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Tutoria - SP 2.1 - Vai voltar…
SITUAÇÃO PROBLEMA
SP 2.1  Vai voltar...
Ambrósio, atualmente com 55 anos, teve há 20 dias, Covid-19 confirmada, 
já está
bem, mas, continua com à redução da percepção do gosto e do odor dos
alimentos. Uma anamnese mais pormenorizada evidenciou os sintomas já
estiveram mais acentuados na primeira semana da doença com perda total 
do
olfato e paladar. Disse que foi o primeiro sintoma que percebeu da doença 
e até
foi por isso que o deixaram fazer o teste que confirmou o Covid-19. Hoje, 
está
com consulta marcada com sua médica do trabalho, Dra. Clair, para falar 
deste
incômodo:
Ambrósio:  Boa Tarde Dra. Clair, queria que a senhora me explicasse por 
que eu
ainda estou com estes sintomas... É muito ruim não sentir gosto nem cheiro 
de
nada...hoje já está um pouco, mas, muito pouco ainda..., Dra. Clair: Boa 
tarde
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 1
Ambrósio, tenha calma, você mesmo já está dizendo que já está sentindo 
alguma
coisa. Desde que você referiu essa anosmia e ageusia que hoje já são 
hiposmia e
disgeusia; fui rever o assunto na literatura e inteirei-me do problema das
alterações da gustação e do olfato em pacientes com Covid-19, só posso 
lhe
dizer: vai volta. Pior Ambrósio quando isso ocorre em paciente que fazem
quimioterapias...
Ambrósio com os olhos arregalados responde: Doutora, não entendi 
nenhuma
dessas palavras que a senhora falou... Só compreendi que vai voltar...
Dra. Clair pede desculpas a Ambrósio e explica com detalhes e em palavras 
que
ele compreende, o que acontece para haver perda de paladar e olfato na 
Covid19 e nos pacientes que fazem quimioterapia. Ambrósio então diz:  
Agora sim
Doutora, vou até saber explicar para todos o que me acontece e o melhor: 
que
vai voltar..
Problemas e hipóteses
Redução da percepção do gosto e cheiro dos alimentos, que passou a 
ter a perda total do gosto e cheiro.
A Dr. Clair utilizou termos técnicos para explicar algo relativamente 
simples.
QUESTÃO DE APRENDIZAGEM
CONCEITOS
Anosmia/Hiposmia
Hiposmia: perda parcial do olfato; Anosmia: perda total do olfato
Ageusia/Disgeusia
Disgeusia: perda parcial do paladar; Ageusia: perda total do paladar
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 2
Caracterizar a bioeletrogênese. O que é? 
Como funciona?
O que é?
É a capacidade celular de gerar potenciais elétricos pela membrana 
plasmática.
É a propriedade de algumas células de gerar e alternar a diferença de
potencial elétrico da membrana.
Como funciona?
A membrana plasmática é constituída por uma dupla camada
de fosfolipídios, interrompida de espaço em espaço por moléculas
de proteínas. Na face externa, aparecem ramificações de glicídios
(polissacarídeos) presos à proteína ou ao lipídio.
A membrana facilita ou dificulta a passagem de certas substâncias
(permeabilidade seletiva). Essa passagem se faz de duas
maneiras: transporte passivo (sem gasto de energia) e transporte
ativo (com gasto de energia). O transporte passivo se refere ao 
movimento
cinético molecular de substâncias com ou sem auxílio de uma proteína
carreadora específica. Sem gasto de energia, portanto a favor 
do gradiente
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 3
de concentração. São exemplos de transporte passivo: difusão
simples e difusão facilitada. Na difusão simples a substância passa 
através
dos poros da membrana, a favor do gradiente de concentração sem 
gasto
de energia. Um exemplo, disto, é a bomba de Na+_ K. Na difusão 
facilitada
a substância necessita de uma proteína carreadora específica para
transportá-la. O transporte ativo é realizado com ajuda de uma proteína
carreadora (como a difusão facilitada) só que contra o gradiente de
concentração, havendo, portanto, gasto de energia ATP. Um exemplo,
disto, é a Bomba de Na+_ K ATPase
A Bomba de Na+_ K ATPase explica a diferença de concentração 
desses
íons dentro e fora da célula. A concentração de sódio Na+) fora da 
célula é
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 4
maior do que em seu interior, ocorrendo o oposto com o potássio K. O
esperado é que, por difusão, esses íons se movam até que as
concentrações se igualem, dentro e fora da célula. Mas isso não 
acontece
porque as células estão constantemente gastando energia para bombear 
o
Na+ e o K em sentido contrário à difusão. Uma das funções dessa 
bomba
é criar uma diferença de cargas elétricas entre os dois lados da 
membrana,
que então fica positiva na face externa e negativa na face interna. Essa
diferença de cargas é importante para os fenômenos elétricos que 
ocorrem
nas células nervosas e musculares.
