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Observação de Práticas 
Clínicas Supervisionadas 
em Fisioterapia
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Me. Danilo Cândido Bulgo
Revisão Textual:
Maria Cecília Andreo
Fisioterapia e Promoção da Saúde
Fisioterapia e Promoção da Saúde
 
 
• Estudar os fundamentos históricos da Promoção da Saúde, procedimentos metodológicos 
que embasam a Fisioterapia enquanto ciência e profissão, bem como dos princípios sobre os 
quais se alcança sua prática nos níveis de atenção em saúde.
OBJETIVO DE APRENDIZADO 
• Evolução Histórica da Promoção da Saúde;
• Objetivos do Desenvolvimento 
Sustentável: Agenda 2030;
• Práticas Fisioterapêuticas em Promoção 
da Saúde, Humanização e Acolhimento.
UNIDADE Fisioterapia e Promoção da Saúde
Contextualização
Nesta unidade, você estudará os conceitos fundamentais para compreender a evo-
lução da conceituação em saúde, bem como identificar os principais marcos históricos 
referentes ao cenário que abrange a promoção da saúde. Essa temática é fundamental 
para sua futura rotina enquanto profissional da fisioterapia, pois, ao atuar amparado 
nos princípios da promoção da saúde, é possível identificar, incluir e priorizar um aten-
dimento que visa atenção integral aos mais variados pilares que acercam a sociedade 
contemporânea. Vamos iniciar nossa unidade? Boa leitura!
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Evolução Histórica da Promoção da Saúde
O m ovimento voltado para a promoção da saúde teve seu início no Canadá, em 
meados de 1974, com a divulgação do conhecido I nforme Lalonde, sofrendo grande in-
fluência de cunho político, técnico e econômico para enfrentar os aumentos do custo da 
saúde da época. Esse foi o primeiro documento oficial a receber denominação perante 
os conceitos de promoção da saúde. 
Os preceitos desse documento se destacaram no conceito de “campo da saúde” e 
começaram a inserir os chamados “determinantes de saúde”. Esse conceito considera 
a decomposição do campo da saúde em quatros abrangentes componentes da saúde: a 
biologia humana (genética e função humana); o ambiente (natural e social), o estilo de 
vida (comportamento individual que afeta a saúde) e a organização dos serviços de saúde 
(BRASIL, 2002).
Apesar de existir uma busca por evolução no cenário de saúde, essa abordagem 
tinha a ênfase voltada para a transformação dos estilos de vida, com foco na ação em 
nível individual, adotando-se uma perspectiva comportamental e preventivista. Nesse 
paradigma, existiram diversas opiniões adversas e inúmeras críticas, principalmente por 
negligenciarem o contexto político, econômico e social, visto que muitos culpavam as 
vítimas e responsabilizam determinados grupos sociais por seus problemas de saúde, 
cujas causas encontram-se fora de seu controle (ROBERTSON, 1998).
O Informe Lalonde teve grande influência em relação às políticas sanitárias de outros 
diversos outros países, como a Inglaterra e os Estados Unidos, estabelecendo as bases 
para a conformação de um novo paradigma formalizado na União Soviética, onde acon-
teceu a Conferência Internacional de Cuidados Primários de Saúde de Alma-Ata, em 
1978, e tinha como base e fundamentação o slogan Saúde para Todos no ano 2000 e 
a Estratégia de Atenção Primária de Saúde.
Leia a Declaração de Alma-Ata na íntegra. Disponível em: https://bit.ly/3dW8fe1
A C onferência Internacional sobre Cuidados Primários De Saúde destaca:
A saúde estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não sim-
plesmente a ausência de doença ou enfermidade – é um direito humano 
fundamental, e que a consecução do mais alto nível possível de saúde 
é a mais importante meta social mundial, cuja r ealização requer a ação 
de muitos outros setores sociais e econômicos, além do setor saúde. 
(BRASIL, 2002, p. 1)
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UNIDADE Fisioterapia e Promoção da Saúde
Figura 1 – Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde
Fonte: Wikimedia Commons
Desse modo, com o início dessa movimentação em prol da promoção da saúde, a 
década de 1980 foi fundamental para disseminar ainda mais esse modelo de atenção. 
