da reversão da toxicidade 
da glicose, e, neste caso, o controle apenas com agentes orais pode se 
tornar possível após o desmame da dosagem de insulina.
Em um caso crônico, assemelhando-se ao DM tipo 1, usa daí a insulina 
injetável, mas ela é de ação mais lenta
Estilo de vida está aumentando o índice de diabetes no mundo
Quais os tratamentos para pessoas diabéticas? (políticas 
públicas de saúde sobre diabetes)
Tratamentos
� Tratamento Não Farmacológico
O tratamento não farmacológico corresponde àquela velha mudança 
doestilo de vida MEV. Ele está indicado para todos os pacientes 
SP 3.5  Diabesidade 13
diabéticos ou pré-diabéticos e envolve: 
a� adequação alimentar através de dietas com baixo nível calórico;
b� atividade física 150min/semana)
c� cessação do tabagismo, já que essa prática pode aumentar 
muitos os riscos DM.
� Tratamento Farmacológico
O tratamento farmacológico, por sua vez, consiste na administração de 
drogas antidiabéticas e ele ganha bastante espaço quando a MEV 
sozinha não é suficiente para dar conta de controlar a DM e, também, 
para manter a estabilização clínica após o controle com a insulina
� Sensibilizadores à insulina: compondo esse grupo estão 2 classes 
de drogas que atuam promovendo a diminuição da resistência 
insulínica.
a� Biguanidas: a única representante dessa classe é a Metformina, 
que, aliás, é o medicamento mais utilizado no tratamento de 
pacientes diabéticos, uma vez que ela está indicada para todos 
os pacientes DM 2 que não tenham contraindicação.
O principal efeito é sobre o fígado, reduzindo a 
gliconeogênese hepática, que é a maior responsável pelos 
altos níveis glicêmicos no paciente diabético
Ela também retarda a absorção intestinal de carboidratos e 
aumenta a translocação de GLUT4 na periferia 
(especialmente em células musculares), o que diminui a 
resistência insulínica.
b� Glitazonas: também conhecida como Tiazolidinadiona TZD, 
essa classe de fármacos tem como principal representante a 
Poliglitazona, que é a nossa segunda opção de droga quando o 
paciente tem contraindicação ou não respondeu bem à 
Metformina.
Ela vai atuar sobre um receptor nuclear conhecido como 
PPARγ (peroxisome proliferator-activated receptor-γ), que 
está relacionado aos tecidos adiposo e muscular, 
promovendo o metabolismo da glicose e a produção de 
adipócitos.
SP 3.5  Diabesidade 14
Em cima disso, a gente percebe que a ação do fármaco 
sobre esse receptor, além de diminuir a resistência insulínica 
nos tecidos adiposo e muscular, também está relacionado a 
uma maior formação de adipócitos (e, por isso, ganho de 
peso) nas regiões periféricas do corpo.
� Secretagogos de insulina independentes da glicose: nesse grupo 
foram reunidas as drogas que atuam favorecendo a secreção de 
insulina, independentemente da presença de glicose.
a� Sulfonilureias: essa classe de drogas, juntamente com a das 
biguanidas, é uma das mais utilizadas no tratamento de 
pacientes diabéticos.
O efeito desses medicamentos é sobre as células beta do 
pâncreas. Basicamente, o que eles fazem é bloquear os 
canais de K, o que leva a uma despolarização da membrana 
plasmática e consequente abertura dos canais de Ca+2. O 
influxo de cálcio, então, favorece a degranulação das 
vesículas com insulina, liberando o hormônio no meio 
externo.
b� Glinidas: sendo representada principalmente pela Repaglinida e 
pela Nateglinida, essa classe de medicamentos atua de forma 
muito semelhante às sulfonilureias: promovem a secreção de 
insulina pelo mesmo mecanismo de ação.
o seu uso deve ser sempre antes de alguma refeição, para 
que ela consiga reduzir a glicemia pós-prandial - é por isso 
que a sua principal indicação é em casos de pacientes que 
não tem horário fixo para as refeições
� Secretagogos de insulina dependentes de glicose
a� Inibidores de DPPIV Essa classe é representada 
principalmente por 3 fármacos: Vildagliptina, Sitagliptina e 
Saxagliptina e ação deles se baseia em inibir a enzima DPPIV, 
cuja função é degradar as incretinas que foram liberadas após a 
alimentação.
as incretinas têm o seu efeito prolongado, ou seja, há um 
maior estímulo à liberação de insulina (mas dependente da 
presença de glicose).
