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SP 3.5 - Diabesidade Texto da SP Em visita domiciliar à família do Sr. Igor, os alunos do curso de medicina depararam com a seguinte situação familiar. Moravam em uma casa de 4 cômodos o Sr. Igor, de 55 anos, sua esposa Emma, de 53 anos, suas duas filhas, Kara, de 20, e Mira, de 18 anos, e sua neta Chiquinha, de 2 anos. O Sr. Igor, em entrevista com os alunos e a ACS responsável, se queixou de cansaço, dificuldade de enxergar, formigamento nas pernas, aumento da sede e da frequência urinária. Indagado sobre há quanto tempo vinha sentindo os sintomas, relatou que estes começaram a aparecer há mais ou menos 3 meses. O Sr. Igor informou que estava trabalhando durante o dia todo, mas no momento está desempregado. O casal andava muito estressado devido à situação financeira, pois somente suas filhas trabalham remuneradamente e ganham cada uma um salário-mínimo. A ACS resolveu então marcar uma consulta para o Sr. Igor com o médico da UBS. Na consulta, durante a anamnese, o Sr. Igor informou, além do que já tinha contado anteriormente, que tem dificuldade na cicatrização e seus pais são diabéticos. Relatou ainda que seu pai e uma tia tinham amputado a perna em decorrência da doença, vindo a tia a falecer dois anos após a amputação por problemas renais e cardíacos. O médico da UBS solicitou alguns exames complementares posteriores, que mostraram uma glicemia em jejum de 150 mg/dL, glicosúria (++), SP 3.5 Diabesidade 1 albuminúria (+) e traços para corpos cetônicos. Foram encontrados parâmetros de hemoglobina glicosilada referente a 7%, uma concentração de triglicerídeos de 450 mg/dL e a dosagem de Peptídeo-C revelou uma concentração de 6,2 mg/mL. Foi ainda constatada hipertensão arterial, aumento da circunferência abdominal e um IMC de 32 kg/m2. O médico confirmou o diagnóstico de síndrome metabólica e orientou a necessidade de controle por farmacoterapia a base de metformina 500 mg de 12/12h. Este medicamento poderia ser retirado em qualquer farmácia que tivesse o Programa de Farmácia Popular. Orientou o Sr. Igor à necessidade da melhoria de seus hábitos alimentares, evitando assim mais prejuízos para sua saúde. O médico da UBS encaminhou o Sr. Igor para o nutricionista do Núcleo de Apoio à Saúde da Família NASF para orientação nutricional e retorno mensal para controle dos fatores de risco associados aos problemas cardiovasculares. EIXO Glicosúria – glicose na urina; Albuminúria – albumina na urina; Abordagem é o diabetes Formigamento alteração na vascularização Problemas O casal andava muito estressado devido a situação financeira O Sr Igor tem histórico familiar de diabetes O Sr Igor tem dificuldade na cicatrização e hipertensão arterial A glicemia em jejum do Sr Igor está alterada Sr Igor demorou 3 meses para procurar atendimento médico mesmo após o surgimento de sintomas Hipóteses Sr Igor tem sintomas de diabetes O Sr Igor é obeso e não praticava atividade física O Sr Igor tem diabetes tipo 2 SP 3.5 Diabesidade 2 Sr Igor tem alterações bioquímicas compatíveis a diabetes A alimentação de Sr Igor não é adequada para alguém que tem diabetes Conceitos Síndrome metabólica Síndrome metabólica: a Síndrome Metabólica tem como base a resistência à ação da insulina (hormônio responsável pelo metabolismo da glicose), daí também ser conhecida como síndrome de resistência à insulina. A insulina age menos nos tecidos, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina e elevando o seu nível no sangue. Alguns fatores contribuem para o seu aparecimento: os genéticos, excesso de peso (principalmente na região abdominal) e a ausência de atividade física. A síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna, associada à obesidade, como resultado da alimentação inadequada e do sedentarismo. Fatores de risco: � grande