Em 1986, na cidade de Ottawa, no Canadá, foi realizada a Primeira Conferência In-
ternacional sobre Promoção da Saúde, em que 35 países se reuniram para estabelecer 
alguns eixos norteadores importantes para o planeta. Após essa conferência, foi apre-
sentado um documento com algumas intenções, que tinha em sua essência diversos 
aspectos para atingir o que foi preconizado na Declaração de Alma-Ata, que era a Saúde 
para Todos no Ano 2000 e anos subsequentes. Assim, após a Primeira Conferência 
Internacional sobre Promoção da Saúde, foi originada a Carta de Ottawa, considerado o 
mais importante documento no que tange aos conceitos de promoção da saúde.
Afinal, após conhecer os principais marcos históricos que auxiliaram na conceituação 
da promoção da saúde, qual seria sua definição?
Segundo a Carta de Ottawa (1986, p. 1), a promoção da saúde é definida como:
É o nome dado ao processo de capacitação da comunidade para atuar 
na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior par-
ticipação no controle deste processo. Para atingir um estado de completo 
bem-estar físico, mental e social os indivíduos e grupos devem saber iden-
tificar aspirações, satisfazer necessidades e modificar favoravelmente o 
meio ambiente. A saúde deve ser vista como um recurso para a vida, e 
não como objetivo de viver. Nesse sentido, a saúde é um conceito positivo, 
que enfatiza os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades 
físicas. Assim, a promoção da saúde não é responsabilidade exclusiva do 
setor saúde, e vai para além de um estilo de vida saudável, na direção de 
um bem-estar global.
E, nesse sentido apontado na Carta de Ottawa, existem alguns pré-requisitos para 
ter uma boa saúde, destacando os conceitos de: paz, habitação, educação, alimentação, 
renda, ecossistema estável, recursos sustentáveis, justiça social e equidade. 
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Outro fator fundamental estabelecido para promover a saúde são as ações comunitá-
rias na tomada de decisão, na definição de estratégias, ferramentas e na sua implemen-
tação, visando subsídios para aumentar os benefícios das condições de saúde. Faz-se 
necessário incentivar a participação popular, bem como enaltecer o poder das comuni-
dades – a posse e o controle dos seus próprios esforços e destino. 
O desenvolvimento das comunidades é feito sobre os recursos humanos e materiais 
nelas existentes para intensificar a autoajuda e o apoio social e para desenvolver sistemas 
flexíveis de reforço da participação popular na direção dos assuntos de saúde. Isso neces-
sita um total e contínuo acesso à informação, às oportunidades de aprendizado para os 
assuntos de saúde, assim como apoio financeiro adequado (CARTA DE OTTAWA, 1986).
Figura 2 – Empoderamento social
Fonte: Getty Images
A seguir, vamos identificar, de maneira sucinta, a s principais estratégias elucidadas 
na Carta de Ottawa, 1986:
• Inserção de políticas públicas saudáveis: a promoção à saúde inclui, 
além dos cuidados de saúde, outros determinantes, como: renda, prote-
ção ambiental, trabalho e agricultura. A saúde deve estar na agenda de 
prioridades dos políticos e dirigentes em todos os níveis e setores, que 
devem tomar consciência de suas decisões e responsabilidades. A Carta 
de Ottawa sugere ações legislativas, fiscais e organizacionais visando à 
diminuição das desigualdades sociais e à melhoria da qualidade de vida 
da população. Sugere, também, a adoção de uma postura intersetorial 
para a formulação de políticas públicas e sua ação sobre o setor saúde;
• C riação de ambientes favoráveis à saúde: propõe a proteção do 
meio ambiente e a conservação dos recursos naturais como parte da 
estratégia de promoção à saúde. Para que isso ocorra, sugere ações 
que objetivem o monitoramento de mudanças das áreas tecnológicas, 
trabalho, produção de energia e urbanização, que interferem na saúde 
da população;
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UNIDADE Fisioterapia e Promoção da Saúde
• Reorientação dos serviços de saúde: recomendaque a reorientação 
dos serviços de saúde deva voltar-se na direção de um enfoque na saúde, 
e não na doença, que apontem para a integralidade das ações de saúde. 
Propõe, para isso, mudanças na formação dos profissionais e nas atitu-
des das organizações dos serviços de saúde;
• Reforço da ação comunitária: implementação de ações e recursos 
existentes na comunidade e que possam intensificar a autoajuda e o 
apoio social necessários ao desenvolvimento da participação popular 
nos assuntos de saúde, o empoderamento comunitário;
• Desenvolvimento de habilidades pessoais: capacitar as pessoas para 
“aprender através da vida” e se “preparar para todos os estágios” é uma 
das estratégias prioritárias da nova promoção à saúde. Apoia, também, 
o desenvolvimento pessoal e social mediante a divulgação de informa-
ção, educação para a saúde e intensificação das habilidades vitais.
