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Unidade teórica sobre promoção da saúde: objetivo introdutório e conceituação histórica; apresenta modelos de saúde e análise crítica do modelo biomédico (positivismo, mecanicismo, biologicismo, tecnificação, individualismo, curativismo, hospitalocentrismo). inclui material teórico, complementar e referências.

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<p>Conteudista: Prof. Me. Danilo Cândido Bulgo</p><p>Revisão Textual: Prof. Me. Luciano Vieira Francisco</p><p>Objetivo da Unidade:</p><p>Evidenciar o processo introdutório e as principais conceituações sobre a promoção da saúde.</p><p>˨ Material Teórico</p><p>˨ Material Complementar</p><p>˨ Referências</p><p>Conceituação e Princípios Históricos da Promoção da Saúde</p><p>Introdução</p><p>Neste momento de sua formação acadêmica, você identificará que é fundamental compreender alguns aspectos importantes que estão</p><p>relacionados com a área da saúde, sendo de grande relevância visualizar de modo ampliado tais temáticas, pois deste modo surge a necessidade</p><p>de inserir o profissional de enfermagem em campos de atuação que envolvem a sociedade nas suas mais variadas demandas.</p><p>Vale destacar que para elevar seu conhecimento, faz-se importante acessar os materiais didáticos disponíveis, pois você poderá abarcar</p><p>componentes que irão emponderar sua trajetória na Disciplina.</p><p>Vamos lá? Bom estudo!</p><p>Conceituação e Princípios Históricos da Promoção da Saúde</p><p>Para iniciar nossa contextualização sobre a promoção da saúde, é necessário realizar um resgate histórico sobre essa importante vertente que</p><p>está inserida na prática de saúde humana.</p><p>Promoção de saúde no cenário contemporâneo se destaca por ser um campo que vem ganhando cada vez mais ênfase entre os profissionais de</p><p>saúde e pesquisadores que utilizam dessa temática para disseminar informações e ações fundamentais para empoderar o conhecimento</p><p>individual e coletivo da população.</p><p>Antes de aprofundar na temática principal desta Unidade, temos que elencar alguns determinantes importantes para se compreender como</p><p>surgiu a promoção da saúde e qual é seu papel para os profissionais da saúde, ambiente e sociedade, de modo que a seguir leia atentamente os</p><p>modelos de saúde e sua relevância.</p><p>Modelo Biomédico: Contextualização</p><p>Por muitos anos, o conceito da palavra saúde era visto como ausência de doença, dor ou alteração, ou seja, só era considerado saudável aquele</p><p>indivíduo que não tinha diagnóstico patológico.</p><p>E nessa perspectiva, o modelo biomédico se destaca, pois durante muitos anos imperou na sociedade, ademais, em sua essência, visa</p><p>exclusivamente os aspectos biológicos e mecanicistas, a fragmentação da saúde humana, hospitalocentrismo, a busca pela cura, individualismo,</p><p>a negação da saúde pública, da saúde mental e do conceito do cuidar baseado na humanização.</p><p>Além disso, o conceito biomédico não valoriza os aspectos sociais e sua relevância sobre a saúde do indivíduo e, por fim, alternativas ou</p><p>estratégias que envolvem a promoção da saúde não surtem nenhum efeito positivo na saúde humana. Veja a seguir as características do modelo</p><p>biométrico:</p><p>1 / 3</p><p>˨ Material Teórico</p><p>Positivismo: tem a verdade científica;</p><p>Fragmentação/especialização: ensino com ênfase na anatomia, estudando segmentos do humano, dando origem às múltiplas</p><p>especialidades médicas;</p><p>Você percebeu como a visão biomédica se torna negativa e bastante limitada em consonância ao cuidar humano? Assim, esse modelo possui uma</p><p>visão no cuidar centrado nos aspectos médicos, onde as outras áreas de saúde não possuem tamanha importância no cuidar. O médico é a figura</p><p>central do cuidar.</p><p>Ainda pensando no modelo biomédico, quando um profissional de saúde inicia o processo de anamnese, não se indaga como fator primário</p><p>sobre a história psicológica ou social de um paciente; ao invés disso, tende a analisar e buscar por alterações biofísicas ou genéticas. A ênfase se</p><p>concentra em testes laboratoriais e nos processos físicos que afetam a saúde humana, como a bioquímica, fisiologia e patologia de uma condição</p><p>– e não nos sentimentos que podem ser assertivos para conduzir uma terapêutica e planos futuros de tratamento.</p><p>Mecanicismo: considera o corpo humano como uma máquina;</p><p>Biologicismo: as doenças são causadas sempre por um agente causal (biológico, físico, químico);</p><p>Tecnificação: centraliza os processos de diagnóstico e cura nos procedimentos e equipamentos tecnológicos;</p><p>Individualismo: focaliza no indivíduo, negando os grupos sociais e comunidade;</p><p>Curativismo: dá ênfase à cura das doenças, em detrimento da promoção de saúde, e da prevenção das doenças;</p><p>Hospitalocêntrico: o melhor ambiente para tratar as doenças é o hospital, porque tem todos os exames acessíveis e se</p><p>administra medicamentos nas horas certas (BRASIL, 2010).</p><p>Reflita</p><p>Lendo essas considerações, você percebe como esse modelo é inadequado? Como podemos tratar de algum</p><p>paciente sem levar em consideração os aspectos biopsicossociais e espirituais que envolvem o ser humano?</p><p>Importante!</p><p>Esse modelo tem como consequência uma posição de cunho autoritário, unidisciplinar e com intensa</p><p>utilização de recursos hospitalares, exames, fármacos e medicina altamente especializada, excluindo</p><p>totalmente os aspectos biopsicossociais que envolvem a vida humana.</p><p>Desse modo, a seguir compreenderemos outro modelo de saúde que ganhou espaço no cenário do cuidar na Contemporaneidade. Leia</p><p>atentamente a conceituação e perceba as diferenças entre o modelo biomédico versus biopsicossocial.</p><p>Modelo Biopsicossocial e Espiritual: Contextualização</p><p>Ao contrário do que se preconiza o cuidar pautado na visão biomédica, o modelo biopsicossocial e espiritual se destaca por não ser linear e sua</p><p>contextualização não tem a atenção centrada na doença.</p><p>A ótica em relação ao indivíduo é multidimensional, integral e ampliada, tornando-se extremamente importante, pois é necessário identificar os</p><p>contextos biológicos, psicológicos e sociais, sem deixar de lado o fator espiritual. Assim, ao observar o sujeito na sua totalidade, o profissional</p><p>pode obter informações relevantes, com o objetivo central em realizar uma avaliação precisa, específica e de caráter global sobre o estado de</p><p>saúde do indivíduo e, por conseguinte, viabilizar condutas permeáveis frente as suas necessidades, restrições e incapacidades.</p><p>Figura 1 – Modelo biopsicossocial e espiritual</p><p>Fonte: Adaptada de Freepik</p><p>Pensando nesse modelo de atenção, a Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1947 reformulou o significado da palavra saúde, vista antes</p><p>como “ausência de doença” e agora evidenciada como um estado de completo bem-estar físico, mental e social – e não apenas a ausência de</p><p>doença. Ademais, não se pode esquecer que os fatores espirituais são inclusos nessa nova definição advinda da OMS. Essa nova reformulação</p><p>ampliou o sentido da palavra saúde em relação à vida humana, e assim novas visões puderam ser exploradas, a fim de perceber a</p><p>multidimensionalidade que abarca uma pessoa.