quantidade de gordura abdominal: em homens, cintura com mais de 102 cm e nas mulheres, maior que 88 cm; � baixo HDL “bom colesterolˮ): em homens, menos que 40mg/dl e nas mulheres menos do que 50mg/dl; � triglicerídeos elevados (nível de gordura no sangue): 150mg/dl ou superior; � pressão sanguínea alta: 135/85 mmHg ou superior ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão; � glicose elevada: 110mg/dl ou superior. Prevenção: Perder peso e praticar alguma atividade física são as melhores formas de prevenir e tratar a Síndrome Metabólica. Detectar o problema pode reduzir o aparecimento de futuras doenças cardíacas. SP 3.5 Diabesidade 3 Vários outros problemas associados, varia de pessoa para pessoa. É uma alteração nos processos metabólicos que causam uma serie de sintomas (não são iguais) – tudo é relacionado ao metabolismo Não é comum a um órgão só – envolve muitos sistemas Metformina (mecanismo de ação, na realidade para que ela é prescrita) Metformina: A metformina serve para diminuir as taxas de glicose no sangue, a fim de controlar a diabetes e outras doenças crônicas. (não afetam a insulina, atua na glicose produzida no fígado, atua em DM 2, fazendo utilizar outras fontes de energia, no início do tratamento um emagrecimento importante e depois o organismo se habitua e depois não perde tanto) Isso acontece devido à sua ação hipoglicemiante, que auxilia na produção e utilização adequada da insulina, hormônio responsável pela absorção do açúcar pelos tecidos do corpo. O mecanismo de ação da metformina não é bem conhecido; ela diminui a glicemia produzindo efeitos tipo insulina em diversos tecidos. Atua na presença de insulina aumentando a utilização de glicose e reduzindo a produção dela, portanto contrabalançando a resistência à insulina. A principal ação é o efeito anti-hiperglicemiante da metformina na redução da gliconeogênese hepática. Ademais, ela diminui a absorção de glicose no aparelho digestivo, aumenta a sensibilidade à insulina nos tecidos muscular e adiposo e melhora indiretamente a resposta da célula β à glicose. SP 3.5 Diabesidade 4 Glicosúria Glicosúria: glicosúria renal é a excreção de glicose na urina, com níveis plasmáticos normais de glicose. Glicosúria renal pode ser hereditária. Essa forma geralmente envolve uma redução do transporte máximo de glicose (a taxa máxima na qual a glicose pode ser reabsorvida) e perda subsequente de glicose na urina. A glicosúria é constatada em pessoas com problemas renais (glicosúria renal) ou com excesso de açúcar (sinalizando diabetes). Problema de filtração do plasma (no néfron, que não sofre mitose, ou seja, perdeu um néfron perdeu para a vida toda) SP 3.5 Diabesidade 5 Albuminúria Albuminúria é caracteriza-se pela presença de albumina na urina e é um forte indicador de disfunções renais. Entre outras causas da albuminúria estão obesidade, histórico familiar, hipertensão, algumas medicações e abuso de anti-inflamatórios. A inflamação dos néfrons comumente conhecida como nefrite e a glomerulonefrite são as principais causas da eliminação de albumina na urina. O resultado pode mostrar se a albumina está regular, muito alta ou muito baixa. O valor de referência da albumina é em torno de 35g a 55g por litro de sangue em nosso corpo. Hemoglobina glicosilada (=glicada) SP 3.5 Diabesidade 6 Hemoglobina glicada: a hemoglobina glicada é um exame capaz de medir o índice glicêmico no organismo, ou seja, os níveis de açúcar presentes no sangue. O exame serve para controlar o diabetes já existente e para diagnosticar a pré-diabetes e diabetes de pacientes que ainda não sabem que têm a doença. Quando a glicose em jejum for maior ou igual a 126 mg/dL ou o exame de hemoglobina glicada HbA1c) for maior ou igual a 6,5%, há suspeita de diabetes. Quando a glicose está menor ou igual a 99 mg/dL ou a hemoglobina glicada