Vamos ampliar o conhecimento sobre a Carta de Ottawa? Leia a carta completa. 
Disponível em: https://bit.ly/2MD2aYQ
A Declaração de Alma-Ata foi um grande marco em relação às Conferências Interna-
cionais sobre Promoção da Saúde. No entanto, não é possível esquecer que, por meio 
da Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, outros movimentos 
foram organizados no mundo, até os dias atuais, em razão da ampliação das ações em 
saúde, com a inserção de novos elementos e avanços significativos nas políticas de saúde 
em diversos países.
Confira a seguir alguns outros movimentos que tiveram grandes propostas para 
melhorar a saúde como um todo:
• I Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde em Ottawa (1986);
• II Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde em Adelaide (1988);
• III Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde em Sundsvall (1991);
• Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde de Bogotá (1992);
• Primeira Conferência de Promoção da Saúde no Caribe, em Porto da Espanha (1993);
• IV Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde em Jacarta (1997);
• Rede de Megapaíses para Promoção da Saúde, Suíça (1998);
• V Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde na Cidade do México (2000);
• III Conferência Latino-Americana de Promoção da Saúde e Educação para a Saúde, 
em São Paulo (2002);
• VI Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde em Bangkok (2005);
• Conferência Internacional de Saúde para o Desenvolvimento, em Buenos Aires (2007).
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É importante destacar que cada evento realizado visava a busca por determinadas 
melhorias, sem se esquecer do que foi preconizado pela Carta de Ottawa. Assim, cada 
evento lutava em prol de condições justas para a sociedade no geral.
Explore mais sobre a Promoção da Saúde e seus benefícios. 
Disponível em: https://youtu.be/IoidCnquqoM
No cenário brasileiro, esses eventos influenciaram o movimento da reforma sanitária 
nacional, com a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), que, a partir de 1988, 
por meio da promulgação da atual Constituição Federal, garantiu o acesso à saúde, 
mediante um sistema unificado, passando a ser um direito social (BRASIL, 2014). 
Por meio da Lei 8.080/1990, o SUS foi instituído, tendo como princípios e diretrizes: 
universalidade de acesso em todos os níveis de assistência à saúde; igualdade na assis-
tência, sem preconceitos e privilégio de qualquer gênero; integralidade da assistência; 
participação social; e descentralização político-administrativa. Outro marco importante 
foi o Decreto nº 7.508, de 20 de junho de 2011, que regulamenta a Lei nº 8.080/1990 
e dispõe sobre o planejamento, a assistência à saúde e a articulação interfederativa. 
No final do século XX, o modelo biomédico começou a ser revisto, o que impulsionou 
o movimento da promoção da saúde em nível nacional e internacional, resultando na in-
fluência da Reforma Sanitária Brasileira. Nesse período, o governo aprova, em 2006, por 
meio da Portaria nº 648, a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), caracterizando 
Atenção Básica como um “conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, 
que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, 
o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde” (BRASIL, 2006, p. 1).
Você já leu sobre a Política Nacional de Atenção Básica? Leia na íntegra essa importante 
política. Disponível em: https://bit.ly/3r8bz9H
Em 2006, a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) reafirma as estratégias 
elaboradas na Carta de Ottawa. A PNPS traz em sua essência diretrizes como integrali-
dade, equidade e intersetorialidade na construção da cidadania e de ambientes saudáveis 
(BRASIL, 2006).
A PNPS a barca ações públicas que vão além da ideia de cura e reabilitação, inserindo 
as diretrizes e ações para promoção da saúde em harmonia com os princípios basais do 
SUS, como o Pacto pela Saúde, pela Vida e em Defesa do SUS e sua Gestão e em todas 
as esferas de governo. Em 2012, o Ministério da Saúde reafirma a PNAB, modernizando 
considerações na política e inserindo novos elementos referentes à Atenção Básica na 
ordenação das Redes de Atenção, reafirmando a ideia de “realizar assistência integral 
aos indivíduos e famílias em todas as fases do desenvolvimento humano: infância, ado-
lescência, idade adulta e terceira idade, priorizando o que já fora afirmado na PNAB 
(2006): promover, prevenir, tratar e reabilitar a saúde humana” (BRASIL, 2012, p. 45). 
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UNIDADE Fisioterapia e Promoção da Saúde
A Política Nacional de Promoção da Saúde é fundamental no cenário de saúde nacional. 