</p><p>Frente a conceituação da OMS, nenhum sujeito (ou população) será totalmente saudável ou doente. Ao longo de sua existência enquanto ser</p><p>humano, vivenciará condições de saúde/doença, de acordo com suas potencialidades, condições de vida e sua interação com elas.</p><p>No modelo biopsicossocial, o cuidar é centrado na pessoa – e não na doença. Características multidimensionais do ser se tornam essenciais para</p><p>o desenvolvimento da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida.</p><p>O modelo biopsicossocial admite que a doença seja vista como um resultado da interação de mecanismos celulares, teciduais, organísmicos,</p><p>interpessoais e ambientais, ou seja, diversos fatores estão envolvidos em um processo de saúde-doença. De tal modo, observar nesse discurso a</p><p>totalidade que abarca o ser humano de modo contextualizado em todos os aspectos inerentes ao seu espaço vital, visando aos aspectos</p><p>orgânicos, psicológicos, culturais e socioeconômicos, tornando-se claro que cada característica pode influenciar a saúde de modo dinâmico.</p><p>Pensando no modelo biopsicossocial e espiritual, vale destacar que tal abordagem possui o objetivo de subsidiar a assistência ao ser humano que</p><p>necessita de cuidados, com cuidadores formais ou informais, equipe de saúde e familiares, viabilizando um olhar holístico – e não apenas</p><p>enfatizando a atenção exclusivamente na doença que aquele sujeito esteja enfrentando.</p><p>Nessa visão, ao invés de “tratar uma doença”, o profissional</p>
<p>atuante baseado no modelo biopsicossocial pauta seu ofício no “cuidar de alguém de</p><p>maneira global”, e essa assistência se dará por meio de ações e estratégias integradas por uma equipe multiprofissional, que será formada por</p><p>profissionais de diferentes áreas do saber, tais como médicos, enfermeiros, pedagogos, psicomotricistas, fisioterapeutas, nutricionistas,</p><p>psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, farmacêuticos, assistentes sociais, biomédicos, profissionais de educação física, dentre</p><p>outros.</p><p>Figura 2 – Equipe multiprofissional em saúde</p><p>Fonte: Getty Images</p><p>Neste perfil de atenção, surge também a clínica ampliada e compartilhada, que visa contemplar de maneira ampla as especificidades e demandas</p><p>do indivíduo a ser atendido. Pensando nos diversos aspectos que compõem essa abordagem, seu diferencial está em ampliar o objeto de saber e</p><p>de intervenção clínica, incluindo a pessoa e os seus fatores contextuais. Assim, a finalidade é desvincular a ênfase de atenção exclusivamente na</p><p>doença, abarcando o paciente como um ser integral.</p><p>Importante!</p><p>Quando se cuida, esse ato não deve ser focado exclusivamente na demanda médica, sendo uma das</p><p>necessidades que o paciente poderá necessitar. É fundamental compreender a importância de verificar as</p><p>possibilidades advindas dos outros profissionais para atuar em determinado caso, onde o cliente inserido</p><p>no modelo biopsicossocial deve ser visto por meio da sua individualidade, constituído por especificidades</p><p>singulares, em que a enfermidade vivenciada nesse momento de sua vida possui relação multifatorial.</p><p>Assim, observe seu paciente de maneira global e humanizada.</p><p>Ademais, a proposta de uma clínica ampliada e compartilhada auxilia no processo construtivo de tomada de decisão mútua entre os profissionais</p><p>de saúde e o indivíduo, implicando de modo positivo o próprio cuidado, sem se esquecer de conceitos importantes, sejam emocionais, sociais,</p><p>culturais e/ou econômicos.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Sobre humanização, o modelo biopsicossocial se baseia nessa abordagem, visto que proporciona um tratamento pautado em uma assistência</p><p>humanizada, acolhedora e proximal ao paciente, familiar e equipe se faz necessária a todo tempo, destacando que o paciente está no foco central</p><p>de sua prestação assistencial, ou seja, ele é o sujeito principal nesse processo de cuidar e deve ser visto na sua totalidade.</p><p>Figura 3 – Cuidado humanizado em saúde</p><p>Fonte: Getty Images</p><p>Leitura</p><p>Clínica Ampliada e Compartilhada</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/clinica_ampliada_compartilhada.pdf</p><p>Palestra Motivacional – Cena de Patch Adams</p><p>Cena Inesquecível: Patch Adams – O Amor é Contagioso</p><p>Vídeos</p><p>Assista a dois vídeos e identifique a diferença do modelo biomédico versus biopsicossocial – veja</p><p>atentamente duas cenas clássicas do filme Patch Adams: o amor é contagioso. Na primeira cena, note como</p><p>o tratamento é pautado exclusivamente na doença, sem o mínimo de humanização, assim como a falta de</p><p>empatia dos profissionais; já na cena seguinte, observe como o olhar para o paciente se transforma.</p><p>Palestra Motivacional - Cena Patch Adams</p><p>Cena Inesquecível : Patch Adams - O Amor é Contagioso</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=0bhK5DiacNA</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=T09TGuDyiQw</p><p>Identificaremos, a seguir, as principais diferenças entre o modelo biopsicossocial (humanizado) e o modelo biomédico (não humanizado):</p><p>Quadro 1 – Diferenciação do modelo biomédico e do modelo biopsicossocial</p><p>Modelo Humanizado/Biopsicossocial e Espiritual Modelo Não Humanizado/Biomédico</p><p>Modelo Humanizado/Biopsicossocial e Espiritual Modelo Não Humanizado/Biomédico</p><p>Aborda o indivíduo e a família de maneira</p><p>individualizada e multidimensional;</p><p>Proporciona uma visão diferenciada e baseada no</p><p>acolhimento e na empatia;</p><p>Cumprimenta, chama pelo nome, olha nos olhos e</p><p>escuta o paciente com atenção;</p><p>Demonstra confiança, segurança e apoio para que</p><p>o paciente possa compreender o que será</p><p>proposto;</p><p>Profissional é acessível;</p><p>Respeita as singularidades, intimidade, crenças e</p><p>os desejos do paciente e familiar;</p><p>Possibilita informações transparentes e proativas</p><p>quanto ao quadro geral e aos resultados obtidos,</p><p>sempre levando em consideração o estado</p><p>emocional dos pacientes e familiares;</p><p>Trata com dignidade o paciente, cuidador e os</p><p>familiares;</p><p>Garante procedimentos que vão ao encontro das</p><p>necessidades do tratamento;</p><p>Valoriza atenção primária (promoção da saúde);</p><p>Prioriza o atendimento biopsicossocial e</p><p>espiritual, além de possuir conhecimento</p><p>associado à prática baseada em evidência;</p><p>Define saúde como o completo estado de bem-</p><p>estar físico, mental e social, incluindo os</p><p>aspectos espirituais.