HbA1c) menor ou igual a 5,6%, os exames estão normais. As duas diabetes são doenças crônicas Dosagem de peptídeo-C SP 3.5 Diabesidade 7 Dosagem de peptídeo-C O peptídeo C é utilizado para avaliar a produção de insulina pelo corpo (endógena) – pâncreas= células beta-pancreáticas, diferenciando-a da insulina injetada como medicamento (exógena), que não gera peptídeo C. A medida do peptídeo C pode ser usada para distinguir entre produção excessiva e administração excessiva de insulina, e para diagnosticar insulinoma. Quando a pessoa tem um diagnóstico de insulinoma podem ser pedidas medidas periódicas do peptídeo C para monitorar a eficácia do tratamento e para detectar recidivas. Níveis altos de peptídeo C são encontrados na diabetes tipo 2, insulinomas, hipocalemia, gravidez, síndrome de Cushing e insuficiência renal. Corpos cetônicos Corpos cetônicos são substâncias produzidas pelo metabolismo dos ácidos graxos e carboidratos no fígado. SP 3.5 Diabesidade 8 Moléculas usadas como fonte de energia preferencial por alguns tecidos como exemplo o tecido muscular e de forma secundária por outros como o tecido nervoso na baixa de glicose por exemplo. Baixa ingestão de carboidratos ou períodos de jejum prolongado Os corpos cetônicos são: acetoacetato, acetona, β-hidroxibutirato. Esse grupo de moléculas é formado a partir do Acetil-CoA no hepatócito principalmente, na matriz mitocondrial. Dietas cetogênicas melhoram doenças = ômega-3 para comportamento autista (utilização de corpos cetônicos pelo cérebro – fonte de energia, produzindo o ATP QAs O que é a diabetes tipo I, quais suas alterações decorrentes dela? (hipersulinemia) – efeitos dos hormônios aqui (glucagon e insulina) Diabetes tipo I Definição: DM tipo 1 é uma doença autoimune e poligênica, na qual os linfócitos T CD8 invadem as ilhotas pancreáticas e atacam seletivamente as células beta, destruindo-as. O que leva, então, a uma produção insuficiente ou nula de insulina. Cerca de 90% dos diabéticos tipo I apresentam alterações nos genes do HLA Antígeno Leucocitário Humano) - o MHC do homem - podendo ser o HLADR3 ou HLADR4. A DM tipo 1 ainda pode ser subdividida em A e B, sendo que a diferença entre elas, em que na 1A são detectados autoanticorpos no sangue, SP 3.5 Diabesidade 9 enquanto na 1B, por sua vez, essa detecção não é possível e ela é tida como idiopática. Em crianças e em jovens é mais comum Comum o uso de insulina injetável 3° no ranking no mundo está o Brasil Alterações: A consequência do diabetes tipo 1 é um acúmulo permanente de glicose na corrente sanguínea, o que causa uma porção de danos. � Lesões e placas nos vasos sanguíneos, que comprometem a oxigenação dos órgãos e elevam o risco de infartos e AVCs � Retinopatia diabética (danos à retina, o tecido no fundo do globo ocular, que levam à cegueira) � Falência renal � Neuropatia periférica (comprometimento dos nervos, que compromete a sensibilidade) � Hiperinsulinemia (resistência aumentada à insulina), significa excesso do hormônio insulina circulante no corpo humano O diabetes mellitus caracteriza-se pela alteração da secreção de insulina e graus variáveis de resistência periférica à insulina, causando hiperglicemia. Os sintomas iniciais são relacionados à hiperglicemia e incluem polidipsia, polifagia, poliúria e visão ofuscada. Efeitos hormonais: O equilíbrio adequado entre insulina e glucagon é um regulador hormonal crucial da homeostasia metabólica basal. A insulina primariamente facilita o armazenamento de glicose como glicogênio, de ácidos graxos livres como triglicerídeos e de aminoácidos como proteínas, e inibe a glicogenólise, a lipólise, a cetogênese, a proteólise e a gliconeogênese. O glucagon estimula a mobilização de glicose, ácidos graxos livres e glicerol, bem como a captação hepática de aminoácidos e a conversão SP 3.5 Diabesidade 10 de