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 5
O Potencial de Repouso PR devido à predominância de proteínas no
interior da célula, o meio intracelular se mantém carregado 
negativamente
em relação ao meio extracelular que se mantém carregado 
positivamente.
Esta diferença de potencial é chamada de PR.
Podemos dizer que, a membrana está polarizada e ao ser estimulada, 
uma
pequena região da membrana torna-se permeável ao Na+ (abertura dos
canais de sódio). Como a concentração desse íon é maior fora do que
dentro da célula, o Na+ atravessa a membrana no sentido do interior da
célula. A entrada de Na+ é acompanhada pela pequena saída de K. Esta
inversão vai sendo transmitida ao longo do axônio, e todo esse processo 
é
denominado onda de despolarização. Os impulsos nervosos 
ou potenciais
de ação PA são causados pela despolarização da membrana além de 
um
limiar (nível crítico de despolarização que deve ser alcançado para 
disparar
o PA.
Os potenciais de ação assemelham-se em tamanho e duração e não
diminuem na medida em que são conduzidos ao longo do axônio, ou 
seja,
são de tamanho e duração fixos. A aplicação de uma despolarização
crescente a um neurônio não tem qualquer efeito até que se cruze o 
limiar
e, então, surja o potencial de ação. Por esta razão, diz-se que os 
potenciais
de ação obedecem à "lei do tudo ou nada". Imediatamente após a onda 
de
despolarização ter-se propagado ao longo da fibra nervosa, o interior da
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 6
fibra torna-se carregado positivamente, porque um grande número de 
íons
Na+ se difundiu para o interior. Essa positividade determina a parada do 
fluxo de íons Na+ para o interior da fibra, fazendo com que a membrana 
se
torne novamente impermeável a esses íons. Por outro lado, a membrana
torna-se ainda mais permeável ao K. Devido à alta concentração desse 
íon
no interior, muitos íons se difundem, então, para o lado de fora. Isso cria
novamente eletronegatividade no interior da membrana e positividade no
exterior – processo chamado repolarização, pelo qual se restabelece
a polaridade normal da membrana. A repolarização normalmente se 
inicia
no mesmo ponto onde se originou a despolarização, propagando-se ao
longo da fibra. Após a repolarização, a Na+_ K ATPase bombeia
novamente os íons Na+ para o exterior da membrana, criando um déficit
extra de cargas positivas no interior da membrana, que se torna
temporariamente mais negativo do que o normal. A eletronegatividade
excessiva no interior atrai íons K de volta para o interior (por difusão e 
por
transporte ativo). Assim, o processo traz as diferenças iônicas de volta 
aos
seus níveis originais.
Para transferir informação de um ponto para outro no sistema nervoso, é
necessário que o PA, uma vez gerado, seja conduzido ao longo do 
axônio.
Um PA iniciado em uma extremidade de um axônio apenas se 
propaga em
uma direção, não retornando pelo caminho já percorrido. Uma vez que a
membrana axonal é excitável ao longo de toda sua extensão, o PA se
propagará sem diminuir. A velocidade com a qual o potencial de ação se
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 7
propaga ao longo do axônio depende de quão longe a despolarização é
projetada à frente do PA, o que, por sua vez, depende de certas
características físicas do axônio: a velocidade de condução do potencial 
de
ação aumenta com o diâmetro axonal. Axônios com menor diâmetro
necessitam de uma maior despolarizaçãopara alcançar o limiar do 
potencial
de ação. Nesses axônios, a presença de bainha de mielina acelera a
velocidade da condução do impulso nervoso. Nas regiões dos nódulos 
de
Ranvier, a onda de despolarização "salta" diretamente de um nódulo 
para
outro, não acontecendo em toda a extensão da região mielinizada (a 
mielina
é isolante). Ocorre um movimento saltatório, e via de conseqüência, um
aumento da velocidade do impulso nervoso. O percurso do impulso 
nervoso
no neurônio é sempre no sentido dendrito ? corpo celular ? axônio.