</p><p>Tratamento apático entre paciente e</p><p>familiares;</p><p>Abordagem generalista com base no quadro</p><p>geral ou diagnóstico, focando</p><p>exclusivamente na patologia – e não</p><p>focando no estado biopsicossocial e</p><p>espiritual;</p><p>Desconsidera e ignora os medos, desejos, as</p><p>opiniões e crenças dos pacientes e seus</p><p>familiares;</p><p>Foca exclusivamente no</p><p>diagnóstico/tratamento/procedimento, sem</p><p>considerar as emoções do paciente;</p><p>Tem postura de superioridade,</p><p>menosprezando o paciente e a sua família,</p><p>ou inibindo suas dúvidas;</p><p>Trata a situação do paciente como se este</p><p>não estivesse naquele momento próximo do</p><p>profissional;</p><p>Possibilita informações técnicas ou pouco</p><p>esclarecedoras – lembre-se de ser</p><p>acessível, pois cada pessoa possui um grau</p><p>de informação e compreensão;</p><p>Sistêmico, “engessado” e possui visão</p><p>singular;</p><p>Puramente curativo, fragmentado; a</p><p>promoção da saúde e prevenção não são</p><p>prioridades;</p><p>Anamnese ou atendimento rápido e sem</p><p>interesse em ouvir o paciente ou os</p><p>familiares;</p><p>Não valoriza a prática baseada em</p><p>evidências;</p><p>Dificuldade de trabalhar em equipe</p><p>(centrado na Medicina);</p><p>Define saúde como ausência de doença, dor</p><p>ou defeito;</p><p>Concentra-se na patologia, bioquímica e</p><p>fisiologia ao estudar uma doença, sem</p><p>considerar aspectos sociais ou de</p><p>subjetividade.</p><p>Até o momento você conseguiu perceber a importância de enxergar seu paciente na sua totalidade? No entanto, é necessário compreender o</p><p>processo de saúde-doença e observar as dimensões subjetivas diversas – e não exclusivamente de ordem físicas (biológicas) –; neste sentido,</p><p>verificaremos como se dá esse processo.</p><p>Processo Saúde-doença</p><p>A contextualização implicará diretamente na vida humana e este processo ganha destaque por ser uma expressão utilizada para referenciar todas</p><p>as possíveis causas ou características que envolvem o surgimento do ciclo entre a saúde e doença, que acomete um indivíduo ou uma sociedade e</p><p>ainda leva em consideração que ambos estão conectados e são consequências dos mesmos fatores.</p><p>Pensando nessa abordagem, a determinação do estado de saúde de um sujeito se torna um processo complexo e que necessita de observação</p><p>integral, envolvendo, no seu escopo, múltiplos fatores.</p><p>Observe a Figura a seguir e reflita: somente fatores exclusivamente genéticos podem desencadear uma doença? Ou outros fatores estão</p><p>relacionados nesse contexto?</p><p>Figura 4 – Conhecimento sobre o processo saúde-doença</p><p>Definição e Evolução do Contexto da Promoção da Saúde</p><p>Neste momento da nossa Unidade de estudo e ap��s ter compreendido sobre o modelo biomédico e biopsicossocial, trataremos de outra</p><p>abordagem que é fundamental para o cuidar, sendo esta conhecida como promoção da saúde. Porém, vale destacar que até a década de 1940</p><p>prevalecia o conceito de que as doenças eram compreendidas como a relação entre agente etiológico, alterações fisiopatológicas e um conjunto</p><p>de sinais e sintomas que o indivíduo apresentava e isso se dava pela questão microbiológica para a causa das enfermidades.</p><p>A pessoa que adoecia e seu ambiente não eram prioritários e se tornavam possibilidades não vistas como fatores que influenciaram essa</p><p>problemática. A preocupação basal do médico centrou-se na doença – e não no paciente.</p><p>Então, estudiosos começaram a perceber que diversos fatos implicavam diretamente na saúde do indivíduo, o que</p>
<p>iniciou o processo de</p><p>compreensão ampla em que o ambiente, os aspectos que envolvem a vida humana, incluindo hábitos de vida, cultura, perfil socioeconômico,</p><p>ambiente, dentre outros, tinham influência direta na saúde humana, de modo que o termo promoção da saúde surgiu em meados de 1945, por</p><p>Henry Sigerist, um dos mais famosos historiadores da Medicina, que conceituou quatro importantes vertentes no campo do cuidar:</p><p>Importante!</p><p>O processo saúde-doença identifica e analisa de modo individual e coletivo a distribuição populacional e</p><p>os fatores determinantes do risco de doenças, agravos e eventos associados à saúde humana e, assim, visa</p><p>propor medidas de cunho preventivo, controle e/ou erradicação de enfermidades presentes em um dado</p><p>momento, bem como os danos ou problemas de saúde. Visa também atuar em prol da proteção, promoção</p><p>ou recuperação da saúde, seja no âmbito individual ou coletivo, produzindo, assim, informações amplas e</p><p>conhecimentos científicos para a tomada de decisão no que concerne ao planejamento, à administração e</p><p>avaliação de sistemas, programas, estratégias, serviços e ações de saúde. Desse modo, faz-se necessário</p><p>pensar nos níveis de atenção e na promoção da saúde.</p><p>Promoção da saúde;</p><p>Prevenção da doença;</p><p>Restauração do doente;</p><p>Reabilitação.</p><p>Figura 5 – Henry Sigerist, pesquisador no campo da promoção da saúde</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>Desde então, começou-se a pensar em um movimento que revolucionaria a saúde em nível mundial e o assunto despertou o interesse de</p><p>pesquisadores. O movimento voltado para a promoção da saúde ganhou destaque com Henry Sigersit; contudo, foi no Canadá, no ano de 1974,</p><p>com a divulgação do Informe Lalonde, documento oficial a receber a denominação de promoção da saúde, lançado por meio de motivação</p><p>política, técnica e econômica, visando o enfrentamento contra os aumentos do custo da saúde (LALONDE, 1974).</p><p>Afirmava-se que até aquele momento da história a maioria dos esforços sociais para se melhorar a saúde e a maior parte dos gastos em saúde se</p><p>concentraram na organização do cuidado exclusivamente advindo da Medicina e do médico. Assim, os princípios desse documento se</p><p>relacionavam ao conceito de “campo da saúde” e introduziram os chamados “determinantes de saúde”. Tal conceito abarca o campo da saúde</p><p>em quatro amplos componentes da saúde: a biologia humana (genética e função humana); o ambiente (natural e social), o estilo de vida</p><p>(comportamento individual que afeta a saúde) e a organização dos serviços de saúde.</p><p>Os determinantes de saúde são considerados aqueles fatores sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais</p><p>que possuem relação direta com a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores de risco na população em geral. A qualidade e as condições de</p><p>vida de cada indivíduo, bem como uma localidade e/ou comunidade poderão determinar a saúde da população.</p><p>Figura 6 – Determinantes sociais de saúde</p><p>Fica evidente que os determinantes sociais de saúde se tornam uma conceituação do campo de saúde pública, possuindo relação direta com</p><p>acontecimentos, fatos, situações e comportamentos frente os conceitos amplos que abarcam:</p><p>E implicam diretamente e afetam a saúde:</p><p>A vida econômica;</p><p>O social;</p><p>O ambiental;</p><p>A política;</p><p>O governamental;</p><p>A cultura e subjetividade.</p><p>Dos indivíduos;</p><p>Dos segmentos sociais;</p><p>Das coletividades;</p><p>Essa abordagem tinha um pensamento menos pautado no conceito exclusivamente médico e na doença como prioridades, com ênfase voltada</p><p>para a transformação dos estilos da vida humana, em que o foco era pautado na ação em nível individual, adotando-se uma visão</p><p>comportamental e preventivista.</p><p>Continuando a linha histórica sobre a promoção da saúde, em 1978 em Alma Ata, na República do Cazaquistão, ocorreu a I Conferência</p><p>Internacional Sobre Cuidados Primários de Saúde, realizada pela Organização Mundial de saúde (OMS), juntamente com o Fundo de Emergência</p><p>Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), sendo um marco histórico na discussão da atenção primária em saúde. Nessa</p><p>importante conferência, os cuidados primários em saúde se destacaram por serem conhecidos como estratégias para alcançar a meta saúde para</p><p>todos no ano 2000 e elencados como componentes fundamentais de um sistema de saúde que seria o modelo holístico e mais eficaz (CUETO,</p><p>2007). Nesse evento foi desenvolvida a Declaração de Alma Ata.