seus esqueletos de carbono em glicose. O glucagon também estimula a cetogênese a partir de ácidos graxos livres. Os efeitos estimulatórios do glucagon sobre a produção de glicose e cetoácidos são ampliados quando há deficiência de insulina, como no Diabetes melito tipo 1. O que é a diabetes tipo II, quais suas alterações decorrentes dela? Diabetes tipo II Definição: A DM tipo 2, por sua vez, é a forma mais comum da doença, correspondendo a cerca de 9095% dos casos. Além disso, DM tipo 2 não é uma doença autoimune. Trata-se de um problema de bases genéticas que é precipitado por fatores ambientais e que pode se caracterizar por uma deficiência de secreção ou pela resistência insulínica (principal). Ainda não se sabe ao certo o que provoca essa resistência nas células, no entanto, ela costuma estar associada a alguns fatores de risco – especialmente a obesidade visceral (central), uma vez que a gordura abdominal gera citocinas inflamatórias que dificultam a ação da insulina sobre os tecidos. Nos estágios mais avançados, a DM 2 começa a se assemelhar com a DM 1, afinal elas se igualam no que tange à quantidade de células beta funcionantes. (provocando hiperplasia e hipertrofia nas células beta) A hiperglicemia do diabetes tipo 2 resulta de dois mecanismos básicos: a resistência periférica à ação da insulina e a deficiência da produção deste hormônio pelas células β do pâncreas. SP 3.5 Diabesidade 11 Alterações: Entre as complicações, destacam-se lesões e placas nos vasos sanguíneos, que comprometem a oxigenação dos órgãos e catapultam o risco de infartos e AVCs. Outras complicações: � Retinopatia (danos à retina, tecido no fundo do globo ocular, que levam à cegueira) � Falência renal (o diabetes é uma das principais causas de indicação para hemodiálise no país) � Neuropatia periférica (comprometimento dos nervos, que influencia na sensibilidade) � Amputações devido a feridas não perceptíveis na pele capazes de evoluir para gangrena (pé diabético). Em vez de serem magros e tenderem a perder peso durante os períodos de hiperglicemia, os pacientes com diabetes tipo 2 caracteristicamente apresentam sobrepeso ou são obesos e muitos ganham peso quando são diagnosticados. Efeitos hormonais: As anormalidades patofisiológicas associadas ao diabetes tipo 2 são mais bem compreendidas quando divididas em 3 componentes: � Deficiência relativa de insulina, � Sensibilidade tecidual diminuída aos efeitos da insulina � Respostas metabólicas anormais à alimentação. No DM tipo 2, há resistência à insulina nas células, que gera um aumento da demanda de síntese da insulina na tentativa de compensar o déficit em sua ação. As anormalidades hormonais do diabetes afetam todos os seguintes: � A produção e o gasto de energia � A proporção usada de carboidratos, gorduras e proteínas como fonte de energia SP 3.5 Diabesidade 12 https://saude.abril.com.br/tudo-sobre/acidente-vascular-cerebral https://saude.abril.com.br/medicina/retinopatia-visao-medica-e-de-uma-paciente-dia-da-saude-ocular/ https://saude.abril.com.br/medicina/retinopatia-visao-medica-e-de-uma-paciente-dia-da-saude-ocular/ https://saude.abril.com.br/medicina/retinopatia-visao-medica-e-de-uma-paciente-dia-da-saude-ocular/ https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/neuropatia-periferica-quando-os-nervos-sofrem/ https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/neuropatia-periferica-quando-os-nervos-sofrem/ https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/neuropatia-periferica-quando-os-nervos-sofrem/ � O armazenamento de energia como carboidrato e gordura � O equilíbrio entre síntese proteica (anabolismo) e degradação (catabolismo). Os indivíduos com diabetes tipo 2 podem recuperar certo grau de secreção e sensibilidade à insulina por meio da reversão da toxicidade da glicose, e, neste caso, o controle