SP 3.5  Diabesidade 15
importante destacar que eles são bem caros e não estão 
disponíveis no SUS, de modo que acabam não sendo 
utilizados na prática - exceto se a gente considerar que a 
prática é a clínica particular, obviamente.
b� Análogos da GLP1: sendo representada pela Exenatida e pela 
Liraglutida, principalmente, essa classe de medicamentos atua 
mimetizando uma das incretinas (no caso: o GLP1 e, assim, 
estimulando a liberação de insulina.
A sua administração deve ser subcutânea e o seu efeito 
depende dos níveis de glicose
Diagnóstico e tratamento no SUS
� O Sistema Único de Saúde SUS oferece acompanhamento e 
tratamento completo, inclusive com distribuição de insulina 
quando necessário.
� Diabetes é uma das doenças crônicas não transmissíveis e tendo 
toda atenção pela APS Atenção Primária)
� No Dia Mundial de Combate ao Diabetes, o Ministério da Saúde 
reforça a importância do diagnóstico precoce e do autocuidado para 
controle da doença.
� Prevenção e autocuidado são palavras-chave quando se fala em 
diabetes. Isso porque, na maioria das vezes, não há manifestação 
de sintomas ou mal-estar no paciente, acendendo um sinal de 
alerta para as possíveis complicações de saúde geradas pela 
doença.
SP 3.5  Diabesidade 16
� No Dia Mundial de Combate ao Diabetes, o Ministério da Saúde 
reforça a importância do diagnóstico precoce e do 
acompanhamento adequado para controle da doença no país. 14 
de novembro)
� Causada pela produção insuficiente ou resistência à insulina, 
hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o 
organismo, a diabetes esteve, em 2018, entre as cinco principais 
causas de morte no Brasil.
� Os fatores de risco para diabetes envolvem hereditariedade, 
obesidade ou excesso de peso e a falta de hábitos saudáveis no dia 
a dia. A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas 
regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando 
consumo de álcool, tabaco e outras drogas.
� O atendimento conduzido pela Atenção Primária à Saúde pode evitar 
hospitalizações e complicações relacionadas à doença. As úlceras 
nos pés - mais conhecidas como pé diabético - e as amputações de 
extremidades são as de maior impacto socioeconômico e que 
afetam a qualidade de vida do paciente com diabetes. A doença 
também pode provocar problemas arteriais, cardíacos, renais, nos 
olhos e no sistema nervoso.
Diretrizes da Política Nacional de Prevenção do Diabetes
� Universalidade, integralidade, equidade, descentralização e 
participação da sociedade na definição e no controle das ações e 
dos serviços de saúde
� Ênfase nas ações coletivas e preventivas, na promoção da saúde e 
da qualidade de vida, na multidisciplinaridade e no trabalho 
intersetorial em equipe
� Desenvolvimento de instrumentos de informação, análise, avaliação 
e controle por parte dos serviços de saúde, abertos à participação 
da sociedade
� Apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico voltado para o 
enfrentamento e o controle da doença e dos problemas a ele 
relacionados
� Formação e educação continuada de profissionais, pacientes, 
familiares e cuidadores, visando melhor controle do diabetes e 
SP 3.5  Diabesidade 17
prevenção de complicações
� Disponibilização pelas unidades de saúde de exames de glicemia 
capilar ou outros que sejam de fácil realização e leitura imediata
Sintomas
Os principais sintomas da diabetes são: fome e sede excessiva e 
vontade de urinar várias vezes ao dia. Dependendo do tipo, há sinais 
específicos.
No caso do tipo 1, pode ocorrer perda de peso, fraqueza, mudanças de 
humor, náusea e vômito.
No caso do tipo 2, os sintomas também envolvem cicatrização 
demorada de feridas, visão embaçada e formigamento de pés e mãos.
SP 3.5  Diabesidade 18

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