</p><p>Figura 7 – I Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde</p><p>Fonte: abrasco.org</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>Das populações e dos territórios.</p><p>Leitura</p><p>Declaração de Alma Ata sobre Cuidados Primários</p><p>A Declaração de Alma Ata dizia que existia a “[...] necessidade de ação urgente de todos os governos, de</p><p>todos os que trabalham nos campos da saúde e do desenvolvimento e da comunidade mundial para</p><p>promover a saúde de todos os povos do mundo”. Assim, leia a Declaração de Alma Ata na íntegra, a seguir.</p><p>ACESSE</p><p>Após esse evento e a elaboração da Declaração de Alma Ata, surgiu ainda mais a necessidade de se propagar a atenção primária e promoção da</p><p>saúde mundo afora; porém, foi em 1986 que um importante evento afirmou definitivamente essa conceituação, a I Conferência Internacional</p><p>Sobre Promoção da Saúde, que aconteceu em Ottawa, Canadá, e discutiu temáticas fundamentais que auxiliariam em meios para se atingir a</p><p>“saúde para todos no ano 2000” e anos seguintes – e que já fora iniciada em Alma Ata.</p><p>Essa Conferência foi importante porque pensava em uma resposta às crescentes expectativas por um novo modelo de saúde pública, onde a</p><p>população necessitava ser participativa em relação à sua própria saúde. Nessa conferência foram reunidos 35 países, que juntos discutiram</p><p>assuntos para fomentar estratégias que enfatizassem a promoção da saúde e, assim, foi criada a Carta de Ottawa, a qual passou a ser referência ao</p><p>desenvolvimento das ideias de promoção à saúde em todo o mundo.</p><p>Essa carta defende a promoção da saúde como um aspecto indispensável e fundamental de melhoria da qualidade de vida, assim como defende a</p><p>capacitação da comunitária nesse processo, destacando que promover a saúde não deve ser vista como responsabilidade exclusiva do campo da</p><p>saúde ou do governo, mas responsabilidade de todos, em direção ao bem-estar global.</p><p>Fica clara, então, a importância da promoção da saúde. Mas qual é a definição desse conceito?</p><p>Ademais, a Carta de Ottawa destaca que existem alguns pré-requisitos para a saúde, a saber:</p><p>- CARTA DE OTTAWA, 1986, grifo nosso</p><p>Paz;</p><p>Abrigo;</p><p>Educação;</p><p>Alimentação;</p><p>Recursos econômicos;</p><p>Ecossistema estável;</p><p>“[...] promoção da saúde é o processo que visa aumentar a capacidade dos indivíduos e das comunidades para controlarem a</p><p>sua saúde, no sentido de a melhorar. Para atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social, o indivíduo ou o</p><p>grupo devem estar aptos a identificar e realizar as suas aspirações, a satisfazer as suas necessidades e a modificar ou</p><p>adaptar-se ao meio. Assim, a saúde é entendida como um recurso para a vida – e não como uma finalidade de vida; A saúde é</p><p>um conceito positivo, que acentua os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas. Em consequência, a</p><p>promoção da saúde não é uma responsabilidade exclusiva do sector da saúde, pois exige estilos de vida saudáveis para atingir</p><p>o bem-estar.”</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/declaracao_alma_ata.pdf</p><p>Dessa maneira, para se melhorar a saúde decorre da garantia destas condições básicas. Nesse documento ainda se pede que sejam tomadas</p><p>decisões basais para a promoção da saúde, tais como:</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Recursos sustentáveis;</p><p>Justiça social;</p><p>Equidade.</p><p>Inserção de políticas públicas saudáveis;</p><p>Criação de ambientes favoráveis à saúde;</p><p>Reorientação dos serviços de saúde;</p><p>Reforço da ação comunitária;</p><p>Desenvolvimento de habilidades pessoais.</p><p>Leitura</p><p>Carta de Ottawa</p><p>Leia na íntegra a Carta de Ottawa, documento mais importante no que tange</p>
<p>à promoção da saúde. Perceba</p><p>como essa carta traz elementos essenciais para a vida humana.</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/carta_ottawa.pdf</p><p>Figura 8 – Empoderamento e participação popular</p><p>Fonte: Getty Images</p><p>A promoção da saúde ganha destaque por ser o resultado de uma gama de fatores: sociais, econômicos, políticos e culturais, coletivos e</p><p>individuais, que se articulam de modo particular em cada sociedade e em conjunturas específicas.</p><p>Figura 9 – Esquema sobre a promoção da saúde</p><p>Fonte: Adaptada de FARIAS; MINGHELLI; SORATTO, 2020</p><p>É relevante destacar que cada evento supracitado visava à busca por fomentos e melhorias em relação à saúde mundial, pautando e reforçando</p><p>em cada encontro o que foi estipulado pela Carta de Ottawa. Conferências internacionais e regionais são realizadas ao longo dos anos. As</p><p>conferências inseriram na agenda global a discussão sobre o conceito de promoção da saúde, dando ênfase às modificações nos paradigmas da</p><p>saúde mundial.</p><p>A promoção da saúde enfatiza um novo conceito de saúde. A saúde é percebida não como um objetivo em si, mas como recurso da vida cotidiana,</p><p>sendo, portanto, conceituada positivamente com ênfase nos meios sociais e pessoais, bem como nas capacidades físicas (CARTA DE OTTAWA,</p><p>1986).</p><p>Nesta perspectiva, a promoção da saúde visa ao empoderamento individual e coletivo, bem como ao reforço da ação comunitária/participação</p><p>comunitária.</p><p>Em Síntese</p><p>A seguir outros movimentos foram fundamentais para propagar os conceitos acerca da promoção da</p><p>saúde, vejamos:</p><p>II Conferência Internacional Sobre Promoção da Saúde, em Adelaide (1988);</p><p>III Conferência Internacional Sobre Promoção da Saúde, em Sundsvall (1991);</p><p>Conferência Internacional Sobre Promoção da Saúde, em Bogotá (1992);</p><p>I Conferência de Promoção da Saúde no Caribe, em Porto da Espanha (1993);</p><p>IV Conferência Internacional Sobre Promoção da Saúde, em Jacarta (1997);</p><p>Rede de Megapaíses para a Promoção da Saúde, na Suíça (1998);</p><p>V Conferência Internacional Sobre Promoção da Saúde, na Cidade do México (2000);</p><p>III Conferência Latino-Americana de Promoção da Saúde e Educação para a Saúde, em São Paulo (2002);</p><p>VI Conferência Internacional Sobre Promoção da Saúde, em Bangkok (2005);</p><p>Conferência Internacional de Saúde para o Desenvolvimento, em Buenos Aires (2007), dentre outras.</p><p>Empoderar é definido como o processo de desenvolvimento, na comunidade, da capacidade de controle e de habilidades para gerar mudanças</p><p>nos condicionantes sociais da saúde, por meio da mobilização coletiva. Auxiliar nas demandas de promoção da saúde não pode ser unidirecional,</p><p>mas multidimensional, visto que cada um cuida de si e de sua saúde, além de ajudar no cuidado com os outros; assim, empoderar visa intensificar</p><p>a autoassistência e o apoio social. Logo, os indivíduos devem ser atores protagonistas e participativos no processo de saúde.</p><p>Outro quesito importante acerca da promoção da saúde e do envolvimento popular é o desenvolvimento de habilidades pessoais. Nesse sentido, é</p><p>fundamental capacitar a população em geral, a fim de que aprenda durante as etapas do ciclo vital, capacitando para as inúmeras fases da</p><p>existência, incluindo o enfrentamento das enfermidades crônicas e causas externas que afetam a saúde.