apenas com agentes orais pode se tornar possível após o desmame da dosagem de insulina. Em um caso crônico, assemelhando-se ao DM tipo 1, usa daí a insulina injetável, mas ela é de ação mais lenta Estilo de vida está aumentando o índice de diabetes no mundo Quais os tratamentos para pessoas diabéticas? (políticas públicas de saúde sobre diabetes) Tratamentos � Tratamento Não Farmacológico O tratamento não farmacológico corresponde àquela velha mudança doestilo de vida MEV. Ele está indicado para todos os pacientes SP 3.5 Diabesidade 13 diabéticos ou pré-diabéticos e envolve: a� adequação alimentar através de dietas com baixo nível calórico; b� atividade física 150min/semana) c� cessação do tabagismo, já que essa prática pode aumentar muitos os riscos DM. � Tratamento Farmacológico O tratamento farmacológico, por sua vez, consiste na administração de drogas antidiabéticas e ele ganha bastante espaço quando a MEV sozinha não é suficiente para dar conta de controlar a DM e, também, para manter a estabilização clínica após o controle com a insulina � Sensibilizadores à insulina: compondo esse grupo estão 2 classes de drogas que atuam promovendo a diminuição da resistência insulínica. a� Biguanidas: a única representante dessa classe é a Metformina, que, aliás, é o medicamento mais utilizado no tratamento de pacientes diabéticos, uma vez que ela está indicada para todos os pacientes DM 2 que não tenham contraindicação. O principal efeito é sobre o fígado, reduzindo a gliconeogênese hepática, que é a maior responsável pelos altos níveis glicêmicos no paciente diabético Ela também retarda a absorção intestinal de carboidratos e aumenta a translocação de GLUT4 na periferia (especialmente em células musculares), o que diminui a resistência insulínica. b� Glitazonas: também conhecida como Tiazolidinadiona TZD, essa classe de fármacos tem como principal representante a Poliglitazona, que é a nossa segunda opção de droga quando o paciente tem contraindicação ou não respondeu bem à Metformina. Ela vai atuar sobre um receptor nuclear conhecido como PPARγ (peroxisome proliferator-activated receptor-γ), que está relacionado aos tecidos adiposo e muscular, promovendo o metabolismo da glicose e a produção de adipócitos. SP 3.5 Diabesidade 14 Em cima disso, a gente percebe que a ação do fármaco sobre esse receptor, além de diminuir a resistência insulínica nos tecidos adiposo e muscular, também está relacionado a uma maior formação de adipócitos (e, por isso, ganho de peso) nas regiões periféricas do corpo. � Secretagogos de insulina independentes da glicose: nesse grupo foram reunidas as drogas que atuam favorecendo a secreção de insulina, independentemente da presença de glicose. a� Sulfonilureias: essa classe de drogas, juntamente com a das biguanidas, é uma das mais utilizadas no tratamento de pacientes diabéticos. O efeito desses medicamentos é sobre as células beta do pâncreas. Basicamente, o que eles fazem é bloquear os canais de K, o que leva a uma despolarização da membrana plasmática e consequente abertura dos canais de Ca+2. O influxo de cálcio, então, favorece a degranulação das vesículas com insulina, liberando o hormônio no meio externo. b� Glinidas: sendo representada principalmente pela Repaglinida e pela Nateglinida, essa classe de medicamentos atua de forma muito semelhante às sulfonilureias: promovem a secreção de insulina pelo mesmo mecanismo de ação. o seu uso deve ser sempre antes de alguma refeição, para que ela consiga reduzir a glicemia pós-prandial - é por isso que a sua principal indicação é em casos de pacientes que não tem horário fixo para as refeições � Secretagogos de insulina dependentes de glicose a� Inibidores de DPPIV Essa classe é representada principalmente por 3 fármacos: Vildagliptina, Sitagliptina e Saxagliptina e ação deles se baseia em inibir