Leia mais sobre essa política acessando o link a seguir. Disponível em: https://bit.ly/3b5r9xu
Em 2014, essa política foi revisada em virtude da “impossibilidade de que o setor sani-
tário responda sozinho ao enfrentamento dos determinantes e condicionantes da saúde”. 
Essa constatação induziu a aproximação do setor de saúde de outros setores não gover-
namentais, incluindo o privado e a sociedade civil, e apontou as novas prioridades a cum-
prir, entre elas a promoção da cultura, da paz e dos direitos humanos (BRASIL, 2014).
Objetivos do Desenvolvimento 
Sustentável: Agenda 2030
Em consonância com os princípios da promoção da saúde, a Organização das Nações 
Unidas, em 2015, lançou o documento denominado Transformando Nosso Mundo: a 
Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que, em sua concepção, é composto 
de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas que compõem a 
Agenda Universal, visando a estimulação de ações para os próximos 15 anos em áreas 
de grande relevância para a humanidade e para o planeta (BRASIL, 2015).
Figura 3 – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Fonte: itamaraty.gov.br
A seguir, vamos identificar os principais aspectos acerca dos 17 Objetivos de Desen-
volvimento Sustentável:
• ODS 1 – Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares: 
Para a ONU, erradicar os mais variados tipos de pobreza se tornou um problema 
de ordem global, e esse é um grande desafio para o desenvolvimento sustentável. 
Assim, o Objetivo 1 da Agenda 2030 visa estabelecer condutas que construam 
parcerias que priorizem a mobilização de recursos para a elaboração de programas 
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e políticas que eliminem a pobreza, para que, assim, a população vulnerável possa 
adquirir condições mínimas de sobrevivência, sendo possível diminuir à metade a 
proporção de indivíduos que vivem em situação de pobreza;
• ODS 2 – Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoraria 
da nutrição e promover a agricultura sustentável: A ONU aponta que cerca de 
500 milhões de indivíduos estão em situação de desnutrição ao redor do mundo. 
Desse modo, o Objetivo 2 é que, até 2030, todos os países criem diversos progra-
mas e políticas que possam elevar significativamente a produtividade dos pequenos 
agricultores, estendendo esse aspecto a mulheres e povos indígenas, de modo a 
elevar a renda do seu núcleo familiar;
• ODS 3 – Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, 
em todas as idades:O Objetivo 3 da Agenda 2030 b usca a redução da mortalidade 
neonatal, da obesidade e a erradicação de doenças graves, como HIV, tuberculose 
e malária, mas também a conscientização em relação ao uso de álcool e outras 
drogas, visando também os aspectos que envolvem a saúde mental e a relevância 
de ações que abarquem o bem-estar psicológico e físico;
• ODS 4 – Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade e promover 
oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos: O Objetivo 4 
está relacionado aos níveis do sistema educacional, que vai desde o ciclo básico, que 
é a primeira infância, até a vida adulta, e tem metas para garantir que a educação 
seja acessível e viável a todos, sem discriminação de gênero. Em muitos países, o 
público feminino sofre em relação a esse tópico, sendo as mulheres as principais 
prejudicadas em seu desenvolvimento educacional, pois, quando comparadas aos 
meninos, a educação costuma não ser a principal prioridade. Em diversos países, 
muitas são obrigadas a abandonar os estudos em razão de casamentos e gestações 
precoces, ou seja, muitas culturas não priorizam a educação de meninas e mulheres;
• ODS 5 – Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e 
meninas: O Objetivo 5 viabiliza a igualdade de gênero, erradicação de qualquer 
forma de violência contra meninas e mulheres, visando que tenham os mesmos 
incentivos e oportunidades educacionais, profissionais e também no que tange à 
participação política de meninos e homens, bem como o igual acesso a serviços de 
saúde e segurança;
• ODS 6 – Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e sanea-
mento para todos: A ONU aponta que existe uma escassez de água em todo o 
planeta e isso afeta mais de 40% da população mundial. A fim de garantir que todas 
as pessoas tenham acesso à água potável, esse objetivo visa uma gestão mais res-
ponsável acerca dos recursos hídricos, incluindo a implementação de saneamento 
básico em todas as regiões vulneráveis e a proteção dos ecossistemas relacionados 
à água, como rios e florestas;
• ODS 7 – Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço aces-
sível à energia, para todos: Atualmente, cerca de 15% da população mundial não 
tem acesso à energia elétrica. Assim, além de aumentar o número de usuários, é 
necessário que a energia fornecida seja limpa e de baixo custo, para não que não 