</p><p>Outro fator relevante é a educação em saúde, tendo como finalidade a melhoria do conhecimento, ampliando as possibilidades de escolhas do</p><p>sujeito, deixando-o livre para tomar suas próprias decisões acerca dos seus comportamentos e de suas vontades. É considerado ainda um</p><p>processo educativo que envolve as relações entre os profissionais da saúde e a sociedade (população), que precisa edificar seus conhecimentos,</p><p>além de elevar sua autonomia nos cuidados em nível individual e coletivo.</p><p>Figura 10 – Empoderamento e promoção da saúde</p><p>Fonte: Getty Images</p><p>Nesse pensamento, empoderamento é definido como o processo pelo qual indivíduos, comunidades e organizações obtêm controle sobre suas</p><p>vidas, podendo-se dizer que empoderar é subsidiar o aumento do poder pessoal e coletivo de indivíduos e grupos sociais nas relações</p><p>interpessoais e institucionais, principalmente daqueles submetidos a relações de opressão e dominação social e ainda dispor para o indivíduo a</p><p>habilidade das conseguir uma compreensão e um controle acerca de suas expectativas pessoais, sociais, econômicas e políticas, agindo para a</p><p>melhoria da sua situação de vida. Alguns valores são aliados ao termo empoderamento, tal como o conceito de poder.</p><p>No cenário brasileiro, tais eventos internacionais, bem como a busca por um modelo funcional e ideal de saúde, influenciaram o movimento da</p><p>reforma sanitária brasileira, de modo que a sequência da nossa linha do tempo explorará a Constituição Federal de 1988 e o sistema único de</p><p>saúde. Vamos lá?</p><p>Sistema Único De Saúde (SUS)</p><p>A elaboração do projeto de criação do Sistema começou a ser pensado nas décadas de 1970 e 1980, ganhando forma e obtendo, enfim, a sua</p><p>formulação mais palpável de ser concretizada. Para inserir o SUS no cenário brasileiro, existiu a participação de grupos que, na busca por</p><p>melhorias no que tange à saúde da população nas mais variadas esferas e engajamentos no movimento sanitário nacional, teve o objetivo de</p><p>estruturar um sistema público de saúde que deveria ter em sua estruturação uma perspectiva de soluções para os problemas enfrentados pela</p><p>população, sendo, então, proposta a busca pela defesa ao direito universal à saúde.</p><p>Em 1986, a VIII Conferência Nacional de Saúde foi um evento importante na história da saúde pública brasileira, visto que as ideias que surgiram</p><p>desse encontro estimularam o movimento sanitarista e, assim, as discussões e os documentos que foram gerados nesse encontro foram</p><p>elementos basais para a criação do futuro sistema de saúde.</p><p>Assim, a saúde pública antes da criação do SUS era extremamente limitada e de responsabilidade do Instituto Nacional de Assistência Médica e</p><p>Previdência Social (Inamps).</p><p>Saiba Mais</p><p>O movimento da Reforma Sanitária surgiu no contexto da luta contra a ditadura militar, no início da</p><p>década de 1970. A expressão foi utilizada para se referir à gama de ideias em relação às mudanças e</p><p>transformações necessárias no campo da saúde. As propostas da Reforma Sanitária procederam,</p><p>finalmente, na universalidade do direito à saúde, oficializado com a Constituição Federal de 1988 e a</p><p>criação do SUS.</p><p>Importante!</p><p>O Inamps teve sua criação no ano de 1977 e era um órgão relacionado ao Ministério da Previdência e</p><p>Assistência Social, assim como proporcionava atendimento de saúde aos indivíduos brasileiros e tinha em</p><p>sua estrutura o seguinte fundamento básico: apenas podia ser atendido por meio da saúde pública o</p><p>indivíduo que trabalhasse em empregos formais, ou seja, trabalhadores que contribuíam com a Previdência</p><p>Social; ou seja, só tinha direito aos serviços públicos de saúde aquela pessoa que tinha a famosa “carteira</p><p>assinada”.</p><p>Mesmo possuindo formalidade empregatícia (carteira assinada) e contribuintes ao sistema, os trabalhadores tinham descontos no salário</p><p>quando utilizavam os serviços. Os dependentes desses trabalhadores tinham o direito de serem atendidos nos serviços e passavam pelo mesmo</p><p>tipo de desconto. A esfera federal e as empresas auxiliavam no financiamento desse sistema.</p><p>Figura 11 – O sistema Inamps</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>O Inamps perdurou por alguns anos e sua extinção ocorreu no final da década de 1980, pois ficou inviável a manutenção do sistema e exclusão da</p><p>população acerca do acesso à saúde. O número de instituições que prestava assistência gratuita era baixo se comparado à demanda de cuidados à</p><p>saúde exigida.</p><p>Observe algumas Figuras sobre a saúde brasileira antes do SUS:</p><p>A população que não tinha essa formalidade, quando necessitava, ou ia aos serviços privados de saúde,</p><p>enquanto outra parcela tinha que arcar com a assistência do “próprio bolso” por consultas, exames e</p><p>procedimentos cirúrgicos, desde os mais simples aos mais complexos. Como naquela época a grande</p>
<p>parte</p><p>da população brasileira não tinha condições financeiras ou proteção governamental, quando necessitava</p><p>de auxílio médico, dependia da caridade de hospitais-escolas, filantrópicos ou, simplesmente, ficava sem</p><p>assistência.</p><p>Figura 12 – Saúde pública e o descaso com a população</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>Figura 13</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>Figura 14</p><p>Fonte: Fiocruz</p><p>Figura 15</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>Figura 16</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>Figura 17</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>Desse modo, por meio da Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990, chamada de Lei Orgânica da Saúde, o SUS teve a sua idealização.</p><p>Vídeo</p><p>História da Saúde Pública no Brasil</p><p>História da saúde pública no Brasil</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=L7NzqtspLpc</p><p>O SUS teve o seu início no ano de 1988, por meio da Constituição Federal brasileira, que em sua essência prediz ser dever do Estado subsidiar e</p><p>garantir saúde para toda a população brasileira. Na essência da Lei 8.080/1990, a saúde se destaca por ser um direito fundamental do ser humano,</p><p>devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.</p><p>Os princípios e as diretrizes do SUS subsidiaram as bases para o funcionamento e a organização do sistema de saúde no âmbito brasileiro,</p><p>afirmando, assim, a participação democrática e humanista.</p><p>- BRASIL, 1990</p><p>Importante!</p><p>O SUS destaca que todo indivíduo tem, por Lei, direito à saúde, independentemente de sua classe social,</p><p>renda, sexo, idade, etnia, religião, orientação sexual ou outra característica. O acesso a qualquer serviço</p><p>deve ser universal.</p><p>“Lei 8.080/1990 abarca ainda elementos fundamentais como: promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e estruturação, bem</p><p>como o funcionamento dos serviços correspondentes e ainda diz que o Estado deve viabilizar de modo amplo a saúde, além de atuar na</p><p>formulação e execução de políticas que visem a diminuição de doenças e de outros agravos a saúde humana, além de garantir condições que</p><p>assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação;</p><p>§ 2º. O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade.</p><p>Art. 3º. A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio</p><p>ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população</p><p>expressam a organização social e econômica do país.</p><p>Parágrafo único – Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do disposto no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à</p><p>coletividade condições de bem-estar físico, mental e social.”</p><p>Figura 18 – Logo do SUS</p><p>Fonte: Wikipedia Commons</p><p>Observemos, a seguir, as diretrizes básicas previstas na Constituição Federal, por meio do artigo 198:</p><p>“I. Universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência;</p><p>II. Integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos,</p><p>individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema;</p><p>III. Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral;</p><p>IV. Igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie</p><p>V. Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde;</p><p>VI. Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário;</p><p>VII. Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática;</p><p>VIII. Participação da comunidade;</p><p>IX. Descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo: a) ênfase na descentralização</p><p>dos serviços para os municípios; b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde;</p><p>A história do SUS é extremamente importante à sua formação e para facilitar a compreensão identificaremos uma linha do tempo sobre as datas</p><p>históricas acerca da saúde pública nacional:</p><p>- BRASIL, 1990</p><p>X. Integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico;</p><p>XI. Conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos</p><p>Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população;</p><p>XII. Capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência;</p><p>XIII. Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos.”</p><p>1923 – Criação das Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAP)</p><p>Garantir pensão em caso de algum acidente ou afastamento do trabalho por doença, e uma futura aposentaria.</p><p>1932 – Criação dos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs)</p><p>As CAP são substituídas pelos IAPs, que eram autarquias de nível nacional centralizadas no governo federal.</p><p>1965 – Criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS)</p><p>Em 1964, foi criada uma comissão para reformular o sistema previdenciário, que culminou com a fusão de todos os IAPs no INPs.</p><p>1977 – Criação do SINPAS e do INAMPS</p><p>Sistema Nacional de Assistência e Previdência Social e o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (órgão governamental prestador da</p><p>assistência médica).</p><p>1982 – Implantação do PAIS, Programa de Ações Integradas de Saúde</p><p>Ênfase na atenção primária, sendo a rede ambulatorial pensada como a “porta de entrada” do sistema.</p><p>1986 – 8ª Conferência Nacional de Saúde</p><p>Prosposta de Criação do SUS (Sistema Único de Saúde).</p><p>1987 – Criação dos SUDS, Sistemas Unificados e Descentralizados de Saúde</p><p>Universalização e equidade no acesso aos serviços de saúde;</p><p>Integralidade dos cuidados assistenciais;</p><p>Descentralização das ações de implementação de distritos sanitários</p><p>1988 – Constituição Federal</p><p>Prevê entre os artigos 196 e 200 uma seção específica para tratar das políticas de Saúde</p><p>O artigo 196 destaca que:</p><p>- BRASIL, 1988</p><p>“A saúde como sendo direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à</p><p>redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção,</p><p>proteção e recuperação.”</p><p>1990 – Lei Orgânica do SUS e Lei Complementar do SUS</p><p>Lei Orgânica do SUS, Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990: dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a</p><p>organização e o funcionamento dos serviços correspondentes;</p><p>Lei Complementar do SUS, Lei nº 8.142/1990: deliberação sobre o caráter participativo da comunidade na gestão do SUS e sobre a redefinição das</p><p>formas de transferência intragovernamentais dos recursos financeiros.</p><p>1991 – Criação da CIT e CIB</p><p>Comissão de Intergestores Tripartite e Comissão de Intergestores Bipartite gestão colegiada do SUS, compartilhada entre os vários níveis de governo.</p><p>1993 – NOB-SUS 93 Norma Operacional Básica do Sistema Único de Saúde</p><p>Estabeleceu normas e procedimentos reguladores com foco no avanço de processos descentralização.</p><p>Em 1988, com a Constituição Federal, a conceituação do que a saúde significa começou a ganhar novos paradigmas, priorizando, então, o direito</p><p>de todos os indivíduos e dever do Estado, agrupando o conceito ampliado de saúde, enfatizando os seus determinantes e condicionantes:</p><p>Nessa perspectiva, em sua estruturação o SUS possui princípios doutrinários e organizativos que auxiliam na demanda do sistema, conforme a</p><p>seguinte organização:</p><p>Você consegue diferenciar igualdade de equidade? Observe as Figuras a seguir:</p><p>O meio físico: condições geográficas, água, alimentos, habitação;</p><p>O meio socioeconômico e cultural: ocupação, renda, educação;</p><p>Os fatores biológicos: idade, sexo, herança genética e os agentes etiológicos;</p><p>A oportunidade e o acesso aos meios que viabilizem aspectos como a promoção, proteção e recuperação da saúde (BRASIL,</p><p>1988).</p><p>Principios do Sistema Único de Saúde:</p><p>Doutrinários: Universalidade; Equidade; Integralidade;</p><p>Organizativos</p>
<p>[diretrizes]: Regionalização; Hierarquização; Descentralização; Participação</p><p>Popular.</p><p>Principios doutrinários:</p><p>Universalidade: todo cidadão tem direito e acesso à saúde e a seus serviços e ações, e é</p><p>dever do Poder Público garantir isso;</p><p>Equidade: visa diminuir as disparidades regionais e sociais, em busca de maior equilíbrio</p><p>no acesso e atendimento aos cidadãos;</p><p>Integralidade: as necessidades particulares de uma pessoa ou de um grupo, mesmo que</p><p>minoritário, devem ser levados em condireção para que haja atendimento integral.</p><p>Princípios organizativos:</p><p>Descentralização: os poderes devem ser distribuídos de forma integrada e articulada nas</p><p>três esferas governamentais: federal, estadual e municipal;</p><p>Regionalização e hierarquização: os serviços devem se articular de forma a hierarquizar os</p><p>casos segundo sua complexidade para atender a demanda de determinada área geográfica</p><p>de forma integrada;</p><p>Participação da comunidade: estratégias para estabelecer a participação da comunidade</p><p>na formulação e avaliação das políticas de saúde, principalmente por meio dos conselhos</p><p>de saúde.