a enzima DPPIV, cuja função é degradar as incretinas que foram liberadas após a alimentação. as incretinas têm o seu efeito prolongado, ou seja, há um maior estímulo à liberação de insulina (mas dependente da presença de glicose). SP 3.5 Diabesidade 15 importante destacar que eles são bem caros e não estão disponíveis no SUS, de modo que acabam não sendo utilizados na prática - exceto se a gente considerar que a prática é a clínica particular, obviamente. b� Análogos da GLP1: sendo representada pela Exenatida e pela Liraglutida, principalmente, essa classe de medicamentos atua mimetizando uma das incretinas (no caso: o GLP1 e, assim, estimulando a liberação de insulina. A sua administração deve ser subcutânea e o seu efeito depende dos níveis de glicose Diagnóstico e tratamento no SUS � O Sistema Único de Saúde SUS oferece acompanhamento e tratamento completo, inclusive com distribuição de insulina quando necessário. � Diabetes é uma das doenças crônicas não transmissíveis e tendo toda atenção pela APS Atenção Primária) � No Dia Mundial de Combate ao Diabetes, o Ministério da Saúde reforça a importância do diagnóstico precoce e do autocuidado para controle da doença. � Prevenção e autocuidado são palavras-chave quando se fala em diabetes. Isso porque, na maioria das vezes, não há manifestação de sintomas ou mal-estar no paciente, acendendo um sinal de alerta para as possíveis complicações de saúde geradas pela doença. SP 3.5 Diabesidade 16 � No Dia Mundial de Combate ao Diabetes, o Ministério da Saúde reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado para controle da doença no país. 14 de novembro) � Causada pela produção insuficiente ou resistência à insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo, a diabetes esteve, em 2018, entre as cinco principais causas de morte no Brasil. � Os fatores de risco para diabetes envolvem hereditariedade, obesidade ou excesso de peso e a falta de hábitos saudáveis no dia a dia. A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando consumo de álcool, tabaco e outras drogas. � O atendimento conduzido pela Atenção Primária à Saúde pode evitar hospitalizações e complicações relacionadas à doença. As úlceras nos pés - mais conhecidas como pé diabético - e as amputações de extremidades são as de maior impacto socioeconômico e que afetam a qualidade de vida do paciente com diabetes. A doença também pode provocar problemas arteriais, cardíacos, renais, nos olhos e no sistema nervoso. Diretrizes da Política Nacional de Prevenção do Diabetes � Universalidade, integralidade, equidade, descentralização e participação da sociedade na definição e no controle das ações e dos serviços de saúde � Ênfase nas ações coletivas e preventivas, na promoção da saúde e da qualidade de vida, na multidisciplinaridade e no trabalho intersetorial em equipe � Desenvolvimento de instrumentos de informação, análise, avaliação e controle por parte dos serviços de saúde, abertos à participação da sociedade � Apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico voltado para o enfrentamento e o controle da doença e dos problemas a ele relacionados � Formação e educação continuada de profissionais, pacientes, familiares e cuidadores, visando melhor controle do diabetes e SP 3.5 Diabesidade 17 prevenção de complicações � Disponibilização pelas unidades de saúde de exames de glicemia capilar ou outros que sejam de fácil realização e leitura imediata Sintomas Os principais sintomas da diabetes são: fome e sede excessiva e vontade de urinar várias vezes ao dia. Dependendo do tipo, há sinais específicos. No caso do tipo 1, pode ocorrer perda de peso, fraqueza, mudanças de humor, náusea e vômito. No caso do tipo 2, os sintomas também envolvem cicatrização demorada de feridas, visão embaçada e formigamento de pés e mãos. SP 3.5 Diabesidade 18