Descreva anatomicamente o sistema olfatório
O sistema olfatório, uma intrincada rede de estruturas desde as células
sensoriais na mucosa nasal até a interpretação cerebral dos odores,
compõe a base para a compreensão dos distúrbios olfatórios. 
O órgão olfatório constituído por parte da mucosa nasal e glândulas
olfatórias é o órgão do sentido especializado na função do olfato. Para o
odor chegar ao córtex cerebral e se tornar consciente outras estruturas
anatômicas e muitas conexões são necessárias. A via de condução do 
odor
tem início na região olfatória da cavidade nasal e segue até o córtex
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 8
cerebral. Nessa via aferente iremos encontrar: receptores e nervo 
olfatório,
bulbo olfatório, trato olfatório e estrias olfatórias.
O olfato humano distingue milhares de compostos voláteis devido aos
quimiorreceptores na região olfatória da cavidade nasal, ocupando uma
área de 2,0 a 2,5 cm². Com cerca de 50 milhões de células receptoras, 
cada
uma com 8 a 20 cílios e imersas em uma camada mucosa de 60 µm, 
esses
neurônios interagem apenas com substâncias voláteis solúveis em muco.
Renovando-se a cada 4060 dias, as ramificações axonais alcançam o
bulbo olfatório, formam glomérulos e se conectam às células mitrais,
ampliando a sensibilidade do sinal olfatório enviado ao cérebro
O nervo olfatório é um dos doze pares de nervos cranianos e representa 
o
primeiro deles I par craniano). Trata-se de um nervo aferente especial 
que
é responsável por conduzir informações sensoriais relacionadas ao 
olfato.
Possui uma estrutura complexa, sendo composto por múltiplos filetes
nervosos que atravessam a lâmina cribriforme do osso etmoide, 
localizada
no teto da cavidade nasal.
O n. olfatório é um nervo atípico, considerado uma projeção do SNC ou 
um
trato nervoso exteriorizado do rinencéfalo. Além disso, o “nervoˮ 
olfatório
não tem uma organização padrão, ou seja, um tronco nervoso em forma 
de
cordão ou fita. Ele é constituído, na verdade, por várias pequenas fibras
nervosas que se agrupam em pequenos feixes para cruzar a lâmina
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 9
cribriforme do osso etmoide, conduzindo informações olfatórias para o
bulbo olfatório dentro da caixa craniana.
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 10
Fisiologia do sistema olfatório
Os axônios das células do bulbo olfatório formam o trato olfatório, que é
responsável por conduzir os sinais ao córtex cerebral - córtex sensitivo
primário e amigdalas, para que possamos identificar e sentir os odores.
Além disso, a comissura anterior possui fibras que conectam os bulbos
olfatórios ao núcleo olfatório anterior. O trato olfatório é uma estrutura
importante para o nosso sentido do olfato. Ele está localizado na face
inferior do lobo frontal e tem cerca de 3 a 3,5 cm de comprimento. Esse
trato é composto por axônios das células mitrais e tufosas do bulbo
olfatório, que formam o trígono olfatório, ou seja, a área de expansão do
trato olfatório que se divide em estrias olfatórias. De acordo com os
estudos, nosso cérebro possui três tipos de estrias olfatórias: medial, 
lateral
e intermédia. A estria olfatória lateral é a mais desenvolvida de todas e
contém a maioria das fibras que transportam informações olfatórias para
diferentes regiões do cérebro, como o giro para-hipocampal, o uncus, 
áreas
pré-amigdalóides e pré-piriforme A estria olfatória medial, por sua vez, é
mais fina e curta e apresenta fibras que atravessam a comissura anterior 
e
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 11
vão em direção ao bulbo olfatório do lado oposto. Essas informações
olfatórias são transmitidas para diferentes áreas do cérebro, como o
sistema límbico, o hipotálamo e o tálamo, o que é fundamental para o
comportamento e as emoções humanas.
O bulbo olfatório é reconhecido como o centro de codificação da 
identidade
olfatória. A partir dele, a informação olfatória é direcionada ao córtex
olfatório primário através do trato olfatório. O córtex olfatório primário
abrange grandes áreas do lobo temporal ventral, sendo o córtex 
piriforme
seu principal componente. Além disso, a informação olfatória é 
distribuída
extensivamente por todo o cérebro. Nesse contexto, destaca-se o córtex
orbitofrontal, considerado como córtex olfatório secundário. Pesquisas
recentes apontam o envolvimento do tálamo na identificação olfativa, no
processamento hedônico, no controle e atenção olfatória
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 12
Descreva anatomicamente o sistema gustativo
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 13
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 14
Fisiologia do sistema gustativo
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Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 16
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 17
Mecanismo de estimulação - transdução no receptor
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 18
As substâncias hidrossolúveis, portanto solúveis na saliva, entram em
contato com as papilas gustativas daí penetrando pelos poros gustativos 
no
espaço cheio de líquido onde estão mergulhados os pêlos gustativos dos
receptores.