existam prejuízos ao meio ambiente durante a sua produção e não haja dificuldades 
de acesso pelas pessoas de baixa renda e em situação de vulnerabilidade; 
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UNIDADE Fisioterapia e Promoção da Saúde
• ODS 8 – Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e susten-
tável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos: É notório que 
se evoluiu no que se refere a diversos fatores importantes em relação ao trabalho 
humano. No entanto, em pleno século XXI, ainda existe trabalho escravo. Além 
desse grave problema, o desemprego tem uma vertente crescente, afetando prin-
cipalmente os jovens sem formação. Esse objetivo tem como prioridade apoiar “o 
empreendedorismo, criatividade e inovação, e incentivar a formalização e o cres-
cimento das micro, pequenas e médias empresas, inclusive por meio do acesso a 
serviços financeiros”;
• ODS 9 – Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização in-
clusiva e sustentável e fomentar a inovação:A Agenda 2030 prevê entre suas 
metas que os países elevem os incentivos para as pesquisas científicas, o acesso à 
internet de maneira democrática e também promovam uma maior democratização 
no acesso às novidades tecnológicas de produção, para que os países de menor 
desenvolvimento possam ter um crescimento na sua capacidade produtiva; 
• ODS 10 – Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles: Quanto à 
redução das desigualdades, não se trata apenas de promover melhor distribuição de 
renda entre as nações ou de romper com os privilégios comerciais de nações ricas 
em relação às mais pobres. Quando se fala em reduzir desigualdades, deve-se pen-
sar também em estreitar os laços entre as pessoas que ocupam os territórios do pla-
neta, sejam elas nativas ou imigrantes. A xenofobia é um problema grave, causador 
de diversas violências, e que faz com que várias pessoas se vejam marginalizadas e 
com menos oportunidades somente por serem de um território ou etnia diferente;
• ODS 11 – Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, 
resilientes e sustentáveis: Conforme aponta a ONU, existirá em todo o planeta 
41 megalópoles com mais de 10 milhões de habitantes. Ademais, o ritmo acelerado 
de ocupação urbana atual, além de não ter uma estrutura inclusiva, pois nem todos 
os indivíduos têm acesso à moradia, é extremamente desorganizado, o que faz 
com que nem todas as pessoas estejam inseridas em espaços inadequados, seja por 
 serem áreas de risco de desabamentos e alagamentos, seja por sofrerem com a falta 
de saneamento básico, iluminação, entre outras condições de infraestrutura. Desse 
modo, uma das metas da Agenda 2030 é que todos os países viabilizem uma urba-
nização inclusiva e sustentável, e a capacidade para o planejamento e a gestão par-
ticipativa, integrada e sustentável dos assentamentos humanos, em todos os países;
• ODS 12 – Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis: Na atu-
alidade, consome-se muito mais recursos naturais do que o ideal. Isso tem como 
consequência o fato de que, nos próximos anos, a humanidade poderá sofrer não 
só com a ausência dos recursos hídricos, mas também com a falta de outros re-
cursos, como alimentos, minerais, energia etc. Nessa perspectiva, a Agenda 2030 
estabelece como uma das metas “reduzir substancialmente a geração de resíduos 
por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso”;
• ODS 13 – Tomar medidades urgentes para combater a mudança do clima e 
seus impactos: Apesar de termos conseguido avanços importantes na preservação 
do planeta, como frear o aumento do buraco na camada de ozônio, ainda estamos 
com um desempenho negativo em outras tarefas, como o aumento do desmatamento 
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e da poluição do ar, o que tem influência direta no aquecimento do planeta. De 
acordo com a ONU, se diversas medidas não forem elaboradas, a temperatura global 
poderá aumentar em até 3 graus até o fim do século 21. Por isso, uma das metas 
da Agenda 2030 é aumentar os investimentos dos países no desenvolvimento de 
tecnologias que permitam reduzir o desgaste do planeta;
• ODS 14 – Conversar e usar sustentavelmente os oceanos, os mares e os re-
cursos marinhos para o desenvolvimento sustentável: De acordo com a ONU, 
existem cerca de 13 mil pedaços de plástico em cada quilômetro quadrado dos 
oceanos. São dados gravíssimos e é necessário aumentar a conscientização quanto 
à poluição dos oceanos;
• ODS 15 – Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas 
terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, 
deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade: Uma 
série de desastres ambientais vem ocorrendo em várias regiões do planeta, por 
meio de vazamentos de substâncias químicas, incêndios, entre outras ocorrências. 