</p><p>Figura 19 – Compreendendo as diferenças básicas entre igualdade e equidade</p><p>Fonte: azsba.org</p><p>Figura 20 – Diferença de equidade e igualdade</p><p>Fonte: bestrongfamilies.org</p><p>O que concerne ao aspecto da igualdade é visível nas imagens em que todos os indivíduos possuem acesso ao objeto (nestes casos, à caixa ou</p><p>bicicleta); porém, observando-as, tais objetos atendem de modo equitativo às reais necessidades das pessoas? É perceptível que não e o SUS</p><p>parte dessa premissa, onde não adianta fornecer atendimento de saúde, cabendo, na verdade, atender às necessidades e especificidades de cada</p><p>pessoa. Pode-se então pensar que, por exemplo, considerando que duas mulheres estão enfrentando um processo de câncer mamário, será que</p><p>ambas necessitarão da mesma assistência? Não, dado que cada indivíduo tem a sua própria necessidade e particularidades frente a patologia.</p><p>Princípios Doutrinários do SUS</p><p>Vamos conhecer mais os princípios doutrinários e organizativos do SUS?</p><p>Princípios Organizativos do SUS</p><p>Vídeos</p><p>Princípios Doutrinários do SUS</p><p>Princípios Organizativos do SUS</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=k1J6kBldkGI</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=NmVWpCIQTlE</p><p>Percebeu a pluralidade e relevância do SUS? Vejamos como o Sistema faz diferença na vida da população:</p><p>É o maior sistema de saúde pública do mundo;</p><p>Sem o SUS, a maioria dos cidadãos brasileiros não teria acesso a um sistema de saúde;</p><p>Mais de 1,5 bilhão de procedimentos, que vão desde a aferição de pressão arterial a transplantes, são realizados por ano;</p><p>O Sistema é responsável por levar atendimento à população aos povos do campo, ribeirinhos e das florestas;</p><p>Acesso a medicamentos gratuitos de baixo e alto custo;</p><p>Imunização populacional por meio de vacinação contra inúmeras doenças por meio do Programa Nacional de Imunização</p><p>(PNI).</p><p>Saiba Mais</p><p>Vale destacar que desde 1973 o PNI garante acesso gratuito a todos os tipos de vacinas recomendadas pela</p><p>OMS e são oferecidas as principais vacinas para a população; assim, o Programa é fundamental para os</p><p>cidadãos, pois o próprio Ministério da Saúde destaca que o último caso de varíola notificado no território</p><p>nacional foi em 1971; já a poliomielite foi extinta no País no ano de 1989, em que o último caso da doença</p><p>foi registrado.</p><p>Figura 21 – Vacinação</p><p>Fonte: Getty Images</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Leitura</p><p>Programa Nacional de Imunizações</p><p>O SUS ainda atua juntamente com as Práticas Integrativas e Complementares em saúde (Pics), sendo recursos terapêuticos que</p><p>visam atuar em prol da prevenção de doenças e a recuperação da saúde humana, enfatizando em sua essência uma escuta</p><p>acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do indivíduo com o meio ambiente e o ambiente</p><p>(sociedade). Existe uma política própria, conhecida como Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS</p><p>(PNPIC), comumente encontrada em práticas como medicina tradicional chinesa/acupuntura; medicina antroposófica;</p><p>homeopatia; plantas medicinais e fitoterapia; termalismo social/crenoterapia; arteterapia; ayurveda; biodança; dança circular;</p><p>meditação; musicoterapia; naturopatia; osteopatia; quiropraxia; reflexoterapia; reiki; shantala; terapia comunitária integrativa;</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/livro_30_anos_pni.pdf</p><p>Figura 22 – Prática integrativa de yoga</p><p>Fonte: Getty Images</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>yoga; apiterapia; aromaterapia; bioenergética; constelação familiar; cromoterapia; geoterapia; hipnoterapia; imposição de</p><p>mãos; ozonioterapia; terapia de florais.</p><p>Leitura</p><p>PNPIC: Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS</p><p>Explore as Pics e compreenda sua relevância para o SUS e para a saúde populacional.</p><p>Transplante de órgãos: o Brasil é considerado mundialmente como o país com o maior sistema público de transplantes e por</p><p>meio do SUS, oferecendo assistência integral ao paciente que recebeu o transplante, proporcionando de exames preparatórios</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_praticas_integrativas_complementares_2ed.pdf</p><p>Figura 23 – Samu: assistência móvel de urgência</p><p>Fonte: pm.ce.gov.br</p><p>a medicamentos e assistência pós-transplantes;</p><p>O SUS prioriza também o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192), que é um programa com a finalidade de</p><p>prestar socorro à população em casos de emergência e, assim, o Samu funciona 24 horas por dia, com equipes de profissionais</p><p>de saúde compostas por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas;</p><p>No SUS existem campanhas, programas e estratégias para a redução do controle do tabagismo, álcool e drogas;</p><p>O Sistema coloca o Brasil como a maior e mais complexa rede de bancos de leite do mundo;</p><p>Atua em prol da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao vírus da imunodeficiência humana (HIV);</p><p>Campanha contraceptiva e prevenção de gravidez na adolescência e sexo seguro;</p><p>Campanhas diversas de prevenção e promoção da saúde;</p><p>Estratégia de Saúde da Família (ESF), Unidade Básica de Saúde (UBS), Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), e-SUS</p><p>Atenção Básica (e-SUS AB);</p><p>Programa Academia da Saúde, lançado em 2011, é uma estratégia de promoção da saúde e produção do cuidado, funcionando</p><p>com a implantação de espaços públicos especialmente preparados para incentivar a prática de atividade física e redução do</p><p>sedentarismo;</p><p>Programa Saúde na Escola (PSE) é uma política intersetorial criada no ano de 2007. Objetiva a integração e articulação</p><p>permanente da educação e saúde, proporcionando melhoria da qualidade de vida de crianças, adolescentes, jovens e adultos da</p><p>educação pública nacional;</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>O SUS abarca ainda a estratégia Consultório na Rua, instituída pela política nacional de atenção básica em 2011, objetivando</p><p>expandir o acesso do grupo populacional que se encontra em situação de rua aos serviços de saúde, subsidiando, de modo mais</p><p>oportuno, atenção multidimensional e integral à saúde para essa população, em que a vulnerabilidade é alta e os vínculos</p><p>familiares podem estar interrompidos ou fragilizados;</p><p>No ano de 2014 foi normatizada a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema</p><p>Prisional (Pnaisp), atendendo indivíduos que se encontrem sob custódia do Estado, seja em regime fechado, semiaberto,</p><p>aberto ou cumprindo medida de segurança na modalidade de tratamento ambulatorial;</p><p>O Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) foi estruturado a partir dos</p><p>princípios do SUS, desempenhando papel fundamental. A vigilância em saúde ambiental relacionada à qualidade da água</p><p>abrange o conjunto de ações adotadas continuamente pelas autoridades de saúde pública, a fim de garantir o respeito à norma</p><p>de qualidade estabelecida na legislação vigente e avaliar os riscos da água para a saúde humana;</p>