O contato da substância estimulante com a membrana do receptor
provocaria mudanças físicas na mesma, com alteração do seu potencial
negativo de repouso (potencial de membrana), havendo assim uma
despolarização no receptor. Esta alteração do potencial da célula 
gustativa
é o potencial gerador.
Existem evidências de que a molécula da substância estimulante entre 
em
interação com moléculas receptoras localizadas em certos pontos da
membrana sensorial. A molécula receptora protéica modificaria a sua
estrutura, isto provocando modificação da permeabilidade da membrana
com fluxo de íons, despolarização e formação do potencial gerador. O 
tipo
de substância receptora em cada pêlo gustativo interage com os tipos de
substâncias específicas que provocarão respostas naquele receptor
particular. Esta interação entre a molécula estimulante e a molécula do
receptor é a base da teoria estereoquímica do gosto. É importante 
lembrar
que é apenas uma teoria, mas nos ajuda a compreender certos aspectos
fisiológicos da estimulação gustativa. Não explica entretanto certos fatos
como, por exemplo, porque as sensações gustativas variam quando a
concentração de uma substância é mudada.
Os potenciais geradores dos receptores geram impulsos nas fibras
gustativas aferentes, cuja freqüência depende do potencial gerador e da
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 19
intensidade do estimulo. Os neurônios que coletam informações dos 
botões
gustativos respondem de maneira semelhante mas respondem mais a um
tipo de estimulação do que outro. Cada neurômo coleta informações de
vários botões gustativos (convergência) por isso os neurônios 
respondem a
todos os tipos de estimulação enquanto que em certos corpúsculos isto 
não
acontece. Os neurônios dos receptores gustativos produzem uma
freqüência pequena de descarga de impulsos que seria uma freqüência
espontânea de repouso na presença de saliva e ausência de outra
estimulação. A introdução de um estímulo específico determina um 
aumento
na freqüência de descarga por um período curto. O estimulo
permanecendo, os neurônios reduzem a freqüência de descarga a um 
nível
mais baixo; sendo o estímulo removido, os neurônios voltam à sua
freqüência de descarga inicial.
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 20
Quando o estímulo gustativo é aplicado, a freqüência de descarga das
fibras nervosas aumenta rapidamente por uma fração de segundo e se
adapta emseguida havendo declínio da resposta para um nível inferior e
constante. Deste modo uma informação intensa chega no sistema 
nervoso
central de início, persistindo uma informação mais débil até terminar o 
estímulo. Este declínio na resposta ocorre devido aos receptores e
neurônios dos botões gustativos. Como explicar o fato de que a redução 
da
sensação gustativa leva mais tempo que o declínio da resposta neuronal, 
ou
seja, de vários segundos a vários minutos? O declínio da resposta 
neuronal
de fração de segundo não explica esta redução. Outro aspecto 
importante a
ser lembrado é que os neurônios continuam a produzir impulsos 
enquanto o
estimulo persistir, entretanto nossa sensação gustativa para aquela
substância chega a desaparecer dentro de poucos minutos. Estes fatos
seriam explicados se ocorresse uma adaptação adicional pelo tálamo e
córtex. Isto deve ocorrer, porém a natureza do processo é desconhecida.
Em termos de importância biológica da adaptação gustativa poderíamos
partir da consideração que substâncias doces são importantes para a
nutrição e não são tóxicas e que substâncias amargas tendem a 
toxicidade,
como é o caso de venenos. Focalizando a sobrevivência é importante
reconhecer os dois tipos de substâncias inicialmente, continuar tendo a
sensação não é importante. Sendo uma fruta doce, ela é boa para a 
saúde,
se está amarga não é boa para a saúde, basta a sensação inicial para 
esta
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 21
informação. A mudança da sensação apenas quando ocorre variação na
estimulação é um processo econômico de recolher informações
importantes, a continuação daquela estimulação não deve ser percebida
ficando liberado o sistema nervoso para outras informações.