Por isso, uma das metas do Objetivo 15 da Agenda 2030 é elevar a mobilização 
para reverter as consequências dessas degradações e prevenir novos desastres;
• ODS 16 – Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento 
sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir institui-
ções eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis: Em seu Objetivo 
16, a Agenda prevê que os países combatam a corrupção, a impunidade, as práti-
cas abusivas e discriminatórias, a tortura, bem como todas as formas de restrição 
das liberdades individuais;
• ODS 17 – Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria 
global para o desenvolvimento sustentável: Para que exista a concretização das 
metas propostas na Agenda 2030, é relevante que haja diversas relações depar-
ceria e cooperação entre os países do mundo. Assim, é necessário que os países 
tenham melhores condições financeiras e auxiliem os “países em desenvolvimento 
a alcançar a sustentabilidade da dívida de longo prazo, por meio de políticas coor-
denadas destinadas a promover o financiamento, a redução e a reestruturação da 
dívida, conforme apropriado, e tratar da dívida externa dos países pobres altamente 
endividados para reduzir o superendividamento”.
Você percebeu como os ODS são importantes para nosso planeta? Amplie seu conhecimento 
assistindo ao vídeo. Disponível em: https://youtu.be/_3ejiX6AvLY
Práticas Fisioterapêuticas em Promoção 
da Saúde, Humanização e Acolhimento
A fisioterapia no cenário moderno não deve ser vista apenas como um processo 
para auxiliar na recuperação de lesões, essa perspectiva está ultrapassada. A tualmente, 
o profissional deve basear sua conduta fisioterapêutica voltada à promoção da saúde, 
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UNIDADE Fisioterapia e Promoção da Saúde
conhecida também como fisioterapia preventiva, que, em sua essência, enfatiza seus 
esforços na prevenção, e não apenas na reabilitação, corroborando uma melhor quali-
dade de vida aos mais variados grupos populacionais, tanto no âmbito individual quanto 
coletivo, sendo necessário observar o paciente como um todo, ou seja, o profissional 
deve priorizar o atendimento biopsicossocial e espiritual. 
Enquanto a fisioterapia focada na visão reabilitadora volta sua atuação, quase que 
exclusivamente, ao controle dos mais variados danos, ora buscando a cura de determina-
das doenças que restringem a locomoção humana, ora reabilitando pessoas com diver-
sos tipos de acometimentos e/ou patologias, e também no desenvolvendo da capacidade 
residual funcional de indivíduos que apresentam lesões irreparáveis de determinadas 
funções e estruturas corporais, o pensamento baseado na fisioterapia preventiva ganha 
espaço no cenário do cuidar e também incentiva a atuação no controle de risco, ou seja, 
no controle de fatores que potencialmente podem contribuir para o desenvolvimento de 
alguma doença.
Nesse sentido, dois aspectos ganham destaque no cenário que envolve a fisioterapia 
baseada na prática da promoção da saúde: a humanização e o acolhimento. No campo 
da atenção em saúde, o termo humanização tem sido utilizado com diferentes significa-
dos e entendimentos. A humanização, por muitos anos, estava intrinsicamente voltada 
aos movimentos de cunho religioso, filantrópico e paternalista, tendo o seu conceito 
transformado no avançar dos últimos anos. 
Hoje em dia, é compreendida como a capacidade de proporcionar atendimento de 
qualidade, articulando os avanços tecnológicos, com acolhimento, melhoria dos ambien-
tes de cuidado e das condições de trabalho dos trabalhadores.
Humanizar vai ao encontro da possibilidade de uma mudança no cenário cultural 
da gestão e das práticas desenvolvidas nas instituições de saúde, caracterizando, assim, 
uma postura ética de respeito ao outro, de acolhimento do desconhecido, de respeito ao 
usuário, o mesmo passando a ser entendido como um cidadão, e não apenas como um 
consumidor de serviços de saúde (FORTES, 2004).
Figura 4 – Acolhimento na prática profissional
Fonte: Getty Images
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Importante!
Almeida Neto (et al., 2012) diz que a h umanização é um conjunto de fatores que tem por 
objetivo conciliar cuidados de saúde e tecnologia, incluindo o espaço físico e a satisfação da 
equipe e dos usuários. A humanização baseia-se na capacidade de falar e ouvir; de valori-
zar o diálogo entre paciente e profissional, quando o paciente constrói sua história clínica.
O fisioterapeuta deve, ao momento de prestação de serviços, ter sempre atitudes 
humanizadas em saúde, possibilitando uma visão mais integrada do paciente e do 
universo que o cerca e a identificação das reais necessidades e especificidades do seu 
quadro clínico.
