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Importância dos métodos adequados de tratamento de conflitos 
(MASC – métodos adequados de solução de conflitos)
O que é conflito?
Tartuce aponta que é a crise vivenciada em sentido amplo. São dissonâncias, oposições, contrariedades em quaisquer assuntos da vida que precisam do direito para serem gerenciados e resolvidos.
Sistema multiportas
Tratamento de conflitos por autocomposição: subsiste ao lado do processo jurisdicional (DIREITOS PATRIMONIAIS DISPONÍVEIS).
Há um sacrifício parcial do próprio interesse.
Transações (concessões recíprocas):
· Mediação
· Conciliação
· Negociação 
Por Heterocomposição: 
· Arbitragem (jurisdição privada) – DIREITOS PATRIMONAIS DISPONÍVEIS 
· Judicial (jurisdição pública)
Relevância da autocomposição:
“As partes se empoderam”
· As partes negociam seus interesses buscando um consenso com autonomia e equilíbrio.
· Não há imposição (mas sim intermédio) de terceiros.
· O conflito não se estende a longo prazo (o que pode ocorrer com a prestação jurisdicional). As relações futuras entre as partes são preservadas. Manutenção de alianças firmadas.
· Não há vencedor | vencido, mas sim concessões mútuas | recíprocas (transação).
· O conflito é resolvido com celeridade (um princípio violado constantemente devido a demanda ser maior que os recursos aplicados na área) e cidadania, e tem as mesmas garantias de uma decisão judicial, após homologação em juízo.
· Desafoga o poder judiciário
· Enriquece a cultura do diálogo e de um novo ideal de paz e justiça social.
· Garantia mais efetiva de que o acordo será cumprido.
· Indivíduos detém o controle do processo e suas decisões podem gerar resultados positivos para ambos – são protagonistas da solução.
· Modelo mais simples, menos solene e mais próximo aos anseios | proposições das partes.
· Condição permanente pra corroborar em modelo eficaz de distribuição de justiça.
Resolução n° 25 do CNJ: instituiu uma Política Judiciária Nacional de tratamento adequado de conflitos: trouxe uma nova ordem processual responsável por fomentar esses institutos.
O processo jurisdicional não é mais percebido como a única via necessária para a composição do conflito, há outros mecanismos de acesso à justiça.
Mediação:
Acordo firmado na presença de um terceiro imparcial e neutro (terceiro facilitador) que ajudará na manutenção da ordem e do diálogo.
· Relação intrínseca | intersubjetiva | prolongada
· Objetiva trabalhar o conflito
· O acordo surge como mera consequência
· O mediador é a ponte de diálogo
· Para conflitos mais complexos
· Extrajudicial (extraprocessual) ou judicial (endoprocessual c. homologação do juiz)
Conciliação:
O terceiro imparcial presente interfere com fatos e informações relevantes sobre o litígio, buscando a melhor forma de solucionar o impasse, demonstrando as vantagens e desvantagens da negociação.
· Visa o acordo entre as partes mediante transação.
· O conciliador tem postura mais ativa, interfere diretamente na formação de vantagens, sugere, dá “pitaco”.
· Extrajudicial (extraprocessual) ou judicial (endoprocessual c. homologação do juiz)
· Para conflitos que não envolvem relação pessoal, são mais simples.
Autotutela
“AUTODEFESA | VINGANÇA PRIVADA”
“É a proteção de si mesmo”. “olho por olho, dente por dente”.
Impõe-se o sacrifício do interesse alheio em prol do próprio interesse.
“Estado paralelo” – cultura da imposição do mais forte sobre o mais fraco. | Justiçamento com as próprias mãos – linchamento.
Proibida pelo Estado. É rechaçada, via de regra. Art 345, CP.
Excepcionalidade da autotutela no ordenamento jurídico:
Art 1210, CC | Art 23, CP
Nessas situações, como regra geral, é necessário um processo jurisdicional posterior, visando declarar a legalidade ou ilegalidade da autodefesa praticada.
Traços característicos: 
· Ausência de um juiz distinto das partes.
· Imposição da decisão por uma das partes à outra.
Heterotutela
Proteção por um terceiro (Estado | Juiz).
Arbitragem
Admitida apenas em matéria civil, não penal, na medida da disponibilidade dos interesses substanciais em conflito.
· Árbitros nomeados pelos litigantes, bem como a norma a ser utilizada (que não necessita ser o ordenamento legal);
· O árbitro pode ser único ou um colegiado composto por número ímpar de pessoas;
 (e não precisa ser advogado ou técnico, já que as partes escolherão o critério de julgamento)
Convenção arbitral: 
· Compromisso Arbitral
· Caráter a posteriori
· Só é firmado após o surgimento dos litígios, perante escrito específico
· Firmado pelas partes que queiram se esquivar da demora do processo jurisdicional
· Pode ser reconhecido de ofício pelo juiz, extinguindo o feito processual se este tiver sido proposto por parte que o desrespeite.
Aqui, o juízo jurisdicional só saberá do compromisso se uma das partes alegar e comprovar nos autos do processo
· Cláusula Arbitral: 
· disposta nos contratos em que as partes firmam antes mesmo de os problemas surgirem;
· caráter a priori
· matéria de ordem pública a ser reconhecida pelo magistrado em qualquer grau de jurisdição e momento do processo, extinguindo o feito processual caso este tenha sido proposto por parte que esteja a violar a competência do juízo arbitral e cláusula de exclusão da jurisdição.
Pode ser reconhecida de ofício sem que nenhuma das partes o alegue, pois constava no contrato objeto do litígio.
A leitura atual do inciso XXXV do art 5° compreende a justiça arbitral e conciliativa incluídas no quadro da política judiciária | do exercício jurisdicional.
· Lei 13.129/2015
· O árbitro decide quem tem razão
Processo
Instrumento de que se serve o Estado para eliminar os conflitos de interesses, buscando solucioná-los.
· Tanto no exercício da sua função jurisdicional quanto fora dela, com a participação das partes e obedecendo ao procedimento estabelecido na legislação específica.
· Ato jurídico complexo que resulta da operação de um núcleo de direitos fundamentais (princípios constitucionais do processo) sobre uma base procedimental, não somente no âmbito da jurisdição e não apenas para declarar os direitos mas p/ satisfazer o direito no mundo dos fatos, na vida dos litigantes;
· Possui compromissos éticos fundamentais
· Deve ser instrumento de garantia e realização concreta dos princípios básicos que orientam o ordenamento jurídico.
Uma das Finalidades do processo: tutela jurisdicional (proteção dos direitos materiais das partes) – caráter externo ao processo.
Procedimento: elemento que materializa o processo. Conjunto de atos consecutivos e dialéticos (ex: petição inicial, citação do réu, contestação, etc) que permitem a materialização desse. Atos materiais pelos quais o processo acontece.
Direito processual: conjunto de normas jurídicas disciplinadoras da atividade jurisdicional do Estado. Normas instrumentais que buscam a aplicação do direito material.
Escopo do processo jurisdicional: tutelar os direitos materiais das partes de modo a solucionar os conflitos por meio da jurisdição. Pacificar com justiça.

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