Uma observação interessante a respeito da adaptação é a necessidade 
de
se variar a estimulação ou limpar as áreas estimuladas com água ou 
vinho
para facilitar a remoção de substâncias facilitando a sensação de novos
sabores. Existem certos sabores que se reforçam alternando-se, daí, o
clássico uso de peixe com vinho branco e carne com vinho tinto. Um
alimento adocicado parece mais doce após uma sensação amarga e uma
bebida ácida como suco de limão parece mais ácida após alimentos 
doces.
Os impulsos gustativos dos dois terços anteriores da língua (papilas
fungiformes) são conduzidos pelo nervo facial através da corda do 
tímpano.
Os impulsos do terço posterior da língua (papilas circunvaladas) e 
faringe
são transmitidos pelo nervo glossofaringeu. Principalmente em crianças, 
do
palato mole, parede posterior da faringe epiglote os impulsos são
transmitidos pelo nervo vago. As fibras gustativas fazem sinapse nos
núcleos do trato solitário do bulbo. Os neurônios secundários vão 
terminar
no tálamo ventral contralateral e formação reticular através do lemnisco
medial, Os neurônios de terceira ordem entram em conexão com o córtex
cerebral na região lateral do giro pós-central, na físsura de Sylvius. lobo
parietal 
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 22
Como é a interação desses sistemas?
Os botões gustatórios presentes na boca nos permite sentir o sabor de
cinco gostos básicos. Já o olfato nos ajuda a sentir o cheiro de milhões 
de
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 23
estímulos diferentes.
O olfato tem papel primordial no comportamento alimentar, influenciando 
no
apetite, na escolha e na ingestão dos alimentos.
O sabor que percebemos quando comemos ou bebemos algo é 
proveniente
de uma
combinação entre o olfato e a gustação, denominado olfato retronasal.
Na olfação retronasal, o fluxo de moléculas de odor proveniente da
cavidade oral e da faringe entram pela parte de trás do nariz, através das
estruturas chamadas coanas. Essas moléculas atingem o epitélio 
olfatório
no momento em que há a movimentação da língua e da faringe durante a
mastigação e a deglutição. O odor provoca uma resposta fisiológica em
diferentes órgãos e sistemas que são responsáveis pela liberação de 
saliva,
hormônios e enzimas digestivas. A relação intima entre os dois sentidos
justifica a alteração gustatória (disgeusia) concomitante a uma hiposmia 
e
anosmia. Fornazieri em um artigo relata que “não sentir bem o sabor dos
alimentos indica na maioria dos casos uma alteração olfatória e não do
paladar .ˮ Precisamente em 95% dos
Quais/Como os fatores alteram/afetam os sistemas 
olfatório e gustativo? Doenças, orientações, recuperação)
Segundo as causas:
Fisiológicas: envelhecimento.
Congênitas: síndrome de Kallmann (associação de anosmia com
hipogonadismo hipogonadotrófico) ou anormalidades do
desenvolvimento craniofacial.
Adquiridas: rinossinusites, polipose nasal, rinites, exposição a tóxicos
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 24
(tetracloreto de carbono, benzina, nicotina, etc.), traumas, alterações
endócrinas, distúrbios da nutrição, tumores, idiopáticos e drogas que
diminuem a percepção olfatória, como cocaína e álcool. Segundo a
localização:
Intranasal: que impedem a passagem de partículas odoríferas até a 
zona
olfatória, ou lesam as terminações nervosas olfatórias, como pólipos,
hipertrofia acentuada dos cornetos, edema permanente da rinite
alérgica crônica, atrofia de mucosa nasal, síndrome de Sjögren, uso de 
cocaína, benzocaína, radioterapia, doenças granulomatosas, estado
pós-virais e rinossinusites
Extranasal intracraniana: tumor de lobo frontal, anosmia congênita
seletiva, trauma, atrofia difusa senil, meningite, oclusão vascular
cerebral, esclerose múltipla, miastenia gravis, Parkinson, hidrocefalia,
tabes dorsalis
Extranasal extracraniana: geralmente associados a causas 
metabólicas
ou doenças sistêmicas como síndrome de Turner, disautonomia familiar,
DM, pseudohipoparatireoidismo, déficit de vitamina A, hipotireoidismo,
hepatite, IRC, pós-laringectomia, síndrome de Kalmann. Segundo tipos
de perdas:
Condutiva: obstrução do fluxo aéreo nasal como na rinossinusite
crônica, rinite alérgica, pólipos, tumores.  Sensorioneural: dano ou
disfunção nervosa como na perda pós-viral, trauma craniano, toxinas,
distúrbios congênitos, demências, tumores.