A equipe multiprofissional deve estar centrada em subsidiar uma assistência de exce-
lência, humanizada e com acolhimento ao paciente e seus familiares.
O profissional da fisioterapia tem um papel indispensável nessa conduta profissional, 
pois potencializa a promoção da saúde em uma visão ampliada no processo de cuidar.
Nessa perspectiva, foi lançada, em 2003, a Política Nacional de Humanização (PNH), 
que tem como eixo norteador a busca por inserir os princípios do SUS no cotidiano dos 
serviços de saúde, produzindo transformações nos modos de gerir e cuidar. A Política 
Nacional de Humanização, conhecida também como HumanizaSUS, visa atuar a partir 
de orientações clínicas, éticas e políticas. Assim, essa Política tem a missão de: 
• Valorizar a dimensão subjetiva e coletiva em todas as práticas de atenção e gestão 
no SUS, fortalecendo o compromisso com os direitos de cidadania, destacando-se 
as necessidades específicas de gênero, étnico-racial, orientação/expressão sexual e 
de segmentos específicos (população negra, do campo, extrativista, povos indíge-
nas, quilombolas, população em situação de rua etc.);
• Fortalecer o trabalho em equipe, fomentando a transversalidade e a grupalidade;
• Apoiar a construção de redes de saúde cooperativas, solidárias e comprometidas 
com a produção de saúde;
• Viabilizar a autonomia e o protagonismo do ser humano e coletivos implicados na 
rede do SUS;
• Estabelecer a corresponsabilidade desses seres humanos nos processos de gestão 
e atenção;
• Fortalecer o controle social, com caráter participativo, em todas as instâncias ges-
toras do SUS;
• Democratizar as relações de trabalho e valorizar os trabalhadores da saúde, estimu-
lando processos de educação permanente em saúde;
• Valorizar a ambiência, com organização de espaços de trabalho saudáveis e acolhedores.
Você sabia que existe uma Política Nacional De Humanização? Saiba mais lendo a Política. 
Disponível em: https://bit.ly/2Ocjvbg
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UNIDADE Fisioterapia e Promoção da Saúde
Desse modo, o enfoque da humanização abarca uma atenção integral pautada para 
o indivíduo e seu núcleo familiar, por meio de ações de equipes multidisciplinares, de-
senvolvidas no âmbito da unidade de saúde, no ambiente domiciliar e na própria comu-
nidade. A cada dia, discussões surgem acerca da relevância dos aspectos que envolvem 
a prática da humanização no atendimento em saúde, bem como sobre a necessidade de 
avaliar e tratar o indivíduo de uma forma global, não pontual. Dessa forma, o tratamento 
deveria estar associado aos aspectos físicos e psicológicos do indivíduo, e não apenas ao 
direcionamento para a disfunção apresentada. 
Vamos identificar alguns fatores importantes sobre a humanização e a não humani-
zação em saúde:
Quadro 1
Modelo 
Humanizado
• Abordar o indivíduo e a família de maneira individualizada e especial;
• Proporcionar uma visão diferenciada e baseada no acolhimento 
e empatia;
• Cumprimentar, chamar pelo nome, olhar nos olhos e escutar o pa-
ciente com atenção;
• Demonstrar confiança, segurança e apoio para que o paciente com-
preenda o que será proposto;
• Seja acessível;
• Respeite a intimidade, as crenças e os desejos do paciente e dos 
familiares;
• Possibilite informações transparentes e proativas quanto ao quadro 
geral e os resultados obtidos, sempre levando em consideração o 
estado emocional dos pacientes e familiares;
• Trate com dignidade o paciente, cuidador e os familiares;
• Possibilite procedimentos que vão ao encontro das necessidades 
do tratamento.
Modelo não 
humanizado
• Tratamento apático entre pacientes e familiares;
• Abordagem generalista com base no quadro geral ou diagnóstico, 
focando exclusivamente a patologia, e não o estado biopsicossocial 
e espiritual;
• Desconsiderar ou ignorar medos, desejos, opiniões e crenças dos 
pacientes e seus familiares;
• Focar exclusivamente o diagnóstico/tratamento/procedimento sem 
considerar as emoções do paciente;
• Utilizar ideologias comparativas com frases do tipo “existem pessoas 
que estão piores” no lugar de atitudes acolhedoras (perceba que 
cada caso é um caso);• Ter postura de superioridade, menosprezando o paciente e sua fa-
mília ou inibindo suas dúvidas;
• Falar da situação do paciente como se ele não estivesse naquele 
momento próximo de você, profissional;
• Possibilitar informações muito técnicas ou pouco esclarecedo-
ras: lembre-se de ser acessível, cada pessoa tem um grau de infor-
mação e compreensão;
• Rotular os pacientes com base no diagnóstico;
• Uma anamnese ou atendimento rápido e sem interesse é expressa-
mente proibido, ouça o paciente e o familiar;
• Estrutura e instalações precárias ou mal higienizadas.