<p>Leitura</p><p>Diretriz Nacional do Plano de Amostragem da Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano</p><p>Você já estudou sobre o Programa Vigiagua? Então leia o material a seguir.</p><p>O SUS atua em prol da fiscalização geral de diversos setores por meio da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e</p><p>Controle de Zoonoses (Subvisa), que averigua o cumprimento de normas sanitárias. É de responsabilidade da Vigilância</p><p>Sanitária de Zoonoses a imunização de animais, castração, o controle de pragas, a prevenção e o controle de doenças de</p><p>animais urbanos e rurais, entre outras ações;</p><p>Em ambientes como aeroportos, portos e rodoviárias do Brasil o SUS atua de maneira direta, visto que a vigilância sanitária</p><p>protagoniza uma importante função, exercida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A grande circulação de</p><p>indivíduos, bens e serviços torna os pontos de entrada no País áreas propícias para a disseminação de doenças. Por isso o</p><p>órgão regulador fiscaliza o cumprimento de normas sanitárias, além da adoção de medidas preventivas e de controle de surtos,</p><p>epidemias e agravos à saúde pública naqueles locais. A Anvisa possui a habilidade de controlar a importação, exportação e</p><p>circulação de matérias-primas e mercadorias sujeitas à vigilância sanitária;</p><p>Cartão SUS: todo cidadão brasileiro ou estrangeiro que mora no País pode obter o cartão nacional de saúde, o qual armazena os</p><p>dados individuais sobre os usuários do SUS, tais como datas e locais de atendimento, serviços prestados e identificação dos</p><p>profissionais</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretriz_nacional_plano_amostragem_agua.pdf</p><p>Figura 24 – Cartão SUS</p><p>Fonte: cartaosus.org</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Estamos quase finalizando esta Unidade, porém, antes é necessário identificar a política nacional de promoção da saúde.</p><p>Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS): Contextualização e Relevância</p><p>A PNPS se destaca por reconhecer a promoção da saúde como uma gama de estratégias e modos de inserir, produzir e reafirmar a saúde no</p><p>cenário individual e coletivo, enfatizando a articulação e cooperação intra e intersetorial, formação e articulação de rede de atenção à saúde com</p><p>ampla participação e controle social.</p><p>A PNPS foi aprovada por meio da Portaria 687, de 30 de março de 2006, com o objetivo de produzir saúde, intensificar e propagar práticas</p><p>sanitárias positivas e ampliar ações, estratégias, fomentos de promoção da saúde nos serviços e na gestão do SUS.</p><p>Leitura</p><p>Carta dos Direitos e Deveres dos Usuários do SUS</p><p>Esse documento se coloca como um dispositivo para o cidadão conhecer seus direitos de acesso ao sistema</p><p>de saúde vigente e pretende estimular discussões nos diferentes níveis de atenção, capazes de ampliar a</p><p>participação do usuário na cogestão e qualificação da atenção à saúde como um bem público. Conheça o</p><p>documento a seguir.</p><p>https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/hu-ufsc/acesso-a-informacao/programas-e-projetos/CartadosDireitoseDeveresdosUsurios.pdf</p><p>O objetivo geral da PNPS visa à promoção do senso de equidade e à melhoria das condições de vida, além dos modos de viver, maximizando a</p><p>potencialidade da saúde em nível individual e coletivo, tendo, nesse escopo, a redução das vulnerabilidades e riscos à saúde, decorrentes dos</p><p>determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais (BRASIL, 2014).</p><p>A Portaria 2.446, de 11 de novembro de 2014, que redefiniu a PNPS (BRASIL, 2014), estabeleceu como diretrizes:</p><p>Nesse sentido, a Portaria 2.246 estabelece valores que devem ser prioritários na PNPS: solidariedade, felicidade, ética, respeito às diversidades,</p><p>humanização, corresponsabilidade, justiça social e inclusão social.</p><p>Ainda, a própria Portaria deixa especificado, como princípios da PNPS, a equidade, participação social, autonomia, o empoderamento, a</p><p>intersetorialidade, intrasetorialidade, sustentabilidade, integralidade e territorialidade.</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Chegamos ao final desta Unidade. Você notou quantos assuntos importantes foram evidenciados? É indispensável que leia atentamente o</p><p>conteúdo, bem como acesse os materiais complementares, com o objetivo de elevar o seu conhecimento sobre as temáticas estudadas.</p><p>Lembre-se da importância da promoção da saúde e dos componentes que envolvem o SUS.</p><p>O estímulo à cooperação e articulação intra e intersetorial para ampliar a atuação sobre determinantes e condicionantes da</p><p>saúde;</p><p>Fomento ao planejamento de ações territorializadas de promoção da saúde, para favorecer a construção de espaços de</p><p>produção social, ambientes saudáveis e a busca da equidade, garantia dos direitos humanos e da justiça social;</p><p>Incentivo à gestão democrática, participativa e transparente;</p><p>Ampliação da governança no desenvolvimento de ações de promoção à saúde; estímulo à pesquisa, produção e difusão de</p><p>experiências, conhecimentos e evidências;</p><p>Apoio à formação e educação permanente em promoção à saúde;</p><p>Incorporação das intervenções de promoção à saúde no modelo de atenção à saúde, especialmente no cotidiano dos serviços</p><p>de atenção básica, por meio de ações intersetoriais;</p><p>Organização dos processos de gestão e planejamento dessas ações, de modo transversal e integrado (BRASIL, 2014).</p><p>Leitura</p><p>Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS)</p><p>https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude.pdf</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Vídeos</p><p>História da Promoção da Saúde</p><p>Promoção da Saúde</p><p>2 / 3</p><p>˨ Material Complementar</p><p>História da Promoção da Saúde</p><p>Sala de Convidados - Promoção da Saúde</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=DJ2Bbbps5TM</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=IoidCnquqoM</p><p>O que é Promoção de Saúde?</p><p>Leitura</p><p>Política Nacional de Promoção da Saúde: o Percurso de Elaboração, Implementação e</p><p>Revisão no Brasil</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Promoção da Saúde e Qualidade de Vida</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>O que é Promoção de Saúde?</p><p>https://revistas.ufpr.br/diver/article/view/75213</p><p>https://www.scielo.br/j/csc/a/HN778RhPf7JNSQGxWMjdMxB/?lang=pt</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=gTnDdo0Er3E</p><p>BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial da União – Seção II, Brasília, DF, p. 33-34, 05/10/1988.</p><p>________. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política nacional de promoção da saúde. 3.</p><p>ed. Brasília, DF, 2010.</p><p>________. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 2.446, de 11 de novembro de 2014. Redefine a Política Nacional de</p><p>Promoção da Saúde (PNPS). Brasília, DF, 2014. Disponível em:</p><p><https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/prt2446_11_11_2014.html>. Acesso em: 25/05/2022.</p><p>FARIAS, J. M. de; MINGHELLI, L. C.; SORATTO, J. Promoção da saúde: discursos e concepções na atenção primária à saúde. Cadernos Saúde</p><p>Coletiva, v. 28, n. 3, 2020, p. 381-389. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1414-462X202028030351>. Acesso em: 06/06/2022.</p><p>LALONDE, M. New perspective on the health of canadians o working document. 1. ed. Ottawa, Canada: Minister of Supply and Services, 1974.</p><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION. Constitution of the World Health Organization. 1. ed. S.l., 1947.</p><p>3 / 3</p><p>˨ Referências</p>

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