Quais os impactos sociais relacionados às falhas dos 
sistemas sensoriais?
As falhas nos sistemas gustativo (gosto) e olfatório (cheiro) podem ter
impactos sociais distintos, afetando a maneira como as pessoas
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 25
experimentam e interagem com o mundo ao seu redor.
1. Socialização e Experiências Alimentares: O sistema gustativo
desempenha um papel fundamental na apreciação dos alimentos e na
socialização em torno das refeições. Indivíduos com perda de função
gustativa podem enfrentar dificuldades em desfrutar de alimentos, o
que pode impactar negativamente a qualidade de vida e a participação
em eventos sociais centrados na comida.
2. Segurança Alimentar: A percepção do sabor é crucial para detectar
alimentos estragados ou contaminados. A perda do sentido do paladar
pode levar a um maior risco de ingestão de alimentos deteriorados,
potencialmente resultando em problemas de saúde, como intoxicação
alimentar.
3. Qualidade de Vida e Bem-Estar: A capacidade de saborear alimentos
contribui significativamente para o prazer e o bem-estar geral. A perda
do sentido do paladar pode levar a uma diminuição do prazer nas 
refeições e uma sensação de privação sensorial, afetando
negativamente a qualidade de vida.
4. Integração Social e Autoestima: A participação em eventos sociais
frequentemente envolve comida e bebida. Indivíduos com problemas no
paladar podem se sentir excluídos ou deslocados em situações sociais
onde a comida é o foco principal, o que pode impactar sua autoestima e
autoconfiança.
5. Percepção de Ambientes e Segurança: O sistema olfatório
desempenha um papel crucial na detecção de odores que podem
sinalizar perigos, como vazamentos de gás, alimentos estragados ou
incêndios. A perda do olfato pode resultar em uma menor capacidade
de detectar esses sinais de alerta, aumentando os riscos à segurança
pessoal e à saúde.
6. Interpretação deEmoções e Memórias: O olfato está intimamente
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 26
ligado à percepção de emoções e à formação de memórias. A perda do
sentido do olfato pode afetar a capacidade de reconhecer e interpretar
emoções em outras pessoas, bem como evocar memórias associadas a
certos odores, o que pode ter implicações na comunicação e nas
interações sociais
 Quais são os exames de imagem associados aos 
sistemas? (identificar estruturas e interpretação)
Exames Complementares
Como a rinoscopia anterior pode não detectar causas obstrutivas em até
51% dos casos, faz-se necessária a complementação do exame com a
endoscopia nasal, cuja taxa de erro cai para 9%.
A tomografia computadorizada com cortes finos dos seios paranasais 
até a
base do crânio costuma ser solicitada na suspeita de deformidade nasal,
tumores nasossinusais, pólipo e trauma.
Já a ressonância nuclear magnética fica restrita aos casos de suspeita 
de
invasão intracraniana por tumor nasossinusal, presença de outros 
déficits
neurológicos ou se a história junto ao exame físico não sugerirem 
nenhuma
causa. Esta permite avaliação do bulbo olfatório, tratos olfatórios e 
causas
intracranianas de distúrbios da olfação. Estudos mostraram que 
pacientes
com anosmia/hiposmia apresentam bulbos olfatórios com dimensões
reduzidas.
A tomografia por emissão de positrons mostra hipometabolismo nos 
córtex
frontal e préfrontal em pacientes com anosmia pós-traumática. No 
futuro, 
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 27
quando tornar-se uma tecnologia mais acessível, poderá ser útil na
diferenciação entre lesão central e periférica. Diversos exames 
laboratoriais
podem ser requeridos dependendo de alterações da história e exame 
físico.
Os principais são: dosagem de hormônios tireoideanos, função adrenal,
hemograma completo, glicemia de jejum, uréia, creatinina, teste 
alérgicos.
Biópsias do neuroepitélio olfatório e processamento desse por 
hematoxilina
eosina, imunoistoquímica ou microscopia eletrônica são usados
essencialmente no âmbito experimental para que se estabeleça um maior
entendimento entre alterações histológicas e diferentes manifestações
clínicas.
https://www.otorrinousp.org.br/imageBank/seminarios/seminario_75.pdf7
Ressonância Magnética
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 28
Raio X
Tomografia Computadorizada
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 29
Tutoria  SP 2.1  Vai voltar… 30

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