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Como qualquer outro profissional atuante na saúde, o fisioterapeuta necessita ter 
ciência e sensibilidade quanto à questão dos conceitos da humanização, visando o reco-
nhecimento do ser humano na sua integridade e singularidade, tendo a consciência do 
seu papel diante daqueles pacientes que buscam em seu ofício alívio, melhora e até cura 
para diversas alterações que possam ocorrer em razão de alguma alteração patológica, 
ou até mesmo pela promoção de sua saúde, identificando suas reações psíquicas e a 
própria atitude perante a doença. O atendimento fisioterapêutico humanizado pode 
possibilitar melhores condições de recuperação para os usuários e, assim, priorizar uma 
fisioterapia baseada em evidência, uma ciência extremamente necessária no cenário de 
saúde e centrada no conhecimento técnico, científico, proximal ao ser humano, acolhe-
dor e humanizado.
Figura 5 – Humanização na prática clínica
Fonte: Getty Images
Vamos ver como o tratamento humanizado pode fazer toda diferença? Médico destaca a 
importância do atendimento humanizado. Disponível em: https://youtu.be/czpNjZi1UyU
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UNIDADE Fisioterapia e Promoção da Saúde
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Vídeos
História da Promoção da Saúde
https://youtu.be/DJ2Bbbps5TM
A história da saúde pública no Brasil – 500 anos na busca de soluções
https://youtu.be/7ouSg6oNMe8
Determinantes Sociais da Saúde
https://youtu.be/ii-fbpUy4iE
 Leitura
A Declaração de Alma-Ata se revestiu de uma grande relevância em vários contextos
https://bit.ly/3b5CYDH
Cartas de Promoção da Saúde
https://bit.ly/34CKb9H
O seu município tem muito a ganhar com a contratação de fisioterapeutas!
https://bit.ly/3r4ZLFn
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Referências
ALMEIDA NETO, A. B.; EVANGELISTA D. T. O.; TSUDA F. C., et al. Percepção dos 
familiares de pacientes internados em Unidade de terapia intensiva em relação a atuação 
da fisioterapia e a identificação de suas necessidades. Rev. Fisioter. Pesq., São Paulo, 
v. 19, n. 4, p. 332-338, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância à Saúde. Secretaria de Atenção à 
Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde: PNPS: revisão da Portaria MS/GM 
n.º 687, de 30 de março de 2006. Brasília: Ministério da Saúde; 2014. 
________. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Núcleo Técnico da Política Na-
cional de Humanização . HumanizaSUS – Política Nacional de Humanização: a huma-
nização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do 
SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 20p.
________. Organização das Nações Unidas: Transformando nosso mundo: A agenda 
2030 para o desenvolvimento sustentável. 2015.
________. Ministério de Saúde. Portaria n. 2528/GM, de 19 de outubro de 2006. 
Aprova a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa [internet]. Brasília, 2006 [citado 
2009 out. 19]. Disponível em: . Acesso em: 12/10/2020.
________. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Projeto promoção da 
saúde. As cartas de promoção da saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2002.
________. Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições 
para a promoção, proteção e recuperação da Saúde, a organização e o funcionamento 
dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 
20 set. 1990a. Seção 1. p. 18055-18059.
DE ALMA-ATA, Declaração. Conferência Internacional sobre cuidados primários 
de saúde; 6-12 de setembro 1978; Alma-Ata; USSR. Ministério da Saúde (BR). Se-
cretaria de Políticas de Saúde. Projeto Promoção da Saúde. Declaração de Alma-Ata, 
v. 15, 2002.
DE OTTAWA, Carta. Primeira conferência internacional sobre promoção da saúde. 
Ottawa, nov. 1986.
FORTES, P. A. D. C. Ética, direitos dos usuários e políticas de humanização da atenção 
à saúde. Saúde e sociedade, v. 13, p. 30-35, 2004.
ROBERTSON, A. Shifting discourses on health in Canada: from health promotion to 
population health. Health Promotion International, v. 13, n. 2, p. 155-166, 1998.
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